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ESTAÇÃO ECOLÓGICA ALTO MAUÉS - AMAZONAS

Estação Ecológica Alto Maués é uma das Unidades de conservação (UCs) com maior número de primatas do mundo.

O estado do Amazonas conquistou mais uma Unidade de Conservação (UC), a Estação Ecológica (Esec) Alto Maués, que possui uma área de 668.170 hectares. O decreto da Presidência da República foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) da sexta-feira (17 de outubro de 2014).

A nova Esec é uma das UCs com o maior número de primatas brasileiros, apresentando 13 espécies, sendo três delas endêmicas, ou seja, que só ocorrem na região. Também habitam o local 624 espécies de aves, sendo 28 migrantes do hemisfério norte e duas do hemisfério sul, além de três espécies ameaçadas de extinção. Segundo o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio), o habitat da região também é adequado à sobrevivência e reprodução da onça pintada.

Os objetivos da nova Estação Ecológica são proteger a biodiversidade local, garantir a frequência dos serviços ecossistêmicos e contribuir para a estabilidade ambiental da região. A UC faz divisa com outras áreas protegidas, como o Parque Nacional da Amazônia e as Florestas Nacionais de Pau-Rosa e do Amanã.

A Estação Ecológica Alto Maués não possui ocupação humana e por isso mantém integridade da cobertura vegetal florestada. A UC faz parte das metas do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM) e consta no documento Área Prioritária para Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira.


ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO CASTANHÃO - CE


Localização
A Estação, está localizada a aproximadamente 270 km de Fortaleza. A Estação está no chamado Embasamento do Nordeste, na Depressão Sertaneja dos Planaltos Residuais Sertanejos.

Superfície
12.579 hectares

Bioma
Caatinga

A Estação Ecológica do Castanhão foi criada como medida compensatória dos impactos gerados pelo enchimento do Açude do Castanhão.

Clima
O clima é tropical austral do Brasil setentrional semi-árido, mediano a muito forte. A pluviosidade anual oscila entre 750 a 1000 mm e a temperatura média é de 27 ºC.

Relevo
O relevo em sua maioria é de suavemente ondulado a ondulado. Os solos são brunos não-cálcicos, mas também ocorrem solos podzólicos.

Flora
A principal fisionomia vegetal da Estação é a savana estépica arborizada, de acordo com o mapa de vegetação do Brasil, do IBGE.

Possui ecossistema de caatinga. A vegetação nativa é característica de caatinga hiperxerófila com porte arbustivo e densidade tendente a aberta, com adensamento esparsos. As principais espécies encontradas são a Mimosa acustipula (jurema preta) e Croton sp (marmeleiro), indicando estágio da pioneira de sucessão vegetal marcado pela forte ação antrópica.

Caatinga
Fonte: Ibama

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO SERIDÓ - RN

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO SERIDÓ

Esta unidade foi criada para preservar o ecossistema da Caatinga, apresentando como peculiaridade a semi-aridez do clima e a vegetação típica do sertão nordestino. Está localizada no sudoeste do estado do Rio Grande do Norte, no município de Serra Negra do Norte.

Região: Nordeste

Estado: Rio Grande do Norte

Município: Serra Negra do Norte

Bioma: Caatinga e Ecossistemas Costeiros

Área: 1.163,00 ha

Criação: Decreto 87.222 (31/05/1982)

Unidade de Proteção Integral

A principal via de acesso é a BR-304, a partir de Natal, sentido Currais Novos, deste município toma-se a BR-427 para Caicó, seguindo em direção a Serra Negra do Norte. Chegando no Km 128 percorre-se mais 4 Km de estrada de cascalho até a sede da unidade. A cidade mais próxima à unidade é Caicó que fica a uma distância de 280 Km da capital.

Caatinga

O clima é muito quente e semi-árido, tipo estepe, com forte insolação e baixa nebulosidade. A temperatura varia de 20 a 32 graus, com precipitação anual média de 497 mm. A região do Seridó é a mais seca de todas as regiões do semi-árido.

O relevo é levemente ondulado, com altitude média de 200 m sendo que ao norte da unidade existe uma elevação de 386 m denominada Serra Verde.

O Seridó apresenta um tipo peculiar de caatinga, seca e esparsa, com arbustos e árvores de até 2 m de altura isolados. O estrato mais baixo é formado por pereira, faveleira e catingueira, enquanto o estrato mais alto apresenta raras umburanas. Devido à aridez da região a fauna é pobre em espécies e em quantidade, tendo os insetos como grupo de maior representatividade.

Alguns mamíferos como: raposa, gato-maracajá, tatus, cotias, mocós e preás, habitam esta região. Para as aves, foram observadas até o momento 57 espécies. A caça ilegal ainda é um dos principais problemas que ameaça a fauna da unidade. A invasão de animais na unidade é outro problema enfrentado. Embora a Estação esteja toda cercada, ainda existe evasão esporádica do gado das fazendas vizinhas para alimentarem-se na unidade, trazendo danos para o ecossistema local.

Fonte: Ibama

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ANGATUBA - SP

Localização
Situa-se nos municípios de Angatuba e Guareí.
Coordenadas: 23º 24’ 22” /48º 20’ 53” .

Superfície
Com 1.394,75 ha é contígua à Floresta Estadual de Angatuba. O relevo é fortemente ondulado, com altitudes entre 620 e 750 m .

Relevo dominado por colinas médias, com altitudes entre 620 e 750 metros. Temperatura média anual em torno de 19ºC, com máximas em janeiro entre 26ºC e 30ºC e mínimas em julho entre 8ºC e 10ºC, com precipitação média anual entre 1.300 e 1.600 metros.

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ANGATUBA - SP
Cachoeira dos Mineiros

Vegetação remanescente de floresta estacional semidecidual em diversos estágios de sucessão, onde se destacam representantes das famílias Myrtaceae, Fabaceae, Lauraceae, Euphorbiaceae, Rutaceae, Rubiaceae, Mimosaceae e Caesalpinaceae. Ao todo, já foram catalogadas na área 257 espécies vegetais.

Lobo guará

Na fauna, podem ser encontrados o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) e o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus).

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE CANUDOS (BAHÍA)

A Estação Biológica de Canudos é uma reserva biológica particular, com área de 1477 hectares localizados no sertão do estado da Bahia. Pertencente à ONG Biodiversitas, a reserva foi criada em 1989 com a finalidade de garantir a preservação da arara-azul-de-lear. Esta ave é endêmica na caatinga baiana e encontra-se ameaçada de extinção.

Nesta estação são desenvolvidas atividades de proteção ao habitat, educação ambiental, manejo do licuri, base de alimentação do pássaro, estudos biológicos e trabalhos de fiscalização.

A Estação é mantida pela Fundo Judith Hart. Possui duas bases de campo, a norte e noroeste da reserva, que são pontos de apoio a funcionários, pesquisadores e estudantes. Possui também um escritório na cidade de Canudos.


ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ARACURI - RS

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ARACURI - RS

Objetivos da Unidade
Proteger amostra representativa do ecossistema de araucária (Araucaria angustifolia) e de uma das espécies de psitacídeos mais ameaçadas de extinção, o papagaio charão (Amazona pretrei).

Área da Unidade

277 ha.

Clima
É favorecido por um clima temperado sem períodos secos, o que junto com o solo permeável concorre para o aparecimento do pinheiro brasileiro. Na época do inverno as temperaturas podem atingir a mínima de 6º C negativos.

Relevo

A região está situada no planalto sul-Rio-Grandense, com altitude de 700 m, apresentando relevo ondulado.

Vegetação
A paisagem é marcada pela presença da araucária (Araucaria angustifolia), compondo com outras espécies, no conjunto, a fisionomia conhecida como "Mata Redonda". Tal fisionomia é realçada na paisagem pela presença de grandes espaços ocupados por vegetação herbácea que recebe o nome de campos de cima da serra. A zona de transição entre o campo e a mata é evidenciado pela presença de espécies como a aroeira, salsa, a aroeira de campo, o branquilho etc. Verifica-se ainda a presença de xaxim, de ocorrência rara.

Fauna
Além da presença do papagaio-charão, foram identificadas 104 diferentes espécies de aves, inclusive a gralha azul. Também ocorrem mamíferos como o macaco-bugio, veado, lebre, anta, capivara, tatu, entre outros.

Fonte: Ibama

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO TAIM - RS

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO TAIM - RS

A Estação Ecológica do Taim (ESEC Taim), criada em 1978, é administrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Possui uma área de 33.815 hectares, situando-se na estreita faixa de terra entre o oceano Atlântico e a lagoa Mirim.

Compreende partes dos municípios de Santa Vitória do Palmar e Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul

O acesso à estação ecológica se faz através da BR-471, estrada que atravessa longitudinalmente a área da estação. O objetivo principal é de proteger um dos principais ecossistemas do país, bem como proporcionar meios para que universidades e outras instituições possam fazer estudos ecológicos.

A planície costeira do Rio Grande do Sul apresenta áreas de grande expressão no contexto ambiental do extremo sul do Brasil, originada pelos avanços e recuos do mar. Os banhados do Taim apresentam diversificados ecossistemas e estão representados pelas praias lagunares e marinhas, lagoas, pântanos, campos, cordão de dunas e campo de dunas.

Fauna e Flora
Diante dessa variedade ambiental, podem ser encontradas várias espécies de animais, tais como o João-de-barro, tartarugas, tuco-tuco, capivaras, ratão-do-banhado, jacaré-de-papo-amarelo e abundante ave-fauna. A flora, igualmente diversa, apresenta: figueiras, corticeiras, quaresmeiras, orquídeas, bromélias, cactos, juncos e aguapés.

Fonte: Ibama

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE CARIJÓS - SC

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE CARIJÓS - SC

O Instituto Carijós Pró-Conservação da Natureza, organização não governamental sem fins lucrativos, foi fundado em 1999 com o objetivo de apoiar a implementação de unidades de conservação no Estado de Santa Catarina.

A instituição visa promover a gestão participativa destas unidades por meio da realização de atividades e projetos em três linhas principais: educação ambiental, mobilização social e pesquisa científica.

Os projetos desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar contemplam crianças, jovens e adultos de escolas, universidades e entidades organizadas da sociedade civil situadas no entorno da Estação Ecológica de Carijós. O Instituto Carijós recentemente, ampliou o seu campo de atuação, atendendo às demandas de outras unidades do litoral catarinense tais como as Áreas de Proteção Ambiental do Anhatomirim e da Baleia Franca e a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.


A idéia de criar uma estação ecológica para conservar os manguezais, ameaçados pela rápida expansão urbana da capital catarinense e pela especulação imobiliária, surgiu em 1977. A primeira ação para tornar possível a proposta foi o cadastramento das propriedades e o levantamento topográfico para a delimitação da área, iniciados em 1981. Apesar de o Código Florestal de 1965 definir as áreas de manguezal como de domínio público, os trabalhos apontaram a existência de títulos de terreno dentro do ecossistema registrados em cartório. Assim, a falta de regularização fundiária é um problema que persiste até hoje.

A Estação Ecológica Carijós foi criada em 20 de julho de 1987 pelo Decreto Federal n° 94.656, sendo inicialmente administrada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) e, em 1989, assumida pelo Ibama.

Diante das dificuldades para consolidar os objetivos de conservação da Estação Ecológica, foi adotada uma estratégia de gestão participativa. Em junho de 1999, a mobilização da comunidade culminou na criação da Associação de Amigos Pró-Conservação da Estação Ecológica de Carijós, tornando possível a realização de uma série de atividades que foram importante para a imagem da Unidade.

Outras Unidades de Conservação públicas próximas também fortalecem o quadro institucional, indicando a necessidade de uma gestão integrada que reforce as ações necessárias para o atendimento dos objetivos da Unidade. Além delas, a ESEC Carijós tem como vizinhas a Reserva Natural do Olandi, que é privada, e a Unidade de Conservação Ambiental do Desterro, administrada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ambas preservam trechos importantes para a Ilha e para as duas glebas de Carijós, formando um corredor ecológico para a conservação da fauna e da flora.

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA ILHA DO MEL - PR

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA ILHA DO MEL - PR

Estação Ecológica com 2.240 hectares, tem o objetivo de preservar o meio-ambiente e é vedada a entrada de pessoas não autorizadas.

Para garantir a sobrevida da exuberante flora e fauna da Ilha do Mel, no Paraná, o lugar foi elevado à condição de Reserva da Biosfera. Através dessa ação, feita em 1992, quase 95% dos 2.762 hectares da região, formados basicamente de rochas, mangues, restingas e Floresta Atlântica, foram transformados em Estação Ecológica. A partir de então a administração da reserva foi entregue ao Instituto Ambiental do Paraná – IAP.

Hoje a maior parte da Estação Ecológica da ilha formada por mangues e restingas é um viveiro marinho, onde diversas espécies de animais se reproduzem proporcionando uma revitalização dos seres. Em 2000 a Estação Ecológica da Ilha do Mel foi reconhecida pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Natural Mundial.

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE GURAQUEÇABA - PR

Papagaio de cara roxa

A região de Guaraqueçaba representa hoje um dos últimos e mais significativos remanescentes da Floresta Atlântica e dos ecossistemas associados, englobando a Serra do Mar, a Planície Litorânea, as ilhas e extensos manguezais.

A região foi ponto de entrada de Portugueses no Paraná, logo após o descobrimento do Brasil. Em 1545 ocorreu a expedição do navegador Hans Staden, que juntamente com a expedição de Diogo Senabria, naufragou no litoral norte do Paraná. Salvando-se do desastre, Hans publicou um livro sobre as terras do Paraná quando retornou à Europa. Em 1585 chega a primeira Bandeira predadora dos índios Carijós.

A colonização suíça iniciada em 1852 destacou-se na região, sendo que o apogeu da ocupação da região data do final das décadas de 1960 e 1970, quando houve grande alteração no perfil de ocupação e produção do local.

Atualmente os habitantes da região são os caboclos (caiçaras), descendentes da mistura de índios, mulatos, negros e imigrantes que colonizaram o local. Muito da cultura original dos índios da região se mantém nos hábitos dos caiçaras, nas suas lendas, na linguagem, no artesanato e na medicina caseira. O testemunho mais marcante de existência de muitas populações indígenas na região está na presença dos sambaquis (há mais de cem catalogados) encontrados ao longo de toda a Baía. O nome da unidade é de origem tupi-guarani e significa "Pouso da Ave Guará".

Vegetação
A vegetação da ESEC consiste principalmente em ecossistema de Mangue, englobando ilhas de terra firme, que apresentam cobertura florestal típica de mata pluvial atlântica, áreas continentais de mangue e matas de transição, situados na Baía dos Pinheiros, de Guaraqueçaba e do Benito.

Fauna
Além de peixes e aves, há um grande número de espécies de crustáceos, moluscos e outros invertebrados que encontram nos manguezais alimento e refúgio contra predadores. Entre as espécies de aves visitantes, pode-se citar o pato-do-mato, sabiá-do-brejo, gaivota, três espécies de garças, saracuras, etc. Destaca-se ainda que este ecossistema abriga espécies endêmicas e ameaçadas de extinção como o papagaio-da-cara-roxa (Amazona brasiliensis).

Fonte: Ibama

ESTAÇÃO ECOLÓGICA RIO DOS TOUROS - PR

ESTAÇÃO ECOLÓGICA RIO DOS TOUROS - PR

Unidade de Proteção Integral

Estado: Paraná

Município: Reserva do Iguaçu

Bioma: Floresta com Araucária
Área: 1.231,06 ha

Criação: Decreto 4.229 (05/06/2001)

Unidade de Proteção Integral

Com 1.231,06 hectares, a Estação Ecológica do Rio dos Touros é classificada como de Proteção Integral e tem por objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.

Criação
Em 05 de junho de 2001 foi decretada a criação da Estação Ecológica Rio dos Touros, para compensação ambiental da UHE Governador Ney Braga.

Localização
Está localizada na Floresta Ombrófila Mista ou Floresta de Araucária. Margem direita do reservatório da UHE Governador Ney Braga (Salto Segredo), município de Reserva do Iguaçu, no Paraná.

MAPA

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE BANANAL - SP

Cachoeira Sete Quedas

Um passeio pela história e pelas belezas de uma floresta tropical, com sua grande diversidade de plantas e animais. Este é o roteiro de uma visita à Estação Ecológica de Bananal, localizada na região da Serra da Bocaina, divisa entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, no município que dá nome à estação.

Integrada à rede de Unidades de Conservação, administrada pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo por intermédio do Instituto Florestal, a Estação Ecológica de Bananal abriga remanescentes da mata atlântica, vegetação que já cobriu o litoral brasileiro de norte a sul.

Os remanescentes dessa vegetação são tão importantes que foram declarados, pela Unesco, como Patrimônio da Humanidade.

Os 884 hectares da Estação Ecológica estão situados numa região em que a altitude varia de 1.200 a 1.900 metros. Esse fator geográfico associado a fatores climáticos, como alta pluviosidade e temperaturas médias que variam entre 20º e 33ºC, mas que podem chegar à mínima de 0ºC no inverno, contribuem para que a serra da Bocaina seja um mosaico de ambientes muito especiais.

Uma das estradas que fazem limite com a estação é a histórica trilha do Ouro, construída por escravos para o transporte de mercadorias entre as minas do interior e do litoral. Por essa trilha, conhecida como estrada do Ariró, passou, em lombo de mulas, o ouro que era retirado das Minas Gerais para ser enviado à Portugal pelo porto do Rio de Janeiro.

Para quem gosta de quedas d'água, a Estação Ecológica de Bananal oferece a trilha da Cachoeira. Fácil de percorrer, com pouco mais de 300 metros, essa trilha leva o visitante ao último salto da cachoeira Sete Quedas, um dos cenários mais bonitos da região. Para percorrer as trilhas é preciso autorização da direção da estação, que vai colocar à disposição um funcionário para acompanhar os visitantes.

Cachoeira Sete Quedas

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ITAPETI - SP

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ITAPETI - SP
Localização
Município de Mogi das Cruzes. Coordenadas: 23º 14’/46º 36’.

Superfície
Tem 89,47 ha de superfície.

Com altitudes entre 790 e 925 m, com morros com serras restritas e vegetação do tipo floresta ombrófila densa. A área não conta ainda com condições adequadas de visitação, tais como sede, trilhas e outras.

Palmito Jucara

Flora

Mata Atlântica.

Espécies em extinção: palmito Juçara, samambaiaçu.

Observações Existe a necessidade de um levantamento mais apurado.

Fauna
Espécies em extinção: Bicho-preguiça, rato do banhado, paca, jacu.

Observações Existe a necessidade de um levantamento mais detalhado sobre aves, mamíferos, anfíbios, répteis, insetos e artrópodes, devido a grande quantidade dos mesmos.

Bicho perguiça

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE MOGI GUAÇÚ - SP

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE MOGI GUAÇÚ
Localização
Município de Mogi-Guaçú, entre as coordenadas S 22'16'e 22'1 8' e W 47'09' e 47'12'.

Superfície
980 Hectares.

Relevo de colinas amplas e planícies aluviais, com altitudes entre 560 e 700 metros, e inverno seco. Desmembrada em 1984 da Estação Experimental do mesmo nome, a unidade preserva ecossistemas ao longo do rio Mogi-Guaçú, que se caracteriza, durante as cheias, pela formação de lagoas temporárias.

Nesse habitat, importante para a reprodução de peixes e nidificação de aves, vivem lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus), veados-campeiros (Ozotocerus bezoarticus), bugios (Alouatta fusca), capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) e outras espécies de mamíferos.

Entre as aves podem ser avistadas perdizes (Rhynchotus rufescens), garças (Egreta thula) e codornas (Nothura maculosa).

Jenipapo

A vegetação é o cerrado e a mata ciliar.
Essa última acompanha o curso do rio Mogi-Guaçú ao longo de 17 Quilômetros, ocorrendo aí a louveira (Cyclolobium vecchii), o pau-espinho (Mimosa lacticifera), o jenipapo (Genipa americana), o ingá (Inga sessilis) e a copaíba (Copaifera langsdorffii) já no cerrado são comuns o angico (Anadenanthera falcata), o leiteiro (Aspidosperma tomentosum), o pau-santo-da-serra (Kielmeyera lathrophytum) e a perobinha (Acosmium dasycarpum), entre outras espécies arbóreo-arbustivas.

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE TUPINAMBÁS - SP

Arquipélago dos Alcatrazes

Bioma
Ecossistemas Costeiros

Área
31,25 ha

Unidade de Proteção Integral

A Estação Ecológica (Esec) Tupinambás é composta por ilhas oceânicas do litoral norte de São Paulo. Com a instalação da sede, no centro histórico de São Sebastião, a unidade de conservação, criada por decreto em 1987, finalmente deixa o papel para ter uma existência efetiva.

Com uma área aproximada de 2.445 hectares, a Esec Tupinambás é composta por conjuntos de ilhas, ilhotas, lajes e parcéis litorâneos.

O primeiro conjunto, em São Sebastião, a cerca de 34 quilômetros da costa, compreende parte do Arquipélago dos Alcatrazes.

O segundo está localizado em Ubatuba e inclui a Ilha das Palmas, Ilhote e Laje do Forno, situados a leste da Ilha Anchieta, e Ilhota das Cabras, situada a nordeste da Ilha Anchieta. A Estação Ecológica tem ainda como parte integrante o entorno das ilhas, numa extensão de um quilômetro a partir da rebentação das águas nos rochedos e praias.

A Estação Ecológica Tupinambás abriga o maior ninhal de aves marinhas da região Sudeste, especialmente de tesourões (Fregata magnificens), atobás (Sula leucogaster) e trinta-réis (Sterna sp). Foram identificadas ainda áreas de Floresta Atlântica e espécies endêmicas, que só existem ali, como a jararaca de alcatrazes (Bothrops sp), a perereca (Scinax alcatraz) e a rainha-do-abismo (Sinningia insularis), vegetação típica de rochedo.

Tesourão

Além disso, a região abriga diversas espécies marinhas, como a tartaruga cabeçuda (Carettra caretta), tartaruga verde (Chelonia mydas), tartaruga marinha (Lepidochelys coriacea) e tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata).

A enguia-de-jardim (Heteroconger longissimus), uma espécie de peixe cuja única ocorrência registrada é na Ilha dos Alcatrazes, e 150 espécies de recifais já estudadas.

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE VALINHOS - SP

Jacarandá
Localização
Município de Valinhos, com as coordenadas de referência S 22º58' e W 47º01.

Superfície
17 hectares.

Situada no perímetro urbano de Valinhos, na saída para Campinas; preserva em seu relevo fragmento de floresta estacional semidecidual, onde se encontram exemplares de jequitibá (Cariniana estrellensis), peroba (Aspidosperma spp) e jacarandá (jacaranda spp)

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE IBICATU - SP

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE IBICATU - SP
Localização
Município de Piracicaba, entre as coordenadas S 22º46'e 22º48' e W 47º49' e 47º50'.

Área
Tem 76 ha de superfície.

Relevo de morrotes alongados e espigões, com altitude média de 50 metros, e médias de temperatura de 24 ºC nos meses mais quentes (de outubro a março) e de 18 ºC nos meses restantes, com inverno seco

Vegetação remanescente de floresta estacional semidecidual, com abundância de espécies como a carrapateira (Metrodorea nigra), a laranjeira-do-mato (Actinostemon concolor), o guarantã (Esombeckia leiocarpa) e peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron), Actinostemon concepcionis e Angostura petandra.

Peroba Rosa

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE SÃO CARLOS - SP

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE SÃO CARLOS - SP
Localização
Município de Dourado. Localizada a aproximadamente 30 Km de São Carlos.

Superfície
75.26 ha.

Ecossistema
Mata Ciliar - Fl. Ombrófila Semi decidual.

Trata-se de um fragmento florestal isolado, cercado por cultura canavieira semelhante a vários outros existentes no Estado de São Paulo.

Este fotomosaico mostra a Estação Ecológica de São Carlos (área vegetada) e o seu entorno (culturas agrícolas e represa no Rio Jacaré-Guaçu).

A foto foi obtida por levantamento aéreo realizado em Agosto de 1997, como parte do projeto intitulado "Diagnóstico da Estação Ecológica de São Carlos e seu entorno".

Através de fotointerpretação e atividades de campo foram identificadas unidades ecológicas, as quais foram analisadas em estudos florísticos e fitosociológicos. Estão em desenvolvimento atividades direcionadas à análise do material cartográfico disponível com a finalidade da elaboração de mapas temáticos digitais através do SIG-IDRISI.


Estudos similares foram desenvolvidos para a Estação Ecológica de Jataí (Estado de São Paulo), Reserva Extrativista Chico Mendes (Acre), e no Parque Estadual de Setiba (Espírito Santo).

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ITIRAPINA - SP

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ITIRAPINA - SP
Localização
Municípios de Itirapina e Brotas, entre as coordenadas S 22º1 1' e 22º15' e W 47º5 1' e 47º56'.

Superfície
2.300 ha.

Ecossistema
Mata Ciliar
Floreta Ombrófila Semi decidual.

Relevo de colinas amplas, com altitudes entre 700 e 827 metros, e inverno seco, característico de estância climática.

Limitada ao norte pelo ribeirão do Braga, a leste por área cedida para a Universidade de São Paulo e pelo córrego Itaqueri, ao sul por estrada de ferro e a oeste pelo cônego do Lobo, a unidade está localizada em sua maior parte no município de Itirapina, com exceção de pequena área, a sudoeste, pertencente ao município de Brotas.

Flora
Vegetação predominante de cerrado, onde habitam inúmeras espécies de aves, entre as quais as ameaçadas codorna-buraqueira (Nothura minor) e ema (Rhea americana), além de bico-de-veludo (Sicalis flaveola) e seriema (Cariama cristata).

Fauna
Entre os mamíferos ocorrem o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus) e o cachorro-vinagre (Speothos venaticus), ameaçados de extinção no Estado.

Veados campeiros

ESTAÇÃO ECOLÓGICA SANTA MARIA - SP

Pica-pau-verde-barrado

Localização
Município de São Simão, entre as coordenadas 21°24' S / 47°37' W.

Área
113 ha.

Ecossistema
Floresta Ombrófila Semi decidual; Cerrado "sensu latu" (de campo a cerradão).

Embiruçu-do-cerrado