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Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)

Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)

Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)

O Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus) é um gato grande da subfamília Felinae que ocorre no norte, sul e leste da África, e em algumas localidades no Irã. Habita uma variedade de habitats principalmente áridos, como florestas secas, matagais e savanas. A espécie está na lista vermelha da IUCN como vulnerável, pois sofreu um declínio substancial em sua faixa histórica no século 20 devido à perda de habitat, caça furtiva pelo comércio ilegal de animais de estimação e conflito com seres humanos. Até 2016, a população global de chitas foi estimada em aproximadamente 7.100 indivíduos na natureza. Vários países africanos adotaram medidas para melhorar as medidas de conservação das chitas.

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Subordem: Feliformia
Família: Felidae
Subfamília: Felinae
Gênero: Acinonyx
Espécie: A. jubatus

A chita foi formalmente descrita por Johann Christian Daniel von Schreber em 1775 e é o único membro existente do gênero Acinonyx. Seu pêlo branco amarelado ou acinzentado a acinzentado é coberto uniformemente com quase 2.000 manchas pretas sólidas. Seu corpo é esbelto, com uma pequena cabeça arredondada, estrias pretas parecidas com lágrimas no rosto, peito profundo, longas pernas finas e cauda longa e manchada. Atinge 70–90 cm (28–35 pol) no ombro e pesa 21–72 kg (46–159 lb).

A chita cria durante todo o ano e é um ovulador induzido. A gestação dura quase três meses, resultando em uma ninhada de três a cinco, em casos raros de até oito filhotes. Eles são desmamados aos seis meses de idade. Depois que os irmãos se tornam independentes da mãe, eles geralmente ficam juntos por algum tempo. É ativo principalmente durante o dia, com a caça como principal atividade. É um carnívoro e caça principalmente contra antílopes. Ele persegue sua presa a uma distância de 100 a 300 m (330 a 980 pés), carrega em direção a ela e a mata, tropeçando durante a perseguição e mordendo a garganta para sufocá-la até a morte. As chitas fêmeas são solitárias ou vivem com seus filhotes em áreas domésticas. Os homens adultos são sociáveis, apesar de sua territorialidade, formando grupos chamados coalizões.

Os guepardos africanos podem conseguir caçadas bem-sucedidas apenas a uma velocidade de 64 km / h (40 mph) enquanto caçam devido à sua capacidade excepcional de acelerar; mas são capazes de acelerar até 112 km / h (70 mph) em distâncias curtas de 100 m (330 pés). É, portanto, o animal terrestre mais rápido. Por causa de suas proezas na caça, o guepardo foi domado no início do século 16 aC no Egito para matar caça em caçadas. Chitas têm sido amplamente descritas em arte, literatura, publicidade e animação.

Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)
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Tigre-Branco-Neve | Características dos Tigres-Brancos-Neve

Tigre-Branco-Neve | Características dos Tigres-Brancos-Neve

Tigre-Branco-Neve | Características dos Tigres-Brancos-NeveOs tigres-branco-neve são dez vezes mais raros que os tigres-brancos.

A coloração pálida de um tigre-branco é causada pela presença de um gene recessivo. Existe uma outra característica genética que faz com que as listras do tigre sejam muito pálidas. Tigres-brancos desse tipo são chamados de "branco-neve" ou "branco puro".

Contrariamente à crença popular o tigre-branco-neve (em inglês: Snow White Tiger ou Ghost Tiger) não é albino. O tigre-branco-neve têm listras visíveis, embora muitos só têm listras visíveis acima dos olhos e na cauda, alguns até mesmo apenas em suas caudas. Os tigres-albinos são completamente sem listras.

Embora semelhante ao tigre-branco, mas com menos listras e/ou listras menos visíveis, os tigres-branco-neve são dez vezes mais raros.

Mitos sobre o tigre-branco
Um mito comum sobre o tigre-branco é que eles são da Sibéria e que a cor da sua pele serve como camuflagem na neve. Isso não é verdade.

A verdade é que os tigres-brancos vêm da Índia e dos cerca de quarenta tigres-brancos puros em cativeiro, a maioria permanece nesse país.

O tigre-branco não é uma subespécie separada; talvez seria mais correto chamar de uma coloração anormal. Como eles não são uma espécie de tigre separada eles também não são uma "espécie ameaçada".

Talvez o mito mais comum é que os tigres-brancos são albinos. Mas sem pigmento eles também não teriam listras, narizes coloridos e lábios manchados. Sua pele seria totalmente branca e sem listras.

Um fato pouco conhecido é que os tigres-brancos nem sempre têm olhos azuis gelo; eles podem ser verdes ou âmbar (laranja-amarelo). Novamente, isso requer pigmento nos olhos que um albino não teria.

No reino de Assam existia a crença de que alguém que avistasse um tigre-branco iria morrer em breve. É um mito que permanece até hoje.

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Gato-Chileno (Leopardus guigna)

Gato-Chileno (Leopardus guigna)

Gato-Chileno (Leopardus guigna)O gato-chileno, conhecido também como Kodkod, Codcod, Guiña, é o menor felino das Américas. Ele é encontrado somente na região central e sul do Chile e partes adjacentes do sudoeste da Argentina. Ele está fortemente associado com florestas temperadas mistas. Pouco se sabe sobre esta espécie, porque é extremamente raro e muito esquivo.

O gato-chileno tem uma cabeça pequena, pés grandes, e uma cauda grossa. Um adulto pesa de 2 a 2,5 kg, mede cerca de 37-51 cm de comprimento e uma pequena cauda de 20-25 cm.

A pelagem tem uma coloração base variando de marrom-amarelado ao cinza-marrom. O corpo é decorado com manchas escuras, com um lado claro e uma cauda anelada. As orelhas são pretas com uma mancha branca, enquanto que as manchas escuras sobre os ombros e pescoço quase se fundem para formar uma série de faixas pontilhadas. Gatos-chilenos melanísticos com pelagem negra malhada são bastante comuns.

O gato-chileno vive em florestas temperadas, especialmente perto da água. Sua característica mais incomum é que ele faz ninhos em moitas de bambu.

As principais presas do gato-chileno são pequenos roedores, aves e insetos. Tem sido relatado a invadir galinheiros. Os gatos-chilenos são ativos durante o dia e durante a noite, embora se aventurem somente em terreno aberto, coberto pela escuridão. Apesar de obter suas presas apenas no chão, eles também são hábeis escaladores de árvores, e podem descansar nos galhos durante o dia.

Os machos têm territórios exclusivos de 1-2,5 km², enquanto as fêmeas ocupam intervalos menores de apenas 0,5-0,7 km².

O período de gestação dura cerca de 72-78 dias. O tamanho médio da ninhada é de 1-3 filhotes. Esta espécie pode viver até 11 anos.

Existem duas subespécies conhecidas deste felino:

    Leopardus guigna guigna - sul do Chile e Argentina
    Leopardus guigna tigrillo - Chile Central

O gato-chileno antigamente era considerado um membro do gênero Oncifelis, que consistia de três espécies de pequenos felinos nativos da América do Sul. Todas estas espécies foram movidas para o gênero Leopardus. Junto com o gato-chileno, os ex-membros do Oncifelis eram o gato-palheiro (colocolo) e gato-do-mato-grande (gato-de-geoffroy).

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Onça-Pintada (Panthera onca)


Onça-Pintada (Panthera onca)

Onça-Pintada (Panthera onca)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Gênero: Panthera
Espécie: P. onca
Nome binomial: Panthera onca
Linnaeus, 1758

Onça-Pintada (Panthera onca)Características: A Onça-Pintada (Panthera onca)também conhecida como onça pintada, é o único grande felino encontrado nas Américas. Mede da cabeça a ponta da cauda cerca de 2,70 m e pode pesar até 160 Kg, é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, só perdendo para o Tigre e o Leão. A pelagem é amarelo-ruiva, com 5 séries de rosetas pretas nos lados (estas rosetas são equivalentes a nossas digitais, ou seja, exclusivas para cada indivíduo). Em parte, essas rosetas têm no centro uma pequena mancha preta, outras sendo irregulares, sando nas extremidades e, principalmente, na face, são substituídas por manchas de vários tamanhos. A cauda tem anéis pretos e a ponta também é preta. Possui mandíbulas fortes e são os únicos felinos que matam suas presas perfurando o crânio com os caninos, podendo até rachar cascos de tartaruga. Existe uma variação melanínica de onça que é conhecida como onça preta e em tupi-guarani recebe o nome de jaraguá-pichuna. Como o nome já diz, ela tem o corpo todo preto, resultado da grande concentração do pigmento melanina na péle, mas mantêm as mesmas pintas em seu pêlo. Porém não é outra espécie. Pela sua raridade, a onça-preta é um animal que desperta grande procura por parte dos zoológicos de todo mundo. Durante muito tempo quiseram alguns zólogos classificar esse animal como uma nova espécie. Um grave erro, visto que a onça-preta pode nascer no meio de uma ninhada de "pintadas", bem como de um cruzamento de onças-pretas pode nascer uma onça-pintada. Pode viver até 22 anos.

Habitat: campos e florestas.

Ocorrência: América do Norte (Arizona, Texas e Novo México) e America do Sul até a Patagônia.

Hábitos: a onça é um animal solitário e os casais se encontram apenas na época do cruzamento. Se sai muito bem na água, onde pesca e caça até jacarés. Trepa em árvores com a mesma facilidade com que atravessa os maiores rios. Excelente saltadora, tanto em altura quanto em distância. Prefere caçar ao crepúsculo, carregando a caça para algum esconderijo. É um animal territorial. Necessita ocupar um território de 10 a 40 km², variando de acordo com a disponibilidade de alimento e com cada ecossistema.

Alimentação: carnívoro, compreendendo mamíferos, aves, répteis e peixes, tendo certa preferência por capivaras e jacarés. A cada sete tentativas a onça consegue capturar uma presa. A onça preda 85 espécies animais diferentes e está no topo da cadeia alimentar.

Reprodução: atinge a m aturidade sexual aos 3 anos e a gestação dura de 90 a 105 dias, nascendo 1 a 3 oncinhas, que mamam durante dois meses e acompanham a mãe até o final do primeiro ano de vida, enquanto estão aprendendo a caçar, subir em árvores, nadar e enfrentar inimigos ou presas.

Ameaças: espécie ameaçada de extinção pela caça indiscriminada, principalmente pela procura de sua pele e destruição de seu habitat.

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Onça Pintada (Panthera onca)

Onça Pintada (Panthera onca)

Onça Pintada (Panthera onca)

A onça-pintada, também conhecida como jaguar é um grande felino, do gênero Panthera, e é a única espécie Panthera encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo depois do tigre e do leão, e o maior felino das Américas.

É encontrada nas regiões quentes e temperadas do continente americano, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. É um símbolo da fauna brasileira. Os vocábulos "jaguar" e "jaguaretê" têm origem no termo da língua guarani jaguarete.

Este felino pintado, fisicamente, mais se assemelha ao leopardo, embora geralmente seja maior e mais resistente. As características do seu comportamento e habitat são mais próximas às do tigre. Embora seu habitat preferido seja a densa floresta tropical, é encontrado também em uma variedade de terrenos abertos.

A onça-pintada está fortemente associada com a presença de água e é notável, juntamente com o tigre, como um felino que gosta de nadar. É um animal de hábito solitário e um importante predador, desempenhando um papel na estabilização dos ecossistemas e na regulação das populações de espécies de animais que caça. Tem uma mordida excepcionalmente poderosa, mesmo em relação a outros grandes felinos.

A população das onças-pintadas está em declínio. As ameaças incluem a perda e fragmentação do seu habitat. Embora o comércio internacional de onças e de suas partes esteja proibido, o felino ainda é frequentemente morto por seres humanos, particularmente em conflito com fazendeiros e agricultores na América do Sul.

Distribuição geográfica
A onça-pintada era encontrada inicialmente, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Porém, seu território de ocupação diminuiu sensivelmente. Costuma ser encontrada em reservas florestais e matas cerradas do Brasil.

Seu habitat preferencial são zonas florestais, mas a espécie também vive em planícies pantanosas, savanas e até desertos, sendo fortemente influenciada por regiões com cursos de água frequentados por suas presas preferidas. Já foram encontradas em regiões acima de 3.800 m de altitude, mas geralmente evitam regiões montanhosas.

A onça-pintada é encontrada em praticamente todos os países da América continental: Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica (particularmente na Península de Osa), Equador, Estados Unidos, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. Está extinta em El Salvador e no Uruguai.

A inclusão dos Estados Unidos na lista é basicamente devido a avistamentos no sudoeste, principalmente no Arizona, Novo México e Texas.

Características físicas
A cabeça da onça-pintada é proporcionalmente maior em relação ao corpo. Um exemplar adulto alcança até 2,60 m de comprimento, chegando a pesar em torno de 115 kg, embora, em média, os machos pesam 90 kg e as fêmeas 75 kg.

A onça-pintada é o maior mamífero carnívoro do Brasil, e necessita de pelo menos 2 kg de alimento por dia, o que determina a ocupação de um território de 25 a 80 km² por indivíduo a fim de possibilitar capturar uma grande variedade de presas.

Apesar de ser tão temida, foge da presença humana e mesmo nas histórias mais antigas, são raros os casos de ataque ao ser humano. Como necessita de um amplo território para sobreviver, pode "invadir" fazendas em busca de animais domésticos, despertando, assim, a ira dos fazendeiros que a matam sem piedade. Por esse motivo, e sobretudo pela rápida redução de seu habitat, esse felino, naturalmente raro, ainda encontra-se a beira da extinção no Brasil.

Existem também alguns indivíduos melânicos, as chamadas onças-pretas (pantera-negra). Elas não pertencem a uma outra espécie, e suas manchas ainda são facilmente reconhecíveis na pelagem escura. Trata-se apenas de uma mutação genética na qual os indivíduos produzem mais melanina do que o normal, o que provoca um maior escurecimento da pelagem desses animais.

Dieta
A onça-pintada é uma excelente caçadora. As patas curtas não lhe permitem longas corridas, porém lhe proporcionam grande força, fundamental para dominar animais possantes como antas, capivaras, queixadas, tamanduás, jacarés etc. Ocasionalmente esses felinos atacam e devoram grandes serpentes (jibóias e sucuris). Enquanto os outros grandes felinos matam suas vítimas, mordendo-as no pescoço, a onça-pintada o faz atacando-as diretamente na cervical, graças a suas mandíbulas poderosas, as mais fortes de todos os felinos e a segunda mais forte entre os carnívoros terrestres. Esses felinos frequentemente matam animais como a capivara e pequenos macacos mordendo-lhes o crânio, sendo o único felino a fazer isto. A mordida de uma onça-pintada pode facilmente atravessar o casco de uma tartaruga.

Reprodução
As onças-pintadas são solitárias e só buscam a companhia da fêmea durante a época de acasalamento. A gestação dura em média 100 dias e até 4 filhotes podem ser gerados. Os machos atingem a maturidade sexual em torno dos 3 anos, e as fêmeas, com 2 anos. Em cativeiro, as onças-pintadas vivem até 20 anos; já a expectativa de vida para as onças selvagens cai pela metade.

Na época reprodutiva, as onças-pintadas perdem um pouco os seus hábitos individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive a haver cooperação na caça. Normalmente, o macho separa-se da fêmea antes dos filhotes nascerem. Em geral nascem 2 filhotes. Quando atingem de 1,5-2 anos, separam-se da mãe, tornando-se sexualmente maduros e podendo assim se reproduzirem.

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Pantera-Negra | Características da Pantera-Negra

Pantera-Negra | Características da Pantera-Negra

As pintas, tão características nas onças e nos leopardos podem ser vistas em determinados ângulos sob a luz do Sol.

O termo "pantera-negra" é usado como referência aos grandes felinos negros.

Entretanto, não há uma espécie distinta de Felino chamada pantera-negra. Ao longo dos anos o termo "pantera-negra" vem sendo usado como um nome comum que aplica-se a qualquer grande felino que possui uma pelagem negra. Quando vemos uma foto de uma pantera-negra, é muito provável que estejamos vendo a foto de um leopardo-negro ou possivelmente uma onça-preta.

Melanismo é o aumento concentrado e considerável de pigmentação preta, que ocorre por mutação genética em animais.

Melanismo em felinos refere-se a variantes na coloração da pelagem de membros da família Felidae em que uma grande acumulação do pigmento melanina lhes confere a cor negra. Além do gato doméstico, variantes melânicas ocorrem no leopardo (chamado nesse caso de leopardo-negro), onça-pintada (onça-preta), jaguarundi e outras nove espécies selvagens.

Recentemente, um estudo mostrou que o melanismo em felinos é o resultado de ao menos quatro diferentes mutações genéticas que ocorreram de maneira independente entre si nas várias linhagens da família Felidae.

Onça-preta
A onça-preta, também conhecida por jaguar-preto, é uma variação melânica da onça-pintada (ou jaguar). Pensava-se que poderiam ser de espécies diferentes, mas sabe-se hoje que a onça-preta e a onça-pintada são da mesma espécie, Panthera onca. Observando-se atentamente, são visíveis as rosetas e pintas típicas da onça-pintada contra o fundo negro da pelagem da onça-preta.

A variante negra da onça-pintada é rara. Onças-pretas ocorrem na América do Sul, incluindo vários estados do Brasil e ainda na Venezuela, Paraguai, Peru, Guiana e Equador. Onças-pretas também poderiam existir na América Central e México, mas a ocorrência desta variante nestas regiões não está confirmada.

Na onça-preta, o melanismo é uma característica dominante, e estudos genéticos mostram que este fenótipo está associado a uma mutação no gene do Receptor de melanocortina 1 (MCR1), que regula a síntese de melanina nos melanócitos da epiderme.

Leopardo-negro
O leopardo-negro é a variante melânica do leopardo (Panthera pardus). Como no caso da onça-preta, o padrão de rosetas e pintas da pelagem do leopardo também é visível contra o fundo negro do pêlo do leopardo-negro.

O leopardo-negro é raro na natureza, sendo pouco comum na África e grande parte da Ásia. Nas selvas do sudeste asiático, porém, a variante é mais comum, sendo particularmente abundante na Malásia. A alta frequência do leopardo-negro nessa região poderia ser devido simplesmente a uma melhor camuflagem no ambiente escuro da selva, mas também poderia estar relacionada à resistência a doenças, uma vez que variantes de coloração muitas vezes estão associadas a mutações em receptores de membrana que também poder atuar como receptores para a entrada de vírus nas células.

Ao contrário das onças-pretas, o melanismo em leopardos é causado por um alelo recessivo. Isso implica que leopardos não-melânicos podem dar à luz filhotes negros.

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Gato Mourisco (Herpailurus yaguarondi)


Gato Mourisco (Herpailurus yaguarondi)

Gato Mourisco (Herpailurus yaguarondi)

Gato Mourisco (Herpailurus yaguarondi)Características: também conhecido como Jaguarundi, é um gato de corpo comprido com 65 cm de comprimento mais 35 cm de cauda, de cor uniforme pardo-acinzentada. Cabeça pequena em proporção ao tamanho do corpo. Grandes olhos amarelos,cauda longa, cabeça e orelhas curtas. É o parente menos colorido da jaguatirica sendo um dos animais menos vistos da floresta.

Habitat: florestas, em áreas próximas de água.

Ocorrência: toda América Central e América do Sul.

Hábitos: é um animal raro de ser encontrado devido a baixa densidade populacional e grande área territorial usada por cada animal em torno de 50 Km2 . Na mata só é encontrado trepado em árvore. Caça à noite ou de preferência à tardinha ou madrugada. Nunca sai da mata e durante o dia fica escondido na toca, quase sempre ao nível do chão. Para dormir, o gato-mourisco enrola-se completamente com sua cauda, como se fosse um cobertor. Caçador noturno, o gato-mourisco tem comportamento diferente dos outros felinos brasileiros, pois vive aos casais e arruma em sua casa um macio ninho de folhas onde a fêmea tem os filhotes. A timidez do gato-mourisco e também a cor meio sem graça de sua pele, que pode ser marrom, acinzentada ou avermelhada, fazem com que ele não seja muito perseguido, mesmo assim está ameaçado de extinção.

Alimentação: carnívoro, alimentando-se de animais de pequeno porte como lagartos, cutias, ratos, pequenas aves, pássaros e ovos. É excelente pescador.

Reprodução: uma vez por ano ocorre o acasalamento e depois de aproximadamente 65 dias de gestação, nascem 02 filhotes que acompanham a mãe até aprender a caçar e demarcar o próprio território. Alcançam a maturidade em aproximadamente 2 anos de idade.

Ameaças e utilização: ameaçado de extinção pela caça para o tráfico de animais silvestres e pela destruição do habitat.

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Jaguatirica (Leopardus pardalis)

Jaguatirica (Leopardus pardalis)

Jaguatirica (Leopardus pardalis)Características: é o maior gato-do-mato do Brasil. Pode chegar quando adulto a 1,5 m, sua cauda medindo entre 30 a 44,5 cm, podendo atingir até 30% do seu tamanho total . Pesando de 8 a 15 Kg e sua longevidade de 18 anos. Dos felinos manchados que ocorrem no Brasil, só perde em tamanho para onça. O corpo com formas esbeltas, apesar da musculatura bem desenvolvida. Corpo grande, cauda curta, pelagem ruivo-amarelada com numerosas manchas formando bandas longitudinais orladas de preto, pêlos da cabeça e pescoço revertidos para frente e patas largas. A metade inferior do rosto é esbranquiçada com duas estrias pretas a partir dos olhos, e também na garganta uma estria de igual cor passa de um lado a outro. N as partes laterais tende a formar uma cadeia de manchas alongadas. As pernas são grossas, com patas grandes. A cauda tem manchas escuras, e na ponta destacam-se cinco anéis. O lado inferior é branco com algumas manchas pretas. É muito ágil e sobe rapidamente em árvores. Possui visão e audição excelentes. Nada só quando necessário. Sua pelagem dourada com manchas e listras escuras, o confundem facilmente com a vegetação, facilitando assim que se aproxime da presa sem ser visto.

Habitat: cerrado, caatinga, pantanal, florestas tropicais e subtropicais.

Ocorrência: Sudoeste do Texas (EUA) e do Oeste do México até o Norte da Argentina.

Hábitos: animal solitário. Caça à noite e durante o dia, costuma dormir em ocos de árvores e grutas. Outra particularidade observada foi a adaptação deste felino a ambientes degradados, inclusive bem próximos às cidades, onde pode alimentar-se de carniça. S obe com facilidade em grandes árvores para caçar ou esconder-se.

Alimentação: carnívoro, sendo um predador importante no controle populacional de aves e mamíferos de pequeno a médio porte.

Reprodução: refugia-se em ocos ou covas ao pé de grandes troncos e em grutas, onde normalmente cria suas ninhadas de 2 a 4 filhotes, com gestação de 70 dias a 85 dias. O desmame ocorre entre 8 e 10 semanas e o crescimento é lento. Geralmente reproduzem-se durante os meses frios e os pequenos felinos são então amamentados e carregados pela mãe até estarem aptos a segui-la e caçarem sozinhos.

Ameaças: está ameaçado de extinção pela caça indiscriminada, principalmente pela procura de sua pele, tráfico e destruição de seu habitat. Em áreas onde seu habitat natural sofreu a pressão do homem, extintas suas presas naturais, passavam a atacar animais domésticos. Para defender suas criações, fazendeiros promoviam a caça indiscriminada ao animal. No Brasil, a caça é proibida, apesar do tráfico persistir, principalmente no Nordeste.

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Ligre (Felino Híbrido de Leão+Tigresa)

Ligre (Felino Híbrido de Leão+Tigresa)

Ligre (Felino Híbrido de Leão+Tigresa)

O ligre (liger em inglês) é um híbrido entre um leão macho (Panthera leo) e uma tigresa (Panthera tigris). Os machos são híbridos estéreis.

Os machos deste animal são híbridos estéreis, pois o número de cromossomos do leão e do tigre são pares, mas diferentes, assim o ligre tem um número ímpar de cromossomos graças ao processo da meiose que ocorre na formação dos gametas femininos e masculinos (óvulos e espermatozoides, respectivamente), podem se acasalar com outro animal com características parecidas, como o próprio tigre ou leão puros, mas seus filhotes podem ter a saúde delicada.

O aspecto do ligre é de um gigantesco leão com raias de tigre difusas. Ele é, atualmente, o maior felino do mundo, possuindo entre 3,5 e 4 m de comprimento. Com apenas três anos pode vir a pesar meia tonelada.

Acredita-se que o enorme tamanho que esses animais atingem ocorra pela ausência de genes que condicionam a produção dos hormônios inibidores do crescimento. Isso porque nos leões essa é uma herança materna, e nos tigres é paterna, portanto o ligre não recebem esses genes.

O cruzamento entre leões e tigres, que resulta no ligre, só ocorre por ação do homem. Além dos habitats de ambas as espécies serem muito diferentes, elas geralmente não compartilham os mesmos territórios, de maneira que há poucas possibilidades de se encontrarem para formar este estranho cruzamento. Na atualidade esses animais só coexistem na natureza no bosque de Gir, na Índia. Antigamente porém, leões e tigres coexistiram na Mesopotâmia, Cáucaso, Pérsia, Afeganistão e em grande parte do subcontinente indiano.

Onça Pintada  - Onça Parda ou Suçurana  - Lince Vermelho   - Lince Ibérico   - Lince Euroasiático - Lince do Canadá  - Leopardo Nebuloso de Bornéu  - Leopardo Nebuloso  - Leopardo  das Neves   - Leopardo  - Leão  - Jaguatirica  - Guepardo  - Gato Selvagem

Jaguatirica ou Gato do Mato (Leopardus tigrinus)


Jaguatirica ou Gato do Mato (Leopardus tigrinus)

Jaguatirica ou Gato do Mato (Leopardus tigrinus)

Jaguatirica ou Gato do Mato (Leopardus tigrinus)Características: do tamanho do gato doméstico é a menor espécie de gato do mato, também conhecido como gato do mato pequeno. A pelagem é pintada à maneira de onça. Esbelto, possui cabeça pequena, com focinho afilado. Nas partes superiores do corpo, apresenta manchas e ocelos pretos, de pequeno tamanho, nos flancos estas manchas são maiores, nas pernas não chegam a formar bandas transversais bem distintas. É possível notar-se traços escuros, mas estes são interrompidos. Pode viver até 13 anos. Medem até 65 cm de comprimento mais a cauda com 33 cm. Pesam até 3 Kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Habitat: florestas.

Ocorrência: América Central e América do Sul.

Hábitos: noturnos e solitários. O gato-do-mato é, de certa forma inofensivo ao homem, mas a exemplo até mesmo do gato doméstico, ele vira uma fera quando encurralado. Aí é preciso tomar muito cuidado senão ele arranha e morde.

Alimentação: carnívoro. Silencioso quando caça, ele vai atrás de aves pelos galhos finos das árvores ou então fica escondido imóvel no chão, esperando a aproximação da presa, e em um pulo certeiro, faz sua vítima.

Reprodução: gestação de 73 a 77 dias, com crias de até 2 filhotes. Tornam-se sexualmente maduros após 2 anos de idade.

Ameaças: espécie em extinção pela destruição do habitat prejudica a perpetuação da espécie, como também a caça indiscriminada para o tráfico de animais silvestres.

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Leão (Panthera leo)

Leão (Panthera leo)

Leão (Panthera leo)
O Leão (Panthera leo) é um dos quatro grandes felinos do gênero Panthera. Com alguns machos superando 250 kg de peso, é o segundo maior felino depois do tigre. Leões selvagens ocorrem atualmente na África Subsaariana e na Ásia, com uma população remanescente em perigo no Parque Nacional da Floresta de Gir, na Índia, tendo desaparecido do norte da África e Sudoeste da Ásia em tempos históricos. O leão é uma espécie vulnerável, devido ao declínio da população, possivelmente irreversível, de 3-50% nas duas últimas décadas na África. As populações de leões não estão protegidas fora das reservas e parques nacionais. Atualmente, a perda de habitat e conflitos com os seres humanos são as maiores ameaças para este felino.

Leões vivem de 10-14 anos na natureza, e em cativeiro podem viver mais de 20 anos. Na natureza, os machos raramente vivem mais do que 10 anos, pois ferimentos causados pela contínua luta com machos rivais reduzem significativamente sua longevidade. Habitam planícies e savanas, embora sejam encontrados em regiões de arbustos e florestas. Os leões são excepcionalmente sociais em comparação com outros felinos. Um grupo de leões é composto por fêmeas e filhotes descendentes, e um pequeno número de machos adultos. Grupos de fêmeas geralmente caçam juntas, capturando principalmente ungulados de grande porte. Apesar de leões geralmente não caçarem humanos, alguns casos já foram relatados.

Os leões são os únicos membros da família dos felinos que apresentam dimorfismo sexual, isto é, machos e fêmeas são distintamente diferentes - os machos têm juba.

O peso de leões adultos varia entre 150-250 kg para os machos e 120-182 kg para as fêmeas. Os machos medem (cabeça-corpo) 170-250 cm de comprimento e as fêmeas 140-175 cm. O comprimento da cauda é 90-105 cm nos machos e 7-10 cm nas fêmeas.

A característica mais distintiva compartilhada por machos e fêmeas é que a cauda termina num tufo peludo. É o único felino que tem esse tufo de pelos na extremidade da cauda.

Caça e dieta
Os leões são animais poderosos que normalmente caçam em grupos coordenados, o que aumenta a probabilidade de uma caça bem sucedida. As presas geralmente são grandes mamíferos, com uma preferência por gnus, impalas, zebras, búfalos e javalis na África, e nilgai, javalis e várias espécies de veados na Índia. Muitas outras espécies são caçadas, com base na disponibilidade. Incluirá principalmente ungulados com peso entre 50 e 300 kg como kudu, bubalú (uma espécie de antílope africano), óryx e eland.

Reprodução
O período médio de gestação é de 110 dias. A fêmea dá à luz uma ninhada de 1-4 filhotes que pesam 1,2-2,1 kg. Cerca de 80% dos filhotes morrem antes dos 2 anos de idade. Leões machos atingem a maturidade em cerca de 3 anos de idade e as fêmeas aos 4-5 anos de idade.

Leão (Panthera leo)
Leão (Panthera leo)
Leão (Panthera leo)

Distribuição e habitat
Na África, os leões podem ser encontrados em savanas com árvores de Acácia espalhadas que servem de sombra. Na Índia, seu habitat é uma mistura de floresta seca de savana e floresta decídua muito seca.

A maioria dos leões vivem atualmente no leste e sul da África, e seus números estão diminuindo rapidamente, com uma queda estimada de 30-50% ao longo das duas últimas décadas. Estimativas da  população de leão-africano varia entre 16.500 e 47.000 indivíduos vivendo na natureza em 2002-2004. As principais causas do declínio incluem doenças e a interferência humana. A perda de habitat e os conflitos com os seres humanos são considerados as ameaças mais significativas para a espécie. As populações remanescentes estão muitas vezes isoladas geograficamente umas das outras, o que pode levar a endogamia e, conseqüentemente, redução da diversidade genética.

Leão (Panthera leo)O leão-asiático, atualmente sobrevive apenas em torno da floresta de Gir no noroeste da Índia. Cerca de 300 leões vivem em um santuário de 1.412 km² no estado de Gujarat, que cobre a maior parte da floresta.

Subespécies
Atualmente 8 subespécies são reconhecidas:

    Panthera leo persica (leão-asiático) - floresta de Gir, na Índia.
    Panthera leo azandica (leão-do-nordeste-do-congo) - nordeste do Congo.
    Panthera leo senegalensis (leão-do-oeste-africano) - oeste da África, do Senegal à Nigéria.
    Panthera leo nubica (leão-do-leste-africano ou leão-masai) - leste da África, da Etiópia e Quênia à Tanzânia e Moçambique.
  Panthera leo bleyenberghi (leão-do-sudoeste-africano ou leão-katanga) - sudoeste da África, Namíbia, Botswana, Angola, Katanga (Zaire), Zâmbia e Zimbabwe.
    Panthera leo krugeri (leão-do-sudeste-africano ou leão-transvaal) - região de Transvaal no sudeste da África, incluindo o Parque Nacional Kruger.
    Panthera leo melanochaita (leão-do-cabo) - extinto da natureza por volta de 1860.
    Panthera leo leo (leão-da-barbária) - extinto da natureza - era encontrado de Marrocos ao Egito.

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Gato Doméstico (Felis catus)

Gato Doméstico (Felis catus)

Gato Doméstico (Felis catus)

O gato ou gato doméstico (Felis catus) é um pequeno mamífero carnívoro. É a única espécie domesticada da família Felidae. O gato é um gato doméstico, mantido como um animal de estimação ou um gato selvagem, variando livremente e evitando o contato humano. Um gato doméstico é valorizado pelos humanos pela companhia e pela habilidade de caçar roedores. Cerca de 60 raças de gatos são reconhecidas por vários registros de gatos.

Os gatos são semelhantes em anatomia às outras espécies felinas, com um corpo forte e flexível, reflexos rápidos, dentes afiados e garras retráteis adaptadas para matar pequenas presas. Eles são predadores que são mais ativos ao amanhecer e ao anoitecer. Os gatos podem ouvir sons muito fracos ou muito altos em freqüência para os ouvidos humanos, como aqueles feitos por camundongos e outros animais pequenos. Em comparação com os humanos, eles enxergam melhor no escuro (eles enxergam em quase total escuridão) e têm um melhor senso de olfato, mas uma visão de cores mais fraca. Gatos, apesar de serem caçadores solitários, são uma espécie social. A comunicação do gato inclui o uso de vocalizações, incluindo miados, ronronar, trinar, assobios, grunhidos e rosnados, assim como linguagem corporal específica para gatos. Os gatos também se comunicam secretando e percebendo os feromônios.

Gatos domésticos femininos podem ter filhotes da primavera até o final do outono, com tamanhos de leitões que variam de dois a cinco gatinhos.  Gatos domésticos podem ser reproduzidos e mostrados como gatos registrados com pedigree, um passatempo conhecido como fantasia de gato. A falha em controlar a reprodução de gatos de estimação por esterilização e castração, bem como o abandono de animais de estimação, resultou em um grande número de gatos selvagens em todo o mundo, contribuindo para a extinção de espécies inteiras de aves e evocando o controle populacional.

Durante muito tempo pensou-se que a domesticação dos gatos foi iniciada no Egito, porque os gatos no antigo Egito eram venerados desde 3100 aC. No entanto, a primeira indicação para a domesticação de um gato selvagem africano (F. lybica) foi encontrada em Chipre, onde um esqueleto de gato foi escavado perto de uma sepultura neolítica humana que data de cerca de 7500 aC. Os Wildcats africanos foram provavelmente domesticados pela primeira vez no Oriente Próximo. O gato leopardo (Prionailurus bengalensis) foi domado independentemente na China por volta de 5500 aC, embora essa linha de gatos parcialmente domesticados não deixe traços nas populações de gatos domésticos de hoje.

Gato Doméstico (Felis catus)

A partir de 2017, o gato doméstico foi o segundo animal de estimação mais popular nos EUA em número de animais de estimação, depois de peixes de água doce, com 94,2 milhões de gatos de propriedade. A partir de 2017, foi classificado como o terceiro animal de estimação mais popular no Reino Unido, depois de peixes e cães, com cerca de 8 milhões sendo propriedade. O número de gatos no Reino Unido quase dobrou desde 1965, quando a população de gatos era de 4,1 milhões.

Gato Doméstico (Felis catus)
Gato Doméstico (Felis catus)
Gato Doméstico (Felis catus)
Gato Doméstico (Felis catus)
Gato Doméstico (Felis catus)
Gato Doméstico (Felis catus)
Gato Doméstico (Felis catus)

Tigre-Branco | Características dos Tigres-Brancos

Tigre-Branco | Características dos Tigres-Brancos

Tigre-Branco | Características dos Tigres-BrancosOs tigres-brancos tendem a ser maiores que os tigres de cor laranja.

Os tigres-brancos não são albinos e não são considerados uma subespécie de tigre, mas sim uma variante mutante das subespécies existentes de tigres, cuja pele é branca ou quase branca. Eles têm olhos azuis e focinho rosa.

Comparação de Cor
Em comparação com os tigres laranja sem o gene branco, tigres-brancos tendem a ser maiores, quando nascem e tambem quando adultos. Apesar de sua coloração incomum, seu tamanho pode ser vantajoso na natureza. Tigres-brancos heterozigotos também tendem a ser maiores do que os tigres laranja.

Indivíduos brancos com listras escuras são bem documentados na subespécie Panthera tigris tigris, conhecida como tigre-de-bengala ou tigre-indiano, e deve ter ocorrido também em tigres-siberianos (Panthera tigris altaica) cativos, e relatado historicamente em outras subespécies. A pelagem branca está intimamente associada com o tigre-de-bengala.

A atual população de tigres-brancos inclui tanto o tigre-de-bengala puro quanto os híbridos de bengala-siberiano. No entanto, não está claro se o gene recessivo branco só veio a partir de Bengala, ou se ele também se originou a partir de ancestrais da Sibéria.

A coloração incomum dos tigres-brancos os tornoram populares em jardins zoológicos e em shows que apresentam animais exóticos.

Os mágicos Siegfried (alemão) e Roy (americano) ficaram famosos por terem criado e treinado dois tigres-brancos para suas apresentações, referindo-se a eles como "tigres-brancos reais", associando o tigre-branco com o Marajá de Rewa.

Tigre Siberiano Branco
É possível que o gene da pele branca não exista na população de tigres-siberianos, uma vez que tigres-siberianos brancos não puros nasceram em cativeiro, mesmo que o tigre-siberiano tenha sido extensivamente criado durante as últimas décadas. A população de tigres selvagens da Sibéria quase foi extinta durante o meio do século 20. Por isso, é possível também que os tigres-siberianos portadores do gene da pele branca morreram durante este período. Mais pesquisas são necessárias antes que os cientistas possam entender completamente a composição genética do tigre-siberiano.

Os famosos tigres-siberianos brancos encontrados em cativeiro não são realmente tigres-siberianos puros. Eles são o resultado do cruzamento de tigres-siberianos com tigres-de-bengala. O gene da pele branca é muito comum entre os tigres-de-bengala, mas o nascimento natural de um tigre-branco de Bengala ainda é muito raro na natureza, onde os tigres-brancos não são criados de forma seletiva. Um tigre-branco é gerado pela ocorrência de um alelo recessivo duplo no genoma. Estimativas mostram que cerca de um em cada 10.000 nascimentos de tigres selvagens irá resultar em um tigre-branco.

Mitos sobre o tigre-branco 
Um mito comum sobre o tigre-branco é que eles são da Sibéria e que a cor da sua pele serve como camuflagem na neve. Isso não é verdade.

A verdade é que os tigres-brancos vêm da Índia e dos cerca de quarenta tigres-brancos puros em cativeiro, a maioria permanece nesse país.

O tigre-branco não é uma subespécie separada; talvez seria mais correto chamar de uma coloração anormal. Como eles não são uma espécie de tigre separada eles também não são uma "espécie ameaçada".

Talvez o mito mais comum é que os tigres-brancos são albinos. Mas sem pigmento eles também não teriam listras, narizes coloridos e lábios manchados. Sua pele seria totalmente branca e sem listras.
Um fato pouco conhecido é que os tigres-brancos nem sempre têm olhos azuis gelo; eles podem ser verdes ou âmbar (laranja-amarelo). Novamente, isso requer pigmento nos olhos que um albino não teria.

No reino de Assam existia a crença de que alguém que avistasse um tigre-branco iria morrer em breve. É um mito que permanece até hoje.

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Jaguatirica (Leopardus pardalis)

Jaguatirica (Leopardus pardalis)

Jaguatirica (Leopardus pardalis)A Jaguatirica (Leopardus pardalis) é um felino selvagem encontrado na América Central, América do Sul e México, mas já foi relatada no Texas e em Trinidade, no Caribe. No norte do México, é encontrada regularmente apenas no extremo sul do Texas, embora existam raras aparições no sul do Arizona.

É semelhante em aparência a um gato-doméstico. Sua pele assemelha-se a de um leopardo-nebuloso ou onça-pintada e já foi considerada valiosa. Como resultado, centenas de milhares de jaguatiricas foram mortas por suas peles. O felino foi classificado como uma espécie ameaçada "vulnerável", de 1972 até 1996, mas agora é classificado como "pouco preocupante" pela Lista Vermelha da IUCN de 2008.

A jaguatirica varia de 68-100 cm de comprimento, mais 26-45 cm de cauda, e geralmente pesa 8-18 kg, embora indivíduos muito maiores foram ocasionalmente registrados, tornando o maior felino selvagem do gênero Leopardus. Tem pele lisa, macia, orelhas arredondadas e patas dianteiras relativamente grandes. Embora semelhante em aparência ao gato-do-mato-pequeno e ao gato-maracajá, que habitam a mesma região, a jaguatirica é maior.

Comportamento
A jaguatirica é principalmente noturna e muito territorial. Luta ferozmente, às vezes até a morte, em disputas territoriais. Além disso, marca seu território com urina. Como a maioria dos felinos, é solitária, normalmente se encontram apenas na época de acasalamento. No entanto, durante o dia descansa em árvores ou vegetação mais densa, e, ocasionalmente, compartilha o seu lugar com outra jaguatirica do mesmo sexo. Os machos ocupam territórios de 3,5-46 km2, enquanto as fêmeas ocupam uma área menor, sem sobrepor territórios de 0,8-15 km2. Os territórios são marcados pela  pulverização de urina e deixando fezes em locais eminentes.

Jaguatiricas caçam em uma área de 18 km2, capturando principalmente pequenos mamíferos (vários roedores), répteis e anfíbios (lagartos, tartarugas e rãs), caranguejos, pássaros e peixes.

Reprodução
As Jaguatiricas geralmente se reproduzem apenas uma vez a cada 2 anos, embora a fêmea possa se acasalar novamente logo depois de perder uma ninhada. O acasalamento pode ocorrer em qualquer época do ano. A gestação dura 79-82 dias, e geralmente nasce apenas um filhote. Ninhadas de 2 ou 3 filhotes também pode ocorrer, mas são menos comuns. O tamanho pequeno das ninhadas e a pouca frequência de reprodução fazem as jaguatiricas particularmente vulneráveis à perda de população.

Comparado com outros pequenos felinos, os filhotes de jaguatirica crescem muito lentamente. Eles pesam cerca de 250 g quando nascem e permanecem com a mãe por até 2 anos. As jaguatiricas  podem viver até 20 anos em cativeiro.

Distribuição e habitat
A jaguatirica está distribuída ao longo da América Central, América do Sul e México. Só habitam áreas com vegetação relativamente densa, embora possam ocasionalmente caçar em áreas mais abertas à noite. São encontradas em florestas tropicais, manguezais e cerrados, em altitudes que vão até 1.200 m.

Subespécies
Atualmente são reconhecidas as seguintes subespécies de jaguatirica:

    Leopardus pardalis pardalis - Floresta Amazônica
    Leopardus pardalis aequatorialis - norte dos Andes e da América Central
    Leopardus pardalis albescens - leste do México, sul do Texas
    Leopardus pardalis melanurus - Venezuela, Guiana, Trinidade
    Leopardus pardalis mitis - Argentina, Paraguai
    Leopardus pardalis nelsoni - sudoeste do México
    Leopardus pardalis pseudopardalis - Colômbia
    Leopardus pardalis puseaus - Equador
    Leopardus pardalis sonoriensis - noroeste do México, sul do Arizona
    Leopardus pardalis steinbachi - Bolívia

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Gato-Leopardo (Prionailurus bengalensis)

Gato-Leopardo (Prionailurus bengalensis)

Gato-Leopardo (Prionailurus bengalensis)

O Gato-Leopardo (Prionailurus bengalensis) é um pequeno felino selvagem do sul e sudeste da Ásia, onde está amplamente distribuído, mas ameaçado pela perda de habitat e pela caça em algumas regiões. As subespécies de gato-leopardo se diferem muito na aparência.

O nome do gato-leopardo é derivado das pintas semelhantes as do leopardo, que prevalecem em todas as subespécies, mas sua relação com o leopardo é distante.

Na média, o gato-leopardo é do tamanho de um gato-doméstico, mas há variações regionais consideráveis: na Indonésia, o tamanho médio é de 45 cm, com uma cauda de 20 cm, enquanto a média no sul de Amur é de 60 cm de corpo e 40 cm de cauda. O peso varia entre 4,5 kg e 6,8 kg, valores similares aos do gato-doméstico. A cor do pelo também varia: é amarela nas populações mais ao sul, e cinza ou prateada nas populações do norte. O peito e a parte inferior da cabeça são brancos. A pelagem do gato-leopardo é pintada de preto, seja com manchas pontuais ou listras, dependendo da subespécie. Suas ninhadas têm de 2-4 filhotes, e o período de gestação pode variar entre 60-70 dias.

Distribuição e habitat
O gato-leopardo é o mais amplamente distribuído dentre os pequenos felinos Asiáticos. Pode ser encontrado em florestas através da Indonésia, Filipinas, Bornéu, Malásia, Tailândia, Miamar, Laos, Camboja, China e Taiwan. O felino também pode ser encontrado na Coréia, Índia e Paquistão. Seus habitats são variados, e incluem florestas tropicais, matagais, florestas de coníferas, bosques reflorestados, regiões semiáridas e áreas de agricultura, especialmente próximas de fontes de água; também pode ser encontrado em altitudes de até 3.000 m.

Comportamento
O gato-leopardo é um hábil escalador de árvores. Também consegue nadar, mas raramente o faz. É um animal de hábitos noturnos, e passa os dias em tocas, que podem ser árvores ocas, cavidades sobre raízes ou cavernas. Ele pode passar algum tempo fora das tocas em áreas onde não há humanos. O gato-leopardo é solitário, exceto durante o período de acasalamento. O território dos machos tem  em média 3,5 km2 e o das fêmeas em média 2,1 km2.

Dieta
Gatos-leopardo são carnívoros, alimentando-se de uma variedade de pequenas presas, incluindo mamíferos, lagartos, anfíbios, aves e insetos. Pequenos roedores, como ratos e camundongos formam a maior parte de sua dieta, que muitas vezes é complementada com grama, ovos, aves e presas aquáticas.

Reprodução e desenvolvimento
Não há nenhum período fixo de acasalamento na parte sul de sua área de distribuição; nos habitats mais frios, a norte, tende a se acasalar entre março ou abril, quando o clima é ameno o suficiente para que filhotes recém-nascidos o suportem.

Depois de um período de gestação de 60-70 dias, nascem de 2-4 filhotes. Os filhotes pesam cerca de 75-130 g quando nascem e, geralmente, dobram seu peso em 2 semanas. Começam a comer alimentos sólidos em 23 dias. Com 4 semanas, os caninos permanentes aparecem, e os filhotes começam a comer alimentos sólidos. A maturidade sexual é alcançada aos 18 meses, mas, em cativeiro, o macho pode se tornar pronto para reprodução em 7 meses, e a fêmea em 10. Podem viver até 13 anos em cativeiro.

Subespécies
    Prionailurus bengalensis alleni - Ilha de Hainan (China)
    Prionailurus bengalensis bengalensis - Índia, Bangladesh, Sudeste Asiático, Yunnan
    Prionailurus bengalensis borneoensis - Bornéu
    Prionailurus bengalensis chinensis - China, Taiwan, Filipinas
    Prionailurus bengalensis euptailurus -  Sibéria oriental, Mongólia, Manchúria
    Prionailurus bengalensis heaneyi - Palawan, Filipinas
    Prionailurus bengalensis horsfieldi - Himalaia
    Prionailurus bengalensis javanensis - Java
    Prionailurus bengalensis rabori - Ilhas Filipinas de Negros, Cebu e Panay
    Prionailurus bengalensis sumatranus - Sumatra
    Prionailurus bengalensis trevelyani - Paquistão oriental

O gato-de-tsushima vive exclusivamente no arquipélago de Tsushima, no Estreito da Coréia. Uma população do gato-de-tsushima, frágil, foi estimada entre 70 e 90 espécimes em 1997. Este felino foi inicialmente considerado uma espécie separada e, posteriormente, uma subespécie do gato-leopardo; agora, é considerada uma variedade da subespécie manchuriana, Prionailurus bengalensis euptailurus.

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Gato-do-Mato-Grande (Leopardus geoffroyi)

Gato-do-Mato-Grande (Leopardus geoffroyi

Gato-do-Mato-Grande (Leopardus geoffroyi)

O Gato-do-Mato-Grande (Leopardus geoffroyi) é um felino selvagem das regiões sul e central da América do Sul. É mais ou menos do tamanho de um gato doméstico. Embora a espécie seja relativamente comum em muitas áreas, é considerada "quase ameaçada" pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) devido à preocupação com as mudanças de uso da terra nas regiões onde ele vive.

Os gatos-do-mato-grande são aproximadamente do tamanho de um gato doméstico, com média de 60 cm de comprimento e uma cauda relativamente curta, de 31 cm. Eles pesam cerca de 2-5 kg, embora indivíduos de até 7,8 kg já foram relatados. Em geral, os exemplares encontrados na região sul de sua escala de distribuição são maiores do que os da região norte, e os machos são maiores que as fêmeas.

Sua pele tem inúmeras manchas pretas, mas a cor de fundo varia de região para região: no norte, uma pele marrom-amarelo é mais comum; mais ao sul, a pelagem é acinzentada. Como na maioria dos felinos, os pelos do ventre são mais claros, sendo de cor creme ou mesmo branca. Há faixas escuras na cauda e membros, e marcações semelhantes nas bochechas e na parte superior da cabeça e pescoço. A parte atrás das orelhas é preta, com uma mancha branca. O melanismo é comum tanto na natureza quanto em cativeiro.

Ecologia e distribuição
Gatos-do-mato-grande habitam os Andes, Pampas e a região de Chaco. Eles são encontrados do sul da Bolívia ao Estreito de Magalhães, em altitudes que variam do nível do mar até 3.300 m. Eles preferem ambientes abertos da floresta ou cerrado, mas também são encontrados em pastagens e áreas pantanosas. Embora sejam capazes de subir em árvores, raramente o fazem, a não ser para deixar fezes para marcar seu território com o cheiro.

Apesar de parecer abundante na região central, incluindo a Bolívia, onde é o segundo felino mais comum depois da jaguatirica, é considerado ameaçado em regiões como o sul do Chile.

O gato-do-mato-grande é noturno, e caça principalmente roedores, lebres, pequenos lagartos, insetos e ocasionalmente sapos e peixes; ele está no topo da cadeia alimentar. Como outros pequenos felinos, é um caçador solitário, dificilmente tem contato com outros de sua espécie, apenas durante a época de acasalamento. As fêmeas têm territórios que variam de 2-6 km2, enquanto os machos têm territórios maiores, chegando até 12 km2.

Reprodução
A época de reprodução do gato-do-mato-grande vai de outubro a março. As ninhadas podem consistir de um a quatro filhotes, embora um ou dois sejam mais comuns. A gestação dura de 72-78 dias, e a maioria dos nascimentos ocorrem entre dezembro e maio.

Os filhotes nascem cegos e indefesos, pesando cerca de 65 a 95 g, e se desenvolvem um pouco mais lentamente do que o gato doméstico. Abrem os olhos depois de 8-19 dias, e eles começam a comer alimentos sólidos depois de seis ou sete semanas. Os filhotes tornam-se independentes de sua mãe em torno de oito meses, mas geralmente não são sexualmente maduros até 18 meses para fêmeas e 24 meses para os machos. O período de vida de uma gato-do-mato-grande pode chegar a 14 anos em cativeiro.

Subespécies
    Leopardus geoffroyi geoffroyi - Argentina Central
    Leopardus geoffroyi euxantha - Norte da Argentina, oeste da Bolívia
    Leopardus geoffroyi leucobapta - Patagônia
    Leopardus geoffroyi paraguae - Paraguai, sudeste do Brasil, Uruguai, Norte da Argentina
    Leopardus geoffroyi salinarum - Noroeste e Centro da Argentina

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Gato-da-Areia (Felis margarita)

Gato-da-Areia (Felis margarita)

Gato-da-Areia (Felis margarita)O Gato-da-Areia (Felis margarita), também conhecido como "gato-das-dunas-de-areia" é um pequeno felino distribuído pelos desertos da África e Ásia. (O nome "gato-do-deserto" é reservado para o Felis Silvestris lybica, o gato-selvagem da África). O gato-da-areia vive em regiões áridas que são muito quentes e secas, as mesmas dos gatos-selvagens da África: o Saara, o deserto da Arábia, e os desertos do Irã e Paquistão.

Victor Loche foi o primeiro europeu a descrever o gato-da-areia para a ciência (em 1858). Ele batizou a espécie Felis margarita depois de Jean Auguste Margueritte, o líder da expedição, durante a qual ele havia encontrado o animal.

O gato-da-areia é relativamente pequeno, encorpado com pernas curtas, uma cauda longa, e grandes orelhas pontiagudas. Eles variam de 39-57 cm de comprimento, mais 23-31 cm de cauda, e pesam de 1,4-3,4 kg.

A cabeça é larga, algo que o torna inconfundível em relação a outras espécies similares, e as orelhas também possuem dimensões maiores. Isto melhora a sua audição e a perda de excesso de calor através delas (uma técnica comum entre os pequenos mamíferos desérticos como a lebre-da-califórnia e as raposas-do-deserto). A pelagem é cor de areia, com poucas listras mais escuras, que se encontram mais desenvolvidas na subespécie africana, F. m. margarita, e só são facilmente visíveis na parte alta das patas dianteiras. A ponta da cauda também possui coloração escura. Ao contrario de outros felinos, a planta dos pés está totalmente coberta de pelos a fim de as proteger em relação ao contato com as ardentes areias do deserto.

Habitat
Como seu nome sugere, esses felinos vivem apenas em áreas secas e arenosas de desertos. Eles preferem terreno plano ou ondulado com vegetação esparsa, evitando dunas de areia sem vegetação, onde há pouco alimento. Eles podem sobreviver em temperaturas que variam de -5°C a 52°C, abrigando-se em tocas durante condições extremas. Embora eles bebam água quando há disponibilidade, eles são capazes de sobreviver por meses sem beber, obtendo água apenas dos seus alimentos.

Comportamento
Os gatos-da-areia são solitários fora da época de acasalamento. Eles habitam tocas, geralmente usam tocas abandonadas de raposas ou porco-espinho. Costumam sair ao anoitecer para caçar roedores, lagartos, pássaros e insetos, apesar de sua dieta consistir principalmente de roedores.

Os gatos-da-areia se juntam apenas para o acasalamento, então contá-los é uma tarefa difícil. Porém, sua população vem diminuindo no deserto da Arábia após uma diminuição de suas presas. Observações feitas constam que eles percorrem cerca de 5-10 km por noite em busca de presas, mas, diferentemente da maioria dos outros felinos, não defendem seus territórios, e podem até "se revezar" através das tocas.

As ameaças ao gato-da-areia incluem os seres humanos, lobos, cobras e aves de rapina. Eles geralmente são dóceis, e não têm medo dos humanos.

Reprodução e Ciclo de Vida
A ninhada é composta em média por três filhotes, que nascem após 59-66 dias, normalmente em torno de abril ou maio, embora, em algumas áreas, os gatos-da-areia podem dar à luz a duas ninhadas por ano. Os filhotes pesam 39-80 g quando nascem. Eles crescem com relativa rapidez, chegando a três quartos do tamanho adulto dentro de cinco meses após o nascimento. Gatos-da-areia estão totalmente independentes até o final de seu primeiro ano, e atingem a maturidade sexual não muito tempo depois.

Pouco se sabe sobre a expectativa de vida do gato-da-areia na natureza, mas pode viver até 13 anos em cativeiro.

Subespécies
Existem 6 subespécies de gato-da-areia:

    Felis margarita margarita - Norte da África, da Algéria a Arábia
    Felis margarita airensis - Níger
    Felis margarita harrisoni - Península Arábica
    Felis margarita meinertzhageni - Saara
    Felis margarita thinobia - região do Mar Cáspio (Irã, Turcomenistão)
    Felis margarita scheffeli - Paquistão

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Gato-de-Cabeça-Chata (Prionailurus planiceps)

Gato-de-Cabeça-Chata (Prionailurus planiceps)

Gato-de-Cabeça-Chata (Prionailurus planiceps)

O Gato-de-Cabeça-Chata (Prionailurus planiceps) é um pequeno felino selvagem encontrado na Península Malaia, Bornéu e Sumatra. Desde 2008, está listado como "Ameaçado" pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), devido à destruição do seu habitat .

Este felino é muito raro em cativeiro, com menos de 10 indivíduos - todos em zoológicos no sudeste da Ásia - registrados pelo ISIS (International Species Information System) no início de 2010. Como outros felinos de pequeno porte, foi originalmente colocado no gênero Felis, mas agora é considerado uma das cinco espécies Prionailurus.

Descrição
O gato-de-cabeça-chata tem um comprimento (cabeça-corpo) de 41-50 cm, e uma cauda curta de 13-15 cm. Ele pesa 1,5-2,5 kg. A pele grossa é geralmente marrom-avermelhada tingida de cinza, com uma cabeça mais avermelhada e as partes inferiores esbranquiçadas. As pernas são relativamente curtas, e as orelhas são curtas e redondas.

Asim como os guepardos, as garras são parcialmente retráteis. A forma da cabeça é atípica para um felino, o crânio é bastante longo, enquanto a parte superior do crânio, como sugerido pelo seu nome comum e científico, é bastante chata. Os olhos estão estranhamente mais à frente e juntos, em comparação com outros felinos, dando ao animal uma visão estereoscópica melhor. Além disso, os dentes são adaptados para agarrar presas escorregadias, e as mandíbulas são relativamente poderosas. Esses recursos ajudam o gato-de-cabeça-chata capturar e manter presas aquáticas, no qual é tão bem adaptado quanto seu parente próximo: o gato-pescador.

Distribuição e habitat
A distribuição dos gatos-de-cabeça-chata está restrita as florestas tropicais de planície no extremo sul da Tailândia, Península Malaia, Sabah, Sarawak, Brunei Darussalam, Kalimantan e Sumatra. Eles ocorrem principalmente em habitats de água doce perto das áreas costeiras e terras baixas. Mais de 70% dos registros foram coletados a menos de 3 km de distância da água.

O gato-de-cabeça-chata ocorre em florestas primárias e secundárias.

Ecologia e comportamento
O gato-de-cabeça-chata é geralmente considerado um animal noturno, mas as observações de indivíduos em cativeiro sugerem que é crepuscular. Ele caça principalmente rãs, peixes e crustáceos, mas também captura ratos e galinhas. Em cativeiro, eles mostram mais interesse em presas na água do que em terra, sugerindo uma forte preferência para a caça ribeirinha em seu habitat natural.

Tem pré-molares relativamente longos, e é um dos poucos felinos que não é capaz de retrair completamente as garras (os outros são o guepardo, o gato-pescador e o gato-de-iriomote). Estas adaptações combinadas com o seu comportamento tem resultado em comparações com mustelídeos semi-aquáticos, e é conhecida pela facilidade de entrar na água.

Na natureza, os gatos-de-cabeça-chata são solitários, e marcam seu território. Ao contrário de outros felinos, no entanto, eles espirram urina andando para a frente em uma posição agachada, deixando um rastro no chão, ao invés de direcioná-la sobre uma superfície vertical. Eles parecem ter vocalizações semelhantes ao gato doméstico.

No geral, porém, pouco se sabe sobre seu comportamento selvagem, mas um período de gestação de cerca de 56 dias, e uma ninhada de 1-2 filhotes foram relatadas em cativeiro. Indivíduos em cativeiro viveram por 14 anos.

Status
O gato-de-cabeça-chata é considerado ameaçado pela IUCN e listado no apêndice I da CITES. A população total provavelmente está abaixo de 2.500 indivíduos adultos. A perda de habitat e a poluição das águas são grandes ameaças para esse felino. O gato-de-cabeça-chata está totalmente protegido em toda sua área de distribuição, exceto em Brunei, onde esta espécie não tem proteção legal. Avistamentos deste felino geralmente são muito raros.

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Felinos (Felídeos) | Características dos Felinos

Felinos (Felídeos) | Características dos Felinos

#Felinos (Felídeos) - Características dos Felinos
Os felinos ou felídeos (latim científico: Felidae) constituem uma família de animais mamíferos digitígrados, da ordem dos carnívoros, dos quais o mais conhecido é o gato. As espécies existentes de felinos pertencem a uma das duas subfamílias: Pantherinae e Felinae.

As espécies de felinos selvagens estão espalhadas pela grande maioria dos continentes, com exceção da Antártida, Austrália e algumas ilhas.

Muitas espécies são encontradas em diversos habitats similares que abrangem alguns continentes, como por exemplo, o leopardo, que pode ser encontrado em savanas e savanas arbustivas da África e Índia e em regiões de grandes altitudes no continente Asiático. A maioria das espécies, entretanto, habita somente um continente. A grande barreira natural do Oceano Atlântico, também serve para dividir as espécies do novo mundo das espécies do velho mundo - com exceção do lince, que pode ser encontrado como subespécies distintas na América do Norte e na Eurásia.

Felinos são animais carnívoros e excelentes caçadores, caçando principalmente à noite.

Cerca de três quartos das espécies vivem em florestas, e geralmente são ágeis escaladores. No entanto, os felinos podem ser encontrados em praticamente qualquer ambiente, com algumas espécies sendo nativas de regiões montanhosas e desertos.

Aparência Física - Os felinos têm um corpo ágil e flexível, com membros musculares. Na grande maioria das espécies, a cauda possui entre um terço e metade do comprimento do corpo, embora existam algumas exceções, como por exemplo: o lince e o gato-maracajá. Os membros são digitígrados com patas almofadadas e garras retráteis.

As várias espécies de felinos variam muito em tamanho. Um dos menores é o gato-de-patas-negras, medindo de 35 a 40 centímetros de comprimento, e o maior é o tigre-siberiano, que pode atingir até 3,5 metros de comprimento e pesar 300 kg.

A pele dos felinos assume muitas formas diferentes, sendo muito mais espessa nas espécies que vivem em ambientes frios, como o leopardo-das-neves. A cor dos felinos também é muito variável, embora a pele marrom à dourada é mais comum na maioria das espécies - normalmente marcada com manchas distintas, listras, ou rosetas. Os únicos felinos que não possuem marcas significativas são o leão, a onça-parda, o caracal e o gato-mourisco (jaguarundi). Algumas espécies apresentam melanismo, em que alguns indivíduos têm a pele totalmente preta.

A língua dos felinos é áspera (coberta por papilas córneas), que ajudam a retirar a carne dos ossos de suas presas.

Características dos felinos - Qual grande felino é o mais forte escalador? Porque os pequenos felinos não rugem? Leia os fatos para descobrir:

Ao contrário dos grandes felinos, os pequenos felinos não rugem. Seu aparelho hioide é formado de ossos muito ligados entre si e com pouca vibração produzindo sons fracos.

O rugido de um leão adulto pode ser ouvido até 8 quilômetros de distância.

O mais forte escalador entre os grandes felinos, um leopardo pode levar presas duas vezes o seu peso para cima de uma árvore.

As listras de um tigre são como impressões digitais, não existem dois animais com o mesmo padrão de listras.

Longas e musculosas, as pernas traseiras do leopardo das neves permitem saltar sete vezes o comprimento do seu próprio corpo em um único salto.

A onça-pintada é conhecida também como jaguar. O nome "jaguar" vem do tupi-guarani e significa "aquele que mata com um salto".

O leopardo-de-amur é um dos animais mais ameaçados do mundo.

A onça-parda e o guepardo compartilham um ancestral.

Os guepardos não rugem como outros grandes felinos. Em vez disso, eles ronronam

Em seu habitat natural, os leões vivem em média de 12 a 16 anos. Em cativeiro, eles podem viver até 25 anos.

Uma fêmea de leopardo-de-amur dá à luz de um a quatro filhotes em cada ninhada.

Os tigres são excelentes nadadores e não evitam a água.

Os leões são os únicos felinos que vivem em grupos.

As onças-pardas são fortes saltadoras, graças as musculosas pernas traseiras que são mais longas que as pernas dianteiras.

Ao contrário dos outros felinos, os leões têm um tufo de pelos na extremidade de sua cauda.

Os tigres são caçados por sua pele, ossos e outras partes do corpo para serem usadas na medicina tradicional chinesa.

O guepardo é o mamífero terrestre mais rápido do mundo. Ele pode atingir velocidades entre 112 e 120 km/h.

Diferente da maioria dos predadores africanos, os guepardos caçam durante o dia. Quando avistam a presa, eles podem acelerar mais rápidos do que um carro: de 0 a mais de 100 km/h em apenas três segundos.

Os leopardos provavelmente sejam os felinos com maior escala geográfica. Eles podem ser encontrados em florestas tropicais, montanhas, savanas e desertos.

O maior felino brasileiro é a onça-pintada e o segundo é a onça-parda.

Os maiores felinos do mundo são: o tigre-siberiano, o leão-africano e a onça-pintada.

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