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Vermes | Tipos de Vermes


Vermes | Tipos de Vermes


Vermes | Tipos de VermesNome popular dos seres vivos pluricelulares pertencentes aos filos platelmintos e nematelmintos do reino Metazoa. Apresentam corpos tubulares alongados, que podem ser achatados (platelmintos) ou cilíndricos (nematelmintos). Alguns têm vida livre e vivem no mar, rios ou ambientes terrestres, e outros são parasitas, ou seja, vivem às custas dos animais hospedeiros. Os parasitas causam doenças infecciosas e parasitárias como ascaridíase, amarelão, cisticercose, esquistossomose e teníase ou solitária.

Platelmintos Dividem-se em três classes tuberlários, trematódeos e cestódeos de acordo com o modo de vida (livre ou parasitária). Os tuberlários, como a planária (Dugesia tigrina), são seres de vida livre. Os trematódeos podem ser ectoparasitas (vivem externamente ao hospedeiro), como o Gyrodactylus, que habita as brânquias de certos peixes, ou endoparasitas (vivem e reproduzem-se no interior do hospedeiro). Exemplos de endoparasitas são a Fasciola hepatica, que habita o fígado do carneiro, e o Schistosoma mansoni, que causa a esquistossomose. No ciclo de vida de um trematódeo, os vermes adultos produzem ovos que são eliminados do hospedeiro definitivo (homem) e originam vários estágios larvais relacionados ao hospedeiro intermediário (molusco aquático). Os cestódeos são todos endoparasitas, como as tênias. As formas adultas da tênia produzem a teníase no hospedeiro definitivo (o homem) e as formas larvais são responsáveis pela cisticercose, na qual o homem serve como hospedeiro intermediário.

Nematelmintos Os nematelmintos podem ter vida livre ou ser parasitas de plantas e animais. Neste caso, os vermes adultos habitam a cavidade intestinal do hospedeiro e produzem ovos, que eliminados pelas fezes contaminam a água e os alimentos. Em seu ciclo de vida não há hospedeiro intermediário. O nematelminto parasita mais conhecido é o Ascaris lumbricoides, a lombriga, que provoca a ascaridíase. Outros exemplos de nematelmintos são o Necator americanus e o Ancylostoma duodenale, que habitam o intestino humano e provocam a doença conhecida como amarelão.


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Hematófagos | Parasitas que se Alimentam de Sangue

Hematófagos | Parasitas que se Alimentam de Sangue

Hematófagos | Parasitas que se Alimentam de SangueUm hematófago é um parasita que se alimenta de sangue.

A palavra é formada por radicais do grego: Haima (de haimatos): "sangue" e Phagein: "comer".
Animais hematófagos

    Pernilongos (mosquitos em alguns lugares)
    Piolhos
    Carrapatos
    Borboletas
    Pulgas
    Algumas espécies de morcegos como Diaemus youngi, Desmodus rotundus e Diphylla ecaudata
   
Barbeiros

Sanguessugas.

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Cadeia Alimentar | Funcionamento da Cadeia Alimentar

Cadeia Alimentar | Funcionamento da Cadeia Alimentar

Cadeia Alimentar | Funcionamento da Cadeia AlimentarDentro da cadeia alimentar ocorre a transferência de energia e nutrientes que segue a seguinte ordem: produtores (plantas), consumidores (animais herbívoros e carnívoros) e decompositores (fungos e bactérias).

Entendendo o funcionamento da cadeia alimentar

No que diz respeito aos nutrientes, este transporte é finalizado quando eles retornam aos produtores (processo facilitado pelos decompositores) podendo ser reaproveitados na forma de compostos mais simples. No caso da energia, esta não pode ser reaproveitada.

O primeiro nível da cadeia alimentar é formado por seres autotróficos (produtores) que sintetizam a matéria orgânica a partir de substâncias minerais e convertem a energia luminosa em energia química. Fazem parte deste primeiro nível as plantas verdes, as cianofíceas e algumas bactérias que realizam a fotossíntese.

Os demais níveis são formados por seres heterotróficos. Ao contrário do primeiro nível, estes seres não são capazes de produzir sua própria energia, por isso, eles necessitam de substâncias orgânicas produzidas por outros organismos. Fazem parte deste grupo todos os animais (herbívoros e carnívoros) e os decompositores (fungos e bactérias).

Os herbívoros pertencem ao segundo nível da teia alimentar. Estes animais são conhecidos como consumidores primários, pois se alimentam diretamente dos produtores.

Os carnívoros são seres vivos que se alimentam de outros animais. O carnívoro que se alimenta do animal herbívoro, é chamado de consumidor secundário.

Os decompositores são seres que se alimentam de matéria morta e excrementos. Eles possuem uma função muito importante dentro do ecossistema, pois transformam as substâncias orgânicas em substâncias minerais, sendo que estas, servirão novamente de nutrientes para os produtores como as plantas verdes.

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Vírus | Tudo Sobre os Vírus

Vírus | Tudo Sobre os Vírus

Vírus | Tudo Sobre os VírusVírus é um micro-organismo que pode infectar outros organismos biológicos. Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente reproduzem-se pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (bactérias e cianofíceas). Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA) cercada por alguma forma de cápsula protetora consistente de proteína, ou proteína e lipídio. Das 1.739.600 espécies de seres vivos, os vírus representam 3.600 espécies.

O primeiro vírus a ser descoberto foi o do "mosaico do tabaco", após os trabalhos de Dimitri Ivanovski e de Martinus Beijerinck.

Etimologia
A palavra vem do Latim e significa venenos. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral.

Em Português, o plural do termo vírus é igual ao singular. As palavras em latim também aparentam não possuir uma versão em plural. Virii poderia ser o plural da palavra virius, e viri era o plural da palavra vir, que significa homem. Veja vírus para mais informações (em inglês).

Estrutura viral
Os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de Transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo.

Vírus tipicamente consistem de uma cápsula de proteína, uma estrutura proteinácea (o capsídeo) que armazena e protege o material genético viral. O envelope, normalmente derivado da membrana celular do hospedeiro anterior, envolve o capsídeo em alguns virus, enquanto noutros não existe, sendo o capsídeo a estrutura mais externa. Ele protege o genoma viral contido nele e também provém o mecanismo pelo qual o vírus invade seu próximo hospedeiro.

O capsídeo e o envelope viral
O capsídeo é formado por proteínas. Pode ter estrutura helical, icosaédrica e outras, e é geralmente extremamente regular. Em muitos virus o capsídeo é a estrutura externa, noutros casos, existe o envelope de estrutura bílipidica composto por fosfolípidos e algumas proteínas membranares, semelhante às membranas celulares das células, de quem é "roubado". O capsídeo e o envelope guardam o frágil ácido nucleico, DNA ou RNA.

Esta porção periférica possibilita ao vírus identificar as células que ele pode parasitar e, em certos vírus, facilita a penetração nas mesmas.

Os príons (ou priões), agentes sub-virais, não possuem ácido nucleico. São proteínas alteradas que têm a capacidade de converter proteínas semelhantes mas não alteradas à sua configuração insolúvel, precipitando em cristais que causam danos às células.

O genoma viral
Os vírus e agentes sub-virais possuem apenas pouco ácido nucleico, e até pouco tempo acreditava-se que possuíam apenas um deles, ou DNA ou RNA, entretanto, descobriram-se vírus com DNA e RNA, ao mesmo tempo (Os príons, agentes sub-virais, não possuem ácido nucleico algum), diferente dos outros seres vivos, que possuem os dois (Claro que, o Protobionte tinha apenas RNA, e é possível que as nanobactérias também tenham apenas RNA, que nos outros seres vivos é usado com o DNA para traduzir o código, mas acredita-se que o RNA também possa conter traços genéticos).

É nesta porção central possuidora da informação genética, que estão contidas, em código, todas as informações necessárias para produção de outros vírus iguais.

Vírus: seres vivos ou seres não vivos?
Um vírus sequestra o mecanismo celular do seu hospedeiro para criar mais partículas de vírus por forma a completar o seu ciclo de vida. Estes parasitas, a nível molecular, forçam as enzimas das células parasitadas a trabalharem para formar novos vírus em vez dos próprios componentes que a célula necessita.

Os vírus são entes naturais que nem podem ser considerados seres vivos nem seres não vivos, de acordo com as definições mais comuns para estes conceitos. Podem reproduzir-se e mostrar hereditariedade, mas são dependentes das complexas enzimas de seus hospedeiros, e podem de várias formas ser tratados como moléculas ordinárias (por exemplo, eles podem ser cristalizados).

São parasitas obrigatórios, e não possuem forma de reprodução independente de seus hospedeiros. Da mesma forma que a maioria dos parasitas, eles têm um certo número de hospedeiros específicos, algumas vezes específicos a apenas uma espécie (ou até mesmo limitados a apenas um tipo de célula da espécie) e em outros casos, mais abrangente. Os vírus que atacam as células animais não atacam as vegetais e vice-versa. No entanto, existem alguns vírus vegetais que se multiplicam nas células de insectos, que os disseminam de uma planta para a outra.

Quando estão fora do organismo do seu hospedeiro, cristalizam e comportam-se como qualquer pedaço de matéria inanimada.

As origens
A origem dos vírus não é inteiramente clara, porém a explicação atualmente favorecida é que eles sejam derivados de seus próprios hospedeiros, originando-se de elementos transferíveis como plasmídeos ou transposons (elementos transponíveis, são segmentos de DNA que têm a capacidade de mover-se e replicar-se dentro de um determinado genoma). Também tem sido sugerido que eles possam representar micróbios extremamente reduzidos, que apareceram separadamente no caldo primordial que deu origem às primeiras células, ou que as diferentes variedades de vírus terão tido origens diversas e independentes. Quando não estão se reproduzindo, os vírus não manifestam nenhuma atividade vital: não crescem, não degradam nem fabricam substancias e não reagem a estímulos. No entanto, a sua capacidade reprodutiva é assombrosa: um único vírus é capaz de produzir, em poucas horas, milhões de novos indivíduos.

Outras partículas infectantes que são tão simples estruturalmente quanto os vírus incluem os viroides, virusóides, Satellite, Deltavirus (que na verdade são sattelites/viróides), e príons.

Doenças humanas virais
Exemplos de doenças causadas por vírus incluem a caxumba, sarampo, hepatite, dengue, poliomielite, febre amarela.Também há a gripe, que é causado por uma variedade de vírus; a varicela ou catapora; varíola; meningite viral; AIDS, que é causada pelo HIV. Recentemente foi mostrado que o câncer cervical é causado ao menos em partes pelo papilomavirus (que causa papilomas, ou verrugas), representando a primeira evidência significante em humanos para uma ligação entre câncer e agentes infectivos.

Prevenção e tratamento de doenças virais

Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro, os vírus tornam-se difíceis de matar. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são, até agora, as vacinas para previnir as infeções, e drogas que tratam os sintomas das infeções virais. Os pacientes frequentemente pedem antibióticos, que são inúteis contra os vírus, e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias. Diz-se, às vezes, que a ação prudente é começar com um tratamento de antibióticos enquanto espera-se pelos resultados dos exames para determinar se os sintomas dos pacientes são causados por uma infecção por vírus ou bactérias. Principais viroses humanas: gripe, hepatite (A, B e C), caxumba, sarampo, varicela (catapora), AIDS, raiva (hidrofobia), dengue, febre amarela, poliomelite (paralesia infantil), rubéola.

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10 Espécies de Animais Descobertas Recentemente

10 Espécies de Animais Descobertas Recentemente

Apesar de conhecermos muitas espécies de animais, a verdade é que ainda existem muitas por aí que não foram descobertas pela ciência. É por isso que novas espécies são catalogadas todos os anos por pesquisadores. Para ficar atualizado, nesta galeria você confere algumas das descobertas mais legais dos últimos anos.

10 Espécies de Animais Descobertas Recentemente
Olinguito (Bassaricyon neblina)
Olinguito (Bassaricyon neblina) - Pesquisadores do Instituto Smithsonian, dos EUA, registraram em agosto de 2013 um novo animal carnívoro no mundo ocidental. A descoberta aconteceu 35 anos após o último registro. O olinguito habita matas na América Latina, é parecido com guanixins e se alimenta de pequenos insetos e frutas.
Caquetá titi (Callicebus caquetensis)
Caquetá titi (Callicebus caquetensis) - Em 2010, uma equipe de pesquisadores encontrou uma nova espécie de macaco: o Caquetá titi. Esse pequeno mamífero de barba ruiva foi localizado no sul da Colômbia, em meio à floresta amazônica. Segundo os cientistas, o animal corre risco de extinção, já que sua população é de cerca de 250 animais adultos.
Crystal Frog
Crystal Frog - Em 2009, uma expedição de cientistas na fronteira entre Peru e Equador descobriu várias espécies. Entre elas, uma das que mais se destaca é o Crystal Frog ('Sapo de cristal', em tradução literal). Ele tem a pele transparente e, por isso, é possível ver seus órgãos internos funcionando.
Haptoclinus dropi
Haptoclinus dropi - Esta é outra descoberta do Instituto Smithsonian (EUA). O pequeno peixe de dois centímetros tem as barbatanas coloridas e é encontrado em uma profundidade do oceano que é pouco pesquisada. Isso porque ela é profunda demais para mergulhadores, ao mesmo tempo em que é mais rasa do que a profundidade que submarinos de águas profundas costumam atingir.
Himantura tutul
Himantura tutul - Cientistas do Institut de recherche pour le développement (IRD) descobriram essa nova espécie de raia venenosa. Ela pode chegar a 1,5 m de largura (e até 4 m de comprimento), mas, como dá pra ver, sua característica mais reconhecível é a padronagem parecida com a de um leopardo.
Sea Pig (Holothuroid)
Sea Pig (Holothuroid) - Esses animais, também chamados de pepinos-do-mar, são alguns dos mais abundantes habitantes da costa da Antártica. Eles foram descobertos pela equipe internacional de pesquisa a bordo do navio BAS Royal Research Ship James Clark Ross
Lêmure-anão Lavasoa (Cheirogaleus lavasoensis)
Lêmure-anão Lavasoa (Cheirogaleus lavasoensis) - Encontrados nas Montanhas Lavasoa, em Madagascar, existem apenas 50 indivíduos dessa nova espécie de lêmure. Ele é um animal com hábitos noturnos e prefere ambientes úmidos.
Lyre sponge (Chondrocladia lyra)
Lyre sponge (Chondrocladia lyra) - Em 2012, essa espécie de esponja carnívora foi encontrada por um time de pesquisadores do Monterey Bay Aquarium Research Institue (MBARI). Ela foi localizada na costa norte da Califórnia, cerca de 3400 metros de profundidade. Seu nome ('Lyre sponge', algo como 'Esponja Lira') foi inspirado por sua estrutura corporal, que lembra uma lira ou uma harpa.
Macaco-Lesula (Cercopithecus lomamiensis)
Macaco-Lesula (Cercopithecus lomamiensis) - Descoberto em 2007 e confirmado em 2012, o Lesula é a segunda espécie de macaco a ser encontrada na África desde 1984. O animal habita as florestas da República Democrática do Congo e tem como principal característica a coloração azul de sua bunda.
Sibon noalamina
Sibon noalamina - Outra espécie descoberta em 2012, esta serpente habita uma área muito usada para mineração no Panamá. Como a atividade está destruindo seu habitat natural, o nome 'Sibon noalamina' foi escolhido como forma de protesto. É que, em espanhol, 'no a la mina' quer dizer algo como 'não às minas'.

Inquilinismo em Biologia

Inquilinismo em Biologia

Plantas epífitas, um exemplo de inquilinismo
Inquilinismo é um tipo de relação ecológica entre organismos de diferentes espécies. O inquilinismo é definido como uma associação interespecifica harmônica, na qual apenas uma espécie é beneficiada sem, entretanto, existir prejuízo para a outra espécie associada. O inquilino obtém abrigo (proteção) ou ainda suporte no corpo da espécie hospedeira. Inquilinismo também pode ser definido como um caso específico do comensalismo.

Um exemplo clássico é o caso da interação existente entre orquídeas ou bromélias e as árvores em cujo tronco se instalam (não há postura de parasitismo). Estas plantas são classificadas como epífitas (epi = em cima), esse tipo de inquilinismo é denominado epifitismo.

Um outro exemplo de inquilinismo é a interação existente entre o peixe-agulha (gênero Fierasfer) e as holotúrias ou pepinos-do-mar (Equinodermos). Esse pequeno peixe, quando perseguido por algum inimigo natural, procura uma holotúria e penetra em seu ânus, abrigando-se no tubo digestivo desse equinodermo. Também no mar há o exemplo das rêmoras que se prendem no dorso dos tubarões.

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Antraz, Bacillus Anthracis (Anthrax)


Antraz, Bacillus Anthracis (Anthrax)

#Antraz, Bacillus Anthracis (Anthrax)O Bacillus anthracis é o causador do Anthrax, uma doença infecciosa que se manifesta nos humanos de três formas clínicas: cutânea, gastrointestinal e respiratória, esta podendo ser letal.

É uma zoonose. Os animais são infectados através da ingestão de esporos ao pastarem em solos contaminados ou comerem alimentos com o bacilo. Em condições normais o homem é infectado através da ingestão de carnes contaminadas, por exposição a carcaças, pele, lã, pelos contaminados ou inalação dos esporos. Esta bactéria apresenta uma cápsula protetora que lhe confere tamanha resistência à fagocitose, vencendo as defesas do hospedeiro.

Devido a esta alta resistência, fácil reprodução, baixo custo e grande poder de infecciosidade, o bacilo passou a ser estudado como arma biológica, desde o início do século XX. Foi usado com tal propósito na II Guerra Mundial e o principal objetivo da Guerra do Golfo (1991) foi a destruição das instalações onde estes armamentos estavam estocados. Em 2001 nos EUA, esporos de Anthracis foram enviados a dirigentes com o intuito de bioterrorismo.

O conhecimento científico sendo usado contra os próprios homens, deriva de uma total falta de consciência, ética e profissionalismo, que devem ser contidos para o bem estar da humanidade e da natureza. Este trabalho pretende fazer uma abordagem sobre a utilização do Bacillus anthracis como arma biológica, principalmente no bioterrorismo, elucidando a sua importância biológica e clínica, assim como a postura ética dos cientistas que detém o conhecimento específico sobre os aspectos gerais do bacilo e da doença.

Ele é grande e forma esporos, é encontrado em todo o mundo. Os animais são infectados através da ingestão do bacilo, pastando em solo contaminado, por exemplo. O homem é contaminado através da ingestão de carne contaminada ou contato com o corpo de animal morto contaminado, bem como em contato com sua pele, lã ou ossos.

A vacina reduziu bastante os casos, chegando a ser registrado apenas um por ano nos Estados Unidos. Há registros de vários casos no referido país em 2001, mas acredita-se ser produto de uma infecção proposital podendo ser resultante de terrorismo biológico.

As maiores incidências naturais do Antraz são na África e na Ásia, pois ainda não há difusão da vacina.

O Antraz
Doença também chamada de antrax, anthrax ou carbúnculo. Acredita-se que é uma das doenças descritas pelos romanos. É considerada a quinta praga descrita em Êxodo. Seu nome tem origem na palavra grega anthrakis que significa carvão. Essa associação com carvão deve-se a natureza das lesões provocadas pelo antraz.

O desenvolvimento do Antraz
Os macrófagos fagocitam (processo de eliminação) os esporos no local de entrada, estes então germinam em bactérias que lançam toxinas no corpo. Os esporos vão até linfonodos traquiobrônquicos sendo ingeridos e por fim germinam. A toxina proveniente da multiplicação do bacilo gera hemorragias, edemas e necroses.

As formas de Antraz
Há três tipos de Antraz, o Antraz cutâneo (mais comum naturalmente), gastrointestinal, e o antraz de inalação (que é naturalmente raro só foram diagnosticados 18 casos em todo o século XX).

O tratamento do Antraz
É necessário um forte tratamento com antibióticos ao menor sinal da doença. Anteriormente o tratamento era realizado com penicilina, mas atualmente é feito com ciprofloxacina 400 mg IV a cada 8-12 horas ou doxicilina 200 mg IV seguido de 100 mg IV a cada 12 horas.

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Os Microrganismos

Os Microrganismos: Como São os Microrganismos?Os Microrganismos: Como São os Microrganismos? 

Os Microrganismos são seres muito pequenos que não podem ser vistos a olho nu e, para enxergá-los, precisa-se da ajuda de um MICROSCÓPIO, que nada mais é do que um instrumento que aumenta a imagem de um objeto através de um sistema de lentes. Dentre os seres microscópicos, tem-se as BACTÉRIAS, alguns FUNGOS (leveduras e bolores), os PROTOZOÁRIOS, as ALGAS microscópicas e os VÍRUS (estes últimos são tão pequenos que para enxergá-los é preciso usar microscópio eletrônico).

Onde os Microrganismos Vivem?

Os microrganismos encontram-se distribuídos em praticamente todos os lugares da natureza. Estão no ar, na água (mares, rios, lagos e água subterrânea) e no solo. Podem ser encontrados em maiores quantidades em lugares onde existe grande quantidade de alimentos (matéria orgânica e inorgânica), umidade e temperatura apropriada para que possam crescer e se reproduzir.

Como São os Microrganismos?

BACTÉRIAS: São seres unicelulares, procarióticos e microscópicos, que podem viver em qualquer ambiente. A maioria das bactérias aquáticas não ultrapassa 1 micrômetro (µm), embora algumas delas possam medir vários micrômetros. Para você imaginar qual é o tamanho de um micrômetro, pegue uma régua e olhe quanto mede um milímetro; agora, imagine este um milímetro dividido por mil. Pois é, cada uma das divisões resultantes mede um micrômetro. As bactérias recebem nomes especiais, de acordo com suas diferentes formas. Se o formato é esférico, são chamadas cocos. Estes podem estar isolados ou viver em grupos. Se tem forma de bastonete, são chamadas de bacilos. Se a forma for de espiral, chama-se espirilo. Caso a bactéria se assemelhe a uma vírgula, denomina-se vibrião. Quanto à respiração, as bactérias podem ser aeróbias ou anaeróbias. Chamam-se aeróbias as que fazem uso do oxigênio. As anaeróbias vivem na ausência desse gás, e são encontradas principalmente no sedimento (fundo) de ambientes aquáticos. Quanto à nutrição, as bactérias obtêm seu alimento de matéria orgânica morta, animal ou vegetal, e são chamadas de saprófitas. Há espécies de bactérias que produzem o seu próprio alimento, o que pode ser feito por fotossíntese ou quimiossíntese. Até os anos 80 já haviam sido descritas cerca de 2020 espécies.

Protozoários: São protistas unicelulares e eucarióticos, que ocorrem como células isoladas ou em colônias de células, e apresentam dimensões predominantemente microscópicas (4µm a 350µm). Os protozoários podem ser dividos em quatro grupos: ciliados , amebas (ou sarcodina), flagelados (ou mastigóforos) e esporozoários (protozoários parasitas). A maioria deles é desprovida de clorofila, embora alguns apresentem algas simbiontes, como é o caso de Paramecium bursaria. Assim como as bactérias, os protozoários podem ser aeróbios ou anaeróbios, exibir vida livre ou associar-se a outros organismos. A locomoção é um critério muito importante na diferenciação dos grupos de protozoários. Estes podem se locomover por meio de pseudópodos, flagelos e cílios. Os protozoários se reproduzem assexuada e sexuadamente.

Fungos: São organismos eucariontes, podendo ser unicelulares ou pluricelulares. Os fungos unicelulares são chamados de leveduras, apresentam forma oval e são maiores que as bactérias. São heterotróficos e apresentam reprodução assexuada ou sexuada. A maioria dos fungos obtém seu alimento decompondo a matéria orgânica do corpo de organismos vegetais e animais mortos, sendo chamados de saprófitos. Podem ser parasitas, ou seja, vivem à custa de outro ser vivo, prejudicando-o ou podendo até matá-lo; podem estar associados a outros seres e ambos se beneficiam, sendo a relação chamada de mutualismo. Nos ambientes aquáticos são encontrados os Hyphomycetes, importantes na decomposição do material vegetal morto, e geralmente presentes em folhas e ramos de árvores que caem na água. Já foram descritas cerca de 10.000 espécies.

Algas: São organismos eucariontes fotossintetizantes. Apresentam grande variedade de formas e se reproduz assexuada ou sexuadamente. As algas consideradas dentro da microbiologia são as unicelulares. As algas são abundantes tanto em águas doces quanto em águas salgadas. Como organismos fotoautotróficos são encontrados na zona eufótica (com incidência de luz) dos corpos de água. As algas são classificadas de acordo com a sua estrutura e seus pigmentos. As algas são muito importantes na cadeia alimentar aquática, pois produzem oxigênio (O2) e carboidratos, a partir de dióxido de carbono (CO2), que são utilizados por outros organismos da cadeia trófica.

Classificação dos Microrganismos de Acordo com Sua Relação com Oxigênio

Os microrganismos podem crescer na presença ou ausência de oxigênio e, neste aspecto, podem ser classificados em:

Aeróbios: são os microrganismos que normalmente requerem oxigênio para crescer.
Facultativos: são os microrganismos que crescem na presença de oxigênio ou na ausência dele (anaerobiose).

Anaeróbios: são os microrganismos que ou crescem na presença de baixas concentrações de oxigênio, os chamados de anaeróbios facultativos, ou morrem quando estão na presença deste gás; estes são os chamados de anaeróbios estritos.

Microaerófilos: são organismos aeróbios, porém somente crescem em concentrações de oxigênio menores que a do ar (entre 1% e 15%).

Classificação dos Microrganismos de Acordo com Sua Diversidade Metabólica
Os microrganismos necessitam de uma fonte de carbono (gás carbônico (CO2) ou carbono orgânico) e de uma fonte de energia (luz ou energia derivada da oxidação de compostos orgânicos ou inorgânicos). Os microrganismos que usam a luz como fonte de energia podem ser:

Fotoautotróficos: são organismos que usam a luz como fonte de energia e o carbono inorgânico (CO2) como fonte de carbono. São representados pelas bactérias fotossintetizantes (cianobactérias), bactérias sulfurosas púrpura (exemplo: Chromatium) e bactérias sulfurosas verdes (exemplo: Chlorobium), algas e plantas verdes. Existem cerca de 60 espécies de bactérias fotoautotróficas.

Fotoheterotróficos: usam luz como fonte de energia e compostos orgânicos (álcool, carboidratos, ácidos orgânicos, etc.) como fonte de carbono. São as bactérias verdes não sulfurosas (exemplo: Chloroflexus) e as bactérias púrpuras não sulfurosas (exemplo: Rhodopseudomonas ).

Os microrganismos que obtêm energia através da oxidação de compostos orgânicos ou inorgânicos podem ser classificados em:

Quimioautotróficos: usam os compostos químicos (gás sulfídrico (H2S), enxofre elementar (S), amônia (NH3), gás hidrogênio (H2), nitrato (NO3-), nitrito (NO2-) e ferro (Fe2+) como fonte de energia e usam o CO2 como fonte de carbono.

Quimioheterotróficos: são organismos que usam compostos orgânicos como fonte de energia e de carbono. Este grupo inclui a maioria das bactérias, fungos e protozoários.

BIOLOGIA CELULAR - RELAÇÃO ECOLÓGICA COM O SURGIMENTO DA VIDA NA TERRA

Biologia Celular  e o Surgimento da Vida na Terra

Biologia Celular  e o Surgimento da Vida na Terra

Biologia (do grego bios = vida; logos = estudo) é a ciência que estuda o ser vivo, desde a sua forma (morfologia) e função (fisiologia), até o seu relacionamento com diversos seres vivos e com o ambiente.
Surgimento da Vida na Terra
Célula: pequena unidade envolvida por membranas e preenchida por uma solução aquosa de agentes químicos, dotada de uma extraordinária capacidade de criar cópias de si mesma pelo aumento e posterior divisão.

O Surgimento da Vida na Terra

Abordagem Histórica
O surgimento da vida em nosso planeta é um grande mistério. Desde a Grécia Antiga até os dias de hoje existem relatos sobre o assunto com o objetivo de procurar respostas.

Abordagem HistóricaAté a metade do século XIX, as ideias baseavam-se na abiogênese ou Teoria da Geração Espontânea, que afirmava que os seres vivos surgiam da matéria bruta, espontaneamente. Para que isso ocorresse, haveria a intervenção do princípio ativo (o sopro de animação), para transformar a matéria bruta em matéria viva.

Aristóteles chegou a afirmar que os crocodilos do Rio Nilo surgiam da lama. Paracelso, médico suíço do século XVI, descreveu o processo de geração espontânea de sapos, tartarugas e ratos a partir do ar, da água, da palha, da madeira em decomposição, entre outros materiais. Van Helmont, cientista belga do século XVII, inventou a “receita” para criar camundongos: uma camisa suada em contato com gérmen de trigo, deixada em lugar escuro, após 21 dias, produziria uma ninhada de camundongos. Nesse caso, o suor humano seria o princípio ativo.

No século XVII, o naturalista italiano Francisco Redi realizou “experiências controladas” para provar que os “vermes” encontrados nos cadáveres em decomposição surgiam de ovos postos anteriormente por moscas.

Primeira Experiência

Colocou três enguias mortas em um recipiente aberto para apodrecerem. Depois de alguns dias, apareceram “vermes” esbranquiçados que devoravam as enguias e, a seguir, abandonavam o recipiente sem que Redi descobrisse o destino deles.

Segunda Experiência

Para descobrir o destino dos “vermes”, Redi repetiu a experiência, porém, antes que toda a carne fosse consumida, o recipiente foi tampado. Alguns dias depois, os animais ficaram imóveis, ovais e se transformaram em crisálidas semelhantes às das mariposas e borboletas. Redi colocou as crisálidas em vidros e delas nasceram moscas iguais às encontradas em açougues e peixarias.

Terceira Experiência

Redi repetiu os experimentos, colocando carne em oito frascos de boca larga: quatro abertos e quatro tampados. Nos abertos, surgiram “vermes” e, nos fechados, nenhum “verme” foi encontrado.

Quarta Experiência

A experiência anterior foi refeita, porém com os frascos cobertos com gaze fina, que permitia a circulação de ar. Também não apareceram “vermes”.

Com essas experiências Redi estaria derrubando a Teoria da Geração Espontânea e criando a idéia da biogênese, pela qual um ser vivo provém de outro preexistente.

Alguns anos depois das experiências de Redi, o naturalista holandês Anton Van Leeuwenhoek, com auxílio do microscópio, descobriu os microorganismos, dos quais não se conhecia a origem, trazendo à tona novamente a discussão sobre a Teoria da Geração Espontânea.

No século seguinte, em 1745, o inglês John Needhan aqueceu caldo de frango e legumes em tubos de ensaio, fechou-os e aqueceu-os novamente. Depois de alguns dias, examinou os conteúdos dos frascos e observou que estavam repletos de microorganismos.

Vinte e cinco anos depois, as experiências de Needhan foram repetidas pelo padre italiano Lazzaro Spallanzani, porém, com o aquecimento, os tubos de ensaio mantiveram-se estéreis por vários meses. Spallanzani concluiu que o aquecimento feito por Needhan não havia sido suficiente para matar todos os microorganismos já existentes nos caldos nutritivos.

Needhan contra-argumentou dizendo que o aquecimento excessivo teria destruído o “princípio ativo vital” necessário para a geração espontânea.

Criou-se então a polêmica entre abiogênese e biogênese, que perdurou entre os cientistas da época até a segunda metade do século XIX.

Entre os anos de 1860 e 1864, o cientista francês Louis Pasteur adaptou a experiência de Spallanzani, colocando caldo de carne em um balão de vidro com gargalo bem comprido. Aqueceu o caldo por um longo tempo e, em seguida, submeteu-o a um resfriamento (processo conhecido atualmente como pasteurização). Com o caldo esterilizado, Pasteur aqueceu os gargalos, retorcendo-os em forma de “S, criando os balões “pescoço de cisne”. Esses frascos não foram fechados, portanto o caldo foi mantido em contato com o ar. Dessa forma, o argumento de Needhan, ou seja, a falta de condições para a penetração do “princípio ativo”, não poderia ser usado. Como resultado, observou-se que o caldo permaneceu estéril por vários meses. As curvas do pescoço do frasco funcionaram como um filtro, impedindo a penetração de microorganismos do ar que pudessem contaminar o caldo. Era o fim da abiogênese.

Simbiose Simbiose

Simbiose é uma relação mutualmente vantajosa, na qual, dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por esta associação.

Há alguma indefinição nos conceitos associados a este termo. Assim, dever-se-á ter presente que a simbiose implica uma inter-relação de tal forma íntima entre os organismos envolvidos que se torna obrigatória. Quando não existe obrigatoriedade na relação, dever-se-á utilizar antes o termo/conceito protocooperação.

Alguns casos clássicos que ajudam a compreender o conceito de simbiose:
Certos Cnidários alojam algas nos seus tentáculos. Estes animais procuram nadar próximos à superfície da água para que as algas possam usar a luz para efectuar a fotossíntese. Ao realizarem o processo, as algas produzem certos compostos orgânicos essenciais ao organismo hospedeiro.
Orquídeas e muitas outras espécies de hábito epifítico habitam locais ricos em matéria orgânica, mas pobres em sais minerais. No entanto, as suas raízes (freqüentemente apresentando um tecido esponjoso, o velame) abrigam fungos do tipo Micorriza, que atacam a matéria orgânica do substrato e a decompõe na forma de sais minerais, que podem assim ser assimilados pelos vegetais. Em contrapartida, as plantas realizam a fotossíntese e sintetizam moléculas orgânicas, como carboidratos e aminoácidos, essenciais à sobrevivência dos fungos.
As mitocôndrias vivem no interior das células eucarióticas, produzindo energia na forma de ATP, numa estreita relação simbiótica. Essa relação é tão forte que a célula e a mitocôndria não conseguem viver separados. Acredita-se que as mitocôndrias eram organismos que viviam isolados no exterior das células, e que foram incorporadas por algumas células, criando uma forte relação entre os dois organismos: a célula fornece alimento e um ambiente seguro para o desenvolvimento e reprodução da mitocôndria, e esta se responsabiliza pelo fornecimento de energia da célula. Uma prova disso seria o facto de a mitocôndria ter material genético próprio (o DNA mitocondrial).
Fungos e algas, numa relação mútua de proteção-alimento, caracterizando os liquens.

Polifagia Polifagia

Polifagia é o hábito de se ingerir uma ampla variedade de fontes alimentares. No mundo dos insetos, se refere usualmente aos que se alimentam de plantas pertencentes a diferentes famílias.

Plâncton Plâncton

Em biologia marinha e limnologia chama-se Cretácios (da palavra grega Cretaci, que significa ser pequeno) ao conjunto dos organismos que têm pouco poder de locomoção e vivem livremente na coluna de água (pelágicos), sendo muitas vezes arrastados pelas correntes oceânicas.

O plâncton encontra-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de alimentação a organismos maiores.

Parasitologia Parasitologia

Parasitologia é a ciência que estuda os parasitas, os seus hospedeiros e relações entre eles. Engloba os filos Protozoa (protozoários), do reino Protista e Nematoda (nematódes), annelida (anelídeos), Platyhelminthes (platelmintos) e Arthropoda (artrópodes), do reino Animal. Os protozoários são unicelulares, enquanto os nematódeos, anelídeos, platelmintos e artrópodes são organismos multicelulares. Temos também parasitismo em plantas (holoparasita e hemiparasita) como é o caso do cipó-chumbo. temos parasitismo em fungos (micose) e em bactérias e até virus. Como disciplina biológica, o campo da parasitologia não é determinado pelo organismo ou ambiente em questão, mas pelo seu modo de vida. Isto significa que forma uma síntese com outras disciplinas, e traz para si técnicas de campos com biologia celular, bioinformática, bioquímica, biologia molecular, imunologia, genética, evolução e ecologia.

A parasitologia médica também se preocupa com o estudo do vetor.

No Brasil, as principais parasitoses de interesse médico são:

Protozooses

    Amebíase
    Tripanosomíase
    Leishmanioses
    Giardíase
    Tricomoníase
    Malária
    Toxoplasmose
    Balantidiose

Helmintoses

    Esquistossomose
    Teniase/cisticercose
    Hidatidose/equinococose
    Enterobiose
    Filariose
    Ancilostomose/necatoriose
    Ascaridíase
    Tricocefalose
    Estrongiloidíase

Ectoparasitoses (artrópodes)

    Pediculose
    Ftiríase
    Miíase
    Acaríase
Parasita Obrigatório

Parasita Obrigatório

Um parasita obrigatório é um organismo parasita que não consegue viver independentemente do seu hospedeiro.

MixotrofismoMixotrofismo

Mixotrofismo ou mixotrofia, em biologia, é o nome dado à qualidade do ser vivo com caractéristicas autótrofas e heterótrofas. Ou seja, é capaz de produzir seu próprio alimento a partir da fixação de dióxido de carbono (através de fotossíntese ou quimiossíntese), mas pode também alimentar-se de outros compostos inorgânicos ou orgânicos.

Um bom exemplo de um ser mixotrófico é a planta carnívora, que apesar de ser clorofilada (portanto, capaz de fazer fotossíntese), depende do nitrogênio contido nas proteínas dos animais que ingere. Essa dependência ocorre porque a planta carnívora é natural de áreas com o solo pobre e encharcado, escasso de nitratos, essenciais para a síntese da molécula de clorofila.

Algumas algas e protozoários também são exemplos de seres mixotróficos.

Mirmecofilia Mirmecofilia

Um mirmecófilo é um organismo que vive em associação com formigas. Mirmecofilia significa literalmente adoração de formigas e refere-se às associações de mutualismo com formigas, apesar de no seu uso mais geral este termo poder também referir-se a relações comensais ou até parasíticas.

Os mirmecófilos podem ter vários papéis na colónia de formigas hospedeira. Muitos consomem resíduos nos ninhos, como formigas mortas, larvas mortas, ou fungos que crescem no ninho. Alguns mirmecófilos, porém, alimentam-se da comida armazenada pelas formigas e algums poucos comem os ovos das formigas, as suas larvas e pupas. Outros beneficiam as formigas fornecendo-lhes uma fonte de alimento. Muitas relações mirmecófilas são obrigatórias, no sentido de que um dos participantes necessita a relação para a sua sobrevivência. Outras associações são facultativas, beneficiando um ou ambos os participantes mas sem serem necessárias à sua sobrevivência.

As associações mirmecófilas são mais bem conhecidas nas borboletas da família Lycaenidae. Muitas lagartas desta família produzem néctar através de órgãos especializados e comunicam com as formigas por meio de som ou vibrações. Crê-se que a associação com as formigas reduza a parasitização das lagartas das borboletas.

Existem escaravelhos mirmecófilos nas famílias Cholevidae, Pselaphidae, Staphylinidae e Ptiliidae. Associações deste tipo ocorrem também com vários outros insectos como os afídeos, bem como no género Microdon das moscas-das-flores e em vários outros grupos de moscas.

Alguns ácaros e aranhas são também mirmecófilos, particularmente alguns ácaros oribatídeos, que se descobriu serem mirmecófilos obrigatórios.

Outros grupos mirmecófilos incluem:

    Coleoptera, como a joaninha Thalassa saginata
    Orthoptera, como o grilo Myrmecophilus kinomurai
    Diptera, como a mosca Clitellaria obtusa
    Moluscos, como o Allopeas myrmekophilos

Meroplâncton

Em biologia marinha, chama-se meroplâncton ao conjunto das formas planctónicas que podem desenvolver-se e vir a fazer parte do nécton, como é o caso das larvas e juvenis de peixes ou cefalópodes, ou do bentos, de que fazem parte os equinodermes, os anelídeos e muitos crustáceos, como as lagostas e os caranguejos.

As formas planctónicas que passam toda o seu ciclo de vida no plâncton, como os copépodes e outros crustáceos planctónicos, constituem o holoplâncton.

Hospedeiros Hospedeiros

Em Biologia, hospedeiro é um organismo que abriga outro em seu interior ou o carrega sobre si, seja este um parasita, um comensal ou um mutualista. A palavra deriva do latím hospitator, significando visita, hóspede.

Tipos de interações
É pertinente falar em hospedeiro sempre que há uma relação de dependência entre um sistema biológico (um ser vivo ou um vírus) e outro sobre o qual habita, seja de maneira contínua ou temporária. Isso pode ocorrer em interações próximas dos seguintes tipos:

Parasitismo. Os endoparasitas residem permanentemente, ao menos em algumas etapas de seu desenvolvimento, no interior de seu hospedeiro. Ocupam hospedeiros sucessivos em distintas fases de seu ciclo de vida. Os endoparasitas costumam ser extremamente específicos na escolha de seus hospedeiros, dependendo amiúde de uma ou umas poucas espécies relacionadas. Já os ectoparasitas, por exemplo os hematófagos, podem ou costumam ser menos exigentes, mas nem sempre. Nas, nas larvas das borboletas, por exemplo, é comum uma dependência muito estreita com respeito à planta hospedeira.

Patogénese. Muitos vírus, bactérias, fungos e pequenos animais, causam doenças, o que representa uma forma extremada de parasitismo. A relação dos patógenos costuma ser especialmente específica, porque a evolução tende a produzir uma adaptação do hospedeiro ao patógeno. Apenas quando um agente encontra uma nova espécie hospedeira a relação adota a forma típica.

Comensalismo. Os comensais costumam ser menos seletivos com os hospedeiros que escolhem, que os sistemas dependentes de outras formas, tanto nos casos de foresis (transporte do organismo menor pelo maior) ou inquilinismo como nos de dependência alimentária.

Mutualismo. Os fungos micorrizantes são diversamente dependentes com respeito a sua planta hospedeira. O mesmo pode ser dito dos agentes polinizadores, que transportam o pólen, ou dispersantes, que transportam los propágulos de plantas e fungos.

Tipos de hospedeiros no parasitismo

Chama-se hospedeiro primário aquele onde se desenvolve a maior parte de sua existência e, sobretudo, seu crescimento. É chamado de hospedeiro secundário ao que abriga o parasita apenas em uma fase inicial de seu crescimento, quase sempre em relação à sua dispersão e para facilitar seu ingresso no hospedeiro primário. Por exemplo, os nemátodos do gênero Anisakis, que produzen anisaquíase em humanos, o fazem porque seus hospedeiros primários naturais são mamíferos marinhos, de fisiologia parecida à humana, enquanto que os hospedeiros secundários são, em momentos sucessivos de seu desenvolvimento pequenos crustáceos inicialmente e depois peixes, quando comen aos primeiros. A infestação de cetáceos ou dos seres humanos se produz quando devoram aos peixes. Outro exemplo é o das espécies de Plasmodium que infectam aos seres humanos, protistas apicomplexos que produzem a malária, caso no qual o hospedeiro secundário é um mosquito do gênero Anopheles; o qual age como vector da doença.

Em função de sua utilidade para o parasita existem vários tipos de hospedeiros:
Hospedeiro definitivo: designa a um ser vivo que é imprescindível para o parasita já que este desenvolverá principalmente sua fase adulta nele.

Hospedeiro intermediário: designa a um hospedeiro igualmente imprescindível no ciclo vital do parasita, onde este desenvolve alguma ou todas as fases larvais ou juvenis. Às vezes se confunde com o término vector e se considera como hospedeiro intermediário ao invertebrado que participa no ciclo vital, sendo em muitas ocasiões o homem e outros vertebrados os anfitriões intermediários, e os invertebrados, os definitivos.

Hospedador paratênico: É o ser vivo que serve de refúgio temporário e de veículo para aceder ao hospedeiro definitivo. O parasita não evolui nesse e portanto, não é imprescindível para completar o ciclo vital, ainda que geralmente aumenta as possibilidades de sobrevivência e transmissão. Também se denomina hospedeiro de transporte.

Hospedeiro reservatório: É o que abriga, tanto quanto o hospedeiro primário, a um agente infeccioso ou parasita que pode invadir ocasionalmente também o organismo humano ou o de uma espécie de interesse econômico. O salto se dá a partir da origem de zoonose (doenças procedentes de animais), e ocasionalmente de doenças infecciosas emergentes (quando o agente ou parasita adquire a habilidade de passar diretamente de um ser humanos a outros). Sabemos hoje que os reservatórios dos quais procedem as epidemias humanas iniciais de gripe são aves, ou que as duas formas do HIV, que causam a AIDS, saltaram à espécie humana a partir de macacos africanos.

Herbívoros Herbívoros

Herbívoro é, tanto na linguagem vernácula, como nos diferentes ramos da biologia, um ser vivo (geralmente animal) que se alimenta de plantas (vegetais). Também designados por consumidores de primeira ordem ou consumidores primários, alimentam-se directa ou indirectamente de substâncias orgânicas produzidas pelos vegetais com clorofila.

Herbivoria ou herbivorismo é o nome dado à predação, quando o predador é um animal e a presa é um produtor primário (planta ou alga). A predação é uma interação biológica que resulta em efeitos negativos no crescimento e sobrevivência de uma população e em um efeito positivo ou benéfico na outra. No entanto, no caso da herbivoria, os predadores podem contribuir para a perpetuação das espécies vegetais pela polinização de plantas e dispersão de sementes.

Alguns exemplos de animais herbívoros são a maioria dos mamíferos artiodátilos, como os bois, antílopes, ovelhas e perissodátilos, como rinocerontes, girafas, cavalos e tapires.

Quando uma pessoa decide por uma alimentação herbívora, usa-se o termo vegetarianismo[1] (embora haja tipos de dietas vegetarianas que incluem algum tipo de alimento de origem animal, como ovos e leite).

No caso dos insetos que se alimentam de plantas ou de alguns dos seus produtos (como as borboletas e outros animais que se alimentam de néctar, ou os mosquitos machos que se alimentam da seiva), o termo utilizado é fitofagia.

Holoplâncton Holoplâncton

Em biologia marinha, chama-se holoplâncton ao conjunto dos organismos que passam todo o seu ciclo de vida na coluna de água, fazendo parte do plâncton.

Fazem parte deste grupo, não só animais característicos do zooplâncton, como os copépodes, que chegam a 70% de todo o zooplâncton, e outros crustáceos, alguns moluscos, como os pteródopes, e mesmo cordados, como as salpas e apendiculários Urochordata, mas também muitos protozoários. Entre estes, encontram-se formas que, por vezes, são consideradas parte do fitoplâncton, como os dinoflagelados, mas também os foraminíferos, cujas conchas formam grandes depósitos de sedimentos calcários nos fundos oceânicos (juntamente com as dos pterópodes, já referidos).

Ao contrário do meroplâncton, as fases larvares destes animais fazem igualmente parte do holoplâncton.
Fitossociologia
Fitossociologia

Fitossociologia

Fitossociologia é o estudo das características, classificação, relações e distribuição de comunidades vegetais naturais. Os sistemas utilizados para classificar estas comunidades denominam-se sistemas fitossociológicos.

O objetivo da fitossociologia é o de atingir um modelo empírico da vegetação suficientemente exato através da combinação da presença e dominância de determinados táxons de plantas que caracterizam de forma inequívoca cada unidade de vegetação. De acordo com os fitossociólogos, o conceito de unidade de vegetação (ou vegetacional) pode exprimir conceitos bastante abstratos de vegetação (como o conjunto de todas as florestas de folha perene do Mediterrâneo Ocidental) ou então tipos de vegetação imediatamente reconhecíveis (como os sobreirais oceânicos de copa cerrada em dunas do Pleistoceno do sudoeste da Península Ibérica).

 Tais unidades são denominadas sintaxa (singular sintaxon) e podem ser hierarquizadas num sistema denominado sinsistema ou sistema sintaxonómico. O ato de criar, melhorar ou ajustar é denominada de sintaxonomia.

Etnozoologia Etnozoologia

Etnozoologia é o estudo multidisciplinar das relações entre as culturas humanas e o os animais. Isso inclui a classificação e nomenclatura das formas zoológicas através do conhecimento popular etnotaxonomia e o uso de animais domésticos e selvagens. É um dos principais ramos da etnobiologia e compartilha muitas metodologias e considerações teóricas com a etnobotânica. 

Subdivisões
    Etnoictiologia
    Etnocarcinologia
    Etnomalacologia
    Etnomiriapodologia
    Etnoparasitologia
    Etnoentomologia
    Etnoornintologia
    Etnoprimatologia

Estenobionte Estenobionte

Estonobionte é todo organismo que apresenta baixa tolerância a variações nos componentes físicos do meio-ambiente, como o pinguim por exemplo. 

Espécie Introduzida

Espécie Introduzida Uma espécie introduzida ou exótica é uma espécie de organismo que vive fora da sua área de distribuição nativa que tenha sido acidental ou intencionalmente para aí levada pela atividade humana, podendo ou não ser prejudicial para o ecossistema em que é introduzido. Algumas espécies danificam o ecossistema em que são introduzidas, enquanto outras podem afetar negativamente a agricultura e outros recursos naturais aproveitados pelo homem, ou afetar a saúde de animais e humanos. Uma espécie introduzida que produz alterações importantes na composição, estrutura e processos do ecossistema em que foi introduzida, pondo em risco a diversidade biológica nativa, é chamada de espécie invasora.

Algumas vezes as introduções intencionais são ilegais, sendo feitas apenas para visar o interesse privado, mas também podem ser legítimas, visando beneficiar a população. Algumas vezes a introdução das espécies no ecossistema pode ser imperceptível para a população, pois a espécie introduzida passa a ser vista como espécie nativa.

No mundo atual a introdução dessas espécies tem sido muito facilitada, tendo como consequência a homogeneização das espécies por todo o planeta, sendo um dos motivos da perda da biodiversidade do planeta e de grande preocupação entre os biólogos.

Exemplos

O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), natural do Sudeste Asiático, foi levado para o Brasil através do deslastramento de navios mercantes e hoje está presente na bacia do rio Paraná. A sua proliferação tem sido um grande problema para as usinas hidrelétricas, onde o acumulo de mexilhões pode afundar equipamentos flutuantes, prejudicar a operação de equipamentos submersos e obstruir tubulações.

Casos intencionais ilegais

O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) do leste e nordeste da África foi levado para o Brasil na década de 1980 para ser comercializado a um preço menor que o escargot, mas por não ter siso bem aceito pela população os criadores se livraram deles soltando-os em qualquer lugar. Eles se adaptaram com muita facilidade em varias regiões e causam grandes prejuízos ao meio ambiente e à agricultura.

Casos intencionais legais

A perca-do-nilo (Lates niotica) foi introduzida no Lago Vitória na África Oriental para reverter o drástico declínio da população de peixes autóctones provocado pela sobre-pesca, mas levou uma boa parte das espécies endêmicas à extinção.

Casos de espécies imperceptíveis

A mangueira (Mangifera indica), uma árvore do sul e sudeste asiático introduzida pelos portugueses no Brasil no século XVIII, é já vista por muitos ela como pertencente ao ecossistema.

Endofitismo Endofitismo

O endofitismo é um tipo de endossimbiose, em que um endossimbionte, geralmente uma bactéria ou um fungo, vive no interior de uma planta pelo menos durante parte da sua vida sem aparentemente causar doença a esta. Os organismos endófitos são ubíquos e encontram-se em todas as espécies de plantas até hoje estudadas; contudo, a maioria das relações endófito/planta não são bem compreendidas. Muitas ervas forrageiras economicamente importantes (como Festuca spp., Lolium spp.) são portadoras de endófitos fúngicos (Neotyphodium spp.) os quais podem melhorar a capacidade destas ervas para tolerarem pressões abióticas como a seca, bem como a sua resistência a mamíferos e insectos herbívoros. 

Meiofauna Meiofauna

A meiofauna ou meiobentos é o conjunto de animais que vivem enterrados no solo ou no sedimento de ecossistemas aquáticos e que ficam retidos em amostras passadas por peneiras com malhas de 0,0045 mm a 0,05 mm. Esses organismos desempenham um importante papel no ciclo de nutrientes e no fluxo de energia dos níveis inferiores para os superiores na rede trófica marinha, estuarina, dos lagos e do solo de ecossistemas terrestres.

Os principais representantes desta são Nematoda e Copepoda.

Decompositores

Decompositores
Em ecologia, chamam-se decompositores aos seres vivos, como certas bactérias e fungos, que atacam os cadáveres, excrementos, restos de vegetais e, em geral, matéria orgânica dispersa no substrato, decompondo-a em sais minerais, água e dióxido de carbono, que são depois re-utilizados pelos produtores, num processo natural de reciclagem.

Ocupam um nivel trófico à parte dos outros detritívoros, já que se alimentam da matéria orgânica em decomposição.

Controle Biológico

Em ecologia, o controle biológico é uma técnica que utiliza meios naturais, criada para diminuir a população de organismos considerados pragas. Tem-se como exemplo geral a inserção, em determinada área, de predadores naturais de insetos que causam danos econômicos às lavouras. O controle pode ser feito por outro organismo (predador, parasita ou patógeno) que ataca a praga, podendo ser muito eficiente no seu controle e tendo como principal característica não causar danos acumulativos à lavoura ou aos inimigos naturais do alvo do controle.

O besouro é uma praga que pode ser utilizada no controle biológico de outras pragas.

Controle Biológico

Comensalismo Comensalismo

Comensalismo é uma das relações entre organismos de espécies diferentes que se caracteriza por ser benéfica para uma espécie, não causando prejuízo para a outra espécie.

O conceito estendeu-se para qualquer relação para além da estritamente alimentar (por exemplo, de proteção ou de transporte), na qual uma espécie se beneficia sem prejudicar a outra, sendo assim consideradas uma relação harmônica.
Alguns exemplos de comensalismo

A rêmora e o tubarão
É o exemplo mais conhecido de comensalismo. A rêmora se agarra ao corpo do tubarão por uma nadadeira dorsal transformada em uma espécie de ventosa. Assim, a rêmora é transportada pelo tubarão enquanto alimenta-se dos restos de sua alimentação. Esse processo não prejudica o tubarão, pois a rêmora se alimenta apenas do que o tubarão descarta e seu peso não atrapalha em nada o tubarão.

Urubu e o homem
Nessa relação entre urubu e o homem, o comensal é o urubu, que se alimenta do desperdício dos homens, nos lixões das cidades.

Leão e a Hiena

Nessa relação, o comensal é a hiena, que fica à espreita dos leões, que geralmente andam em bandos, esperando que estes saiam para caçar e se alimentem, para que depois se aproveitem das carcaças deixadas pelos felinos.

Colônia, Relação Ecológica Harmônica Colônia, Relação Ecológica Harmônica

Em biologia, colônia (português europeu) ou colônia (português brasileiro) é o nome dado a uma relação ecológica harmônica intraespecífica, em que um grupo de organismos da mesma espécie formam uma entidade diferente dos organismos individuais e todos levam vantagem. Por vezes, alguns destes indivíduos especializam-se em determinadas funções necessárias à colónia.

Na colônia, os organismos encontram-se unidos fisicamente, constituindo um conjunto coeso, podendo ou não ocorrer divisão de trabalho entre eles. Há colônias móveis, como as caravelas e várias espécies de algas, como as Volvox. Há também colônias fixas como as de esponjas e de corais.

Um recife de coral, por exemplo, é construído por milhões de pequenos animais (pólipos) que secretam à sua volta um esqueleto rígido. A garrafa-azul (Physalia) é formada por centenas de pólipos seguros a um flutuador, especializados nas diferentes funções, como a alimentação e a defesa; cada um deles não sobrevive isolado da colonia.

As bactérias e outros organimos unicelulares também se agrupam muitas vezes dentro dum invólucro mucoso.

As abelhas e formigas, por outro lado, diferenciam-se em rainha, zangão com funções reprodutivas e as obreiras (ou operárias) com outras funções, mas cada indivívuo pode sobreviver separadamente. Por isso, estas espécies são chamadas eusociais, ou seja, formam uma sociedade e não uma colonia.

Cleptoplastia

Cleptoplastia ou cleptoplastidia é um fenômeno simbiótico onde plastídeos de algas são sequestrados por organismos hospedeiros. A alga é consumida normalmente e parcialmente digerida, deixando o plastídeo intacto. Os palstídeos são mantidos dentro do hospedeiro, temporariamente retendo a função de fotossíntese para uso do predador. O termo foi cunhado em 1990 para descrever simbiose de cloroplastos. 

Cleptoplastia

Biorregionalismo

A filosofia do biorregionalismo não é facilmente definida, pois há diversas opiniões com relação à sua definição oficial e abordagem. Biorregionalismo “observa um local específico em termos de seus sistemas naturais e sociais, cujas relações dinâmicas ajudam a criar um ‘senso de lugar’, enraizado na história natural e cultural” (Nozick, 1992:75-76); é finalmente uma compreensão, percepção e respeito pelo meio ambiente natural e cultural em torno de si. 

Biorregionalismo

O termo biorregião é extraído de duas fontes linguísticas: a palavra grega bio refere-se às formas de vida e a palavra latina regere significa território. Juntas, elas significam “um território com vida, um lugar definido por suas formas de vida, sua topografia e sua biota, muito mais do que pelas ordens humanas; uma região governada pela natureza, não pela legislação” (Sale, 1991:43).

A definição mais comum compreendida de biorregião é a de “uma área geográfica usualmente identificada por uma bacia hidrográfica e características comuns como formas terrestres, elevações, vegetação e vida animal” (Nozick, 1992:75). As áreas de bacias hidrográficas são cruciais na definição de bio-região porque a água dá forma à terra e origina a vida (McClosey, 1986). No entanto, as biorregiões ou reinos biogeográficos, definidos por biólogos relativamente às semelhanças na flora (região florística) ou na fauna (regiões zoogeográficas) abrangem geralmente continentes inteiros, por vezes divididos em províncias florísticas ou faunísticas.

Apesar do biorregionalismo ter começado por uma compreensão dos arredores visuais de uma pessoa, ele rapidamente expandiu-se para incluir uma compreensão do meio ambiente natural e do lugar da pessoa dentro e em conexão a uma ecosfera mais ampla. A premissa básica do bio-regionalismo é de percepção: fazendo as pessoas mais conscientes de seu ecossistema e seus impactos sobre ele, uma responsabilidade maior pelas decisões individuais e pessoais devem resultar disso.

Bioinvasão ou Invasão Biológica

A bioinvasão é caracterizada pela chegada, estabelecimento e expansão de uma espécie exótica em um local onde não é o seu habitat natural.

Batipelágio Batipelágio

Em biologia marinha chamam-se batipelágicos os animais aquáticos que nadam livremente em águas de grandes profundidades, correspondentes à zona batial, sem nunca se aproximarem da superfície do oceano.

O termo vem de uma divisão do domínio pelágico em zonas de profundidade.

Aquariologia Aquariologia

Aquariologia é a técnica de estudar e modelar os ecossistemas aquáticos através do emprego de um aquário. O termo não é muito utilizado em português, sendo utilizado frequentemente em francês. Relacionado também a ecologia experimental..

O termo logia nos remete a estudo, assim aquariologia pode ser entendido também como "estudo dos aquários" e envolve toda a cadeia produtiva dos peixes ornamentais, mercado em crescimento que engloba diversos segmentos, desde o coletor até o consumidor, também chamado de aquarista. O valor econômico dos peixes ornamental se destaca por seu valor unitário ao contrário do valor por peso, geralmente praticado no peixe para consumo humano, assim o retorno do investimento, principalmente em pequenas criações, é maior. Obviamente que para o sucesso no cultivo de qualquer tipo de peixes é necessário conhecimento específico e a Aquariologia contribui em muito para o desenvolvimento de protocolos relacionados ao cultivo e manutenção de peixes ornamentais. E como todo setor produtivo, esse também demanda estudos relacionados ao incremento da produção sem necessariamente inferir no esforço de pesca. Diversas Universidades estão envolvidas com aquariologia e dessa forma mudam até a forma de ensino em escolas públicas através de projetos de extensão.

Animais Aquáticos Animais Aquáticos

Um animal aquático (ou animal marinho, referido assim quando relacionado ao mar) é um animal que passa toda a sua vida, ou a maior parte dela, na água. A maioria dos peixes, crustáceos, celenterados e esponjas, são animais aquáticos.

Os ambientes naturais podem ser classificados como aquáticos (água), terrestre (terra) ou anfíbio (água e terra).

O termo "animal aquático" pode ser aplicado a mamíferos aquáticos ou marinhos tal como os da ordem Cetacea (baleias), que não podem sobreviver em terra. Alguns mamíferos de quatro patas como a lontra (subfamília Lutrinae, da família dos Mustelídeos) e os castores (família Castoridae), têm adaptações para a vida aquática, mas vivem habitualmente em terra.

Existem também aves aquáticas que nadam ou mergulham na água, como as gaivotas (família Laridae), pelicanos (família Pelecanidae) e albatrozes (família Diomedeidae), e a maioria dos Anseriformes (patos, cisnes e gansos).

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FILOGENIA MOLECULAR E CLASSIFICAÇÃO FILOGENÉTICA

Filogenia Molecular e Classificação Filogenética
Filogenia Molecular e Classificação Filogenética

Filogenia molecular e classificação filogenética

Em biologia, filogenia (ou filogênese) é o estudo da relação evolutiva entre grupos de organismos (por exemplo, espécies, populações), que é descoberto por meio de sequenciamento de dados moleculares e matrizes de dados morfológicos. O termo filogenética deriva do termos grego File (φυλή) e Filon (φῦλον), denotando "tribo" e "raça", e o termo genético (γενετικός), denotando "em relação ao nascimento", da gênese (γένεσις) "origem" ou "nascimento". O resultado dos estudos filogenéticos é a história evolutiva dos grupos taxonômicos, ou seja sua filogenia.

Taxonomia, a classificação, identificação e designação dos organismos, é ricamente baseada em informações da filogenia, mas são metodologicamente distintas. Os campos de filogenia com sobreposição na taxonomia forma a sistemática filogenética - Uma metodologia cladística com características derivadas (sinapomorfias) usadas ​​para encontrar o ancestral descendente na árvore (cladogramas e delimitam o taxon (clados). Na sistemática biológica como um todo, as análises filogenéticas tornaram-se essenciais na pesquisar da árvore evolucionária da vida.

Construção de uma árvore filogenética
A evolução é considerada um processo de ramificação, onde as populações são alteradas ao longo do tempo e formam especiação em ramificações separadas, hibridizam juntas ou termina em extinção. Isto pode ser visualizado em uma árvore filogenética.

O problema da filogenia é que os dados genéticos estão disponíveis apenas para taxons vivos e nos registros fósseis (dados osteometricos) contendo poucos dados e características morfológicas ambíguas. Uma árvore filogenética representa uma hipótese da ordem dos eventos evolucionários ocorridos.

Cladística é o atual método de escolha para inferir árvores filogenéticas. Os métodos mais comumente usados ​​para inferir filogenias incluem máxima parcimônia, semelhanças e MCMC baseada em inferência bayesiana. Fenética, popular no século XX, mas agora em grande parte obsoleto, usa Matriz de distâncias baseados em métodos para a construção de árvores baseadas em semelhanças globais, que muitas vezes assumem relações filogenéticas aproximadas. Todos os métodos dependem de um modelo matemático explícito ou implícito que descreve a evolução das características observadas nas espécies e são normalmente utilizados pela Filogenética molecular, no qual os caracteres são alinhadas em sequências de nucleótidos ou aminoácidos.

Agrupamento de organismos
Existem alguns termos que descrevem a natureza de um agrupamento em tais árvores. Por exemplo, todas as aves e répteis se acredita que descendem de um único ancestral comum, por isso este agrupamento taxonômico (amarelo no diagrama) é chamado monofilético. Os "Répteis Modernos" (ciano no diagrama) é um agrupamento que contém um ancestral comum, mas não contém todos os descendentes desse ancestral (aves são excluídas). Este é um exemplo de um grupo parafilético. Um agrupamento como animais de sangue quente que incluem mamíferos e aves (vermelho / laranja no diagrama) e é chamado polifilético porque não inclui o mais recente ancestral comum de seus membros.

Filogenia molecular

As conexões evolutivas entre organismos são representados graficamente através de árvores filogenéticas. Devido ao fato da evolução ocorrer durante longos períodos de tempo algumas características não pode ser observadas diretamente, os biólogos devem reconstruir filogenias examinando marcadores genéticos comuns entre as espécies e levando a inferir as relações evolutivas entre organismos. Fosseis podem ajudar com a reconstrução de filogenias, no entanto, os registros fósseis pode ter poucas informações para ajudar. Portanto, os biólogos normalmente estão restrito a análise de organismos atuais para identificar as suas relações evolutivas. As relações filogenéticas no passado foram reconstruídos olhando para fenótipos das características anatômicas. Hoje em dia, dados moleculares, que inclui sequências de proteínas e de DNA, são utilizados para a construção de árvores filogenéticas.

O objetivo da Fundação Nacional da Ciência é a montagem da árvore de atividade da vida e resolver as relações evolutivas dos grandes grupos de organismos ao longo da história da vida, com pesquisas que muitas vezes envolvem grandes equipes de trabalho entre as instituições e disciplinas.

Teoria da recapitulação de Ernst Haeckel

No final do século XIX, a Teoria da recapitulação de Ernst Haeckel ou a lei biogenética, foi amplamente aceita. Esta teoria foi muitas vezes expressa como "ontogenia recapitula a filogenia", isto quer dizer, o desenvolvimento de um organismo reflete exatamente o desenvolvimento evolutivo da espécie. Primeira versão de Haeckel desta hipótese é o embrião espelha os adultos ancestrais evoluido, e já foi rejeitada. A hipótese foi alterada para o desenvolvimento do embrião é o espelhamento de seus ancestrais evolutivos. A maioria dos biólogos modernos reconhecem numerosas conexões entre a ontogenia e filogenia, explicam usando a biologia evolutiva do desenvolvimento ou mostrando como evidência de apoio a essa teoria. Donald I. Williamson sugeriu que as larvas e embriões representam adultos em outros táxons que foram transferidos por hibridação (a teoria da transferência das larvas). A opinião de Williamson não representa o pensamento dominante na biologia molecular, e há muitas evidências significativas contra a teoria da transferência das larvas.

A transferência de genes

Em geral, os organismos podem herdar genes de duas formas: transferência vertical de genes e transferência horizontal de genes. Transferência gênica vertical é a passagem de genes de pais para filhos e transferência horizontal de genes ou transferência lateral de genes ocorre quando os genes saltam entre organismos não relacionados, um fenômeno comum em procariontes, um bom exemplo disso é a resistência adquirida aos antibióticos como resultado do intercâmbio de gene entre algumas bactérias e o desenvolvimento de múltiplas drogas resistentes para estas bactérias.

Transferência horizontal de genes tem complicado a determinação da filogenia de organismos e inconsistências na filogenia foram relatadas entre grupos específicos de organismos, dependendo dos genes usados ​​para a construção da árvore evolutiva.

Carl Woese surgiu com a teoria dos três domínios da vida (archaea, eubactérias e Eucariotos) com base na sua descoberta de que os genes que codificam o RNA ribossômico são antigos e seus ancestrais tranferiram genes e houve transferência de genes com pouco ou nenhum horizontalidade. Portanto, rRNAs são comumente recomendados como relógios moleculares para reconstruir filogenias.

Isto é particularmente útil para a filogenia de microorganismos, para a qual o conceito de espécie não se aplica e que são morfologicamente simples de classificar com base em características fenotípicas.

Amostragem de taxon e sinal filogenético

Devido ao desenvolvimento de técnicas avançadas de sequenciação em biologia molecular, tornou-se possível recolher grandes quantidades de dados (DNA ou sequências de aminoácidos) para inferir hipóteses filogenéticas. Não é raro encontrar estudos com matrizes de caracteres baseados em genomas mitocondriais (~ 16.000 nucleotídeos, em muitos animais). No entanto, tem sido proposto que isso aumenta do número de taxons na matriz do que aumenta o número de caracteres, porque quanto mais taxons mais robusta é a árvore filogenética resultante.
Isto pode ser em parte devido à ruptura de atração de ramificações longas. Tem sido argumentado que esta é uma razão importante para incorporar dados de fosseis em filogenias sempre que possível. Naturalmente, os dados que incluem os taxons filogenéticos fóssil são geralmente baseadas na morfologia, em vez de dados de DNA. Usando simulações, Derrick Zwickl e David Hillis descobriram que o aumento de amostragem de taxon em inferência filogenética tem um efeito positivo sobre a precisão das análises filogenéticas.

Outro fator importante que afeta a precisão da reconstrução da árvore consiste em saber se os dados analisados ​​na verdade contêm um sinal filogenético útil, um termo que é usado geralmente para indicar se os organismos relacionados tendem a assemelhar-se com o seu material genético ou características fenotípicas. Em última análise, não há nenhuma maneira de medir se uma hipótese filogenética é precisa ou não, a menos que as verdadeiras relações entre os táxons examinados já são conhecidas. O melhor resultado na sistemática pode ser alcançada na árvore com galhos bem suportados em evidências disponíveis.

Importância dos dados faltantes

Quanto mais dados estão disponível na construção de uma árvore, o mais precisa será a árvore resultante. A falta de dados é mais prejudicial do que ter menos dados, embora o seu impacto é maior quando a maioria dos dados em falta é de um pequeno número de táxons. Concentrar os dados faltantes em um pequeno número de caráter produz uma árvore mais robusta.

O Papel dos fósseis

Muitas características morfológicas embrionárias e tecidos moles não podem ser fossilizados e torna a interpretação dos fósseis mais difíceis do que os táxons vivos. Isso às vezes torna difícil incorporar dados de fósseis à filogenia. No entanto, apesar destas limitações, a inclusão dos fósseis é de valor inestimável, para fornecer informações em áreas esparsas da árvore. Quebrando galhos longos e restringindo estados de caráteres intermediários. Assim os táxons fósseis contribuem tanto para resolver a árvore como os táxons modernos vivos. Fósseis também pode restringir a idade das linhagens e demonstrar como uma árvore é consistente com o registro estratigráfico.

Filogenias moleculares podem revelar a quantidade da diversificação, mas para definir a quantidade de taxons que se originaram ou se extinguiram, os dados devem ser trazidos dos fósseis.18 As técnicas moleculares assumem uma quantidade constante de diversificação, que provavelmente e raramente seja verdade. No alguns casos, os pressupostos da interpretação do registro fóssil (por exemplo, um registro completo e imparcial) estão mais perto de ser verdadeiros que a hipótese de uma taxa constante, fazendo as descobertas dos fósseis mais precisas do que as reconstruções moleculares.

Ponderação homoplasicas

Certos caracteres tem mais peso que outros e alguns caracteres devem ter menos pêso na reconstrução de uma árvore. Infelizmente, o único modo objetivo para determinar a importância é pela construção de uma árvore. Mesmo assim, os caracteres de ponderação homoplasicas conduzem a um melhor suporte nas árvores.19 Refinamento adicional pode ser trazido por mudanças de ponderação e alteração em outras. Por exemplo, a presença de asas torácicas quase garante a colocação de um inseto entre os pterygota, embora as asas sejam frequentemente perdidas, a sua ausência não exclui o taxon do grupo.

Classificação filogenética

Classificações filogenéticas pretendem traduzir a posição de cada organismo em relação aos seus antepassados, bem como as relações genéticas entre os diferentes organismos atuais.

O mundo vivo é constituído por uma enorme variedade de organismos. Para estudar e compreender tamanha variedade (de fauna e flora), foi necessário agrupar os organismos de acordo com as suas características comuns, ou seja, classificá-los. A sede de classificar os seres vivos é partilhada por cientistas e não cientistas. Uma característica inerente ao ser humano é a tendência de reunir em grupos os objetos ou seres que apresentam características semelhantes.

Classificações são sistemas de nomes organizados para mostrar as relações entre as entidades nomeadas. Os nomes derivam seu significado a partir da intenção das pessoas que estão tentando se comunicar. Classificações biológicas são usadas para transmitir idéias de relações entre os organismos. Dessa forma, classificações filogenéticas são classificações biológicas que atendam o mínimo critério de ser um sistema de nomes que implicam relações que são logicamente consistentes com a árvore filogenética a referente classificação. Qualquer classificação filogenética é capaz de informar ao leitor o conhecimento atual sobre as relações de parentesco entre os membros de um grupo.

Deve-se adotar uma única classificação que possa servir como sistema geral de referência. Um sistema classificativo viável tem de compreender uma hierarquia em que grupos são totalmente integrados dentro de grupos compósitos mais amplos, sem que haja sobreposição. A espécie humana, por exemplo, é membro da ordem dos primatas, que está contida na classe dos mamíferos, etc. As classificações filogenéticas se mostram mais úteis para esses propósitos. Quando se toma apenas uma única característica para fazer uma classificação, constróem-se táxons que podem não refletir a evolução dos de mais caracteres. Por outro lado, uma vez que os caracteres se originam dentro da filogênese, todos os caracteres em princípio podem ser compreendidos com o conhecimento da filogenia dos grupos.

Algumas características da Classificação filogenética

As diferenças entre classificações filogenéticas dos mesmos organismos podem vir de duas fontes. Em primeiro lugar, classificações filogenéticas podem ser diferentes porque eles adotam convenções diferentes para relações mostrando, por exemplo, uma classificação que nomeia cada ramo, em comparação com uma classificação que usa uma convenção listagem. Segundo, eles podem ser diferentes, porque a filogenia de referência é diferente.

Quando uma espécie se ramifica durante a evolução, geralmente forma duas espécies descendentes, chamadas espécies irmãs, as quais são classificadas juntas na classificação filogenética (ou cladística). A hierarquia filogenética existe independentemente dos métodos que usamos para descobri-la, e é única e inequívoca quanto a forma.

A principal evidência para relações filogenéticas provém de um tipo especial de característica, chamadas homologias derivadas. Os caracteres podem ser distinguidos em homoplasias (caráter compartilhado por duas ou mais espécies que não estava no ancestral comum a elas) e homologias (caráter compartilhados por duas ou mais espécies que estava presente no ancestral comum a elas) e estas em homologias derivadas e ancestrais. Apenas as homologias derivadas indicam relações filogenéticas e a classificação cladística é baseada em caracteres homólogos derivados, e não em homoplasias e homologias ancestrais. Uma homologia que está presente no ancestral comum de todo o grupo de espécies sob estudos é um homologia ancestral. Por outro lado, uma homologia derivada são características que evoluíram dentro do grupo de espécies sob estudo, após o ancestral comum e informa-nos algo sobre a filogenia, sendo então evidências confiáveis. A homologia ancestral é inútil para a determinação de uma relação filogenética dentro do grupo, podendo levar a confusões.

Métodos de classificação

Em biologia, são usados principalmente dois métodos para classificar as espécies em grupos: os métodos fenéticos e os métodos filogenéticos.

No princípio fenético nada é preciso saber sobre evolução para se classificar as espécies, já que este método agrupa as espécies com base na sua semelhança quanto a atributos fenéticos observáveis. Esse esquema de classificação depende da análise de similaridade.

O princípio filogenético, entretanto, como dito acima, é evolutivo. Sendo assim, apenas as entidades que tem relações evolutivas podem ser classificadas filogeneticamente. O princípio filogenético classifica as espécies de acordo com a recentidade com que elas compartilham um ancestral comum. Quanto mais distante for o ancestral comum a duas espécies, maior será a distância entre as classificações de seus respectivos agrupamentos.

Tipos de Classificações Filogenéticas

No sistema de classificações filogenéticas todos os táxons devem corresponder a grupos monofiléticos, ou seja, os taxa contenha um ancestral e todos os descendentes desse ancestral e nenhum outro organismo. Isso confere um significado muito particular a essas classificações. Quando os táxons são monofiléticos, eles correspondem a entidades históricas que são descobertas, e não inventadas. A partir daí o sistemata tem a tarefa de obter cladogramas e se cria um sistema de nomes que reflita a filogenia em todos os níveis.

Há duas maneiras diferentes de representar o conhecimento das relações de parentesco em classificações filogenéticas: por Subordinação e por Sequenciação.

Subordinação

Nesse método, grupos de níveis hierárquicos subordinados diferentes possuem sempre categorias taxonômicas de nível menor que aquela do grupo mais abrangente. Todos os grupos monofiléticos do cladograma têm um nome próprio e estão representados na classificação. Além disso, táxons-irmãos possuem a mesma categoria taxonômica.

A primeira das vantagens do método de subordinação é que todos os táxons do cladograma recebem um nome próprio. Além disso, ao menos dentro de grupos sucessivamente inclusivos, as categorias taxonômicas são usadas de maneira comparável, isto é, grupos irmãos têm a mesma categoria.

A subordinação, por outro lado, tem desvantagens consideráveis. A primeira delas é que a classificação de grupos muito grandes exige um número imenso de novas categorias para que todos os níveis da filogenia sejam representados. A segunda desvantagem é que a descoberta de novos táxons terminais não apenas gera a necessidade de introduzir também novos táxons inclusivos, como também faz com que todas as categorias associadas aos táxons subordinados abaixo desse nível sejam modificadas. A terceira é que o método resulta em grande número de nomes redundantes. Finalmente, o método de subordinação não soluciona o problema da ausência de significado das categorias lineanas, que continuam sendo utilizadas.

Sequenciação

No método de sequenciação, diversamente, alguns grupos monofiléticos que incluem táxons terminais sucessivos em uma filogenia permanecem sem denominação e ramos laterais sucessivos são associados à mesma categoria taxonômica. Ou seja, em um ramo de um cladograma com uma série de eventos, quando há ramos menores (“ramos laterais”) em níveis sucessivos, cada um dos sucessivos ramos laterais recebe a mesma categoria taxonômica.

Dentre as vantagens a que se destaca é que com um número relativamente pequeno de categorias e de nome de táxons, se possa fazer a classificação de grupos muito grandes. Além desta, se verifica também outras vantagens como: o número de nomes redundantes é relativamente menor; é possível conservar a maior parte dos nomes e categorias associadas das classificações tradicionais, o que implica uma economia de esforço de memorização de novas classificações; o pequeno número de novas categorias necessárias; e a introdução de novos ramos em uma filogenia demanda um número pequeno de alterações em uma classificação por sequenciação pré existente.

Porém, no método de sequenciação também são observadas desvantagens que são as seguintes: (1) as categorias taxonômicas continuam não tendo significado evolutivo; (2) a mesma categoria não é aplicada a grupos-irmãos e, para os táxons de um mesmo grupo, ela pode ser aplicada a níveis muito distintos; (3) sem o uso de outros recursos, um número grande de táxons inclusivos permanece sem nome nas classificações, criando transtornos para nos referirmos a ele; e (4) não é possível, sem lançar mão de artifícios, indicar na classificação que há politomias na filogenia4 .

Wiley em 1979, sugeriu uma solução para saber quando uma sequência de nomes de táxons representa ramos laterais sucessivos ou uma politomia, propondo que se acrescentasse a expressão “sedis mutabilis” ao nome de cada táxon da politomia. Ambas as classificações são logicamente consistente e totalmente informativas da árvore, e só existem duas regras para classificação filogenética a ser denominado:

1. Taxa classificados sem qualificação são grupos ou espécies monofiléticos.

2. A classificação deve ser logicamente consistente com a filogenia, e as convenções adotadas devem revelar as relações genealógicas entre os grupos e espécies classificados.

A existência de vantagens e desvantagens nos procedimentos de sequenciação e subordinação não modifica sua função mais importante: os dois procedimentos preenchem os requisitos fundamentais das classificações filogenéticas, de transmitir ao leitor o conhecimento da diversidade biológica junto com a informação filogenética. Considerando as dificuldades envolvidas, talvez as classificações biológicas sejam um dos mais bem sucedidos sistemas de classificação já produzidos pelos seres humanos. Muitas das limitações citadas acima não são próprias de classificações filogenéticas, mas do próprio sistema lineano de categorias.

Limitações das classificações filogenéticas

Quando se obtém uma filogenia para um grupo, é necessário transformá-la, para fins de comunicação, em uma classificação que a reflita de modo integral. Este é um dos pontos mais importantes para a sistemática filogenética  e também um dos pontos de maior disputa entre as escolas de sistemática. As razões da escolha da filogenia como base da classificação já foram discutidas por vários autores nos últimos anos, sendo a principal argumentação a de que todos os tipos de relações entre os organismos podem ser representados e compreendidos por meio do parentesco, o que justamente a torna capaz de servir como um "sistema geral de referência". Nenhum outro tipo particular de relação tem esta propriedade.

O sistema hierárquico lineano tem limitações que não permitem que a classificação expresse por si só, de modo claro, aspectos mais complexos das relações de parentesco.

Os vários tipos de classificações por subordinação têm sido menos utilizados nos últimos anos, principalmente por provocarem um incremento muito grande no número de categorias e de nomes supérfluos, tornando-as de memorização e comunicação difíceis. A classificação que utiliza os métodos de sequenciação e de subordinação conjugados tem sido aceita por muitos autores como a mais apropriada para os fins a que se propõe. Contudo, o próprio método de sequenciação tem limitações que, adicionadas aquelas intrínsecas ao sistema lineano, precisam ser superadas.

A incorporação de fósseis na classificação, junto com as espécies recentes

Uma das dificuldades na construção de um sistema único de classificação, refletindo todo o conhecimento disponível sobre a diversidade, são os fósseis. Fósseis correspondem a organismos que viveram em tempo anterior ao recente e que tiveram partes preservadas ou deixaram indícios que são identificados atualmente. Esse fósseis são descritos da mesma forma que os grupos recentes. Propôs-se a utilização do prefixo "plésion" para fóssil, e "incertae sedis" para a inclusão de grupos (atuais ou fósseis) de posição incerta dentro da filogenia de um grupo maior. Patterson & Rosen (1977), foram quem propuseram a utilização do nome incertae sedis, a fim de evitar que ao incluir um grupo em um táxon maior haja uma distorção nas relações de parentesco que a classificação filogenética expressa.

Incorporação da espécie ancestral na classificação

A disputa entre as escolas filogenética e evolucionista sobre a viabilidade de reconhecer o ancestral deixou de ser tão acirrada quanto o foi até o início da década passada, quando os filogeneticistas rejeitavam a metologia de análise gradista e viam com extremo pessimismo esta possibilidade. A discussão que sucedeu esta, sobre como incorporar a espécie ancestral na classificação, é um indício de que a intransigência inicial deixou de existir, embora poucos tenham admitido explicitamente este fato. Muitos autores se mostraram cépticos quanto à possibilidade de classificar espécies ancestrais e recentes conjuntamente. Contudo Wiley (1979) demonstrou que isso é exequível na subordinação com o uso de artifícios; este autor, contudo, concordou com Nelson (1974) que o método da seqüenciação não comporta a inclusão da espécie ancestral. O uso do "grupo + ", é uma alternativa que permite solucionar este problema. 

Incerteza no cladograma quanto à proximidade de três ou mais ramos entre si

Na classificação por seqüenciação três nomes seguidos que correspondam no cladograma a uma tricotomia podem ser tomados como uma simples seqüência, onde o primeiro seria o grupo-irmão dos outros dois, a menos que haja uma indicação explícita (o que não ocorre na subordinação). Wiley propõe que três ou mais táxons de uma politomia sejam acompanhados de " sedis mutabilis " (como já dito acima) indicando que qualquer deles poderá, com um estudo mais profundo e com a obtenção de novos dados, ser identificado como o grupo-irmão do restante. Isto é, que a seqüência apresentada não corresponde necessariamente à sequência de divisões e é modificável.

Na classificação por sequenciação um número considerável de grupos monofiléticos fica sem nome

Quando a sequência dos nomes dos táxons correspondentes aos ramos laterais de uma filogenia é listada no método da sequenciação, os grupos-irmãos dos sucessivos ramos laterais- ou grupos inclusivos - ficam sem nome. As vezes, esses grupos não são de maior relevância. Contudo, numa discussão detalhada da filogenia, analisando cada nível de universalidade, fica muito difícil referir-se a eles e eventualmente alguns táxons podem corresponder a grupos de grande importância evolutiva, taxonômica e /ou biogeográfica: em qualquer caso a ausência de nomes é por muito motivos desinteressante.

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