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Tempestades e Raios

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Previsões do IPCC Sobre o Clima

Previsões do IPCC Sobre o Clima

As previsões do IPCC  sobre o futuro climático do planeta Terra sempre foram questionadas por empresas poluidoras e pelos céticos do clima, cientistas que não acreditam na existência do aquecimento global e nas consequentes alterações climáticas no planeta.  Porém, muitas dos estudos e estimativas apresentadas pelo IPCC já foram confirmadas e muitos cientistas, antes céticos, passaram a acreditar na existência do aquecimento global.

O IPCC significa Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, foi criado em 1988 pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e pela OMM (Organização Meteorológica Mundial). É composta por cientistas e especialistas intersetorial de diferentes países e possuem a missão de pesquisar, analisar e gerar informações científicas, técnicas e socioeconômicas sobre as mudanças climáticas. É um órgão intergovernamental.

Considerando o relatório apresentado pelo órgão no início dos anos 1990, as previsões a respeito das alterações das temperaturas no planeta foram confirmadas, a confirmação foi publicada pela revista Nature Climate Change. Em 1990, os cientistas do IPCC haviam previsto que o clima responderia às concentrações de gases de efeito estufa pelos anos de 2010.

Previsões do IPCC Sobre o Clima

A confirmação também gera a admiração pelo fato dos cientistas em 1990 terem ferramentas eletrônicas mais lentas e obsoletas em comparação às utilizadas nos anos 2000 e 2010. Na época, os cientistas utilizavam modelos computacionais mais simples e mais lentos.

Em 1990, o IPCC estimou que as temperaturas médias do planeta iriam se elevar em 0,35°C e 0,75°C até 2010, ano em que o planeta estaria 0,39°C mais quente. Para o ano de 2030,  previsão é que o aquecimento atinja uma nova elevação de 0,7°C a 1,5°C. As pesquisas analisadas pelo IPCC são feitas a partir de pesquisas já prontas e cedidas originalmente por diferentes laboratórios e centros de pesquisa climática de todo o mundo. Em média, cada relatório do IPCC leva cinco anos para ser composto e publicado.

Após sofrer uma série de críticas e denúncias de manipulação de dados, o órgão passou por uma reforma estrutural, com a implementação  de novas normas de apresentação de autoria e fonte de financiamento de cada pesquisa apresentada para análise. A partir de 2011, o IPCC parou de aceitar pesquisas de veículos de imprensa, blogs e redes sociais, aprofundando a sua postura restrita e científica.

Perante às confirmações das previsões do IPCC, os céticos do clima não conseguem comprovar as suas teorias sobre a independência dos elementos naturais das atividades nocivas e poluidoras do homem, estando a questão da intensificação negativa do efeito estufa e do consequente aquecimento global como teoria e realidade mais aceitável pela humanidade.

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Bioclimatologia

Bioclimatologia

A Bioclimatologia é um campo científico interdisciplinar que tem como objecto de estudo as interacções entre a biosfera e a atmosfera terrestre, tendo como escala temporal as estações do ano ou intervalos de tempo superiores (contrastando com a Biometeorologia).

Exemplos de Processos Relevantes
Os processos climáticos influenciam fortemente a distribuição, tamanho, formas e propriedades dos organismos vivos na Terra. Por exemplo, a circulação geral da atmosfera à escala planetária determina de uma maneira geral as localizações dos grandes desertos ou as áreas sujeitas a regimes de precipitação frequente. Por sua vez, o regime de precipitação determina fortemente o tipo de seres vivos que habitam estes ambientes.

Bioclimatologia


A Biosfera tem tido um papel vital na actual composição química da atmosfera terrestre, em especial durante a evolução inicial do planeta. Actualmente, só a vegetação terrestre troca cerca de 60 biliões de toneladas de carbono com a atmosfera todos os anos, através dos processos de fotossíntese e respiração, tendo desta forma um papel muito importante no ciclo do carbono. De uma perspectiva global e anual, pequenas variações nestes dois processos (como as que ocorrem através de alterações na cobertura vegetal e no uso da terra), contribuem para o corrente aumento das concentrações atmosféricas de dióxido de carbono.

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Propriedades do Ar

Propriedades do Ar

Estas atividades simples ajudarão o aluno a compreender que, apesar de não conseguirmos enxergar o ar, podemos comprovar sua existência. São colocadas algumas questões que devem ser debatidas, aproveitando para desenvolver os conceitos de matéria e espaço: "Toda matéria ocupa lugar no espaço e dois corpos não ocupam o mesmo lugar."

Propriedades do Ar

Existência do ar
1. Encha de ar uma bexiga e dê um nó na ponta. O que aconteceria se você não parasse de soprá-la? O que faz a bexiga mudar de tamanho até estourar?

Comentários: Quando enchemos a bexiga, colocamos bastante ar num espaço pequeno. Todos os componentes do ar vão ficando espremidos, fazendo força contra a parede da bexiga até chegar um momento que esta força é tão grande e capaz de estourar a bexiga.

A matéria ocupa lugar no espaço
1. Coloque um pouco de água em outra bexiga e tente soprar para enchê-la. Por que ficou mais difícil encher a bexiga que já tinha água?

2. Coloque um papel amassado dentro de um copo. Enfie o copo numa bacia com água. Depois retire o papel de dentro do copo. Está seco ou molhado?

Propriedades do ArExperimento do copo

3. Pressione o êmbolo de uma seringa. Em seguida tampe com o dedo a extremidade menor e tente pressionar novamente. Repita o mesmo procedimento desta vez colocando água na seringa. O que existe dentro da seringa que dificulta o movimento do êmbolo?

Propriedades do Ar
Experimento da seringa


Comentários: Qualquer matéria ocupa lugar no espaço e é por isso que quando enchemos a bexiga ou a seringa com água fica difícil "colocar" mais ar dentro. O fato do papel permanecer seco também comprova a existência do ar, que impede a água de molhar o papel.

A força do ar contra a parede da bexiga, ou outra superfície qualquer, é chamada pressão.

Observe mais uma vez o esquema da atmosfera. Toda esta camada de ar está fazendo pressão sobre a superfície da Terra, da mesma maneira que o ar faz pressão contra a parede da bexiga. Nos lugares mais altos como morros e montanhas, a camada de ar é menor, portanto a pressão do ar também é menor. Em lugares mais baixos, por exemplo uma praia, a camada de ar é maior e desta maneira a pressão do ar também é maior.

É importante lembrar que o que varia é a quantidade de ar, mas não a proporção entre os componentes.

A pressão exercida pela atmosfera é chamada de pressão atmosférica.

Se compararmos a espessura da atmosfera em relação ao planeta, notamos que a atmosfera é como uma casca muito fina e por isso a pressão varia entre o mar e uma montanha. A variação da pressão atmosférica, ou pressão externa ao organismo, pode causar incômodo principalmente nos ouvidos, como um zumbido. Podemos sentir o efeito da pressão quando nos deslocamos em diferentes altitudes porque dentro do ouvido existe uma membrana muito sensível à variação de pressão que é o tímpano. O tímpano volta à posição normal logo depois de alguns minutos.

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Aquecimento Global e Inversão Térmica


Aquecimento Global e Inversão Térmica

Aquecimento Global e Inversão TérmicaAquecimento Global refere-se ao aumento da temperatura média da superfície da Terra. O fenômeno se manifesta como um problema que vem ocorrendo nas ultimas décadas.

O termo "aquecimento global" é um exemplo específico de mudança climática à escala global.

Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.

O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas consequências em nível global.

  • Consequências do aquecimento global:
o Aumento do nível dos oceanos
o Crescimento e surgimento de desertos
o Aumento de furacões, tufões e ciclones
o Ondas de calor

A inversão térmica é um fenômeno que ocorre naturalmente em vários lugares da Terra. Porém, quando ocorre nas grandes cidades, contribui para agravar o problema da poluição.

Próximo do solo mais frio, o ar se resfria; nas camadas superiores, é mais quente. Essa “inversão” de temperatura do ar atmosférico é chamada inversão térmica. Por algumas horas, até que o solo se aqueça, não há movimentação vertical do vento. Os poluentes ficam retidos bem perto do solo, agravando a poluição atmosférica. Quanto mais baixa for a camada em que ocorre a mudança de temperatura, mais aumentará a concentração de poluentes perto do solo. Em cidades muito poluídas, a “camada quente” funciona como um “tampão” que “prende” os poluentes na camada de ar frio.

Quando há inversão térmica, é muito comum ocorrer o smog, fenômeno que impede a visibilidade por algum tempo.

Aquecimento Global e o Mundo Globalizado

Aquecimento Global e o Mundo GlobalizadoAquecimento global

(1) Fenômeno causado, segundo alguns cientistas, por uma mudança no efeito estufa, que estaria aumentando a temperatura da Terra, devido às emissões excessivas de gases tóxicos, como o dióxido de carbono. As consequências mais graves seriam o derretimento de parte das calotas polares, mudança do clima e grandes inundações. (2) Aumento da temperatura média da Terra em decorrência do efeito estufa; dados apontam que houve um aumento de 0,6°C nos últimos 100 anos, o maior nos últimos mil anos; a década de 1990 e o ano de 1998 foram os mais quentes a partir de meados do século XIX; os cientistas preveem que a temperatura irá continuar crescendo nos próximos 100 anos e estima-se que este aumento seja de 1,5°C, e no mais pessimista, de 5,8°C, 1°C superior ao aumento da temperatura média desde a última era glacial até os dias de hoje; o aquecimento global vem gerando uma séria de graves consequências, tais como a elevação do nível dos oceanos; o derretimento de geleiras, glaciares e calotas polares; mudanças nos regimes de chuvas e ventos; intensificação do processo de desertificação e perda de áreas agricultáveis; pode também tornar mais intensos fenômenos extremos, tais como: furacões, tufões, ciclones, tempestades tropicais e inundações. (3) acréscimo da temperatura média na Terra causado por alterações na atmosfera provocadas pelas atividades humanas (Glossário Libreria, 2003).

Aquecimento Global e Inversão TérmicaContestações ao aquecimento global

Como já salientamos no início do texto, não é consenso na comunidade científica a ocorrência do aquecimento global e, nem mesmo, as suas causas. Para muitos, o Aquecimento Global, que seria uma “farsa”, não se baseia em fatos verdadeiramente científicos, causando certo alarmismo que não se justifica. Em algumas posições, a existência do problema é até admitida, mas não tomada como um efeito das razões antrópicas. Em outras perspectivas, não estaria acontecendo um aquecimento da Terra, mas sim um resfriamento rumo a uma glaciação.

Os chamados “céticos de clima” consideram que o gás carbônico não gera efeitos conclusivos sobre o clima, principalmente no sentido de intensificar o efeito estufa. Além disso, mesmo que esses efeitos climáticos ocorressem pelos gases-estufa, eles seriam mínimos, pois os principais reguladores do clima em ordem global são os raios solares e os oceanos.

As linhas de argumentação também se baseiam em contestações de alguns dos elementos acima explicados, como a suposta elevação dos oceanos – que teria se elevado menos do que se pensa e seria causada por outros fatores, tais como a órbita terrestre e lunar – e também os dados fornecidos pelo IPCC, que, segundo alguns autores, teriam um rigor científico questionável.

De toda forma, independentemente da existência ou não do aquecimento global, é possível concluir que se deve preservar o meio ambiente ao máximo, principalmente com a redução da poluição e do desmatamento, bem como com a preservação dos recursos hídricos. Afinal, o clima não é o único afetado pelas práticas predatórias geradas pelas atividades antrópicas, que podem acarretar problemas de saúde, falta de água e recursos, entre outras ocorrências.


Bioma PantanalEstepeTundra As Paisagens Mais Bonitas Do Mundo

Relatório do IPCC Reafirma Culpa Humana no Aquecimento Global 

Os cientistas estão mais seguros de que o ser humano é o maior responsável pelo aumento recente da temperatura da Terra, segundo o último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que será aprovado no final desta semana.

Numa reunião iniciada na segunda-feira (23 de setembro de 2013) em Estocolmo, cientistas e representantes governamentais vão discutir, linha a linha, a redação final do relatório sobre o que se sabe hoje acerca das alterações climáticas. Versões preliminares do documento classificam como “extremamente provável” (95% de certeza) que mais de metade da subida do termômetro global desde 1950 se deve às atividades humanas.

“As provas científicas das alterações climáticas são reforçadas ano após ano, deixando poucas incertezas quanto às suas graves consequências”, disse o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, na sessão de abertura da reunião de Estocolmo.

Relatório do IPCC Reafirma Culpa Humana no Aquecimento Global

O que está sobre a mesa agora é a avaliação da base científica sobre as alterações climáticas. Dois outros relatórios – sobre os impactos e sobre a redução das causas do aquecimento global – serão publicados mais tarde, em Março e Abril de 2014.

Neste primeiro relatório, 259 autores principais, acompanhados por centenas de outros cientistas, passaram a pente fino toda a produção acadêmica desde a última avaliação do IPCC, em 2007. Cerca de 55 mil comentários foram recebidos e avaliados.

Segundo versões recentes do relatório, o termômetro global poderá subir até 4,8 graus Celsius até 2100, no pior cenário, ou apenas 0,2 graus Celsius, no mais favorável. A subida no nível do mar é estimada num intervalo entre 26 a 81 centímetros.

No relatório de 2007, os cenários de aumento de temperatura estavam entre 1,1 e 6,4 graus Celsius e a subida do nível do mar entre 18 e 59 centímetros. Em 2007, havia 90% de confiança na culpa humana sobre a maior parte do aquecimento desde 1950.

Um tema que vai ser abordado no relatório agora é a relativa estabilização da temperatura média global na última década e meia. Esta tendência tem sido utilizada como argumento de sectores que contestam a tese da culpa humana nas alterações climáticas.

A Organização Meteorológica Mundial – que fundou o IPCC juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, em 1988 – tem chamado à atenção, no entanto, para o facto de a Terra estar a passar pelo seu período mais quente do último século e meio, desde que há registros fiáveis.

Entre as explicações possíveis dadas por cientistas para a subida menor da temperatura nos últimos anos estão variações na atividade solar e a absorção de calor pelos oceanos.

Durante quatro dias, o relatório do IPCC vai ser discutido, ponto a ponto, não só por cientistas, mas também por representantes governamentais – que têm assento no painel climático da ONU. Na sexta-feira, o IPCC deverá divulgar uma síntese do relatório, com cerca de três dezenas de páginas.

Esta é a quinta avaliação climática do IPCC, desde a sua a criação. A organização foi premiada com Prêmio Nobel da Paz em 2007, juntamente com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore. Nos últimos anos, tem sido alvo de críticas, devido a erros encontrados no seu último relatório, em particular sobre o possível derretimento dos glaciares no futuro.

O Círculo Polar Ártico pode Sofrer Invasão de Vegetação em Consequência do Aquecimento Global 

Parte do Círculo Polar Ártico pode ser invadida por espécies vegetais antes nunca vistas naquela região nas próximas décadas, à medida que capim, arbustos e árvores começarem a crescer no solo de gelo e "permafrost" devido ao aquecimento global, alertou um estudo publicado este domingo (1º).

As áreas com florestas no Ártico devem aumentar em até 52% até 2050 quando a chamada linha de árvores - a latitude máxima onde a vegetação consegue crescer - variar centenas de quilômetros para o norte, segundo simulações de computador publicadas na revista "Nature Climate Change".

"Esta redistribuição generalizada da vegetação no Ártico teria impactos que reverberariam no ecossistema global", explicou Richard Pearson, do Centro de Biodiversidade e Conservação do Museu Americano de História Natural.

O Ártico se tornou um dos "pontos quentes" do mundo quando se fala em aquecimento global. No último quarto de século, as temperaturas ali tem aumentado duas vezes mais rápido do que no resto do mundo.

"Estes impactos se estenderiam muito além da região do Ártico", destacou Pearson em um comunicado. "Por exemplo, algumas espécies de aves migram sazonalmente para latitudes mais baixas e confiam em encontrar hábitats polares em particular, como espaços abertos para construir ninhos no chão", acrescentou.

O Círculo Polar Ártico pode Sofrer Invasão de Vegetação em Consequência do Aquecimento Global
Dois mapas da região ártica mostram, em cima, a distribuição atual da vegetação, e abaixo, uma projeção para 2050 considerando um aumento do clima. A cor verde representa a cobertura vegtal com árvores, que, no segundo mapa, é claramente maior (Foto: AMNH/R. Pearson/Circumpolar Arctic Vegetation Map)

O Aquecimento Global Já Existia com o Fim da Era do Gelo Há 10 Mil Anos

O Aquecimento Global Já Existia com o Fim da Era do Gelo Há 10 Mil Anos
Cristais de gelo analisados com luz polarizada (Foto: Frédéric Parrenin/AAAS)
O aquecimento no fim da Era do Gelo já tinha relação com CO2. Dióxido de carbonoencontrado em gelo antártico tem mais de 10 mil anos. Segundo analistas, isso indica que mudança climática é, em parte, natural. 

Os índices de dióxido de carbono acompanharam o aquecimento do clima ao final da última Era do Gelo, revela um estudo de cientistas franceses publicado na quinta-feira (28 de fevereiro de 2013) na revista "Science", que soluciona um enigma que intrigava os estudiosos.

A questão veio à tona com bolhas de ar atmosférico, presas em testemunhos de gelo na Antártica, que remontam ao último degelo, terminado cerca de 10 mil anos atrás.

Estas minúsculas bolhas foram estudadas de perto, pois contêm dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa causador do aquecimento global.

Segundo o marco convencional, quanto mais alta ou mais baixa a concentração de CO2, maior ou menor é a temperatura atmosférica. Mas, estranhamente, as bolhas de CO2 não correspondiam aos níveis de aquecimento indicados na neve dos arredores, que data da mesma época.

Os céticos argumentam que isto demonstraria que os índices de dióxido de carbono subiram após o aquecimento da atmosfera terrestre.

Isto significaria que o aquecimento global atual poderia derivar, ao menos em parte, de meios naturais, e não das emissões de carbono decorrentes da queima de combustíveis fósseis, como sustenta o consenso científico.

Uma equipe chefiada pelo glaciologista francês Frederic Parrenin analisou o gelo de cinco expedições de perfuração profunda na Antártica.

Ao analisar a composição isotópica do gás nitrogênio nestas amostras, os cientistas disseram ter conseguido filtrar os indícios confusos dos dados.

No último degelo, a temperatura aumentou 19 graus Celsius, enquanto os níveis de CO2 atmosférico subiram 100 partes por milhão, afirmaram.

A discrepância se deveu ao processo físico pelo qual as bolhas de CO2 se formam em camadas sucessivas de neve.

"As bolhas de gás são sempre mais recentes do que o gelo que as cerca", reportou o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) francês, em um comunicado.

Os cientistas disseram que o estudo não examinou as razões para a elevação da temperatura que acompanham o degelo atual.

Há vários fatores naturais para o aquecimento global, incluindo erupções vulcânicas, bem como modificações do calor emitido pelo sol e pequenas mudanças no eixo e na órbita da Terra.

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Aquecimento Global | O Que é Aquecimento Global

Aquecimento Global | Controvérsias e Consequências do Aquecimento Global

Aquecimento Global

Causas e consequências
As causas apontadas pelos cientistas para justificar este fenômeno podem ser naturais ou provocadas pelo homem. Contudo, cada vez mais as pesquisas nesta área apontam o homem como o principal responsável.

Fatores como a grande concentração de agentes poluente na atmosfera contribui para um aumento bastante significativo do efeito estufa.

No efeito estufa a radiação solar é normalmente devolvida pela Terra ao espaço em forma de radiação de calor, contudo, parte dela é absorvida pela atmosfera, e esta, envia quase o dobro da energia retida à superfície terrestre. Este efeito é o responsável pelas formas de vida de nosso planeta. Entretanto, os agentes poluentes presentes na atmosfera o intensificam ocasionando um aumento de temperatura bem acima do “normal”.

O fator que evidenciou este aquecimento foi à investigação das medidas de temperatura em todo o planeta desde 1860. Alguns estudos mostram ser possível que a variação em irradiação solar tenha contribuído significativamente para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.

Dados recebidos de satélite indicam uma diminuição de 10% em áreas cobertas por neve desde os anos 60. A região da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950.

Estudos recentes mostraram que a maior intensidade das tempestades ocorridas estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores foram responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furações registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe.

Curiosidade:
O Protocolo de Kyoto visa a redução da emissão de gases que promovem o aumento do efeito estufa.

Aquecimento Global | Controvérsias e Consequências do Aquecimento GlobalAquecimento global refere-se ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra que se tem verificado nas décadas mais recentes e há possibilidade da sua continuação durante o corrente século. O fenômeno se manifesta como um problema na temperatura sobre as áreas populosas do Hemisfério Norte, entre Círculo Polar Ártico e Trópico de Câncer. O clima marítimo do Hemisfério Sul é mais estável; embora o aumento do nível médio do mar também o atinge. O clima marítimo depende da temperatura dos oceanos nos Trópicos; e este está em equilíbrio com a velocidade de evaporação da água, com a radiação solar que atinge a Terra e o Efeito Estufa (Albedo).

Se o aumento da temperatura média se deve a causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) ainda é objeto de alguns debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatólogos tenham recentemente afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988, no seu relatório mais recente diz que grande parte do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito estufa, causado pelo aumento nas concentrações de gases estufa de origem antropogênica (incluindo, para além do aumento de gases estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição). O consenso cientifico é de que o aquecimento global é antropogênico. A maioria das academias de ciências do mundo fizeram um comunicado conjunto para que acerca do consenso não houvesse dúvidas.


Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.

Aquecimento Global | Controvérsias e Consequências do Aquecimento GlobalA Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.

Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.

O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas consequências em nível global.

Consequências do aquecimento global
  • Aumento do nível dos oceanos (Controversa): com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
  • Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;
  • Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
  • Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.

Protocolo de Kyoto
Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

Conferência de Bali
Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

Conferência de Copenhague - COP-15
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Europeia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).

De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.

A Teoria do Aquecimento Global

A Teoria do Aquecimento GlobalA teoria do aquecimento global procura explicar as causas e consequências das cheias, secas, frio intenso e elevação da temperatura que provocam calor intenso, que têm ocorrido em todo o globo, aparentemente anômalas, não serão apenas produto de um ciclo natural e que como tal, o equilíbrio virá a ser restabelecido?

Mas afinal a temperatura global da Terra estará ou não a aumentar? A principal prova do que está a acontecer ao planeta reside nos polos, cujo eventual degelo das respetivas calotes polares devido ao aquecimento da Terra, para além de causar a redução da capacidade da superfície terrestre de refletir as radiações solares aumentando desse modo a sua absorção(com as consequências óbvias para a saúde humana e não só), teria uma repercussão imediata sobre o nível das águas de todos os mares, cuja subida poderia engolir partes importantes da Terra, sobretudo nas pequenas ilhas e zonas de delta ( só na China e no Bangladesh, este problema poderia afetar 70 milhões de pessoas, já para não falar no desaparecimento de muita da fauna e flora costeiras); aliás, segundo as projeções mais optimistas, a temperatura global deverá aumentar 0,3 ºC por década, ou seja, a temperatura da terra deverá aumentar no mínimo 3 ºC até ao ano 2100, fazendo subir o nível do mar em cerca de 20 cm até esta data (projeções que indicam mudanças mais rápidas do que em dez mil anos), com as consequências catastróficas que daí poderiam advir.

A prova científica mais recente e inequívoca prova da teoria do aquecimento global é sem sombra de dúvida o Atlas da Climatologia do Ártico. Este documento, que permite investigar o balanço do calor na superfície do Ártico e a circulação do complexo sistema climático da região, é produto de cerca de milhares de observações levadas a cabo por cientistas militares americanos e russos, desde 1948 até 1993, cujas sondas faziam o seu trabalho de medição debaixo de água e muitas estações móveis de pesquisa instaladas no gelo, registavam dados oceanográficos e meteorológicos, prospetando os recursos naturais daqueles espaços gelados e fazendo registo das suas condições climáticas, permitindo a elaboração de um documento singular, que contém informações únicas relativamente a dados oceanográficos, tanto no Inverno como no Verão, bem como o que diz respeito à as camadas de gelo e à meteorologia do Ártico, sendo que apenas uma quarta parte da informação disponibilizada neste documento permitiu a duplicação dos conhecimento de base que a comunidade científica civil possuía na altura, ou seja, isto permitiu prever efeitos do aquecimento global a longo prazo, passando esta teoria a ser vista como a prova científica aceite por quase todas as entidades.

Obs: Essa Teoria sobre o aquecimento global é controversa. Existem estudiosos de Climatologia que discordam do modelo teórico atual. A Principal controvérsia sobre o Aquecimento global é a causa do efeito estufa, acreditava-se que o efeito estufa era quem provoca o aumento da temperatura, ou seja, esta só existe depois daquela. Agora novos estudos provam, ou não? o contrário, isto é, primeiro as temperaturas é que se elevam e como consequência  há a emissão de gases como gás carbônico, dentre outros, que causam o efeito estufa. Veja o esquema sobre as duas teorias:

1. Antiga e mais estudada -> Efeito Estufa -> Elevação da Temperatura
2. Novo e menos conhecida -> Elevação da Temperatura -> Efeito Estufa

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O Efeito Estufa e o El Niño

O Efeito Estufa e o El Niño

O Efeito Estufa e o El Niño

O carbono presente na atmosfera garante uma das condições básicas para a existência de vida no planeta: a temperatura. A Terra é aquecida pelas radiações infravermelhas emitidas pelo Sol até uma temperatura de -27oC. Essas radiações chegam à superfície e são refletidas para o espaço. O carbono forma uma redoma protetora que aprisiona parte dessas radiações infravermelhas e as reflete novamente para a superfície. Isso produz um aumento de 43oC na temperatura média do planeta, mantendo-a em torno dos 16oC. Sem o carbono na atmosfera a superfície seria coberta de gelo. O excesso de carbono, no entanto, tenderia a aprisionar mais radiações infravermelhas, produzindo o chamado efeito estufa: a elevação da temperatura média a ponto de reduzir ou até acabar com as calotas de gelo que cobrem os polos. Os cientistas ainda não estão de acordo se o efeito estufa já está ocorrendo, mas preocupam-se com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera a um ritmo médio de 1% ao ano. A queima da cobertura vegetal nos países subdesenvolvidos é responsável por 25% desse aumento. A maior fonte, no entanto, é a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, principalmente nos países desenvolvidos. O Japão é o que tem registrado maior crescimento: de 1985 a 1989, sua emissão de dióxido de carbono passa de 265 milhões de toneladas por ano para 299 milhões.

Novo dilúvio – Pesquisas realizadas pela Nasa mostram que a temperatura média do planeta já subiu 0,18oC desde o início do século. Nos anos 80, fotos tiradas pelo satélite meteorológico Nimbus em um período de 15 anos registram a diminuição do perímetro de gelo em volta dos pólos. Supondo o efeito estufa em ação, os cientistas projetam um cenário de dilúvio: o aquecimento do ar aumenta a evaporação da água do mar, cria um maior volume de nuvens, faz crescer o nível de chuvas e altera o regime dos ventos. Haveria chuvas intensas em áreas hoje desérticas, como o norte da África e o nordeste do Brasil, e faltaria água em regiões férteis, como o meio-oeste dos EUA. O degelo das calotas polares elevaria o nível do mar, inundando ilhas e áreas costeiras. Holanda, Bangladesh, Miami, Rio de Janeiro e parte de Nova York, por exemplo, sumiriam do mapa.

O aumento da temperatura global também provocaria a multiplicação de ervas daninhas e insetos e a transferência das pragas de clima quente – como a mosca tsé-tsé, que vive no centro da África – para regiões de clima frio. A absorção do excesso de dióxido de carbono faria a vegetação crescer mais rapidamente e retirar mais nutrientes do solo. Segundo essas projeções, as florestas temperadas só sobreviveriam no Canadá.

El Niño

O surgimento da fase positiva (El Niño) está associado ao enfraquecimento dos ventos alísios, e caracteriza-se pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico Tropical e pelo registro negativo do IOS.

Os pescadores peruanos já conviviam com esse fenômeno que causava uma diminuição na quantidade de peixes na Costa do Peru, sempre na época do Natal, e por isso lhe deram o nome de El Niño (menino-Deus, em espanhol), repassando essa cultura aos seus habitantes

O El Niño - Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno de interação atmosfera-oceano, associado a alterações dos padrões normais da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e dos ventos alísios na região do Pacífico Equatorial, entre a Costa Peruana e a Austrália.

Além da temperatura do mar, o fenômeno ENOS pode ser medido pelo Índice de Oscilação Sul (IOS), que é a diferença média da pressão ao nível do mar entre os setores do centro-leste (Taiti/Oceania) e oeste (Darwin/Austrália) do Pacífico Tropical. Esse índice está relacionado ao aquecimento/resfriamento das águas na região.

As fases positivas e negativas do fenômeno ENOS são denominadas de El Niño e La Niña, respectivamente. Estes são fenômenos naturais que existem há vários anos e continuarão existindo como fenômenos cíclicos, entretanto sem um período regular.

Eventos de La Niña apresentam maior variabilidade e ocorrem com uma frequência menor do que eventos de El Niño. De 1900 a 1997, ocorreram 28 episódios de El Niño e 18 de La Niña, permanecendo 53% dos anos sem ocorrência dos fenômenos. Em geral, o episódio começa a desenvolver-se em meados de um ano, atinge sua intensidade máxima no final daquele ano, e dissipa-se em meados do ano seguinte.

Anos de El Niño e La Niña

O El Niño faz com que os ventos em altos níveis (12 km de altitude), chamados de Jato Subtropical, tornem-se mais intensos que o normal em decorrência do aumento do gradiente de temperatura entre o Equador e os Polos. O fortalecimento destes jatos cria um bloqueio para os sistemas frontais que chegam no estado, permanecendo estacionados sobre esta área.

Desta forma, ocorre um aumento da precipitação (anomalia positiva) nesta região, principalmente na primavera do ano em que o fenômeno se inicia, e no outono-inverno do ano seguinte, abrangendo mais intensamente as áreas próximas ao oceano (GRIMM et al., 1996).

Intensificação do Jato Subtropical e consequente bloqueio dos sistemas frontais.

Além do El Niño, existem outros fatores que influenciam na climatologia de chuvas e enchentes no estado, como as temperaturas do Oceano Atlântico, na costa catarinense, por exemplo, que podem ser responsáveis pelo aumento da precipitação no litoral.

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Componentes do Ar Atmosférico

Componentes do Ar Atmosférico

Componentes do Ar Atmosférico

O ar atmosférico é o envoltório gasoso da Terra, constituído principalmente de oxigênio e nitrogênio. Retirando-se do ar o anidrido carbônico e a água nele contida, 78,110% do volume restante cabem ao nitrogênio, 20,953% ao oxigênio, 0,934% ao argônio. As quantidades de neônio, hélio, criptônio, xenônio, hidrogênio, metano e óxido nitroso somam menos de 0,01% - em proporções individuais que variam de 0,001818 a 0,000050%. O anidrido carbônico ocupa normalmente 0,01 a 0,1% do volume do ar; a proporção de água pode variar de zero a 7%, e a de ozônio de zero a 0,000007%. Outros elementos como dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, amoníaco e óxido de carbono, cuja presença em geral não ultrapassa de limites dificilmente mensuráveis, devem ser considerados como impureza do ar devidas à poluição por industrias e veículos. O teor de óxido de carbono é mais elevado nas cidades e nas florestas onde apodrecem folhas, do que nos campos abertos. O anidrido carbônico desempenha papel importante na retenção dos raios infravermelhos da Terra. O peso de um litro de ar, a 0ºC e ao nível do mar, é de 1,2928 grama.

A composição do ar foi determinada pela primeira vez com exatidão por Lavoisier, que aqueceu em recipiente fechado uma quantidade conhecida de ar, em contato com mercúrio; ao cabo de doze dias, o mercúrio absorvera um quino do ar existente e apresentava-se coberto de placas vermelhas; mediante novo aquecimento, Lavoisier fez o mercúrio liberar uma quantidade equivalente de oxigênio.

Entre 1783 e 1785, Cavendish verificou que outras substâncias, além do oxigênio e do nitrogênio, entravam na composição do ar com cerca de 5%. E Ramsay descobriu, um século mais tarde, a existência de gases raros na composição do ar.

Uma das fontes mais importantes do oxigênio do ar são as plantas, que o repõem durante a noite: esse oxigênio é absorvido pela respiração dos homens e animais, pela oxidação de metais e por diversos tipos de combustão, que têm sido objeto de estudos relativos ao equilíbrio dos elementos químicos da atmosfera.

ComposiçãoO ar pode liqüefazer-se por resfriamento a - 193º sob forte pressão, constituindo então um líquido incolor que poder ser conservado por alguns dias em vasos de Dewar (recipientes munidos de duas paredes interiores de prata separadas por vácuo perfeito). O ar líquido e seus componentes, o nitrogênio e o oxigênio líquidos, obtidos por destilação fracionada, são produtos de grande importância para a indústria e para numerosos ramos de pesquisa. O nitrogênio líquido, por exemplo, é utilizado na conservação, supercongelamento e transporte de produtos alimentares.
 
O que é a poluição do ar?
Poluição: 1. Ato ou efeito de poluir, de degradar um determinado meio natural; poluição. - 2. O fato mesmo de esta poluído, ex.: a poluição atmosférica.

Poluição atmosférica é a emissão de gases tóxicos e de material particulado na atmosfera tem crescido em quase todas as grandes aglomerações urbanas e industriais do mundo, afetando não só a qualidade local do ar, mas produzindo efeitos que se manifestam a grandes distâncias e a longo prazo. Os ventos podem transportar os poluentes para longe, submetendo novas áreas a chuvas ácidas que destroem a vegetação e contaminam o solo. Nas cidades, os automóveis são responsáveis por uma parcela considerável da poluição do ar, já que os gases produzidos pelos motores a explosão contém poluentes diversos: óxidos de nitrogênio (NO e NO2) e monóxido de carbono, derivados oxigenados dos hidrocarbonetos, como aldeídos e peróxidos, partículas residuais da combustão, além de chumbo, até há pouco adicionado como antidetonante à gasolina. Nas baixas camadas da atmosfera e em presença da radiação ultravioleta e de hidrocarbonetos não queimados pelos motores, os óxidos de nitrogênio transformam-se em compostos fotoquímicos como o peroxi-acetil nitrato, extremamente tóxico para os vegetais.

As indústrias químicas, siderúrgicas, de eletrólise do alumínio, as fábricas de cimento, de papel, as refinarias de petróleo, os incineradores de lixo doméstico e industrial estão entre as principais fontes de emissão de poluentes. A nível global, os efeitos da poluição atmosférica podem ser detectados na modificação do teor gasoso do ar (proporções de vapor d’água, de CO2), na quantidade crescente de material particulado em suspensão na atmosfera, que a torna mais opaca e altera, em consequência, o balanço energético do planeta, podendo influir na evolução dos climas. A temperatura do ar também é modificada pela atividade humana, sendo possível detectar ilhas de calor sobre as grandes cidades. O lançamento de certas substâncias na atmosfera, como o clorofluorcarbono dos aerossóis, pode mesmo provocar alterações até a grandes altitudes, como a destruição, já verificada, da camada de ozônio sobre certos pontos da superfície do globo terrestre.

A poluição e seus agentes:
Se por um lado a civilização trouxe progresso e conforto ao homem, por outro lado provocou sérias alterações no equilíbrio natural. A sociedade industrial, que se desenvolveu a partir da segunda metade do século passado, não só consome recursos naturais, como despeja na biosfera toda sorte de detritos nocivos à saúde humana, animal e vegetal.

Toda vida, seja ela animal ou vegetal, ocorre numa faixa denominada biosfera, que inclui a superfície da Terra, os rios, lagos, mares e oceanos e parte da atmosfera. E a vida só é possível nessa faixa porque aí se encontram os gases necessários às espécies terrestres e aquáticas: oxigênio e nitrogênio. 

As proporções ideais desses gases no ar que respiramos devem ser aproximadamente 79% de nitrogênio e 21% de oxigênio. Quando tais proporções não são atingidas, diz-se que o ar está poluído.

Poluição, no sentido extenso, pode ser entendida como toda modificação química, física ou biológica do meio ambiente, que pode causar danos ao homem ou ao próprio ambiente, como a fauna e a flora.

Os agentes da poluição do ar são os resíduos de coisas fabricadas, usadas e jogadas fora; são gases nocivos à saúde ou mesmo de odor desagradável; são materiais radiativos no ar, em quantidades que possam afetar o homem - mesmo indiretamente, através dos vegetais e animais que o alimentam; são partículas resultantes da queima incompleta do carvão, da lenha, do óleo combustível.

Esses poluentes da atmosfera são encontrados em três estados: sólido, líquido e gasoso. Os poluentes sólidos consistem em partículas que resultam de vapores de metais fundidos que se oxidam e formam o que se chama fumo. As partículas de mais de 100 micra (milésimos de milímetro), que são lançadas no ar pelo vento ou por meios mecânicos, formam as poeiras. O resultado da queima incompleta de elementos combustíveis - lenha, carvão, óleo - são partículas extremamente pequenas de carbono, que produzem fumaça.

Um exemplo de poluente líquido é o ácido sulfúrico, resultante da combinação do anidrido sulfuroso - proveniente dos motores a combustão - com as moléculas de água suspensas no ar.

Quanto aos agentes gasosos da poluição, são gases liberados por águas contaminadas, corpos decompostos, motores, etc. Assim, organismos putrefatos desprendem metano, gás venenoso de cheiro nauseabundo. Os automóveis soltam o monóxido de carbono, altamente tóxico.

Os poluentes sólidos geralmente são visíveis. Por essa razão, os protestos públicos quase sempre se dirigem contra eles. Os poluentes gasosos só chegam a ser percebidos quando o cheiro que exalam é suficientemente forte. Mas então sua concentração na atmosfera já é tão alta que o perigo que representam para a saúde pode ser extremamente grave.

O lixo da civilização:
Um homem adulto consome diariamente 1,5kg de alimento sólido, 2kg de água e 15kg de ar, do qual os retiram o oxigênio que o sangue distribui pelo corpo. Esse mesmo homem pode viver cinco semanas sem comida, cinco dias sem água, mas não mais que cinco minutos sem ar. Isso significa que somos obrigados a respirar o ar disponível - poluído ou não.

Veículos e indústrias são dois dos maiores fornecedores de agentes da poluição. Chaminés despejam, sem parar, toneladas de enxofre, óxido de nitrogênio, ácido sulfúrico, dióxido de enxofre, ácido fluorídrico, hexacloreto de benzeno, sulfeto de carbono, cloro, fenóis, e outras substâncias nocivas.
Um automóvel em movimento solta monóxido de carbono (CO) pelo cano de escapamento. Esse gás é mortal em ambiente fechado. Mas sua presença no ar que nos cerca nas ruas é suficiente para causar problemas ao coração, á pele e ao delicado sistema nervoso central.

Outro gás encontrado na descarga de automóveis é o dióxido de nitrogênio (NO2), que ataca as mucosas pulmonares, provocando ardências, dores de garganta, violentos acessos de tosse e falta de ar.

Os adtivos dissolvidos na gasolina contêm chumbo tetraetila. Em suspensão no ar, ele é facilmente absorvido pelo organismo. Depositando-se nos ossos, em algum tempo causa gravíssimas intoxicações. Em casos agudos, pode provocar estado de coma, convulsões epilépticas, morte prematura ou defeitos físicos permanentes. Mulheres grávidas expostas a esse poluente estão sujeitas a abortos e partos prematuros. Uma simples freada liberta partículas de amianto, consideradas cancerígenas.

Não é sem razão que um relatório da Organização Mundial de Saúde, publicado em 1972, mostrou que as cidades se tornaram perigosos “focos cancerígenos”, ou seja, as populações urbanas contraem câncer com mais freqüência que as rurais. A poluição é, certamente, um do motivos. Determinadas zonas de São Paulo, Tóquio e Detroit concentram os maiores índices de poluição do planeta.

As armas de defesa:
As sérias conseqüências da poluição fizeram com que governos e empresas se preocupassem com os meios de combatê-la. Assim, vários equipamentos foram desenvolvido para diminuir os efeitos nocivos da emissão de agentes poluentes na atmosfera, mas nenhum deles é totalmente eficaz.
Eis alguns dos equipamentos mais utilizados na tentativa de neutralizar a ação dos poluentes sólidos.

Câmara de precipitação: recipientes onde a velocidade dos gases de descarga de veículos, de máquinas, etc., é diminuída de tal modo que as partículas sólidas podem se depositar, purificando o ar. Além de serem muito grandes, essas câmaras constituem uma espécie de “peneira grossa”, ou seja, partículas microscópicas, com diâmetro de 40 a 50 micra, podem escapar, permanecendo no ar. Os silenciadores de escapamento, por exemplo, desempenham também essa função de câmaras de precipitação.

Recolhedores em ciclone: imprimem ao ar um movimento circular ascendente. Durante o movimento, pela força da inércia, as partículas sólidas dirigem-se para baixo, sendo recolhidas. O ar que ficou purificado escoa pela extremidade superior da instalação. Empregam-se ciclones em vários tipos de indústria.

Depuradores a água: o ar é “lavado” por uma chuva de pequenas gotas de água, que recolhe as partículas sólidas e as carrega para uma câmara de coleta. Para um funcionamento eficiente desse sistema, as partículas não devem ter diâmetros inferiores a 30 micra. Usam-se tais depuradores, por exemplo, na indústria têxtil, nas quais há fibras em suspensão no ar.

Filtros eletrostáticos: este sistema consiste em carregar de eletricidade as partículas suspensas, que, a seguir, são atraídas para uma placa, na qual existe uma carga elétrica contrária. Tais filtros são empregados em modernas fábricas de talco e de cimento, por exemplo, saindo o ar pela chaminé com 99,5% de pureza.

No caso da poluição gasosa causada pela combustão incompleta, que dá origem aos gases venenosos como o monóxido de carbono, o dióxido de nitrogênio e o dióxido de enxofre, a solução é aperfeiçoar os processos de combustão. Eleva-se a temperatura ou empregam-se catalisadores como a platina, que reduzem os efeitos nocivos. Quando a poluição é de gás sulfídrico (H2S), pode-se proibir o uso de carvões e óleos combustíveis com elevado teor de enxofre. Ou adotar o gás natural - uma mistura mais simples - como combustível.

Outros poluentes gasosos podem ser eliminados ou diminuídos pelo processo de absorção, que é a incorporação de uma substância à superfície da outra - geralmente gel de sílica ou carvão ativo (isto é, finamente dividido).

A redução dos gases nocivos na descarga dos veículos motorizados pode ser obtida através da utilização de equipamentos que recirculam esses gases, fazendo-os dissolver-se em alta temperatura. É o caso das câmaras de pós-combustão dos modernos jatos, que produzem um empuxo adicional.
Outra forma de reduzir a poluição causada por automóveis é passar a produzir gasolina sem chumbo tetraetila, um aditivo utilizado há mais de 50 anos, para impedir a explosão espontânea da gasolina.

Uma luta de todos:
Multidões andando pelas ruas com máscaras contra gases; as luzes permanentemente acesas para combater a escuridão provocada pela fumaça constante; árvores e parques protegidos por redomas de vidro. Este quadro não está longe de se tornar realidade nas grandes metrópoles do mundo. Apesar dos esforços desenvolvidos por algumas empresas e governos, o processo da poluição do ar parece irreversível. Somente uma modificação radical no conceito de cidade poderá evitar que esse processo leve a humanidade a um final desastroso. Já foi dito que a única solução viável para os problemas de Nova Iorque seria evacuar a cidade e destruí-la com uma bomba atômica, para depois começar tudo de novo, evitando os erros do passado. Resta esperar que a tecnologia encontre soluções menos drásticas, e que as cidades voltem a ser os lugares belos e agradáveis que um dia foram.

Rodízio de carros: Controle de emissão de gases

Os veículos automotores em circulação são as principais fontes de poluição nas grandes cidades.

Todos os poluentes emitidos pelos veículos são prejudiciais à saúde. Contudo, a fumaça preta, gerada pelos veículos movidos a óleo diesel, apresentam um grau de agressão maior.

No inverno, o problema da poluição se agrava por causa da inversão térmica (fenômeno causado pela prisão de uma massa de ar quente, por duas de ar frio), falta de chuvas e ventos para dispersão dos poluentes na atmosfera.

Nos períodos em que ocorre um aumento considerável da concentração de partículas inaláveis no ar, pesquisas médicas comprovam um elevado aumento das doenças respiratórias, cardíacas e oculares, e no número de mortes, em crianças e idosos.

Como prevenção e colaboração, sugerimos algumas medidas abaixo:

- Evite circular com o veículo nos horários do rush;

- Mantenha sempre o motor do veículo com as regulagens originais de fábrica;

- Não acelere o veículo desnecessariamente;

- Evite excesso de carga (caminhões), e peso morto nos automóveis (carregar tranqueiras);

- Pneus descalibrados;

- Não retire o catalisador dos veículos de passeio, obrigatório por lei nos veículos de 1991 em diante;

- Não abra a bomba injetora (veículos a diesel);

- Abasteça o veículo com combustível de boa qualidade;

- Desligue o veículo quando ficar retido dentro de túneis, ou em congestionamentos;

Observando as sugestões acima, você estará evitando multas e economizando dinheiro e combustível, além de colaborar com a qualidade do ar o ano todo.

Pela Lei n.º 9.358 de 13/06/1996, estão liberados do rodízio, mas não das multas por dispersão de poluente, os seguintes veículos:

- Emergência (Bombeiros, Viaturas Policiais, Ambulâncias);

- Prestações de serviços essenciais (Serviços da Água, Luz, Gás, Telefone);

- Transportes de valores, coletivos, escolares;

- Motos;

- Táxis;

- Tratores e máquinas;

Os valores da multa para o mês de Agosto/96, são:

- Por dispersão de poluentes (excesso de fumaça)- 60 UFESP’s

- Por não obedecer ao rodízio de veículos- R$ 100,00, por dia de infração, dobrando de valor no caso de reincidência.

No caso de se observar quaisquer anomalia no veículo, comunicar ao Despachante de veículos, informando o problema.

Fonte de informações: Operação Caça Fumaça - Operação Rodízio - S.M.A. - CETESB - 1996.

Resumindo:
Os gases são formados de partículas tão minúsculas que não dá para vê-las. Por isso, sempre que dois ou mais gases se misturam, formam uma mistura homogênea, isto é, uma solução.

Daí podemos dizer que o ar é uma mistura homogênea gasosa formada principalmente de nitrogênio e oxigênio. No ar também temos argônio e gás carbônico em quantidades muito pequenas. Também temos um pouco de vapor d’água. Em 5 litros de ar temos 4 litros de nitrogênio e 1 litro de oxigênio. Portanto, em 50 litros de ar temos 40 de nitrogênio e 10 de oxigênio. Ou ainda, 100 litros de ar são 80 de nitrogênio e 20 de oxigênio. Em números mais precisos, são 78 litros de nitrogênio e 21 litros de oxigênio. Portanto o ar tem 78% de nitrogênio e 21% de oxigênio. Isso significa que, se tivermos 100 partículas de ar no total, teremos 78 de nitrogênio e 21 de oxigênio.

Somando: 78 + 21 = 99

A partícula que falta para completar 100 é de argônio. No ar também há gás carbônico, só que muito pouco, sua porcentagem no ar é de 0,03%. A quantidade de vapor d’água no ar varia, quando o dia está úmido, há mais vapor d’água no ar.

Nas grandes cidades, o ar contém nitrogênio, oxigênio, argônio, gás carbônico, vapor d’água e mais os poluentes. Os poluentes são substâncias jogadas no ar pelo homem. São substâncias produzidas principalmente por carros, caminhões, ônibus e fábricas. Os poluentes do ar são muitos. Um deles é o monóxido de carbono. Outro é o pó, que os técnicos chamam de material particulado, isto é, uma substância em forma de partículas. O monóxido de carbono é formado na queima de madeira, gasolina, gás de cozinha, etc., feita com pouco ar. Isso acontece quando se queima carvão ou madeira numa casa fechada ou se liga o motor de um carro numa garagem fechada. Poeira, que é pó muito fino, é um poluente difícil de evitar, pois muitas coisas que fazemos produzem pó.

Existem mais outros poluentes. Um deles é uma outra “forma” de nitrogênio. O nitrogênio é uma substância muito estável mas pode ser transformado dentro do motor de um carro, porque a temperatura é muito alta. Essa substância é prejudicial.

A qualidade do ar depende da quantidade de poluentes. Todos nós podemos contribuir para melhorar a qualidade do ar, não o poluindo.

Quando se diz ar atmosférico puro, não se quer dizer substância pura. Ar puro quer dizer ar que não tem substâncias poluentes. O ar do campo é mais puro que o da cidade, mas isso não quer dizer que é oxigênio puro. Isso quer dizer que no ar do campo tem menos substâncias poluentes que o ar da cidade.

Nossa saúde depende diretamente da qualidade do ar. Ar poluído causa doenças. Quando respiramos, todos os gases do ar entram no pulmão. Mas só o oxigênio é aproveitado. Os outros gases que estão naturalmente no ar ( nitrogênio, argônio, gás carbônico e vapor d’água) não atrapalham. Porém, os gases poluentes são prejudiciais. Quando respiramos, o oxigênio se liga a uma substância do sangue e é levado para todo o corpo. Com o nitrogênio não acontece nada, ele sai quando soltamos o ar.

O nitrogênio e o oxigênio têm propriedades diferentes, vejamos algumas:

- Nitrogênio é um gás incolor.
Oxigênio é um gás incolor.

- Nitrogênio forma mistura homogênea com oxigênio.
Oxigênio forma mistura homogênea com nitrogênio.

- Oxigênio se liga ao ferro e forma ferrugem.
Nitrogênio não se liga ao ferro.

- Oxigênio faz uma vela queimar.
Nitrogênio não deixa uma vela queimar.

- Oxigênio se liga a uma substância do sangue e é carregado por ele.
Nitrogênio não se liga a nenhuma substância do sangue.

Fonte: www.megatimes.com.br