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ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DO LAGO PARANOÁ - DF

Superfície
16.000 hectares.

Localizada em meio à área urbana do Distrito Federal, abrange as seguintes Regiões Administrativas: RA-I - Brasília, RA-Il - Paranoá, RA-XVI - Lago Sul e RA-XVIII - Lago Norte, caracterizadas como áreas de adensamento populacional.

Tem como objetivos a proteção de parte da Bacia Hidrográfica do Lago Paranoá, os ninhais de aves aquáticas, a vegetação remanescente de Cerrado, a encosta íngreme na parte norte e as Matas Ciliares que protegem os córregos e ribeirões garantindo a qualidade das águas que abastecem o Lago Paranoá.

Soma-se ao Parque Nacional de Brasília, à APA das bacias do Gama e Cabeça-de-Veado, à ARIE da Granja do pé, ao Parque Ecológico do Guará e à Reserva Ecológica do Guará formando um Corredor Ecológico e protegendo quase a totalidade da Bacia Hidrográfica do Lago Paranoá.


Lago Paranoá

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DE CAFURINGA - DF

Superfície
46.000 hectares.

Situada no extremo noroeste do Distrito Federal, sendo limitada ao norte e oeste pelo Estado de Goiás. Ao leste pela DF-1 SO e ribeirão da Contagem e ao sul pela APA da Bacia do Rio Descoberto e Parque Nacional de Brasília.

Pelo fato de englobar parte da Chapada da Contagem e da região recortada por drenagens naturais pertencentes à bacia do rio Maranhão, apresenta relevo bastante acidentado com muitas cachoeiras. Nessa APA, estão localizados os monumentos naturais mais belos do Distrito Federal: O Poço Azul, a cachoeira de Mumunhas, o Morro da Pedreira, as cachoeiras do córrego Monjolo e a Ponte de Pedra nas nascentes do ribeirão Cafuringa.

Da mesma forma, devido ao fato de conter a maior parte das ocorrências de calcário do Distrito Federal, contém inúmeras cavernas, sendo a mais expressiva a Gruta do Rio do Sal.


Gruta do Rio do Sal

Sua importância está não somente na preservação desses recursos paisagísticos e espeleológicos, como também na preservação da fauna e da flora. Do ponto de vista da flora, a APA preserva um dos mais extensos campos naturais do Distrito Federal e as maiores reservas de Mata Mesofítica que se estendem em direção à Bacia Amazônica.

Poço Azul

ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO (ARIE) MATÃO DE COSMÓPOLIS - SP

Bioma: Floresta Atlântica.
Área: 173,05 ha.

Unidade de Proteção Integral

ARIE MATÃO DE COSMÓPOLIS - SP

ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICOS (ARIE) DAS ILHAS CAGARRAS - RJ

Localização
Município de Rio de Janeiro.

Bioma
Ecossistemas Costeiros.

Superfície
200.000 ha.

Unidade de Uso Sustentável.

Área de Relevante Interesse Ecológico, do Arquipélago das Ilhas Cagarras, situado no Oceano Atlântico, ao largo da Praia de Ipanema, no Estado do Rio de Janeiro. Constitui também parte integrante da ARIE o mar territorial numa extensão de 2 Km (dois quilômetros) de raio em tomo de cada ilha.

Arquipélago das Ilhas Cagarras
Ilha Cagarras

O arquipélago das Cagarras, formado por três ilhas principais - Cagarras, Palmas e Comprida - duas ilhotas e duas lajes. Distante cerca de 5 km ao sul da praia de Ipanema, o local é de fácil acesso para interessados em conhecer as belezas da cidade a partir de um ângulo pouco comum: do mar para a terra.

Ilha de Palmas

As Cagarras são recobertas por palmeiras, gramíneas e bromélias, espécies resistentes à insolação, maresia e ventos constantes - e, sobre elas, voam atobás, fragatas e gaivotas. O nome do arquipélago deriva do guano (fezes das aves marinhas) que recobre as ilhas. O guano é rico em fosfato, um fertilizante natural para as algas microscópicas que constituem a base da teia alimentar na maioria dos ambientes marinhos, o fito plâncton.

Lagosta

A área das Cagarras abriga rica fauna submarina. Há espécies de esponjas, equinodermos, moluscos, crustáceos, peixes, tartarugas e mamíferos, algumas de valor comercial, como polvo, lagosta, garoupa e badejo. A pesca é ali praticada quase diariamente.

Golfinhos e baleias são avistados esporadicamente, reforçando a necessidade de preservação. Dentre os invertebrados marinhos destacam-se as esponjas, animais muito antigos do ponto de vista evolutivo, sésseis (sem locomoção ativa), filtradores e que desempenham importantes papéis nas comunidades marinhas bentônicas (associadas ao fundo).

Servem de abrigo para diversas espécies de invertebrados, de alimento para peixes e tartarugas, contribuem para a produção primária através de cianobactérias associadas e participam de processos de erosão e sedimentação em alguns ambientes marinhos.

Ilha Cagarra

As esponjas possuem grande valor científico e econômico, já que são fontes de compostos bioativos com interesse farmacológico. Muitos desses compostos foram isolados e sintetizados para a fabricação de remédios.

Esponjas

Fora d'água destaca-se ainda a incrível vista que se tem do Rio, com seus principais cartões-postais reunidos: Pão de Açúcar, Corcovado, pedra da Gávea, pedra Bonita, pico da Tijuca e do Papagaio. A beleza cênica, o contato com a natureza, a qualidade da água e o fato de estar a apenas uma hora e meia de barco da cidade atraem cada vez mais pessoas.

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE BALEIA E BARRA DE SAHY - SP

A área de preservação ambiental (APA) de Baleia e Barra do Sahy, na costa sul de São Sebastião, com 1,3 milhão de metros quadrados entre as praias da Baleia e Barra do Sahy, litoral norte, deve movimentar a economia e o turismo da região. A APA criada recentemente forma um corredor de mangue e mata nativa que serão preservados pelo município.

O projeto para a criação da APA foi aprovado pela Câmara e sancionada pela prefeitura no final de agosto. Segundo Maria Fernanda Carbonelli, da ONG Movimento Preserve o Litoral Norte, a região é o habitat de 87 espécies de animais - 14 delas em extinção.

"São Sebastião vinha sofrendo bastante com a especulação imobiliária, principalmente a praia da Baleia e a barra do Sahy, e a questão do ecoturismo era muito pouco explorada. Entendendo as necessidades da comunidade e a necessidade de preservação do município, nosso movimento mapeou essa área por mais de três meses, catalogando todas as espécies que vivem aqui. Nossa ideia é aliar preservação à sustentabilidade", afirmou Maria Fernanda.

No local não será mais possível construir imóveis nem praticar a pesca profissional. Apenas construções antigas, às margens do rio Sahy serão mantidas. A próxima etapa, segundo a prefeitura, é desenvolver um projeto de uso do espaço.

Projeto para a criação da APA foi aprovado pela Câmara e sancionada pela Prefeitura de São Sebastião no final de agosto. (Foto: Munir El Hage/PMSS)
Das 87 espécies que vivem no local, pelo menos 14 estão ameaçadas de extinção. (Foto: Munir El Hage/PMSS)

"A ideia da APA é trazer para a comunidade uma oportunidade de geração de emprego e renda com extrativismo, ecoturismo, exploração da educação ambiental e mercado científico para fazer da APA algo que ela tem um potencial enorme", disse o secretário de Meio Ambiente, Eduardo do Rego.

Os moradores também apoiaram a criação da APA. "Aqui tem um potencial grande, as pessoas vão gostar. Vai ser um parque maravilhoso com uma qualidade de vida muito legal. Tem muita coisa para ver que a gente já não estava mais vendo e teremos mais facilidade de encontrar no caminho", afirmou o pescador Delzino dos Santos Filho.



ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO (ARIE) PONTAL DOS LATINOS E PONTAL DOS SANTIAGOS - RS

ARIE PONTAL DOS LATINOS E PONTAL DOS SANTIAGOS - RS

Estado
Rio Grande do Sul

Bioma
Floresta Atlântica

Unidade de Uso Sustentável

Área
Área de Relevante Interesse Ecológico Pontal dos Latinos: 1.245 ha.
Área de Relevante Interesse Ecológico Pontal dos Santiagos: 1.750 ha.

Criação
Resolução do CONAMA n.º 005 (005/06/1984)

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) IBIRAPUITÃ - RS


Área
317.117 ha.

Bioma
Campos Sulinos.

Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã - Unidade de Conservação Federal de Uso Sustentável que abriga ecossistemas representativos do Bioma Pampa.

Está localizada na região sudoeste do Rio Grande do Sul, nos municípios de Alegrete (15,22%), Quaraí (12,22%), Santana do Livramento (56,81%) e Rosário do Sul (15,75%) num perímetro de 260 km.


O clima da região é subtropical, com chuvas bem distribuídas e estações bem definidas. A temperatura média anual é de 18,6°C.

Foi criada com o objetivo de fomentar o turismo ecológico, a educação ambiental e a pesquisa científica, preservar a cultura e as tradições do gaúcho da fronteira, bem como proteger espécies ameaçadas de extinção em nível regional.

A APA é rica em atrativos tanto naturais quanto históricos.

Em Alegrete destacam-se o Rio Ibirapuitã, a Lagoa do Parobé, o Balneário Caverá e a Ruína dos Cambraias. Em Quaraí, os principais atrativos são o Cerro de Tarumã e o Morro das Caveiras. Em Santana do Livramento, o Parque Municipal Lago do Batuva e os Marcos da Divisão de Fronteira entre Brasil e Argentina.

ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO (ARIE) SERRA DA ABELHA E RIO DA PRATA - SC

Araucárias centenárias preservadas na Serra da Abelha.
Foto: Miriam Prochnow - 2007


A Área de Relevante Interesse Ecológico da Serra da Abelha está localizada no município de Vitor Meirelles (SC). Possui uma área de 4.251 hectares e tem milhares de araucárias centenárias.

A ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico) da Serra da Abelha foi criada por motivação da Apremavi, através da Resolução 005 de 17.10.90 do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente e referendada por Decreto Presidencial publicado no Diário Oficial da União no dia 28 de maio de 1996.

Localizada no município de Vitor Meirelles, é uma área de 4.251 hectares de Mata Atlântica. Abrange uma zona de transição entre as florestas ombrófila mista e ombrófila densa, o que lhe confere grande importância científica, por sua biodiversidade e características fitos sociológicas.

Na área existem aproximadamente 8.000 araucárias adultas, com idade superior a 200 anos. O sob bosque é formado por espécies como a canela sassafrás, canela amarela, canela fogo, canela preta, canela garuva, cedro, palmito, pau óleo, pindabuna, angico, casca danta, andrade, e nos locais onde já houve interferência humana surgem vassourões, canela guaica e bracatinga. Essas características lhe conferem o status de inigualável banco de sementes, que podem ser usadas para repovoar com espécies nativas, áreas já degradadas em toda a região do entorno.

Araucária - Araucaria angustifolia

Na área existem centenas de nascentes que abastecem vários ribeirões com belas cachoeiras, dentre os quais se destacam o Rio Deneke, o Rio da Prata e o Rio Varaneira, que desembocam no Rio Itajaí do Norte. A altitude varia de 400 a 800 metros, com a existência de vales estreitos e profundos, além de pequenas cavernas. Existem também áreas planas, principalmente nas margens dos rios e no planalto onde ocorre a araucária.

A ARIE é rica em fauna, abriga algumas espécies ameaçadas de extinção como o papagaio de peito roxo (Amazona vinacae), gavião pombo (Leucopternis polionata), tesourinha do mato (Phibalura flavirostris) e pavó (Pyroderus scutatus). Além destes podem ainda ser observados na região, ouriços, pacas, quatis, cachorros do mato, e dezenas de outras espécies de aves, répteis e anfíbios.

A ARIE da Serra da Abelha faz parte dos remanescentes de Mata Atlântica de Santa Catarina e é um dos últimos redutos da Araucaria angustifolia, da qual restam apenas 3% da área que existia originalmente. A região foi considerada como uma das áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade brasileira, nos workshops realizados pelo Ministério do Meio Ambiente, em Atibaia (1999) e Florianópolis (2006).

Na ARIE da Serra da Abelha residem 42 famílias que praticam a agricultura familiar e fazem a coleta do pinhão para subsistência. As famílias estão organizadas na Associação de Agricultores José Valentim Cardoso (Ajovacar), fundada em 1997. Algumas dessas famílias residem na área desde 1948, época em que desmataram pequenas áreas, para a prática da agricultura de pousio. As atividades agrícolas e de coleta de pinhões, praticadas ao longo dos anos pelos moradores da ARIE, apresentaram reduzido impacto ambiental, fato que contribuiu para a conservação da floresta até os dias atuais.

Características da região
A bacia hidrográfica do Rio Itajaí-Açu, também denominada Vale do Itajaí, abrange 15.000 Km2 do Estado de Santa Catarina e é caracterizada por pequenas cidades – 2 a 60 mil habitantes - e pequenas propriedades agrícolas – 10 a 30 ha em média . O Vale é habitado por descendentes de alemães e italianos e, em menor número, portugueses e poloneses. O município de Vitor Meirelles localiza-se no Alto Vale do Itajaí, na região central de Santa Catarina. Sua área territorial é de 423 Km2 e sua população, é de 6.206 habitantes, a maioria na área rural. A altitude varia de 370 a 870 metros acima do nível do mar, com relevo de superfícies planas, onduladas e montanhosas.

Tem um clima mesotérmico temperado, úmido, sem estação seca, com verões quentes, onde a média anual da temperatura é de 180C. A precipitação pluviométrica anual varia entre 1.300 e 1.900 milímetros, com cerca de 100 a 120 dias de chuva e a umidade do ar gira em torno de 75 a 80%.

Os principais rios do município são o Rio Denecke, Rio da Prata, Rio Bruno, Rio Faxinal, Rio das Frutas, Ribeirão Gabiroba, Rio Tigre e Rio Dollmann, afluentes do Rio Hercílio, também chamado de Itajaí do Norte.

O município de Vitor Meirelles fica na área de abrangência da Mata Atlântica, apresentando como característica principal a transição, ou seja, o encontro entre as fito fisionomias: Floresta Ombrófila Densa (floresta do litoral) e a Floresta Ombrófila Mista (floresta com predominância de araucárias, que ocorre no planalto). A Mata Atlântica é um dos Biomas mais ricos do planeta em diversidade biológica, possuindo cerca de 20.000 espécies de plantas, 36% das existentes no país, sendo que 50% delas são endêmicas, isto é, não são encontradas em nenhum outro lugar da Terra.

Por apresentar relevo com ondulações e montanhas e uma infinidade de rios e riachos, o município é rico em cachoeiras, algumas com mais de 80 metros de queda d’água, que oferecem um belo espetáculo e grande potencial para o desenvolvimento do eco turismo.

A economia do município gira em torno da agricultura, onde se destacam as pequenas propriedades agrícolas, com menos de 30 ha., com produção diversificada. Vitor Meirelles pertence à microrregião da AMAVI - Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí e limita-se ao Norte com Itaiópolis e Santa Terezinha, ao Sul com Witmarsun, a Leste com José Boiteux e a Oeste com Rio do Campo e Salete.

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) ANHATOMIRIM - SC

Tucuxi - Sotalia fluviatilis

Assegurar a proteção das populações residentes de boto da espécie Sotalia fluviatilis, a sua área de alimentação e reprodução, bem como a de remanescentes da Floresta Pluvial Atlântica e fontes hídricas de relevante interesse para a sobrevivência das comunidades de pescadores artesanais da região. Foi criada pelo decreto nº 528 de 20.05.1992.

A unidade foi criada por solicitação do arquiteto André Ferreira, devido a presença de golfinhos da espécie Sotalia fluviatilis e do remanescente de Floreta Atlântica. Está área já foi uma antiga armação baleeira, a maior do sul do Brasil. É colonizada por descendentes de açorianos. O nome da APA é devido a ilha de mesmo nome. Nesta ilha existe uma fortaleza que foi edificada pelos portugueses por volta de 1735, a qual virou prisão política na época de Floriano Peixoto.

Possui uma área de 3.000 ha e perímetro de 30 Km. Está localizada no estado de Santa Catarina, no município de Governador Celso Ramos. O acesso pode ser feito através da BR-101, em direção a Celso Ramos; ou por via marítima, pela Baía Norte, que é a mais procurada pelos turistas. A cidade mais próxima à unidade é Celso Ramos que fica a 34 Km de distância da capital.As atrações mais procuradas pelos turistas são os passeios de embarcação com escunas, que fazem o percurso até as fortalezas de Santo Antônio, na ilha de Ratones Grande e na Fortaleza de Santa Cruz, na ilha de Anhatomirim, com passagem pela Baía dos Golfinhos.

A porção continental da APA, pelo contrário, possui expressiva cobertura de floresta atlântica. O total da área abrangida é de 3.000 ha. Esta unidade de conservação inclui também uma pequena porção marinha, para proteger uma população do golfinho Sotalia fluviatilis que vive nas enseadas da região.

A atividade turística de visitação para observação dos golfinhos ("dolphin-watching"), quando em excesso e sem regulamentação, tem causado perturbações a estes animais. Tal fato tem gerado protestos de pesquisadores e ambientalistas, que sugerem até mesmo a proibição deste tipo de atividade, caso regras rígidas de regulamentação não sejam adotadas.

Fortaleza de Santa Cruz - Ilha de Anhatomirim
Fonte:Ibama

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) BALEIA FRANCA - SC

APA BALEIA FRANCA - SC

Objetivos específicos da Unidade
Proteger, em águas brasileiras, a baleia franca austral Eubalaena australis, ordenar e garantir o uso racional dos recursos naturais da região, ordenar a ocupação e utilização do solo e das águas, ordenar o uso turístico e recreativo, as atividades de pesquisa e o tráfego local de embarcações e aeronaves.

As baleias-francas são mamíferos marinhos pertencentes à família Balenidae. Distinguem-se das outras baleias por apresentarem o corpo totalmente negro, à exceção de uma mancha branca na barriga e por apresentar verrugas (calosidades) de um amarelo desmaiado na cabeça.

A baleia - franca - austral - é uma das três espécies de baleia - franca, pertencente ao gênero Eubalaena. Estima-se que haja cerca de 7500 exemplares desta baleia espalhadas pelo sul do Hemisfério Sul, numa faixa compreendida entre os 30º e os 55º de latitude. Pode atingir os 18 metros de comprimento e as 80 toneladas de peso.

A caça indiscriminada deste tipo de baleia, devido à quantidade de óleo possuída por exemplar, deixou-a quase em perigo de extinção. Desde o século XIX, a população destes animais foi reduzida em 90%. Atualmente estima-se que exista uma população que oscila entre os 7500 e 8000 indivíduos. Durante o Inverno, as baleias escolhem as águas mais quentes do hemisfério sul para se reproduzirem, tais como os seguintes as costas da Península Valdés (na Patagônia), Austrália, África do Sul e Brasil.

AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DA ESCARPA DEVONIANA - PR

APA DA ESCARPA DEVONIANA - PR

A Apa da Escarpa Devoniana possui uma área de 392.363 hectares , dos quais apenas 25.331 hectares encontram-se na área do projeto. Foi criada com o objetivo de assegurar a proteção do limite natural entre o primeiro e o segundo planalto paranaense, bem como todo o bioma representativo dos Campos Gerais.

A Escarpa Devoniana constitui notável feição geomorfológica que delimita a leste os Campos Gerais do Paraná. Ela tem início no vale do rio Iguaçu, no sul do estado, entre os municípios de Lapa e Campo Largo e estende-se para além do rio Itararé, já no estado de São Paulo, a norte, até as proximidades do município de Itapeva.

Esta feição geomorfológica estende-se como uma faixa em forma de arco, com cerca de 260 quilômetros de extensão e desníveis altimétricos usualmente entre 100 e 200 metros, podendo atingir até cerca de 450 metros na região do Canyon do Guartelá.

A escarpa devoniana representa um verdadeiro degrau topográfico, com paredes abruptas e verticalizadas, que separa o Primeiro e o Segundo Planalto Paranaense. Este degrau é uma cuesta originada pela erosão que vem esculpindo o relevo e promovendo o aparecimento de feições tais como morros-testemunhos, abrigos, "fendas" e pequenas cavernas que guardam vestígios arqueológicos.


Outras feições encontradas ao longo da escarpa são os canyons dos rios Iapó, Pitangui, Itararé e Iguaçu quando estes, provindos do Primeiro Planalto e dirigindo-se ao Segundo Planalto, atravessam a escarpa em profundas gargantas esculpidas pela erosão.

AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DO RIO VERDE - PR

APA DO RIO VERDE - PR
Bioma
Floresta com Araucária.

Área
14.756 ha.

Unidade de Uso Sustentável

Esta unidade foi criada para proteger o meio ambiente e preservar os mananciais de abastecimento da região. A Área de Proteção Ambiental Estadual do rio Verde está inserida na Baia do Alto Iguaçu. Esta se limita a leste com a APA do Passaúna, com uma área de 14.756,00 ha - abrangendo área dosmunicípios de Araucária e Campo Largo.

O Reservatório do rio Verde está sujeito a pressões em decorrência dos processos de urbanização, do incremento das atividades industriais e do desenvolvimento do setor terciário e dos sistemas de transporte, com expansão da malha rodoviária, gerando condições propícias à degradação e a elevados graus de artificializarão dos ecossistemas naturais. Assim, fez-se necessário elaborar um plano com o objetivo fundamental de disciplinar e ordenar o uso do solo, visando a proteção e uso sustentável dos recursos naturais, condição e essencial para o alcance de melhores estágios de qualidade de vida.

AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DO RIO IRAÍ - PR

APA DO RIO IRAÍ - PR
Localização
Localizada na porção nordeste da Região Metropolitana de Curitiba

Área
11.536 hectares

A APA foi criada com o objetivo de proteger e conservar a “qualidade ambiental dos sistemas naturais ali existentes, em especial a qualidade e quantidade de água para fins de abastecimento público".

APA do Iraí é formada pelas bacias hidrográficas de quatro rios: Canguiri, Timbu, Cercado e Curralinho. Estes rios formam o Lago Iraí, utilizado como uma das principais fontes de captação de água para o abastecimento de cerca de dois terços da população de Curitiba. Foi justamente devido à formação do reservatório da Barragem do Iraí, que cobre uma extensão de 14,5 km², que se estabeleceu uma nova realidade ambiental na área, devido à alteração de ecossistemas locais, gerando a necessidade de novos instrumentos de gestão ambiental para a APA do Iraí.

De acordo com o Relatório Final do Zoneamento Ecológico Econômico da APA do Iraí, esta região tem como característica "uma grande diversidade paisagística e ambiental, destacando-se a Serra do Mar e os campos de várzea pela sua biodiversidade".

Dentre as ameaças à conservação da natureza da APA do Iraí, está a ocupação humana desordenada e o estabelecimento de indústrias, que interferem na qualidade da água dos rios e são agentes de poluição em potencial de grande parte desta área. A retirada da vegetação natural e alterações espaciais, como a pavimentação de ruas, calçamento e construções, interferem no ciclo hidrológico. Registra-se uma grande quantidade de depósito de dejetos nas margens e no leito dos rios. A água dos cursos fluviais recebe o esgoto gerado nas residências, instaladas mais recentemente, sem ligações com a rede geral de esgoto sanitário. Conseqüentemente, a água dos rios e afluentes que formam o Lago Iraí muitas vezes tem qualidade insatisfatória. Além de prejudicar o abastecimento da água, estes contaminantes são prejudiciais à sobrevivência da fauna e flora local.

O município de Colombo, que possui população de mais de 220 mil habitantes e é um dos maiores municípios do estado em termos populacionais, compreende espaços densamente ocupados por residências e instalações industriais. De acordo com o zoneamento definido em 2000 para a APA do Iraí, Colombo faz parte de zonas definidas para as Áreas de Ocupação Orientada, que são as “áreas comprometidas com processos de parcelamento do solo (loteamentos urbanos), com processos de ocupação urbana; as áreas de transição entre as áreas rural e urbana; as sujeitas à pressão de ocupação, que exijam a intervenção do poder público no sentido de minimizar os efeitos poluidores sobre os mananciais”.

Justamente pelo fato de contemplar cinco municípios e conter grandes áreas urbanizadas ou em processo de ocupação acelerada, a região da APA do Iraí necessita de constantes medidas de proteção ao seu ambiente. Como uma APA não representa um instrumento efetivo para a conservação da natureza, há a necessidade de implementação de Unidades de Conservação de Proteção Integral, onde estão totalmente proibidas a exploração dos recursos naturais e as modificações ambientais, exceto medidas de recuperação de ecossistemas alterados, do equilíbrio natural, da diversidade biológica e dos processos naturais.

AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DO RIO PIRAQUARA - PR


Bioma
Floresta com Araucária.

Localização
Piraquara - Paraná

Área
8.881,00 Hectares

Unidade de Uso Sustentável.

Rio Piraquara

AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DO RIO PEQUENO - PR

APA DO RIO PEQUENO - PR
Bioma
Floresta com Araucária.

Localização
São José dos Pinhais - Paraná

Área
6.200 ha.

Unidade de Uso Sustentável.

AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DO PASSAÚNA - PR

APA DO PASSAÚNA - PR
Bioma
Floresta com Araucária.

Área
16.020,04 ha.

Unidade de Uso Sustentável.

Área de preservação criada em 1991, com 16.020,04 ha, para preservar o manancial do Rio Passaúna, abrange as terras dos Municípios de Campo Magro, Araucária, Campo Largo e Curitiba.

Possui trilha ecológica com 3,5 km, ancoradouro de barcos, choupanas, áreas de pesca, playground, uma estação biológica na antiga olaria que ali funcionou, lanchonete e um mirante de 46 m de altura. Localização: Rua Eduardo Sprada, Contorno Sul.

AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DE GUARAQUEÇABA - PR

APA DE GUARAQUEÇABA - PR

Bioma
Floresta Atlântica e Ecossistemas Costeiros.

Unidade de Uso Sustentável.
A APA de Guaraqueçaba engloba o Parque Nacional do Superagui e a Estação Ecológica de Guaraqueçaba. Nela atuam órgãos estaduais, municipais e organizações não governamentais. Toda sua área está incluída na Reserva da Biosfera Vale do Ribeira e Serra da Graciosa, pela UNESCO.

Esta unidade foi criada para proteger áreas representativas de Floresta Atlântica, o complexo estuarino da Baia de Paranaguá, os sítios arqueológicos (sambaquis) e as comunidades caiçaras integradas no ecossistema regional.

Em 1984 foi criado o Conselho de Desenvolvimento Territorial do litoral paranaense, destinado a impedir o processo de ocupação desordenada do litoral paranaense e buscar o cumprimento da lei, surgindo assim a unidade.

A região de Guaraqueçaba representa hoje um dos últimos e mais significativos remanescentes da Floresta Atlântica e dos ecossistemas associados, englobando a Serra do Mar, a Planície Litorânea, as ilhas e extensos manguezais.

A região foi ponto de entrada de Portugueses no Paraná, logo após o descobrimento do Brasil. Em 1545 ocorreu a expedição do navegador Hans Staden, juntamente com a expedição de Diogo Senabria, naufragou no litoral norte do Paraná e, salvando-se do desastre, Hans publicou um livro sobre as terras do Paraná quando retornou à Europa.

Em 1585 chega a primeira Bandeira predadora dos índios Carijós. A colonização suíça iniciada em 1852 destacou-se na região, sendo que o apogeu da ocupação da região data do final das décadas de 1960 e 1970, quando houve grande alteração no perfil de ocupação e produção do local.

Atualmente os habitantes da região são os caboclos (caiçaras), descendentes da mistura de índios, mulatos, pretos e imigrantes que colonizaram o local. Muito da cultura original dos índios da região se mantém nos hábitos dos caiçaras, nas suas lendas, na linguagem, no artesanato e na medicina caseira.

Ilha Pinheiro

O testemunho mais marcante de existência de muitas populações indígenas na região está na presença dos sambaquis (há mais de cem catalogados) encontrados ao longo de toda a Baía. O nome da unidade é de origem tupi-guarani e significa "Pouso da Ave Guará".

A unidade possui uma área de 283,14 ha. Está localizada no estado do Paraná, abrangendo os municípios de Guaraqueçaba, Paranaguá, Antonina e Campina Grande.

O acesso a região pode ser feito, saindo-se de Curitiba, pela rodovia BR-227 até o município de Antonina e depois pelas PR-440 e PR-405 até Guaraqueçaba, percorrendo-se um total de 180 Km; ou pela BR-227 até o município de Paranaguá e de lá por via marítima até a região. É típico de zona tropical úmida, com elevada pluviosidade, os meses mais chuvosos são de fevereiro a abril. A temperatura média gira em torno de 28 º, caindo um pouco no inverno.

A partir do ancoradouro ou da praça de Guaraqueçaba pode-se avistar o belíssimo conjunto de montanhas costeiras da Serra do Mar e na baía é possível observar o movimento dos botos e biguás ao entardecer, com o sol se pondo atrás das ilhas. O local possui algumas trilhas primitivas e a Reserva Particular do Patrimônio Natural de Salto Morato (a 18 Km da cidade de Guaraqueçaba), onde é possível acampar e desfrutar da cachoeira do rio Morato. Pode-se também visitar ruínas da colonização suíça, sambaquis e manguezais. O ideal é visitar a área no verão e outono, quando as brumas descem e escondem os sopés das montanhas enquanto o sol brilha ao alto.

São três grandes unidades de paisagem: planaltos, altas serras e a região litorânea (abrange 82% da APA). Reune cerca de 100.000 ha contínuos de Floresta Atlântica, restingas e uma das maiores concentrações de manguezais totalmente preservados do país.

Abriga uma infinidade de endemismos em vários grupos. É também um dos últimos redutos para várias espécies raras e ameaçadas. A jacutinga, o macuco e o papagaio-da-cara-roxa, são encontrados na unidade e estão entre as principais espécies de aves ameaçadas.

Extrativismo vegetal, principalmente o palmito, culturas de banana e gengibre com a utilização de agrotóxicos, comércio de fauna e flora, exploração inadequada de areia e seixos ao longo dos rios são as principais ameaças à APA.

Conservação do Meio Ambiente com a melhoria da qualidade de vida, ICMS ecológico para o município, transportes adequados e início de um ecoturismo ordenado com benefícios diretos e indiretos para as comunidades.

Papagaio de cara roxa
Fonte: Ibama

APA DA BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL - SP

APA DA BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL - SP

A bacia do rio Paraíba do Sul se estende por territórios pertencentes a três estados da Região Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A parte paulista da bacia está localizada entre as coordenadas 22o24' e 23o39' de latitude Sul e 44o10' e 46o26' de longitude Oeste, abrangendo uma área de drenagem de 13.605 km2.

O rio Paraíba do Sul é formado pela confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna, que têm seus cursos orientados na direção Sudoeste, ao longo dos contrafortes interiores da Serra do Mar.

Após essa confluência, e já denominado Paraíba do Sul, o rio continua seu curso para Oeste, onde é barrado pela Serra da Mantiqueira, que o obriga a inverter completamente o rumo do seu curso, passando a correr para Nordeste e, depois, para Leste, até a sua foz no Oceano Atlântico.