Mostrando postagens com marcador Geografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geografia. Mostrar todas as postagens

Lodo ou Sedimento de Terras Inundadas

Lodo ou Sedimento de Terras Inundadas

Lodo ou Sedimento de Terras Inundadas

Lodo é um termo vulgar para designar o sedimento próprio das terras inundadas, como o fundo dos mares, rios, lagos ou pântanos.

É uma mistura de substâncias que geralmente se caracteriza por apresentar minerais, colóides e partículas provenientes de matéria orgânica decomposta em suspensão no meio aquoso. Muitas vezes o lodo serve de suporte ao desenvolvimento de seres vivos, que se beneficiam da eventual existência de nutrientes no meio lodoso.


Recentemente descobriu-se que o lodo de esgoto pode ser utilizado na agricultura, trazendo diversos beneficios como o aumento da fertilidade e teor de matéria orgânica no solo, contribuindo para o aumento da produtividade. Além disso, esse material ainda contribui para o controle de uma séria praga presente em muitos tipos de solos, os nematóides.

www.megatimes.com.br

Rio Ancestral Formou o Grand Canyon a 70 Milhões de Anos

Rio Ancestral Formou o Grand Canyon nos Estados Unidos a 70 Milhões de Anos

Rio Ancestral Formou o Grand Canyon nos Estados Unidos a 70 Milhões de Anos

Cientistas da Universidade do Colorado, em Boulder, nos EUA, analisaram grãos de minérios do fundo do Grand Canyon para um estudo, publicado na quinta-feira (29 de novembro de 2012) na revista "Science". A pesquisa indica que boa parte do desfiladeiro foi formada há cerca de 70 milhões de anos, principalmente na porção oeste.

O estudo afirma ainda que o Grand Canyon foi provavelmente formado por um "rio ancestral", antecessor do atual Rio Colorado, que corria há milhões de anos em direção contrária às águas atuais, segundo a pesquisadora Rebecca Flowers, uma das autoras da pesquisa.

 A profundidade do desfiladeiro chega a ser de 1,5 km em alguns pontos, com cerca de 450 km de extensão no total. A análise aponta uma mudança no período aceito tradicionalmente como o de formação do Grand Canyon, no Arizona, e acrescenta mais 60 milhões de anos à "idade" do desfiladeiro, afirma o estudo.

Para chegar ao resultado, a equipe de cientistas usou um método que analisa o decaimento radioativo de átomos de tório e urânio para se tornarem átomos de hélio, fenômeno que ocorreu com um minério conhecido como apatita, encontrado no Grand Canyon.

 Pesquisa da 'Science' analisou grãos que mostraram idade de desfiladeiro. Grand Canyon chega a ter 1,5 km de profundidade em alguns pontos.

Os átomos de hélio ficaram presos nos grãos de minério conforme eles foram resfriados e se moveram em direção à superfície, durante a formação do Grand Canyon, segundo a cientista. Ao analisá-los, a "história" gravada nos grãos de apatita permitiu aos cientistas estimar quanto tempo se passou desde a formação do Grand Canyon, disse a pesquisadora.

"Nossa pesquisa implica que o Grand Canyon foi escavado de algumas centenas de metros até a sua profundidade atual há cerca de 70 milhões de anos", disse Flowers.

Controvérsia
Há muita controvérsia quanto à idade e à formação do Grand Canyon. Uma série de pesquisas sugere que o desfiladeiro tem uma história complexa, e que nem toda a estrutura pode ter se formado ao mesmo tempo.

Em estudo publicado anteriormente, em 2008, Flowers e seus colegas mostraram que a porção leste do Grand Canyon provavelmente se formou há 55 milhões de anos, apesar de o fundo do desfiladeiro, na época, não haver sofrido erosão - hoje a região está mais funda, o que exigiria novos estudos.

"Houve um ressurgimento de trabalhos científicos sobre o Grand Canyon nos últimos anos, porque agora nós temos técnicas novas que permitem datar rochas que antes não conseguíamos", disse a pesquisadora.

O Solo, Desertificação e Preservação Ambiental

O Solo, Desertificação e Preservação Ambiental

O Solo, Desertificação e Preservação Ambiental

O solo se forma como resultado da fragmentação e alteração química das rochas e do estabelecimento de microrganismos que colonizam os minerais. Esses microorganismos ao colonizarem os minerais eles liberam nutrientes que necessitam para crescer e possibilitar também o crescimento de pequenos vegetais. Quando morrem, os restos de todos esses organismos vão sendo decompostos e passam a formar o húmus. 

Ao longo do tempo, por ação da água que se infiltra no terreno, ocorre o transporte de muitos dos sais minerais. Pouco a pouco, começa a se formar o solo, organizado em camadas (como uma torta de mil folhas), cada uma com aspecto e composição diferentes

O solo e a Preservação Ambiental
Quando o homem deixou de ser nômade, sentiu necessidade de prover sua subsistência e da família. Ao retirar a manta vegetal que cobria o terreno para, em seu lugar, realizar uma exploração, o homem expõe o solo à ação direta da água da chuva e/ou vento que, pela ação erosiva provoca o seu desgaste, portanto, a perda de nutrientes indispensáveis às culturas.

As Causas da Poluição do Solo
Na agricultura os inseticidas usados no combate às pragas prejudicam o solo, a vegetação e os animais. O DDT é o mais comum desses inseticidas. As técnicas atrasadas utilizadas na agricultura como a queima da vegetação para depois começar o plantio. O terreno fica exposto ao sol e ao vento ocasionando a perda de nutrientes e a erosão do solo. O lixo também tem o seu papel importante na degradação do solo. Devido a sua grande quantidade e composição ele contamina o terreno chegando até a contaminar os lençóis de água subterrâneos.

.A mineração com as suas escavações em busca de metais, pedras preciosas e minerais continua devastando e tornando improdutível o nosso precioso solo. A imprudência, o consumismo, o desperdício e a ganância humana tratam de prosseguir essa deterioração.

Algumas medidas para solucionar os problemas da Poluição do Solo

• A elaboração de Leis mais práticas e rigorosas que defendam as florestas, as matas e todo o tipo de patrimônio ambiental. Com penalizações severas para as pessoas que continuarem devastando e poluindo o nosso ambiente;
• Elaboração de substitutos para os inseticidas;
• Campanhas educativas que alertem o perigo do uso dos agrotóxicos sem a indicação técnica de um agrônomo especializado;
• Reforma Agrária;
• Divulgação e uso de técnicas avançadas na agricultura como o controle biológico de pragas (técnica que utiliza outros animais que se alimentam daquele que é o agente da praga, sem prejudicar os vegetais e o solo);
• Investimento e melhoria nos projetos de irrigação;
• Financiamentos para agricultura e para o homem do campo, dando-lhe condições para viver e se sustentar no campo;
• Investimentos nos projetos de transposição das águas;
• Participação da população nas campanhas de reflorestamento;
• Saneamento básico para todos;
• Instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo;
• Incentivo para as empresas privadas investirem na coleta do lixo reciclável;

Importantes Atitudes para Praticar a Preservação Ambiental
  • Implantar programas de Educação Ambiental desde o ensino infantil até a pós-graduação com o constante envolvimento da família e da comunidade escolar.
  • Escassez da água potável: Consumo responsável; fazer a limpeza urbana com a água da chuva; usar a água da máquina de lavar para limpar quintais e calçadas; substituir as antigas descargas dos vasos sanitários por equipamentos modernos e econômicos.
  • Aposentar a mangueira para lavar o carro – usar o balde.
  • Lixo: Reciclar, reduzir, re-utilizar; consumo responsável, diante de um objeto que está à venda perguntar: - Eu preciso dele agora? Optar pela comprar de produtos com embalagens de baixo impacto ambiental, como as embalagens de papelão.
  • Desertificação e Erosão: Evitar a monocultura e promover o desenvolvimento sustentável através da parceria da comunidade com a universidade. Replantar.
  •  Não desmatar
  • Aquecimento Global: Utilizar energias limpas, diminuir o consumo de carne; reciclar, reduzir e reaproveitar o lixo; captar e usar o gás metano dos aterros sanitários como fonte de energia.
  • Poluição Sonora: Usar tecnologias de isolamento acústico; protetores auriculares nos centros urbanos; fiscalização e multas rigorosas; apreensão da fonte poluidora; interdição do local que infringiu as leis ambientais e provocou a perturbação do sossego público.
  • Tráfico de Animais Silvestres: Não comprar animais silvestres; denunciar anonimamente os traficantes; fiscalização rigorosa em aeroportos, rodoviárias e portos. Penas severas para quem vende e compra. Mudar o paradigma de que os animais existem para servir ao homem.
  • Poluição do Ar: Instalar filtros em todos os elos da cadeia produtiva industrial que pode gerar resíduos para atmosfera; plantar árvores para seqüestrar o carbono; não desmatar e evitar as queimadas; usar o metrô, bicicleta e andar mais a pé.
  • Poluição do Solo: Evitar que os resíduos dos agrotóxicos, os subprodutos do plantio da cana-de-açúcar e dos curtumes se depositem no solo; tratamento do lixo, reciclagem; extinção de aterros sanitários; parceria dos agricultores com as universidades para implantar modernas técnicas de plantio com impacto ambiental controlado.
  •  Poluição das Águas: Tratamento e captação dos resíduos industriais em toda a cadeia produtiva; ampliar a rede de esgotos; não jogar lixo orgânico (restos de comidas e óleo doméstico) na rede de esgotos; reciclagem do óleo doméstico; reaproveitar as sobras de alimentos.
  • Poluição Visual: Leis rígidas contra o abuso da propaganda; considerar a pixação como um crime contra os patrimônios público e privado, fiscalização constante.
  • Ação Política: Votar em governantes compromissados com a preservação do meio ambiente. Se forem eleitos, cobrar constantemente as promessas realizadas em campanha. Denunciar nas mídias impressas, internet; TV e Rádio os abusos e descasos com a preservação ambiental

O solo e suas relações com a água, as plantas e o homem
A vida dos homens e dos animais está condicionada aos elementos indispensáveis a subsistência destes. O meio ambiente em que vivem deve ter ar puro, para atender a uma das funções orgânicas básicas - a respiração; água potável, para satisfazer às necessidades hídricas, e alimentos com boa qualidade e em quantidades suficientes.

A fonte fornecedora desse combustível, que faz a máquina-homem ou animal viver, caminhar e exercer outras atividades é o solo. É desse elemento que o homem retira direta ou indiretamente o seu alimento. O solo deve ser fértil, para atender às demandas da população, em quantidade e qualidade. Se o solo for deficiente em um elemento químico, as plantas nele cultivadas serão carentes nessa qualidade.

Dicas de como manter as águas mais limpas
 Gases, compressas e plásticos
Não se deve jogar no vaso sanitário: gases, compressas, papéis, plásticos ou absorventes. É recomendável que todos esses resíduos sejam dispostos diretamente na lixeira.

Medicamentos
Os remédios contêm compostos que se forem liberados na água de forma descontrolada podem reagir de forma imprevista e acabar afetando a saúde. Ter cuidado com a eliminação adequada de medicamentos com prazo de validade vencido. 

 Óleo
Óleos são insolúveis em água e nunca devem ser derramados nas canalizações de água. Por idêntico motivo não se deve jogar restos de tintas. Estas podem conter metais pesados, como cádmio ou titânio que são altamente contaminantes. 

Detergentes
É importante limitar o uso de detergentes e preferir os que tenham baixos índices de fosfatos, pois este componente facilita a proliferação de algas.

Produtos de limpeza
A escolha dos produtos de limpeza deve recair naqueles que não sejam agressivos e possam danificar as canalizações. A preferência deve ser sempre pelos biodegradáveis.

Cigarros
Nunca se deve jogar pontas de cigarro no vaso pois contêm nicotina e alcatrão e ambas as substâncias se dissolvem com facilidade na água. Mesmo em baixas concentrações, são contaminantes das águas. 

Seu Lixo
Muitas vezes, talos, folhas, sementes e cascas têm grande valor nutritivo e possibilitam uma boa variação no seu cardápio; doe livros, roupas, brinquedos e outros bens usados que para você não têm mais serventia, mas que podem ser úteis a outras pessoas; procure comprar produtos reciclados - cadernos, blocos de anotação, envelopes, utilidades de alumínio, ferro, plástico ou vidro; - escolha produtos que utilizem pouca embalagem ou que tenham embalagens reutilizáveis ou recicláveis - potes de sorvete, vidros de maionese, etc; - não jogue lâmpadas, pilhas, baterias de celular, restos de tinta ou produtos químicos no lixo. 

Desertificação



Esse fenômeno não se refere à expansão de desertos já existentes, mas à criação de outras áreas áridas. Ele é responsável pela perda de produtividade dos solos, ameaça mais de 110 países e afeta diretamente a vida de mais de 250 milhões de pessoas. Outro bilhão vive em região de risco. O surgimento das áreas desertificadas pode ter causas naturais, como a ocorrência de períodos prolongados de seca. A principal, no entanto, é a associação entre variações climáticas e a atividade humana, como desmatamento e agricultura intensiva. Dessa maneira, o solo fica suscetível à erosão, provocada pelo arrastamento das partículas de terra, pela ação de chuvas ou ventos fortes. Como conseqüência, há perda da camada superficial do solo, rica em nutrientes e sementes, causando importantes impactos sociais e econômicos em todo o mundo. Cerca de 40% das terras usadas para a agricultura estão degradadas, segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares. A África é a região mais afetada. Na China, o fenômeno atinge área superior a 27% do território. Outras regiões em que ocorre são o oeste da América do Sul, o nordeste do Brasil, o Oriente Médio, a Austrália e o sudoeste dos EUA.

Formas de combate
Em 1994 é criada a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), destinada a estabelecer políticas mundiais para combater o problema. Ao completar dez anos, em 2004, a convenção conta com a adesão de 191 países e mostra progressos em suas metas. Na África, 29 nações colocam em prática programas de plantação de árvores e reabilitação de terras degradadas. Ampliar as ações de combate está entre os objetivos da terceira reunião do Comitê de Revisão da Implementação da Convenção, prevista para ser realizada em Bonn, na Alemanha, entre 27 de abril e 6 de maio de 2005.

Nobel da Paz vai para o combate à desertificação
A luta contra a desertificação e a promoção do desenvolvimento sustentável valem à queniana Wangari Maathai o Prêmio Nobel da Paz de 2004. O prêmio tem caráter pioneiro por duas razões: além de condecorar pela primeira vez uma mulher africana, ele reconhece de maneira inédita as ações pela defesa do meio ambiente como um caminho para a promoção da paz. Maathai lidera o Movimento Cinturão Verde, no Quênia, que plantou mais de 10 milhões de árvores para proteger os solos contra a erosão e garantir a qualidade da água e o suprimento sustentável de energia para a população rural. Na África, onde é comum o uso doméstico e industrial de lenha e carvão, em cada 100 árvores derrubadas, somente seis são replantadas para recompor a vegetação e evitar danos ambientais. Além de reflorestamento, o trabalho de Maathai inclui programas de educação ambiental com mulheres e meninas de vilarejos em todo o Quênia. Os esforços em prevenir a desertificação vão além da proteção ambiental. A decisão inédita do Nobel da Paz tem como base um postulado bem atual: a saúde do meio ambiente é condição essencial para a paz e para a estabilidade social.

Chuva Ácida



Um dos grandes problemas ambientais do mundo contemporâneo é a chuva, neve ou neblina com alta concentração de ácidos em sua composição. Com denominação genérica de chuva ácida, sua origem são os óxidos de nitrogênio (NOx) e o dióxido de enxofre (SO2), liberados na atmosfera durante a queima de combustíveis fósseis (principalmente o carvão mineral). Esses compostos reagem com o vapor de água presente na atmosfera, formando o ácido nítrico (HNO3) e o ácido sulfúrico (H2SO4), que depois se precipitam e alteram as características do solo e da água, o que compromete lavouras, florestas e a vida aquática. Também danificam edifícios e monumentos históricos. Até os anos 1990, os EUA eram os principais responsáveis pelo fenômeno, quando são superados pelos países da Ásia. Altamente dependentes de carvão, essas nações lançam na atmosfera cerca de 34 milhões de toneladas de SO2 ao ano. E os números devem triplicar até 2010, especialmente por causa da acelerada industrialização da China, da Índia, da Coréia do Sul e da Tailândia.

www.megatimes.com.br

Ciclo das Rochas em Geologia

Ciclo das Rochas em Geologia

Ciclo das Rochas em GeologiaO ciclo das rochas consiste de vários processos que produzem rochas e solos. Esse ciclo depende do ciclo tectônico para energia e do ciclo hidrológico para água.

O calor gerado pelo ciclo tectônico produz materiais fundidos, como a lava vulcânica, que ao se solidificarem na superfície ou em camadas mais finas dão origem às rochas ígneas. Essas rochas, ao se congelarem e descongelarem, quebram-se devido à expansão e contração. Podem também se desagregar devido a processos químicos, pela ação de ácidos fracos formados na presença de CO2, matéria orgânica e água, além de processos físicos, como o vento.

Ciclo das Rochas

O ciclo das rochas inicia-se com a destruição das rochas que estão na superfície, pela ação de agentes externos, sejam eles físicos ou químicos, ação essa conhecida como intemperismo.

O intemperismo é o processo de degradação das rochas e acontece quando as rochas expostas à atmosfera sofrem um ataque erosivo, provocado pelo clima (vento, chuvas, etc), que pode modificar o seu aspecto físico ou a sua composição mineralógica. O intemperismo é um processo de desgaste mecânico, operado pelas águas correntes, pelo vento, pelo movimento das geleiras e pelos mares.

Os sedimentos, que são os produtos resultantes da ação do intemperismo, são transportados por diversos fluidos, passando a circular sobre a superfície terrestre por ação do calor solar ou da gravidade.

Quando cessa a energia que os fazem circular, eles se depositam nas regiões mais baixas, formando-se então as rochas sedimentares.

Com o passar do tempo, as rochas sedimentares são sepultadas a grandes profundidades, sofrendo então constantemente o efeito do calor terrestre e se tornando cada vez mais duras. Nos níveis mais profundos da Terra, cerca de 10 a 30 km, a temperatura e a pressão são cada vez maiores, acontecendo então a transformação das rochas sedimentares em rochas metamórficas. A temperatura aumenta de tal forma que essas rochas são levadas à fusão, transformando-se novamente em rocha ígnea.

Devido à intensa atividade que ocorre no interior do planeta, ocorre o processo de levantamento dessa rocha. Isso acontece cada vez mais até o momento em que a rocha começa a chegar aos níveis superiores, e após algumas dezenas de milhares de anos essa rocha chega novamente à superfície, onde estará sujeita a ação dos agentes externos, reiniciando, assim, o ciclo.

A vida desempenha um papel fundamental nesse ciclo, por meio da incorporação do carbono nas rochas. Processos de biossedimentação produzem as chamadas rochas calcária (CaCO3, principalmente), além de substâncias húmicas e petróleo.

Fica evidente nesse ciclo a ação da água, pois ela é o principal agente responsável pelo deslocamento dos sedimentos obtidos por meio do intemperismo, sendo que ela também é um dos agentes capazes de causar esse intemperismo. Ela assume esse papel principal, pelo fato de ser capaz de dissolver materiais inorgânicos contidos nos sedimentos, bem como é capaz de arrastar partículas de maior massa, o que seria impossível apenas pela ação do vento.

Ciclo das Rochas em Geologia

Quadro Humano da África

Quadro Humano da África

Quadro Humano da África

Pequena População Relativa e Distribuição Irregular - Apesar de ser o terceiro continente em extensão territorial, a África é relativamente pouco povoada. Abriga pouco mais de 600 milhões de habitantes e uma densidade demográfica de 20 habitantes por quilômetro quadrado. Essa pequena ocupação demográfica encontra explicações nos seguintes fatores:

* grande parte do continente é ocupada por áreas desfavoráveis a concentrações humanas;

* os índices de mortalidade são muitos altos;

* a África é um continente que recebeu poucas correntes migratórias.

A população africana caracteriza-se também pela distribuição irregular. O Vale do Nilo, por exemplo, possui densidade demográfica de 500 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto os desertos e as florestas são praticamente despovoados. A quase totalidade dos países africanos exibe características típicas de subdesenvolvimento: elevadas taxas de natalidade e de mortalidade, bem como expectativa de vida muito baixa. Resulta desses fatores a preponderância de jovens na população, que, além apresentarem menor produtividade , requisitam grandes investimentos em educação e nível de emprego.

Maioria Negra e Diversos Grupos Brancos- A maior parte da população africana constituída por diferentes povos negros, mas é expressiva quantidade de brancos, que vivem principalmente na porção setentriorial de continente, ao norte do Deserto do Saara.

* sudaneses: em sua maior parte habitam as savanas que se estendem do Atlântico ao vale superior do Rio Nilo. Vivem basicamente do agricultura ;

* bantos: habitam a metade do sul do continente e têm como atividades principais a criação gado e a caça;

* nilóticos: são encontrados na região do Alto do Nilo e caracterizam-se pela estatura elevada;

* pigmeus: de pequena estatura vivem, vivem principalmente na selva do Congo e em seus arredores, onde baseiam sua subsistência na caça e na coleta de raízes;

* bosquimanos e hotentotes: habitam a região do Deserto de Calahari, distinguem-se como grandes caçadores de antílopes e avestruzes. Em correspondência com os três diferentes ramos étnico-culturais, encontram-se na África três regiões principais: o islamismo, que se manifesta sobretudo na África Branca, mas é também professado por numerosos povos negros; o cristianismo, religião levada por missionários e professada em pontos esparsos da continente; o animismo, seguindo por toda África Negra.

Um Continente de Famintos - Adversidades climáticas somente ampliam a miséria de milhares de africanos, que vivem abaixo das condições mínimas de sobrevivência. Com a agricultura extensiva, matas são derrubadas e em seus limites o deserto avança. Outro problema é o descompasso existente entre o enorme crescimento populacional eo reduzido crescimento populacional e o reduzido crescimento, ou mesmo estagnação, da agropecuária. 

Conflitos de um Continente mal Dividido - A atual divisão política da África somente se configurou nas décadas de 60 e 70. Durante séculos, o continente foi explorado pelas potências europeias - Inglaterra, França, Portugal, Espanha, Bélgica, Itália e Alemanha -, que o em zonas de influencia adequadas aos seus interesses.Ao conseguirem a independência, os países africanos tiveram de se moldar às fronteiras legadas pelos colonizadores. Estas, por um lado, separavam de modo artificial grupos humanos pertences às mesmas tribos, falantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos costumes, submetia-os, por outro lado, à influencia de valores europeus. A segregação racial assumiu formas rígidas e violentadas: bairros, meios de transporte, casa de comércios, igrejas etc. eram reservados para uso dos negros. as leis do aparheid - segregação racial institucionalizada - proibiam que os negros se candidatassem a cargos políticos, que concorressem com os brancos a um emprego, que frequentassem quaisquer ambientes que não lhes fossem expressamente destinados.

Regiões Geográficas

Norte da África – Abrangendo Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos, a região é fonte de preocupação para a Europa em virtude do crescente fluxo migratório desses países, em especial para a França e Alemanha. Durante as décadas de expansão econômica de 70 e 80 esse fluxo é bem recebido por facilitar a substituição dos trabalhadores europeus, mais qualificados e mais caros, por trabalhadores imigrantes nos serviços pesados e insalubres. A recessão do final dos anos 80 e a rápida elevação do desemprego tecnológico invertem a situação, já que os imigrantes passam a disputar vagas de trabalho com os trabalhadores europeus. Crescentes medidas restritivas são adotadas pelos países europeus para deter as migrações, agravando os problemas econômicos e sociais do norte da África.

África Meridional – As mudanças ocorridas na África do Sul e as possibilidades de pacificação de Angola e Moçambique geram ações unificadas entre os países da região para integrarem seus mercados e enfrentar em melhores condições a competitividade do mercado internacional.

África do Sul – As eleições multirraciais e multipartidárias de 1994, com a eleição de Nelson Mandela para presidente, abrem um novo capítulo na história do país, extinguindo totalmente a política do apartheid e estabelecendo direitos de cidadania para a maioria negra da população. O sistema de governo adotado, no qual todos os partidos com representação no Parlamento também estão representados no governo, necessita de um período de tempo para comprovar sua viabilidade. As tendências separatistas dos zulus e dos direitistas brancos permanecem presentes, embora a situação econômica tenha melhorado com o fim do bloqueio econômico e a retomada do fluxo de investimentos.

www.megatimes.com.br


Região Centro Oeste do Brasil

Região Centro Oeste do Brasil

Região Centro Oeste do Brasil

A Região Centro Oeste do Brasil é a segunda macroregião brasileira em área territorial, possuindo 1.604.850 km2 (18,9% da área do país). É formada por 3 estados – Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – alem do Distrito Federal, onde se localiza Brasília a capital do país. No Brasil, a bacia platina é subdividida em três bacias menores, a do rio Paraná, a do rio Paraguai, localizadas em sua maior parte no Centro-Oeste, e a do rio Uruguai. O rio Paraguai, cujo as nascentes ficam no estado do Araporé, no estado de Mato Grosso, recebe águas de diversos afluentes, entre eles os rios Cuiabá, Taquarí e Miranda.

Clima e vegetação

O clima dominante é do tipo tropical, com duas estações bem definidas: verão chuvoso e inverno seco. As temperaturas são elevadas o ano todo. Na porção setentrional da região, principalmente no norte e nordeste do estado de Mato Grosso, aparece o clima equatorial úmido, com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo, e na porção meridional no sul do estado de Mato Grosso do Sul, na área cortada no Trópico de Capricórnio verificamos a ocorrência do clima tropical de altitude com temperaturas mais baixas no inverno e chuvas concentradas no verão. A vegetação dominante na região Cen­tro-Oeste é o cerrado, característico do clima tropical. Trata-se de urna formação arbustiva, ou seja, vegetação de pequeno porte, que se apresenta com o tronco e os galhos bastante retorcidos e recobertos por urna grossa cama­da de cortiça. Espalha-se por urna extensa área no interior do Centro-Oeste, inclusive alcan­çando terras de outras regiões brasileiras. Além dessa formação arbustiva domi­nante, ainda encontramos áreas de floresta equatorial ao norte, matas galenas acompa­nhando alguns nos na porção oriental da região e formações de campos no extremo sul de Mato Grosso do Sul. Merece um destaque especial a vegetação da planície do Pan­tanal Mato-grossense. Nessa planície, em função de suas condições naturais muito par­ticulares, aparecem associadas espécies ve­getais dos mais diversos tipos, ou seja, flo­restais, arbustivas e herbáceas, caracterizando a formação vegetal denominada comple­xo do Pantanal.

Agropecuária

O Centro-Oeste manteve a sua atividade de produtora agropecuarista sempre voltada para o mercado interno para o abastecimento das áreas mais dinâmica do país. Nas ultimas décadas, no entanto, sua economia agropecuarista passou a se voltar também para os grandes mercados mundiais. Hoje o Cen­tro-Oeste é um grande fornecedor de produ­tos agropecuários, como grãos (soja e arroz) e carne, para as indústrias alimentícias do Cen­tro-Sul e, especialmente de soja, para o mer­cado externo. A agricultura do Centro-Oeste vem au­mentando rapidamente sua participação no total da produção brasileira em função de di­versos fatores. O aumento da produtividade das áreas tradicionais que se modernizam com in­vestimentos em máquinas, equipamentos e re­cursos técnicos de fertilização e correção de solos é um deles. Outro fator é a incorporação de novos espaços que até bem pouco tempo ou eram dedicados a uma lavoura rudimentar de subsistência, ou eram áreas não aproveita­das economicamente, mas que agora, com as chegadas das frentes pioneiras, vão sendo in­tegrados a uma economia mais dinâmica. Entre as principais áreas agrícolas, des­tacam-se Campo Grande e Dourados (Mato Grosso do Sul), centros produtores de soja e trigo. Em Goiás, sobressai a região denomi­nada "mato grosso de Goiás", ao sul de Goiânia, com a produção de soja, algodão e feijão, e o vale do Paranaíba, no Sudeste goiano, onde se tem algodão e arroz. Com relação à pecuária, é importante dizer que a região detém cerca de 1/4 de todo o rebanho bovino brasileiro. Essa participação tende a aumentar, graças a uma série de fatores favoráveis, tanto de ordem natural, como o relevo de topografia plana e a vegetação aberta do cerrado, como de ordem político-­econômica abertura de estradas, formação de pastos e melhoria genética dos rebanhos. O sistema de criação que predomina é o extensivo, tendo em vista que a região dispõe de grandes espaços e é, ao mesmo tem­po, um enorme vazio demográfico. O objeti­vo mais importante é a produção de carne para as indústrias frigoríficas do Centro-Sul. A prin­cipal área de criação está no pantanal Mato­-grossense, onde, além dos bovinos, também são criados bufalinos, com os mesmos objeti­vos econômicos e sob as mesmas condições de criação.

As dificuldades econômicas dos pe­cuaristas da região fizeram surgir uma nova atividade nas fazendas, o ecoturismo.

Mineração e indústria

A origem geológica de grande parte do território do Centro-Oeste, datada do Pré-cambriano e do Paleozóico, permite que a região apresente grandes possibilidades de ocorrência de recursos minerais. A produção de minérios, no entanto, é ainda pouco signi­ficativa quando comparada à de outras regiões brasileiras, como o Norte e o Sudeste. Entre as ocorrências registradas, mere­cem destaque as produções de ferro e manganês encontrados no maciço de Urucum, no interior do pantanal Mato-grossense.

A extração é feita pela Companhia Vale do Rio Doce, com a maior parte da produção direcionada para o mercado externo, repre­sentado pelos vizinhos Paraguai, Argentina e Uruguai. O escoamento para esses países se faz pelo porto de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e pela navegação fluvial no rio Para­guai, que é navegável cm toda a sua extensão. Uma parte menor da produção está voltada para o mercado interno, sendo consumida na própria região, na pequena si­derurgia local, ou sendo transportada para as siderúrgicas do Sudeste, especialmente para a Cosipa, na Baixada Santista. Entre as outras reservas minerais da região, destaca-se a de níquel, importante re­curso para a indústria do aço, que tem sua maior ocorrência na cidade de Niquelândia, ao Norte de Goiás. Essa reserva é responsável por 80% da produção brasileira do minério. No extrativismo vegetal, sobressaem a extração de látex (borracha) e de madeiras cm geral, na porção setentrional da região, e de erva-mate e madeiras, na porção meridional. O setor industrial é muito precário e se restringe às atividades ligadas à produção agroextrativa, como as indústrias de benefi­ciamento de arroz, pequenos frigoríficos indústrias de couro, além de algumas metalúr­gicas e madeireiras, que, no conjunto, absor­vem um pequeno contingente de mão-de-obra e se utilizam de equipamentos e recursos téc­nicos pouco avançados. Nessas condições, é pouco significativa a participação da produção industrial regional.

Relevo do Brasil

Relevo do Brasil

Relevo do Brasil

O território brasileiro, de um modo geral, é constituído de estruturas geológicas muito antigas, apresentando, também, bacias de sedimentação recente. Essas bacias recentes datam do terciário e quaternário (cenozóico - 70 milhões de anos) e correspondem aos terrenos do Pantanal mato-grossense, parte da Bacia Amazônica e trechos do litoral nordeste e sul do país. O restante do território tem idades geológicas que vão do Paleozóico ao Mesozóico (o que significa entre um bilhão e 140 milhões de anos), para as grandes áreas sedimentares, e ao pré-cambriano (acima de 1 bilhão de anos), para os terrenos cristalinos.
As estruturas e formações rochosas são antigas, mas as formas de relevo são recentes, decorrentes do desgaste erosivo. Grande parte das rochas e estruturas do relevo brasileiro são anteriores à atual configuração do continente sul-americano, que passou a ter o formato atual depois do levantamento da cordilheira dos Andes, a partir do Mesozóico. Podemos identificar três grandes unidades geomorfológicas que refletem sua gênese: os Planaltos, as Depressões e as Planícies.

Unidades de planaltos

1. Os planaltos em bacias sedimentares são limitados por depressões periféricas ou marginais e se caracterizam por apresentar relevos escarpados representados por frentes de cuestas (borda escarpada e reverso suave). Nessa categoria estão os planaltos da Amazônia Oriental, os planaltos e chapadas de bacia do Parnaíba e os planaltos e chapadas da bacia do Paraná.
2. Os planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma - Constituem o resultado de ciclos erosivos variados e se caracterizam por uma série de morros e serras isolados, relacionados a intrusões graníticas, derrames vulcânicos antigos e dobramentos pré-cambrianos, a exceção do planalto e Chapada dos Parecis, que é do Cretáceo (mais de 70 milhões de anos). Nesta categoria destacam-se os planaltos residuais norte-amazônicos, os planaltos residuais sul-amazônicos e o planalto e a chapada dos Parecis.
3. Os planaltos em núcleos cristalinos arqueados - Estas categorias estão representadas pelo planalto da Borborema e pelo Planalto sul-rio-grandense. Ambos fazem parte do cinturão orogênico da faixa Atlântica.
4. Planalto em cinturões orogênicos - Ocorrem nas faixas de orogenia (movimento geológico de formação de montanhas) antiga e se constituem de relevos residuais apoiados em rochas geralmente metamórficas, associadas a intrusivas. Esses planaltos situam-se em áreas de estruturas dobradas que abrangem os cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico. Nesses planaltos localizam-se inúmeras serras, geralmente associadas a resíduos de estruturas intensamente dobradas e erodidas. Nessa categoria destacam-se: a) os planaltos e serras do Atlântico Leste-Sudeste, associados ao cinturão do Atlântico, sobressaindo as serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço, e fossas tectônicas como o vale do Paraíba do Sul; b) os planaltos e serras de Goiás-Minas, que estão ligadas à faixa de dobramento do cinturão de Brasília, destacando-se as serras da Canastra e Dourada, entre outras; c) serras residuais do alto-Paraguai que fazem parte do chamado cinturão orogênico Paraguai-Araguaia, com dois setores, um ao sul e outro ao norte do Pantanal mato-grossense, com as denominações locais de serra da Bodoquena e Província Serrana, respectivamente.

Unidades de depressões

As depressões brasileiras, excetuada a amazônica ocidental, caracterizam-se por terem sido originadas por processos erosivos. Essas depressões se caracterizam ainda por possuir estruturas bastante diferenciadas, conseqüência das várias fases erosivas dos períodos geológicos. Podemos enumerar as várias depressões do território brasileiro: a) depressão amazônica ocidental, b) depressões marginais amazônicas, c) depressão marginal norte-amazônica, d) depressão marginal sul-amazônica, e) depressão do Araguaia, f) depressão cuiabana, g) as depressões do Alto-Paraguai e Guaporé, h) depressão do Miranda, i) depressão do Tocantins, j) depressão sertaneja do São Francisco, l) depressão da borda leste da bacia do Paraná, m) depressão periférica central ou sul-rio-grandense.

Unidades de planícies

Correspondem geneticamente às áreas predominantemente planas, decorrentes da deposição de sedimentos recentes de origem fluvial, marinha ou lacustre. Estão geralmente associadas aos depósitos quaternários, principalmente holocênicos (de 20 mil anos atrás). Nessa categoria podemos destacar as planícies do rio Amazonas onde se situa a ilha de Marajó, a do Araguaia com a ilha de Bananal, do Guaporé, do Pantanal do rio Paraguai ou mato-grossense, além das planícies das lagoas dos Patos e Mirim e as várias outras pequenas planícies e tabuleiros ao longo do litoral brasileiro.