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Parque Nacional do Itatiaia | RJ/MG


Parque Nacional do Itatiaia | RJ/MG

Parque Nacional do Itatiaia | RJ/MG
Localização
  • Situa-se geograficamente entre os paralelos 22º19’ e 22º45’ latitude sul e os meridianos 44º15’ e 44º50’ de longitude oeste.
  • O parque está localizado no Maciço do Itatiaia, na Serra da Mantiqueira na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
  • No parque localiza-se a estrada mais alta do Brasil, pois atinge 2.450 m de altitude.
Superfície
O Parque Nacional do Itatiaia é o mais antigo parque nacional do Brasil, fundado em 14 de junho de 1937, pelo então presidente Getúlio Vargas através do Decreto Federal nº 1713, com uma área atual de 30.000 hectares (300 km2).

Parque Nacional do Itatiaia

O parque possui montanhas com quase 3.000 metros de altitude e mantém uma fauna e flora bastante diversificada devido à altitude e ao clima variado. O nome Itatiaia é de origem tupi e significa "penhasco cheio de pontas".

Parque Nacional do ItatiaiaPanorâmica do Planalto

O parque divide-se em dois ambientes distintos:
  • Sede do Parque (Parte baixa).
  • Planalto (Parte alta).
Parque Nacional do Itatiaia
Parque Nacional do ItatiaiaA Piscina Natural da Maromba está a 1.100 metros de altitude.

Geologia

As formações rochosas são consideradas raras, pouco encontradas no resto do país, parecido com granito, porém tratando-se de nefelino sienito. Encontram-se também rochas alcalinas e de origem eruptiva.

Hidrografia
Nascem no parque vários rios integrantes das bacias hidrográficas do Rio Paraíba do Sul e do Rio Grande. A rede hidrográfica é formada por rios de águas cristalinas, que formam piscinas naturais e cachoeiras de tirar o fôlego.

Seus principais rios são: Campo Belo, Maromba, Flores, Marimbondo, Preto e Aiuroca. No planalto (Parte alta) existem vários lagos, como por exemplo a lagoa Bonita ou a lagoa Dourada, entre outros menores, que podem ter a superfície congelada durante invernos rigorosos.

Clima
Durante o inverno brasileiro, nos meses de julho e agosto, a temperatura diminui em demasia e a pluviosidade também, deixando o clima seco e muito frio. Em consequência, num país com praticamente 93 % de área localizada na zona tropical, podem ocorrer fenômenos como o da geada sobre os campos e as plantas do parque e também os das precipitações de neve nos dias mais rigorosos do local, ocorrência, contudo, rara nos últimos anos.

Flora
Prevalece a vegetação de Mata Atlântica, que exibe uma série de fisionomias com características particulares, na sua composição florística e na sua estrutura fitossociológica. As espécies arbóreas de Mata Atlântica apresentam elevado endemismo (em torno de 50%). Infelizmente este exuberante bioma vem experimentando um crescente e irreversível processo de fragmentação.

Fauna
Desde a colonização, a fauna das proximidades da cidade do Rio de Janeiro, vem sofrendo grande pressão humana. Há muito já não são encontrados diversas espécies de mamíferos que antes ocorriam na região, tais como: onça-pintada, anta, queixada, caititu, bugio e o mono carvoeiro.
O problema é a falta de corredores ligando a unidade com outras áreas florestais, que provoca a extinção local de tais espécies.

Atrativos Naturais - Parte Baixa
  • Lagoa azul, lago natural formado pelo rio Campo Belo, que fica a aproximadamente 500 m do Centro de Visitantes.
  • Cachoeira Poranga (em tupi, Poranga significa beleza), é uma cachoeira com 10 metros de queda d'água e uma grande piscina natural formado pelo rio Campo Belo.

Cachoeira Maromba, cachoeira e grande piscina natural.

Parque Nacional do ItatiaiaCachoeira Itaporani

Cachoeira Itaporani, cachoeira e piscina natural.

Parque Nacional do ItatiaiaCachoeira Véu da Noiva

Cachoeira Véu de Noiva, cachoeira formada pelo rio Maromba formando uma queda d'água de 40 metros de altura, fica a 1.100 metros de altitude.

Parque Nacional do ItatiaiaRio Campo Belo - Mirante do último adeus

Três picos, local ao meio da Mata Atlântica a 1.662 metros de altitude, com vista para o vale do rio Paraiba, da Serra da Mantiqueira e da Serra do Mar.

Mirante do Último Adeus, vista panorâmica do vale do rio Campo Belo e da Serra do Mar.

Atrativos Naturais - Planalto
Na parte alta, região do Planalto do Itatiaia, encontram-se os campos de altitude, sendo seus pontos culminantes

Parque Nacional do ItatiaiaPico do Itatiaiaçu

O Pico do Itatiaiaçu localizado nas Agulhas Negras com 2.791,55 metros de altitude

Parque Nacional do Itatiaia
A Serra do Maromba com 2.607 metros de altitude.

Parque Nacional do Itatiaia
As Prateleiras com 2.548 metros de altitude formado por maciços blocos de rochas com vista para o Vale do Paraíba. Próximo às prateleiras existem diversos lagos e formações rochosas como a Pedra da Tartaruga, a Pedra da Maçã e a Pedra Assentada.

Parque Nacional do ItatiaiaPedra do Altar

A Pedra do Altar, é uma formação rochosa com 2.530 metros de altitude.

Parque Nacional do ItatiaiaCabeça do Leão e Pico do Papagaio
  • os Dois Irmãos com 2.500 metros de altitude.
  • a Cabeça do Leão com 2.408 metros de altitude.

Parque Nacional do Itatiaia
O nome Itatiaia é de origem tupi e significa "penhasco cheio de pontas".

Proteger amostras da Floresta Pluvial Atlântica Montana e amostras de ecossistemas de campos de altitude; conservar as belezas cênicas naturais representativas da Serra da Mantiqueira e recuperar, conservar e proteger a área do altiplano do Itatiaia.

Mapa do Parque Nacional de Itatiaia
Mapa do Parque Nacional de Itatiaia

ÁREA DA UNIDADE
28.155,00 (ha)

ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS
Antecedentes Legais
A idéia de transformar essas terras em Parque Nacional data de 1913 e foi aconselhada pelo botânico Alberto Lofgren, no mesmo ano através de uma Conferência na Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. A idéia teve apoio da Sociedade de Geografia e Botânicos da época, e também do Barão Homem de Melo.

Aspectos Culturais e Históricos
As terras que constituíram inicialmente o Parque do Itatiaia pertenciam ao Visconde de Mauá , e foram adquiridas pela Fazenda Federal em 1908 para criação de dois núcleos coloniais, que não foram bem sucedidos. Em 1929, criou-se no local uma Estação Biológica.Somente em 1937 foi criado o Parque Nacional do Itatiaia, o primeiro do Brasil. O nome Itatiaia é de origem indígena e significa "Penhasco Cheio de Pombas".

ASPECTOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS
Clima
Apresenta dois tipos de climas: nas regiões elevadas, acima dos 1.600 m de altitude, mesotérmico com verões brandos e chuvosos, enquanto nas regiões baixas das encostas serranas predomina o mesotérmico com verões brandos, mas sem uma estação seca definida.

Relevo
A região de Itatiaia apresenta relevo montanhoso que inclui encostas e o topo do planalto da Serra da Mantiqueira. Caracteriza-se também pela ocorrência de um tipo de rocha eruptiva, incomum no território nacional, denominada nefelino-sienito.

Parque Nacional do Itatiaia
Vegetação
Em linhas gerais, pode-se distinguir três grandes formações vegetais no Parque do Itatiaia: formação da região Sul (Floresta Higrófila Subtropical) em altitudes entre 600 e 1.800 m; Campos de Altitude a partir de 1.600 m e formação da região Norte (situada na sombra dos ventos da Mantiqueira) entre 1.500 e 2.200m. Itatiaia possui elevado número de espécies endêmicas.

Parque Nacional do Itatiaia
Fauna
A fauna do Itatiaia possui aspecto endêmico peculiar. As aves, com 294 espécies, representam o maior grupo faunístico do Parque, com 42 formas vivendo na região mais elevada. Os mamíferos totalizam 67 espécies e contribuem com 16 formas residentes no planalto do Itatiaia. A fauna do Itatiaia é o resultado das agressões sofridas pelo ambiente ao seu redor.

BENEFÍCIOS DA UNIDADE PARA O ENTORNO E REGIÃO
O Parque do Itatiaia possui um patrimônio paisagístico de rara beleza cênica e com distintas formações naturais. É um refúgio de espécies animais, e uma forma de preservar remanescentes florestais e água para a região.

USOS CONFLITANTES QUE AFETAM A UNIDADE E SEU ENTORNO
Sofre nos dias atuais impacto constante de incêndios, que continuam reduzindo cada vez mais a sua flora e fauna. Os riscos de ocorrência de fogo em áreas do Parque normalmente se verificam no período seco, de julho a setembro, decorrentes de prática de queimadas pelos vizinhos. Há também problemas com a extração de palmito dentro do Parque.

Criado em 1937, Itatiaia leva o título de primeiro Parque Nacional do Brasil e abriga o ponto culminante da região, o Pico de Agulhas Negras, com 2.787 metros de altitude. Pode-se dizer que esta unidade é composta por dois complexos diferentes, a parte baixa e a parte alta. Esta diferença é logo observada não só pela paisagem como pelos freqüentadores de cada local. Na parte baixa, onde está a portaria principal e toda parte administrativa do parque, o visitante tem acesso a cachoeiras exuberantes como a Véu da Noiva, lagos formados pelas águas que descem das montanhas e uma grande mostra de Mata Atlântica preservada.

O parque é muito bem sinalizado e as trilhas que dão acesso às atrações (na parte baixa) são seguras e algumas contam com passarelas e corrimões para facilitar a caminhada. O centro de visitantes, também na parte baixa, uma bela obra de arquitetura, conta com um interessante museu que exibe quase todos os animais que eram encontrados na área do parque, tecnicamente empalhados e que deixam as crianças impressionadas. O acervo de insetos, todos em caixas com vidro em cima, são facilmente visualizados e é um dos mais completos que já vi no Brasil.

As trilhas desta parte do parque são tranquilas e podem ser feitas por qualquer pessoa que costuma fazer caminhadas. Um bom tênis ou bota especializados para esta modalidade são sempre benvindos. Apesar de ser o percursor dos parques no Brasil, há ainda muitas propriedades particulares como casas, sítios e algumas pousadas que não foram desapropriadas e estão dentro da unidade.

A parte alta do parque, chamada de planalto, é procurada, normalmente, por aventureiros mais experientes e alpinistas, e o acesso é feito através de outra estrada, entrando pelo município de Engenheiro Passos, seguindo para Itamonte e, no alto da serra, há uma entrada a direita com as indicações. Segundo alguns especialistas, o maciço de Agulhas Negras oferece escaladas de vários níveis, desde o básico até a graduação mais elevada, uma verdadeira escola. Durante minha estada na parte alta, pude escalar o pico de Agulhas Negras, as Prateleiras e caminhar ao redor dos imensos paredões rochosos. O cenário é arrebatador e diferente de tudo o que você já viu anteriormente, uma sensação de estar em outro planeta

Como as paisagens são parecidas, é fácil se perder em algumas “escalaminhadas”, que necessitam de cordas e outros equipamentos, portanto é essencial estar acompanhado de guias locais. São muitos os atrativos da parte alta: Asa de Hermes, Ovos da Galinha, Vale do Aiuruoca, Pedra da maçã e outros, vai depender de quanto tempo você tem para conhecer a região. Nos meses de junho, julho e agosto o frio é intenso na parte alta, vá preparado para baixas temperaturas. Se for no verão, se refresque nas cachoeiras e nos lagos da parte baixa.

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Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque | AP/PA

Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque - AP/PA

Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque | AP/PA
O Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque situa-se na Floresta Amazônica, nos municípios de Pedra Branca, Serra do Navio, Laranjal do Jari, Oiapoque e Calçoene, nos estados do Amapá e Pará, Brasil. Possui uma área de 3.882.120,00 ha (38.821,20 km²). O perímetro do parque é de 1.724.575,857 metros. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Montanhas do Tumucumaque

Objetivos do Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque 

Assegurar a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica, bem como proporcionar de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, de recreação e turismo ecológico.

Montanhas do Tumucumaque

Atrativos

Por meio de parceria técnica e financeira com o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Programa Áreas Protegidas do WWF-Brasil está viabilizando um amplo diagnóstico sócio-econômico e ambiental do entorno do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, levantando dados úteis para a preparação de seu plano de manejo. Essa parceria ensejou a realização de uma expedição de quatro semanas pelo rio Jari , entre fim de julho e início de agosto de 2005, visando fazer um melhor reconhecimento dessa remota área do parque.

O Plano de Manejo da Unidade de Conservação foi publicado em 10 de março de 2010, por meio da Portaria ICMBio nº 28/2010.

Montanhas do Tumucumaque

Antecedentes legais

O Parque do Tumucumaque foi criado em terras cedidas pelo Incra e protege uma área prioritária para a biodiversidade, mapeada por estudo técnico do Ibama em parceria com o Incra, segundo indicações do Programa Nacional de Diversidade Biológica (Pronabio) do Ministério do Meio Ambiente. A região é conhecida como Escudo das Guianas e é classificada como de importância biológica extrema, de acordo com os resultados do workshop “Avaliação de Ações Pioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Amazônia Brasileira”, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente em Macapá.

Montanhas do Tumucumaque

Aspectos culturais e históricos do Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque

O Tumucumaque é o maior parque de floresta tropical do mundo; é quase do tamanho do estado do Rio de Janeiro; o parque ocupa 26,5 % da área total do estado do Amapá.

A distância das sedes dos municípios até o limite mais próximo do parque é grande (Pedra Branca - 65 km; Serra do Navio - 52 km; Laranjal do Jari - 182 km; Oiapoque - 45 km;Calçoene - 85 km; distâncias em linha reta) e não existem acessos rodoviários - as poucas e precárias estradas existentes não chegam até os limites da área.

Geração de emprego e renda numa região carente, com poucas oportunidades, e de forma ambientalmente correta, possibilitando o desenvolvimento do interior do Estado de forma planejada e com qualidade de vida. Oportunidades de emprego surgirão diretamente pela contratação de servidores para integrar o quadro do ICMBio, e de inúmeras outras formas indiretas, seja para atuar em atividades e serviços para o próprio ICMBio seja para prestar serviços de toda ordem e apoio para quem vier residir, trabalhar, pesquisar ou visitar a região do parque. A demanda por serviços novos e tradicionais vai crescer (hospedagem, alimentação, fornecimento de gêneros, aluguel de motores e embarcações, aluguel de aeronaves, guias de pesquisadores e turistas, etc).

Montanhas do TumucumaqueAspectos físicos e biológicos do Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque 

Clima

O clima é classificado como tropical quente úmido, com temperatura média de 25ºC e precipitações variando de 2000 a 3250mm anuais.

Relevo

Situado na unidade de relevo das depressões da Amazônia setentrional, com porções dos planaltos residuais do norte da Amazônia.

Vegetação do Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque

No parque existem florestas primárias intocadas. A floresta amazônica na região é classificada como floresta ombrófila densa submontana. Nos morros do tipo pão de açúcar, a vegetação é esparsa, com predominância de bromeliáceas e cactáceas. As principais famílias encontradas na região são bignonianceae, bombacaceae, euphorbiaceae, moraceae, sterculiaceae, lauraceae, vochysiaceae, sapotaceae, lecythidaceae, leguminosas, combretaceae, anacardiaceae, rubiaceae, meliaceae, sapindaceae, annonaceae e arecacea.

Na porção centro-norte do parque a floresta é de alto porte e cobertura uniforme, com núcleos esparsos de árvores emergentes. As espécies que mais se destacam são maçaranduba, maparajuba, cupiúba, jarana, mandioqueira, louros, acapu, acariquara, matamatás, faveiras, abioranas, tauari e tachi.

Montanhas do Tumucumaque
Montanhas do Tumucumaque
Montanhas do Tumucumaque

Fauna do Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque 

Tumucumaque possui uma fauna exuberante, que vai desde grandes carnívoros, como a onça-pintada e a suçuarana, até beija-flores multicoloridos, como o beija-flor-brilho-de-fogo. Espécies importantes como o joão-rabudo e o papa-moscas também podem ser encontradas no parque. Entre os primatas pode-se encontrar o macaco-de-cheiro, o macaco-prego, o cuxiú, o parauaçu, o guariba e o macaco-aranha.

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Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba | Rio de Janeiro

Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba | Rio de Janeiro

Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba | Rio de Janeiro

O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba é composta por uma faixa de areia de 44 km de extensão parecidas com outras restingas, mas o que a diferencia das demais é o fato de estar localizada numa área de transição ecológica e por possuir lagoas costeiras, que são fonte de matéria orgânica para os oceanos.

A área do parque está localizada em região litorânea e possui aproximadamente 14.860 ha e é considerado um refúgio de muitas espécies de flora e fauna. O parque possui terreno arenoso e a sua maior parte é preservada desde a época do Descobrimento do Brasil. A área abrange as planícies fluviais e planície marinha do litoral dos municípios de Macaé, Quissamã e Carapebus.

Na área do Parque são identificados sete tipos de vegetação como vestígios do sertão nordestino e da Floresta amazônica e as clusias. Também se encontra alguns tipos de orquídeas e bromélias, sendo algumas ameaçadas de extinção.

É uma área importante de refúgio para muitas espécies, entre elas o papagaio chauá, já extinto em outras restingas, espécies endêmicas, como as borboletas e a belíssima borboleta da restinga. Há também aves aquáticas residentes; aves migratórias como os maçaricos de várias espécies; pequenas populações como garças, maguaris, carões, frangos de água, jaçanas, gaviões e outros, a cegonha brasileira, a lontra e o jacaré de papo amarelo.

Objetivos Específicos da Unidade 

Resguardar os atributos ambientais existentes nas restingas da região que abrange ecossistema de menor representatividade no sistema de unidades de conservação.

Área da Unidade
O parque tem 14.860 hectares de restinga, com 44 quilômetros de costa e abriga ainda lagoas costeiras e o Canal Campos-Macaé aberto no século XIX para facilitar o escoamento do açúcar produzido na região.

Aspectos Culturais e Históricos  do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba

Antecedentes Legais
Desde a década de 80 ambientalistas e cientistas lutavam para a criação de uma unidade na região de restinga, que vai de Macaé à Quissamã e tem um importante conjunto de lagoas costeiras de elevada importância para a manutenção de rota de aves migratórias, com o intuito de preservar esta última faixa contínua de restinga existente no Rio de Janeiro.

Esta região era habitada pelos índios Goytacases, povo que tinha tradição guerreira. Em Tupi-Guarani, o nome do Parque significa "Terra de Muitas Palmeiras" (gerivá - geribá); encontrando-se também com significado "Terra de Plantas Espinhentas". Em 1844 iniciou-se a construção do canal Campos/Macaé, que levou 27 anos para ser construído, utilizando-se mão-de-obra escrava. Este canal tinha a finalidade de escoar a produção agrícola de Campos através de exportação pelo porto de Macaé. Ele foi utilizado por apenas 4 anos, perdendo sua função com a chegada da ferrovia ao local. Hoje o canal, que é o segundo maior canal artificial do mundo (104 Km de extensão), encontra-se sem uso.

Aspectos Físicos e Biológicos  do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba

Clima
A área possui um clima bastante homogêneo, com um tipo climático em que predomina o sub-úmido-seco, com grande excesso de água no verão, megatérmico, com calor bem distribuído todo o ano.

Relevo
A área abrange as planícies fluviais e planície marinha do litoral dos municípios de Macaé, Quissamã e Carapebus. O nível da barragem oscila entre a cota máxima de 568 m até a mínima de 559 m acima do nível do mar. O relevo da área é predominantemente suave ondulado, com amplitude na ordem de 50 m. A borda centro-oriental da "ilha", tem declividade mais acentuada e o perfil longitudinal da rede de drenagem é nitidamente menor do que o da borda centro-ocidental, indicando uma dissimetria do relevo.

Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba | Rio de Janeiro

Vegetação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba

Na área do Parque são identificados dez tipos de formações fisionômicas: Formação praial graminóide (halófila e psamófila reptante), Formação pós-praia (arbustiva fechada de pós-praia), Formação de Clusia (arbustiva aberta de Clusia), Formação de Ericacea (arbustiva aberta de Ericacea), Formação de mata de restinga (mata periodicamente inundada), Formação de mata paludosa (mata permanentemente inundada), Formação de mata de cordão arenoso, Formaçao arbustiva aberta de Palmae, Formação graminóide com arbustos (herbácea brejosa) e Formação aquática.

A formação vegetal, constituída por elementos arbóreos com até 20 m de altura e densidade variável, apresenta-se sob duas feições: Mata Mesofílica e Cerradão.

A primeira ocupa pequena área da Estação, distribuindo-se em manchas esparsas com variações de acordo com a topografia. Esta estrutura apresenta indivíduos arbóreos com porte médio de 18 m, formando um dossel contínuo e emergente, que podem atingir até 25 m de altura, todos com fuste retilíneo.

O Cerradão apresenta porte superior a 9 m, com 4 estratos distintos: o estrato superior com 15 m, um inferior formado por indivíduos de 8 a 10 m, um estrato arbustivo com altura máxima de 3 m e um estrato herbáceo constituído por indivíduos jovens, composto ainda por gramíneas e bromeliáceas.
Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba | Rio de Janeiro

Fauna do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba

É uma área importante de refúgio para muitas espécies, entre elas o papagaio chauá, já extinto em outras restingas, espécies endêmicas, como as borboletas (Menander felsina) e a belíssima borboleta da restinga (Parides ascanius). Há também aves aquáticas residentes; aves migratórias como os maçaricos de várias espécies; pequenas populações (garças, maguaris, carões, frangos d'água, jaçanas, gaviões e outros), a cegonha brasileira (Euxemura maguari), a lontra (Lutra longicondis) e o jacaré de papo amarelo (Caiman latirostris).

Restinga de Jurubatiba

Usos Conflitantes que Afetam a Unidade e seu Entorno

Plantações de Coco, pesca em lagoas, uso público descontrolado. No entorno da unidade existem loteamentos irregulares e queimadas de canaviais.

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Parque Nacional de Sete Cidades | PiauíVista da Terceira Cidade.
O parque tem como uma característica a mistura das vegetações do cerrado e da caatinga

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí
Localização
Coordenadas: 8º 26' 50" e 8º 54' 23" de latitude sul e 42º 19' 47" e 42º 45' 51" de longitude oeste.

Superfície
6.221 hectares.

Bioma
Cerrado e Caatinga

Inscrições RupestresInscrições Rupestres
Parque Nacional de Sete Cidades Parque Nacional de Sete Cidades Parque Nacional de Sete Cidades

O parque, localizado ao norte do Estado do Piauí, no município de Piripiri, tem monumentos geológicos que são a grande atração. A partir da entrada, encontram-se as pedras do Elefante, Tartaruga, Camelo, Soldado Romano, Polegar de Deus e outras. Em algumas pedras há inscrições rupestres.

Carnaúba
Carnaúba
JacuJacu
Acesso
Está distante 160 km de Teresina, e fica entre a BR-222 no trecho Piripiri-Fortaleza e a BR-343, que liga Teresina a Parnaíba, principal cidade de apoio. Piripiri, fica a 26 km.

Parque Nacional de Sete Cidades | PiauíO Parque Nacional de Sete Cidades conserva nascentes de água e fontes naturais que escoam nos rios da região, mesmo nos períodos de secas, fato importante, já que a região é carente de água. A vegetação típica é de transição entre o cerrado e a caatinga, onde se encontram espécies como a lixeira, o bacuri, o murici, o pau-terra e a macambira. Nos campos alagados, ocorrem as gramíneas, plantas carnívoras como a Drosera sinsifolia, além de muitas palmeiras, como o buriti, a carnaúba e o tucum, bálsamo, palma (Opuntia sp.). A fauna é representada pelo veado-mateiro, mocó, iguana, suçuarana, cachorro-do-mato, raposa, pacas, gato-do-mato, aves como o currupião, o xexéu, o falcão-tropical, inhambu-chitã, jacu, tucano, além de muitas espécies de papagaios.

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Conservar uma área dominada pelo cerrado, com elemento de Caatinga e Floresta Latifoliada, sua diversidade ecológica, suas potencialidades, seus recursos genéticos, seus recursos hídricos, suas pinturas rupestres e outros objetos de herança histórico-cultural.

6.331,00 (ha)

Antecedentes Legais
As pesquisas arqueológicas na região se desenvolveram em data posterior a criação do Parque Nacional de Sete Cidades. Mas em 1928, o austríaco Ludwig Schwnnhagen, visita as Sete Cidades, descrevendo-as como ruínas de uma cidade fenícia, que teria sido fundada há 3 mil anos.

Aspectos Culturais e Históricos
A primeira notícia oficial sobre Sete Cidades, data de 9.12.1886, denominada então as "Sete Cidades de Pedra". As formações espetaculares encontradas no Parque, foram interpretadas por visitantes e pesquisadores de diversas maneiras, mas nenhuma das interpretações foi comprovada cientificamente. Historiadores brasileiros consideram que a área teria sido habitada pelos índios da nação Tabaranas, das tribos dos Quirirus e dos Jenipapos. O território destes índios abrangia uma área que se limitava ao norte pela região costeira, a oeste pelo rio Parnaíba, ao sul pelo rio Poty e a Leste pela Serra da Ibiapaba. O magnífico conjunto de monumentos geológicos foi trabalhado pela natureza ao longo de milhares de anos através de erosão pluvial e eólica. As pinturas encontradas nas paredes rochosas com tinta avermelhada atestam a passagem do homem pré-histórico pela região.

Clima
Clima complexo, com seca variável, tanto no tempo como no espaço. O regime desta região acha-se intermediário entre o regime tipicamente tropical do Planalto e o regime chamado de mediterrâneo da costa oriental. A temperatura média é de 24 a 26° C com amplitude anual fraca. A precipitação média é de 1.200 mm anuais, semi-árida.

Relevo
O relevo da área demonstra uma superfície pediplana anterior com altitude variando entre aproximadamente 450 m com testemunhos isolados, cônicos e tabulares que apresentam altitudes de 100 a 300 m aproximadamente. É um relevo típico das bacias sedimentares.

Vegetação
Pode-se apresentar o Parque de Sete Cidades como área de transição Cerrado/Caatinga com predominância de espécies típicas de Cerrado acompanhado de manchas de Campos Abertos Inundáveis e Matas Ciliares. Do ponto de vista florístico, ocorrem na área espécies características de formações tais como a Caatinga e Floresta Decídua, principalmente Cerrado.

Fauna
A fauna deste Parque, pelo menos originariamente, deveria ser mais rica do que aquelas encontradas no cerrado típico, uma vez que deveria abrigar espécies de outras comunidades, porém muitas das espécies já desapareceram da região. Com a proteção da área do Parque a sua fauna poderá recompor-se, já que existem nas redondezas as formações vegetais encontradas no seu interior. As espécies da fauna mais expressivas encontradas na unidade são: veado-mateiro, tatu verdadeiro, onça suçuarana, mocó, jacú, iguana, paca, tamanduá-mirim, cutias e répteis.

A unidade preserva extenso acervo arqueológico, pois no Brasil o estado do Piauí tem o mais extenso acervo, superando em qualidade e quantidade o da região de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Além disso mantém a produção hídrica da região e promove a educação ambiental na região.

O Parque Nacional foi criado em junho de 1961, protegendo uma área de 6.221 ha, com dois ecossistemas distintos, a caatinga e o cerrado. Esta região do Piauí tem dois climas bem definidos, o período chuvoso e o seco. São eles que definem as cores, os tons das paisagens que envolvem o lugar. Na época das chuvas, cachoeiras como a do Riachão, formam um grande espetáculo de vida e verde, com quedas e poços para refrescar o corpo e a mente. Já no período seco, no lugar das quedas, um grande paredão seco lembra aos visitantes toda aridez da caatinga.

Nas pinturas rupestres encontradas nas rochas de Sete Cidades, as formas geométricas são marcantes, símbolos repetidos levam a crer que estes moradores tinham uma espécie de calendário e controlavam o tempo de permanência no lugar. Linhas retas, curvas, corpos estelares, sóis radiados, comprovam a influência do sol no cotidiano destes povos primitivos. As pinturas que são de coloração vermelha (óxido de ferro) e amarela (óleo vegetal) não têm datas comprovadas, estima-se que os vestígios destes povos que passaram pelo norte do Piauí estão entre 5 e 10 mil anos. Há também registros que depois da passagem destes povos, tribos indígenas das etnias Carijó e Tabajara também viveram na região.

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Parque Nacional de Brasília

Parque Nacional de Brasília

Ilha da Meditação
Superfície
31.895 hectares.

A criação do parque está diretamente relacionada com a construção de Brasília, quando foi feito um acordo entre o Ministério da Agricultura e a Novacap que mantinha, em parte da área, um viveiro destinado a arborização da nova capital.

Clima
O clima predominante é o tropical, caracterizado por um inverno seco e frio e um verão úmido e quente. Chega a ter uma temperatura média anual de 21ºC, onde são mais elevadas no mês de outubro. Durante o inverno chega a 18ºC.

Relevo
O parque está localizado no domínio dos Planaltos, precisamente na subdivisão das chapadas do Distrito Federal. Usando um caracterização geomorfológica é possível observar 3 unidades: Chapada da Contagem, Depressão do Paranoá e Encosta da Contagem.

Parque Nacional de Brasília
Parque Nacional de BrasíliaMaria-faceira e Campo rupestre
Flora
Vegetação predominante do ecossistema Cerrado, em sua maioria o Senso Stricto, caracterizado pela enorme diversidade florística tanto no estrato arbóreo quanto no rasteiro. São observados outras formações como as Matas de Galeria Pantanosa e não Pantanosa, Brejos, Veredas e Campo Úmido, Campo Rupestre e Campo de Murundus.

Macaco-prego
Macaco-prego
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Fauna
Apresenta uma riqueza de habitat, assim ocasionando uma abundante diversidade de Fauna. É importante na condição de corredor ecológico para as espécies da região. Apresenta em sua maioria invertebrados. Ainda possui espécies ameaçadas de extinção, como: onça pintada, suçuarana etc.

Parque Nacional de Brasília

O Parque Nacional de Brasília, mais conhecido pelo apelido de "Água Mineral", é um parque com área de 30.000 ha, localizado a noroeste do Distrito Federal e administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Parque Nacional de BrasíliaHistórico
Durante o ciclo do ouro, as extrações feitas na região de Pirenópolis, Goiás, eram transportadas para o litoral da Bahia passando pela região onde hoje se situa o parque. Lá, havia a "contagem", que deu nome à chapada existente no local.

Parque Nacional de Brasília

A criação do parque, em 29 de novembro de 1961, está diretamente relacionada com a construção de Brasília. Acordo com o Ministério da Agricultura permitiu à NOVACAP manter um viveiro destinado à arborização da nova capital, em parte da área do futuro parque.

Parque Nacional de BrasíliaAtrações
A principal atração do parque são as piscinas formadas a partir dos poços d’água, surgidos às margens do Córrego Acampamento pela extração de areia feita antes da criação de Brasília. O parque dispõe também de duas trilhas na área interna, a da Capivara, com duração de cerca de 20 minutos, e a do Cristal Água, com duração de cerca de 1 hora.

Limites Fixados
O Parque Nacional de Brasília (PNB) está próximo de ter seus limites fixados em definitivo. Inicialmente delimitado em 30 mil hectares.

Clima
O clima predominante da região, segundo a classificação de Köppen, é “tropical de Savana”, com a concentração da precipitação pluviométrica no verão. A estação chuvosa começa em outubro e termina em abril, representando 84% do total anual. O trimestre mais chuvoso é de novembro a janeiro, sendo dezembro o mês de maior precipitação do ano. A estação seca vai de maio a setembro, sendo que, no trimestre mais seco (junho/julho/agosto), a precipitação representa somente 2% do total anual. Em termos de totais anuais, a precipitação média interanual, no Distrito Federal, varia entre 1.200 mm a 1.700 mm.

A umidade relativa do ar cai de valores superiores a 70%, no início da seca, para menos de 20%, no final do período. Coincidindo com o período mais quente, nos meses de agosto e setembro, a umidade pode chegar a 12%, secura típica de deserto (FERRANTE et al, 2001).

Embora o clima do DF seja classificado como tropical, a percepção térmica das pessoas depende da combinação dos diferentes elementos climáticos, tais como: temperatura, umidade relativa, pressão do vapor, ventilação e radiação solar. Assim, a baixa umidade do ar no período seco, combinada com exposição prolongada ao Sol, provoca sensação de desconforto. Todavia, este desconforto é atenuado pela exposição aos ventos (FERRANTE et al, 2001).

O clima do Distrito Federal está representado por três unidades, conforme Köppen: Aw, Cwa, Cwb. (ATLAS DO DISTRITO FEDERAL,1984).

A unidade Aw possui temperatura de todos os meses superiores a 18°C. Não se registra essa unidade no interior do Parque Nacional de Brasília, pois ele se situa em altitude superior a 1000 metros.

O clima do regime CWa está condicionado à temperatura do mês mais frio, inferior a 18°C e do mês mais quente, com media superior a 22°C. Esse regime de temperaturas ocorre em quase toda a porção do Parque Nacional de Brasília com altitudes inferiores a 1200 metros.

O clima referente à unidade CWb possui temperatura do mês mais frio inferior a 18°C e do mês mais quente, com media inferior a 22°C. Essa unidade corresponde às porções mais elevadas do Distrito Federal. A área do Parque situa-se na chapada da Contagem, em toda a extensão norte e oeste da unidade de conservação vigente.

Hidrografia
A hidrografia da área de estudo é formada por córregos que nascem no contato da chapada da Contagem com a Depressão do Paranoá. Os córregos que se situam no PNB são afluentes do rio Paranoá. De acordo com Novaes Pinto (1986), a rede de hidrografia em relação ao Semidomo do Paranoá apresenta um padrão anelar. Localmente, estes cursos de água apresentam um padrão normalmente paralelo no sentido oeste leste com ligeira curvatura para o sudeste em direção ao lago do Paranoá. Nas porções mais íngremes, onde se situam solos rasos como os Cambissolos, as redes de drenagem são mais densas principalmente na unidade de escarpa. Isso se dá porque os solos rasos têm baixa capacidade de infiltração e rapidamente se saturam proporcionando escoamento superficial, que forma as ravinas. Em alguns pontos úmidos do Parque Nacional de Brasília há a presença de pequenas lagoas, que podem ser vistas em imagens de satélite. As principais sub-bacias do Parque Nacional de Brasília são a do ribeirão Bananal e a do ribeirão do Torto, que tem o córrego Santa Maria como seu principal tributário. Esse córrego alimenta a represa de mesmo nome e ocupa a maior área de bacia no PNB. Nas porções elevadas, destacam-se os córregos Três Barras e o córrego Tortinho, que banha grande extensão do Parque Nacional.

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Parque Nacional Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais


Parque Nacional Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu além de ser um local onde a natureza predomina, com várias espécies de árvores, plantas, terrenos e animais também encontramos neste Parque Nacional um caráter histórico, com registros de vida humana na região a mais de 11.000 anos, com esqueletos encontrados por pesquisadores, sendo o IBAMA. Se sua intenção é visitar um local com um caráter histórico, além é claro de uma natureza bem ampla, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. O Vale do Peruaçu, local que abriga mais de 140 cavernas, algumas das mais bem preservadas veredas do estado e uma tribo indígena, que já foi considerada como extinta. Para completar toda esta riqueza natural, há ainda mais de 80 sítios arqueológicos catalogados - um lugar pouco conhecido e até mesmo divulgado.

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Este cenário se desenvolve ao longo dos 92 quilômetros do Rio Peruaçu, afluente do grandioso São Francisco que, juntos e durante milhões de anos, erodiram os extensos terrenos calcários da Província Geológica Bambuí, no Norte de Minas Gerais.

Para proteger este patrimônio geológico, arqueológico, espeleológico e recursos hídricos, além de amostras representativas da fauna e flora, da transição entre os ecossistemas de Cerrado e Caatinga, foi criado o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, com 56.800 hectares, localizado nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões.

Parque Nacional Cavernas do PeruaçuHistória - A ocupação humana do Vale do Peruaçu se confunde com a do Vale do Rio São Francisco. Há cerca de 11.000 anos, as populações pré-históricas iniciaram suas habitações na região em busca da caça e da pesca e, naquela época, deixaram suas marcas através das inscrições rupestres nas paredes das grutas e cavernas. Estas inscrições representam estilos distintos, influenciados por diferentes culturas.

Mais tarde vieram os cultivadores de fumo, mandioca, milho e feijão. São os Índios Xakriabás que ainda hoje habitam a região e contam com um território vizinho ao Parque. Posteriormente, com a invasão dos bandeirantes, que procuravam as riquezas escondidas no subsolo, o local passou a ter novos habitantes que hoje vivem da agricultura de subsistência, criação de gado e do artesanato.

Na década de 70, pesquisadores de todo o mundo, atraídos pela grande quantidade de cavernas, sítios arqueológicos, formações rochosas em calcário e a rica biodiversidade, iniciaram os primeiros estudos científicos na região e, através das descobertas, começaram a pressionar o governo para criar uma Unidade de Conservação no local.

Em 1989 o Governo Federal criou a Área de Proteção Ambiental Cavernas do Peruaçu. Cinco anos mais tarde, o governo de Minas Gerais transformou parte da APA no Parque Estadual Veredas do Peruaçu. Em 1999, novamente sob pressão para criar mais UC’s na área, o governo criou este Parque Nacional.

Paisagem - As cavernas e os sítios arqueológicos compõem os principais atrativos do Parque e o Rio Peruaçu um verdadeiro escultor da natureza, entalhando na rocha calcária verdadeiros monumentos, de magnitudes indescritíveis.

O grande exemplo é a Gruta do Janelão. Quem a percorre, sente uma experiência impar pelas formações que integram água, caverna, vegetação e vistas para o céu azul, através das claraboias. Outra caverna de beleza singular é a Gruta Bonita. Seus salões, ornamentados por uma variedade de espeleotemas encantam qualquer visitante. Só quem esteve lá pode compreender e sentir quanto o homem torna-se insignificante diante de tamanha beleza.

Percorrendo as trilhas características do Parque, através das quais encontramo-se inscrições rupestres, podemos entender um pouco da cultura dos nossos ancestrais. Parado à frente de uma parede, observando atentamente os desenhos, é possível imaginar aqueles antigos habitantes, pintando aquele local, praticamente na mesma posição e, mesmo que de modo inconsciente, deixando um legado para a posteridade. Um verdadeiro patrimônio da humanidade que precisa ser preservado para estudo e conhecimento das gerações futuras.

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