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VAQUINHA (Diabrotica speciosa)


  • Características: é uma séria praga de numerosas culturas agrícolas, incluindo, o milho, feijões, soja, batata, trigo, melão, pepino, couve, brócolis, espinafre e alface. Os adultos são besouros verdes, com manchas amarelas nos élitros. São muito conhecidos, principalmente pela sua coloração verde-amarela, recebendo às vezes a dominação de "nacional" ou "vaquinha-patriota". Cabeça marrom e tíbias pretas. Medem de 5 a 8 mm. As larvas, conhecidas como larva-alfinete, são cilíndricas e, quando completamente desenvolvidas, atingem o tamanho máximo de 10 a 12 mm, com cerca de um mm de diâmetro. Geralmente são de coloração esbranquiçada, sobressaindo a cabeça e o ápice do abdome, que são de coloração preta.
  • Habitat: lavouras.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Alimentação: alimentam-se de folhas e as danificam, deixando-as perfuradas. Os principais danos são causados pelas larvas que fazem pequenos furos na raiz, diminuindo o seu valor comercial. Além do dano direto, a perfuração na raiz facilita a entrada de fungos e bactérias.
  • Reprodução: a fêmea põe os ovos no solo, normalmente em fendas de dessecamento ou junto às raízes das plantas, ou na base do caule da planta. Os ovos são branco-translúcidos e incubam por cerca de 13 dias. As larvas são de hábito subterrâneo e se alimentam de raízes ou tubérculos. Possuem corpo vermiforme branco-amarelado, com cabeça e escudo anal marrom escuros. No seu completo desenvolvimento atinge até 12 mm de comprimento. Ocorrem várias gerações anuais.
Fonte: Vivaterra.org

VAGA-LUME (Lampyris noctiluca)

Macho e Fêmea

  • Características: conhecido também por pirilampo, o macho mede em torno de 10 mm de comprimento e a fêmea, entre 12 a 20 mm. O macho tem duas asas e élitros. Com seu corpo frágil, cor de terra, a fêmea do vaga-lume pode somente arrastar-se no chão. Para compensar a falta de asas, desenvolveu-se algo muito especial durante a evolução do vaga-lume: pequenas glândulas que segregam luciferina, uma substância que em determinadas condições se torna luminescente. A luz verde é o sinal para que o macho interrompa seu balé aéreo e venha juntar-se à fêmea. Essa diferenciação tão marcada entre os sexos é rara entre os coleópteros. A espécie Lampyris noctiluca é a mais comum no Brasil. Sua larva luminescente é muito parecida com a fêmea adulta. Uma molécula de luciferina é oxidada por oxigênio, em presença de trifosfato de adenosina, ocorrendo assim a formação de uma molécula de oxiluciferina, que é uma molécula energizada. Quando esta molécula perde sua energia, passa a emitir luz. Esse processo só ocorre na presença da luciferase, que é a enzima responsável pelo processo de oxidação. As luciferases são proteínas compostas por centenas de aminoácidos, e é a seqüência destes aminoácidos que determina a cor da luz emitida por cada espécie de vaga-lume. Este processo é chamado de "oxidação biológica" e permite que a energia química seja convertida em energia luminosa sem a produção de calor.
  • Habitat: áreas rurais e urbanas, jardins e matas.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: os lampejos equivalem ao início do namoro: são códigos para atrair o sexo oposto. Mas a luminescência também pode ser usada como instrumento de defesa ou para atrair a caça.
  • Alimentação: lesmas e caracóis, mas é capaz de comer até criaturas muito maiores injetando-lhe antes um líquido paralisante.
  • Reprodução: o estágio larval dura seis meses, a maior parte dos quais passada debaixo da terra. Ao emitir luz, a fêmea do vaga-lume corre um risco, pois atrai seus predadores.
  • Predadores naturais: caranguejos, aves e rãs.
  • Ameaças: destruição do habitat, poluição e agrotóxicos.
Fonte: Vivaterra.org

TRIPES (Taeniothrips xanthius)

  • Características: foi introduzida no Brasil em 1961, originário da Ásia Oriental, que se propagava no fícus, o tripes ou lacerdinhas são insetos de tamanho pequeno com aparelho bucal do tipo raspador. São pragas importantes de diversas culturas e, quando presentes em grandes populações, causam danos consideráveis às plantas. Plantas atacadas pelos tripes ficam com coloração prateada, as folhas ficam retorcidas e caem prematuramente. Além do dano direto que provocam pela alimentação os tripes também podem transmitir vírus para as plantas, o que causa, muitas vezes, sua morte. Asas estreitas com longas franjas em suas margens. A coloração é normalmente amarelada ou preta brilhante. As ninfas, fase jovem dos tripés, assemelham-se muito aos adultos com o corpo bastante alongado, porém não apresentam asas. Os machos são de menor tamanho do que as fêmeas. Este inseto provoca intensa irritação nos olhos dos passantes, chegando a provocar graves acidentes de trânsito.
  • Habitat: dentro de folhas enroladas ou na superfície inferior das destas.
  • Ocorrência: em todo o Brasil, nas lavouras de cacau, da cebola, do algodão, bem como no cultivo de plantas ornamentais.
  • Hábitos: quando perturbadas, muitas espécies de tripes podem curvar a ponta de seu abdome para cima.
  • Alimentação: fitófagos, isto é, alimenta-se de plantas.
  • Reprodução: o ciclo de vida dos tripes inclui o ovo, dois estágios de ninfa que se alimentam, um estágio de pré-pupa e pupa que não se alimentam e o adulto. Os ovos são muito grandes em relação ao tamanho da fêmea e são depositados dentro do tecido da planta.
Fonte: Vivaterra.org

TRAÇA DOS LIVROS (Acrotelsa collaris)


  • Características: também chamadas de traças prateadas, são desprovidos de asas. Seu aspecto lembra um peixe prateado , apresentando corpo alongado e com apêndices caudais longos, filiformes, muito característicos. Têm coloração cinza prateada e tamanho entre de 0,85 a 1,3 cm. Podem ocasionar danos a livros e outros materiais. Os jovens assemelham-se aos adultos, exceto por serem menores, apresentando ametabolia, isto é, desenvolvem-se diretamente sem que sofram metamorfose.
  • Habitat: frequentam o ambiente doméstico.
  • Hábitos: são ativas à noite e escondendo-se durante o dia, evitando contato direto com a luz. Assim, ao acender-se a luz de um aposento, as traças procuram se esconder em frestas ou atrás de móveis e quadros.
  • Alimentação: substâncias ricas em proteínas, açúcar ou amido.
  • Reprodução: podem botar de 1000 a 3500 ovos durante sua vida.
  • depositando dois a três ovos por dia. Do ovo sai uma forma jovem que cresce, sofre muda várias vezes, até atingir a fase adulta. Após sair do ovo, há, no mínimo, seis ínstares. O tempo de desenvolvimento, em nossas condições climáticas, é de aproximadamente um ano.

Fonte: Vivaterra.org

TRAÇA DAS ROUPAS (Tineola uterella)



  • Características: possuem coloração clara e medem aproximadamente 1,2-1,5 cm de comprimento. Apresentam na cabeça tufos de pêlos avermelhados e as antenas são um pouco mais escuras do que o restante do corpo. Voam pouco e não são atraídas pela luz.

  • Habitat: locais escuros, tais como armários e gavetas, sendo o ambiente ideal aquele com umidade relativa próxima a 75%, aquecido e escuro.
  • Alimentação: lã, penas, pêlo, cabelo, couro, poeira, papel e ocasionalmente de algodão, linho, seda e fibras sintéticas. Roupas usadas sujas de bebidas, alimentos, suor ou urina, além daquelas guardadas por muito tempo, são as mais atacadas.
  • Reprodução: fêmeas depositam uma média de 40 a 50 ovos em um período de 2 a 3 semanas, morrendo logo após a postura. Os ovos, que possuem uma secreção adesiva, ficam aderidos às fibras dos tecidos das roupas. As larvas sofrem de 5 a 45 mudas, dependendo da temperatura ambiente e do tipo de alimento disponível. As larvas são de coloração esbranquiçada com cabeça escurecida e tecem um casulo, em forma de losango, enquanto se alimentam, podendo ficar parcialmente cobertas por ele. Quando as larvas estão prontas para pupar, elas migram à procura de frestas.

Fonte: Vivaterra.org

TATURANA (Lonomia obliqua)


  • Mariposa
  • Características: as lagartas taturanas (tata = fogo; rana = semelhante) são também conhecidas por lagartas urticantes e lagartas de fogo. Pertencem à Ordem Lepidoptera, grupo que abrange as mariposas e borboletas. Têm grande importância médica, pois, o contato das cerdas (pêlos) de algumas espécies com a pele humana pode causar lesões graves. Estas cerdas possuem glândulas na base ou no ápice, que produzem toxinas que causam as irritações.Possuem cerdas endurecidas sobre o corpo que lembram pinheirinhos de natal. As lagartas no último estágio de desenvolvimento são grandes (6 a 7 cm de comprimento). A coloração normalmente é esverdeada com manchas brancas ou amarronzadas. A pupa é marrom escura e ocorre entre folhas secas ou no solo. São muito perigosas , pois t ocando em suas cerdas, você pode sentir queimação, hemorragias e outros sintomas que podem levar até à morte. O menor contato com os espinhos da lagarta pode provocar irritação, ardência, queimação, inchação, avermelhamento, febre, mal-estar, vômitos. Quando há hemorragia, os sintomas podem aparecer em algumas horas ou em até 3 dias e incluem manchas escuras, sangramentos pela gengiva, nariz, intestinos, na urina e até nas feridas cicatrizadas. Sem assistência médica, a vítima pode até morrer. Mariposas e pulpas não causam problema ao homem. M ede de 5 a 7 cm, tem cor marrom-claro-esverdeado e o dorso é percorrido por faixas longitudinais de cor castanha-escura com manchas Amarelo-ocreadas. O adulto possui aparelho bucal sugador. As mariposas são grandes e apresentam dimorfismo sexual. Os machos têm cerca de 6 cm de envergadura e coloração amarelo-alaranjada, com riscas pretas transversais nas asas anteriores e posteriores. As fêmeas tendem a ser maiores (8 cm de envergadura ou mais) e coloração pardo-violácea. Quando em repouso, as fêmeas mimetizam folhas secas com muita perfeição. Interessante observar que elas sobem e descem sempre em fila indiana (umas atrás das outras). Este fenômeno é chamado de processionismo (procissão) e se deve à liberação de um feromônio de agregação que é secretados por elas.
  • Habitat: matas úmidas de Mata Atlântica e lavouras.
  • Ocorrência: passaram a ocorrer nos pomares no início dos anos 90 e embora não representem ameaça do ponto de vista econômico, são extremamente perigosas à saúde do homem. Ocorrem em todo o Brasil, sendo mais comuns na região Sul.
  • Hábitos: as lagartas são gregárias durante o dia, ocorrendo lado a lado umas das outras, em colônias de 20 a 30 indivíduos, no tronco e ramos grossos de árvores como cedro, abacateiro, bergamoteira, ameixa, araticum, seringueira, pereira, no milharal, etc. Durante a noite se espalham pela planta para se alimentar das folhas, depois descem pelo tronco para repousar. Afora os hospedeiros na mata nativa, as taturanas já foram verificadas em plantas de macieira, pereira, caquizeiro, ameixeira e principalmente pessegueiro. Também podem surgir em plantas de plátano, árvore esta muito utilizada como quebra-vento nos pomares. Tanto é impressionante de ver a maneira como a colônia em repouso consegue se mimetizar com o tronco (normalmente revestido de micro musgos e algas verdes, dado a alta umidade do local) quanto o é, ver a lagarta camuflar-se no chão ao caminhar por entre as folhas caídas. Chama a atenção a maneira extremamente rápida com que se move quando nestas circunstâncias. Embora elas não caminhem habitualmente no solo, supõe-se que quando ela o faz, seja porque caíram acidentalmente de uma folha ou de um galho, seja porque, caminham no chão quando da época de procura por locais em que irão empupar, tornam-se nestas circunstâncias passíveis de oferecer risco de acidentes, principalmente caso alguém venha à pisá-las descalço.
  • Alimentação: folhas.
  • Reprodução: com pouca autonomia de vôo, a fecundação entre o macho e a fêmea ocorre geralmente na mesma árvore-mãe (hospedeira), geralmente em plantas nativas como o tapiá, cedro, aroeira. No Sul do Brasil, em frutíferas comuns como o abacateiro, nespereira e pereira, cujas folhas, nutrem e sustentam o ciclo da sua metamorfose. Após a cópula, os ovos são depositados sobre folhas e galhos. Completada a postura os pais morrem aproximdamente 15 dias depois, pois não se alimentam por terem o aparelho bucal atrofiado. F êmeas adultas geralmente depositam seus ovos, agrupados ou isoladamente, nas folhas da planta hospedeira que servirá de alimento às lagartas. Os ovos têm coloração verde e são levemente ovalados. As larvas nascem e, após devorarem a casca do próprio ovo, que contém substâncias essenciais ao seu desenvolvimento, passam a alimentar-se da planta hospedeira até atingirem seu tamanho máximo. Atingido seu tamanho máximo, param de se alimentar entrando na fase de pupa (crisálida). A eclosão ocorre em média 25 dias após a postura, e as pequenas lagartas iniciam logo sua faina alimentícia. Começam primeiramente a comer a casca de seus ovos e posteriormente as folhas mais duras e assim o fazem regularmente até se transformem em pupas. Nesta fase de crescimento elas trocam de pele 6 vezes, até que finalmente empupam. Para isso, procuram um local seguro para empupar, no solo, junto à base da árvore hospedeira e sob o húmus em umidade de 80% aproximadamente, trocam de pele e já se transformam em pupas. A umidade do local é muito importante para que as pupas não se mumifiquem. Permanecerão imóveis neste estado por 20 dias aproximadamente onde após o rompimento das pupas emergirão as mariposas machos e fêmeas, dando início novamente ao ciclo da vida. No final desta fase, o inseto bombeia hemolinfa (sangue dos insetos) para as extremidades do corpo, a fim de expandir-se rompendo a pele da crisálida e, posteriormente, inflar as asas. Depois que a pele da crisálida se rompe, o inseto apresenta as asas amarrotadas e todo o corpo ainda mole.
  • Predadores naturais: insetos das ordens Diptera, Hymenoptera e Hemiptera além de Vírus e Nematóide.
Fonte: Vivaterra.org

PULGA (Pulex irritans)


  • Características: são pequenos insetos ectoparasitos de aves e, principalmente, mamíferos. Medem geralmente menos de 5 milímetros de comprimento e suas partes bucais são adaptadas para cortar a pele e sugar o sangue do hospedeiro. Não têm asas, mas possuem pernas extremamente fortes, especialmente o par posterior, que possibilita às pulgas moverem-se rapidamente e pularem distâncias muito maiores que o comprimento de seu corpo. As pulgas adultas possuem coloração marrom avermelhada, corpo endurecido (difícil de esmagar entre os dedos), possuem três pares de pernas (pernas posteriores mais largas para possibilitar o salto) e são achatadas verticalmente, o que facilita seu movimento entre os pêlos ou penas do hospedeiro. Os olhos são reduzidos ou mesmo ausentes. O aparelho bucal é do tipo mastigador. As pulgas não causam somente desconforto ao homem e seus animais domésticos, mas também problemas de saúde, tais como, dermatites alérgicas, transmitem viroses, vermes e doenças causadas por bactérias (peste bubônica, tularemia e salmonelose). Apesar das picadas serem raramente sentidas, a irritação causada pelas secreções salivares pode se agravar em alguns indivíduos. Algumas pessoas sofrem uma reação severa resultante de infecções secundárias ocasionadas pelo ato de coçar a área irritada. Picadas no tornozelo e pernas podem, em algumas pessoas, causar dor que pode durar alguns minutos, horas ou dias, dependendo da sensibilidade do indivíduo. Em algumas pessoas não ocorre qualquer reação. A reação típica da picada é a formação de uma pequena mancha dura, avermelhada com um ponto em seu centro. Pode viver até 513 dias.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: a ausência de movimento detona processos biológicos que levam as larvas a eclodirem dos ovos e os adultos a emergirem de suas pupas. Por isso, que a falta de movimento na casa durante as férias ou durante o período em que um imóvel não é alugado é fator determinante na infestação de pulgas. Os ovos e as pupas são "impermeáveis" à inseticidas, cuja ação se restringe às larvas e aos adultos da pulga. As vezes, famílias que viajam por um período razoável de tempo, quando voltam, encontram a residência infestada por pulgas. Isto ocorre porque a casa fica fechada sem hospedeiros (cães e gatos). Assim que a família retorna, ela é atacada pelas pulgas que nasceram no período. São excelentes saltadoras, podendo saltar verticalmente uma altura de aproximadamente 18 cm e horizontalmente 33 cm.
  • Alimentação: somente o adulto é hematófago, isto é, alimenta-se de sangue que pode ser de aves ou mamíferos. Algumas espécies de pulgas dão preferência a uma única espécie de hospedeiro, porém, a maioria pode sugar várias espécies de animais. Por este motivo, as pulgas transmitem doenças ao homem e a outros animais. As larvas das pulgas não possuem pernas, são cegas e evitam a luz. Seu alimento consiste de fezes das pulgas adultas, pele, pêlo e penas. Elas não sugam sangue. As fêmeas adultas não conseguem depositar ovos sem uma refeição, mas os adultos, tanto machos, quanto fêmeas podem sobreviver de dois meses a um ano sem se alimentar.
  • Reprodução: os ovos das pulgas são depositados sobre o hospedeiro, em seu ninho, ou no chão. São esbranquiçados, lisos e ovais. As fêmeas adultas botam ovos (ovipositam), que se transformam em larvas quando encontram boas condições ambientais que, por sua vez, empupam para se transformarem em adultos. Este ciclo se completa por volta de 30 dias, dependendo das condições de temperatura e umidade. As pupas possuem um casulo de seda fabricado pela larva de último ínstar onde ficam aderidos pêlos de animais, poeira e outras sujeiras. Em aproximadamente 5 a quatorze dias as pulgas adultas emergem ou permanecem em repouso dentro do casulo até a detecção de alguma vibração, que pode ser ocasionada pelo movimento de um animal ou homem e quando um animal deita-se sobre ela. A emergência pode ser ocasionada também pelo calor, barulho ou pela presença de dióxido de carbono que significa que uma fonte potencial de alimento está presente.
  • Predadores naturais: pássaros.
Fonte: Vivaterra.org

MUTUCA (Tabanus bovinus)

Características: corpo redondo, colorido com tonalidades vivas e brilhos metálicos. Possuem a abdome fusiforme, cabeça volumosa mais larga que o tórax, olhos ocupam quase toda a superfície, antenas curtas, aparelho bucal curto tipo picador-sugador, tromba adaptada para picar e sugar, asas claras com pequenas manchas , antenas relativamente longas e tamanho maior que o de uma mosca doméstica . Ataca o gado bovino e equino, de grande porte, com comprimento variando de 2 a 2,5 cm. Larvas são anfíbias com forma de cones alongados. Têm dois ganchos na cabeça e o abdome almofadado. Isso lhes permite rastejar em chão úmido sobre plantas aquáticas. As mandíbulas da mutuca são como um par de espadas afiadas, com saliências nos lados como se fossem serras, e que se cruzam como as lâminas de uma tesoura. Suas maxilas são como pequenas lanças de ponta aguçada, capazes de entrar e sair de um orifício como se fossem uma broca pneumática. Mas isso não é tudo. Esse estranho cirurgião, como se estivesse numa sala cirúrgica, suga o sangue de sua vítima, usando seu aparelho sugador. Finalmente, usa um anticoagulante para que o sangue não coagule. A picada da mutuca em si não é prejudicial, embora seja dolorosa, contudo, pode transmitir moléstias: a doença do sono ao ser humano na África e aos cavalos na Índia. No campo este inseto incomoda o gado e cavalos, pousando geralmente na região da anca, dorso do animal, pescoço e patas, locais onde o animal dificilmente consegue "espantá-las". Além de perturbarem o hospedeiro, podem transmitir agentes infecciosos e desencadear reações alérgicas.

  • Habitat: áreas rurais, pastagens e capoeiras. Vivem em geral próximas aos criadouros, abrigando-se nas matas.
  • Ocorrência: todo o Brasil.
  • Hábitos: pica durante as horas quentes do dia. Raramente invadem casa e estábulos, preferindo picar animais a céu aberto. Predominam nos meses quentes e chuvosos, emergindo os adultos sempre nas mesmas estações do ano.
  • Alimentação: as larvas são carnívoras, alimentam-se de pequenos invertebrados de água doce. As fêmeas alimentam-se de sangue, isto é, são hematófagas. Os machos alimentam-se de pólen e néctar das flores.
  • Reprodução: os ovos são colocados às centenas em plantas aquáticas e junto das águas e as larvas desenvolvem-se na água.
  • Predadores naturais: peixes, anfíbios, aves, pássaros e répteis.

Fonte: Vivaterra.org

MURIÇOCA ou PERNILONGO (Culex quinquefasciatus)


  • Características: também conhecidos como pernilongo, O fim das chuvas favorece o aparecimento deste inseto que, se já não bastasse o zumbido desagradável que fazem em nossos ouvidos, ainda picam. Transmite um tipo de filariose conhecida como elefantíase.
  • Habitat: solos alagados, lagoas e córregos poluídos pelo homem nos centros urbanos.
  • Ocorrência: todo o Brasil.
  • Hábitos: noturnos.
  • Alimentação: hematófago. Aquele "bzzzzzzz" infernal que não deixa você dormir é sinal de um inseto faminto em busca do seu jantar.
  • Reprodução: com o fim das chuvas, as muriçocas proliferam, pois os rios secam e as poças d'água pequenas tornam-se viveiros ideais. Afinal elas "gostam" de água suja e com temperatura mais alta. No verão, as fêmeas saem de suas tocas famintas, prontas para picar alguém e extrair do sangue a energia para maturar seus ovários e reproduzir.
  • Predadores naturais: pássaros, aves, répteis, anfíbios.

Fonte: Vivaterra

MOSQUITO PÓLVORA ou MARUIM (Culicoides furens)


  • Características: também conhecidos como borrachudos, são mosquitos pequenos, entre 1 e 2 mm de comprimento, com coloração escura, com peças bucais picadoras curtas, antenas longas e pilosas nas fêmeas e plumosas nos machos. As asas têm venação característica, poucas nervuras, muitos pêlos e sem escamas, com ápice arredondado.
  • Habitat: muito comuns próximos a cursos de água, principalmente em áreas de maré, ricas em matéria orgânica em decomposição, onde suas larvas se desenvolvem. Encontrado no interior, em matas úmidas e brejos. É vetor da filária (Manzonella ozzardi) na América Central, do Sul e Haiti, encontrando-se alta prevalência de indivíduos parasitados em zonas endêmicas. Sabe-se que podem transportar diversos vírus e patógenos para mamíferos e aves silvestres.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: as fêmeas têm hábitos crepusculares de hematofagia e podem picar com voracidade. Adultos voam pouco, não indo muito além dos criadouros para realizar a picada.
  • Alimentação: fêmeas hematófagas causando um ardor no local da picada, o que justifica alguns de seus nomes: mosquito-pólvora ou simplesmente pólvora.
  • Reprodução: suas larvas vivem na água doce ou salgada, conforme a espécie.
  • Predadores naturais: pássaros, aves, répteis, anfíbios.

Fonte: Vivaterra.org

MOSQUITO DA DENGUE (Aedes aegypti)


  • Características: espécie nativa da África e foi descrita originalmente no Egito. É uma das espécies responsáveis pela transmissão do dengue e febre amarela (arboviroses). Possui coloração escura e manchas brancas pelo corpo. As fêmeas picam preferencialmente ao amanhecer e próximo ao crepúsculo, mas podem picar em qualquer hora do dia. Elas podem picar qualquer animal, mas o homem é o mais atacado. Esta espécie abandona o hospedeiro ao menor movimento, passando, desta forma, por vários hospedeiros disseminando-se assim a doença.
  • Habitat: locais onde normalmente são encontradas suas larvas são: pneus, pratos de vasos, latas, garrafas, caixa d'água e cisternas mal fechadas, latas, vidros, vasos de cemitério, piscinas, lagos e aquários abandonados, entre outros.
  • Ocorrência: todo o Brasil.
  • Hábitos: diurnos.
  • Alimentação: hematófago.
  • Reprodução: utiliza recipientes artificiais com água parada para depositar seus ovos que são fixados acima do nível da água. Estes resistem a longos períodos de dessecação, o que permite que seja transportado facilmente de um local para o outro.
  • Predadores naturais: pássaros, aves, anfíbios, répteis.

Fonte: Vivaterra.org

MOSCA DE BANHEIRO (Psychoda sp.)


  • Características: também conhecidas por moscas dos filtros. São aquelas comumente encontradas no banheiro das residências. A sa de ponta arredondada. Os adultos são pequenos, variando de 3 a 5 mm de comprimento, de coloração enegrecida e não têm a capacidade de picar. Não existem registros de doenças transmitidas ao ser humano por estas mosquinhas. Tamanho de 1,5 a 5 mm, coloração acinzentada, com longevidade de 2 semanas.
  • Habitat: locais úmidos, ralos e banheiros.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: costumam pousar nas paredes e até mesmo em nosso corpo quando estamos no banheiro.
  • Alimentação: fungos que se desenvolvem em seus habitats.
  • Reprodução: seus ovos são depositados nas paredes dos ralos, próximo à superfície da água. Se criam nos encanamentos e ralos das residências, chegando a causar desconforto aos habitantes.
  • Predadores naturais: aracnídeos.

Fonte: Vivaterra

MOSCA VAREJEIRA (Chrysomya sp.)


  • Características: a limentar-se de um produto onde pousaram estas moscas pode ocasionar doenças e parasitas intestinais, bem como poliomielite. São vetores de doenças por via mecânica.
  • Habitat: são encontradas nos lixões, abatedouros, pocilgas e nas feiras livres, onde existe carne de peixe e frango expostas.
  • Ocorrência: foram observadas pela primeira vez no Brasil em 1975. Desde então encontra-se distribuída em todo o país.
  • Alimentação: restos de comida, matéria orgânica em decomposição, substâncias adocicadas, etc.
  • Reprodução: os ovos podem ser depositados sobre outros dípteros e sobre animais ou o homem. A larva penetra na pele quando esta possui alguma ferida, sendo incapaz de penetrar na pele sã. A larva se alimenta das exsudações da ferida (pus e outras secreções). Uma vez madura a larva abandona o hospedeiro e cai no solo penetrando dentro da terra.
  • Predadores naturais: pássaros, aves, anfíbios e répteis.
Fonte: Vivaterra.org

MOSCA (Musca domestica)


  • Características: é uma espécie não picadora, provida de tromba mole. É vetor de inúmeras doenças, como cólera, febre tifóide e disenteria. É atraída para os diferentes locais através do cheiro, que é disperso pelo vento.
  • Habitat: muito encontradas em áreas rurais e urbanas.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: cosmopolitas. Têm maior atividade nas horas mais quentes do dia e à noite passa um longo período de repouso, pousada em fios, cercas, vegetações, etc. Esse período de descanso pode ser "comparado" ao sono do homem ou de animais, entretanto dormir é uma característica que não se aplica às moscas, tampouco a outros insetos, elas apenas repousam, não fecham os olhos, deitam, sonham, etc. Vários estudos demonstraram que a mosca doméstica pode levar os bacilos da febre tifóide (Salmonella typhosa) nas pernas, corpo, tromba ou expulsá-la pela regurgitação ou nas fezes. Pode transmitir ainda diarréia, conjuntivites, lepra, tuberculose, tifo, gonorréia, erisipelas, cólera, meningite cérebro-espinal, peste bubônica, entre outras. Muitas doenças causadas por vírus também podem ser transmitidas pela mosca doméstica, tais como, varíola, poliomielite, oftalmia purulenta, etc. Veiculam ainda protozoários, podendo causar a disenteria amebiana, além de vermes, pois trazem seus ovos quando pousam em fezes humanas ou esterco de animais e logo a seguir entram em contato com o alimento humano.
  • Alimentação: alimenta-se de quase todo tipo de restos alimentares, estrume e líquidos, como sucos, sangue, chorume do lixo, etc. Suas larvas também não são exigentes no quesito alimentação, evoluindo rapidamente até a fase adulta, que é alcançada em aproximadamente uma semana, no verão.
  • Reprodução: ovos são brancos e ovóides, com uma das extremidades mais larga, medindo cerca de 1mm de comprimento. Cada fêmea coloca por volta de 120 a 150 ovos de cada vez, sendo depositados em substâncias orgânicas, como lixo, esterco ou qualquer outro tipo de matéria orgânica em decomposição. Os ovos demoram geralmente de 8 a 24 horas para a eclosão das larvas, dependendo da temperatura. As larvas recém eclodidas são brancas e muito ativas e passam por 3 estágios de desenvolvimento, também denominados estádios ou ínstares. É na fase larval que a mosca cresce, assim, o tamanho da mosca adulta depende do tamanho máximo que a larva alcançar. Podem pupar na própria matéria orgânica em decomposição ou abandonam o lugar onde vinham se alimentando e procuram um local mais seco, como a terra fofa ou arenosa, onde penetram. O pupário, no qual encontra-se a pupa, é endurecido, escuro e tem forma de um pequeno barril. No verão a fase de pupa dura de 3 a 6 dias, mas nos dias mais frios este período pode ser prolongado, chegando a várias semanas. Assim que a mosca completa sua transformação para o estágio adulto, que ocorre dentro da pupa, a mosca abre uma das extremidades do pupário com a cabeça, estende suas asas e sai. As fêmeas copulam logo após a emergência ou 24 horas depois. Iniciam a postura dos ovos após 2 ou 3 dias, sendo que este período pode se prolongar até o vigésimo dia após a emergência. Uma fêmea pode fazer até 6 posturas, depositando a média de 400 a 900 ovos durante toda a sua vida.
  • Predadores naturais: aves, pássaros, aracnídeos, répteis e anfíbios.

Fonte: Vivaterra.org

MARIPOSA (Tineola uterella - Wals)

Rothschildia aurota speculifer
Rothschildia hesperus betis
  • Características: também conhecidas por bruxas, as mariposas pertencem à Ordem Lepidoptera, mesmo grupo das borboletas. Apresentam 4 fases distintas em seu desenvolvimento: ovo, lagarta - fase jovem, crisálida - transformação e mariposa - fase adulta. Na cabeça tem 1 par de antenas, 1 par de olhos compostos (formados por várias lentes) e a boca, na forma de um canudinho usado para sugar o néctar das flores. No tórax tem 6 patas e em geral 2 pares de asas. No abdômem encontram-se os órgãos vegetativos e reprodutivos. Diferenciamos uma mariposa de uma borboleta porque as mariposas têm hábito noturno, voam à noite, possuem corpo volumoso, quando pousam as asas permanecem abertas e as antenas são filiformes (em forma de fio), isto é, todos os segmentos (artículos) apresentam o mesmo diâmetro, da base até o ápice, semelhante a um fio ou plumosas (em forma de pena), em geral com cores escuras, embora haja exceções. Quando em repouso, as mariposas mantém as asas estendidas horizontalmente para os lados. As borboletas têm hábito diurno, voam durante o dia e quando pousam mantém as asas fechadas, perpendiculares ao corpo e as antenas são clavadas, isto é, o último artículo, o da ponta, tem forma de clava parecendo um mini taco de golfe. Possuem asas de cores brilhantes e variadas. Em média, uma mariposa ou borboleta vivem 2 semanas, variando com a espécie. Algumas podem viver por 2 dias, enquanto outras podem viver por 6 meses a um ano. Suas asas podem ter cores que imitam (mimetizam) as espécies de plantas ou de outras borboletas ou mariposas tóxicas e assim acabam sendo protegidas dos predadores. Algumas borboletas e mariposas possuem cores semelhantes às do ambiente, ficando "camufladas" e portanto menos visíveis para os predadores.
  • Ascalapha odorata
  •  Automeris naranja
  • Caio romulus

  •  Citheronia brissotti brissotti
  • Habitat: áreas rurais e urbanas, matas, jardins.
  • Ocorrência: são encontradas em todos os continentes, exceto na Antártida.
  • Hábitos: noturnos.
  • Alimentação: néctar e substancias adocicadas.
  •  Citheronia laocon
  • Eacles ducalis

  •  Eumorpha fasciatus fasciatus

  •  Arsenura biundata
  • Reprodução: a ssim que saem da crisálida, as mariposas estão prontas para reproduzir. Os machos localizam as fêmeas visualmente e através de feromônios (hormônios produzidos pelos animais para atrair o sexo oposto). Se a fêmea aceita o macho, eles unem a parte final de seus abdômens e se mantém assim por algum tempo, permanecendo em um mesmo lugar ou realizando pequenos vôos. Durante este período, o macho passa para a fêmea um "pacote de esperma" chamado espermatóforo, o qual irá fertilizar os ovos. A lagarta é a fase da vida do inseto na qual ocorre o crescimento e acúmulo de reservas, mas a lagarta não se reproduz. A mariposa (adulta) é a fase de reprodução, postura de ovos e dispersão, portanto é nesta fase que ocorre a produção de novos indivíduos e a colonização de novos ambientes.
  • Isognathus caricae
  •  Othorene cadmus

  •  Adeloneivaia subangulata
  • Predadores naturais: pássaros, aves, répteis e anfíbios.
  • Ameaças: destruição do habitat, poluição, caça indiscriminada, agrotóxicos. Borboletas, mariposas e suas lagartas, necessitam de plantas e ambientes específicos para sua sobrevivência e por essa razão são especialmente vulneráveis à degradação ambiental. Em todo o mundo, há várias espécies sob risco de extinção. No Brasil, segundo o IBAMA, Portaria nº 1522/1989 e nº 45-n/1992 a lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção, inclui 25 borboletas, das quais 4 são consideradas extintas.
  •  Procitheronia principalis
  • Protambulix strigilis
  •  Pseudoautomeris hubneri
Fonte: Vivaterra.org

MARIMBONDO (Trypoxylon figulus)

  • Características: insetos muito comuns no nosso dia-a-dia. Atuam na polinização das plantas e também fazem o controle de pragas agrícolas uma vez que utilizam-se de insetos para alimentar as crias. Portanto, é bastante útil preservá-los. São atraídos por carne, peixes, sucos de frutas e xarope de gengibre. Vistos como inimigos devido a suas ferroadas doloridas e combatidos com fogo e inseticidas, os marimbondos têm seu lado bom. Essa influência positiva sobre o meio ambiente levou pesquisadores a desenvolver estudos para aproveitar os marimbondos no controle biológico de pragas. Marimbondo é o nome comum para designar himenópteros (vespas) das famílias Vespidae, Pompilidae ou Sphecidae. Existem espécies solitárias e sociais. Os marimbondos (vespas) solitários fazem seus ninhos das mais diversas formas, mas a maioria caça lagartas e leva para dentro de seus ninhos para servirem de alimento às larvas. Identifica-se um marimbondo solitário, pois, na maioria das vezes, possuem coloração preta com manchas amarelas e variam de 10 a 25 mm de comprimento. Contribuem para a polinização das plantas e também fazem o controle de pragas agrícolas uma vez que utilizam-se de insetos para alimentar as crias. Portanto, é bastante útil preservá-los na propriedade.
  • Habitat: áreas rurais e urbanas, matas, cerrados.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: diurnos.
  • Alimentação: insetos como cupins, formigas, lagartas, gafanhotos e mosquitos, entre eles o Aedes egypti , transmissor da dengue e aranhas. Os adultos alimentam-se de néctar das plantas e picam dolorosamente. Os marimbondos são atraídos por carne, peixes, sucos de frutas e xarope de gengibre. Essa influência positiva sobre o meio ambiente levou pesquisadores a desenvolver estudos para aproveitar os marimbondos no controle biológico de pragas.
  • Reprodução: fazem ninhos que consistem de várias células hexagonais que ficam dentro de um envelope semelhante ao papel. Podem instalar-se em locais abertos, presos a galhos, sob telhados ou qualquer outro local protegido.
  • Predadores naturais: pássaros, aves.

Fonte: Vivaterra.org

MAMANGABA (Bombus sp.)


  • Características: são também conhecidas por mangangá, mangava, mangaba, abelhão, bombolini, vespa-de-rodeio, vespão. S ão as grandes abelhas solitárias ou sociais e bastante peludas . A maioria é preta e amarela e quando voam emitem um zumbido alto. São polinizadoras importantes e contribuem para a manutenção de muitas espécies de plantas nativas, sendo essenciais para a polinização dos maracujás, por exemplo. Como são nativas e de grande importância nos ecossistemas.
  • Habitat: áreas rurais e urbanas, matas, margem de matas.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: raramente picam, a não ser que as seguremos com as mãos. Apesar de terem o tamanho avantajado são extremamente dóceis, possibilitando que as observemos coletando o néctar e pólen das flores.
  • Alimentação: néctar e pólen.
  • Reprodução: nidificam no solo ou em madeira seca. Seus ninhos são encontrados no solo ou em ocos de árvores e em algumas épocas do ano as mamangavas são observadas em grande quantidade.
  • Ameaças: agrotóxicos.

Fonte: Vivaterra.org

LOUVA DEUS (Mantis religiosa)

Características: cabeça triangular, se movimenta facilmente, com antenas curtas e delgadas. Coloração verde ou castanho. Fêmea mede em torno de 5 cm de comprimento. Ele tem olhos muito desenvolvidos e por isso, enxerga muito bem, o que ajuda quando precisa caçar para se alimentar. Suas patas dianteiras são usadas para caçar. O louvadeus fica parado nas plantas esperando. Quando um outro inseto chega perto, ele rapidamente pega este mosquito ou borboleta com suas patas. Tem este nome justamente porque enquanto espera outro inseto fica com as patas paradas como se estivesse rezando. As patas traseiras (pernas) são muito fortes e usadas para andar, pular e ajudar quando vão voar. Nas plantações, ajuda a combater os insetos que destroem as plantas.

  • Habitat: matas e áreas de muita vegetação.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: conseguem se confundir com as plantas por causa de sua cor e por ficarem imóveis por longos períodos de tempo. Isso é importante para que não sejam comidos por outros animais, como pássaros e morcegos.
  • Alimentação: carnívoro, se alimentando de outros insetos como mosquitos.
  • Predadores naturais: aves, pássaros, primatas.
  • Ameaças: destruição do habitat.

Fonte: Vivaterra

LIBÉLULA (Erythrodiplax fusca)

Características: corpo alongado e fino. Apresentam a cabeça desenvolvida, flexível, com 1 par de olhos compostos grandes, que ocupam grande parte da cabeça. Apresentam 3 ocelos e antenas curtas (setáceas). As peças bucais são do tipo mastigador, modificadas para apreensão de presas. Mandíbulas são providas de dentes, as maxilas apresentam espinhos e os palpos não segmentados. Os palpos labiais são modificados em 2 grandes lobos, cada um com 1 gancho móvel, terminando em um espinho. Meso e metatórax fundidos, formando o pterotórax, o qual apresenta 2 pares de asas membranosas, com rica venação (constitui um importante caráter taxonômico), geralmente transparentes, muito semelhantes em tamanho. As ninfas são aquáticas, com brânquias internas ou externas. Pernas são relativamente curtas, adaptadas para segurar as presas e para a cópula, não sendo utilizadas para caminhar. O abdome é alongado e cilíndrico. Apresenta 10 segmentos. Em ambos os sexos o segmento terminal apresenta 1 par de apêndices anais. Os machos possuem os esternos dos segundo e terceiro segmentos modificados em genitália. Fêmeas com ovipositor desenvolvido. V ôo poderoso e muito ágil. Base das asas posteriores mais largas que as anteriores. Os adultos em repouso têm as asas afastadas e estendidas na horizontal, por vezes dirigidas para frente.

  • Habitat: áreas urbanas e rurais, jardins, margens de matas próximas à água.
  • Ocorrência: em todo o Brasil.
  • Hábitos: atividade tipicamente diurna, mas eventualmente crepuscular e mesmo noturna. Em geral apresentam comportamentos complexos de corte e defesa de territórios.
  • Alimentação: completamente inofensivos para o ser humano, também exercem uma ação purificadora sobre o ambiente. Eles são predadores insaciáveis de moscas, mosquitos, besouros, abelhas, vespas que apanham em vôo e, em alguns momentos, se alimentam da sua própria espécie. Só por isto já deviam merecer um pouco mais da nossa atenção.
  • Reprodução: voam em grandes bandos pelos leitos dos rios para efetuarem a sua desova. A cópula pode ocorrer várias vezes num mesmo dia, no ar ou sobre algum substrato. Os machos seguram as fêmeas e a transferência de esperma ocorre pelo contato das genitálias, através de flexão do abdome da fêmea. Ocorre comportamento de corte, envolvendo estímulos táteis, químicos e visuais. Os ovos e as larvas deste inseto se desenvolvem na água. As fêmeas depositam os ovos no interior de plantas aquáticas ou na superfície de rios, lagos e pântanos. Em geral, o estágio de ninfa dura de 6 a 18 meses, com extremos conhecidos de 8 a 10 semanas. As formas jovens das odonatas vivem escondidas entre vegetação submersa, entre a vegetação das margens ou sobre pedras. As larvas desses insetos dependem do oxigênio contido na água para sua respiração, por isso a preferência por águas bem oxigenadas e límpidas.
  • Predadores naturais: pássaros, aves, peixes, répteis e anfíbios.
  • Ameaças: no momento que o meio encontra-se poluído, baixa o nível de oxigênio, ocasionando um desequilíbrio da espécie. Por isso serve como bioindicador da qualidade ambiental do local que em que encontram. Poluição e destruição do habitat. Fêmeas adultas também podem ser atacadas quando depositando seus ovos na água e tanto machos quanto fêmeas podem ser predados por aranhas, vespas e pássaros insetívoros. Os ovos podem sofrer ataque de hymenópteros parasitóides.

Fonte: Vivaterra.org

JOANINHA (Rodolia cardinalis)


Características: Joaninha é o nome popular dos insectos coleópteros da família Coccinellidae. Os cocinelídeos possuem corpo semi-esférico, cabeça pequena, 6 patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa que geralmente apresenta cores vistosas. Podem medir de 1 até 10 milímetros, vivendo até 180 dias. Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento; seus ovos eclodem em 1 semana e o estágio larval é de 3 semanas, durante o qual o inseto já apresenta a mesma alimentação do adulto (imago). As larvas, geralmente, tem corpo achatado e longo, com tubérculos ou espinhos e faixas coloridas ao seu longo. Possui duas antenas que servem para sentir o cheiro e o gosto. Há cerca de 4500 espécies na família, distribuídas por 350 gêneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça.

As joaninhas são predadores no mundo dos insectos e alimentam-se de afídeos, moscas da fruta, pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insectos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são consideradas benéficas pelos agricultores. Apesar da grande utilidade, estes insetos sofrem ameaça dos agrotóxicos utilizados pelos agricultores em suas plantações, embora a maioria das espécies não seja considerada como ameaçadas.


Habitat: áreas de lavouras, matas, jardins de áreas urbanas e rurais.

Ocorrência: em todo o Brasil.

Alimentação: predadora em todas suas fases (larval e adulto), e tem como sua principal fonte de alimentação, pulgões e cochonilhas, mas algumas espécies podem se alimentar de plantas. São insetos extremamente úteis, pois controlam as populações destes que são tidos como pragas nas lavouras.

Reprodução: suas larvas são um pouco achatadas e alongadas, e são cobertas por tubérculos ou espinhos, e apresentam também faixas de cores.

Predadores naturais: pássaros, aves, anfíbios e répteis.

Ameaças: agrotóxicos.

Algumas Espécies

  • Rodolia cardinalis, originária da Austrália, que apresenta élitros de coloração vermelho-sanguínea decorados com manchas pretas. Foi introduzida em várias partes do mundo para combater cochonilhas que atacam os pomares. Também é conhecida pelo nome de joaninha-australiana.
  • Cycloneda sanguinea, de ampla distribuição nas Américas, que apresenta corpo quase redondo, coloração geral vermelha clara, com a cabeça e o protórax pretos. Também é conhecida pelo nome de joaninha-vermelha.
  • Coccinella septempunctata, da Europa, que apresenta geralmente de uma a sete manchas pretas sob fundo vermelho em cada élitro. Sua larva é azul com pintas amarelas. Também é conhecida pelo nome de joaninha-de-sete-pontos. Existem também joaninhas de cor amarela e verde.
Fonte
Vivaterra.org
Wikipédia

GRILO (Acheta domesticus)

Grilo-doméstico (Acheta domesticus)

Grilo (do latim grillus) é designação comum dos insetos ortópteros, subordem ensifera, que constituem a família dos gryllidae ou grilídeos, que possuem, além de longas antenas filisiformes, órgãos auditivos para perceber os sons que produzem com possantes estriduladores situados nas suas asas anteriores.O peso deste varia entre 15gramas.

Características: insetos saltadores, com aparelho bucal mastigador, que se caracterizam pelos machos possuírem órgãos estridulatórios nas asas anteriores, produzindo som pelo atrito das tégminas. A lgumas vezes os grilos podem causar danos a tecidos, principalmente os de seda e lã. Ocasionalmente um grande número de grilos pode entrar nas residências atraídos pela luz acesa durante a noite. Seu canto tem bastante sonoridade, mas para algumas pessoas chega a ser perturbador. Diferem dos gafanhotos por apresentarem as antenas longas. Os grilos jovens são bastante semelhantes aos adultos e podem ser reconhecidos por não apresentarem asas.

Habitat: áreas urbanas e rurais.

Ocorrência: em todo o Brasil.

Alimentação: tanto os adultos quanto os jovens possuem hábito alimentar semelhante. Ambos alimentam-se de diversas espécies de plantas.

Fonte
Vivaterra.org
Wikipédia