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Classificação e Ecologia dos Anfíbios

Classificação e Ecologia dos Anfíbios

Classificação e Ecologia dos Anfíbios

AnfíbiosOs anfíbios formam uma das sete classes de que se compõem os vertebrados. Têm quatro extremidades, ou patas, que alguns perderam ao longo de sua evolução, e sua temperatura corporal varia com a do ambiente (são, portanto, poiquilotermos). Assim, quando cai a temperatura ambiente, também cai a dos anfíbios, que entram em hibernação nos meses mais frios. O embrião dos anfíbios carece de âmbito, membrana protetora que, nos répteis, nas aves e nos mamíferos, forma uma cavidade repleta de líquido. O ciclo vital desses animais transcorre em dois ambientes, aquático e terrestre, e eles se distribuem por todo o mundo. Alguns apresentam aspecto externo semelhante ao dos répteis.

Dentro do grande grupo zoológico dos vertebrados, os anfíbios ocupam um nível situado entre os peixes e os répteis, já que, embora dependam da água para sobreviver, em estado adulto precisam procurar terra firme para respirar e caçar os insetos que constituem seu alimento.

Características gerais - Os anfíbios apareceram há cerca de 280 milhões de anos, no período devoniano. Os primeiros seres que apresentavam características anfíbias eram protegidos por couraças externas. Sua época de apogeu se situou entre o carbonífero e o permiano: os fósseis encontrados demonstram a existência, nessa fase, de algumas espécies de grandes dimensões.

Pele e glândulas - A pele desses animais não apresenta outra cobertura que não seja a propriamente dérmica, exceto no caso dos anfíbios carentes de extremidades, isto é, ápodes, e de alguns sapos que têm escamas. É uma pele úmida e de textura muito fina, característica vital, já que através dela os anfíbios respiram (respiração cutânea). Além disso, está coberta de glândulas, na maior parte mucosas, que a lubrificam e lhe dão o aspecto característico: viscoso e escorregadio. Os anfíbios também possuem glândulas venenosas com aparência de verrugas, que produzem secreções irritantes e tóxicas para outros animais. Algumas espécies apresentam na cabeça duas dessas verrugas: são as chamadas glândulas parotoides.

A pele experimenta trocas periódicas, ou mudas. A cor é muito variável, desde o verde, com seus diversos matizes, até o vermelho, passando pelo amarelo, alaranjado, branco etc. A variedade de tons se deve às numerosas células pigmentares da epiderme.

Aparelho locomotor - A adaptação à vida em terra fez com que os anfíbios desenvolvessem extremidades dotadas de dedos, quatro nas anteriores e cinco nas posteriores, e impôs uma série de modificações na coluna vertebral: as mais importantes são o reforço da pélvis e o aparecimento de uma vértebra especial no pescoço, o atlas, que favorece a mobilidade da cabeça. O resto do esqueleto apresenta diversas simplificações: as costelas são bem rudimentares e, no crânio, muitos ossos estão fundidos e outros são cartilaginosos.

A necessidade de deslocamento no meio terrestre ocasionou o desenvolvimento dos músculos das extremidades.

Respiração - Como foi assinalado, a respiração cutânea tem grande importância nos anfíbios. Uma elevada percentagem do intercâmbio gasoso desses animais com o meio se realiza por tal processo. As larvas apresentam respiração branquial (algumas têm brânquias ramificadas externas). Nos adultos aparecem pulmões em forma de saco, que têm um grau variável de irrigação por vasos sanguíneos.

Aparelho circulatório - A circulação nos anfíbios adultos é dupla, já que apresentam um circuito pulmonar de vasos e outro que percorre o resto do corpo. No entanto, é incompleta, pois não existe separação total entre o sangue arterial e o venoso, registrando-se certa mistura dos dois. O coração consta de três cavidades: duas aurículas e um ventrículo.

Alimentação - Em geral, os anfíbios se alimentam de insetos, embora as espécies mais corpulentas, como a rã-touro americana, cheguem a capturar peixes e pássaros. A língua, pegajosa, projeta-se para fora da boca a fim de capturar as presas e se retrai. Possuem dentes de pequeno tamanho. O reto, parte final do intestino, desemboca numa cloaca a que também se liga a bexiga. Os dejetos líquidos que se geram no corpo são expulsos pelos rins e condutos urinários.

Sistema nervoso e órgão dos sentidos - O sistema nervoso é relativamente pouco desenvolvido. Os olhos se situam dos dois lados da cabeça e é muito limitado o campo de visão binocular, isto é, aquele em que se superpõem as imagens dos dois olhos, determinando com precisão distâncias e relevos. A pupila, que dispõe de grande capacidade de dilatação, em algumas espécies apresenta-se como uma franja vertical, enquanto que, em outras, frequentemente tem forma circular ou de coração.

Atrás dos olhos ficam as aberturas dos ouvidos, com a membrana do tímpano, mediante a qual são captadas as vibrações sonoras. Os anfíbios dispõem, no palato, de um órgão olfativo especial, denominado órgão de Jacobson, com o qual detectam suas presas, e que é muito desenvolvido nas salamandras.

Reprodução - A reprodução dos anfíbios quase sempre se dá no meio aquático. Nos tritões e nas salamandras, a fecundação é interna: o macho introduz o espermatóforo, espécie de saco de espermatozoides, no corpo da fêmea, por meio de uma expansão da cloaca. Nos sapos e nas rãs é externa. Na época do cio, os machos desses anfíbios emitem sons ruidosos (o "coaxar") por meio de seus sacos vocais e formam verdadeiros coros em que vários indivíduos cantam alternadamente. Durante o acasalamento montam sobre as costas das fêmeas, que costumam ser maiores do que eles. O casal permanece unido e imóvel em longo abraço, que pode prolongar-se durante horas, até que a fêmea expele os ovos, que são fecundados pelo esperma do macho na água.

Os ovos se dispõem em longos cordões ou fileiras, envoltos por uma bainha gelatinosa, e se depositam no fundo de águas paradas. Todos os anfíbios sofrem metamorfose. Assim, o aspecto da larva não é igual ao do adulto, especialmente no caso de rãs e sapos, nos quais é dotada de cauda e se chama girino. Pouco a pouco, as larvas vão desenvolvendo as extremidades, primeiro as anteriores e depois as posteriores, enquanto a cauda se reduz progressivamente até desaparecer. Também se formam os pulmões e as brânquias degeneram. Esse processo é regulado pela tireoide, glândula que promove o metabolismo e o desenvolvimento e que, para atuar, depende da presença de iodo no organismo. Na ausência desse elemento, a metamorfose não se processa. Muitos anfíbios conservam o aspecto larvar durante grande parte de sua vida e até ao longo de toda ela.

Comportamento - Durante sua época ativa, os anfíbios se mantêm escondidos nas margens dos cursos d,água que frequentam ou submersos em rios e córregos. A intervalos regulares, saem para respirar e permanecem agachados em meio às plantas da margem, esperando a passagem de suas presas. Na época do frio hibernam: sua atividade e seu metabolismo decrescem e eles se ocultam em buracos ou na lama até passarem os meses de inverno. Às vezes, como ocorre entre as salamandras, vários indivíduos se agrupam para passarem juntos a fase de hibernação.

A maior parte dos anfíbios tem vida diurna. Só algumas espécies, como os sapos e as salamandras, desenvolvem suas atividades à noite.

Ecologia e distribuição - Os anfíbios se distribuem por todo o mundo, exceto no continente antártico, e vivem em estreita relação com o meio aquático. Não resistem à água salgada e por isso seu habitat se limita às águas continentais: lagos, pântanos e charcos, lamaçais, rios etc.

Os tritões e as salamandras habitam zonas de grande altitude. Outros, batráquios como o sapo Bufo alvarius, dos Estados Unidos, povoam regiões áridas e até desérticas. Certas rãs, como as pererecas, são arborícolas, e possuem almofadinhas adesivas em forma de disco nas pontas dos dedos. Nesse grande grupo existem também espécies cavernícolas, como o proteu.

Classificação - A classe dos anfíbios se divide em três ordens: a dos anuros ou batráquios, que não têm cauda e à qual pertencem rãs e sapos; a dos urodelos, dotados de cauda e com aspecto de répteis, que inclui salamandras e tritões; a dos ápodes, sem patas, na qual se classificam as cecílias -- também conhecidas como minhocões e cobras-cegas --, anfíbios de aparência vermiforme.

Rã dos pântanos (Rana ridibunda)
Rã dos pântanos (Rana ridibunda)
Os anuros - A ordem dos anuros engloba os anfíbios que, em estado adulto, não têm cauda e são adaptados ao salto, graças ao comprimento e à força de suas patas posteriores. Possuem sacos vocais que lhes permitem emitir diferentes sons, que se tornam característicos durante a época de acasalamento.

A rã dos pântanos (Rana ridibunda), cuja área de distribuição compreende o sudoeste e o leste da Europa, é de cor verde-oliva e apresenta numerosas manchas circulares escuras no dorso e nas patas. Vive em grupos, e passa a maior parte do tempo na água, inclusive na época de hibernação.

Rã-touro (Rana catesbyana)
Rã-touro (Rana catesbyana)
Originária da América do Norte, a rã-touro (Rana catesbyana) é um dos anfíbios de maior tamanho. Chega a medir vinte centímetros do focinho ao fim do dorso e, por sua corpulência, alimenta-se de presas de certa envergadura, como outras rãs, peixes, pássaros e até pequenos mamíferos.

Rã gigante africana (Rana goliath)
Rã gigante africana (Rana goliath)
Maior ainda é a rã gigante africana (Rana goliath), que ultrapassa trinta centímetros de comprimento, medidos, como na anterior, do focinho à extremidade das costas. Com as patas esticadas, pode chegar a setenta centímetros, e seu peso alcança dois quilos. Vive nas selvas da África oriental.

Perereca (Hyla arborea)
Perereca (Hyla arborea)
A perereca (Hyla arborea) habita as copas das árvores, tem forma esbelta e é dotada de discos adesivos nos dedos para facilitar sua aderência aos galhos e ramos.

Caracterizado por sua cabeça achatada, larga e triangular, que lhe dá um aspecto muito específico, o cururu-pé-de-pato (Pipa pipa) mede cerca de vinte centímetros de comprimento e vive sobretudo na América do Sul. Os ovos são incubados em dobras da pele do dorso que parecem pústulas.

Sapo comum (Bufo bufo)
Sapo comum (Bufo bufo)
O sapo comum (Bufo bufo) é de cor parda, pode medir 15cm de comprimento e tem a pele cheia de verrugas. Está representado em quase todas as regiões do mundo. No Brasil, há sapos e rãs de diversos gêneros e grande quantidade de espécies, inclusive dendrobatídeos perigosamente peçonhentos e sapos de curiosas denominações regionais, como o sapo-boi ou sapo-gigante (Bufo paracnemis), o sapo-cururu (Bufo marinus), o sapo-canoeiro (Phrynohias hebes), o sapo-ferreiro (Hyla faber Wied) e o sapo-de-chifre ou untanha, dos maiores, assim como a rã-pimenta (Leptodactylus pentadactylus), a rã-assobiadora, a rã-do-banhado etc.

Os urodelos - A ordem dos urodelos é integrada por anfíbios dotados de cauda e a ela pertencem as salamandras, os tritões e os proteus.

Salamandra comum (Salamandra salamandra)
Salamandra comum (Salamandra salamandra)
A salamandra comum (Salamandra salamandra) se estende amplamente pela Eurásia e pelo norte da África. Apresenta uma coloração característica, constituída por manchas alaranjadas sobre fundo negro ou por listras negras sobre fundo amarelo. Vive em zonas montanhosas, tem costumes noturnos e pode ser encontrada com certa facilidade depois da chuva, já que, como os demais anfíbios, é atraída pela umidade.

Salamandra gigante do Japão (Megalobatrachus japonicus)
Salamandra gigante do Japão (Megalobatrachus japonicus)
A salamandra gigante do Japão (Megalobatrachus japonicus) chega a medir até um metro e meio de comprimento e vive em torrentes de água clara e de fundo rochoso. São animais longevos, e alguns exemplares chegaram a viver em cativeiro até sessenta anos.

Tritão de crista (Triturus cristatus)
Tritão de crista (Triturus cristatus)

O tritão de crista (Triturus cristatus) é uma espécie eurasiática de cor parda com manchas circulares negras e ventre amarelado. Os machos no cio apresentam uma crista chamativa que lhes percorre o dorso e a cauda.
#Axolotle tigrado (Ambystoma tigrinum)
Axolotle tigrado (Ambystoma tigrinum)

Um curioso anfíbio é o axolotle tigrado (Ambystoma tigrinum) que vive na América do Norte, principalmente no México. Esses animais foram mencionados já no século XVI pelo cronista Gonzalo Fernández de Oviedo, que os confundiu com peixes dotados de patas. Foi Georges Cuvier quem os classificou como anfíbios, depois de mantê-los vivos num aquário. Esses espécimes, iguaria muito apreciada pelos astecas, conservam em determinadas condições sua fase larvar podendo, inclusive, reproduzir-se nesse estado.

#Proteu (Proteus anguinus)
Proteu (Proteus anguinus)

O proteu (Proteus anguinus) é de cor esbranquiçada, vive em cavernas e possui brânquias externas, como no estado larvar, e extremidades curtas e muito delgadas. Por causa do tipo de vida cavernícola, tem os olhos atrofiados.

Os ápodes - 
A ordem dos ápodes, ou gimnofionos, é composta pelas chamadas cecílias. São anfíbios carentes de extremidades e com aspecto de pequenas cobras. Os ovos, de grande tamanho, são depositados em cavidades escavadas em terra úmida. Alguns espécimes podem alcançar um metro de comprimento, como ocorre com certas cecílias americanas.

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OS ANFÍBIOS MAIS VENENOSOS DO PLANETA

OS ANFÍBIOS MAIS VENENOSOS DO PLANETA

Phyllobates terribilis

Os sapos mais venenosos do Planeta


Os Anfíbios mais venenosos do planeta são pequenos anfíbios que podem ser muito perigosos, alguns ainda não conhecidos pela ciência. Os pequenos anfíbios são de uma tonalidade vívida e chamativo, com cores belíssimas.

1 – Phyllobates terribilis


Esta simples rãzinha é uma das criaturas mais venenosas que existem neste planeta.. O nome da espécie é Phyllobates Terribilis – O “Teribilis” tem um certo sentido de ser, porque o veneno alcalóide desta rã, causa parada respiratória imediata e um único adulto do Phyllobates Terribilis tem homobatracotoxina suficiente para matar 20.000 cobaias ou 100 pessoas!

Para se ter uma ideia do veneno, galinhas e cães que entraram em contato com um papel toalha onde o sapo andou morreram.

O veneno Phyllobates Terribilis, a homobatracotoxina é extremamente rara na natureza, só sendo encontrada em outros três sapos da Colômbia e dois pássaros venenosos de Papua, na Nova Guiné.

Embora mate tudo que eventualmente o coma, o sapo tem como predador principal uma cobra Liophis epinephelus que é bem resistente ao veneno do sapo, mas não totalmente imune.

O veneno alcaloide provém de insetos venenosos que fazem parte de sua dieta. Isso explica porque ao longo do tempo em cativeiro, o Phyllobates Terribilis perde lentamente seu veneno. A criatura que transmite os alcaloides assassinos para a rã é um besouro da família Melyridae. Para se ter uma idéia do poder letal do veneno deste treco, dois décimos de micrograma desta toxina pode matar um humano em poucos minutos. Cada adulto contém 200 microgramas em sua pele.

Os índios pegam estas rãs com muito medo e passam as pontas das flechas nas costas delas. Depois de esfregadas, as flechas ficam letais por mais de dois anos. Assim, os índios pegam macacos e outros animais com mais facilidade. Para capturar a bizarra rãzinha, o índio tem que ser muito macho e usar uma folha de bananeira como luva de proteção.

Os médicos e laboratórios farmacêuticos estão estudando as moléculas da homobatracotoxina para encontrar um caminho para remédios mais potentes, como relaxantes musculares e anestésicos, uma vez que o veneno da rã teria potencial para dar origem a um anestésico bem mais potente que a morfina.

O Sapo Phyllobates Terribilis pode ter outras cores, como verde, branco e creme, além da versão amarelo-dourado aí da foto. Ele é encontrado na Colômbia, Bolívia, Equador, Brasil e por toda a área tropical da América do Sul, sobretudo na Amazônia, pois a rã vive em lugares úmidos e com muita chuva e calor.
Dendrobates azureus

Dendrobates azureus


2 – Dendrobates azureus

O pequeno sapo da espécie Dendrobates azureus também é conhecido como sapo-boi-azul. É encontrado no Suriname e sua cor forte serve como defesa contra os predadores, alertando sobre seu veneno tóxico ultra potente.

Bem menor do que a palma de uma mão, o sapinho pode parecer inofensivo no primeiro momento mas possui veneno suficiente para levar 10 pessoas a morte. Algumas tribos de índios colombianos já utilizaram seu veneno mortal em pontas de lanças. Mas além de perigoso, o sapo Dendrobates azureus também pode ser útil para a medicina, pesquisadores britânicos já estudam a possibilidade de usar o componente presente no sapinho como analgésico.

3 – Oophaga pumilio

A Sapo Oophaga pumilio é uma espécie que possui grande variação de cores e muita toxicidade do seu veneno. Ele vive na América Central, principalmente na região de Nicarágua, Costa Rica e Panamá.
Oophaga pumilio

Oophaga pumilio

4 – Ranitomeya reticulatus

O Sapo Ranitomeya reticulatus é uma espécie de anfíbio da família Dendrobatidae que vive na América do Sul. O veneno desse sapo é capaz de provocar danos graves para os seres humanos e morte em animais.
Ranitomeya reticulatus

Ranitomeya reticulatus

5 – Phyllomedusa bicolor

A Phyllomedusa bicolor é uma rã muito encontrada na Amazônia, no oeste, no nordeste do Brasil e na vegetação ribeirinha do Cerrado. As secreções da pele da barriga da rã são usadas por algumas tribos indígenas para acabar com a má sorte. Os sintomas apresentados no envenenamento pelas substâncias são diarreia, vômito e taquicardia.

Phyllomedusa bicolor

Phyllomedusa bicolor

6 – Dendrobates tinctorius

O Anfíbio Dendrobates tinctorius é conhecido como sapo-garimpeiro. Ele mede cerca de 3 cm e tem uma coloração baseada na área geográfica onde estão inseridos. A maioria é preta com manchas verdes. A espécie é altamente tóxica e vive em florestas tropicais da América Central e América do Sul, com hábitos diurnos e terrestres.
Dendrobates tinctorius

Dendrobates tinctorius

7 –  Epipedobates tricolor

O Anfíbio da espécie Epipedobates tricolors tricolor alcança apenas 1 centímetro quando adulto. Sua toxidade é suficiente para matar diversas pessoas e sua pele é cerca de 200 vezes mais tóxica do que uma dose de morfina. Ele é encontrado nas encostas ocidentais dos Andes, no Equador e na América do Sul.
Epipedobates tricolor

Epipedobates tricolor

8 – Dendrobates leucomelas

O Sapo Dendrobates leucomelas pode ser encontrado ao norte da América do Sul. Esse sapo prefere condições de muita umidade, como rochas e árvores. Por baixo, a pele do sapo fica cheia de glândulas com substâncias altamente venenosas.

Dendrobates leucomelas

Dendrobates leucomelas

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ANFÍBIOS - CLASSIFICAÇÃO DOS ANUROS, CAUDADOS E ÁPODES

Anfíbios 

Anfíbios - Classificação dos Anuros, Caudados e Ápodes


O que significa anfíbio?
A palavra anfíbio, de origem grega, significa "vida dupla", porque esses animais são capazes de viver em um ambiente terrestre e em um ambiente aquático.

Três grupos principais
Os anfíbios são divididos em três grupos principais:

Anuros – compreendem os anfíbios sem cauda, ou seja, as rãs e os sapos. São os mais numerosos e representam quase 90% de todos os anfíbios;

Caudados – considerados mais primitivos que os anuros, agrupam os tritões e as salamandras, assim como outras espécies menos conhecidas e estranhas como o axalotle e o proteu;

Ápodes – possuem um corpo comprido e sem patas, são mais parecidos com as serpentes que com os outros anfíbios. Vivem em regiões tropicais, em solo úmido ou na lama dos pântanos. As menores espécies atingem 15 centímetros de comprimento e as maiores podem ter mais de 1 metro. A pele viscosa produz uma espécie de secreção repugnante e/ ou tóxica.

•A maioria dos anfíbios possui 4 membros pentadáctilos para locomoção em terra;

•Pele úmida e lisa, glandulífera e sem escamas externas, apta para a respiração cutânea (que nos anfíbios torna-se mais importante que a respiração pulmonar);

•Dentes pequenos e esqueleto em grande parte ossificado;

•São pecilotérmicos (animais de sangue frio);

•Coração com 3 cavidades: duas aurículas ou átrios e um ventrículo. O sangue arterial, que entra na aurícula esquerda, e o sangue venoso, que chega a aurícula direita, vão se juntar ao nível do ventrículo único. Por isso a circulação destes animais é dita fechada, dupla, porém incompleta;

•Presença de entalhe ótico, resultado do desaparecimento do opérculo que nos peixes protege as brânquias.

A vida dos anfíbios está, em geral, associada á água. Muitos deles passam parte da vida na água e parte na terra. Daí vem a explicação para o nome "anfíbio", que significa "duas vidas". Eles se dividem em três ordens:

•Anura, que agrupa rãs, sapos e pererecas.

•Caudata (Urodela), da qual fazem parte as salamandras.

•Gymnophiona (Apoda), cujos representantes são as cobras-cegas ou     cecílias.

Metamorfose
Essa palavra faz referencia a uma grande transformação, em que nada fica como antes. É o que acontece com a maior parte dos anfíbios. O ciclo de vida desses seres vivos envolve geralmente três fases: ovo, larva e adulto.

Os filhotes se chamam girinos, eles eclodem da ova de anfíbios em apenas poucos dias, normalmente, leva alguns meses para se tornarem adultos. Talvez você já deve ter ouvido a palavra "metamorfose", você sabe o que significa? Significa transformação, é o que acontece na imagem a cima que vimos. Durante a metamorfose do girino as brânquias desaparecem, surgem pernas traseiras, depois dianteiras, a cauda encolhe e formam-se os pulmões.  Depois, esse girino vira um adulto, e passa a respirar pelos pulmões e pela pele, ou seja, passam a fazer a respiração cutânea.

    A maioria das rãs e sapos deposita seus ovos na água, mas a espécies que depositam em folhas e até em seu corpo. Os sapos colocam seus ovos em fileiras, enquanto as rãs em cachos, isso se chama "ova de anfíbios".

Existem espécies de anfíbios que nunca deixam a água nem a fase larval, outras que não habitam a água em nenhum estágio da vida, e aqueles que, quando adultas, não tem pulmões e respiram pelas brânquias, pela mucosa bucal e até pela pele (respiração cutânea).

 O sistema respiratório desses animais é rudimentar quando é comparado, por exemplo, ao dos mamíferos. A maioria dos anfíbios não possuem caixa torácica nem costelas nem diafragma para auxiliar a inflar os pulmões.

A pele dos anfíbios desempenha uma função muito importante não apenas no auxílio á respiração como na proteção, mesmo sendo lisa, sem escamas ou pelos. Glândulas espalhadas pelo corpo tem a finalidade de mantê-la sempre úmida, daí vem a aparência geralmente gosmenta desses animais. Esse artifício é fundamental, uma vez que a maioria dos anfíbios, ao se afastar de seu habitat úmido, morreria com o ressecamento da pele.

Assim como os répteis, os anfíbios podem trocar de pele. A diferença é que estes não trocam por inteiro, apenas fragmentos. A frequência da muda varia de acordo com a espécie. Uma rã que habita os bosques ao sul dos Estados Unidos aparenta trocar de pele todos os dias. Em outras espécies, o intervalo de muda pode ser de um mês ou mais.

A estruturação dos membros dos anfíbios não garante agilidade na movimentação terrestre. Algumas espécies de sapos, rãs e pererecas, no entanto, possuem membros posteriores e modificações na coluna muito bem-adaptadas ao salto, o que representa grande vantagem na proteção contra predadores-para escapar de um ataque, eles podem saltar em direção a um abrigo.

A estrutura corporal dos anfíbios é adaptada a sua vida dupla. A maioria deles possui dois pares de pernas: as dianteiras, com quatro dedos, e as traseiras, com cinco artelhos. Mas alguns sapos apresentam menor número de dedos e diminuição de artelhos, que possivelmente são adaptações para caminhar. Com o corpo compacto e grande cabeça, os sapos dispõem de patas traseiras com musculatura bem desenvolvida. Algumas espécies de salamandras não possuem pernas traseiras. Já as cobras cegas não têm membros.

Há 280 milhões de anos, os anfíbios diversificaram-se bastante entre os vertebrados e mantiveram-se bastante entre os vertebrados e mantiveram o “reinado” por muito tempo. Mas, e aproximadamente 70 milhões de anos atrás, eles perderam o seu “reinado” para os repteis. Os anfíbios estão entre os primeiros animais vertebrados a sair do ambiente aquático e ir para a terra firme. Fósseis encontrados na Groenlândia mostraram que os ancestrais dos anfíbios eram bem maiores do que os atuais – os crânios encontrados mediam cerca de 15 centímetros, e as pernas eram bem desenvolvidas.

A Classe Amphibia inclui as cecílias (Ordem Gymnophiona), as salamandras (Ordem Caudata) e os sapos, rãs e pererecas (Ordem Anura). Embora existam variações na forma do corpo e nos órgãos de locomoção, pode-se dizer que a maioria dos anfíbios atuais tem uma pequena variabilidade no padrão geral de organização do corpo. O nome anfíbio indica apropriadamente que a maioria das espécies vive parcialmente na água, parcialmente na terra, constituindo-se no primeiro grupo de cordados a viver fora da água. Entre as adaptações que permitiram a vida terrestre incluem pulmões, pernas e órgãos dos sentidos que podem funcionar tanto na água como no ar. Dos animais adaptados ao meio terrestre, os anfíbios são os mais dependentes da água. Foram os primeiros a apresentar esqueleto forte e musculatura capaz de sustentá-los fora d'água.

Sua pele é bastante fina e para evitar o ressecamento provocado pela exposição ao sol, possui muitas glândulas mucosas. Estas liberam um muco que mantém a superfície do corpo úmida e lisa, diminuindo o atrito entre a água e o corpo durante o mergulho.

A epiderme também possui pouca quantidade de queratina, uma proteína básica para a formação de escamas, placas córneas, unhas e garras. A ausência destas estruturas os torna frágeis em relação à perda de água e também quanto à sua defesa de predadores. Por isso, alguns anfíbios desenvolveram glândulas que expelem veneno quando comprimidas.

A respiração dos anfíbios pode ocorrer através de brânquias e da pele (na fase larval e aquática) e da pele e de pulmões quando adultos e terrestres.

São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. Por isso, em épocas frias ou muito secas, muitas espécies enterram-se sob o solo aí permanecendo até a época mais quente e chuvosa. Este comportamento, em muitos locais do Brasil, deu origem à lenda de que os sapos caem do céu, pois, com a umidade provocada pelas chuvas, os anfíbios saltam das covas onde estavam em estado de dormência, para a atividade.

Também dependem da água para se reproduzirem: a fecundação ocorre fora do corpo da fêmea e o gameta masculino necessita do meio aquoso para se locomover até o óvulo da fêmea. Esta dependência ocorre também porque os ovos não possuem proteção contra a radiação solar e choques mecânicos. O desenvolvimento da larva é indireto, ou seja, a larva após a eclosão do ovo, passa por várias transformações até atingir a forma adulta, como acontece com o girino.

A maioria das espécies de anfíbios apresenta hábitos alimentares insetívoros, sendo, portanto, vertebrados controladores de pragas. Muitas espécies, sensíveis a alterações ambientais (desmatamento, aumento de temperatura ou poluição) são consideradas excelentes bioindicadores. A diminuição de certas populações tem sido atribuída a alterações globais de clima e para certos biomas do Brasil, como a Mata Atlântica, os declínios populacionais ou mesmo extinção de anfíbios têm sido atribuídos ao desmatamento.

Algumas espécies, como a perereca-da-folhagem (Phyllomedusa bicolor) e o sapinho pingo-de-ouro (Brachycephalus ephipium) têm sido alvo de estudos bioquímicos e farmacológicos, para isolamento de substâncias com possíveis usos medicinais. Estes são apenas dois exemplos de uso potencial de anfíbios, que têm despertado interesse científico e comercial internacional e gerado problemas de "pirataria biológica" devido a falta de uma política clara sobre o uso da biodiversidade do Brasil.

Nova Espécie de Anfíbio que Parece com Cobra é Descoberta na Guiana Francesa

Uma nova espécie de gimnofiono foi descoberto na Guiana Francesa, a mesma ordem  da “cobra-pênis”, como ficou conhecido na imprensa e em redes sociais um animal raro encontrado no Brasil em 2011, por causa de seu formato. Essa ordem inclui também os bichos popularmente conhecidos como "cobras-cegas".

A nova espécie agora anunciada vive na Guiana Francesa e se chama Microcaecilia dermatophaga. Apesar de parecer uma cobra ou verme, trata-se na verdade de um anfíbio, ou seja, tem relação evolutiva mais próxima com um sapo do que com qualquer serpente.
Nova Espécie de Anfíbio que Parece com Cobra é Descoberta na Guiana Francesa
Microcaecilia dermatophaga, a nova espécie descrita na PLoS One (Foto: Wilkinson et al/PLoS One/Creative Commons)

A Microcaecilia dermatophaga tem uma característica especial: os exemplares mais jovens da espécie se alimentam da pele da mãe – daí o termo “dermatófago” em seu nome científico.

Recentemente, teve grande repercussão na internet a descoberta de outro gimnofiono como a Microcaecilia dermatophaga. Tratava-se da descoberta de um raro exemplar de Atretochoana eiselti no canteiro de obras da Usina de Santo Antônio. O animal chamou a atenção sobretudo por ter um formato que lembra um pênis humano.

Nova Espécie de Anfíbio que Parece com Cobra é Descoberta na Guiana Francesa
Exemplar de Atretochoana eiselti, que é da mesma ordem da nova espécie encontrada na Guiana Francesa,  foi descoberta no Rio Madeira e ganhou o apelido de 'cobra-pênis' (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)
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PERERECA - ESPÉCIES E CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS PERERECAS

Perereca-do-Brejo (Hyla nana) Perereca - Espécies e Características Gerais das Pererecas

 Perereca-do-Brejo (Hyla nana)

Características: de pequeno porte, com aproximadamente 2 cm de comprimento rostro-cloacal. Coloração amarelada com duas faixas longitudinais alaranjadas nas laterais do dorso.

Habitat: áreas abertas.

Ocorrência: encontrada em muitos estados brasileiros, além de Uruguai, Paraguai, nordeste da Argentina, Bolívia.

Hábitos: canta praticamente o ano todo, com exceção dos meses mais frios e secos do ano. Vocalizam sobre gramíneas e ciperáceas nas margens dos corpos d'água.

Alimentação: pequenos artrópodes que podem ser eventualmente encontrados, tais como ácaros, aranhas e pequenos insetos.

Reprodução: reproduz-se em ambientes de corpos d'água lênticos temporários ou permanentes.

Predadores naturais: aranhas (aracnídeos).

Perereca-Kambô (Phyllomedusa bicolor)Perereca-Kambô (Phyllomedusa bicolor)

A perereca-kambô é um anfíbio da família Hylidae encontrada na Floresta Amazônica do norte da Bolívia, oeste e norte do Brasil, sudeste da Colômbia, leste do Peru, sul e leste da Venezuela, e as Guianas. Localmente, também ocorre em floresta ribeirinha no Cerrado.

As pererecas-kambô tem hábitos noturnos e arborícolas. Elas se reproduzem em poças e lagoas ao longo do ano, atingindo um pico entre novembro e maio. As fêmeas colocam de 600 a 1.200 ovos em massas gelatinosas dentro de cones que são grandes folhas dobráveis das árvores. Após cerca de 8-10 dias, os ovos eclodem e os girinos caem na água, onde completam o seu desenvolvimento.

Os machos dessa espécie medem cerca de 93-103 mm e as fêmeas 110-120 mm. São predadas por alguns pássaros e por serpentes de hábitos arborícolas (algumas espécies gostam de seus ovos e podem destruir toda a ninhada).

A biopirataria tem grande interesse por essa espécie porque produz uma secreção de cera que pode ter usos medicinais contra a AIDS, câncer e outras doenças. Os índios Matsés aplicam o veneno da perereca em queimaduras auto-infligidas, para entrarem em um estado alterado de consciência. O veneno produz vários efeitos que vão desde a estimulação, a sedação, anorexia e alucinações. O veneno contém dermofina e deltorfina que agem em receptores opióides.

Segundo a IUCN, existem poucas ameaças para a perereca-kambô na sua área de ocorrência, embora provavelmente seja impactada localmente pela perda de habitat. Existe atualmente um interesse crescente nos componentes tóxicos presentes na pele dessa perereca (que é usado em práticas de caça em várias tribos da Amazônia). Esse interesse pode aumentar no futuro, mas no momento, tal utilização não é considerada uma ameaça à espécie.

Perereca-de-Vidro-Esmeralda (Centrolene prosobleponPerereca-de-Vidro-Esmeralda (Centrolene prosoblepon)

Perereca-de-vidro é o nome comum para as pererecas da família de anfíbios Centrolenidae (ordem Anura). Embora a coloração da maioria das pererecas-de-vidro seja principalmente verde limão, a pele abdominal de alguns membros desta família é transparente. As vísceras internas, incluindo o coração, fígado e trato gastrointestinal são visíveis através dessa pele translúcida, daí o nome comum.

As pererecas-de-vidro geralmente são pequenas, variando de 3 a 7,5 cm de comprimento e são semelhantes na aparência a algumas espécies verdes do gênero Eleutherodactylus e a algumas espécies da família Hylidae. Algumas espécies da família Hylidae (principalmente juvenis), tais como a Hyloscirtus palmeri e Hypsiboas pellucens, têm a pele abdominal transparente típicas das pererecas-de-vidro, mas elas também têm apêndice calcâneo, uma característica que não está presente nas espécies da família Centrolenidae.

As pererecas da família Centrolenidae estão distribuídas do sul do México ao Panamá, e através dos Andes da Venezuela e a ilha de Tobago a Bolívia, com algumas espécies nas bacias Amazônica e do rio Orinoco, a região do Planalto das Guianas, sudeste do Brasil e norte da Argentina.

As pererecas-de-vidro são mais arborícolas. Elas vivem ao longo dos rios e córregos durante a época de reprodução, e são particularmente diversificadas em florestas nebulosas de montanha da América Central e do Sul, embora algumas espécies ocorram também na Amazônia e em florestas tropicais e semi-decíduas de Chocóan.

A perereca-de-vidro-esmeralda, especificamente, é encontrada na Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Nicarágua e Panamá. Os seus habitats naturais são florestas subtropicais ou tropicais húmidas.

Os ovos geralmente são depositados nas folhas das árvores ou arbustos que pairam sobre a água corrente de riachos, córregos e pequenos rios. O método de postura dos ovos nas folhas varia entre as espécies. Os machos costumam vocalizar de folhas próximas de seus ovos. Os ovos colocados em folhas são menos vulneráveis aos predadores do que se colocados na água, mas são atacados por vermes parasitas de algumas espécies de moscas. Como consequência, algumas pererecas-de-vidro mostram cuidados parentais. Depois que os ovos eclodem, os girinos caem na água. Fora da época de reprodução algumas espécies vivem nas copas das árvores.

Perereca-Comum (Hyla sp. e Phyllomedusa sp.)Perereca-Comum (Hyla sp. e Phyllomedusa sp.)

Características: os ossos dos dedos são elásticos e na extremidade de cada dedo existem pequenas almofadas adesivas com que se prendem facilmente aos galhos. Além disso, são dotados de membranas elásticas (interdigitais), que quando estendidas formam uma espécie de pipa. Encurvando o tórax e estendendo as pernas, as pererecas podem realizar vôos de quase dois metros.

Habitat: brejos, pântanos, florestas.

Ocorrência: todo o Brasil.

Hábitos : noturnos e crepusculares.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: ovos são fertilizados pelo macho após à postura. Primeiro escolhem uma árvore pendente sobre o pântano ou charco. Os ovos, depositados nas folhas dos ramos mais baixos, estão envolvidos em uma substância pegajosa, parecida com clara de ovo. A fêmea, ajudada às vezes pelo macho, bate essa massa com as patas traseiras até que ela fique com o aspecto de clara batida em neve. Quando nascem, os girinos secretam uma substância que os livra da massa pegajosa. Caem então no pântano e começam sua vida aquática.

Perereca-Cabrinha (Hyla albopunctata) Perereca-Cabrinha (Hyla albopunctata)

Características: de médio porte, com cerca de 5 cm de comprimento rostro-cloacal. Coloração que vai do amarelo ao marrom, passando pelo predominante avermelhado. Possui faixas escuras transversais no dorso e nas pernas. Possui focinho alongado, com uma faixa escura lateral. As coxas apresentam característicos pontos amarelos na face interior. Tanto os machos como as fêmeas apresentam espinhos sexuais nas mãos.

Habitat: florestas tropicais.

Ocorrência: Planalto Central, principalmente no sudeste do Brasil e Paraná. Contudo, parece estar ampliando sua distribuição em decorrência de ações antrópicas.

Hábitos: vocaliza preferencialmente em áreas abertas no chão ou sobre a folhagem, às margens de riachos ou ambientes lênticos, permanentes ou temporários. Os machos iniciam a vocalização logo após o ocaso, atingindo o pico de atividade por volta das 21 horas. A cantoria pode perdurar até poucos minutos antes da aurora. Nos dias de noite clara (lua crescente ou cheia) os machos vocalizam em locais onde a vegetação é mais densa. São reconhecidas três vocalizações para esta espécie: "vocalização de anúncio", "vocalização territorial" e "grito de agonia". Este último é emitido quando a espécie é atacada por um possível predador, ou mesmo quando o animal é manipulado. Os machos maiores tomam uma posição central no coro, podendo ocupar o mesmo sítio de vocalização por até duas semanas seguidas, ao passo que os menores deslocam-se mais (até 55 metros) assumindo um posicionamento periférico. Sendo assim, há indícios de que seja uma espécie territorial, contudo, não existem relatos de combates entre machos.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: período reprodutivo desta espécie pode compreender apenas a estação quente e úmida do ano, ou prolongar-se ao longo de quase todo o ano. Os casais podem permanecer em amplexo por até três horas antes da desova, a qual consiste em mais de 700 ovos e dura cerca de cinco minutos.

Perereca-da-Mata (Osteocephalus langsdorffii) Perereca-da-Mata (Osteocephalus langsdorffii)

Características: hilídeo de grande porte, possuindo, em média, 7 cm de comprimento rostro-cloacal em média . Possui saco vocal duplo e apresenta uma característica coloração verde-musgo com manchas acinzentadas, lembrando uma casca de árvore com liquens. Seus discos adesivos (porção terminal dos dedos) são verde-azulados e os olhos conferem um belo padrão de amarelo dourado, rajado de preto. Nesta espécie os machos são cerca de 2 cm menores que as fêmeas.

Habitat: matas em geral.

Ocorrência: regiões costeiras de Mata Atlântica da Bahia ao nordeste da Argentina. Porém, pode também ser encontrada no interior de Minas Gerais e São Paulo.

Hábitos: vocalizam mais intensamente logo após e durante as chuvas. Como sítio de vocalização utiliza galhos de árvores em torno de corpos de água lênticos, relacionados, ou não, à drenagem perene. O canto de anúncio é alto, e lembrao som de castanholas.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: período reprodutivo desta espécie é restrito aos meses chuvosos do ano. Os ovos são depositados na água e flutuam assumindo uma forma de lâmina gelatinosa.

Perereca-de-Banheiro (Scinax fuscovaria) Perereca-de-Banheiro (Scinax fuscovaria)

Características: anfíbio de médio porte, possuindo cerca de 43 mm de comprimento rostro-cloacal. A coloração amarelada dos flancos e da face ventral é característica do estado fisiológico do macho em atividade reprodutiva. O ventre é esbranquiçado, com manchas escuras. As coxas apresentam fortes manchas amarelas que contrastam com regiões pretas na porção posterior. Alguns autores apontam dimorfismo sexual para a espécie, relatando que os machos são ligeiramente menores que as fêmeas. Ademais, alguns machos podem apresentar calos sexuais na região toráxica, embora, geralmente sejam vestigiais e muitos, certamente decíduos.

Habitat: áreas abertas com vegetação herbácea rala, ao redor de represas ou em poças temporárias.

Ocorrência: do sudeste ao sul do Brasil, norte da Argentina e Paraguai, leste da Bolívia.
Hábitos: atividade noturna e durante o dia pode ser encontrada em tocas e frestas em árvores ou no solo. Os machos vocalizam sobre rochas ou sobre o solo, entre as vegetações, ao redor das represas. Podem ser encontradas vocalizando sobre o solo seco, ou à pequena altura na vegetação, às margens de coleções de água parada, açudes ou banhados. Podem ser identificados dois cantos diferentes: o "canto de anúncio" e o outro, aparentemente territorial, emitido quando dois machos vocalizavam próximos entre si.

Alimentação: insetos e aranhas.

Reprodução: reproduz-se nos meses mais quentes e chuvosos do ano. Na época reprodutiva, os machos apresentam duas áreas delimitadas na região temporal, aparentemente glandulares, que podem se apresentar escurecidas devido à aderência de partículas do solo. A desova é depositada no substrato, espalhada entre detritos vegetais, em poças e lagoas. O número de óvulos maduros pode exceder 3000 e sua desova pode conter de 1500 a 2000 ovos pequenos e pigmentados, depositados sobre a vegetação aquática.

Predadores naturais: serpentes.

Pererequinha-do-Brejo (Hyla sanborni) Pererequinha-do-Brejo (Hyla sanborni)

Características: mede cerca de 1,6 cm de comprimento rostro-cloacal.

Habitat: áreas abertas e campos.

Ocorrência: do sul do Estado de Minas Gerais ao sul do Uruguai, alcançando o sudeste do Paraguai e nordeste da Argentina.

Hábitos: canta quase o ano inteiro, vocalizando sobre gramíneas e ciperáceas nas margens dos corpos d'água. Durante o dia pode recolher-se entre folhas de bromélias, local onde podem encontrar umidade ideal, mesmo nos meses de estiagem.

Alimentação: pequenos artrópodes que podem ser eventualmente encontrados, tais como ácaros, aranhas e pequenos insetos.
Reprodução: reproduz-se em ambientes lênticos temporários ou permanentes.

Predadores naturais: aranhas (aracnídeos).

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RÃ - ESPÉCIES E CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS RÃS (ANFÍBIOS)

Rã-Pimenta

Rã - Espécies e Características Gerais das Rãs (Anfíbios)

Rã-Pimenta (Leptodactylus labyrinthicus)

Características: de grande porte e muito robusto. Os machos possuem os braços maiores que o das fêmeas e apresentam espinhos sexuais na região toráxica.

Habitat: brejos, lagoas e pântanos.

Ocorrência: da Venezuela ao sudeste do Brasil e leste do Paraguai.

Hábitos: noturnos, sendo que durante o dia se escondem em locais bastante abrigados. À noite é encontrada dentro da'água nos lugares rasos parcialmente submersa ou totalmente exposta nas margens, sempre voltada para o lado da água, dentro da qual salta ao menor sinal de perigo.

Alimentação: carnívora, tanto os girinos como os adultos, podendo se alimentar de pequenos pássaros e serpentes, porém é a muito tempo conhecida principalmente por seus hábitos batraquiofágicos, ou seja, alimentam-se de outros anfíbios adultos ou mesmo de desovas de outras espécies de anfíbios.

Reprodução: sazonal, iniciando-se no mês de agosto e terminando em dezembro, com picos mais acentuados em setembro, outubro e novembro. Durante o período de reprodução, o pico de desovas sofre grande influência das chuvas, ou seja, no mês de maior precipitação pluviométrica ocorre maior número de desovas. Estas compreendem um ninho de espuma que, geralmente é encontrada entre gramíneas protegida dos raios solares. Um grande número de ovos não é fecundado e, posteriormente, é utilizado pelos girinos como dieta inicial, garantindo sua sobrevivência por um longo período dentro do ninho. Após a ocorrência das chuvas, os girinos são arrastados para o corpo d'água onde encontram alimento em abundância.

Predadores naturais: serpentes.

Rã-Leopardo-do-Norte (Rana pipiens) Rã-Leopardo-do-Norte (Rana pipiens)

A rã-leopardo-do-norte é uma espécie de rã-leopardo da família das rãs verdadeiras, nativa de partes do Canadá e Estados Unidos.

É uma espécie de rã grande atingindo cerca de 11 cm de comprimento. Ela varia do verde ao marrom na coloração dorsal com grandes manchas circulares escuras nas costas, nas laterais e nas pernas. A superfície ventral é verde claro ou branca. Os girinos são marrom escuro ou cinza, com manchas claras na parte inferior. A cauda é castanho claro.

A rã-leopardo-do-norte tem diferentes variações de cor. A mais comum é a morfia verde e a morfia marrom. Existe outra morfia conhecida como morfia burnsi. Indivíduos com a morfia burnsi não apresentam manchas nas costas, mas podem ou não tê-las em suas pernas. O albinismo também aparece nessa espécie, mas é muito raro.

As rãs-leopardo-do-norte têm uma grande variedade de habitats. São encontradas em poças permanentes, pântanos, mangues e córregos ao longo de florestas, áreas abertas e urbanas. Elas normalmente habitam corpos d'água com vegetação aquática abundante. São bem adaptadas ao frio e podem ser encontradas acima de 3.000 m de altitude.

A época de reprodução da rã-leopardo-do-norte é na primavera (março-junho, no hemisfério norte). Até 6500 ovos são colocados na água, e os girinos completam o desenvolvimento dentro de poças de reprodução. O desenvolvimento dos girinos leva de 70-110 dias, dependendo das condições.

Essa espécie já foi muito comum em partes do oeste do Canadá e dos Estados Unidos até o início do declínio durante os anos 1970. Embora a causa definitiva desse declínio seja desconhecida, a perda e fragmentação do habitat, contaminantes ambientais, peixes introduzidos, seca e doenças foram propostos como mecanismos de declínio e provavelmente estão impedindo a recuperação da espécie em muitas áreas.

As rãs-leopardo-do-norte são predadas por muitos animais, tais como serpentes, guaxinins, sapos e até humanos. Elas não produzem secreções de pele com gosto desagradável e dependem da velocidade para fugir de predadores. Elas se alimentam de uma grande variedade de animais incluindo grilos, moscas, vermes, rãs e sapos menores. Usando suas grandes bocas, elas podem até mesmo engolir pássaros e serpentes.

Rã-De-Olhos-Vermelhos (Agalychnis callidryas) Rã-De-Olhos-Vermelhos (Agalychnis callidryas)

A rã-de-olhos-vermelhos é uma espécie de rã arborícola do gênero Agalychnis, pertencente à família hylidae.

Graças aos seus grandes, salientes e brilhantes olhos vermelhos, não é difícil reconhecer a rã-de-olhos-vermelhos. Seu corpo tem uma cor verde brilhante com faixas azuis e amarelas nas laterais. É uma rã de tamanho médio. Os machos são menores que as fêmeas, medem cerca de 5,5 cm de comprimento, enquanto as fêmeas medem cerca de 7,6 cm.

As rãs-de-olhos-vermelhos passam a maior parte de suas vidas nas árvores e são grandes saltadoras. Não são venenosas e dependem da camuflagem para se protegerem. Durante o dia, permanecem imóveis, cobrem suas partes azuis com suas pernas traseiras, colocam os pés brilhantes sob seu estômago, e fecham seus olhos vermelhos. Essa postura ajuda a não perder a umidade do corpo e a mantém bem camuflada entre a folhagem e protegida de seus principais predadores, as cobras arborícolas.

São excelentes escaladoras. Seus membros são adaptados para agarrar galhos, dando-lhe uma forma característica de deslocamento lento e passos muito marcados. Elas também nadam muito bem. É uma espécie que tem atividade crepuscular e noturna. É carnívora e se alimenta de grilhos, gafanhotos, mariposas, moscas e outros insetos, caçando apenas durante a noite.

A rã-de-olhos-vermelhos habita áreas próximas a rios e lagoas nas florestas tropicais do sul do México, pela América Central até o norte da Colômbia.

Como ocorre com outros anfíbios, as rãs-de-olhos-vermelhos começam a vida como girinos em poças temporárias ou permanentes. Quando adultas, elas continuam dependentes da água para manter sua pele úmida, ficando próximas a fontes de água.

As rãs-de-olhos-vermelhos normalmente se reproduzem na estação chuvosa. Enquanto a maioria das espécies de rãs depositam seus ovos diretamente na água, a rã-de-olhos-vermelhos coloca seus ovos na parte de baixo das folhas que pendem sobre os corpos de água. Essa espécie pode viver cerca de 5 anos.

Rã-Dardo-Venenosa-Azul (Dendrobates azureus) Rã-Dardo-Venenosa-Azul (Dendrobates azureus)

A rã-dardo-venenosa-azul é uma rã de tamanho médio que pesa aproximadamente 8 gramas e tem entre 3 e 4,5 cm de comprimento. Sua pele azul brilhante serve como um aviso aos predadores.

Sua cor geralmente é mais escura em torno de seus membros e do estômago. As glândulas venenosas de alcalóides localizadas na pele servem como um mecanismo de defesa para potenciais predadores. O veneno paralisa e às vezes mata o predador. Os pontos pretos em sua pele são únicos para cada indivíduo, servindo como uma ferramenta de identificação. Cada um dos pés contém quatro dedos com discos aderentes nas pontas que servem para escalar. Essa espécie também é identificável pela característica postura corcunda.

A aparência física também difere com o sexo do animal. As fêmeas são maiores e cerca de meio centímetro maior do que os machos, mas os machos têm os dedos maiores. As pontas dos dedos dos pés nas fêmeas são redondas, enquanto os machos têm pontas em forma de coração.

Os girinos variam muito na aparência se comparados aos adultos. Eles têm uma longa cauda, cerca de 6 mm, com um comprimento total de cerca de 10 mm. Eles não têm pernas e possuem brânquias ao invés de pulmões.

A rã-dardo-venenosa-azul é um animal terrestre, mas permanece próximo de fontes de água. Essas rãs passam a maior parte do seu tempo acordadas durante o dia, saltitando em saltos curtos. Elas são muito territoriais e agressivas tanto com indivíduos da sua própria espécie como de outras espécies. Para afastar os intrusos, elas usam uma série de chamados, perseguições e lutas, que geralmente ocorrem dentro do mesmo sexo.

Embora as rãs-dardo-venenosas sejam conhecidas pelas toxinas presentes em sua pele, utilizadas nas pontas de flechas ou dardos de nativos, na realidade, apenas as espécies do gênero Phyllobates são utilizadas desta maneira, apesar de todas as rãs-dardo-venenosas terem algum nível de toxicidade. Em cativeiro, essas rãs perdem a toxicidade, como consequência da alteração da sua dieta.

Alimentando-se principalmente de insetos, como formigas, moscas e lagartas, a rã-dardo-venenosa-azul é principalmente insetívora, mas ocasionalmente se alimenta de outros artrópodes, como aranhas. A mãe fornece ovos não fertilizados para a nutrição dos girinos.

A rã-dardo-venenosa-azul se reproduz sazonalmente, geralmente durante os meses de fevereiro ou março, época das chuvas. Ambos os sexos atingem a maturidade sexual aos dois anos de idade. A expectativa de vida é em média de 4-6 anos na natureza e cerca de 10 anos em cativeiro.

A rã-dardo-venenosa-azul é encontrada em florestas tropicais do Brasil, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Rã-Dardo-Dourada (Phyllobates terribilis)Rã-Dardo-Dourada (Phyllobates terribilis)

A rã-dardo-dourada é um anfíbio endêmico da costa do Pacífico da Colômbia. Habita florestas tropicais com índices elevados de chuva (5 m ou mais), altitude entre 100-200 m, temperatura de pelo menos 26°C, e umidade relativa de 80-90%.

A rã-dardo-dourada é a maior espécie de rã-dardo-venenosa, e pode atingir um tamanho de 5,5 cm quando adulta, com as fêmeas normalmente sendo maiores que os machos. O padrão de cor é aposemática (uma coloração de alerta para avisar os predadores sobre sua toxicidade). Possui minúsculos discos adesivos em seus dedos, que ajudam na escalada de plantas. Ela também tem uma placa óssea no maxilar inferior, que dá ao animal a aparência de ter dentes, uma característica distinta não observada em outras espécies de Phyllobates. Normalmente é diurna e ocorre em três cores diferentes: verde hortelã, amarelo e laranja.

Na natureza, a rã-dardo-dourada é um animal social, vivendo em grupos de até seis indivíduos.

As principais fontes naturais de alimentos da rã-dardo-dourada são as formigas do gênero Brachymyrmex e Paratrechina, mas muitos tipos de insetos e outros pequenos invertebrados podem ser devorados, especificamente cupins e besouros, que podem ser facilmente encontrados no chão da floresta.

A rã-dardo-dourada é a mais venenosa das espécies de rãs-dardo-venenosas. Espécimes selvagens são letalmente tóxicas, e existem casos confirmados de pessoas que morreram depois de tocarem em rãs dessa espécie diretamente.

A pele da rã-dardo-dourada tem alta densidade de veneno alcalóide, um de uma série de venenos comuns nas rãs-dardo (batracotoxinas), que inibe o potencial de ação em células nervosas, deixando os músculos em um estado inativo de contração. Isso pode levar a insuficiência cardíaca ou fibrilação.

A rã-dardo-dourada não é peçonhenta, mas venenosa - animais peçonhentos possuem estrutura (presas, pinça, ferrão) para inocular veneno e usam suas toxinas para matar suas presas. Como a maioria das rãs venenosas, essa espécie usa o veneno apenas como um mecanismo de auto-defesa e não para matar presas. Esse extraordinário veneno letal é muito raro. A batracotoxina só é encontrada em três rãs venenosas da Colômbia (gênero Phyllobates) e três pássaros venenosos de Papua Nova Guiné: Pitohui dichrous, Pitohui kirhocephalus and Ifrita kowaldi.

A alta toxicidade da rã-dardo-dourada parece ser originada do consumo de pequenos insetos ou outros artrópodes, e um desses pode realmente ser a criatura mais venenosa do planeta. Cientistas acreditam que o inseto pode ser um pequeno besouro da família Melyridae. Pelo menos uma espécie desses insetos produz a mesma toxina encontrada na rã-dardo-dourada. O besouro da família Melyridae é cosmopolita. Seus parentes nas florestas colombianas poderiam ser a fonte das batracotoxinas encontradas nas altamente tóxicas rãs Phyllobates daquela região.

A rã-dardo-dourada é muito importante para as culturas indígenas locais. Os índios usam o veneno da rã nas pontas de suas flechas, que são usadas para caçar seu alimento.

Rã-Dardo-de-Pernas-Negras (Phyllobates bicolor) Rã-Dardo-de-Pernas-Negras (Phyllobates bicolor)

A rã-dardo-de-pernas-negras é a segunda mais tóxica das rãs-dardo-venenosas selvagens. Vive em florestas de várzea na região de Chocó, no oeste da Colômbia, ao longo do rio San Juan, embora algumas populações vivam mais distantes ao Sul em Quebrada Guangui. As rãs de Quebrada Guangui têm uma semelhança impressionante com as formas amarela ou laranja da rã-dardo-dourada (Phyllobates terribilis), e às vezes são confundidas por amadores.

A rã-dardo-de-pernas-negras é uma das maiores rãs-dardo-venenosas. Os machos podem atingir um comprimento de 4,5-5,0 cm do focinho à cloaca, enquanto as fêmeas ligeiramente maiores alcançam 5,0-5,5 cm de comprimento do focinho à cloaca. O nome dessa espécie se deve ao fato de seu corpo normalmente ser amarelo ou laranja com coloração azul escura ou negra nos membros posteriores e nos membros anteriores abaixo do cotovelo. Elas são menores e mais delgadas do que sua parente próxima, a rã-dardo-dourada (Phyllobates terribilis), e podem ser parecidas com os juvenis ou subadultos da Phyllobates terribilis.

Embora a sua toxicidade seja mais fraca que a da Phyllobates terribilis, a Phyllobates bicolor ainda é um animal altamente tóxico, uma das poucas rãs em que há casos confirmados de mortes humanas. Apenas 150 microgramas do seu veneno é suficiente para matar um humano adulto. Os índios geralmente aquecem a rã no fogo para fazê-la "suar" o veneno líquido para as flechas de caça. O veneno provoca a morte por parada respiratória e paralisia muscular. Pesquisas estão sendo feitas para determinar usos medicinais para essa batracotoxina. Assim como acontece com todas as rãs-flechas, espécimes em cativeiro não são tóxicas; os animais necessitam de substâncias químicas encontradas apenas em suas fontes de alimento selvagem, principalmente insetos. Em cativeiro, essas substâncias químicas não estão disponíveis em suas fontes de alimento.

A rã-dardo-de-pernas-negras é principalmente terrestre e diurna. São animais solitários, no entanto, ocasionalmente grupos selvagens podem ser encontrados. Os machos dessa espécie carregam seus girinos em suas costas. Os girinos se grudam ao muco nas costas de seu pai, e são alimentados e protegidos até que se tornem maiores. A medida em que crescem vão se tornando mais independentes e assim, abandonam o pai para começar sua vida adulta.

Rã-Pingo-de-Ouro (Brachycephalus ephippium) Rã-Pingo-de-Ouro (Brachycephalus ephippium)

Características: mede 14 mm. Caminha vagarosamente de modo característico e raramente pula. Sua cor é vistosa. Produz substância tóxica na pele, semelhante à tetrodotoxina, provavelmente com função defensiva contra predadores.

Habitat: Mata Atlântica, com maior ocorrência na Serra do Mar e da Mantiqueira.

Ocorrência: da Bahia ao Paraná.

Hábitos: diurnos. Podem ser encontrados em grande número nas manhãs ensolaradas, após fortes chuvas de verão. Os machos vocalizam sobre serrapilheira.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: desova é terrestre, composta de poucos ovos despigmentados e ricos em vitelo.

Rã-Assobiadeira (Leptodactylus fuscus) Rã-Assobiadeira (Leptodactylus fuscus)

Características: anfíbio de médio porte com focinho pontiagudo e dorso acinzentado, ornamentado com manchas marrons irregulares. Alguns indivíduos apresentam uma faixa longitudinal na região mediana do dorso. Os machos apresentam coloração escura na lateral da região gular, ao passo que nas fêmeas é branca.

Habitat: brejos, lagos e pântanos.

Ocorrência: do Panamá ao sul da América do Sul, incluindo Brasil, Bolívia, Argentina.

Hábitos: se adapta a regiões alteradas com facilidade. Vocalizam a partir do solo próximos a poças temporárias, permanentes, ou ainda, próximos à entrada das suas tocas. É uma espécie territorial que apresenta, além do "canto de anúncio", o "canto territorial". Caso o intruso não se afaste com este canto, o residente pode saltar sobre o invasor, deslocando-o. Durante o dia entocam-se em cavidades encontradas no solo e fora da temporada de vocalização, nas regiões que passam por longos períodos de seca, podem hibernar enterrados a até 32 cm de profundidade.

Alimentação: insetos e larvas.

Reprodução: o período reprodutivo parece ser altamente influenciado pelo regime pluviométrico da região onde ocorre. As tocas são construídas pelos machos em locais que logo serão alagados. As tocas levam cerca de 40 minutos para serem construídas e têm cerca de 9 cm de profundidade, 5 cm de altura e largura. As fêmeas são conduzidas até a toca e lá dentro ocorre o amplexo e a desova. Tanto os machos como as fêmeas podem permanecer nos ninhos para cuidar da prole.

Predadores naturais: são predadas por serpentes e suas desovas por larvas de besouros e aves.

Rã-Cachorro (Physalaemus cuvieri) Rã-Cachorro (Physalaemus cuvieri)

Características: de pequeno porte e coloração escura, castanho ou cinza, com mancas ou linhas irregulares e escuras. A porção interna das coxas e da região inguinal é freqüentemente avermelhada. Possui glândula cutânea semelhante a uma mancha circular escura, com centro claro, entre os ombros. Larga faixa lateral escura. O seu ventre é branco, manchado de escuro no peito e na garganta. Os machos são ligeiramente menores que as fêmeas e possuem a garganta mais escura.

Habitat: áreas abertas, como regiões de cerrado e caatinga, mas podendo também ser encontrada em regiões de mata.

Ocorrência: desde o nordeste do Brasil ao leste do Paraguai e Argentina, mas por se adaptar a regiões alteradas com facilidade podendo estar ampliando sua distribuição.

Hábitos: machos vocalizam a partir do ocaso até o meio da noite. Estes vocalizam em ambientes permanentes ou temporários, a partir do chão em área brejosa de água parada. Nestes ambientes assume, durante a noite, posição semiflutuante em pequenas depressões encharcadas do solo. Pode ser, inclusive, encontrado em pegadas de gado após as chuvas. Quando os machos estão próximos podem cantar em coro. Durante o dia podem ser encontrados sobre pedras e troncos.

Alimentação: pequenas aranhas e piolhos-de-cobra, embora tenham preferência por insetos.

Reprodução: período reprodutivo é restrito aos períodos chuvosos. As fêmeas podem desovar duas vezes por estação, tendo preferência por ambientes temporários. São depositados de 400 a 700 ovos brancos em ninhos de espuma parcialmente presos a terra ou a gramíneas. Estes ninhos são formados com o batimento dos membros posteriores dos machos sobre a desova liberada pela fêmea.

Predadores naturais: pode ser predado por serpentes e as desovas, por formigas e moscas.

Rã-Comum (Leptodactylus ocellatus) Rã-Comum (Leptodactylus ocellatus)

Características: animal robusto e de grande porte, apresentando, quando adultos, cerca de 10 cm de comprimento rostro-cloacal. S e locomove aos pulos.

Habitat: brejos, pântanos, lagos.

Ocorrência: toda América do Sul a leste dos Andes.

Hábitos: noturnos.

Alimentação: caramujos, lesmas e insetos, apanhando-os com a língua.

Reprodução: durante o período de reprodução da rã comum, o macho fica tão amoroso que procura se cruzar com qualquer coisa, até mesmo com pedras e peixes. Muitas vezes acontece dos peixes morrerem sufocados com o seu abraço apertado. Machos e fêmeas se reúnem perto de pântanos e fazem alarde de sua presença, coaxando. O acasalamento dura cerca de 24 horas. A fêmea põe de 2000 a 3000 ovos por ano que o macho cobre com esperma. Os ovos são cobertos com uma massa gelatinosa, que protege de intempérie. O girino mede cerca de 1,2 cm. Os jovens adultos são capazes de reprodução depois de três anos. Apesar da fêmea apresentar cuidado parental, os girinos desta espécie podem ser eventualmente predados por aves.

Predadores naturais: não tem muitos meios de defesa e frequentemente é tragada por peixes carnívoros, aves pernaltas e cobras. Esses numerosos predadores, porém, não ameaçam de extinção a rã comum, devido sua abundância e a rapidez com que ela se reproduz.

Ameaças: é muito utilizada pela culinária por causa de sua carne ocorrendo, assim, a sua caça. Em algumas regiões são criadas em cativeiro devido a proibição de sua caça em seu ambiente natural.

Rã-da-Mata (Eleutherodactylus binotatus) Rã-da-Mata (Eleutherodactylus binotatus) 

 Características: a Rã-da-mata (Eleutherodactylus binotatus) mede 40 mm.

Habitat: interior da mata, na beira de riachos e lagos.

Ocorrência: principalmente no Sudeste do Brasil.

Hábitos: ativos durante o dia, ao crepúsculo e à noite.

Alimentação:insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: ovos são colocados no solo e na serapilheira e apresentam desenvolvimento diret.

Rã-do-Horto (Leptodactylus cf. notoakitites) Rã-do-Horto (Leptodactylus cf. notoakitites)

Características: animal robusto de coloração castanha dorsalmente e esbranquiçada no ventre. Lateralmente apresenta um padrão dégradé indo do castanho escuro ao cinza-azulado.

Habitat: campos e florestas abertas.

Ocorrência: principalmente no Sudeste do Brasil.

Hábitos: vocaliza sobre o solo e constrói tocas onde deposita os ovos. Apresenta atividade de vocalização durante os meses chuvosos e quentes do ano durante as primeiras horas da noite. É uma espécie muito arisca, sendo dificilmente capturada.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Rã-Quatro-Olhos (Physalaemus nattereri)Rã-Quatro-Olhos (Physalaemus nattereri)

Características: de médio porte, com cerca de a 3 cm de comprimento rostro-cloacal. Possui coloração dorsal marrom, rajado transversalmente de preto. Na interface entre o fundo marrom e as faixas negras pode apresentar finas linhas brancas.

Habitat: áreas abertas.

Ocorrência: Nordeste, Centro e Sudeste do Brasil.

Hábitos: os machos vocalizam durante a estação chuvosa em bordas de poças temporárias. Tipicamente fossorial e pode enterrar-se rapidamente, com auxílio de calos em formas de pequenas pás nas patas traseiras, quando ameaçado, mesmo estando em amplexo. Ademais, pode arquear-se exibindo duas grandes manchas negras (glândulas) na região posterior do dorso, lembrando dois grandes olhos. Esse comportamento deve assustar possíveis predadores. Além disso, é uma região secretora de veneno que pode ser fatal a pequenos predadores ou curiosos.

Alimentação:insetos em geral (insetívoros).
Rã-Quatro-Olhos
Reprodução: as fêmeas chegam à poça cerca de dois dias após o início da vocalização dos machos. O amplexo ocorre na água e dura, em média, de 20 a 80 minutos, mas pode perdurar por 10 horas até a postura. Essa espécie pode copular duas vezes na mesma estação reprodutiva, pondo cerca de 6000 ovos na primeira desova e cerca de 2500 ovos na segunda. Os machos são os responsáveis por formar o ninho de espuma batendo com as pernas traseiras na secreção gelatinosa expelida pela fêmea.

Predadores naturais: tanto os ovos como os girinos podem ser atacados por formigas lava-pés e os adultos por raposinhas.

Ranzinha (Eleutherodactylus guentheri) Ranzinha (Eleutherodactylus guentheri)

Ranzinha (Eleutherodactylus guentheri) é uma espécie de anfíbio da família Leptodactylidae.

Características: mede cerca de 35 mm.

Habitat: Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude e regiões subtropicais ou tropicais húmidas de alta altitude.

Ocorrência: Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Brasil e possivelmente no Paraguai. No Brasil ocorre em maior quantidade na Região Sudeste.

Hábitos: alguma atividade noturna, ao crepúsculo e à noite. Os machos vocalizam no final da tarde e no início da noite.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: desenvolvimento direto, depositando a desova em locais abrigados no solo e na serrapilheira.

Está ameaçada por perda de habitat.

Rã-Comum (Physalaemus centralis) Rã-Comum (Physalaemus centralis)

Características: pequeno porte, com pouco mais de 3 cm de comprimento, de coloração escura, castanho ou cinza, com mancas ou linhas irregulares e escuras. O seu ventre é mais claro, geralmente branco, apresentando, nos machos, manchas escuras na garganta, indicando a presença dos sacos vocais.

Habitat: áreas abertas, como regiões de cerrado, mas também pode ser encontrada em regiões de mata (nas clareiras geralmente).

Ocorrência: em todos os estados brasileiros com maior ocorrências nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

Hábitos: machos vocalizam em ambientes temporários, a partir do chão em área brejosa de água parada, assumindo posição semiflutuante em pequenas depressões encharcadas do solo. Durante o dia podem ser encontrados sobre pedras e troncos.

Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: período reprodutivo é restrito aos períodos chuvosos. Os ovos são depositados em ninhos de espuma parcialmente presos a terra ou a gramíneas. Estes ninhos são formados com o batimento dos membros posteriores dos machos sobre a desova liberada pela fêmea.

Rã-do-Capim (Eleutherodactylus juipoca)

Características: mede cerca de 20 mm.

Habitat: borda das matas próximo aos rios.

Ocorrência: planalto do sudeste do Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), ocorrendo em regiões de morros ou relevo ondulado.

Hábitos: os machos vocalizam empoleirados sobre vegetação herbácea. No final da tarde e no início da noite vocalizam na borda da mata sempre distantes de corpos d'água.
Alimentação: insetos em geral (insetívoros).

Reprodução: sua função reprodutiva é desconhecida; provavelmente a desova é depositada em locais abrigados, no solo.

Rãzinha-Pintada (Chiasmocleis albopunctata) Rãzinha-Pintada (Chiasmocleis albopunctata)

Características: cabeça bastante pequena com faixas brancas em sua região anterior. Lateralmente apresenta pontuações brancas, mas a coloração dorsal predominante é o marrom.

Habitat: matas nas florestas de transição entre o Amazônia, Cerrado e o Pantanal.

Ocorrência: Brasil, Bolívia e Paraguai.

Hábitos: os machos vocalizam nas margens de poças temporárias, ou mesmo boiando na superfície da água. A vocalização dos machos é bastante alta (em volume) e pode ser confundida com o som emitido por grilos ou gafanhotos.

Alimentação: insetos em geral.

Reprodução: a reprodução ocorre durante um período muito curto do ano (alguns dias), logo após as chuvas do verão.

14 Novas Espécies de 'Rãs Dançarinas' Foram Descobertas na Índia

Foram descobertas, por um grupo de cientistas na Índia, 14 novas espécies de  rãs únicas no mundo, consideradas "relíquias viventes", embora seu habitat esteja cada vez mais ameaçado. Esse anfíbio conhecido como "rã dançarina", pelo movimento das patas traseiras dos machos durante o cortejo, só é encontrado em Western Ghats, uma cordilheira ao oeste da Índia em frente ao mar da Arábia, disse o cientista Sathyabhama Dás Biju.

O trabalho científico foi dirigido por este especialista em anfíbios, um reconhecido biólogo da Universidade de Délhi, que estudou durante 12 anos essas espécies com outros especialistas de diferentes centros do gigante asiático.

A investigação, publicada no "Ceylon Journal of Science", é fruto do trabalho de campo realizado nos estados indianos de Kerala, Tamil Nadu, Karnataka e Maharashtra. Análises de DNA e características morfológicas foram indispensáveis na identificação das novas espécies.

As rãs pertencem à família das Micrixalidae e a um gênero único da Índia, denominado Micrixalus, do qual eram conhecidas outras 11 espécies até agora e cujas origens se remetem há 85 milhões de anos, o que justifica a consideração de "relíquias viventes".

Rã dançarina
Foram descobertas 14 novas espécies desta rã, que é um tipo único no mundo (Foto: Satyabhama Das Biju/AP)
Rã dançarina
"Rã dançarina" que foi encontrada por cientistas na Índia (Foto: Satyabhama Das Biju/AP)
Estes pequenos animais vivem em correntes rápidas de água nas montanhas, em um habitat no qual 75 novos anfíbios foram descobertos nos últimos 15 anos. Segundo a fonte, uma centena de espécies ainda pode ser descrita cientificamente no local.

No entanto, os locais onde vivem se mostram cada vez mais ameaçados pela ação humana. Por isso as novas espécies "requerem ações imediatas para sua conservação", já que a maioria vive em áreas sem proteção ambiental, advertem os cientistas.

O trabalho realizado pelos cientistas pôs em evidência a fragilidade do local, "altamente degradado e ameaçado pela pressão humana", com consequências como a dissecação dos riachos vitais para a sobrevivência dessas rãs consideradas "espécies raras".
Rã Ameerega Trivittatus

Ameerega trivittata - (Foto: Hermann Knupfer)

Rã Ameerega Trivittatus (Ameerega Trivittata)

Reino: Animalia
Filo: Cordados
Classe: Lissamphibia
Ordem: Anura
Família: Dendrobatidae
Gênero: Ameerega
Espécie/Nome Científico: Ameerega trivittata

Ameerega trivittatus, anteriormente Epipedobates trivittatus, é uma espécie de anfíbio da família Dendrobatidae. É encontrada na Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela, Equador, possivelmente, e, possivelmente, na Guiana Francesa. Os seus habitats naturais são: florestas de terras baixas úmidas tropicais ou subtropicais e pântanos de água doce intermitentes. Está ameaçada por perda de habitat.

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