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OS ANFÍBIOS MAIS VENENOSOS DO PLANETA

OS ANFÍBIOS MAIS VENENOSOS DO PLANETA

Phyllobates terribilis

Os sapos mais venenosos do Planeta


Os Anfíbios mais venenosos do planeta são pequenos anfíbios que podem ser muito perigosos, alguns ainda não conhecidos pela ciência. Os pequenos anfíbios são de uma tonalidade vívida e chamativo, com cores belíssimas.

1 – Phyllobates terribilis


Esta simples rãzinha é uma das criaturas mais venenosas que existem neste planeta.. O nome da espécie é Phyllobates Terribilis – O “Teribilis” tem um certo sentido de ser, porque o veneno alcalóide desta rã, causa parada respiratória imediata e um único adulto do Phyllobates Terribilis tem homobatracotoxina suficiente para matar 20.000 cobaias ou 100 pessoas!

Para se ter uma ideia do veneno, galinhas e cães que entraram em contato com um papel toalha onde o sapo andou morreram.

O veneno Phyllobates Terribilis, a homobatracotoxina é extremamente rara na natureza, só sendo encontrada em outros três sapos da Colômbia e dois pássaros venenosos de Papua, na Nova Guiné.

Embora mate tudo que eventualmente o coma, o sapo tem como predador principal uma cobra Liophis epinephelus que é bem resistente ao veneno do sapo, mas não totalmente imune.

O veneno alcaloide provém de insetos venenosos que fazem parte de sua dieta. Isso explica porque ao longo do tempo em cativeiro, o Phyllobates Terribilis perde lentamente seu veneno. A criatura que transmite os alcaloides assassinos para a rã é um besouro da família Melyridae. Para se ter uma idéia do poder letal do veneno deste treco, dois décimos de micrograma desta toxina pode matar um humano em poucos minutos. Cada adulto contém 200 microgramas em sua pele.

Os índios pegam estas rãs com muito medo e passam as pontas das flechas nas costas delas. Depois de esfregadas, as flechas ficam letais por mais de dois anos. Assim, os índios pegam macacos e outros animais com mais facilidade. Para capturar a bizarra rãzinha, o índio tem que ser muito macho e usar uma folha de bananeira como luva de proteção.

Os médicos e laboratórios farmacêuticos estão estudando as moléculas da homobatracotoxina para encontrar um caminho para remédios mais potentes, como relaxantes musculares e anestésicos, uma vez que o veneno da rã teria potencial para dar origem a um anestésico bem mais potente que a morfina.

O Sapo Phyllobates Terribilis pode ter outras cores, como verde, branco e creme, além da versão amarelo-dourado aí da foto. Ele é encontrado na Colômbia, Bolívia, Equador, Brasil e por toda a área tropical da América do Sul, sobretudo na Amazônia, pois a rã vive em lugares úmidos e com muita chuva e calor.
Dendrobates azureus

Dendrobates azureus


2 – Dendrobates azureus

O pequeno sapo da espécie Dendrobates azureus também é conhecido como sapo-boi-azul. É encontrado no Suriname e sua cor forte serve como defesa contra os predadores, alertando sobre seu veneno tóxico ultra potente.

Bem menor do que a palma de uma mão, o sapinho pode parecer inofensivo no primeiro momento mas possui veneno suficiente para levar 10 pessoas a morte. Algumas tribos de índios colombianos já utilizaram seu veneno mortal em pontas de lanças. Mas além de perigoso, o sapo Dendrobates azureus também pode ser útil para a medicina, pesquisadores britânicos já estudam a possibilidade de usar o componente presente no sapinho como analgésico.

3 – Oophaga pumilio

A Sapo Oophaga pumilio é uma espécie que possui grande variação de cores e muita toxicidade do seu veneno. Ele vive na América Central, principalmente na região de Nicarágua, Costa Rica e Panamá.
Oophaga pumilio

Oophaga pumilio

4 – Ranitomeya reticulatus

O Sapo Ranitomeya reticulatus é uma espécie de anfíbio da família Dendrobatidae que vive na América do Sul. O veneno desse sapo é capaz de provocar danos graves para os seres humanos e morte em animais.
Ranitomeya reticulatus

Ranitomeya reticulatus

5 – Phyllomedusa bicolor

A Phyllomedusa bicolor é uma rã muito encontrada na Amazônia, no oeste, no nordeste do Brasil e na vegetação ribeirinha do Cerrado. As secreções da pele da barriga da rã são usadas por algumas tribos indígenas para acabar com a má sorte. Os sintomas apresentados no envenenamento pelas substâncias são diarreia, vômito e taquicardia.

Phyllomedusa bicolor

Phyllomedusa bicolor

6 – Dendrobates tinctorius

O Anfíbio Dendrobates tinctorius é conhecido como sapo-garimpeiro. Ele mede cerca de 3 cm e tem uma coloração baseada na área geográfica onde estão inseridos. A maioria é preta com manchas verdes. A espécie é altamente tóxica e vive em florestas tropicais da América Central e América do Sul, com hábitos diurnos e terrestres.
Dendrobates tinctorius

Dendrobates tinctorius

7 –  Epipedobates tricolor

O Anfíbio da espécie Epipedobates tricolors tricolor alcança apenas 1 centímetro quando adulto. Sua toxidade é suficiente para matar diversas pessoas e sua pele é cerca de 200 vezes mais tóxica do que uma dose de morfina. Ele é encontrado nas encostas ocidentais dos Andes, no Equador e na América do Sul.
Epipedobates tricolor

Epipedobates tricolor

8 – Dendrobates leucomelas

O Sapo Dendrobates leucomelas pode ser encontrado ao norte da América do Sul. Esse sapo prefere condições de muita umidade, como rochas e árvores. Por baixo, a pele do sapo fica cheia de glândulas com substâncias altamente venenosas.

Dendrobates leucomelas

Dendrobates leucomelas

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ANFÍBIOS - CLASSIFICAÇÃO DOS ANUROS, CAUDADOS E ÁPODES

Anfíbios 

Anfíbios - Classificação dos Anuros, Caudados e Ápodes


O que significa anfíbio?
A palavra anfíbio, de origem grega, significa "vida dupla", porque esses animais são capazes de viver em um ambiente terrestre e em um ambiente aquático.

Três grupos principais
Os anfíbios são divididos em três grupos principais:

Anuros – compreendem os anfíbios sem cauda, ou seja, as rãs e os sapos. São os mais numerosos e representam quase 90% de todos os anfíbios;

Caudados – considerados mais primitivos que os anuros, agrupam os tritões e as salamandras, assim como outras espécies menos conhecidas e estranhas como o axalotle e o proteu;

Ápodes – possuem um corpo comprido e sem patas, são mais parecidos com as serpentes que com os outros anfíbios. Vivem em regiões tropicais, em solo úmido ou na lama dos pântanos. As menores espécies atingem 15 centímetros de comprimento e as maiores podem ter mais de 1 metro. A pele viscosa produz uma espécie de secreção repugnante e/ ou tóxica.

•A maioria dos anfíbios possui 4 membros pentadáctilos para locomoção em terra;

•Pele úmida e lisa, glandulífera e sem escamas externas, apta para a respiração cutânea (que nos anfíbios torna-se mais importante que a respiração pulmonar);

•Dentes pequenos e esqueleto em grande parte ossificado;

•São pecilotérmicos (animais de sangue frio);

•Coração com 3 cavidades: duas aurículas ou átrios e um ventrículo. O sangue arterial, que entra na aurícula esquerda, e o sangue venoso, que chega a aurícula direita, vão se juntar ao nível do ventrículo único. Por isso a circulação destes animais é dita fechada, dupla, porém incompleta;

•Presença de entalhe ótico, resultado do desaparecimento do opérculo que nos peixes protege as brânquias.

A vida dos anfíbios está, em geral, associada á água. Muitos deles passam parte da vida na água e parte na terra. Daí vem a explicação para o nome "anfíbio", que significa "duas vidas". Eles se dividem em três ordens:

•Anura, que agrupa rãs, sapos e pererecas.

•Caudata (Urodela), da qual fazem parte as salamandras.

•Gymnophiona (Apoda), cujos representantes são as cobras-cegas ou     cecílias.

Metamorfose
Essa palavra faz referencia a uma grande transformação, em que nada fica como antes. É o que acontece com a maior parte dos anfíbios. O ciclo de vida desses seres vivos envolve geralmente três fases: ovo, larva e adulto.

Os filhotes se chamam girinos, eles eclodem da ova de anfíbios em apenas poucos dias, normalmente, leva alguns meses para se tornarem adultos. Talvez você já deve ter ouvido a palavra "metamorfose", você sabe o que significa? Significa transformação, é o que acontece na imagem a cima que vimos. Durante a metamorfose do girino as brânquias desaparecem, surgem pernas traseiras, depois dianteiras, a cauda encolhe e formam-se os pulmões.  Depois, esse girino vira um adulto, e passa a respirar pelos pulmões e pela pele, ou seja, passam a fazer a respiração cutânea.

    A maioria das rãs e sapos deposita seus ovos na água, mas a espécies que depositam em folhas e até em seu corpo. Os sapos colocam seus ovos em fileiras, enquanto as rãs em cachos, isso se chama "ova de anfíbios".

Existem espécies de anfíbios que nunca deixam a água nem a fase larval, outras que não habitam a água em nenhum estágio da vida, e aqueles que, quando adultas, não tem pulmões e respiram pelas brânquias, pela mucosa bucal e até pela pele (respiração cutânea).

 O sistema respiratório desses animais é rudimentar quando é comparado, por exemplo, ao dos mamíferos. A maioria dos anfíbios não possuem caixa torácica nem costelas nem diafragma para auxiliar a inflar os pulmões.

A pele dos anfíbios desempenha uma função muito importante não apenas no auxílio á respiração como na proteção, mesmo sendo lisa, sem escamas ou pelos. Glândulas espalhadas pelo corpo tem a finalidade de mantê-la sempre úmida, daí vem a aparência geralmente gosmenta desses animais. Esse artifício é fundamental, uma vez que a maioria dos anfíbios, ao se afastar de seu habitat úmido, morreria com o ressecamento da pele.

Assim como os répteis, os anfíbios podem trocar de pele. A diferença é que estes não trocam por inteiro, apenas fragmentos. A frequência da muda varia de acordo com a espécie. Uma rã que habita os bosques ao sul dos Estados Unidos aparenta trocar de pele todos os dias. Em outras espécies, o intervalo de muda pode ser de um mês ou mais.

A estruturação dos membros dos anfíbios não garante agilidade na movimentação terrestre. Algumas espécies de sapos, rãs e pererecas, no entanto, possuem membros posteriores e modificações na coluna muito bem-adaptadas ao salto, o que representa grande vantagem na proteção contra predadores-para escapar de um ataque, eles podem saltar em direção a um abrigo.

A estrutura corporal dos anfíbios é adaptada a sua vida dupla. A maioria deles possui dois pares de pernas: as dianteiras, com quatro dedos, e as traseiras, com cinco artelhos. Mas alguns sapos apresentam menor número de dedos e diminuição de artelhos, que possivelmente são adaptações para caminhar. Com o corpo compacto e grande cabeça, os sapos dispõem de patas traseiras com musculatura bem desenvolvida. Algumas espécies de salamandras não possuem pernas traseiras. Já as cobras cegas não têm membros.

Há 280 milhões de anos, os anfíbios diversificaram-se bastante entre os vertebrados e mantiveram-se bastante entre os vertebrados e mantiveram o “reinado” por muito tempo. Mas, e aproximadamente 70 milhões de anos atrás, eles perderam o seu “reinado” para os repteis. Os anfíbios estão entre os primeiros animais vertebrados a sair do ambiente aquático e ir para a terra firme. Fósseis encontrados na Groenlândia mostraram que os ancestrais dos anfíbios eram bem maiores do que os atuais – os crânios encontrados mediam cerca de 15 centímetros, e as pernas eram bem desenvolvidas.

A Classe Amphibia inclui as cecílias (Ordem Gymnophiona), as salamandras (Ordem Caudata) e os sapos, rãs e pererecas (Ordem Anura). Embora existam variações na forma do corpo e nos órgãos de locomoção, pode-se dizer que a maioria dos anfíbios atuais tem uma pequena variabilidade no padrão geral de organização do corpo. O nome anfíbio indica apropriadamente que a maioria das espécies vive parcialmente na água, parcialmente na terra, constituindo-se no primeiro grupo de cordados a viver fora da água. Entre as adaptações que permitiram a vida terrestre incluem pulmões, pernas e órgãos dos sentidos que podem funcionar tanto na água como no ar. Dos animais adaptados ao meio terrestre, os anfíbios são os mais dependentes da água. Foram os primeiros a apresentar esqueleto forte e musculatura capaz de sustentá-los fora d'água.

Sua pele é bastante fina e para evitar o ressecamento provocado pela exposição ao sol, possui muitas glândulas mucosas. Estas liberam um muco que mantém a superfície do corpo úmida e lisa, diminuindo o atrito entre a água e o corpo durante o mergulho.

A epiderme também possui pouca quantidade de queratina, uma proteína básica para a formação de escamas, placas córneas, unhas e garras. A ausência destas estruturas os torna frágeis em relação à perda de água e também quanto à sua defesa de predadores. Por isso, alguns anfíbios desenvolveram glândulas que expelem veneno quando comprimidas.

A respiração dos anfíbios pode ocorrer através de brânquias e da pele (na fase larval e aquática) e da pele e de pulmões quando adultos e terrestres.

São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. Por isso, em épocas frias ou muito secas, muitas espécies enterram-se sob o solo aí permanecendo até a época mais quente e chuvosa. Este comportamento, em muitos locais do Brasil, deu origem à lenda de que os sapos caem do céu, pois, com a umidade provocada pelas chuvas, os anfíbios saltam das covas onde estavam em estado de dormência, para a atividade.

Também dependem da água para se reproduzirem: a fecundação ocorre fora do corpo da fêmea e o gameta masculino necessita do meio aquoso para se locomover até o óvulo da fêmea. Esta dependência ocorre também porque os ovos não possuem proteção contra a radiação solar e choques mecânicos. O desenvolvimento da larva é indireto, ou seja, a larva após a eclosão do ovo, passa por várias transformações até atingir a forma adulta, como acontece com o girino.

A maioria das espécies de anfíbios apresenta hábitos alimentares insetívoros, sendo, portanto, vertebrados controladores de pragas. Muitas espécies, sensíveis a alterações ambientais (desmatamento, aumento de temperatura ou poluição) são consideradas excelentes bioindicadores. A diminuição de certas populações tem sido atribuída a alterações globais de clima e para certos biomas do Brasil, como a Mata Atlântica, os declínios populacionais ou mesmo extinção de anfíbios têm sido atribuídos ao desmatamento.

Algumas espécies, como a perereca-da-folhagem (Phyllomedusa bicolor) e o sapinho pingo-de-ouro (Brachycephalus ephipium) têm sido alvo de estudos bioquímicos e farmacológicos, para isolamento de substâncias com possíveis usos medicinais. Estes são apenas dois exemplos de uso potencial de anfíbios, que têm despertado interesse científico e comercial internacional e gerado problemas de "pirataria biológica" devido a falta de uma política clara sobre o uso da biodiversidade do Brasil.

Nova Espécie de Anfíbio que Parece com Cobra é Descoberta na Guiana Francesa

Uma nova espécie de gimnofiono foi descoberto na Guiana Francesa, a mesma ordem  da “cobra-pênis”, como ficou conhecido na imprensa e em redes sociais um animal raro encontrado no Brasil em 2011, por causa de seu formato. Essa ordem inclui também os bichos popularmente conhecidos como "cobras-cegas".

A nova espécie agora anunciada vive na Guiana Francesa e se chama Microcaecilia dermatophaga. Apesar de parecer uma cobra ou verme, trata-se na verdade de um anfíbio, ou seja, tem relação evolutiva mais próxima com um sapo do que com qualquer serpente.
Nova Espécie de Anfíbio que Parece com Cobra é Descoberta na Guiana Francesa
Microcaecilia dermatophaga, a nova espécie descrita na PLoS One (Foto: Wilkinson et al/PLoS One/Creative Commons)

A Microcaecilia dermatophaga tem uma característica especial: os exemplares mais jovens da espécie se alimentam da pele da mãe – daí o termo “dermatófago” em seu nome científico.

Recentemente, teve grande repercussão na internet a descoberta de outro gimnofiono como a Microcaecilia dermatophaga. Tratava-se da descoberta de um raro exemplar de Atretochoana eiselti no canteiro de obras da Usina de Santo Antônio. O animal chamou a atenção sobretudo por ter um formato que lembra um pênis humano.

Nova Espécie de Anfíbio que Parece com Cobra é Descoberta na Guiana Francesa
Exemplar de Atretochoana eiselti, que é da mesma ordem da nova espécie encontrada na Guiana Francesa,  foi descoberta no Rio Madeira e ganhou o apelido de 'cobra-pênis' (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)
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PERERECA - ESPÉCIES E CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS PERERECAS

Perereca-do-Brejo (Hyla nana) Perereca - Espécies e Características Gerais das Pererecas

 Perereca-do-Brejo (Hyla nana)

Características: de pequeno porte, com aproximadamente 2 cm de comprimento rostro-cloacal. Coloração amarelada com duas faixas longitudinais alaranjadas nas laterais do dorso.

Habitat: áreas abertas.

Ocorrência: encontrada em muitos estados brasileiros, além de Uruguai, Paraguai, nordeste da Argentina, Bolívia.

Hábitos: canta praticamente o ano todo, com exceção dos meses mais frios e secos do ano. Vocalizam sobre gramíneas e ciperáceas nas margens dos corpos d'água.

Alimentação: pequenos artrópodes que podem ser eventualmente encontrados, tais como ácaros, aranhas e pequenos insetos.

Reprodução: reproduz-se em ambientes de corpos d'água lênticos temporários ou permanentes.

Predadores naturais: aranhas (aracnídeos).

Perereca-Kambô (Phyllomedusa bicolor)Perereca-Kambô (Phyllomedusa bicolor)

A perereca-kambô é um anfíbio da família Hylidae encontrada na Floresta Amazônica do norte da Bolívia, oeste e norte do Brasil, sudeste da Colômbia, leste do Peru, sul e leste da Venezuela, e as Guianas. Localmente, também ocorre em floresta ribeirinha no Cerrado.

As pererecas-kambô tem hábitos noturnos e arborícolas. Elas se reproduzem em poças e lagoas ao longo do ano, atingindo um pico entre novembro e maio. As fêmeas colocam de 600 a 1.200 ovos em massas gelatinosas dentro de cones que são grandes folhas dobráveis das árvores. Após cerca de 8-10 dias, os ovos eclodem e os girinos caem na água, onde completam o seu desenvolvimento.

Os machos dessa espécie medem cerca de 93-103 mm e as fêmeas 110-120 mm. São predadas por alguns pássaros e por serpentes de hábitos arborícolas (algumas espécies gostam de seus ovos e podem destruir toda a ninhada).

A biopirataria tem grande interesse por essa espécie porque produz uma secreção de cera que pode ter usos medicinais contra a AIDS, câncer e outras doenças. Os índios Matsés aplicam o veneno da perereca em queimaduras auto-infligidas, para entrarem em um estado alterado de consciência. O veneno produz vários efeitos que vão desde a estimulação, a sedação, anorexia e alucinações. O veneno contém dermofina e deltorfina que agem em receptores opióides.

Segundo a IUCN, existem poucas ameaças para a perereca-kambô na sua área de ocorrência, embora provavelmente seja impactada localmente pela perda de habitat. Existe atualmente um interesse crescente nos componentes tóxicos presentes na pele dessa perereca (que é usado em práticas de caça em várias tribos da Amazônia). Esse interesse pode aumentar no futuro, mas no momento, tal utilização não é considerada uma ameaça à espécie.

Perereca-de-Vidro-Esmeralda (Centrolene prosobleponPerereca-de-Vidro-Esmeralda (Centrolene prosoblepon)

Perereca-de-vidro é o nome comum para as pererecas da família de anfíbios Centrolenidae (ordem Anura). Embora a coloração da maioria das pererecas-de-vidro seja principalmente verde limão, a pele abdominal de alguns membros desta família é transparente. As vísceras internas, incluindo o coração, fígado e trato gastrointestinal são visíveis através dessa pele translúcida, daí o nome comum.

As pererecas-de-vidro geralmente são pequenas, variando de 3 a 7,5 cm de comprimento e são semelhantes na aparência a algumas espécies verdes do gênero Eleutherodactylus e a algumas espécies da família Hylidae. Algumas espécies da família Hylidae (principalmente juvenis), tais como a Hyloscirtus palmeri e Hypsiboas pellucens, têm a pele abdominal transparente típicas das pererecas-de-vidro, mas elas também têm apêndice calcâneo, uma característica que não está presente nas espécies da família Centrolenidae.

As pererecas da família Centrolenidae estão distribuídas do sul do México ao Panamá, e através dos Andes da Venezuela e a ilha de Tobago a Bolívia, com algumas espécies nas bacias Amazônica e do rio Orinoco, a região do Planalto das Guianas, sudeste do Brasil e norte da Argentina.

As pererecas-de-vidro são mais arborícolas. Elas vivem ao longo dos rios e córregos durante a época de reprodução, e são particularmente diversificadas em florestas nebulosas de montanha da América Central e do Sul, embora algumas espécies ocorram também na Amazônia e em florestas tropicais e semi-decíduas de Chocóan.

A perereca-de-vidro-esmeralda, especificamente, é encontrada na Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Nicarágua e Panamá. Os seus habitats naturais são florestas subtropicais ou tropicais húmidas.

Os ovos geralmente são depositados nas folhas das árvores ou arbustos que pairam sobre a água corrente de riachos, córregos e pequenos rios. O método de postura dos ovos nas folhas varia entre as espécies. Os machos costumam vocalizar de folhas próximas de seus ovos. Os ovos colocados em folhas são menos vulneráveis aos predadores do que se colocados na água, mas são atacados por vermes parasitas de algumas espécies de moscas. Como consequência, algumas pererecas-de-vidro mostram cuidados parentais. Depois que os ovos eclodem, os girinos caem na água. Fora da época de reprodução algumas espécies vivem nas copas das árvores.

Perereca-Comum (Hyla sp. e Phyllomedusa sp.)Perereca-Comum (Hyla sp. e Phyllomedusa sp.)

Características: os ossos dos dedos são elásticos e na extremidade de cada dedo existem pequenas almofadas adesivas com que se prendem facilmente aos galhos. Além disso, são dotados de membranas elásticas (interdigitais), que quando estendidas formam uma espécie de pipa. Encurvando o tórax e estendendo as pernas, as pererecas podem realizar vôos de quase dois metros.

Habitat: brejos, pântanos, florestas.

Ocorrência: todo o Brasil.

Hábitos : noturnos e crepusculares.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: ovos são fertilizados pelo macho após à postura. Primeiro escolhem uma árvore pendente sobre o pântano ou charco. Os ovos, depositados nas folhas dos ramos mais baixos, estão envolvidos em uma substância pegajosa, parecida com clara de ovo. A fêmea, ajudada às vezes pelo macho, bate essa massa com as patas traseiras até que ela fique com o aspecto de clara batida em neve. Quando nascem, os girinos secretam uma substância que os livra da massa pegajosa. Caem então no pântano e começam sua vida aquática.

Perereca-Cabrinha (Hyla albopunctata) Perereca-Cabrinha (Hyla albopunctata)

Características: de médio porte, com cerca de 5 cm de comprimento rostro-cloacal. Coloração que vai do amarelo ao marrom, passando pelo predominante avermelhado. Possui faixas escuras transversais no dorso e nas pernas. Possui focinho alongado, com uma faixa escura lateral. As coxas apresentam característicos pontos amarelos na face interior. Tanto os machos como as fêmeas apresentam espinhos sexuais nas mãos.

Habitat: florestas tropicais.

Ocorrência: Planalto Central, principalmente no sudeste do Brasil e Paraná. Contudo, parece estar ampliando sua distribuição em decorrência de ações antrópicas.

Hábitos: vocaliza preferencialmente em áreas abertas no chão ou sobre a folhagem, às margens de riachos ou ambientes lênticos, permanentes ou temporários. Os machos iniciam a vocalização logo após o ocaso, atingindo o pico de atividade por volta das 21 horas. A cantoria pode perdurar até poucos minutos antes da aurora. Nos dias de noite clara (lua crescente ou cheia) os machos vocalizam em locais onde a vegetação é mais densa. São reconhecidas três vocalizações para esta espécie: "vocalização de anúncio", "vocalização territorial" e "grito de agonia". Este último é emitido quando a espécie é atacada por um possível predador, ou mesmo quando o animal é manipulado. Os machos maiores tomam uma posição central no coro, podendo ocupar o mesmo sítio de vocalização por até duas semanas seguidas, ao passo que os menores deslocam-se mais (até 55 metros) assumindo um posicionamento periférico. Sendo assim, há indícios de que seja uma espécie territorial, contudo, não existem relatos de combates entre machos.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: período reprodutivo desta espécie pode compreender apenas a estação quente e úmida do ano, ou prolongar-se ao longo de quase todo o ano. Os casais podem permanecer em amplexo por até três horas antes da desova, a qual consiste em mais de 700 ovos e dura cerca de cinco minutos.

Perereca-da-Mata (Osteocephalus langsdorffii) Perereca-da-Mata (Osteocephalus langsdorffii)

Características: hilídeo de grande porte, possuindo, em média, 7 cm de comprimento rostro-cloacal em média . Possui saco vocal duplo e apresenta uma característica coloração verde-musgo com manchas acinzentadas, lembrando uma casca de árvore com liquens. Seus discos adesivos (porção terminal dos dedos) são verde-azulados e os olhos conferem um belo padrão de amarelo dourado, rajado de preto. Nesta espécie os machos são cerca de 2 cm menores que as fêmeas.

Habitat: matas em geral.

Ocorrência: regiões costeiras de Mata Atlântica da Bahia ao nordeste da Argentina. Porém, pode também ser encontrada no interior de Minas Gerais e São Paulo.

Hábitos: vocalizam mais intensamente logo após e durante as chuvas. Como sítio de vocalização utiliza galhos de árvores em torno de corpos de água lênticos, relacionados, ou não, à drenagem perene. O canto de anúncio é alto, e lembrao som de castanholas.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: período reprodutivo desta espécie é restrito aos meses chuvosos do ano. Os ovos são depositados na água e flutuam assumindo uma forma de lâmina gelatinosa.

Perereca-de-Banheiro (Scinax fuscovaria) Perereca-de-Banheiro (Scinax fuscovaria)

Características: anfíbio de médio porte, possuindo cerca de 43 mm de comprimento rostro-cloacal. A coloração amarelada dos flancos e da face ventral é característica do estado fisiológico do macho em atividade reprodutiva. O ventre é esbranquiçado, com manchas escuras. As coxas apresentam fortes manchas amarelas que contrastam com regiões pretas na porção posterior. Alguns autores apontam dimorfismo sexual para a espécie, relatando que os machos são ligeiramente menores que as fêmeas. Ademais, alguns machos podem apresentar calos sexuais na região toráxica, embora, geralmente sejam vestigiais e muitos, certamente decíduos.

Habitat: áreas abertas com vegetação herbácea rala, ao redor de represas ou em poças temporárias.

Ocorrência: do sudeste ao sul do Brasil, norte da Argentina e Paraguai, leste da Bolívia.
Hábitos: atividade noturna e durante o dia pode ser encontrada em tocas e frestas em árvores ou no solo. Os machos vocalizam sobre rochas ou sobre o solo, entre as vegetações, ao redor das represas. Podem ser encontradas vocalizando sobre o solo seco, ou à pequena altura na vegetação, às margens de coleções de água parada, açudes ou banhados. Podem ser identificados dois cantos diferentes: o "canto de anúncio" e o outro, aparentemente territorial, emitido quando dois machos vocalizavam próximos entre si.

Alimentação: insetos e aranhas.

Reprodução: reproduz-se nos meses mais quentes e chuvosos do ano. Na época reprodutiva, os machos apresentam duas áreas delimitadas na região temporal, aparentemente glandulares, que podem se apresentar escurecidas devido à aderência de partículas do solo. A desova é depositada no substrato, espalhada entre detritos vegetais, em poças e lagoas. O número de óvulos maduros pode exceder 3000 e sua desova pode conter de 1500 a 2000 ovos pequenos e pigmentados, depositados sobre a vegetação aquática.

Predadores naturais: serpentes.

Pererequinha-do-Brejo (Hyla sanborni) Pererequinha-do-Brejo (Hyla sanborni)

Características: mede cerca de 1,6 cm de comprimento rostro-cloacal.

Habitat: áreas abertas e campos.

Ocorrência: do sul do Estado de Minas Gerais ao sul do Uruguai, alcançando o sudeste do Paraguai e nordeste da Argentina.

Hábitos: canta quase o ano inteiro, vocalizando sobre gramíneas e ciperáceas nas margens dos corpos d'água. Durante o dia pode recolher-se entre folhas de bromélias, local onde podem encontrar umidade ideal, mesmo nos meses de estiagem.

Alimentação: pequenos artrópodes que podem ser eventualmente encontrados, tais como ácaros, aranhas e pequenos insetos.
Reprodução: reproduz-se em ambientes lênticos temporários ou permanentes.

Predadores naturais: aranhas (aracnídeos).

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RÃ - ESPÉCIES E CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS RÃS (ANFÍBIOS)

Rã-Pimenta

Rã - Espécies e Características Gerais das Rãs (Anfíbios)

Rã-Pimenta (Leptodactylus labyrinthicus)

Características: de grande porte e muito robusto. Os machos possuem os braços maiores que o das fêmeas e apresentam espinhos sexuais na região toráxica.

Habitat: brejos, lagoas e pântanos.

Ocorrência: da Venezuela ao sudeste do Brasil e leste do Paraguai.

Hábitos: noturnos, sendo que durante o dia se escondem em locais bastante abrigados. À noite é encontrada dentro da'água nos lugares rasos parcialmente submersa ou totalmente exposta nas margens, sempre voltada para o lado da água, dentro da qual salta ao menor sinal de perigo.

Alimentação: carnívora, tanto os girinos como os adultos, podendo se alimentar de pequenos pássaros e serpentes, porém é a muito tempo conhecida principalmente por seus hábitos batraquiofágicos, ou seja, alimentam-se de outros anfíbios adultos ou mesmo de desovas de outras espécies de anfíbios.

Reprodução: sazonal, iniciando-se no mês de agosto e terminando em dezembro, com picos mais acentuados em setembro, outubro e novembro. Durante o período de reprodução, o pico de desovas sofre grande influência das chuvas, ou seja, no mês de maior precipitação pluviométrica ocorre maior número de desovas. Estas compreendem um ninho de espuma que, geralmente é encontrada entre gramíneas protegida dos raios solares. Um grande número de ovos não é fecundado e, posteriormente, é utilizado pelos girinos como dieta inicial, garantindo sua sobrevivência por um longo período dentro do ninho. Após a ocorrência das chuvas, os girinos são arrastados para o corpo d'água onde encontram alimento em abundância.

Predadores naturais: serpentes.

Rã-Leopardo-do-Norte (Rana pipiens) Rã-Leopardo-do-Norte (Rana pipiens)

A rã-leopardo-do-norte é uma espécie de rã-leopardo da família das rãs verdadeiras, nativa de partes do Canadá e Estados Unidos.

É uma espécie de rã grande atingindo cerca de 11 cm de comprimento. Ela varia do verde ao marrom na coloração dorsal com grandes manchas circulares escuras nas costas, nas laterais e nas pernas. A superfície ventral é verde claro ou branca. Os girinos são marrom escuro ou cinza, com manchas claras na parte inferior. A cauda é castanho claro.

A rã-leopardo-do-norte tem diferentes variações de cor. A mais comum é a morfia verde e a morfia marrom. Existe outra morfia conhecida como morfia burnsi. Indivíduos com a morfia burnsi não apresentam manchas nas costas, mas podem ou não tê-las em suas pernas. O albinismo também aparece nessa espécie, mas é muito raro.

As rãs-leopardo-do-norte têm uma grande variedade de habitats. São encontradas em poças permanentes, pântanos, mangues e córregos ao longo de florestas, áreas abertas e urbanas. Elas normalmente habitam corpos d'água com vegetação aquática abundante. São bem adaptadas ao frio e podem ser encontradas acima de 3.000 m de altitude.

A época de reprodução da rã-leopardo-do-norte é na primavera (março-junho, no hemisfério norte). Até 6500 ovos são colocados na água, e os girinos completam o desenvolvimento dentro de poças de reprodução. O desenvolvimento dos girinos leva de 70-110 dias, dependendo das condições.

Essa espécie já foi muito comum em partes do oeste do Canadá e dos Estados Unidos até o início do declínio durante os anos 1970. Embora a causa definitiva desse declínio seja desconhecida, a perda e fragmentação do habitat, contaminantes ambientais, peixes introduzidos, seca e doenças foram propostos como mecanismos de declínio e provavelmente estão impedindo a recuperação da espécie em muitas áreas.

As rãs-leopardo-do-norte são predadas por muitos animais, tais como serpentes, guaxinins, sapos e até humanos. Elas não produzem secreções de pele com gosto desagradável e dependem da velocidade para fugir de predadores. Elas se alimentam de uma grande variedade de animais incluindo grilos, moscas, vermes, rãs e sapos menores. Usando suas grandes bocas, elas podem até mesmo engolir pássaros e serpentes.

Rã-De-Olhos-Vermelhos (Agalychnis callidryas) Rã-De-Olhos-Vermelhos (Agalychnis callidryas)

A rã-de-olhos-vermelhos é uma espécie de rã arborícola do gênero Agalychnis, pertencente à família hylidae.

Graças aos seus grandes, salientes e brilhantes olhos vermelhos, não é difícil reconhecer a rã-de-olhos-vermelhos. Seu corpo tem uma cor verde brilhante com faixas azuis e amarelas nas laterais. É uma rã de tamanho médio. Os machos são menores que as fêmeas, medem cerca de 5,5 cm de comprimento, enquanto as fêmeas medem cerca de 7,6 cm.

As rãs-de-olhos-vermelhos passam a maior parte de suas vidas nas árvores e são grandes saltadoras. Não são venenosas e dependem da camuflagem para se protegerem. Durante o dia, permanecem imóveis, cobrem suas partes azuis com suas pernas traseiras, colocam os pés brilhantes sob seu estômago, e fecham seus olhos vermelhos. Essa postura ajuda a não perder a umidade do corpo e a mantém bem camuflada entre a folhagem e protegida de seus principais predadores, as cobras arborícolas.

São excelentes escaladoras. Seus membros são adaptados para agarrar galhos, dando-lhe uma forma característica de deslocamento lento e passos muito marcados. Elas também nadam muito bem. É uma espécie que tem atividade crepuscular e noturna. É carnívora e se alimenta de grilhos, gafanhotos, mariposas, moscas e outros insetos, caçando apenas durante a noite.

A rã-de-olhos-vermelhos habita áreas próximas a rios e lagoas nas florestas tropicais do sul do México, pela América Central até o norte da Colômbia.

Como ocorre com outros anfíbios, as rãs-de-olhos-vermelhos começam a vida como girinos em poças temporárias ou permanentes. Quando adultas, elas continuam dependentes da água para manter sua pele úmida, ficando próximas a fontes de água.

As rãs-de-olhos-vermelhos normalmente se reproduzem na estação chuvosa. Enquanto a maioria das espécies de rãs depositam seus ovos diretamente na água, a rã-de-olhos-vermelhos coloca seus ovos na parte de baixo das folhas que pendem sobre os corpos de água. Essa espécie pode viver cerca de 5 anos.

Rã-Dardo-Venenosa-Azul (Dendrobates azureus) Rã-Dardo-Venenosa-Azul (Dendrobates azureus)

A rã-dardo-venenosa-azul é uma rã de tamanho médio que pesa aproximadamente 8 gramas e tem entre 3 e 4,5 cm de comprimento. Sua pele azul brilhante serve como um aviso aos predadores.

Sua cor geralmente é mais escura em torno de seus membros e do estômago. As glândulas venenosas de alcalóides localizadas na pele servem como um mecanismo de defesa para potenciais predadores. O veneno paralisa e às vezes mata o predador. Os pontos pretos em sua pele são únicos para cada indivíduo, servindo como uma ferramenta de identificação. Cada um dos pés contém quatro dedos com discos aderentes nas pontas que servem para escalar. Essa espécie também é identificável pela característica postura corcunda.

A aparência física também difere com o sexo do animal. As fêmeas são maiores e cerca de meio centímetro maior do que os machos, mas os machos têm os dedos maiores. As pontas dos dedos dos pés nas fêmeas são redondas, enquanto os machos têm pontas em forma de coração.

Os girinos variam muito na aparência se comparados aos adultos. Eles têm uma longa cauda, cerca de 6 mm, com um comprimento total de cerca de 10 mm. Eles não têm pernas e possuem brânquias ao invés de pulmões.

A rã-dardo-venenosa-azul é um animal terrestre, mas permanece próximo de fontes de água. Essas rãs passam a maior parte do seu tempo acordadas durante o dia, saltitando em saltos curtos. Elas são muito territoriais e agressivas tanto com indivíduos da sua própria espécie como de outras espécies. Para afastar os intrusos, elas usam uma série de chamados, perseguições e lutas, que geralmente ocorrem dentro do mesmo sexo.

Embora as rãs-dardo-venenosas sejam conhecidas pelas toxinas presentes em sua pele, utilizadas nas pontas de flechas ou dardos de nativos, na realidade, apenas as espécies do gênero Phyllobates são utilizadas desta maneira, apesar de todas as rãs-dardo-venenosas terem algum nível de toxicidade. Em cativeiro, essas rãs perdem a toxicidade, como consequência da alteração da sua dieta.

Alimentando-se principalmente de insetos, como formigas, moscas e lagartas, a rã-dardo-venenosa-azul é principalmente insetívora, mas ocasionalmente se alimenta de outros artrópodes, como aranhas. A mãe fornece ovos não fertilizados para a nutrição dos girinos.

A rã-dardo-venenosa-azul se reproduz sazonalmente, geralmente durante os meses de fevereiro ou março, época das chuvas. Ambos os sexos atingem a maturidade sexual aos dois anos de idade. A expectativa de vida é em média de 4-6 anos na natureza e cerca de 10 anos em cativeiro.

A rã-dardo-venenosa-azul é encontrada em florestas tropicais do Brasil, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Rã-Dardo-Dourada (Phyllobates terribilis)Rã-Dardo-Dourada (Phyllobates terribilis)

A rã-dardo-dourada é um anfíbio endêmico da costa do Pacífico da Colômbia. Habita florestas tropicais com índices elevados de chuva (5 m ou mais), altitude entre 100-200 m, temperatura de pelo menos 26°C, e umidade relativa de 80-90%.

A rã-dardo-dourada é a maior espécie de rã-dardo-venenosa, e pode atingir um tamanho de 5,5 cm quando adulta, com as fêmeas normalmente sendo maiores que os machos. O padrão de cor é aposemática (uma coloração de alerta para avisar os predadores sobre sua toxicidade). Possui minúsculos discos adesivos em seus dedos, que ajudam na escalada de plantas. Ela também tem uma placa óssea no maxilar inferior, que dá ao animal a aparência de ter dentes, uma característica distinta não observada em outras espécies de Phyllobates. Normalmente é diurna e ocorre em três cores diferentes: verde hortelã, amarelo e laranja.

Na natureza, a rã-dardo-dourada é um animal social, vivendo em grupos de até seis indivíduos.

As principais fontes naturais de alimentos da rã-dardo-dourada são as formigas do gênero Brachymyrmex e Paratrechina, mas muitos tipos de insetos e outros pequenos invertebrados podem ser devorados, especificamente cupins e besouros, que podem ser facilmente encontrados no chão da floresta.

A rã-dardo-dourada é a mais venenosa das espécies de rãs-dardo-venenosas. Espécimes selvagens são letalmente tóxicas, e existem casos confirmados de pessoas que morreram depois de tocarem em rãs dessa espécie diretamente.

A pele da rã-dardo-dourada tem alta densidade de veneno alcalóide, um de uma série de venenos comuns nas rãs-dardo (batracotoxinas), que inibe o potencial de ação em células nervosas, deixando os músculos em um estado inativo de contração. Isso pode levar a insuficiência cardíaca ou fibrilação.

A rã-dardo-dourada não é peçonhenta, mas venenosa - animais peçonhentos possuem estrutura (presas, pinça, ferrão) para inocular veneno e usam suas toxinas para matar suas presas. Como a maioria das rãs venenosas, essa espécie usa o veneno apenas como um mecanismo de auto-defesa e não para matar presas. Esse extraordinário veneno letal é muito raro. A batracotoxina só é encontrada em três rãs venenosas da Colômbia (gênero Phyllobates) e três pássaros venenosos de Papua Nova Guiné: Pitohui dichrous, Pitohui kirhocephalus and Ifrita kowaldi.

A alta toxicidade da rã-dardo-dourada parece ser originada do consumo de pequenos insetos ou outros artrópodes, e um desses pode realmente ser a criatura mais venenosa do planeta. Cientistas acreditam que o inseto pode ser um pequeno besouro da família Melyridae. Pelo menos uma espécie desses insetos produz a mesma toxina encontrada na rã-dardo-dourada. O besouro da família Melyridae é cosmopolita. Seus parentes nas florestas colombianas poderiam ser a fonte das batracotoxinas encontradas nas altamente tóxicas rãs Phyllobates daquela região.

A rã-dardo-dourada é muito importante para as culturas indígenas locais. Os índios usam o veneno da rã nas pontas de suas flechas, que são usadas para caçar seu alimento.

Rã-Dardo-de-Pernas-Negras (Phyllobates bicolor) Rã-Dardo-de-Pernas-Negras (Phyllobates bicolor)

A rã-dardo-de-pernas-negras é a segunda mais tóxica das rãs-dardo-venenosas selvagens. Vive em florestas de várzea na região de Chocó, no oeste da Colômbia, ao longo do rio San Juan, embora algumas populações vivam mais distantes ao Sul em Quebrada Guangui. As rãs de Quebrada Guangui têm uma semelhança impressionante com as formas amarela ou laranja da rã-dardo-dourada (Phyllobates terribilis), e às vezes são confundidas por amadores.

A rã-dardo-de-pernas-negras é uma das maiores rãs-dardo-venenosas. Os machos podem atingir um comprimento de 4,5-5,0 cm do focinho à cloaca, enquanto as fêmeas ligeiramente maiores alcançam 5,0-5,5 cm de comprimento do focinho à cloaca. O nome dessa espécie se deve ao fato de seu corpo normalmente ser amarelo ou laranja com coloração azul escura ou negra nos membros posteriores e nos membros anteriores abaixo do cotovelo. Elas são menores e mais delgadas do que sua parente próxima, a rã-dardo-dourada (Phyllobates terribilis), e podem ser parecidas com os juvenis ou subadultos da Phyllobates terribilis.

Embora a sua toxicidade seja mais fraca que a da Phyllobates terribilis, a Phyllobates bicolor ainda é um animal altamente tóxico, uma das poucas rãs em que há casos confirmados de mortes humanas. Apenas 150 microgramas do seu veneno é suficiente para matar um humano adulto. Os índios geralmente aquecem a rã no fogo para fazê-la "suar" o veneno líquido para as flechas de caça. O veneno provoca a morte por parada respiratória e paralisia muscular. Pesquisas estão sendo feitas para determinar usos medicinais para essa batracotoxina. Assim como acontece com todas as rãs-flechas, espécimes em cativeiro não são tóxicas; os animais necessitam de substâncias químicas encontradas apenas em suas fontes de alimento selvagem, principalmente insetos. Em cativeiro, essas substâncias químicas não estão disponíveis em suas fontes de alimento.

A rã-dardo-de-pernas-negras é principalmente terrestre e diurna. São animais solitários, no entanto, ocasionalmente grupos selvagens podem ser encontrados. Os machos dessa espécie carregam seus girinos em suas costas. Os girinos se grudam ao muco nas costas de seu pai, e são alimentados e protegidos até que se tornem maiores. A medida em que crescem vão se tornando mais independentes e assim, abandonam o pai para começar sua vida adulta.

Rã-Pingo-de-Ouro (Brachycephalus ephippium) Rã-Pingo-de-Ouro (Brachycephalus ephippium)

Características: mede 14 mm. Caminha vagarosamente de modo característico e raramente pula. Sua cor é vistosa. Produz substância tóxica na pele, semelhante à tetrodotoxina, provavelmente com função defensiva contra predadores.

Habitat: Mata Atlântica, com maior ocorrência na Serra do Mar e da Mantiqueira.

Ocorrência: da Bahia ao Paraná.

Hábitos: diurnos. Podem ser encontrados em grande número nas manhãs ensolaradas, após fortes chuvas de verão. Os machos vocalizam sobre serrapilheira.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: desova é terrestre, composta de poucos ovos despigmentados e ricos em vitelo.

Rã-Assobiadeira (Leptodactylus fuscus) Rã-Assobiadeira (Leptodactylus fuscus)

Características: anfíbio de médio porte com focinho pontiagudo e dorso acinzentado, ornamentado com manchas marrons irregulares. Alguns indivíduos apresentam uma faixa longitudinal na região mediana do dorso. Os machos apresentam coloração escura na lateral da região gular, ao passo que nas fêmeas é branca.

Habitat: brejos, lagos e pântanos.

Ocorrência: do Panamá ao sul da América do Sul, incluindo Brasil, Bolívia, Argentina.

Hábitos: se adapta a regiões alteradas com facilidade. Vocalizam a partir do solo próximos a poças temporárias, permanentes, ou ainda, próximos à entrada das suas tocas. É uma espécie territorial que apresenta, além do "canto de anúncio", o "canto territorial". Caso o intruso não se afaste com este canto, o residente pode saltar sobre o invasor, deslocando-o. Durante o dia entocam-se em cavidades encontradas no solo e fora da temporada de vocalização, nas regiões que passam por longos períodos de seca, podem hibernar enterrados a até 32 cm de profundidade.

Alimentação: insetos e larvas.

Reprodução: o período reprodutivo parece ser altamente influenciado pelo regime pluviométrico da região onde ocorre. As tocas são construídas pelos machos em locais que logo serão alagados. As tocas levam cerca de 40 minutos para serem construídas e têm cerca de 9 cm de profundidade, 5 cm de altura e largura. As fêmeas são conduzidas até a toca e lá dentro ocorre o amplexo e a desova. Tanto os machos como as fêmeas podem permanecer nos ninhos para cuidar da prole.

Predadores naturais: são predadas por serpentes e suas desovas por larvas de besouros e aves.

Rã-Cachorro (Physalaemus cuvieri) Rã-Cachorro (Physalaemus cuvieri)

Características: de pequeno porte e coloração escura, castanho ou cinza, com mancas ou linhas irregulares e escuras. A porção interna das coxas e da região inguinal é freqüentemente avermelhada. Possui glândula cutânea semelhante a uma mancha circular escura, com centro claro, entre os ombros. Larga faixa lateral escura. O seu ventre é branco, manchado de escuro no peito e na garganta. Os machos são ligeiramente menores que as fêmeas e possuem a garganta mais escura.

Habitat: áreas abertas, como regiões de cerrado e caatinga, mas podendo também ser encontrada em regiões de mata.

Ocorrência: desde o nordeste do Brasil ao leste do Paraguai e Argentina, mas por se adaptar a regiões alteradas com facilidade podendo estar ampliando sua distribuição.

Hábitos: machos vocalizam a partir do ocaso até o meio da noite. Estes vocalizam em ambientes permanentes ou temporários, a partir do chão em área brejosa de água parada. Nestes ambientes assume, durante a noite, posição semiflutuante em pequenas depressões encharcadas do solo. Pode ser, inclusive, encontrado em pegadas de gado após as chuvas. Quando os machos estão próximos podem cantar em coro. Durante o dia podem ser encontrados sobre pedras e troncos.

Alimentação: pequenas aranhas e piolhos-de-cobra, embora tenham preferência por insetos.

Reprodução: período reprodutivo é restrito aos períodos chuvosos. As fêmeas podem desovar duas vezes por estação, tendo preferência por ambientes temporários. São depositados de 400 a 700 ovos brancos em ninhos de espuma parcialmente presos a terra ou a gramíneas. Estes ninhos são formados com o batimento dos membros posteriores dos machos sobre a desova liberada pela fêmea.

Predadores naturais: pode ser predado por serpentes e as desovas, por formigas e moscas.

Rã-Comum (Leptodactylus ocellatus) Rã-Comum (Leptodactylus ocellatus)

Características: animal robusto e de grande porte, apresentando, quando adultos, cerca de 10 cm de comprimento rostro-cloacal. S e locomove aos pulos.

Habitat: brejos, pântanos, lagos.

Ocorrência: toda América do Sul a leste dos Andes.

Hábitos: noturnos.

Alimentação: caramujos, lesmas e insetos, apanhando-os com a língua.

Reprodução: durante o período de reprodução da rã comum, o macho fica tão amoroso que procura se cruzar com qualquer coisa, até mesmo com pedras e peixes. Muitas vezes acontece dos peixes morrerem sufocados com o seu abraço apertado. Machos e fêmeas se reúnem perto de pântanos e fazem alarde de sua presença, coaxando. O acasalamento dura cerca de 24 horas. A fêmea põe de 2000 a 3000 ovos por ano que o macho cobre com esperma. Os ovos são cobertos com uma massa gelatinosa, que protege de intempérie. O girino mede cerca de 1,2 cm. Os jovens adultos são capazes de reprodução depois de três anos. Apesar da fêmea apresentar cuidado parental, os girinos desta espécie podem ser eventualmente predados por aves.

Predadores naturais: não tem muitos meios de defesa e frequentemente é tragada por peixes carnívoros, aves pernaltas e cobras. Esses numerosos predadores, porém, não ameaçam de extinção a rã comum, devido sua abundância e a rapidez com que ela se reproduz.

Ameaças: é muito utilizada pela culinária por causa de sua carne ocorrendo, assim, a sua caça. Em algumas regiões são criadas em cativeiro devido a proibição de sua caça em seu ambiente natural.

Rã-da-Mata (Eleutherodactylus binotatus) Rã-da-Mata (Eleutherodactylus binotatus) 

 Características: a Rã-da-mata (Eleutherodactylus binotatus) mede 40 mm.

Habitat: interior da mata, na beira de riachos e lagos.

Ocorrência: principalmente no Sudeste do Brasil.

Hábitos: ativos durante o dia, ao crepúsculo e à noite.

Alimentação:insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: ovos são colocados no solo e na serapilheira e apresentam desenvolvimento diret.

Rã-do-Horto (Leptodactylus cf. notoakitites) Rã-do-Horto (Leptodactylus cf. notoakitites)

Características: animal robusto de coloração castanha dorsalmente e esbranquiçada no ventre. Lateralmente apresenta um padrão dégradé indo do castanho escuro ao cinza-azulado.

Habitat: campos e florestas abertas.

Ocorrência: principalmente no Sudeste do Brasil.

Hábitos: vocaliza sobre o solo e constrói tocas onde deposita os ovos. Apresenta atividade de vocalização durante os meses chuvosos e quentes do ano durante as primeiras horas da noite. É uma espécie muito arisca, sendo dificilmente capturada.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Rã-Quatro-Olhos (Physalaemus nattereri)Rã-Quatro-Olhos (Physalaemus nattereri)

Características: de médio porte, com cerca de a 3 cm de comprimento rostro-cloacal. Possui coloração dorsal marrom, rajado transversalmente de preto. Na interface entre o fundo marrom e as faixas negras pode apresentar finas linhas brancas.

Habitat: áreas abertas.

Ocorrência: Nordeste, Centro e Sudeste do Brasil.

Hábitos: os machos vocalizam durante a estação chuvosa em bordas de poças temporárias. Tipicamente fossorial e pode enterrar-se rapidamente, com auxílio de calos em formas de pequenas pás nas patas traseiras, quando ameaçado, mesmo estando em amplexo. Ademais, pode arquear-se exibindo duas grandes manchas negras (glândulas) na região posterior do dorso, lembrando dois grandes olhos. Esse comportamento deve assustar possíveis predadores. Além disso, é uma região secretora de veneno que pode ser fatal a pequenos predadores ou curiosos.

Alimentação:insetos em geral (insetívoros).
Rã-Quatro-Olhos
Reprodução: as fêmeas chegam à poça cerca de dois dias após o início da vocalização dos machos. O amplexo ocorre na água e dura, em média, de 20 a 80 minutos, mas pode perdurar por 10 horas até a postura. Essa espécie pode copular duas vezes na mesma estação reprodutiva, pondo cerca de 6000 ovos na primeira desova e cerca de 2500 ovos na segunda. Os machos são os responsáveis por formar o ninho de espuma batendo com as pernas traseiras na secreção gelatinosa expelida pela fêmea.

Predadores naturais: tanto os ovos como os girinos podem ser atacados por formigas lava-pés e os adultos por raposinhas.

Ranzinha (Eleutherodactylus guentheri) Ranzinha (Eleutherodactylus guentheri)

Ranzinha (Eleutherodactylus guentheri) é uma espécie de anfíbio da família Leptodactylidae.

Características: mede cerca de 35 mm.

Habitat: Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude e regiões subtropicais ou tropicais húmidas de alta altitude.

Ocorrência: Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Brasil e possivelmente no Paraguai. No Brasil ocorre em maior quantidade na Região Sudeste.

Hábitos: alguma atividade noturna, ao crepúsculo e à noite. Os machos vocalizam no final da tarde e no início da noite.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: desenvolvimento direto, depositando a desova em locais abrigados no solo e na serrapilheira.

Está ameaçada por perda de habitat.

Rã-Comum (Physalaemus centralis) Rã-Comum (Physalaemus centralis)

Características: pequeno porte, com pouco mais de 3 cm de comprimento, de coloração escura, castanho ou cinza, com mancas ou linhas irregulares e escuras. O seu ventre é mais claro, geralmente branco, apresentando, nos machos, manchas escuras na garganta, indicando a presença dos sacos vocais.

Habitat: áreas abertas, como regiões de cerrado, mas também pode ser encontrada em regiões de mata (nas clareiras geralmente).

Ocorrência: em todos os estados brasileiros com maior ocorrências nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

Hábitos: machos vocalizam em ambientes temporários, a partir do chão em área brejosa de água parada, assumindo posição semiflutuante em pequenas depressões encharcadas do solo. Durante o dia podem ser encontrados sobre pedras e troncos.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: período reprodutivo é restrito aos períodos chuvosos. Os ovos são depositados em ninhos de espuma parcialmente presos a terra ou a gramíneas. Estes ninhos são formados com o batimento dos membros posteriores dos machos sobre a desova liberada pela fêmea.

Rã-do-Capim (Eleutherodactylus juipoca)

Características: mede cerca de 20 mm.

Habitat: borda das matas próximo aos rios.

Ocorrência: planalto do sudeste do Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), ocorrendo em regiões de morros ou relevo ondulado.

Hábitos: os machos vocalizam empoleirados sobre vegetação herbácea. No final da tarde e no início da noite vocalizam na borda da mata sempre distantes de corpos d'água.
Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: sua função reprodutiva é desconhecida; provavelmente a desova é depositada em locais abrigados, no solo.

Rãzinha-Pintada (Chiasmocleis albopunctata) Rãzinha-Pintada (Chiasmocleis albopunctata)

Características: cabeça bastante pequena com faixas brancas em sua região anterior. Lateralmente apresenta pontuações brancas, mas a coloração dorsal predominante é o marrom.

Habitat: matas nas florestas de transição entre o Amazônia, Cerrado e o Pantanal.

Ocorrência: Brasil, Bolívia e Paraguai.

Hábitos: os machos vocalizam nas margens de poças temporárias, ou mesmo boiando na superfície da água. A vocalização dos machos é bastante alta (em volume) e pode ser confundida com o som emitido por grilos ou gafanhotos.

Alimentação: insetos em geral.

Reprodução: a reprodução ocorre durante um período muito curto do ano (alguns dias), logo após as chuvas do verão.

14 Novas Espécies de 'Rãs Dançarinas' Foram Descobertas na Índia

Foram descobertas, por um grupo de cientistas na Índia, 14 novas espécies de  rãs únicas no mundo, consideradas "relíquias viventes", embora seu habitat esteja cada vez mais ameaçado. Esse anfíbio conhecido como "rã dançarina", pelo movimento das patas traseiras dos machos durante o cortejo, só é encontrado em Western Ghats, uma cordilheira ao oeste da Índia em frente ao mar da Arábia, disse o cientista Sathyabhama Dás Biju.

O trabalho científico foi dirigido por este especialista em anfíbios, um reconhecido biólogo da Universidade de Délhi, que estudou durante 12 anos essas espécies com outros especialistas de diferentes centros do gigante asiático.

A investigação, publicada no "Ceylon Journal of Science", é fruto do trabalho de campo realizado nos estados indianos de Kerala, Tamil Nadu, Karnataka e Maharashtra. Análises de DNA e características morfológicas foram indispensáveis na identificação das novas espécies.

As rãs pertencem à família das Micrixalidae e a um gênero único da Índia, denominado Micrixalus, do qual eram conhecidas outras 11 espécies até agora e cujas origens se remetem há 85 milhões de anos, o que justifica a consideração de "relíquias viventes".

Rã dançarina
Foram descobertas 14 novas espécies desta rã, que é um tipo único no mundo (Foto: Satyabhama Das Biju/AP)
Rã dançarina
"Rã dançarina" que foi encontrada por cientistas na Índia (Foto: Satyabhama Das Biju/AP)
Estes pequenos animais vivem em correntes rápidas de água nas montanhas, em um habitat no qual 75 novos anfíbios foram descobertos nos últimos 15 anos. Segundo a fonte, uma centena de espécies ainda pode ser descrita cientificamente no local.

No entanto, os locais onde vivem se mostram cada vez mais ameaçados pela ação humana. Por isso as novas espécies "requerem ações imediatas para sua conservação", já que a maioria vive em áreas sem proteção ambiental, advertem os cientistas.

O trabalho realizado pelos cientistas pôs em evidência a fragilidade do local, "altamente degradado e ameaçado pela pressão humana", com consequências como a dissecação dos riachos vitais para a sobrevivência dessas rãs consideradas "espécies raras".
Rã Ameerega Trivittatus

Ameerega trivittata - (Foto: Hermann Knupfer)

Rã Ameerega Trivittatus (Ameerega Trivittata)

Reino: Animalia
Filo: Cordados
Classe: Lissamphibia
Ordem: Anura
Família: Dendrobatidae
Gênero: Ameerega
Espécie/Nome Científico: Ameerega trivittata

Ameerega trivittatus, anteriormente Epipedobates trivittatus, é uma espécie de anfíbio da família Dendrobatidae. É encontrada na Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela, Equador, possivelmente, e, possivelmente, na Guiana Francesa. Os seus habitats naturais são: florestas de terras baixas úmidas tropicais ou subtropicais e pântanos de água doce intermitentes. Está ameaçada por perda de habitat.

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SAPOS - ESPÉCIES E CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SAPOS

Sapo-Bufus (Bufo marinus)

Sapos - Espécies e Características Gerais dos Sapos

Sapo-Bufus (Bufo marinus)

Características: mede cerca de 70 mm. Cor marrom. Possui duas glândulas de veneno extremamente ativo na parte posterior da cabeça. O veneno esbranquiçado de sabor e odor desagradável oferece perigo até para o homem. O predador que ingerir esse veneno altamente tóxico certamente morrerá. Porém, não utiliza este veneno como arma de ataque, pois não consegue lançar à distância. O veneno surge dos poros ao ser exercida certa pressão sobre as parótidas, quando o líquido pode ser projetado a até quase meio metro de distância. Assim o veneno é muito útil quando o sapo é mordido por algum inimigo.

Habitat: pântanos, lagos e brejos

Ocorrência: do nordeste ao sudeste do Brasil, Misiones na Argentina, Uruguai e leste do Paraguai

Hábitos: noturnos. Em terra o sapo normalmente refugia-se em locais sombrios ou, atraído pela chuva, sai para os descampados e à noite cuida ativamente da sua caçada. Noturnos. Durante o dia refugia-se em tocas entre raízes de árvores, no solo ou entre pedras. Se locomove por pulos ou engatinhando. Os machos vocalizam nas margens de corpos d'água, sobre rochas, no solo, em local de vegetação rala, algumas vezes parcialmente submersos.

Alimentação: insetos, vermes, larvas, camundongos, cobras e caracóis.

Reprodução: a desova é composta por cordões gelatinosos em fileira única de ovos (raramente dupla) e os girinos, pretos, vivem em cardumes.

Os sapos cururu é conhecido também como sapo-boi, é nativo das Américas Central e do Sul. Pertence ao gênero Rhinella, que inclui centenas de espécies de sapos diferentes, distribuídas principalmente pelo Brasil.

O sapo-cururu possui grandes glândulas de veneno. Tanto os adultos como os girinos são altamente tóxicos quando ingeridos. Por causa do apetite voraz, foi introduzido em várias regiões do Oceano Pacífico e dos arquipélagos caribenhos como método de controle biológico de pragas, nomeadamente na Austrália, em 1935. Em inglês é conhecido como Cane Toad e, em espanhol, como Sapo de Caña ("sapo-da-cana" em ambas as línguas) por ter sido muito usado no controle de pragas da cana-de-açúcar. Atualmente, é considerado uma praga em muitas das regiões onde foi introduzido, pois sua pele tóxica mata muitos predadores nativos quando ingerido, além de afetar animais domésticos e de estimação que os comem.

sapo cururu Em geral, os adultos atingem de 10 a 15 cm de comprimento. A espécie apresenta dimorfismo sexual quanto à coloração e ao tamanho dos animais. As fêmeas são, em geral, maiores e de cor sépia ou marrom, enquanto que os machos são menores e mais claros, de cor amarelo-pardo.

O sapo cururu vive em média de 10 a 15 anos na natureza, podendo chegar a 20 anos em cativeiro. Sua pele é seca, enverrugada e possui protuberâncias acima dos olhos que vão até o focinho. Os dedos das patas traseiras têm membranas interdigitais, enquanto que os dedos das patas dianteiras são livres.

Muitos sapos podem identificar as presas pelo movimento. O sapo cururu é capaz também de localizar seu alimento através do olfato. Ele não se limita a caçar e pode comer plantas, restos orgânicos, ração para cães e resíduos doméstico, além da alimentação normal composta de pequenos vertebrados e invertebrados, sendo uma das poucas espécies onívoras de sapos.

Os sapos cururus são capazes de inflar os pulmões para parecerem maiores do que realmente são diante de predadores. São animais mais ativos durante a noite e podem viver longe da água, procurando-a somente para se reproduzir.

Os sapos cururus adultos possuem grandes glândulas parotóides atrás dos olhos e outras glândulas espalhadas pelas costas. Quando se sentem ameaçados, secretam por essas glândulas um líquido branco e leitoso conhecido como bufotoxina, tóxicas para animais e humanos.

Sapo-Amarelo (Bufo crucifer)Sapo-Amarelo (Bufo crucifer)

Características: bufonídeo de porte médio com pele dorsal bastante rugosa. Possuem 2 glândulas maiores na região dorsal da cabeça, chamadas glândulas paratóides. A coloração dorsal é marrom, escuro ou claro, com uma faixa longitudinal negra externamente e amarelada na parte central. Os machos são menores que fêmeas e apresentam calos sexuais nos dedos das patas anteriores.

Habitat: lagos e lagoas permanentes.

Ocorrência: centro e leste do Estado de São Paulo e sul do Estado do Rio de Janeiro.

Hábitos: vocalizam às margens de lagos e lagoas permanentes, preferencialmente nos meses mais frios e secos do ano, vocalizando nas primeiras horas da noite e, às vezes, novamente nas primeiras horas da manhã.

Alimentação: os adultos alimentam-se de insetos, portanto é comum que os encontremos forrageando sob postes de iluminação.

Reprodução: Devido à baixa seletividade dos machos durante a reprodução, pode acabar fecundando fêmeas de outras espécies gerando híbridos naturais.

Predadores naturais: baratas d'água e peixes

Sapo-Cururu (Bufo Ictericus) Sapo-Cururu (Bufo Ictericus)

Características - o macho mede cerca de 140 mm e a fêmea cerca de 170 mm. Quando apanhado com a mão pode encolher-se e ficar imóvel, em tanatose (finge-se de morto). Tanto as volumosas glândulas de veneno, como a tanatose podem ser consideradas como adaptações defensivas. A região dorsal é bastante rugosa devido à presença de glândulas cutâneas. Duas dessas, localizadas logo atrás dos olhos, são chamadas de glândulas paratóides e quando é espremida, libera grande quantidade de veneno, o qual escorre pela pele do animal. Esse veneno causa apenas pequenas irritações cutâneas em pessoas sensíveis, mas se ingerido pode causar sérias complicações.

Habitat: lagos, lagoas e açudes, em regiões serranas, tanto no litoral como no interior.

Ocorrência: do Uruguai à Bolívia central, passando pelo Paraguai, Argentina e costa Atlântica do Brasil.

Hábitos: noturnos. Os adultos são bastante andarilhos, podendo ser encontrados a quilômetros de distância de corpos d'água. Os machos costumam vocalizar às margens de lagos, lagoas e açudes, apenas durante a noite. Vocalizam parcialmente submersos em água calma, apoiados no fundo. Durante o dia pode ser encontrado sob pedras e tocos de madeira, montes de tijolos, ou mesmo no interior de calhas.

Alimentação: os adultos alimentam-se de insetos e forrageiam sob postes de iluminação.

Reprodução: apresenta dimorfismo sexual acentuado. o amplexo pode durar cerca de 40 horas antes que ocorra a oviposição, e o acasalamento pode prolongar-se por mais 10 horas. Os machos procuram ativamente por parceiras sexuais. Isto ocorre quando o macho, sem vocalizar, se desloca no ambiente e tenta amplexo com tudo que se movimenta. A desova é composta por cordões gelatinos em fileiras dupla de ovos (raramente única). Os girinos, pretos, vivem em cardumes.

Sapo-Folha (Zachaenus parvulus) Sapo-Folha (Zachaenus parvulus)

Características - é uma pequena rã com tamanho corporal varia de 1,1 cm a 3,1 cm e seu peso de 0,15 g a 4,57 g. As fêmeas são maiores que os machos, e sua coloração vai do bege (com linhas cinza-escuras) ao verde-claro, incluindo algumas gradações de cinza (claro e escuro) e até laranja com manchas marrons.

Habitat: nas folhas caídas sob as árvores, em áreas de Mata Atlântica.

Ocorrência: sudeste do Brasil.

Hábitos - graças à sua coloração consegue se camuflar entre as folhas caídas sob as árvores nas áreas de mata

Alimentação: insetívoros

Sapo-De-Chifre (Proceratophrys boiei) Sapo-De-Chifre (Proceratophrys boiei)

Características - ao contrário do que aparenta, sua pele é aveludada e os chifres facilmente maleáveis. Tem corpo robusto, com pernas curtas. Seu padrão morfológico e de coloração lhe confere uma ótima camuflagem com o substrato de florestas úmidas ou estacionais.

Habitat: remanescentes de Mata Atlântica

Ocorrência: de Pernambuco a Santa Catarina, principalmente no litoral

Hábitos - vocaliza a partir do solo encharcado por chuvas no interior de matas. Além de seu padrão críptico realiza comportamentos que intensificam sua camuflagem, além de poder dificultar eventos de predação.

Alimentação: insetos, peixes, minhocas

Sapo-Flecha-de-Veneno-da-Amazônia (Dendrobates auratus) Sapo-Flecha-de-Veneno-da-Amazônia (Dendrobates auratus)

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Dendrobatidae
Gênero: Dendrobates
Espécie: Dendrobates auratus

Tamanho: Variável mas ronda os 2.5cm a 4.5cm (os machos são mais pequenos que as fêmeas)

Aparência: Nas distintas populações pode se encontrar a maior variedade de cores. Podem ser de fundo todo preto, castanho, azul ou verde. As costas e as extremidades estão cobertas de linhas, manchas podem ser verdes, azuis, cinzento metalizado castanho ou até branco. Na parte Ocidental da Costa Rica existem indivíduos completamente negros.

Habitat: florestas tropicais quentes e úmidas, com vegetação densa

Ocorrência: Amazônia (América Central e do Sul)

Hábitos - maioria das espécies é diurna e terrestre. Vivem tanto em árvores como no chão, em pequenos bandos, sempre perto de riachos e lagoas. Passam o dia em busca de alimento e prevenindo-se de ataques predadores.

Alimentação: insetos

Reprodução: maioria das espécies apresentam desova terrestre, posteriormente quando os girinos eclodem, eles são transportados no dorso de um dos pais até um ambiente aquático, onde completam o desenvolvimento. O acasalamento ocorre durante o período das chuvas, de julho a setembro quando a fêmea faz postura de 13 à 25 ovos. Se comportam de forma incomum em relação aos machos da maioria dos sapos, que abraçam as fêmeas

Dimorfismo Sexual: Inexistente. O macho dilata o saco vocal para cantar. As fêmeas podem ser mais corpulentas que os machos e os machos podem ter a cabeça mais pontiaguda e os dedos em forma de coração, mas não é um sinal seguro para as distinguir, (não é fiável).

Comportamento: São sapos diurnos e de comportamento essencialmente terrestre.

Sapo-Flecha-de-Veneno-da-Amazônia Sapo-Flecha-de-Veneno-da-Amazônia (Dendrobates ventrimaculatus)

Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia
Ordem: Anura
Família: Dendronatidae
Gênero: Dendrobates
Espécie: Dendrobates ventrimaculatus

Tamanho: Varia entre os 12 e os 17 mm

Aparência: Possuem uma cor base que varia entre o amarelo metálizado e o laranja. No dorso apresentam uma lista verdical que se divide nalguns indiv´duos formamdo um Y As listas são grossas e negras. Os membros são de um tom azul pálido com manchas negras. Possule lateralmnete uma risca interrompida de membro a membro encimada por uma outra risca que vai desde o nariz ao membro posterior. O saco vocal costuma ser azul.

Dimorfismo Sexual: Inexistente. O macho dilata o saco vocal para cantar.

Comportamento: Tipicamente arborícola esta rã de diminuto tamanho gosta de trapar principalmente por lianas e bromelias. São animais activos, principalmente de manhã e ao entardecer, e de colonia pelo que se deverá manter um grupo de até 4 individuos num terrario de 50x50x60. Os machos são intolerantes entre eles. Na altura da postura o macho canta desde o local que escolheu para atrair uma fêmea a qual depositará cerca de 2 a 10 ovos. Os ovos não são cuidados por nenhum dos progenitores, sendo por isso colocados perto da água. Após 12 a 14 dias o macho carrega os girinos para uma poça com água, onde ao final de 8 semanas emergem completamente metamorfoseadas. Atingem a maturidade ao final de 1 ano.

Alimentação: Devido ao seu diminuto tamanho alimentam-se basicamente de Drosophila melanogaster e springtails (em grandes quantidades.

Habitat: florestas tropicais quentes e úmidas, com vegetação densa

Ocorrência: Amazônia (América Central e do Sul)

Hábitos - maioria das espécies é diurna e terrestre. Vivem tanto em árvores como no chão, em pequenos bandos, sempre perto de riachos e lagoas. Passam o dia em busca de alimento e prevenindo-se de ataques predadores.

Alimentação: insetos

Reprodução: maioria das espécies apresentam desova terrestre, posteriormente quando os girinos eclodem, eles são transportados no dorso de um dos pais até um ambiente aquático, onde completam o desenvolvimento. O acasalamento ocorre durante o período das chuvas, de julho a setembro quando a fêmea faz postura de 13 à 25 ovos. Se comportam de forma incomum em relação aos machos da maioria dos sapos, que abraçam as fêmeas fortemente e fecunda os ovos à medida que eles são postos. Algumas espécies desses sapinhos executam uma dança nupcial em que dois parceiros saltam contra o outro, várias vezes seguidas. Mais tarde, a fêmea deposita seus ovos na terra, o macho os fecunda e os coloca em seu próprio dorso. Durante as 2 semanas de choco, o macho retorna várias vezes ao local, para checar os ovos. É aí que os filhotes nascem e passam seus primeiros tempos de vida.

Sapo-Guarda (Elachistocleis cf. ovalis) Sapo-Guarda (Elachistocleis cf. ovalis)

Características - corpo ovóide e pequeno de coloração que varia do cinza-escuro ao azul-petróleo. Os animais possuem uma faixa amarelada horizontal na região da cloaca e uma faixa mais delgada e clara, disposta longitudinalmente da cloaca à cabeça. A região ventral é clara (bege) com pontuações escuras.

Ocorrência: sudeste do Brasil

Hábitos - vocaliza parcialmente submerso em poças formadas pelas chuvas, durante o verão. Fora da estação reprodutiva deve permanecer enterrado a alguns centímetros de profundidade no solo. É capaz de realizar "tanatose", isto é, fingir-se de morto para evitar a ação de predadores. Contudo, não há evidências de que essa seja uma estratégia eficiente.

Alimentação: insetos e larvas

Sapo-Martelinho (Hyla biobeba) Sapo-Martelinho (Hyla biobeba)

Características - mede cerca de 6 cm de comprimento rostro-cloacal. O colorido geral é pardo-esverdeado com manchas escuras e claras no dorso, lembrando liquens ou cascas de árvores. Apresenta faixas transversais negras nas coxas e nos flancos. Peculiarmente, possui ossos verdes. Suas mãos são relativamente grandes, característica a qual lhe conferiu o nome biobeba, que na língua indígena significa mãos grandes. Os machos apresentam espinhos sexuais (prepólex) muito desenvolvidos nas patas dianteiras que devem servir para manutenção do amplexo e estímulo para que a fêmea ovule. Além disso, as fêmeas são significativamente maiores que os machos.

Habitat: próximo de lagos, lagoas, brejos

Ocorrência: da Serra do Espinhaço em MG até o interior do Estado de São Paulo

Hábitos - durante o dia permanecem abrigadas na vegetação às margens de riachos e camufladas, adquirindo coloração semelhante a da folhagem. Os machos apresentam padrão bimodal de vocalização, isto é, cantam em dois turnos (das 18 às 21 horas e entre 23 e 1 hora da manhã). As vocalizações são emitidas do chão, ou até aproximadamente 8 m de altura. Para esta espécie, foram identificados três tipos de vocalização: (I) "canto padrão", emitido nas copas das árvores para agregar a espécie fora da estação reprodutiva; (II) "canto de corte", emitido durante a construção do ninho, para atrair as fêmeas; e (III) "grito de agonia", emitido quando manuseada com intuito de livrar-se de um possível predador. Quando este é emitido, os outros machos da redondeza param de cantar por alguns minutos. Fora do período reprodutivo esses animais permanecem nos galhos mais altos das árvores.

Alimentação: principalmente pequenos invertebrados, como besouros, grilos, gafanhotos, mariposas, borboletas e aranhas. Em seu estômago também é comum serem encontrados muco, areia e restos vegetais, mas não significa que alimentem-se necessariamente destes itens.

Reprodução: os machos constroem ninhos ovais (15 x 25 cm), as chamadas "piscininhas" ou "panelinhas", feitas com a lama do próprio local, no chão e próximos a água corrente. A fêmea inspeciona o ninho e, aprovando-o, realiza o amplexo. Então, permanecem abraçados por cerca de 2 horas e meia, podendo durar até 5 horas. Logo após, os ovos são depositados nos ninhos. Não há relato de cuidado parental ou mesmo combates físicos entre machos.

Predadores naturais - as desovas podem ser predadas pela aranha-pescadora.

Sapo-Martelo ou Sapo-Ferreiro (Hyla faber) Sapo-Martelo ou Sapo-Ferreiro (Hyla faber)

Características - anfíbio de grande porte, de coloração uniforme, variando do acinzentado ao avermelhado, passando por tons castanhos. A maioria dos indivíduos apresenta uma linha fina e escura do extremo do focinho até o meio da região dorsal. A região ventral é branca e as coxas são marcadas por faixas transversais. Os machos são um pouco menores, ou do mesmo tamanho que as fêmeas, medindo cerca de 9 cm de comprimento rostro-cloacal e possuem um pequeno espinho (espinho sexual) próximo à base do polegar. Os machos podem apresentar cicatrizes no dorso, provocadas pelos espinhos sexuais, em decorrência de brigas com outros machos.

Habitat: Mata Atlântica e Cerrados, se adaptando a regiões alteradas com facilidade podendo estar, devido a ações antrópicas, ampliando sua distribuição geográfica.

Ocorrência: do sudeste e sul do Brasil ao sudeste do Paraguai e nordeste da Argentina. No Brasil distribui-se desde regiões de baixada a regiões serranas.

Hábitos - atividade é noturna. Alguns indivíduos podem ser encontrados durante o dia, refugiados na vegetação, por vezes descoberto sobre ramos ou folhas grandes. O repertório acústico desta espécie é excepcional. Até hoje já foram descritos seis distintos cantos. São eles: (I) "canto de anúncio"; (II) "canto de pulo"; (III) "canto de briga"; (IV) "grito de agonia"; (V) "canto de encontro"; (VI) "canto de início". A vocalização típica é muito parecida com o som de marteladas, por isso é conhecido por "sapo-ferreiro". Pode ser encontrado vocalizando sobre vegetação ou dentro d'água em partes rasas. Machos adultos, quando apanhados com a mão, podem emitir gritos de agonia ao mesmo tempo que espetam o coletor com o espinho presente na base do primeiro dedo. Fora do período reprodutivo podem ser encontrados sobre as árvores.

Alimentação: insetívoro

Reprodução: reproduz-se durante estação chuvosa, podendo vocalizar sobre a vegetação ou em partes rasas dentro d'água, embora, freqüentemente, vocalize dentro das panelinhas que constrói, as quais servem como ninhos para desova. Estas podem estar localizadas em ambientes florestais ou abertos, às margens de lagoas e córregos permanentes, ou temporários. As fêmeas põem de 3000 a 4000 ovos, os quais ficam boiando na água dentro das panelinhas. Os machos, quando em grandes densidades populacionais, apresentam cuidado parental, permanecendo junto à desova impedindo que outros machos a destruam. Eles ainda podem lutar até a morte por disputas de territoriais.

Predadores naturais - caranguejos, serpentes, corujas e outros anfíbios

Sapo-Pipa (Pipa ssp.) Sapo-Pipa (Pipa ssp.)

Características : corpo plano e largo. A fêmea pode atingir 20 cm de comprimento e o macho 15 cm. Dorso verde, ventre acinzentado e 2 protuberâncias semelhantes a tentáculos junto a boca. É com certeza um dos anfíbios mais estranhos que existe. Tem a boca desdentada, olhos miúdos e seu corpo coberto de verrugas parece um grande saco achatado. Suas pernas dianteiras são finas e os dedos compridos com um círculo de filamentos na ponta. As pernas traseiras, ao contrário, são gordas e os dedos, palmados.

Habitat: pântanos

Ocorrência: região Amazônica

Hábitos - este sapo não é inteiramente aquático. Ele cava o lodo à procura de alimento.

Alimentação: insetos, vermes e larvas

Reprodução: o método de reprodução é ainda mais curioso. O casal abraçado dá saltos mortais na água. Quando a fêmea está submersa ela elimina uns poucos óvulos junto aos pés do macho. Ele os fecunda e os gruda nas costas da fêmea. A cena se repete até que ela tenha várias dúzias de ovos (em torno de 100), encerrando cada um deles num pequeno caroço. A mãe carrega os ovos sobre o lombo onde continuam o seu desenvolvimento até concluir a metamorfose. Dez semanas depois os ovos se abrem e os filhotes começam a projetar-se para fora dos caroços. O casal permanece aí por mais dois ou três meses, alimentando-os de vermes e insetos aquáticos. Depois de várias metarmofoses, transformam-se em adultos em miniatura.

Sapo-de-Chifre-Argentino (Ceratophrys ornata) Sapo-de-Chifre-Argentino (Ceratophrys ornata)

O sapo-de-chifre-argentino, na verdade faz parte da família das rãs, mas por ser grande e apresentar pele de textura rugosa lembra muito mais um sapo do que uma rã. É encontrado na região dos pampas da Argentina, Uruguai e Brasil (Rio Grande do Sul). Não deve ser confundido com o sapo-de-chifre-da-amazônia (Ceratophrys cornuta) que ocorre na Floresta Amazônica (Brasil, Suriname, Peru etc.).

Um comedor voraz, ele tentará engolir qualquer coisa que se mova perto de sua boca, como insetos, roedores, lagartos e outros sapos.

As fêmeas podem medir até 16,5 cm do focinho à cloaca e os machos 11,5 cm. O tempo médio de vida dessa espécie é de 6 a 7 anos, mas podem viver até 10 anos ou mais em cativeiro. A característica mais marcante do sapo-de-chifre-argentino é a boca, que representa cerca de metade do tamanho total do animal. A coloração é tipicamente verde-clara, embora ocorra também indivíduos com coloração verde-escuro e albinos.

Sapos-de-chifre-argentinos caçam permanecendo imóveis, e esperando pelas presas. Eles comem qualquer coisa que possa caber em suas bocas. Na natureza, sua dieta normalmente inclui roedores como ratos, pequenos répteis, bem como grandes aranhas e insetos, como gafanhotos.

Os sapos-de-chifre-argentinos são conhecidos por sua fama de corajosos. Muitas vezes eles tentam se alimentar de animais até do seu próprio tamanho. Se ameaçado por um animal maior, como um ser humano, esses sapos podem morder (sua mordida é dolorosa), uma vez que possuem várias projeções odontóides (não dentes em si) ao longo de suas mandíbulas inferior e superior. Às vezes saltam em direção ao seu agressor, sem se importarem com seu tamanho e força. No entanto, em cativeiro a dieta natural do sapo é bastante fácil de recriar. Quando mantido como animal de estimação, o sapo-de-chifre-argentino geralmente é alimentado principalmente à base de gafanhotos adultos, grilos pretos e marrons e ratos.

A reprodução do sapo-de-chifre-argentino é sexual. As fêmeas depositam cerca de 2.000 ovos na água e dentro de duas semanas eles se tornam girinos.
Sapo-Flecha ou Sapo-de-Estrada (Ameerega flavopicta)
Sapo-flecha  - Ameerega flavopicta,

Sapo-Flecha ou Sapo-de-Estrada (Ameerega flavopicta)

Sapo-flecha  ou sapo-de-estrada - Ameerega flavopicta

Reino: Animalia

Filo: Cordados

Classe: Lissamphibia

Ordem: Anura

Família: Dendrobatidae

Gênero: Ameerega

Espécie/Nome Científico: Ameerega flavopicta  

Nome Popular: Sapo-flecha, sapo-de-estrada.

Alimentação: Principalmente insetos (formigas e cupins), perfazendo 90% de sua dieta. Também se alimentam de aracnídeos e nematódeos.

Reprodução: Ocorre apenas na época de chuvas, os machos apresentam cuidado parental, carregando os ovos e girinos nas costa.

Características: Mede cerca de 3 cm de comprimento, a coloração geral do corpo é preta com manchas amarelas e alaranjadas bem chamativas. Espécie muito tóxica.

Habitat: Vive em campos abertos nas regiões central, norte e nordeste do país. Endêmicos do cerrado

Atividade: Diurna, se abrigam em frestas de rochas próximas a cursos d'água de onde costumam vocalizar.

Classificação IUCN
: Pouco preocupante - A espécie é comum em toda sua distribuição geográfica, no entanto não se adapta em áreas degradadas. A agricultura, pecuária, queimadas, desmatamento e construção de represas constituem as maiores ameaças para estes animais.

Sapo-do-Suriname (Pipa pipa) Sapo-do-Suriname (Pipa pipa)

O sapo-do-suriname, conhecido também como sapo-arú, é uma espécie de sapo da família Pipidae. É encontrado na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname, Trinidade e Tobago, e Venezuela. Os seus habitats naturais são florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude e pântanos.

A aparência do sapo é mais ou menos como uma folha. É quase totalmente plano, e de uma coloração marrom manchado. Os pés são amplamente palmados com os dedos da frente com pequenos apêndices como estrela. Essa espécie normalmente mede cerca de 10-13 cm de comprimento, podendo atingir 20 cm.

O sapo-do-suriname é uma espécie aquática e noturna. Alimenta-se principalmente de peixes, invertebrados aquáticos, ovos e larvas de anuros.

A reprodução ocorre na estação chuvosa, de novembro a maio. Os machos vocalizam embaixo d'água, emitindo uma série de "cliques". A fêmea expele aproximadamente 80 ovos, que o macho coloca em bolsas dérmicas no dorso da fêmea com os pés. Após cerca de 15 semanas, a pele rompe acima de cada cápsula de ovo fertilizado e os pequenos sapos emergem como pequenas réplicas de adultos.

O sapo-do-suriname está classificado pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), como pouco preocupante. Não está seriamente ameaçado, mas as populações locais provavelmente são afetadas pela perda de habitat e degradação devido à exploração madeireira, expansão da agricultura e assentamentos humanos.

Bombina-Oriental (Bombina orientalis) Bombina-Oriental (Bombina orientalis)

Conhecido também como sapo-barriga-de-fogo, o bombina-oriental é uma espécie de sapo semi-aquático de pequenas dimensões (4 cm) presente na Coréia, nordeste da China e regiões adjacentes da Rússia. Normalmente são mantidos como animais de estimação em terrários.

O bombina-oriental é a espécie mais facilmente reconhecida de bombina. São tipicamente verdes com manchas pretas no dorso, mas podem ser mais escuros, castanhos ou até pretos dependendo do cenário apresentado. Tal como outras espécies de bombina, o bombina-oriental tem a região ventral com uma cor que vai do amarelo brilhante até o vermelho (normalmente laranja-avermelhado) pintalgado com castanho escuro ou preto. A pele no seu dorso é coberta de tubérculos. São conhecidos pela sua colaração preta e verde claro no seu dorso e preto e laranja brilhante na parte ventral.

Na natureza, alimenta-se pequenos artrópodes aquáticos (entre outras coisas) de onde obtêm Caroteno, o que ajuda na coloração das suas barrigas. Estas cores brilhantes servem para avisar predadores da sua toxicidade. A toxina é secretada através da pele, principalmente nas patas traseiras e na barriga, consistindo numa substância leitosa excretada quando se sente perturbado ou assustado. Não só emitem esta toxina, como também se deitam de costas para mostrar a cor da barriga, indicando a sua toxicidade.

Como outras espécies de bombina, o bombina-oriental é principalmente aquático, habitando regiões de floresta húmida e quente. Passam a maior parte do tempo na água, entre vegetação densa.

O acasalamento ocorre na Primavera com o aquecimento do tempo e aumento da precipitação. Os machos chamam as fêmeas com um coachar suave. Saltam para as costas de qualquer outro bombina que passe, levando por vezes a confusão macho-macho, mas raramente resultando em lutas. As fêmeas põem entre 40 a 100 ovos num grande aglomerado, normalmente à volta de plantas submersas, perto da borda da água. Os girinos eclodem dos ovos em 3-10 dias dependendo da temperatura da água. As larvas começam a desenvolver-se em 6-8 semanas, e estão completamente metamorfoseadas e começam a aventurar-se em terra após 12-14 semanas.
Minissapo é Descoberto no Espírito Santo
Nova espécie de sapo 'Melanophryniscus setiba' (Foto: Pedro Peloso)

Minissapo é Descoberto no Espírito Santo

Pesquisadores identificam nova espécie de minissapo no Espírito Santo. O sapo mede 15 milímetros habita restinga no litoral capixaba. 'Melanophryniscus setiba' tem coloração marrom e vive no chão da floresta. 

Um grupo de pesquisadores liderado pelo brasileiro Pedro Peloso, do Museu Americano de História Natural, em Nova York, descobriu uma nova espécie de minissapo em uma restinga no Parque Estadual Paulo César Vinha, na região litorânea de Guarapari (ES).

Os adultos medem cerca de 15 milímetros de comprimento e são da mesma família dos populares sapos-cururu, apesar de não terem as glândulas de veneno que caracterizam esse grupo.

O animal ganhou o nome de Melanophryniscus setiba, já que a região onde o bicho vive também é conhecido como “Restinga de Setiba”.

Peloso, que atualmente faz doutorado em biologia, explica que a descrição da espécie foi um processo demorado, que começou em 2005, quando ainda era estudante de graduação. “Por se tratar de um bicho bem distinto, foi difícil de alocar ele num gênero. Por isso foi necessário fazer uma análise de DNA”, conta. Também foi feita uma série de análises da anatomia interna do anfíbio.

O sapinho possui coloração amarronzada que dificulta sua observação no ambiente natural. Ele vive no chão da floresta, entre as folhas. Para poder estudá-lo, a saída foi instalar baldes no chão para que exemplares caíssem dentro, técnica comum para esse tipo de pesquisa.

“As restingas são ambientes altamente ameaçados, principalmente pela expansão imobiliária e ocupação desordenada das praias. A descoberta dessa nova espécie serve de alerta para a urgência de mais estudos e preservação das restingas”, diz o pesquisador.

A identificação da nova espécie, publicada no periódico “American Museum Novitates,” foi possível graças à colaboração do Museu Americano de História Natural de Nova York, do Museu Argentino de Ciências Naturais, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Fóssil De Sapo Beelzebufo é Descoberto em Madagascar

Fóssil De Sapo Beelzebufo é Descoberto em Madagascar
Ilustração mostra as diferentes proporções do sapo Beelzebufo com seu parente, Bufo
Paleontólogos descobriram em Madagascar um fóssil de um sapo gigante de arrepiar, a começar, pelo tamanho: 40,6 centímetros de comprimento e 4,5 Kg! O anfíbio-monstrengo viveu há cerca de 70 milhões de anos entre os dinossauros na África, segundo um artigo publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Science".
O sapo, com uma couraça grossa e com dentes, foi um anfíbio tão extraordinário que, inclusive, pode ter chegado a devorar dinossauros recém-nascidos, segundo os paleontólogos.
Por suas características tão excepcionais e assustadoras, os cientistas, liderados pelo paleontólogo David Krause, da Universidade Stony Brook, o denominaram "sapo diabólico".
Os pesquisadores, que descobriram os ossos do sapo gigante no noroeste de Madagascar, acreditam que este anfíbio pertence à família de sapos que, atualmente, vive na América do Sul.
"Este sapo, se tinha os mesmos costumes que os sapos da mesma família de anfíbios na América do Sul, era bastante voraz. É inclusive possível que tenha devorado mamíferos, rãs menores e, levando em conta seu tamanho, até alguns dinossauros", explicou Krause.
O paleontólogo encontrou pela primeira vez em 1993 ossos de rã extraordinariamente longos em Madagascar, uma área na qual já havia achado anteriormente fósseis de dinossauros e de crocodilos.
Mas só agora a equipe do cientista conseguiu acumular peças suficientes para reconstruir o sapo, e analisar seu peso e suas medidas.
Os fósseis do sapo datam do fim do período Cretáceo, entre 65 e 70 milhões de anos atrás, aproximadamente.
A equipe de Krause, que deu ao sapo o nome científico de "Beelzebufo ampigna", trabalha com especialistas da University College de Londres para determinar que sua descoberta não pode ser relacionada com outros sapos da África.
Com suas características, o "Beelzebufo" pode ter sido o maior sapo a ter habitado a face da Terra, afirmam os paleontólogos.
Os cientistas determinaram que o sapo gigante poderia pertencer à família dos rãs ceratophrys da América do Sul.
A descoberta dos vínculos familiares do sapo gigante com anfíbios similares na América do Sul lança uma dúvida sobre as teorias do deslocamento dos continentes, indica Krause.
As teorias indicam que o que hoje é Madagascar foi separado da América do Sul pelo oceano durante a era em que o sapo gigante teria vivido.
"Mas as rãs não podem sobreviver durante muito tempo em água salgada", disse o paleontólogo.
Por isso, a descoberta dos cientistas prova, segundo Krause, que havia alguma conexão terrestre com a América do Sul naquela época, talvez através da Antártida, então muito mais quente do que é hoje.

Sapo Pulga (Brachycephalus didactylus) Sapo Pulga (Brachycephalus didactylus)

Características: descritos recentemente, são muito delicados. É apontado como o menor do mundo, medindo 10 mm quando adulto. Por necessitarem de condições especiais para se desenvolverem e sobreviverem sua ocorrência e população podem indicar a qualidade ambiental local (indicadores biológicos). Menor que a unha do dedo mínimo, desaparece quando a mata é degradada.
Habitat : Mata Atlântica

Ocorrência : Sudeste do Brasil, mais precisamente no estado do Rio de Janeiro.

Hábitos - mestres da camuflagem e adaptação

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