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Parque Nacional do Iguaçu | Paraná

Parque Nacional do Iguaçu | Paraná

Parque Nacional do Iguaçu | Paraná
Parque Nacional do Iguaçu | Paraná
Parque Nacional do Iguaçu | Paraná
Parque Nacional do Iguaçu | Paraná

Parque Nacional do Iguaçu | ParanáObjetivos Específicos da Unidade

Garantia de representatividade dos ecossistemas regionais, proteção e valorização da biodiversidade da área protegida, fomento e desenvolvimento de pesquisas científicas, implementação de atividades de educação ambiental, divulgação de suas belezas cênicas e desenvolvimento de atividades de recreação e lazer em áreas destinadas ao uso público dentro da unidade.

Área da Unidade
169.765,00 (ha)

Parque Nacional do Iguaçu | ParanáVista Aéra das Cataratas
Parque Nacional do Iguaçu | Paraná
 
Aspectos Culturais e Históricos 
Antecedentes Legais
André Rebouças, engenheiro do Império (II Reinado), já em 1876 sugeriu a criação de um Parque Nacional que contemplasse desde as Sete Quedas d Paraná até as Cataratas d Iguaçu, abrigando uma grande e importante área de florestas do oeste paranaense. "Desde a foz do rio Ivaí até do Iguaçu, rio Paraná reúne toda as gradação possível do bel a sublime, do pitoresco ao assombroso! Formando uma prodigiosa escala de menor a maior e de maior a menor até o magnífico salto do Iguaçu" escreveu Rebouças. No ano de 1916, Santos Dumont, impressionado com a beleza das cataratas, solicitou pessoalmente ao presidente da Província do Paraná a transformação do local em área pública. Nesse mesmo ano, um decreto estadual declarou a área de utilidade pública. Em 1930, outro decreto ampliou a área desapropriada e repassou-a ao governo federal com o objetivo expresso de transformá-la em Parque Nacional. Baseado neste decreto, o presidente Getúlio Vargas, em 1939, criou o Parque Nacional do Iguaçu com ínfimos 3.300 ha, porém, logo em 1944, o parque foi ampliado abrangendo praticamente os limites atuais, os quais estabelecidos em definitivo pelo Decreto Nº86.676 em dezembro de 1981.

Aspectos Culturais e Históricos
Historicamente foi cenário das missões jesuítas para a catequese dos Tupi-Guaranis, posteriormente os Bandeirantes paulistas expulsaram os jesuítas espanhóis, permanecendo assim sob o domínio de Portugal toda aquela região. A área abriga grande quantidade de sítios arqueológicos. A origem da palavra Iguaçu é indígena-guarani e significa "água grande". . O Parque Nacional do Iguaçu foi incluído na "lista do Patrimônios Naturais da Humanidade", em Novembro de 1986.

Clima
Clima temperado (mesotérmico brando superúmido sem seca), com temperatura média anual entre 18 e 20°C. Sua temperatura máxima absoluta é de 34 a 36° e mínima absoluta de - 8 a 4°C. A média pluviométrica anual varia entre 1.500 e 1750mm.
Relevo
Está situado no Terceiro Planalto do estado, o planalto das araucárias. As características do relevo residem na formação da Serra Geral, que constitui o substrato litológico fundamental.

Vegetação
Maior unidade de conservação brasileiro no domínio da Mata Atlântica, é considerado um dos últimos remanescentes dessa vegetação no sul do país. É representada pela Floresta Estacional Semidecídua, Ombrófila Mista (Mata de Araucária) e Formações Pioneiras Aluviais.

Fauna
Abriga grande diversidade de espécies animais, muitas delas vulneráveis ou ameaçados de extinção. É refúgio da última população viável de onças-pintadas do sul do país. São registradas para a área pouco menos de 400 espécies de aves e aproximadamente 50 espécies de mamíferos. Outros táxons continuam sendo estudados a fim de se inventariar toda a fauna da unidade.

Parque Nacional do Iguaçu | Paraná

Além da garantia de qualidade ambiental promovida pela unidade de conservação, protegendo uma grande quantidade de recursos hídricos, resguardando amostras de ecossistemas e de biodiversidade em geral, o Parque Nacional do Iguaçu abriga os principais atrativos turísticos da região, respondendo por uma grande quantidade de empregos diretor e indiretos. Especificamente em Foz do Iguaçu, mais de 70% dos empregos diretos e indiretos estão vinculados ao turismo. Aos municípios lindeiros ao parque são repassados anualmente mais de R$6 milhões via ICMS Ecológico, somente pela existência do Parque Nacional do Iguaçu. Representa também um incontestável potencial para o desenvolvimento de alternativas econômicas e sociais baseadas em relação harmoniosa com a natureza.

Caça de animais silvestres; exploração ilegal de palmito (Euterpe edulis), atropelamento de animais nas estradas que margeiam e no interior da unidade, uso de agrotóxicos nas propriedades rurais do entorno da unidade e pressões para a reabertura de uma estrada ilegal que corta a unidade - estrada do colono.

Parque Nacional do Iguaçu | Paraná

O Parque Nacional de Iguaçu é a unidade de conservação mais visitada do país. Recebe anualmente cerca de 700.00 visitantes nacionais e estrangeiros. Estes números proporcionam uma receita invejável, tornando o parque um dos melhores do Brasil em termos de infra-estrutura. O excelente trabalho que vem sendo desenvolvido pela administração (anterior e atual), fazem do Iguaçu um parque nos moldes dos melhores parques do planeta. Não é exagero compara-lo ao Yosemite, na Califórnia, em termos de organização.As belíssimas cataratas do Iguaçu - Foto: Eduardo IssaComo minha última visita aqui havia sido em 1988, constatei uma mudança significativa. É claro que a beleza cênica e a magnitude destas maravilhosas cataratas continuam impressionando qualquer um. A partir do centro de visitantes, por sinal uma bela obra de arquitetura e muito bem planejado, ônibus do tipo “double deck” (dois andares) partem a todo o momento em direção às passarelas das cataratas. A entrada de veículos particulares no parque foi proibida e o ônibus é a única opção adentra-lo.

Nas passarelas ao longo da estrada do parque, a visão é magnífica. São 275 saltos, dependendo da vazão e da época do ano, com alturas de até 72 metros. No caminho, os quatis perambulam como doidos atrás de comida fácil. Cuidado com seus alimentos, eles são muito rápidos. E o mais importante: NÃO DÊ COMIDA A ELES. Centenas de borboletas voam nos arredores e fazem um show de cores pelo caminho.

Os passeios que partem da água, através de botes e barcos, são imperdíveis e espetaculares. A empresa Macuco, que tem a concessão para operar dentro do parque, realiza um trabalho de primeiro mundo, transmitindo toda a segurança aos usuários. A imagem das quedas por entre enormes paredes de rochas vulcânicas vai se solidificar na sua mente. Se você estiver disposto a gastar um pouco mais, faça um vôo de helicóptero sobre as cataratas, posso afirmar que será um dos mais belos vôos da sua vida!

Para o futuro, novas atividades repletas de emoção serão implantadas no parque, como trilhas ecológicas, paredes de escalada e passeios de bike, tudo dentro das normas do Plano de Manejo. O Iguaçu é um dos poucos parques do Brasil a ter seu plano aprovado e em atuação. Resumindo tudo, o Iguaçu, além de ser um espetáculo da natureza, é também um modelo de parque a ser seguido e deve ser conhecido por todos os brasileiros.

Parque Nacional do Iguaçu | Paraná

Parque Nacional do Caparaó | Minas Gerais e Espírito Santo

Parque Nacional do Caparaó | Minas Gerais e Espírito Santo

Parque Nacional do Caparaó | Minas Gerais e Espírito Santo

Localização
O parque está localizado na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais e ocupa sete cidades do lado capixaba (espiritossantense) e quatro do lado mineiro.
Cerca de 80% do parque está no estado do Espírito Santo.

Suas coordenadas estão entre 20º 19’ e 20º 37’ S de latitude e entre 41º 43’ e 41º 53’ O de longitude

Superfície
31.000 hectares.

Abriga o terceiro pico mais alto do país, o Pico da Bandeira. Por volta de 1859, D. Pedro II determinou que fosse colocada uma bandeira do Império no pico mais alto da Serra do Caparaó. Acredita-se que a denominação Pico da Bandeira (2891,9 m) se deva a esse fato.


Parque Nacional do Caparaó | Minas Gerais e Espírito Santo
Pico do Cristal

Este parque é uma das mais representativas áreas de Mata Atlântica em território capixaba, que além de cobrir boa parte da Serra do Caparaó, também é encontrada nas encostas das Serras do Castelo, do Forno Grande e da Pedra Azul. A Serra do Caparaó é uma ramificação da Serra da Mantiqueira, se interligando com as Serras do Brigadeiro e do Pai Inácio em Minas Gerais.

As montanhas do maciço do Caparaó apresentam paisagens de grande beleza, existindo também outros picos importantes como o Pico do Cristal (2769,7m. ) e o Pico do Calçado (2.766m)

TronqueiraTronqueira
Tronqueira
Platô localizado a 1.970 metros de altitude. O local é o último ponto que permite acesso por carro, distante 6 quilômetros da portaria do Alto Caparaó. Possui uma área para camping com quiosques, mesas, sanitários, chuveiros, lava-pratos e uma vista panorâmica de todo o vale do Rio Caparaó.

Cachoeira BonitaCachoeira Bonita
Cachoeira Bonita
Está situada a apenas 350 metros de distância da Tronqueira, com 80 metros de queda d’água. O nome é merecido, já que este é, sem dúvida, um dos pontos de maior beleza do Parque. O acesso é feito por trilha rústica, com um mirante no meio do caminho, que proporciona ampla visão da cachoeira, localizada no rio José Pedro, divisa natural dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Vale VerdeVale Verde
Vale Verde
É formado pelo rio Caparaó, situado numa das áreas mais baixas do Parque, com cerca de 1.200 metros de altitude. Suas cachoeiras formam diversas piscinas naturais, ideais para um banho gelado. Está localizado a 600 metros após a portaria do Parque.

Vale EncantadoVale Encantado
Vale Encantado
Possui vários poços para banho e também está localizado no rio José Pedro. È a partir deste local que se pode observar a mudança da paisagem em função da altitude.

Flora
As áreas florestais do Parque são de formação secundária, tendo sido alteradas pela ação do fogo, extração de madeiras nobres e desmatamento. Poucas áreas, em locais de mais difícil acesso, foram poupados dessas transformações. Em geral, o dossel destas matas varia entre os 20 e 30 m, sendo comuns as espécies de formações secundárias como as embaúbas (Cecropia spp.), as quaresmeiras (Tibouchina ssp. e Miconia ssp.), os adragos (Croton spp.), os pau-jacarés e os angicos (Piptadenia ssp.).

BroméliasBromélias

Nas altitudes maiores, predominam espécies da família das lecitidáceas, como os jequitibás (Cariniana excelsa), além das meliáceas como a cangerana (Cabralea aichleriana) e o cedro. Em locais mais úmidos na vertente leste (ES) há ocorrência de várias espécies de bromeliáceas e orquídeas.

Na transição de floresta para campo, existe predominância da espécie arbórea candeia (Vanillosmopsis erithropappa). Já nas áreas mais elevadas dos campos de altitude, predomina o bambuzinho-do-campo (Chusquea pinifolia), com ocorrência de várias espécies de bromeliáceas, pteridófilas, liquens e musgos.

Fauna
Em seu estado primitivo, a região devia ser quase que totalmente coberta por Florestas Tropicais, apresentando a fauna característica de Mata Atlântica. Com a ocupação da terra para agricultura e pecuária, quase que a totalidade destas florestas foram destruídas, restando da fauna do Parque se resumindo a pequenos animais relativamente comuns, como o gambá , cuícas várias. Alguns roedores de certa importância como a paca ,o tapeti e o caxinguelê. Além de alguns predadores menos exigentes quanto ao espaço vital como o cachorro-do-mato , irara, guaxinim e pelo menos uma espécie de gato-do-mato.

JacuJacu

A avifauna é formada por espécies notáveis e muito comuns em grande parte do Brasil , especialmente o inhambu-chintam que habita as capoeiras, os urubus pretos, vários gaviões, sendo o mais frequente rapineiro é o gavião-carijó.

Além de diversas outras aves, como beija-flores, o carrapateiro, o cará-cará , o jacu , o bacurau , o formicidário , o furnarídeo , o tiranídeo , o saci , o tico-tico e a seriema.

Parque Nacional do Caparaó | Minas Gerais e Espírito SantoParque Nacional do Caparaó | Minas Gerais e Espírito Santo

Objetivos Específicos da Unidade

Proteger o pico da bandeira, amostras representativas de ecossistemas de "campos de altitude", e da floresta sub-caducifolia tropical, como também espécies da fauna ameaçadas de extinção.

Parque Nacional do Caparaó 
Área da Unidade
31.853,00 (ha)
Mapa do Parque Nacional do Caparaó entre Minas Gerais e Espírito Santo Mapa do Parque Nacional do Caparaó entre Minas Gerais e Espírito Santo



Antecedentes Legais
Em 1948, Gil Sobral Pinto, encaminhou um relatório substancial sobre a possibilidade de criação do Parque Nacional no Alto do Caparaó. em 1953, a Câmara Municipal de Espera Feliz dirigiu-se ao Presidente da República solicitando o seu integral apoio à criação do Parque no Alto do Caparaó.

Aspectos Culturais e Históricos
Conta-se que por volta de 1859, D. Pedro II determinou a instalação de uma bandeira do império no pico de altitude mais expressiva da Serra do Caparaó. Acredita-se que a origem da denominação "Pico da Bandeira" deve-se a este fato. O Parque foi também local de repercussão histórica e política no ano de 1967, tendo ocorrido a Guerrilha do Caparaó, iniciativa do movimento esquerdista brasileiro. O nome do Parque tem origem indígena-popular, que significa "Águas que Rolam das Pedras". A lenda conta que "Ó" era o nome de um boi muito bravo que vivia dentro da área do Parque, sendo temido pelos boiadeiros da localidade. Um dia 3 destemidos boiadeiros subiram a serra e conseguiram laçar o "Ó" . Para comprovar o ato de bravura caparam o "Ó", ficando a região conhecida como Caparaó.

 Clima
Apresenta clima tropical de altitude, com temperatura média anual entre 19 ºC e 22 ºC, sendo, Fevereiro mais quente, e julho mais frio. A pluviosidade está em torno de 1.000 mm anuais, e as maiores ocorrências de chuvas estão entre os meses de novembro a janeiro. Setembro é o mês mais seco.

Relevo
O parque encontra-se numa região montanhosa que compreende parte da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira. Seu ponto culminante é o Pico da Bandeira, o terceiro mais alto do Brasil, com 2.890 m de altitude. As áreas mais baixas chegam a 997m de altitude, no Vale Verde.

Vegetação
Na face leste do maciço do Caparaó, situada no estado do Espírito Santo, predomina a Floresta Tropical Pluvial e na face oeste, no estado de Minas Gerais, conforme a altitude: até 1.800m, Floresta Tropical Pluvial; de 1.800 até 2.400 m, Campos de Altitude com formações arbustivas; tropical pluvial; e acima de 2.400 m, Campos Limpos incrustados entre os afloramentos rochosos.

Fauna
A população de animais foi reduzida pela ação predatória do homem, resumindo-se atualmente há pequenos animais relativamente comuns. No entanto, o Parque abriga espécies ameaçadas de extinção, como: o mono-carvoeiro (brachyteles arachnoides), o lobo-guará (chrysocyon brachyurus), o veado-campeiro (ozotocerus bezoarticus), ocorrendo ainda a jaguatirica, a onça-pintada e o gato-mourisco.

O Parque Nacional do Caparaó está entre os mais visitados do país, sendo foco atrativo para o desenvolvimento do ecoturismo, gerando empregos diretos e indiretos devidos a esta atividade.

Sempre ocorre incêndios proveniente de queimadas provocadas nas áreas vizinhas. Freqüentemente observa-se a ocupação de áreas impróprias para pastagem, dado ao relevo montanhoso da região, resultando em baixa produtividade dos rebanhos e erosão dos solos.

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Parque Nacional da Serra do Gandarela em Minas Gerais

Parque Nacional da Serra do Gandarela em Minas Gerais

Parque Nacional da Serra do Gandarela em Minas Gerais

O Parque Nacional (Parna) da Serra do Gandarela, criado em 13 de outubro de 2014, constitui-se importante área de conservação ambiental no coração do Quadrilátero Ferrífero e na porção sul da Cadeia do Espinhaço, a 40 km de Belo Horizonte/MG.

O parque apresenta um conjunto cênico de exuberantes serras, rios e cachoeiras. A vegetação é composta de um dos mais contínuos fragmentos de Mata Atlântica de Minas Gerais e formações do cerrado, como os campos rupestres ferruginosos e quartizíticos, além de cangas ferruginosas.

Parque Nacional da Serra do Gandarela
Parque Nacional da Serra do Gandarela

O Parna se destaca também por representar significativas áreas de recarga de aquíferos, com grande ocorrência de córregos e rios que drenam para as bacias dos rios Doce e das Velhas, tomando-se estratégico para o abastecimento presente e futuro da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esse fator também contribui para a ocorrência de dezenas de cachoeiras, que compõe uma esplêndida beleza cênica e oferecem opções de turismo e lazer gratuitos para a população local e da Região Metropolitana.

Serra do Gandarela
Serra do Gandarela
Serra do Gandarela

Com aproximadamente 20 mil hectares de área de conservação, o Parque Nacional de Gandarela fica no bioma da Mata Atlântica. O local é conhecido pela grande quantidade de nascentes que alimentam aquíferos.

A Serra do Gandarela está localizado a sudeste da capital mineira, na Área de Proteção Ambiental Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Situa-se entre as serras do Caraça e da Piedade e abrange os municípios de Barão de Cocais, Caeté, Santa Bárbara, Rio Acima, Raposos e Itabirito.

Formando um corredor natural com o Caraça, o Gandarela é uma das últimas áreas ainda bem preservadas de toda a região com significativa extensão de Mata Atlântica e campos rupestres sobre cangas.

Histórico do Parque
Proposta em setembro de 2010, a criação da unidade de conservação está fundamentada em estudos elaborados por técnicos do Instituto que consideraram como relevantes para a conservação os atributos biológicos, hidrológicos e geológicos da Serra do Gandarela. Além da preservação da flora e fauna, os representantes do movimento entendem que a criação do parque vai dar visibilidade à região e gerar desenvolvimento, principalmente por meio do ecoturismo.

Parque Nacional da Serra do Gandarela

Movimento para a preservação do Parque Nacional da Serra do Gandarela


Este é um daqueles momentos em que você pode ter papel fundamental a favor do Parque Nacional da Serra do Gandarela. É muito importante nossa pressão junto a alguns setores governamentais: Governo do Estado de Minas Gerais, Presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente e Presidência da República, entre outros.

Temos informações de que as empresas de mineração estão agindo para convencer tais setores de que os empreendimentos de mineração de ferro a céu aberto que querem implantar na Serra do Gandarela, como a chamada Mina Apolo da Vale, são mais importantes do que a preservação dessa região para o presente e o futuro dos municípios e da população – que vive no seu entorno imediato, no roteiro da Estrada Real e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e do Vale do Aço, abastecidas pelas águas que provêm do aqüífero do Gandarela, no limite do Alto Rio das Velhas e do Alto Rio Piracicaba.

No mapa abaixo você terá uma noção da riqueza hídrica – águas de Classe Especial e Classe 1, as de maior pureza - da área proposta pelo ICMBio para o Parque Nacional, que apresentou uma delimitação coerente com o valor da biodiversidade e do geossistema (de recarga, acumulação e alimentação de vários cursos d’água) da região do Gandarela: 

Serra do Gandarela

Observe agora no mapa abaixo o que seria o impacto, somente da Mina Apolo, pretendida pela Vale (que ainda não tem nenhuma licença), para a região e as águas do Gandarela e sua relação com os limites propostos para o Parque Nacional:  

Parque Nacional da Serra do Gandarela
Para isso, uma forte pressão política está tentando alterar de forma considerável a proposta técnica do ICMBio, para permitir a instalação de grandes empreendimentos de mineração na região.

Queremos o Parque Nacional da Serra do Gandarela conforme a proposta do ICMBio de setembro/2010, com as adequações necessárias a partir das consultas públicas com as comunidades. Assim teremos a proteção das águas do Gandarela, da maior área de Mata Atlântica e do maior complexo de cachoeiras como bem de uso comum de nossa região, associados à potencialização do turismo na região.

Não aceitamos que a proposta do ICMBio seja alterada para atender aos interesses da Vale e de outras mineradoras.
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Parque Nacional da Serra do Gandarela

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato Grosso

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato Grosso

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato Grosso

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães é uma unidade de conservação brasileira, situada no Estado de Mato Grosso, no município de Chapada dos Guimarães e Cuiabá, criado através do Decreto 97.656, de 12 de abril de 1989. Possui uma área total de 33 mil hectares. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato Grosso
Histórico
A preocupação com a preservação da área hoje ocupada pelo Parque Nacional da Chapada dos Guimarães remonta ao início do século passado, quando o vice-presidente do estado de Mato Grosso, Coronel Pedro Celestino Corrêa da Costa decretou a utilidade pública da área, tornando as terras devolutas da encosta da serra da Chapada, desde sua base até 2 km a partir do planalto, não alienáveis a nenhum título (Decreto no 262/10). Essa preocupação foi motivada pela devastação da vegetação das cabeceiras dos rios Coxipó-açu, Manso e Cuiabá, com consequente comprometimento da navegação.

Na década de 70, surgiram novas proposições para proteção da área. Foi sugerida a criação de uma reserva biológica, sobretudo pela grande diversidade de flora e fauna do local. Em 1976, o Conselho Nacional de Turismo declarou um polígono irregular de 30.000 ha como zona prioritária de interesse turístico (Resolução CNTur no 819/76) e, no ano seguinte, Garcia Neto, governador do Mato Grosso, declarou a área como de utilidade pública para fins de desapropriação (Decreto no 882/77).

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato Grosso
Na década de 80, o governador Frederico Campos desapropriou áreas já utilizadas como ponto turístico, com intenção de concretizar a vocação turística da região: Mutuca (Decreto no 662/80), Cachoeirinha (Decreto no 663/80), Salgadeira (Decreto no 664/80) e Rio Claro (Decreto no 648/80).

Em 1984, foi criado o Terminal Turístico da Salgadeira e foi proposta a criação do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, através do Projeto de Lei no 405-A. O objetivo da proposta era a proteção do Morro do São Jerônimo, Morro do Cambari, Cidade de Pedra, Cachoeira Véu de Noiva, Vale da Salgadeira, Rio Claro, Rio Mutuca, entre outras localidades e, em especial, as cabeceiras dos rios.

Em 1986, a sociedade civil desenvolveu uma campanha nacional pela criação do Parque, que obteve êxito em 12 de abril de 1989, com a assinatura do Decreto Lei no 97.656, que criou o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, abrangendo 32.630 ha, com objetivo de proteger amostras significativas dos ecossistemas locais, assegurando a preservação dos recursos naturais e dos sítios arqueológicos existentes e proporcionando uso adequado para visitação, educação e pesquisa.

Cachoeira da Fumaça
Cachoeira da Fumaça
Clima
O clima no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, segundo classificação de Köppen, inclui-se nas categorias Aw (na Depressão Cuiabana) e Cw (na Chapada). Ambas caracterizam-se pela presença marcante de uma estação chuvosa (outubro a março) e uma seca (abril a setembro). Na estação seca ocorrem as “friagens”, invasão da massa polar sobre o continente, levando a quedas bruscas de temperatura.

As temperaturas médias anuais variam de 25º C (na Baixada Cuiabana) a 21,5º C (nos topos elevados da Chapada dos Guimarães), sendo que as temperaturas máximas diárias, na Baixada Cuiabana, podem superar os 38º C e as mínimas, no topo da Chapada, caem a menos de 5º C. A precipitação média anual permanece entre 1300 e 1600 mm de chuvas na Baixada Cuiabana e chega a 2100 mm anuais nas porções mais altas da Chapada dos Guimarães.

A presença de ilhas climáticas nas encostas cria condições ambientais propícias para a sobrevivência de espécies diferentes daquelas das regiões planas e baixas.

Geologia
O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães localiza-se em área de rochas paleomesozóicas da Bacia do Paraná, que formam a Chapada dos Guimarães e rochas pré-cambrianas, que afloram na Depressão Cuiabana.

As rochas paleozoicas correspondem a arenitos das formações Furnas e Ponta Grossa e as mesozoicas, a arenitos eólicos Botucatu, parcialmente recobertos por sedimentos Bauru. As rochas pré-cambrianas correspondem a filitos e quartzitos da série Cuiabá.

Na Formação Ponta Grossa, há registros fossilíferos de rica fauna de invertebrados marinhos, como braquiópodes, tentaculites, gastrópodes, lamelibrânquios e trilobitas.

Geomorfologia
A área do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães abrange duas unidades geomorfológicas: Planalto dos Guimarães e Depressão do Rio Paraguai.

A unidade Planalto dos Guimarães constitui um divisor de águas entre as bacias Platina, Amazônica e do Araguaia. O PNCG abrange duas de suas subunidades geomorfológicas: a Chapada dos Guimarães, que corresponde à extensa área aplainada, contornada por bordas em escarpas, com altitudes de 300 a 600 m e o Planalto da Casca, área que sofreu acentuado rebaixamento erosivo, com altitudes entre 450 e 600 m.

A Depressão do Rio Paraguai divide-se em duas subunidades, sendo que no PNCG está presente apenas a subunidade Depressão Cuiabana, compreendendo uma área baixa, de topografia rampeada, com inclinação norte-sul, com altitudes que variam de 200 a 450 m.

Pedologia
Os solos do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e do entorno são classificados, de forma abrangente, em três tipos:

Areia Quartzosa Álica
Variam de profundos a muito profundos, de pouco desenvolvimento, com sequência de horizontes tipo A, B. Possui baixa capacidade de retenção de umidade, intensa lixiviação, considerável suscetibilidade à erosão e granulometria com teores de areia ao redor de 90%. Seu uso para agricultura é praticamente inviável, ficando restrito à pastagem em regime extensivo, com aproveitamento de espécies nativas.

Litólitos Distróficos
Solos rasos, com sequência de horizonte A, R ou A, C, R. Grande variabilidade nas características químicas, físicas e morfológicas, sendo, em sua maioria, de textura cascalhante. Ocorrem em bordas de platôs e regiões de relevo movimentado, com declives fortes ou muito fortes. Em geral, inviáveis para uso agrícola.

Concrecionários Distróficos
Apresentam horizonte A, do tipo moderado, raramente proeminente, sobre vários tipos de horizonte B (latossolo, textural e câmbico) e também sobre horizonte C. Ocorre nas proximidades de Cuiabá e em manchas isoladas no Planalto dos Guimarães, sobre litologias da Cobertura Detrito-Laterítica do Terciário-Quaternário e das Formações Ponta Grossa, Bauru e Botucatu. Aproveitado como pastagem nativa em regime extensivo, são desaconselháveis para uso agrícola.

Hidrografia
Os rios que cortam o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães integram a Bacia do Alto Paraguai e são tributários do rio Cuiabá, um dos principais formadores da Planície Pantaneira. A proteção destes rios foi um dos motivos que levaram diversos segmentos sociais a se mobilizarem pela criação do Parque.

Rio Claro
Rio Claro

Ao norte, destacam-se: Ribeirão do Forte e córregos Água Fria e Estiva (ambos afluentes do rio Quilombo). Ao sul, os cursos mais importantes são: Coxipó (forma as quedas Cachoeirinha e Véu de Noiva), Claro, Mutuca e Paciência.

O córrego Independência, afluente do rio Coxipó, também ao sul da Unidade, forma as cachoeiras Sete de Setembro, Sonrizal, Pulo, Degraus, Andorinhas e Independência. Alguns rios nascem dentro do Parque, como o Aricá e seus afluentes.

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato Grosso

Vegetação e flora
Predominam, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, as formações abertas, tipo savana, caracterizadas por vegetação adaptada à sazonalidade típica da região. Até hoje, as pesquisas realizadas no Parque registraram 659 espécies vegetais e 192 registros apenas em nível genérico. Contudo, nem todas as formações foram amostradas, predominando estudos sobre áreas de mata e cerrado sentido restrito, enfocando, sobretudo, espécies arbóreas.

O fogo é um evento comum em todas as fisionomias do cerrado, sendo um dos determinantes do tipo de vegetação. Há evidências de que as espécies de cerrado evoluíram com ocorrência de fogo, desenvolvendo adaptações que as protegem desse fenômeno, como estruturas subterrâneas que asseguram sua sobrevivência mesmo com a perda de toda a parte aérea, cascas grossas e espessas camadas de cortiça. Algumas espécies são até mesmo dependentes de fogo para se reproduzir. No entanto, as atividades humanas vêm diminuindo o intervalo de ocorrência de incêndios e aumentando sua intensidade, distanciando esses eventos dos processos naturais aos quais a fauna e a flora estão adaptadas.

Foram registradas, no mínimo, 11 tipologias vegetais no PNCG, de acordo com relevo, solo e demais atributos locais.

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato Grosso

Mata seca semidecídua
A mata de encosta ou interflúvio está associada às áreas das cabeceiras dos rios perenes, como o Coxipó e o Aricá e a áreas de relevo acidentado, chegando aos sopés das morrarias, com altitudes médias de 300 m. As árvores apresentam porte de 20 m de altura, formando dossel contínuo com árvores emergentes que podem chegar a 30 m, constituindo, tipicamente, quatro estratos. Há árvores de domínio da Floresta Amazônica, como guanandi (Calophyllum brasiliense), copaíba-vermelha (Copaifera langsdorffii) e jatobá (Hymenaea spp.), além de palmeiras como buriti (Mauritia flexuosa) e babaçu (Attalea speciosa).

Mata ciliar
A mata ciliar ocorre em vales com canais de drenagem bem definidos. Algumas das espécies mais freqüentes são: ingá-de-beira-de-rio (Inga uruguensis), gomeira-de-macaco (Vochysia pyramidalis), pindaíba-preta (Xylopia emarginata) e pau-pombo (Tapirira guianensis). Nas áreas de nascentes surgem buritizais.

Cerradão
Também chamado savana arbórea densa ou savana florestada, surge em capões nas áreas de cerrado sentido restrito e nas bordas da mata semidecídua. Formado por árvores de 8 a 10 m de altura, com algumas atingindo 12 m, com circunferência raramente ultrapassando 1 m, caules tortuosos e ramificação irregular. Há ainda três estratos inferiores: árvores de 5 a 7 m, arbustos de 2 a 3 m e estrato herbáceo composto por gramíneas, bromélias, aráceas e plântulas de espécies lenhosas.

São espécies de destaque nessa formação: carvão-de-ferreiro (Sclerolobium paniculatum), marmelada (Diospyros sericea), pau-terra-do-campo (Qualea grandiflora), faveiro (Pterodon sp.) e combaru (Dipteryx alata).

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato Grosso

Cerrado sentido restrito
O cerrado sentido restrito é formado por elementos arbustivos e arbóreos com cerca de 5 m de altura, com troncos finos e tortos, distribuindo-se de modo esparso sobre um estrato herbáceo contínuo, entremeado de plantas lenhosas raquíticas e palmeiras acaules. Destacam-se entre as árvores de cerrado sensu stricto: faveiro (Pterodon sp.), abiu-carriola (Pouteria ramiflora) e pequizeiro (Caryocar brasiliense).

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Campo sujo
Também chamado savana gramíneo-lenhosa, na qual prevalecem gramados entremeados por plantas lenhosas raquíticas e palmeiras acaules. Quando sujeito a fogo recorrente, pode ter parte de sua composição substituída por espécies com caules subterrâneos, mais resistentes. Esta formação altera-se gradualmente para campo limpo nos morrotes. As herbáceas são principalmente gramíneas (família Gramineae) e os subarbustos, principalmente das famílias Compositae, Myrtaceae, Melastomataceae e Malvaceae. Em áreas de solo hidromórfico formam-se as várzeas, com renques de buritis, orquidáceas, briófitas e pteridófitas.

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Campo limpo
Caracterizada pela presença de apenas dois estratos (arbustivo de 1 a 4 m e herbáceo), esta formação, também denominada savana parque, é composta por gramíneas e ciperáceas, entremeadas por acantáceas, genitáceas e convolvuláceas.

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Campo rupestre
Parque Nacional da Chapada dos Guimarães | Mato GrossoOcorrem em afloramentos rochosos acima de 800 m de altitude, com distribuição restrita a poucas áreas do Parque. Os indivíduos não ultrapassam 1 m de altura e abrangem, principalmente, as famílias Eriocaulaceae, Bromeliaceae, Iridaceae, Melastomataceae e Orquidaceae.

Fauna
A fauna do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães é bastante diversificada e abrange algumas espécies raras, endêmicas e sensíveis.

Há uma grande variedade de insetos e outros invertebrados, ainda pouco estudados. Em coletas realizadas durante a Avaliação Ecológica Rápida, executada para subsidiar a elaboração do Plano de Manejo do Parque, foram identificados diversos grupos de invertebrados. Muitos deles são reconhecidos como fundamentais para a manutenção do ecossistema.

Caninana (Spilotes pullatus)
Caninana (Spilotes pullatus)

Alguns estudos indicaram a presença de 13 famílias de peixes, sendo que até o momento foram identificadas 31 espécies. Há diversas espécies de lagartos e serpentes registrados para Chapada dos Guimarães. Também há registros de jabuti (Geochelone carbonaria), cágado-do-cerrado (Bufocephala vanderhaegei) e jacaré-coroa (Paleosuchus palpebrosus).

As aves representam a fauna de mais fácil observação no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, somando até o momento 242 espécies avistadas dentro dos limites do Parque e 257 em seus arredores.

Urubu-rei (Sarcoramphus papa)
Urubu-rei (Sarcoramphus papa)

Próximo à sede do Véu de Noiva, é possível a visualização de diversas espécies, como tucano-toco (Ramphastos toco), saí-andorinha (Tersina viridis), periquito-rei (Aratinga aurea), pássaro-preto (Gnorimopsar chopi), maria-preta-de-topete (Knipolegus lophotes) e patativa-verdadeira (Sporophila plumbea). Também é freqüente a presença de beija-flores como o rabo-branco-acanelado (Phaetornis pretrei) e o besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon lucidus).

No mirante do Véu de Noiva é freqüente a observação de araras-vermelhas (Ara chloropterus), maracanãs (Primolius maracana), periquitões-maracanã (Aratinga leucophthalmus) e caurés (Falco rufigularis - foto ao lado) nos paredões. Com sorte, observa-se urubu-rei (Sarcoramphus papa) sobrevoando o vale, na altura dos paredões.

A caminhada nas trilhas proporciona encontros com aves bastante interessantes como emas (Rhea americana), curica-de-cabeça-azul (Pionus menstruus), urubuzinho (Chelidoptera tenebrosa) e saíra-de-papo-preto (Hemitraupis guira).

Há registros de grandes mamíferos que ocorrem no cerrado, como tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), anta (Tapirus terrestris) e lobo-guará (Chrysocyon brachyurus). A região do Parque Nacional também abriga populações de animais mais raros ou de biologia pouco conhecida, como cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus), raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus) e onça-pintada (Panthera onca), além de uma infinidade de pequenos mamíferos como roedores, morcegos e marsupiais, ainda pouco estudados.

Plano de Manejo
Plano de manejo de uma unidade de conservação é um documento técnico de planejamento que estabelece as normas de uso e manejo da área, determinando as diretrizes gerais para implementação da Unidade. O planejamento é feito com base nos objetivos da UC e no conhecimento disponível sobre a área.

O Plano de Manejo do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi elaborado pelos servidores da UC, com apoio de técnicos da Coordenação dos Biomas Cerrado e Pantanal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio. Os levantamentos de campo que embasaram o planejamento foram realizados com apoio de pesquisadores de instituições parceiras como Ibama e Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT e por consultoria contratada.

A participação social na elaboração do Plano de Manejo deu-se em diferentes momentos, através do contato institucional, de reuniões nos municípios abrangidos pela UC e de oficinas de planejamento. Reuniões do Conselho Consultivo do Parque Nacional complementaram a participação.

A portaria que aprova o Plano de Manejo deste Parque Nacional foi publicada em 5 de junho de 2009 (Portaria ICMBio n. 45/09). Os principais produtos do Plano de Manejo são as normas gerais da UC, o zoneamento interno e os programas de gestão.

As normas gerais da UC regulamentam as atividades de administração, manejo, visitação, educação e pesquisa científica no Parque Nacional. Há normas também para a implantação de infraestrutura na UC.

O zoneamento interno cria setores com diferentes graus de proteção, de modo que seja possível atingir todos os objetivos de criação da Unidade. As zonas de maior proteção são Zona Intangível e Zona Primitiva, que correspondem a quase 85% da área do Parque. As zonas onde é permitida construção de infraestruturas abrangem pouco mais de 3% da área total da UC (Zona de Uso Intensivo e Zona de Uso Especial).

Foram criados dez programas de gestão que abarcam as diversas ações necessárias para implantação do Parque Nacional: Operacionalização, Regularização fundiária, Fiscalização, Prevenção e combate a incêndios, Gestão do entorno, Monitoramento e manejo ambiental, Pesquisa, Educação ambiental, Visitação, Integração e participação social. Foram definidas as ações consideradas prioritárias para gestão.

A aprovação do Plano representa um grande avanço para a implantação da Unidade, pois torna a gestão mais transparente e contínua, permitindo monitoramento e avaliação das ações planejadas. Durante a implementação do Plano de Manejo, a participação social está garantida pelo envolvimento do Conselho Consultivo e pelo apoio de outras instituições na execução das ações.

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Parque Nacional dos Campos Amazônicos nos Estados do Amazonas e Rondônia

Parque Nacional dos Campos Amazônicos nos Estados do Amazonas e Rondônia 

PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS AMAZÔNICOS NOS ESTADOS DO AMAZONAS E RONDÔNIA
O Parque Nacional dos Campos Amazônicos compreende trechos dos rios Roosevelt, Branco, Madeirinha Guaribas e Ji - Paraná e protege as cabeceiras dos rios Manicoré e Marmelos.

Em sua área há um dos mais expressivos encraves de Cerrado no bioma Floresta Amazônica. A ocorrência de espécies de animais e plantas típicas do Cerrado no interior da Amazônia é considerada uma evidência de que tais áreas já estiveram conectadas ao Cerrado em um passado recente (cerca de 10.000 anos atrás). Embora existam atualmente evidências contrárias à teoria dos refúgios, os encraves de savana amazônica são apontados como elementos chaves para a compreensão da dinâmica evolutiva da biota amazônica.

pirarucu
Pirarucu

A área apresenta enorme potencial científico e se destaca pela sua fauna. A diversidade de aves é altíssima. A região também pode funcionar como uma fonte procriadora de várias espécies de peixes de valor comercial.

Em florestas próximas ao rio Roosevelt, foram constatados fenômenos pouco comuns na Amazônia, como a ocorrência de bandos mistos de macacos barrigudos e cuxiús de nariz-vermelho. Ainda é possível encontrar barreiros, que atraem representantes da fauna terrestre, como ungulados e outros mamíferos de grande porte.

Parque Nacional dos Campos Amazônicos

Parque Nacional dos Campos Amazônicos

Rio Renato, afluente do Rio Teles-Pires
Rio Renato, afluente do Rio Teles-Pires

Campos Amazônicos
Macaco barrigudo
Macaco barrigudo
Garça Amazônica
Garça Amazônica
Anta
Anta
Apesar do excelente estado de conservação, essa área corre o risco de ser atingida pela expansão da fronteira agrícola, pela grilagem e pelas queimadas. A pressão parte, principalmente, da rodovia Transamazônica, da rodovia do Estanho e do norte do Mato Grosso. A densidade populacional na região é bastante baixa: menor que 5 habitantes/Km2, o que permitiu a delimitação de uma área de conservação extensa. Os limites da unidade proposta foram resultado de um intenso e longo debate com a população da região. A expectativa é de que a criação do parque abra uma nova perspectiva econômica no local, com o desenvolvimento do ecoturismo.