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Cana-de-açúcar (S. officinarum, S. spontaneum e S. robustum)

Cana-de-açúcar (S. officinarum, S. spontaneum e S. robustum)

Cana-de-açúcar (S. officinarum, S. spontaneum e S. robustum)

A planta é uma gramínea perene, pertencente ao gênero Saccharum, própria de climas tropicais e subtropicais. As variedades hoje cultivadas são quase todas híbridas, das espécies S. officinarum, S. spontaneum e S. robustum, entre outras. As principais características que as variedades devem apresentar são: alta produção, boa riqueza em açúcar, resistência a pragas e moléstias, baixa exigência quanto a solos, época de maturação adequada.

A cana-de-açúcar, seguida da beterraba, constitui a principal fonte primária para a produção do açúcar, um dos alimentos de grande consumo mundial. Além disso, serve como matéria-prima para o fabrico de álcool, aguardente, papel e outros produtos.

Indicações para o cultivo
São usados como mudas, para o plantio, toletes de vinte a trinta centímetros com algumas gemas ou brotos bem desenvolvidos. A cana-de-açúcar exige temperatura média anual de 20o C e um mínimo de 1.200mm de chuvas. Necessita de um período quente e úmido para vegetar e de outro frio e seco para amadurecer, isto é, para os colmos ou caules acumularem açúcar. Desenvolve-se melhor em solos profundos, argilosos, com boa fertilidade e boa capacidade de armazenamento de água, mas não sujeitos a se encharcarem. O pH mais favorável está na faixa de 5,5 a 6,5, abaixo do que é recomendada a calagem ou correção calcária.

O preparo do solo consiste em aração profunda e gradeação. Nos terrenos não ocupados anteriormente com cana, faz-se uma aração dois a três meses antes do plantio, e em seguida, quando necessária, a calagem. Pouco antes do plantio, faz-se nova aração, cruzando a primeira, e depois duas gradeações cruzadas. Nos terrenos já cultivados com cana, a primeira aração é feita depois do corte para arrancar e extirpar as soqueiras velhas; em seguida procede-se como no caso anterior. Na época do plantio das mudas, acrescenta-se ao terreno arado e gradeado uma mistura pronta de adubos e fazem-se sulcos de profundidade entre 25 a 30cm e espaçamento de 1,30 a 1,50m.

No Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, São Paulo e demais estados do centro-sul, a cana de ano e meio é plantada de janeiro a março, sendo colhida 18 meses depois, a partir de junho do ano seguinte. A cana de ano, plantada de setembro a outubro, é colhida na mesma época do ano seguinte. De modo geral prefere-se a cana de ano e meio, por dar maiores rendimentos. No Norte e no Nordeste planta-se de junho a setembro.

A adubação química, em quantidades variáveis de acordo com os tipos de solo, baseia-se em combinações dos três nutrientes básicos: nitrogênio, fósforo e potássio. Para a adubação verde, recomendam-se Crotolaria juncea e Dolichos lab-lab, por produzirem bastante massa verde em período curto. Semeadas após o arrancamento das touceiras, essas leguminosas devem ser cortadas e incorporadas ao solo cinco meses mais tarde. A vinhaça é aplicada em sulcos, bem antes do plantio, para permitir sua fermentação, na dose de 250.000l/ha.

Dispersão histórica
Originária da Nova Guiné, a cana-de-açúcar foi levada dali para o sul da Ásia, onde foi usada, de início, principalmente em forma de xarope. Data do ano 500, na Pérsia, a primeira evidência do açúcar em sua forma sólida. A propagação das culturas de cana no norte da África e sul da Europa deve-se aos árabes, na época das invasões. Nesse mesmo período, os chineses a levaram para Java e Filipinas.

Típica de climas tropicais e subtropicais, a planta não correspondeu às tentativas para cultivá-la na Europa. No século XIV, continuou a ser importada do Oriente, embora se tivesse propagado, em escala modesta, por toda a região mediterrânea. A guerra entre Veneza e os turcos levou à procura de outros centros abastecedores. Surgiram daí culturas nas ilhas da Madeira, implantadas pelos portugueses, e nas Canárias, graças aos espanhóis.

Foi contudo a América que ofereceu à cana-de-açúcar excelentes condições para seu desenvolvimento. Mais tarde, as maiores plantações do mundo se concentrariam nesse continente. Depois de Colombo ter levado as primeiras mudas para São Domingos, em sua segunda viagem (1493), as lavouras estenderam-se a Cuba e outras ilhas do Caribe. Dali a planta foi levada, por outros navegantes, para as Américas Central e do Sul.

No Brasil, há indícios de que o cultivo da cana-de-açúcar seja anterior à época dos descobrimentos, mas seu desenvolvimento se deu posteriormente, com a criação de engenhos e plantações com mudas trazidas pelos portugueses. Já em fins do século XVI, os estados de Pernambuco e Bahia contavam mais de uma centena de engenhos, tendo as culturas florescido de tal modo que o Brasil, até 1650, liderou a produção mundial de açúcar, com grande penetração no mercado europeu.

Quase metade da produção mundial de cana-de-açúcar é assegurada atualmente por quatro nações das Américas -- Brasil, Cuba, México e Estados Unidos. Seguem-se, pela importância de suas safras, países asiáticos como a Índia, a China e as Filipinas. No Brasil, após meados da década de 1970, a crise do petróleo tornou intensa a produção de etanol, a partir da cana-de-açúcar, para utilização direta em motores a explosão (hidratado) ou em mistura com a gasolina (anidro). Desde então o álcool combustível, saído de modernas destilarias que em muitos pontos do país substituíram os antigos engenhos, passou a absorver parte ponderável da matéria-prima antes destinada sobretudo à extração do açúcar.

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Campo, Gramíneas ou Ciperaceas

Campo, Gramíneas ou Ciperaceas

Campo, Gramíneas ou Ciperaceas

Trato extenso de terra, em que predominam as gramíneas e ciperáceas, o campo pode apresentar relevo horizontal ou ondulado. Região apropriada ao pastoreio, pela abundância de forrageiras e pela facilidade de localização e manejo das reses.

Os campos têm papel destacado na história da pecuária extensiva, e recebem no Brasil vários qualificativos, que buscam traduzir peculiaridades regionais.

São muitas as expressões regionais qualificativas do campo. Assim, campo de lei é aquele de qualidade ideal para a pecuária; campo limpo é o coberto por gramíneas e ervas rasteiras, ao contrário do sujo, que é aquele onde também ocorrem arbustos e outras plantas; campo nativo é a pastagem natural, por oposição ao campo feito, que é o plantado pelo homem, quase sempre de grama ou de qualquer outra forragem. É o campo artificial, contrário ao natural.

Há campos em que abundam arbustos e espinhos, que prejudicam a pastagem própria para o gado -- são os campos ditos carrasquentos; outros apresentam a flora baixa misturada a uma vegetação lenhosa xerófila, com árvores baixas, de troncos irregulares -- são os campos cerrados. O campo coberto é o de transição entre os campos e as matas, e embora ofereça pastagem, está entremeado de arvoredo escasso. O campo de baixada ou de várzea é o que se opõe ao de sertão, o primeiro por ser facilmente alagável, o outro pela secura. Há ainda o campo dobrado, com altos e baixos, e o campo de serra, localizado nas abas e altos das serras e também dito pelada.

A distribuição dos campos no Brasil é bastante irregular. Na planície amazônica, os campos são geralmente de várzea, e permanecem alagados na época das cheias. Recebem por vezes a designação de campinaranas ou falsas campinas. Entre Minas Gerais e Rio de Janeiro são mais comuns os campos de serra, ou serranos, como se observa na parte superior do maciço do Itatiaia e das serras de Caparaó, Órgãos e Caraça. Em São Paulo encontram-se os campos limpos, também abundantes no Mato Grosso do Sul.

No Centro-Oeste os campos não ocupam grandes extensões contínuas, em meio ao domínio geral do cerrado. Com exceção dos campos de várzea, como os varjões do Araguaia, ocupam geralmente superfícies altas e planas e assumem aspectos diversos, correspondentes às denominações de campo limpo e sujo. No Sul a ocorrência do campo beneficia-se de uma topografia suave, com cobertura herbácea contínua, entremeada de tufos ou de subarbustos isolados, principalmente na área da campanha gaúcha. A região Sul é a mais rica do Brasil em áreas campestres com aproveitamento de pastagens, o que explica o desenvolvimento de sua pecuária.

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Técnicas de Enxerto ou Enxertia

Técnicas de Enxerto ou Enxertia

Técnicas de Enxerto ou Enxertia
Enxerto, ou enxertia, é o processo de multiplicação vegetal que consiste basicamente em soldar um galho ou broto de uma planta ao tronco enraizado de outra, em geral mais resistente, para que nela se desenvolva com características aprimoradas. A parte implantada, chamada garfo ou enxerto, conserva as características da planta da qual procede. A parte que recebe o enxerto, chamada cavalo ou porta-enxerto, extrai do solo os nutrientes necessários à evolução do conjunto.

As técnicas básicas de enxerto provêm de tempos remotos, praticadas por chineses, gregos e romanos para multiplicar certas plantas, como a videira. Acredita-se que tais técnicas tenham sido inspiradas pela observação de galhos de espécies diferentes postos em contato pelo crescimento, fenômeno comum nas matas.

Entre as vantagens do enxerto, que constitui na prática uma relação de simbiose, sobressai a garantia de que as novas mudas reproduzirão as qualidades da planta-mãe, no tocante por exemplo a suas flores e frutos. Outra vantagem é que o uso de cavalos rústicos permite criar mudas vigorosas de espécies ou variedades muito suscetíveis a doenças e pragas. A enxertia é bastante comum na multiplicação de híbridos que, se nascem de sementes pelo processo sexuado, ficam expostos aos acasos da recombinação genética e podem sofrer mutações. A multiplicação vegetativa por meio de enxerto se pratica também para tornar mais precoces o florescimento e a frutificação, pois em geral os cavalos já têm um ano ou mais na terra quando recebem a parte enxertada.

Das várias regras a serem observadas para o bom êxito da operação, duas são fundamentais. A primeira diz respeito à compatibilidade entre o enxerto e o porta-enxerto, pois só plantas de espécies que tenham entre si certo grau de parentesco e analogia entre suas estruturas anatômicas podem ser enxertadas. A segunda regra recomenda a justaposição das camadas geratrizes (câmbios) das duas plantas, para assegurar a perfeita união de seus tecidos.

Tipos de enxertos. Existem numerosas modalidades de enxerto, todas contidas, de certo modo, nos três tipos principais que a fruticultura emprega. No enxerto por aproximação ou encostia, dois galhos de duas plantas, ambas enraizadas, são unidos em certo ponto onde parte da casca é removida. Depois que o enxerto "pega", corta-se abaixo desse ponto o galho que serviu como garfo.

O enxerto de garfo ou garfagem resume-se à implantação de um pedaço de galho da planta a ser multiplicada sobre um porta-enxerto compatível, mais rústico e já enraizado. A garfagem varia conforme a fenda aberta e a maneira de encaixe: pode ser, em relação ao cavalo, lateral ou no topo. O enxerto de borbulha consiste na inserção de uma gema ou broto da planta, extraído com casca e em forma de escudo, sob a casca fendida e levantada do porta-enxerto.

Para que um enxerto dê resultado, é fundamental que se ajustem perfeitamente as partes interligadas, com enfaixe do conjunto para que se acelere a fusão. O ponto da enxertia é revestido de cera, às vezes de mástique, parafina e barro, e os amarrilhos são feitos geralmente com ráfia. Os enxertos de borbulha, comuns para multiplicar macieiras, pereiras e fruteiras cítricas, e os de encostia, bem menos usados, mas recomendáveis para abieiros e sapotizeiros, são feitos após o início da primavera. Os enxertos de garfo, para plantas como caquizeiros e videiras, costumam ser praticados antes do fim do inverno, época de repouso vegetativo.

Mudas resultantes de enxerto, depois que vão para a terra, exigem freqüentes inspeções de seu estado geral. Brotos ladrões, que nasçam eventualmente num porta-enxerto, abaixo do ponto de enxertia, devem ser podados logo, para impedir que o cavalo cresça sozinho, rejeitando a parte que lhe foi implantada.

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Pau Roxo (Peltogyne angustiflora)


Pau Roxo (Peltogyne angustiflora)

Pau Roxo (Peltogyne angustiflora)
Ocorrência: sul da Bahia até São Paulo.

Outros nomes: pau roxo, guarabu, barabu, gurabu.

Características: espécie com 15 a 25 m de altura, com tronco liso de 40 a 60 cm de diâmetro. Folhas compostas de 2 folíolos glabros de 8 a 15 cm de comprimento por 3 a cm de lagura. Um Kg de sementes contém aproximadamente 700 unidades.

Habitat: Mata AtLântica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, dura, fácil de trabalhar, com alta resistência ao ataque de xilófagos. Cerne de coloração roxa, escurecendo com a exposição ao ar.

Utilidade: a madeira é utilizada em marcenaria fina, para construções externas, como postes, dormentes, moirões, cruzetas, porteiras, pontes, construção civil, caibros, vigas, ripas, guarnições, tacos, tábuas, assoalhos, na confecção de tacos de bilhar, mancais, cubos de rodas, carrocerias, esquadrias, etc. Pode ser usada em paisagismo e na regeneração de áreas degradadas.

Florescimento: outubro a dezembro.

Frutificação: setembo a outubro.

Pau Roxo (Peltogyne angustiflora)

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Flor | Variedades e Características das Flores

Flor | Variedades e Características das Flores

Flor | Variedades e Características das Flores

Flor é a estrutura que suporta os órgãos reprodutores das plantas superiores, ou fanerógamas, que se opõem às criptógamas, plantas cujos órgãos reprodutores são menos aparentes. Quanto à presença e distribuição das características sexuais, a flor pode ser: bissexuada, hermafrodita ou andrógina, quando possui os órgãos dos dois sexos (feijão); unissexuada monóica, quando é de sexos separados na mesma planta (abóbora); unissexuada dióica, quando há flores de um sexo num pé e de outro sexo em pé diferente (mamão); e assexuada ou estéril, quando desprovida de órgãos sexuais, sinal de degeneração (hortênsia).

A diversidade de formas, tamanhos e colorido das flores obedece, ao que tudo indica, a razões evolutivas: as plantas polinizadas pelo vento, como as ervas, apresentam flores simples e, às vezes, milimétricas; as que requerem a intervenção de insetos e pássaros para a polinização são vistosas, de grande tamanho e exalam perfumes para atrair o agente polinizador.

Gimnospermas
Há dois grandes grupos de plantas portadoras de flores. No grupo das gimnospermas, que compreende os pinheiros, as sequóias e os ciprestes, as flores, rudimentares na estrutura, são unissexuadas e reúnem-se em inflorescências compactas denominadas cones ou estróbilos. Após a fecundação e conseqüente formação de sementes, os cones femininos aumentam de tamanho e são chamados de pinhas. As flores das gimnospermas podem ser unissexuadas monóicas, como no gênero Pinus, ou unissexuadas dióicas, como no gênero Araucaria, mas sempre destituídas de atrativos: não têm perfume, nem coloração, nem néctar. A polinização, ou transferência de pólen de uma flor para outra, é realizada pelo vento e não por insetos ou outros agentes animais.

O pinheiro-silvestre ou pinheiro-bravo da Europa (Pinus sylvestris), dotado, quando adulto, de inflorescências masculinas e femininas, ilustra a importância das flores para a formação de sementes e a reprodução das espécies entre as gimnospermas. No cone masculino dessa árvore, inserem-se escamas que abrigam bolsas produtoras de pólen. O cone feminino contém escamas portadoras de óvulos. Os grãos de pólen, quando maduros, são libertados e levados pelo vento até os orifícios dos óvulos, onde germinam, emitem o chamado tubo polínico e produzem os verdadeiros gametas masculinos. Vários grãos de pólen podem germinar e fecundar diversas oosferas (gametas femininos) de um mesmo óvulo, com formação de vários zigotos e, portanto, de vários embriões. Apenas um zigoto (óvulo fecundado), no entanto, se desenvolve. No final do processo, o óvulo se transforma em semente. Uma semente íntegra abriga um embrião, que se origina do zigoto. A partir deste, quando a semente, em condições favoráveis, germina, forma-se nova planta.

Angiospermas
Rosas, lírios, cravos, margaridas, orquídeas, em suma, a quase totalidade das flores ornamentais mais comuns é produzida por plantas do grupo das angiospermas, o mais evoluído quanto à complexidade das formas e o mais abrangente quanto ao número de espécies. É entre as angiospermas que ocorre a típica estrutura de uma flor completa, constituída de uma haste ou cabo que a sustenta (pedúnculo) e em cuja extremidade (receptáculo) estão presas várias peças: as mais externas, estéreis, formam o perianto, e as mais internas, férteis, formam o aparelho reprodutor.

Perianto
O órgão de proteção e sedução da flor, o perianto, se constitui em geral de três círculos de folhas modificadas denominados, de fora para dentro, calículo, cálice e corola. As peças que constituem o cálice denominam-se sépalas e as que formam a corola, pétalas. O perianto pode estar ausente (flor aclamídea); ser único, se formado por um só círculo de peças, que, por convenção, se considera cálice (flor monoclamídea); duplo, quando coexistem cálice e corola (flor diclamídea); ou triplo, quando há os três círculos. O cálice pode ser dialissépalo, quando as sépalas são livres, ou gamossépalo, se soldadas entre si; verde, o que é a regra, ou petalóide, se as sépalas são coloridas. Quanto à consistência, pode ser foliáceo, paliáceo, córneo ou carnoso.

A corola, quanto à simetria, pode ser: radiada (actinomorfa), quando possui vários planos de simetria, com as pétalas semelhantes (papoula-de-seda); lateral (zigomorfa), quando possui um único plano de simetria, com uma pétala mediana ímpar e outras laterais, semelhantes duas a duas (feijão); bilateral (zigomorfa), se possui dois planos de simetria, com duas pétalas medianas, semelhantes, e outras, perpendiculares a elas, também semelhantes (begônia); ou irregular, quando não possui plano de simetria, sendo as pétalas desiguais (bananeirinha-de-jardim). A corola pode ser ainda dialipétala, quando as pétalas são livres, ou gamopétala, se soldadas entre si.

Androceu e gineceu
O aparelho reprodutor, responsável pela reprodução sexuada, é formado, de fora para dentro, pelo órgão masculino e pelo feminino. O órgão masculino (androceu) é formado de estames, cada um constituído de uma haste (filete), em cuja extremidade (conetivo) se insere a antera, formada de sacos polínicos (tecas), em cujo interior estão grãos de pólen, onde se formam os gametas masculinos. Os estames, quanto a seu número em relação ao de pétalas, podem ser: isostêmones, se em igual número; diplostêmones, se em dobro; ou polistêmones, quando em número maior que o dobro. Quanto à soldadura, podem ser livres (diastêmones) ou soldados entre si. Estes podem ser ligados pelos filetes (monadelfos), pelas anteras (sinantéreos), em dois grupos distintos (diadelfos) ou em vários grupos (poliadelfos). Estaminóide é o estame atrofiado, formado às vezes só pelo filete e outras vezes com antera estéril.

O órgão feminino (gineceu) é formado, nas gimnospermas, apenas de carpelos abertos, onde se fixam os óvulos, e, nas angiospermas, de carpelos fechados, cada um sobre si mesmo, ou vários soldados pelos bordos. A fusão dos carpelos resulta numa peça dotada de uma superfície viscosa receptora de pólen (estigma), continuada por um prolongamento filamentar (estilete), que acabam numa dilatação basal (ovário) onde estão os óvulos, responsáveis pela formação dos gametas femininos.

As características morfológicas e a disposição das peças florais conduziram  à sistematização do conceito de diagrama floral em botânica. Trata-se de uma representação gráfica em que, por meio de uma projeção ortogonal sobre um plano, traça-se a chamada hélice fundamental. Situam-se ao longo desta as sépalas, as pétalas, os carpelos etc.

Adaptações
A flor é o elemento componente da planta que registra de maneira mais pródiga as marcas da evolução, embora só apareça em certas fases e tenha duração efêmera. Isso se deve à complexidade de sua organização, decorrente da fixação de detalhes que visam a proporcionar a cada espécie as melhores condições possíveis de sobrevivência e de reprodução. Além das recíprocas adaptações entre as flores e os agentes polinizadores, certos fatos, como o enriquecimento do perianto, são tomados como evidências de relevo na evolução floral. Conquanto certas formas simples de perianto possam ser interpretadas como atrofias ocorridas ao longo dos tempos, a maioria das flores parece ter evoluído de perianto nulo ou único para duplo e triplo, mais capazes de dar proteção ao aparelho reprodutor e com maiores atrativos para os polinizadores.

Na flor primitiva, as peças de cada círculo são em geral independentes e daí evoluem para a fusão. Primeiro as sépalas, pétalas, estames e carpelos se apresentam livres. Depois aparecem o cálice em tubo, a corola única, que guarda ainda o vestígio da soldadura, os estames ligados pelos filetes, formando tubos, e o gineceu de ovários com carpelos isolados passa a ter vários carpelos soldados. Outro aspecto da progressão para o fusionamento é a ligação de peças de um círculo com as de outro, como periantos duplos, terminados na parte inferior em tubo comum, e a existência de estames epissépalos, epipétalos ou ligados a ovários. O ovário, na flor primitiva, geralmente está localizado no mesmo nível ou acima da inserção das outras peças florais. Na sucessão evolutiva das espécies, desce cada vez mais e, muitas vezes, mergulha no interior do pedúnculo, o que garante maior proteção ao futuro fruto.

A linha geral de evolução da maneira como as flores se dispõem numa planta revela forte tendência à condensação. A evolução, iniciada com a flor isolada, passou para as flores agrupadas, com pedúnculos que partem do mesmo ponto, e culminou na inflorescência em capítulo, uma espécie de cacho, onde as flores, quase sempre, exercem diferentes funções. As pequenas flores mais externas, nesse caso, constituem o órgão de atração dos polinizadores, enquanto só as mais internas são verdadeiramente incumbidas da reprodução. As vantagens da maior proximidade entre as flores são patentes. A visita de um polinizador a um capítulo, de fato, rende muito mais que aproximações múltiplas de flores distanciadas entre si.

Polinização
Para que, dentro da flor, a fecundação se processe, é preciso que os grãos de pólen (micrósporos) sejam transportados das anteras para o estigma. A polinização pode ser cruzada, quando o pólen é proveniente de outra flor, ou direta, quando ocorre entre as anteras e o estigma da mesma flor.

Se o pólen de uma planta for levado ao estigma de outra, de espécie diferente, em regra geral não há fecundação nem formação de semente. Nos casos em que, pelo contrário, for possível a fecundação, o resultado será a produção de sementes híbridas, de que também resultarão plantas híbridas. A produção de variedades híbridas, ou cultivares, que tira partido das possibilidades abertas pela polinização artificial das flores, tornou-se modernamente uma técnica indispensável na floricultura e horticultura, pois gera plantas mais produtivas, mais fortes ou, em se tratando de variedades ornamentais, mais exuberantes.

A polinização natural, quando realizada pelo vento, é dita anemófila e relaciona-se à posse de determinados caracteres morfológicos por parte da flor. As plantas que se polinizam pela ação do vento - gramíneas como o trigo, o milho e os cereais em geral - têm estames com filetes longos e tênues, capazes de oscilar espargindo o pólen, abundante e seco, ao mais leve sopro da brisa. Seus estigmas são alongados e plumosos, aptos a captar numerosos grãos de pólen entre as cerdas que lhes recobrem a superfície.

A polinização é dita entomófila, quando efetuada por insetos, e ornitófila, quando resulta da ação de pássaros. Em ambos os casos, as flores têm pólen pouco abundante, mas pegajoso, e periantos muito vistosos, graças aos quais exercem atração sobre os agentes polinizadores. Além disso, as flores têm glândulas odoríferas, produtoras de perfumes que também são motivo de atração, e nectários que segregam néctar, líquido adocicado de que os insetos se utilizam, juntamente com o pólen, para a fabricação de mel e como alimento. Flores de corola branca, ou de coloração bem clara, que se abrem à noite e possuem glândulas odoríferas, freqüentemente são polinizadas por morcegos. Diz-se, neste caso, que a polinização é quiropterófila, por ser praticada por esses mamíferos de hábitos noturnos.

Flor | Variedades e Características das Flores

A flor na história
As flores, por seu perfume e delicada beleza, já eram vendidas nos mercados da Grécia antiga e usadas como objeto de adorno e decoração. Foi a poetisa grega Safo quem chamou a rosa de "rainha das flores". Os patrícios romanos comiam salada de violetas e doce de rosas. Os árabes conquistaram a Pérsia (atual Irã), afamada por suas rosas, no século VII e, no século seguinte, ocuparam a Espanha. Daí o hábito de cultivar flores passou para o resto da Europa.

No século XVI tulipas turcas foram importadas por países da Europa e essas flores tornaram-se verdadeira mania. Até a primeira revolução industrial, porém, o comércio de flores tinha importância reduzida. A urbanização e a elevação do padrão de vida contribuíram para um rápido crescimento da floricultura. Os primeiros especialistas foram os jardineiros dos palácios reais, grandes propriedades e jardins públicos. Na atualidade, são técnicos formados pelas escolas agrícolas. Os sistemas de produção também foram modernizados. A partir das primeiras décadas do século XX, métodos científicos de pesquisa aplicaram-se à obtenção de flores para o cultivo e o comércio.

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Quaresmeira (Tibouchina granulosa)


Quaresmeira (Tibouchina granulosa)


Quaresmeira (Tibouchina granulosa)Ocorrência: Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Outros nomes: quaresmeira, flor-de-quaresma, quaresmeira-roxa, quaresma.

Características: A Quaresmeira (Tibouchina granulosa) é uma espécie semidecídua com 8 a 12 m de altura, tronco de 30 a 40 cm de diâmetro, com casca lisa e de coloração esbranquiçada. Copa densa, encorpada, globosa e baixa com vários ramos que quando mais jovens são levemente tetragonais. As folhas são simples e opostas geralmente descolores (com duas cores), de textura subcoriácea e coberta de pêlos em ambas as faces, com 15 a 20 cm de comprimento por 5 a 7 cm de largura. Uma característica marcante nesta planta e de outras que pertencem à mesma família, é a presença de três nervuras paralelas em suas folhas. As flores possuem coloração róseo-arroxeada e na época de floração tomam toda a copa. O fruto é uma cápsula deiscente com muitas e minúsculas sementes. Um Kg de sementes contém aproximadamente 3.300.000 unidades.

Habitat: Mata Atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, dura, de baixa durabilidade quando exposta à intempéries.

Utilidade: a madeira pode ser empregada para uso interno, confecção de objetos leves, brinquedos, caixotaria, etc. A árvore é muito ornamental, principalmente quando em floração. Pela beleza e pelo porte, não pode faltar em qualquer projeto de paisagismo. É ótima também para arborização de ruas estreitas sob redes elétricas, o que já vem sendo feito em muitras cidades do sudeste brasileiro. É uma planta pioneira de rápido crescimento sendo indicada para reflorestamento em áreas degradadas.

Florescimento: julho a agosto; dezembro a março.

Frutificação: junho a agosto; abril a maio.

Quaresmeira (Tibouchina granulosa)
Quaresmeira (Tibouchina granulosa)
Quaresmeira (Tibouchina granulosa)

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Yacon (Smallanthus sonchifolius)

Yacon (Smallanthus sonchifolius)

Yacon (Smallanthus sonchifolius)
Yacon (Smallanthus sonchifolius)O Yacon (Smallanthus sonchifolius) é uma planta originária da Cordilheira dos Andes cujas folhas e tubérculos são consumidos na forma natural em diversos países da América Latina. Seu consumo é feito há milhares de anos pelos incas. O yacon é mais conhecido como batata yacon e tem sido produzida no interior de São Paulo. Atualmente as batatas já podem ser encontradas em diversos países da Europa, tornando-se importante alimento funcional. Conhecida como batata do diabético, a batata yacon é empregada no tratamento de colesterol alto e de diabetes, pois os tubérbulos contém frutano, tipo de açúcar não absorvido pelo trato digestivo. Ao contrário da batata doce e da inglesa, a batata yacon não deve ser frita, nem cozida. Ela é consumida crua, como uma fruta, ou na forma de suco. A batata yacon costuma ser plantada em terra fofa e em altitudes elevadas. Sua raiz necessita de muita água.

Embora em escala bem menor que as batatas, na América do Sul as folhas de yacon são popularmente consumidas na forma de infusão para tratamento de diabetes, sendo que um pesquisador argentino revelou sua ação hipoglicemiante em ratos . Entretanto, as folhas não possuem futanos, substâncias típicas de partes inferiores de plantas, mas sim diversos diterpenóides  e lactonas sesquiterpênicas . As lactonas sesquiterpênicas são bastante conhecidas por seu largo espectro de ações biológicas e por sua ação tóxica através de consumo oral. Embora algumas destas lactonas das folhas do yacon apresentem ação anti-inflamatória in vitro, estudos in vivo ainda são necessários. Entretanto, estudo recente  revela que há fortes evidências de que tais substâncias são as que mais contribuem para provocar os danos renais observados após o consumo oral do chá das folhas desta planta em animais por um período prolongado. Em suma, o uso oral das folhas do yacon não deve ser estimulado.

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Araçá (P. littorale, P. cattleyanum)


Araçá (P. littorale, P. cattleyanum)

Araçá (P. littorale, P. cattleyanum)

Araçá (P. littorale, P. cattleyanum) é o fruto do araçazeiro, nome comum a dezenas de espécies da família das mirtáceas, a maior parte delas do gênero Psidium, a que também pertence a goiaba. A espécie mais cultivada é a P. littorale, ou P. cattleyanum, conhecida popularmente como araçá-de-coroa, araçá-da-praia, araçá-de-comer, araçá-do-mato, araçá-pêra, araçá-rosa e araçá-vermelho. É um arbusto de caule tortuoso, de até cinco metros de altura, cujo fruto, ovóide ou achatado, tem polpa branca ou vermelha, de sabor ácido.

Fruto da mesma família que a jabuticaba, a sabará, a pitanga, a uvaia, a cabeludinha e a guabiroba, o araçá é igualmente comestível, mas dificilmente encontrado à venda nos grandes centros urbanos.

O araçazeiro fornece madeira branco-avermelhada com veios escuros. Por ser compacta, elástica e resistente, é muito empregada em esteios e para cabo de ferramentas. Às folhas do araçazeiro é atribuída a propriedade de combater a diarréia.

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Bétula (Betula pendula, B. papyracea)

Bétula (Betula pendula, B. papyracea)

Bétula (Betula pendula, B. papyracea)

Bétula (Betula pendula, B. papyracea), também chamada vidoeiro, pertence à família das betuláceas e compreende mais de trinta espécies, entre as quais se destacam a bétula comum (Betula pendula) e a bétula do papel (B. papyracea), árvore de origem norte-americana cujo córtex é usado pelos índios para revestimento das tendas, em virtude de sua grande resistência à umidade. Tal propriedade se deve à betulina, substância contida nas fibras do córtex.

Árvore sagrada para os celtas e tribos indígenas da América do Norte, a bétula cobre extensas áreas arborizadas da zona temperada fria.

São árvores caducifólias, do hemisfério boreal, e extremamente resistentes ao frio. Apresentam um revestimento cortical esbranquiçado, que se desprende em lâminas, e suas folhas são triangulares e de bordas denteadas. As flores, praticamente reduzidas aos elementos reprodutores, agrupam-se em espigas alongadas, denominadas amentilhos. O fruto é uma noz dotada de pequenas asas (expansões que se observam em certas sementes ou em frutos) para facilitar sua dispersão pelo vento. A bétula tolera solos ácidos e arenosos, e para desenvolver-se necessita de zonas bem iluminadas em clareiras. Sua época de floração vai de abril a maio e as folhas são empregadas pelos herboristas em infusões diuréticas e cardiotônicas. A madeira é muito leve e emprega-se em marcenaria ou como fonte de pasta de papel.

Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)


Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)


Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)

Ocorrência: do Ceará ao Rio de Janeiro. Atualmente sua presença pode ser notada apenas nos estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Outros nomes: ibirapitanga, orabutã, arabutá, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, pau-rosado, pau-pernambuco.

Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)Características: espécie semidecídua com 8 a 12 m de altura. Consta ter existido no passado exemplares de até 30 m de altura e diâmetro de 50- 70 cm . Um exemplar antigo cultivado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro possui 25 m de altura e 60 cm de diâmetro. Seus ramos terminais, folhas e frutos são providos de pequenos espinhos. Folhas compostas duplamente pinadas (bipinadas) com 5 a 6 pares de pinas, cada uma com 6 a 10 pares de folíolos, com 1 a 2 cm de comprimento. Seu tronco é áspero e descamante através de placas de forma irregular, deixando mostrar por baixo uma superfície vermelho-alaranjada que contrasta com o restante da casca de cor cinza. Flores muito perfumadas, de cor amarela, que permanecem na planta por menos de uma semana. Frutos são vagens totalmente recobertas por espinhos que se formam logo após a floração e amadurecem deixando cair espontaneamente as sementes em menos de 50 dias. Um kg de sementes contém aproximadamente 3.600 unidades.

Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)

Habitat: floresta pluvial atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: muito dura, pesada, compacta, de grande resistência mecânica e praticamente incorruptível.

Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)Utilidade: nos tempos coloniais a madeira era muito utilizada na construção civil e naval e para trabalhos de torno, pela coloração vermelho-laranja-vivo. Era também exportada em grande quantidade para extração de um princípio colorante denominado "brasileína" muito usado para tingir tecidos e fabricar tintas de escrever, representando a primeira grande atividade econômica do país. Sua exploração intensa gerou muitas riquezas para o reino e caracterizou um período econômico de nossa história, que estimulou a adoção do nome "Brasil" ao nosso país. Sua madeira, já muito escassa, é empregada atualmente apenas para a confecção de arcos de violino, sendo exportada para vários países exclusivamente para este fim. Á árvore, de qualidades ornamentais notáveis e de grande importância histórica para o país, é amplamente cultivada em todo o país com fins paisagísticos.

Florescimento: setembro a outubro.

Frutificação: novembro a janeiro.

Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)
Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)
Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)
Pau-Brasil (Caesalpinia echinata)

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Sombreiro (Clitoria fairchildiana)


Sombreiro (Clitoria fairchildiana)


Sombreiro (Clitoria fairchildiana)Ocorrência: Amazonas, Pará, maranhão e Tocantins.

Outros nomes: palheteira, sobreiro, sombra de vaca.

Características: O Sombreiro (Clitoria fairchildiana)  é uma árvore decídua com altura de 6 a 12 m , tronco curto e revestido por casca fina e lisa. Folhas compostas trifolioladas, estipuladas, longo-pecioladas. Folíolos coriáceos, glabros na face superior e seríceo-pubescentes na inferior, com 14 a 20 cm de comprimento por 5 a 7 cm de largura. Frutos vagens deiscentes. Um Kg de sementes contém 1.800 unidades.

Habitat: floresta pluvial amazônica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, mole, medianamente resistente, fácil de trabalhar, de baixa durabilidade sob condições naturais.

Utilidade: a madeira pode ser usada na construção civil como divisórias internas, e forros, para confecção de brinquedos e caixotaria. A árvore proporciona ótima sombra e tem ótimo potencial paisagístico. É indicada para regeneração de áreas degradadas.

Florescimento: abril a maio.

Frutificação: maio a julho.

Sombreiro (Clitoria fairchildiana)

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Banana (M. acuminata, M. balbisiana)

Banana (M. acuminata, M. balbisiana)

Banana (M. acuminata, M. balbisiana)

Banana (M. acuminata, M. balbisiana) é o fruto da bananeira, planta da família das musáceas, oriunda do sudeste asiático e cultivada desde tempos imemoriais. Sua classificação no gênero Musa, algo complexa, reúne em quatro espécies as variedades comestíveis mais conhecidas. As variedades nanica e nanicão pertencem assim à espécie M. cavendishii; as bananeiras de frutos muito ricos em amido, e por isso não comidos crus, à M. paradisiaca; as variedades com frutos também ricos em amido, porém maiores e em pequeno número nos cachos, à M. corniculata; as demais variedades, à M. sapientum.

Alimento forte e facilmente digestível, a banana contém cerca de vinte por cento de açúcares e fornece aproximadamente cem calorias por cem gramas de polpa. Além do consumo in natura, que assegura sua intensa comercialização mundial, é também industrializada sob a forma de doces, passa, vinho, farinha e outros produtos.

A essa divisão do gênero em termos práticos contrapõe-se a tendência para classificar as variedades de acordo com sua origem, a partir das bananeiras ancestrais, M. acuminata e M. balbisiana, considerando-se o número de cromossomos existentes nas células. As variedades de maior importância são triplóides, com 33 cromossomos, mas há outras diplóides ou tetraplóides.

Propagação e cultivo
A bananeira cresce a partir de um rizoma que aflora à superfície do solo para a seguir desenvolver-se num pseudocaule de até dez metros de altura. Desse modo, com a seqüência de brotações, ocorre a formação de touceiras. Os pseudocaules são constituídos pela superposição das folhas, que nascem enroladas e se abrem paulatinamente.

Cada pseudocaule dá uma só inflorescência e, por conseguinte, um só cacho, para depois morrer ou ser cortado. Mas a produção de novos cachos fica assegurada pelo desenvolvimento de outros rebentos lançados pelo rizoma. A propagação da bananeira é feita por via vegetativa, com o plantio de partes do rizoma que sejam portadoras de brotos.

Como planta tropical, a bananeira exige temperaturas em torno de 25o C e precipitações mensais de 100 a 150mm. Cultiva-se nos mais variados tipos de solo, mas não se adapta aos que são muito compactos e mal drenados. O cultivo intensivo é feito sob desbaste, com a eliminação dos rebentos fracos e a manutenção de outros, que darão continuidade à touceira.

As doenças mais comuns das bananeiras, combatidas em geral com pulverizações, são as causadas pelos fungos fusarium (mal-de-panamá) e cercospora (mal-de-Sigatoka). Das pragas, a mais temível é a broca, larva de um coleóptero, Cosmopolites sordidus, que perfura os rizomas.

Banana (M. acuminata, M. balbisiana)

América Latina
A bananeira foi introduzida na atual República Dominicana em 1516.  Na segunda metade do século XIX iniciou-se o comércio mundial, em larga escala, de bananas produzidas na América Central e Antilhas.

O cultivo de banana na América Latina, que passaria a responder, com o tempo, por metade da produção mundial, foi feito a princípio em plantações modestas, por grupos isolados de agricultores. Mais tarde, passou à responsabilidade de companhias estrangeiras -- à frente delas a poderosa United Fruit Co. --, que introduziram técnicas altamente rentáveis de produção. Essas empresas, a maioria de origem americana, instalaram-se graças a concessões feitas por alguns países, principalmente do Caribe, e assumiram o controle do mercado em termos monopolísticos. Devido ao alto índice de rendimento obtido, a banana se tornou sem demora um dos principais produtos da região.

O Brasil, a Colômbia e o Equador situam-se entre os maiores exportadores mundiais. Mas é também muito expressiva a produção em outros países latino-americanos como México, Costa Rica e Honduras, e no Extremo Oriente (Índia, Indonésia, Filipinas e Tailândia).

As variedades mais comuns no Brasil são as chamadas nanica, nanicão, prata, ouro, maçã, figo, d'água, da terra, pai-antônio e são-tomé. A primeira colheita, nas variedades mais precoces, ocorre cerca de um ano após o plantio. Cada cacho, que pode pesar até cinqüenta quilos, contém de cinco a 15 pencas.

Banana (M. acuminata, M. balbisiana)
Banana (M. acuminata, M. balbisiana)

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Ingá (Inga uruguensis)


Ingá (Inga uruguensis)

Ingá (Inga uruguensis)

Ingá (Inga uruguensis)Ocorrência: São Paulo até o Rio Grande do Sul.

Outros nomes: ingá do brejo, ingá de quatro quinas, ingazeiro, ingá banana, angá.

Características: espécie com altura de 5 a 10 m , tronco de 20 a 30 cm de diâmetro. Folhas compostas paripinadas, de ráquis alada, com 4 a 5 jugas. Folíolos herbáceos, pubescência restrita às nervuras, superfície inferior de cor mais clara, com 4 a 14 cm de comprimento por 1 a 4 cm de largura. Muito comum nas beiras dos rios e planícies aluviais, preferindo solos úmidos e até brejosos. Um Kg de sementes contém aproximadamente 760 unidades.

Habitat: floresta pluvial atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderamente pesada, pouco resistente, de baixa durabilidade natural.

Utilidade: as flores do ingazeiro são melíferas e bastante atrativas para as abelhas. Os frutos são consumidos pelo homem e muito procurados pela fauna silvestre: macacos, periquitos, papagaios e peixes, especialmente os pacus e as piaparas. A madeira é empregada para caixotaria, obras internas, confecção de brinquedos, lápis, etc. Indicada para a regeneração de matas ciliares e paisagismo.

Florescimento: agosto e novembro.

Frutificação: dezembro a fevereiro.

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Candeia (Gochnatia polymorpha)

Candeia (Gochnatia polymorpha)

Candeia (Gochnatia polymorpha)Candeia (Gochnatia polymorpha)Candeia - Gochnatia polymorpha

Candeia (Gochnatia polymorpha)Nome cientifico: Gochnatia polymorpha
Família: Compositae
Nomes populares: Candeia ou Cambará

Onde é encontrada: Encontrada comum no Cerrado de altitude e zonas de transição entre o Cerrado, Caatinga e a Mata Atlântica. Apresenta-se com maior frequências nos estados da BA, MG, MS, PR, RS, SC, SP e SE.

Características: Árvore de até 10 m de altura. Tronco tortuoso, suberoso, com casca profundamente sulcada, com estrias largas. Folhas alternas, simples, oval a oval-lanceolada, com base e ápice agudos, subcoriáceas, branco-tomentosas na face inferior, de 14 a 18 cm de comprimento. Flores branco-amareladas, com cerca de 1 cm de comprimento, em inflorescências do tipo capítulo, densas nas axilas das folhas terminais. Fruto aquênio, pequenos, densamente pilosos e brancos.

Utilidades: Madeira de boa qualidade, propriedades medicinais.

Época de floração e frutificação: Floresce em Outubro, frutos em Dezembro.

Candeia (Gochnatia polymorpha)
Fotos:
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www.esalq.usp.br
areiaquecanta.blogspot.com

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Pinhão Manso (Jatropha curcas L.)

Pinhão Manso (Jatropha curcas L.)

Pinhão Manso (Jatropha curcas L.)Pinhão-manso (Jatropha curcas L.), também conhecido como pinhão-de-purga, pinhão-paraguai, manduri-graça, mandobiguaçu e pião.

O pinhão-manso é um arbusto ou árvore com até quatro metros de altura, flores pequenas, amarelo-esverdeadas, cujo fruto é uma cápsula com três sementes escuras, lisas, dentro das quais se encontra a amêndoa branca, tenra e rica em óleo. A semente contém 66% de cascas, fornece de 50 a 52% de óleo extraído com solventes e 32 a 35% em caso de extração por expressão (trituração e aquecimento da amêndoa). O pinhão-manso tem folhas em forma de coração.

A semente do pinhão-manso pesa de 0,48 a 0,72 g Essa planta ocorre espontaneamente desde o Maranhão até o Paraná.Sendo uma cultura existente de forma espontânea em áreas de solos pouco férteis e de clima desfavorável à maioria das culturas alimentares tradicionais, o pinhão-manso pode ser considerado uma das mais promissoras oleaginosas do sudeste, centro-oeste e nordeste do Brasil, apresentando ainda como vantagens o fato de não ser afetado (até o presente) por nenhuma praga. É altamente resistente a doenças e os insetos não o atacam, pois ele segrega um leite que queima."

Cultura da Planta :
A Planta nasce em todo tipo de terreno e altitude, tanto em terrenos de encosta como áridos e úmidos. As melhores condições entre altitudes de 600 m à 800 m.

Cultivo do Pinhão Manso :
Pode se obter muito progresso na multiplicação das plantas por meio de sementeiras ou por estacas.

Produtividade :
Tolerante aos vigores da seca, é claro que com chuvas regulares a produção é muito melhor, e a ação de ventos na época da floração não é muito propício.

Colheita do Pinhão Manso
A vibração do pé a meia altura faz com que caiam os frutos já maduros.


A Produção de mudas para o plantio , também passa a ser uma forma de comercializar o Pinhão Manso.

Vantagens do Plantio do Pinhão Manso
Severo na natureza, pode crescer e sobreviver com poucos cuidados.
Crescimento rápido e planta de vida longa
Planta de fácil propagação
Semente não comestível (tóxica) nem levadas por pássaros ou animais
Suportou com sucesso secas em Orissa, India
Biodiesel produzido foi testado analiticamente por Daimler Chrysler e recebeu status de promissor.
Controle da erosão ( reduz a erosão do vento ou da água ).
Melhoria da fertilidade do solo.
Aumento da renda para produtores rurais.
Tem alto teor de riqueza orgânica quando usada como adubo
Planta altamente adaptável, com grande habilidade para crescer em locais pobres, secos.

O pinhão manso talvez seja a planta mais indicada para a produção de energia. Mas ela não serve apenas para ter suas sementes transformadas em biodiesel, suas utilidades são muitas. A seguir apresentamos 100 motivos que fazem do pinhão manso uma planta de grande potencial:

1 É uma planta perene.
2 Produz bem em terras menos férteis.
3 É uma planta socialmente correta.
4 É uma planta rústica.
5 Produz mudas com facilidade.
6 Tem manejo e tratos culturais simples.
7 Emprega mão de obra sem qualificação.
8 Gera empregos fixos no campo.
9 Produz óleo combustível que substitui o caro diesel mineral.
10 A torta é um adubo rico em nitrogênio, fósforo e potássio.
11 A torta serve como substrato.
12 A torta decomposta em biodigestores produz gás gerando calor e energia elétrica.
13 Seu plantio recupera solos degradados.
14 Inicia a produção 120 dias após o plantio.
15 Poucas pragas atacam.
16 Colhem-se seus frutos por cerca de seis meses.
17 Sua colheita pode ser antecipada se houver irrigação das plantas no inicio da primavera.
18 Tem raízes profundas por isso à irrigação pode ser feita com intervalos entre 20 e 30 dias por gotejamento.
19 A partir do sexto mês de idade as plantas não são mais atacadas por formigas.
20 Pode ser plantada em consórcio com hortigranjeiros.
21 Pode ser plantada consorciada com seringueira.
22 Não há necessidade de derrubar todas as plantas nativas da área.
23 Sua produção não concorre com plantas destinadas à alimentação.
24 O preço do seu óleo ficará atrelado ao preço do petróleo.
25 Tem um crescimento rápido e vigoroso.
26 Produz mais em terras férteis.
27 É uma ótima fonte de renda para pequenas propriedades rurais.
28 Seu óleo pode ser usado como repelente de insetos em pomares.
29 O óleo pode ser usado para o combate à mosca do chifre.
30 Pode ser plantada em áreas onde a agricultura mecanizada é inviável.
31 Não precisa de máquinas para o seu cultivo.
32 Produz 5.000 quilos de grãos por hectare.
33 Produz 1.650 litros de óleo por hectare.
34 Produz 3.200 quilos de torta por hectare.
35 Seu óleo bruto tem um rendimento em éster superior a 94%.
36 Controla a erosão.
37 Evita a desertificação.
38 Tolera irrigação com água salobra.
39 Seu óleo pode ser usado para a fabricação de tintas e vernizes.
40 Seu óleo serve como remédio.
41 Mata a tiririca.
42 O gás produzido pela fermentação anaeróbica é fonte de calor
43 O gás metano gerado pela sua torta é combustível para motores que geram energia elétrica.
44 Seu óleo transformado em biodiesel polui 80% menos que o diesel.
45 O biodiesel do seu óleo não contém enxofre.
46 Seu biodiesel é ecologicamente correto.
47 Pode ser plantado pelo produtor sem afetar suas outras atividades.
48 É uma árvore de sombra, pode ser plantada no quintal.
49 Seqüestra cerca de 8 quilos de carbono por planta ano.
50 Podemos fazer sabão com seu óleo.
51 Seu óleo pode ser usado em lamparinas.
52 Em lamparinas seu óleo não faz fumaça.
53 Se plantada com espaçamento de 20 cm podemos fazer encerra de porcos.
54 Serve como quebra vento.
55 Podemos fazer divisões de pastos, substituindo a cerca de arame.
56 Os pássaros não comem suas sementes.
57 Os animais também não comem suas sementes.
58 Pode ser plantado em consórcio com mamona.
59 Pode ser plantado em consórcio com leucena.
60 Pode ser plantada em consórcio com moringa.
61 Tira o mau olhado, por isto era plantado à esquerda na entrada de sua casa, segundo a crença popular.
62 Pode ser plantada em consórcio com sisal.
63 A casca das sementes serve como ração animal.
64 A casca das sementes pode ser queimada em caldeiras gerando calor.
65 O chá de suas folhas combate a malária.
66 Podem ser feitas mudas por estacas.
67 Dá frutos no broto do ano.
68 Aceita muito bem a poda.
69 Floresce entre três e cinco vezes por ano.
70 Ocorre uma bifurcação de brotos após a florada.
71 Podem ser instalados apiários próximos às plantações.
72 Produz entre 20 e 40 quilos de mel por hectare.
73 Sua produtividade aumenta com o consórcio com abelhas, já que a polinização de suas flores é cruzada.
74 Há um aumento de renda com a venda do mel.
75 Pode-se consorciar com carneiros
76 O mel de suas flores tem propriedades medicinais.
77 Seu albúmen contém amido e pode produzir álcool.
78 Suas folhas e galhos cortados servem de cobertura no solo.
79 Seus galhos e folhas depois de decompostos se transformam em matéria orgânica.
80 Seus galhos podados podem ser transformados em celulose.
81 Seus galhos triturados podem ser transformados em gás metano.
82 Seu óleo aplicado em pomares espanta a mosca da fruta.
83 Pode ser plantada em 90% do território brasileiro.
84 É uma planta que exige calor e pouca de umidade.
85 Sua seiva é remédio para feridas.
86 É uma planta heliófila (de pleno sol).
87 Não é uma planta invasora.
88 O diesel mineral é mais caro que seu óleo.
89 Serve para produzir energia.
90 A planta iniciará a era da agroenergia.
91 Pode ser plantada em consórcio com a pupunha.
92 Pode ser plantada em consórcio com a palmeira real.
93 Pode ser plantada em consórcio com o palmito jussara.
94 Pode ser feito consórcio com gado leiteiro.
95 Pode ser plantado no quintal de casa.
96 Um trabalhador cuida cerca de 15 hectares.
97 Requer pouco investimento.
98 Pode ser plantada em consórcio com o Açaí.
99 É planta altiva e de porte elegante.
100 Finalmente, por que dá lucro!

Fonte: http://www.biodieselbr.com


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Trepadeira-Jade ou Trepadeira-Filipina (Strongylodon macrobotrys)

Trepadeira-Jade ou Trepadeira-Filipina (Strongylodon macrobotrys)

Trepadeira-jade ou Trepadeira-Filipina (Strongylodon macrobotrys)

Nome Científico: Strongylodon macrobotrys
Nomes Populares: Trepadeira-jade, Trepadeira-filipina
Família: Fabaceae
Categoria: Trepadeiras
Clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical, Tropical
Origem: Filipinas, Ásia
Altura: acima de 12 metros
Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

A trepadeira-jade é um arbusto perenifólio escandente e volúvel de grandes dimensões que pode atingir cerca de 12 a 15,0 m, muito ramificado e de folhagem densa. As folhas são compostas por três folíolos ovais acuminados, de consistência coriácea e brilhantes.

A trepadeira-jade é uma trepadeira vigorosa, perene, de ramos lenhosos, que pode alcançar muitos metros de altura, dependendo do suporte em que se encontra. Suas folhas abundantes são trifoliadas, com folíolos elípticos, alongados e verdes. Floresce na primavera e verão, com a formação de longas inflorescências axilares. As flores apresentam o formato de garras (unhas) invertidas, com um brilho perolado espetacular e uma coloração entre o verde e o azul, sendo comparada com as pedras preciosas jade, água-marinha e esmeralda.

A trepadeira-jade é uma planta excelente para cobrir estruturas fortes como pérgolas e caramanchões, devido ao crescimento vigoroso e à natureza das inflorescências que se destacam pendentes. Em outros tipos de suportes, como cercas e treliças não é possível apreciar por debaixo da planta, os cachos de flores. Fornece sombra agradável o ano todo e atrai beija-flores. As podas podem ser realizadas para contenção do crescimento e renovação da folhagem. Uma curiosidade: Nas Filipinas o polinizador natural da trepadeira-jade são os morcegos.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, irrigado a intervalos regulares. Adubações anuais na primavera ou verão estimulam florações mais abundantes. Aprecia a umidade e o calor. Não é tolerante ao frio intenso, devendo ser cultivada em regiões de clima mais quente. Multiplica-se por sementes, estaquia, alporquia e mergulhia.

Flor da África do Sul Tem Nome em Homenagem a Nelson Mandela

Flor da África do Sul Tem Nome em Homenagem a Nelson Mandela

Ouro de Mandela
Exemplar da flor chamada "Ouro de Mandela", que pode ser encontrada no Jardim Botânico Kirstenbosch, na Cidade do Cabo (Foto: Mark Wessels/Reuters)

Flor nativa da África do Sul tem nome em homenagem a Nelson Mandela 'Ouro de Mandela' pode ser vista no jardim botânico da Cidade do Cabo. Madiba esteve na reserva natural em setembro de 1996.

Nelson Mandela, morto aos 95 anos, foi inspiração para cientistas da África do Sul. Em setembro de 1996, pesquisadores do Jardim Botânico Kirstenbosch, da Cidade do Cabo, apresentaram ao então presidente sul-africano a flor Strelitzia Reginae que recebeu o nome popular de “Ouro de Mandela”.

Sua cor amarelada se destaca em meio à vegetação do Kirtenbosch, que fica próximo a um dos principais pontos turísticos da cidade, a Montanha Mesa (Table Mountain). O local é conhecido por preservar espécies de diferentes biomas do país africano.

O Instituto Nacional de Biodiversidade Sul-africano (Sanbi, na sigla em inglês), responsável por cuidar da reserva natural, informou por meio de nota que “continuará a defender a conservação e uso sustentável da rica biodiversidade da África do Sul como legado deixado por Madiba".

Flor Morcego ou Batflower (Tacca Chantrieri)

Flor Morcego ou Batflower (Tacca Chantrieri)

Flor Morcego ou Batflower (Tacca Chantrieri)

A Flor Morcego ou Batflower (Tacca Chantrieri) que também é conhecida como Batflower (em inglês) ou Flor Negra, é uma planta perene da família das Taccaceae, originária da Malásia e cultivada na Amazônia, principalmente em Manaus, como planta ornamental. Sua característica principal é a sua semelhança a um morcego, com as suas pétalas principais de cor entre o roxo escuro e o preto a fazerem parecer as asas de um morcego em pleno voo.

Planta tropical resistente e exótica. Gosta de iluminação indireta e local arejado, pouco menos de um ano após germinar já floresce, embora muitos textos apontem que só florescem quando a planta atinge pelo menos dois anos, na Amazônia não é assim, após germinar, com 6 a 7 meses já floresce, o problema é germinar pois o período para isso ocorrer vai de 30 dias a um ano.

Flor Morcego ou Batflower (Tacca Chantrieri) cresce até quase 1 metro,  além de folhas ornamentais possui flores curiosas que parecem morcegos. Estas flores exóticas não tem qualquer perfume e as suas “antenas” que saem de dentro da flor podem atingir os 20 centímetros de comprimento.

A propagação é feita por sementes e a terra precisa de ser rica em nutrientes e sais minerais. Pode ser cultivada em vasos ou diretamente no solo, florescendo várias vezes durante o ano. A flor morcego não tolera sol muito forte, sendo que à meia-luz é que se desenvolve melhor e mais depressa.

Nenúfar ou Ninfeia

Nenúfar ou Ninfeia

Nenúfar ou Ninfeia

Nenúfar ou ninfeia é o nome dado a todas as plantas aquáticas da família das ninfeáceas, que compreende oito gêneros nativos de regiões temperadas e tropicais de todo o mundo. Caracteriza-se pelos grossos rizomas firmemente ancorados na lama e dos quais partem longos pecíolos e pedúnculos. Os pecíolos sustentam as folhas arredondadas, em geral grandes, que boiam na superfície; os pedúnculos são os arrimos das flores, que podem ser brancas, amarelas, azuis ou em tons de vermelho.

Em muitas espécies silvestres de nenúfar, as flores, que podem ter até mais de vinte centímetros de diâmetro, só se abrem ao cair da tarde, para de novo se fecharem por volta do meio-dia seguinte.

A família das ninfeáceas está representada na flora brasileira pelos gêneros: Nymphaea, o mais difundido, Victoria, endêmico na região amazônica e que compreende as maiores ninfeias do mundo, e Cabomba, bastante raro espontaneamente. No Sul do Brasil freqüentemente cultiva-se o gênero Nelumbo, lótus cujo rizoma é usado, especialmente pela colônia nipônica, como alimento. Na América da Norte, a espécie mais comum é a Nymphaea odorata. A N. lotus, originária da Ásia tropical e do nordeste da África, produz grandes flores brancas e é conhecida como lótus-sagrado-do-Egito. Outras espécies são: N. stellata, nativa da África e cultivada como planta ornamental no mundo todo; N. rubra, da Índia, de grandes flores púrpura; e N. pigmea, da Ásia, de flores e folhas muito pequenas. Espécie comum na Europa, a N. alba, cruzada com o gênero Nuphar, deu origem a híbridos como a Nuphar lasiophylla da Bahia.

Muito comuns em jardins e parques, os nenúfares podem ser cultivados em valetas, tanques ou lagos com profundidade de cerca de um metro, no fundo dos quais se coloca areia, uma espessa camada de esterco e terra vegetal. A planta se multiplica pela divisão dos rizomas. A floração começa normalmente no verão e se prolonga pelo outono.

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Oliveira (Olea europaea)

Oliveira (Olea europaea)

Oliveira (Olea europaea)

Consagrada à deusa Atena, da qual seria uma dádiva, a oliveira simbolizava a liberdade e a pureza para os gregos, que com suas folhas trançavam coroas para ornar os atletas vencedores dos jogos periodicamente  disputados entre os diversos povos da Hélade.

Tipicamente mediterrânea, a oliveira (Olea europaea) é uma árvore de folhas perenes da família das oleáceas, a mesma do jasmim-verdadeiro e do lilás. Em geral mede de quatro a cinco metros de altura, mas pode chegar a mais de dez. O tronco é curto, com sucessivas curvaturas e nodosidades que lhe conferem peculiar aparência tortuosa.

As folhas, verde-escuras por cima e acinzentadas por baixo, são estreitas, lanceoladas, coriáceas e de bordas inteiras. As flores, pequenas e brancas, nascem em cachos nas axilas das folhas e desabrocham na primavera. O fruto ovoide, a oliva ou azeitona, a princípio verde, torna-se arroxeado ou preto ao madurar. A polpa carnosa contém quarenta por cento de matéria graxa e endocarpo lenhoso que encerra a semente. Mesmo maduro, o fruto tem sabor amargo e só depois de tratado com hidróxido de sódio e deixado cerca de seis meses em solução salina adquire o sabor com que chega à mesa. É mantido em conserva.

Parte expressiva da produção de frutos destina-se à obtenção do óleo ou azeite de oliva, contido nas células da polpa e extraído por pressão nos lagares. Digestivo e tradicional em suas múltiplas aplicações culinárias, o azeite de oliva foi também empregado na terapia informal, por suas virtudes purgativas.

O cultivo da oliveira é feito principalmente na região mediterrânea. A Itália e a Espanha são os principais produtores, seguidos de Portugal, Grécia, Turquia e Tunísia, mas há olivais em outras partes do mundo: Estados Unidos (Califórnia), Austrália e países sul-americanos, como Argentina e Chile.

Árvore rústica, adapta-se a uma ampla diversidade de solos, mas depende de um grau mínimo de umidade. É típica de climas temperados e requer o preparo do terreno, com arações superficiais, bem como adubações e podas. Multiplica-se por estaquia (plantio de galhos), enxertia e mergulhia (plantio de galhos flexíveis, vergados à terra e seccionados da planta-mãe depois de enraizarem). As mudas obtidas por sementes geralmente dão frutos de qualidade inferior, e por isso são utilizadas apenas como porta-enxertos de variedades mais apuradas.

Famosa pela longevidade, a oliveira é capaz de viver até mil anos, segundo se depreende de análises feitas em espécimes plantados no Oriente Médio. No Brasil, pode ser cultivada nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, ou em locais de temperatura média entre 15o e 20o C.

Oliveira (Olea europaea)
Oliveira (Olea europaea)
Oliveira (Olea europaea)
Oliveira (Olea europaea)
Oliveira (Olea europaea)
Oliveira (Olea europaea)

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