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Dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis)

Dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis)

O Dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis), também conhecido como monitor-de-komodo, é uma grande espécie de lagarto encontrado nas ilhas indonésias de Komodo, Rinca, Flores, Gili Motang e Gili Dasami. Membro da família de lagartos monitor (Varanidae), é a maior espécie viva de lagarto, podendo chegar a 3 m de comprimento em casos raros e pesar até cerca de 70 kg. O seu tamanho incomum tem sido atribuído ao gigantismo da ilha, já que não há outros animais carnívoros para preencher o nicho nas ilhas onde eles vivem.

Dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis)

Como resultado de seu tamanho, estes lagartos dominam os ecossistemas em que vivem. Os dragões-de-komodo caçam e emboscam suas presas, incluindo invertebrados, aves e mamíferos. Seu comportamento de grupo na caça é excepcional no mundo dos répteis. A dieta dos grandes dragões-de-komodo consiste principalmente de veados, embora eles também comam quantidades consideráveis de carniça.

O dragão-de-komodo possui mais de 50 estirpes de bactérias mortais em sua saliva. Estas bactérias provocam septicemia (infecção geral grave) em suas vítimas. Em uma caçada, o dragão-de-komodo morde sua presa e depois a segue por horas ou dias até que ela morra em decorrência da infecção causada pelas bactérias mortais presentes em sua saliva.

Dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis)O acasalamento começa entre maio e agosto, e os ovos são postos em setembro. Cerca de vinte ovos são depositados em ninhos de megapodes abandonados ou em um buraco auto-cavado. Os ovos são incubados por 7-8 meses e os filhotes nascem em abril, quando os insetos são mais abundantes. Jovens dragões-de-komodo são vulneráveis e, portanto, vivem em árvores, a salvo de predadores e adultos canibais. Eles levam cerca de 8-9 anos para atingirem a maturidade, e a estimativa de vida é de até 30 anos.

Na natureza o seu território diminuiu devido às atividades humanas, e estão listados como vulneráveis pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Eles são protegidos por lei na Indonésia, e um parque nacional (Parque Nacional de Komodo) foi fundado para ajudar nos esforços de proteção.

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Cobra-Jararacuçu (Bothrops jararacussu)

Cobra-Jararacuçu (Bothrops jararacussu)

Características: A Cobra-Jararacuçu (Bothrops jararacussu) é uma das maiores cobras do gênero Bothrops. As fêmeas são maiores que os machos. Também são diferentes na coloração, ele cinza, e ela amarelada. São muito temidas pela quantidade de veneno que podem injetar. Mede em tono de 2 m de comprimento. Suas presas chegam a atingir 2 cm de comprimento.

Habitat: Mata Atlântica, preferindo as baixadas.

Ocorrência: América do Sul.

Cobra-Jararacuçu (Bothrops jararacussu)
Cobra-Jararacuçu (Bothrops jararacussu)

Cobra-Jararacuçu (Bothrops jararacussu)Hábitos: noturno. Localizar uma Jararacuçu no meio da floresta não é fácil. Como passa o dia enrodilhada se aquecendo, se mistura muito bem com o ambiente e mesmo para olhos treinados, quase que sempre, passa despercebida. É muito brava e perigosa. Vive quase sempre à sombra.

Alimentação: quando adulta alimenta-se de pequenos roedores, e quando jovem alimenta-se de pequenos lagartos e anfíbios.

Reprodução: vivípara, nascendo entre 16 e 20 filhotes no início da estação chuvosa.

Ameaças: morte praticada pelos homens do campo, destruição do habitat e tráfico de veneno.

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Cobra-Jararaca (Bothrops jararaca)

Cobra-Jararaca (Bothrops jararaca)

Características: a Cobra-Jararaca (Bothrops jararaca) é a mais conhecida do gênero Bothrops. É muito perigosa, mas geralmente foge assim que avistada. Pode atingir 1,60 m de comprimento. Possui desenhos que lhe proporcionam uma excelente camuflagem, sendo difícil a visualização do animal, mesmo para olhos experientes. Sempre que for pegar algo no chão, ou caminhar na mata, use um calçado, de preferência uma bota, e olhe bem por onde pisa. Quando filhote, a Jararaca, como a maioria dos membros do gênero Bothrops, possui a extremidade da cauda ligeiramente clara ou amarelada. Isto porque, ela utiliza a cauda para atrair pequenas rãs e sapos, bem como pequenos lagartos, do qual se alimenta. Quando adulta, possui colorido variando do marrom claro ao cinza, com desenhos dorsais claros em forma de "v" invertidos e abertos. Onde ocorre, a Jararaca é a causa do maior número de acidentes ofídicos.

Cobra-Jararaca (Bothrops jararaca)
Cobra-Jararaca (Bothrops jararaca)

Cobra-Jararaca (Bothrops jararaca)
Habitat: florestas, cerrados e lugares úmidos.

Ocorrência: do Sul da Bahia até o sul do Brasil.

Hábitos: noturnos.

Alimentação: quando jovens se alimentam de pequenos anfíbios e lagartos. Quando adultas se alimentam, principalmente, de pequenos roedores.

Reprodução: vivípara (dá a luz a filhotes ao invés de colocar ovos) com o nascimento ocorrendo normalmente no início da estação chuvosa.

Ameaças: morte praticada pelos homens do campo e tráfico de veneno.

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Cobra-Coral-Falsa (Erythrolamprus aesculapii)

Cobra-Coral-Falsa (Erythrolamprus aesculapii)

Características: a Cobra-Coral-Falsa (Erythrolamprus aesculapii) é uma cobra não-peçonhenta que imita a perigosa coral verdadeira pela cor, beneficiando-se da sua aparência para afugentar os predadores. Esses animais conseguiram, através da evolução natural, aproveitar-se da semelhança com as corais peçonhentas copiando muitas vezes não só seu padrão colorido, como também algum comportamento que ajuda a afastar os predadores os quais temem tratar-se da coral verdadeira. Sempre que há mimetismo, necessariamente, as duas espécies devem ocorrer juntas, sendo as mímicas em menor número. Pode atingir 1,10 m de comprimento.

Cobra-Coral-Falsa (Erythrolamprus aesculapii)
Cobra-Coral-Falsa (Erythrolamprus aesculapii)

Cobra-Coral-Falsa (Erythrolamprus aesculapii)
Habitat: Mata Atlântica. Pode ser encontrada em áreas urbanas.

Ocorrência: Nordeste e sudeste do Brasil.

Hábitos: noturno.

Alimentação: cobras.

Reprodução: ovípara.

Ameaças: destruição do habitat.

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Cobra-Coral (Micrurus corallinus)

Cobra-Coral (Micrurus corallinus)

Características: A Cobra-Coral (Micrurus corallinus) possui um veneno neurotóxico muito potente. É a cobra mais venenosa do Brasil, mas não é o maior responsável pelos acidentes ofídicos. Embora não dêem bote, seu veneno pode matar em poucas horas. Não possui cabeça em formato ligeiramente triangular (cabeça destacada do corpo), pupila vertical, dentes inoculadores de veneno móveis e fosseta loreal (órgão duplo situado entre as narinas e os olhos, eficiente para detectar o calor e os raios infravermelhos, ideal para se guiar à noite, particularidades comuns à maioria das serpentes peçonhentas existentes em território brasileiro). No entanto, a poderosa ação de seu veneno, na ausência do soro, é capaz de matar uma pessoa em poucas horas. O antídoto, nesse caso, é o soro antielapídico. A cabeça é arredondada, escamas lisas e brilhantes sobre o corpo, corpo delgado, olhos pequenos com pupilas circulares e dentição proteróglifa (dentes pequenos e fixos, com sulco que favorece o escorrimento do veneno, localizados no maxilar superior, na frente da boca). A coloração forma anéis ao longo do corpo, pretos, vermelhos e brancos. Pode atingir 80 cm de comprimento.

Habitat: Mata Atlântica.

Ocorrência: Brasil, do sul da Bahia até Santa Catarina.

Cobra-Coral (Micrurus corallinus)
Cobra-Coral (Micrurus corallinus)

Hábitos: diurno. Quando irritadas escondem a cabeça entre os anéis do corpo e levantam a cauda. Possuem hábitos subterrâneos, vivendo a maior parte do tempo sob a terra, ou escondidas entre as folhas no solo, no interior de troncos em decomposição ou nos vãos das pedras. Não dão bote nem conseguem escalar árvores. Em geral, atacam somente quando são manipuladas ou pisadas. Quando isso acontece, seus dentes pequenos e fixos mordem, e não picam, sua vítima, deixando no local apenas uma pequena perfuração. Os estragos, porém, podem ser fatais. Seu veneno com propriedades neurotóxicas, e altamente ativo, paralisa os nervos que controlam o diafragma, causando insuficiência respiratória aguda. Mas os acidentes com essa serpente são raros. Por se tratar de animal de comportamento furtivo, a dificuldade em deparar com esses répteis na natureza parece normal. Todavia, sua ausência pode tanto significar que eles estão sendo preservados como que suas populações diminuíram. São extremamente ágeis. São individualistas, tolerando outro exemplar do sexo oposto apenas durante a época da reprodução.

Alimentação: lagartos ápodos (sem membros), e outras cobras (menos a cascavel).

Cobra-Coral (Micrurus corallinus)Reprodução: época reprodutiva no final do ano. O vípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.

Ameaças: caça indiscriminada e destruição do habitat.

Precauções: acidentes podem ser evitados quando observados alguns cuidados, como usar calças compridas e botas para caminhar no mato, luvas e proteção de couro para os braços quando se trabalha com colheita manual. Deve-se utilizar sempre um pedaço de pau para remexer palhadas ou vasculhar buracos, ocos de tronco, vãos de pedras, cupinzeiros etc. E jamais manipular uma cobra-coral (viva ou morta), mesmo quando se imagina tratar-se da falsa.

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Cobra-Papa-Pinto (Drymarchon corais)

Cobra-Papa-Pinto (Drymarchon corais)

Características: A Cobra-Papa-Pinto (Drymarchon coraisde colorido amarelado ou oliváceo, às vezes avermelhado. Lado ventral amarelado. É uma cobra grande podendo a tingire mais de 2,5 m de comprimento. A Cobra-Papa-Pinto (Drymarchon coraisNão é venenosa.

A Cobra-Papa-Pinto (Drymarchon corais)
A Cobra-Papa-Pinto (Drymarchon corais)

Habitat: florestas e cerrado.

Cobra-Papa-Pinto (Drymarchon corais)Ocorrência: Américas do Norte, Central e do Sul.

Hábitos: diurno. São inofensivas e medrosas. Caça durante o dia, geralmente em brejos, utilizando a língua (quimiorrecepção) e a visão para localizar a presa. Quando irritada, infla a parte do corpo perto da cabeça para dar a impressão de ser maior, com intenção de intimidar o predador.

Alimentação: pássaros, ovos e outras cobras.

Reprodução: ovípara, coloca entre 16 e 20 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.

Ameaças: destruição do habitat.

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Cobra-Papagaio (Corallus caninus)

Cobra-Papagaio (Corallus caninus)

Características: A Cobra-Papagaio (Corallus caninus) é um dos mais belos animais do planeta, também conhecida como periquitambóia, chega a atingir 2 m de comprimento. De coloração predominantemente verde com faixa esbranquiçada no dorso. Ventre branco-amarelado. É uma belíssima cobra, aparentada com as jibóias. Seus filhotes são vermelhos ou alaranjados.

Cobra-Papagaio (Corallus caninus)
Cobra-Papagaio (Corallus caninus)

Habitat: florestas tropicais.

Ocorrência: região norte da América do Sul, Amazônia.

Cobra-Papagaio (Corallus caninus)Hábitos: noturno. Arborícola passando a maior parte do tempo enrolada em galhos com a cabeça apoiada no centro das voltas do corpo. Camufla-se perfeitamente com a mata.

Alimentação: aves, roedores e morcegos.

Reprodução: vivípara. Os filhotes nascem vermelhos ou alaranjados.

Ameaças: destruição do habitat.

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Cobra-d'Água (Liophis miliaris)

Cobra-d'Água (Liophis miliaris)

Características: A Cobra-d'Água (Liophis miliaris) possui uma coloração que varia muito da região onde é encontrada. Na Mata Atlântica é mais comum encontrá-la no padrão amarelo com preto, enquanto no cerrado é mais comum o esverdeado com preto. Atinge cerca de 65 cm de comprimento.

Cobra-d'Água (Liophis miliaris)Habitat: cerrado e Mata Atlântica.

Ocorrência: América do Sul.

Hábitos: diurno. Espécie muito dócil e geralmente foge assim que perturbada. É uma excelente nadadora. Caça em lagoas e pequenos rios, geralmente pela manhã. Vive próxima a cursos d'água.

Alimentação: pequenos anfíbios e peixes.

Reprodução: ovípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.

Ameaças: destruição do habitat.

Cobra-d'Água (Liophis miliaris)
Cobra-d'Água (Liophis miliaris)

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Cobra-Cipó (Philodryas olfersii)

Cobra-Cipó (Philodryas olfersii)

Características: a Cobra-Cipó (Philodryas olfersii) tem coloração predominantemente verde, é comprida e delgada. Ventre claro. Atingem 1 m de comprimento.

Cobra-Cipó (Philodryas olfersii)Habitat: cerrado e florestas tropicais.

Ocorrência: Argentina, Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Paraguai, Peru e Uruguai. No Brasil ocorre na região sul, sudeste e centro-oeste.

Hábitos: arborícola, diurno. Passa a maior parte do tempo nas árvores e arbustos, mas pode ser encontrada no chão. É aparentemente agressiva, abrindo amplamente a sua boca quando intimidada. Normalmente foge rapidamente pela vegetação quando perturbada. Muitas pessoas acham que esta espécie é inofensiva. Esta espécie possui o veneno 4 vezes mais tóxico que o da jararaca. Mas, por possuir dentição opistóglifa (o dente de veneno fica situado no fundo da boca) não é considerada venenosa. As serpentes deste tipo de dentição (Opistoglifodonte) como raramente injetam o veneno são consideradas não-peçonhentas. São muito ágeis, tanto sobre a terra como nas árvores. Muito tímida.

Alimentação: pequenos insetos, pequenos roedores, anfíbios e lagartos.

Reprodução: ovípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.

Ameaças: destruição do habitat.

Cobra-Cipó (Philodryas olfersii)
Cobra-Cipó (Philodryas olfersii)

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Cobra-Caninana (Spilotes pullatus)

Cobra-Caninana (Spilotes pullatus)

Características: A Cobra-Caninana (Spilotes pullatus) não venenosa que tem fama de brava, que corre atrás e alguns dizem que ela é extremamente perigosa, porém tudo não passa de uma fama injusta. Apesar de chegar a 2,50 m de comprimento e de achatar o pescoço quando está irritada, é uma cobra mansa e sempre foge quando avistada. Apresenta apenas comportamento intimidatório. Como a maioria das cobras não venenosas, pode até morder, mas não passará de um arranhão.

O colorido da Cobra-Caninana (Spilotes pullatus) é pardo-amarelado, com desenho transversal escuro, curvado para frente nos cantos.

Habitat: cerrado e Mata Atlântica.

Ocorrência: Américas Central e do Sul.

Hábitos: diurno. A rborícola. Vive próximo de lagos e rios em meio as árvores e arbustos. Pode também ser encontrada nadando ou rastejando pelo chão, onde caça. É ágil tanto no chão quanto nos galhos das árvores.

Alimentação: ovos, aves, roedores e até pequenos lagartos.

Reprodução: ovípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento previsto para início da estação chuvosa.

Ameaças: destruição do habitat.

Cobra-Caninana (Spilotes pullatus)
Cobra-Caninana (Spilotes pullatus)

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Camaleão (Iguana iguana)

Camaleão (Iguana iguana)

Características: O Camaleão (Iguana iguana) é um dos lagartos de maior porte da América do sul. Possui escamas que lhe conferem um aspecto ameaçador. Podem ultrapassar os 2 m de comprimento, sendo 2/3 o comprimento da cauda e pesar de 4 a 9 kg . O corpo é forte e relativamente comprido. Cabeça grande, triangular. Os membros são bem desenvolvidos e fortes e os dedos compridos , tanto das mãos quanto dos pés . Apresentam na cabeça uma prega de pele na região gular, tipo um saco que o animal estufa quando irritado e uma crista no alto da cabeça que se prolonga na parte dorsal, característica essa que se acentua mais nos machos. Levanta a ponta da crista que possui da nuca até a cauda. A coloração geral é verde intenso nos jovens e vai escurecendo com a idade até chegar ao marrom ou cinza, mas alguns adultos mantém a coloração verde. O ventre é esbranquiçado e liso. Muda de cor para se camuflar entre a vegetação e passar despercebido. As escamas são altamente variáveis, sendo as da cabeça em geral pequenas e irregulares, as dorsais também são pequenas e as ventrais são maiores e raramente dispostas em fileiras regulares. Apresentam enorme escama arredondada embaixo do tímpano, característica determinante na identificação da espécie. Não possuem a língua projetável como o camaleão verdadeiro da África.

Camaleão (Iguana iguana)Habitat: matas úmidas, cerrados, restingas e caatingas.

Ocorrência: do México ao Brasil Central e Paraguai.

Hábitos: são ágeis tanto nas árvores quanto na água, nadando e mergulhando com perfeição. E espécie arborícola e vive próximo à cursos d'água, é uma excelente nadadora. D e vez em quando descem ao solo. São animais sociais, grandes grupos são normalmente encontrados se alimentando ou descansando nas árvores ou envolta delas. Os machos são mais agressivos que as fêmeas, e são bastante territorialistas. Normalmente fogem quando atacadas, mas quando não ha jeito de escapar, se defendem com mordidas e golpes com sua cauda.

Alimentação: filhotes e jovens se alimentam preferencialmente de insetos, os adultos, por outro lado, tornam-se quase que exclusivamente vegetarianos, e um dos seus "pratos" preferidos é a flor do hibisco.

Reprodução: a fêmea põe até 30 ovos, que enterra na areia para serem incubados. Os ovos são elásticos e inquebráveis. A eclosão se dá após 65 a 115 dias de incubação. Os filhotes, ao nascerem, têm em torno de 20 cm de comprimento e atingem a maturidade sexual aos 3 anos de idade. Após o nascimento os jovens migram para regiões mais úmidas. No período reprodutivo, é comum os machos travarem batalhas por uma fêmea, mas sempre o macho perdedor desiste da batalha e sai ileso.

Ameaças: caça e destruição do habitat.

Camaleão (Iguana iguana)
Camaleão (Iguana iguana)

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Calango-Verde (Ameiva ameiva)

Calango-Verde (Ameiva ameiva)

Características: O Calango-Verde (Ameiva ameiva)  lagarto pequeno, que mede até 60 cm de comprimento. Corpo curto e robusto, cabeça comprida, cauda cilíndrica, afiada e mais longa do que o corpo. Dorso esverdeado e os flancos com pintas azuladas nos machos. Fêmeas pardas quando adultas.

Calango-Verde (Ameiva ameiva)Habitat: áreas abertas, restingas, caatingas e bordas de mata, em terra firme.

Ocorrência: Leste dos Andes, do Panamá ao norte da Argentina e em todo o Brasil.

Hábitos: diurno, tem por hábito escavar, em busca de alimento e abrigo. Costuma aquecer-se ao sol.

Alimentação: insetos, artrópodes, pequenos vertebrados, animais mortos e vegetais.

Calango-Verde (Ameiva ameiva)
Calango-Verde (Ameiva ameiva)

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Cobra-Caiçaca (Bothrops moojeni)

Cobra-Caiçaca (Bothrops moojeni)

Características: a Cobra-Caiçaca (Bothrops moojeni) é uma serpente venenosa. É, junto com a jararaca, a maior responsável pelos acidentes ofídicos no Brasil. Chega a medir 1,60 m de comprimento e é muito rápida no ataque. Seu veneno possui ação hemolítica e proteolítica, ou seja, destrói as fibras musculares e os tecidos.

Cobra-Caiçara (Bothrops moojeni)Habitat: cerrado.

Ocorrência: da Costa Rica até o sul do Estado de São Paulo.

Hábitos: crepuscular e noturno. É muito agressiva deferindo seus botes diferentemente de outras serpentes, pois ela desfere seus botes no sentido vertical , atingindo assim partes mais altas de suas vítimas.

Alimentação: pequenos lagartos, pequenos anfíbios, e pequenos roedores.

Reprodução: vivípara, nascendo de 16 à 20 filhotes no início da estação chuvosa.

Cobra-Caiçaca (Bothrops moojeni)
Cobra-Caiçaca (Bothrops moojeni)


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Reprodução dos Répteis

Reprodução dos Répteis

Reprodução dos Répteis

Os répteis só tiveram condições de tomar posse da terra firme a partir do momento em que “inventaram” o ovo de casca dura (de calcário). Originalmente, os ovos dos répteis tinham a mesma aparência que os anfíbios de hoje: eram encerrados numa casca mole, cheia de líquido, muito funcional na água, mas sem utilidade alguma em terra firme onde se ressecaria rapidamente. Os ovos tem uma casca porosa e permite as trocas gasosas com o ambiente.

Reprodução dos Répteis

O nascimento das tartarugas marinhas
O nascimento das tartarugas marinhas é um verdadeiro parto: os filhotes precisam romper a casca do ovo, depois, superar a camada de areia que os recobre, e finalmente chegar à superfície. Como eles nascem á noite, devem chegar à água orientando-se por seus extintos. Depois disso enfrenta vários predadores.

Fecundação interna
A fecundação dos répteis é interna. Os lagartos e serpentes possuem um pênis duplo - o órgão copular se forma por uma estrutura bifurcada chamada hemipênis. Crocodilos e tartarugas possuem uma estrutura única. Boa parte dos répteis é ovípara, isto é, deposita os ovos para o desenvolvimento fora do corpo. Porém, existem espécies vivíparas, nas quais as fêmeas dão a luz filhotes muito parecidos com os adultos. O período de incubação varia de algumas semanas a alguns meses. A quantidade de ovos produzidos também é bastante diversa. Uma tartaruga marinha produz cerca de 60 ovos por ano. Algumas pítons chegam a botar 200 ovos no mesmo período, enquanto a lagartixa doméstica bota, ao menos, 2 ovos por ano.

A maioria dos répteis não cuida dos filhotes, o fato é, em parte, compensado com postura de muitos ovos. Algumas espécies de cobras e lagartos, no entanto, cuidam de seus filhotes nos primeiros estágios de vida, e crocodilianos constroem ninhos e cuidam dos filhotes.

O calor é fundamental para definir o sexo das tartarugas
Entre os répteis, é o calor com o qual os ovos são envolvidos que determinará o sexo dos recém-nascidos. Se a temperatura média do sol durante a incubação for mais baixa, ou seja, mais fria, saíram sua maior parte machos, e se for uma temperatura alta, ou seja, mais quente, saíra mais fêmeas.

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Os Squamatas (Lagartos e Cobras)

Os Squamatas (Lagartos e Cobras)

Os camaleões
Os camaleões são notáveis por causa de seus olhos e sua capacidade de mudar de cor. A sua cauda é preênsil e as mãos em forma de pinças permitem que eles se agarrem com firmeza ao suporte em que estão para que se lancem sobre os insetos dos quais se alimentam e que eles capturam impulsionando a longa língua como um raio. A língua pode atingir o comprimento total do corpo e da cauda e é revestida de uma cola que funciona como um papa-mosca.

Os camaleões não são os únicos répteis que conseguem mudar de cor.  Alguns lagartos também conseguem. E em junho de 2006, cientistas descobriram nas florestas do Kalimantan, em Bornéu, uma serpente aquática capaz de passar de marrom avermelhado ao branco total.

Mudança de temperatura e o metabolismo dos répteis
Os répteis tem sangue frio, por que a temperatura de seus corpos pode ficar bem abaixo da considerada normal no corpo dos mamíferos. A temperatura dos répteis é variada, sua temperatura interna depende da temperatura do ambiente. E para controlar, sua temperatura, eles se expõem ao sol. O metabolismo dos répteis é mais lento do que as dos mamíferos, lhes permitindo consumir menos calorias, e assim, alimentar-se bem menos.

O veneno das serpentes
O número de serpentes venenosas representa uma pequena porcentagem do número total das serpentes existentes (cerca de 400); e o número de espécies que traz perigo mortal para o ser humano é ainda bem menor (no máximo 50). A australiana taipan, a cobra-real, a mamba-negra e algumas serpentes marinhas são consideradas como as mais perigosas. Dependendo da composição, o veneno age sobre diferentes órgãos da vítima: pode provocar uma parada cardíaca, parada respiratória, destruição dos tecidos, hemorragias internas ou uma combinação desses diferentes efeitos associados a um estado de choque profundo. Mas seu veneno ajuda digerir, pois possui substancias tóxicas, enzimas que dão início á digestão dos tecidos da presa desde que entram no corpo dela. E as serpentes não peçonhentas, ou seja, sem veneno, sufocam a presa.

Além das serpentes, existem dois únicos lagartos venenosos, que vivem nas regiões áridas do sul dos Estados Unidos e do norte do México: o lagarto-de-contas e o monstro-gila.

As serpentes com sua língua bífida, ou seja, uma língua bipartida. As duas pontas as língua captam partículas químicas odoríferas presentes no ar ou na terra. Essas partículas entram em contato com o órgão de Jacobson, localizado no céu da boca, que as analisa como se fosse os sentidos do paladar e do olfato juntos. Graças a esse sensor ultra-aperfeiçoado, a serpente é capaz de seguir o rastro da presa atingida até o local onde ela vai tombar, vítima do veneno. Existe também um lagarto que possui uma língua bífida também, o teiú.

 As maiores pítons oficialmente medidos ultrapassam os 10 metros de comprimento, enquanto uma minúscula cobra da Índia atinge no máximo 12 centímetros na idade adulta. E o dragão-de-komodo, um lagarto gigante que tem de 2,50 a 3 metros de comprimento e pesa mais de 100 quilos.

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Ordem e Espécies de Répteis

Ordem e Espécies de Répteis

Ordem e Espécies de Répteis
Agrupação dos Répteis
Atualmente os cientistas reconhecem quatro ordens principais, reagrupando, no total, aproximadamente 6 mil espécies:

Quelônios - compostos por tartarugas terrestres, aquáticas e marinhas (num total de quase 300 espécies);

Crocodilianos – compostos por crocodilos, aligátores, jacarés e gavial (num total de 25 espécies aproximadamente);

Squamata – possui serpentes e lagartos (num total de mais ou menos 5.700 espécies);

Rincicéfalos – representa apenas uma espécie, o tuatara.

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Cobra Urutu (Bothrops alternatus)

Cobra Urutu (Bothrops alternatus)

Cobra Urutu (Bothrops alternatus)Características: A Cobra Urutu (Bothrops alternatus) é uma serpente de grande porte, chegando a medir 1,70 m de comprimento, mas raramente ultrapassa 1,20 m. É venenosa, perigosa e muito brava, mas como não gosta de encrenca, foge rapidamente quando perturbada. É curta e bastante grossa. Apresenta um desenho em forma de cruz na cabeça e formato de cruz no interior de cada um destes desenhos. Também conhecida como urutu cruzeiro.

Habitat: campos cerrados, em campos cultivados, e em brejos.

Ocorrência: América do Sul.

Hábitos: crepuscular e Noturno. Desfere botes desordenados à sua volta.

Alimentação: pequenos roedores.

Reprodução: vivípara, nascendo entre 16 e 20 filhotes no início da estação chuvosa.

Ameaças: morte praticada pelos homens do campo e destruição do habitat.

Fonte: www.megatimes.com.br

Lagarto Teiú (Tupinambis merianae)

Lagarto Teiú (Tupinambis merianae)

Lagarto Teiu (Tupinambis merianae)Características: O Lagarto Teiú (Tupinambis merianae) que alcança de 1,20 a 1,40 m de comprimento, incluindo 60 cm de cauda . Os machos são maiores e mais largos do que as fêmeas. Além de apresentarem uma papada maior do que das fêmeas. Cabeça comprida e pontiaguda, mandíbulas fortes providas de um grande número de pequenos dentes pontiagudos. Língua cor-de-rosa, comprida e bífida. Cauda longa e arredondada. Coloração geral negra, com manchas amareladas ou brancas sobre a cabeça e membros. Região gular e face ventral brancas, adornadas de manchas negras. Os filhotes são esverdeados, coloração que vai desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais.

Habitat: florestas, cerrados e caatinga perto d'água.

Ocorrência: do sul do Amazonas ao norte da Argentina.

Hábitos: diurnos e terrestres. Vive no chão e se abriga em tocas cavadas na terra.


Alimentação: onívoro (insetos, pequenos vertebrados, inclusive peixes, ovos, frutos e animais mortos).

Reprodução: chegam a maturidade sexual aos 3 anos de vida. Ovíparos. Desova entre 30 e 36 ovos por postura, que eclodem após 60 a 90 dias de incubação.

Ameaças: caça e destruição do habitat.

Fonte: www.megatimes.com.br

Tartarugas | Características e Espécies de Tartarugas

Tartarugas - características e Espécies de Tartarugas

Tartarugas | Características e Espécies de Tartarugas

Os jabutis são terrestres da família Testunidae. Os cágados fazem parte de outras famílias e podem viver em terra e na água, pois possuem patas adaptadas ao meio ambiente. Ainda tem a família Cheloniidae, que inclui as espécies de tartarugas marinhas. Tartaruga é um nome genérico usado para identificar todos esses animais que pertencem aos quelônios.

Todas as tartarugas possuem quatro patas e bico córneo na boca. Sua maioria tem um casco duro, que protege as partes moles do corpo e também serve como camuflagem contra predadores. É dividido em duas partes: superior, chamada carapaça; e a inferior, denominada plastrão. O formato do plastrão ajuda a identificar machos e fêmeas. As tartarugas se alimentam de frutas e folhas, embora algumas também comam carne. A lentidão com que se movem não permitiu que se tornassem predadores de sucesso, ainda que as tartarugas aquáticas consigam capturar pequenos peixes e crustáceos.

Tartaruga Verde  (Chelonia mydas)
Tartaruga Verde  (Chelonia mydas)

Tartaruga Verde  (Chelonia mydas)

A tartaruga-verde, uruanã ou aruanã, (Chelonia mydas) é uma tartaruga marinha da família Cheloniidae e o único membro do gênero Chelonia. A espécie está distribuída por todos os oceanos, nas zonas de águas tropicais e subtropicais de todo o mundo, com duas populações distintas no Oceano Atlântico e no Oceano Pacífico. É encontrada em águas costeiras com muita vegetação (áreas de forrageio), ilhas ou baías onde estão protegidas, sendo raramente avistadas em alto-mar.

O nome comum da espécie não deriva de qualquer coloração verde externa específica da tartaruga. Seu nome vem da cor esverdeada da sua gordura, que só é encontrada em uma camada entre os seus órgãos internos e sua carapaça.

A tartaruga-verde possui um corpo achatado coberto por uma grande carapaça em forma de lágrima e um grande par de nadadeiras. É de cor clara, exceto sua carapaça que pode ser totalmente marrom quando adulta. Espécimes do leste do Pacífico podem ter a carapaça quase negra. Podem medir até 1,5 m de comprimento e pesar em média 110-190 kg. Sua cabeça é pequena com um único par de escamas pré-orbitais e uma mandíbula serrilhada que facilita a alimentação. Ao contrário de outros membros de sua família, como a tartaruga-de-pente e a tartaruga-comum, a tartaruga-verde é principalmente herbívora. Os adultos geralmente habitam lagoas rasas, alimentando-se principalmente de diversas espécies de ervas marinhas.

Como outras tartarugas marinhas, as tartarugas-verdes migram longas distâncias entre as áreas de alimentação e as suas praias de nidificação. Algumas nadam mais de 2.600 km para chegar aos seus locais de desova. Tartarugas adultas voltam para a mesma praia em que nasceram para desovar. Muitas ilhas em todo o mundo são conhecidas como Ilha das Tartarugas por causa da nidificação das tartarugas-verdes em suas praias. As tartarugas fêmeas põem ovos em ninhos que escavam durante a noite. Mais tarde, filhotes emergem em direção à água. Acredita-se que a tartaruga-verde esteja sexualmente madura entre 20-50 anos e pode viver até 80 anos na natureza.

Somente os seres humanos e os tubarões maiores se alimentam de tartarugas-verdes adultas. Especificamente, tubarões-tigres (Galeocerdo cuvier) adultos caçam tartarugas-verdes em águas do Havaí. Juvenis e filhotes novos tem vários predadores, incluindo caranguejos, pequenos mamíferos marinhos e aves marinhas. Na Turquia, os ovos são vulneráveis à predação por raposas e chacais-dourados.

A tartaruga-verde está classificada como espécie ameaçada pela IUCN e CITES, e está protegida contra a exploração, na maioria dos países. Além disso, muitos países têm leis e decretos para proteger suas áreas de nidificação. No entanto, as populações de tartarugas ainda estão em perigo por causa de diversas práticas humanas. Em alguns países, as tartarugas e seus ovos são caçados para alimento. Muitas tartarugas morrem presas em redes de pescadores. A destruição do seu habitat devido ao desenvolvimento do setor imobiliário é uma grande fonte de perda de praias de nidificação.

Características: é conhecida como tartaruga verde devido á cor de sua gordura localizada a baixo da sua carapaça. É a mais conhecida das tartarugas marinhas. Possui uma coloração que pode ser escura, amarronzada e tons esverdeados e sua carapaça tem uma forma oval. Os filhotes são marrom escuro ou quase preto. É a maior das tartarugas marinhas de carapaça dura, e pode variar de 71 cm a 150 cm e seu peso varia de 40 Kg , podendo chegar a pesar até 350 Kg.

Habitat: mares.
Tartaruga Verde  (Chelonia mydas)
Tartaruga Verde  (Chelonia mydas)

Ocorrência: todo o litoral brasileiro.

Alimentação: exclusivamente de algas.

Reprodução: usa o litoral para desovar, mas se reproduz principalmente em ilhas oceânicas.

Ameaças: caça e destruição do habitat.

Tartaruga Olivácea (Lepidochelys olivacea)
Tartaruga Olivácea (Lepidochelys olivacea)

Tartaruga Olivácea (Lepidochelys olivacea)

Características: é a tartaruga comum, a menor dentre as tartarugas marinhas e chega a medir 1 m de comprimento. O macho adulto possui 3 cm a mais que a fêmea e pesa 2 kg a menos. Pode pesar até 60 Kg quando adulta. Coloração geral esverdeada e com crescimento, passa a ser cinza. Carapaça quase redonda e os escudos laterais apresentam-se sempre em mais de 5 pares.

Habitat: mares.

Ocorrência: todo o litoral brasileiro.

Alimentação: principalmente de algas que encontra no fundo do mar e perto dos recifes, de peixes, moluscos, crústaceos, principalmente camarões, e plantas aquáticas.

Ameaça: ameaçada de extinção pela caça ilegal e destruição do habitat.

Tartaruga de Pente (Eretmochelys imbricata)
Tartaruga de Pente (Eretmochelys imbricata)

Tartaruga de Pente (Eretmochelys imbricata)

Características: carapaça elíptica com os escudos dorsais imbricados (sobreposição das escamas) sobrepostas como as telhas de um telhado , a cabeça é de tamanho médio, estreita e com o bico pontudo. É a mais coloridas das tartarugas marinhas. Suas escamas da cabeça têm margens creme ou amareladas, o arranjo das cores é diversificado: marrom, preto, vermelho e amarelo ao longo do plastão. O comprimento da carapaça varia de 53 cm a 115 cm quando adultas e podem chegar a pesar 150 Kg . É considerada a tartaruga mais bonita de todas as tartarugas marinhas.

Habitat: mares.

Ocorrência: na forma juvenil ou semi-adulta é encontrada em todo o litoral brasileiro.

Alimentação: peixes, caramujos, esponjas e siris.

Reprodução: para desovar busca principalmente o litoral da Bahia e o de Sergipe.

Ameaças: seu casco era utilizado para a fabricação de adornos como pentes, aros de óculos, bijouterias e talheres. È a mais ameaçadas de extinção pela caça e destruição do habitat.

Tartaruga do Mar (Caretta caretta)
Tartaruga do Mar (Caretta caretta)

Tartaruga do Mar (Caretta caretta)

Características: casco mede aproximadamente 1 m de comprimento podendo pesar até 250 Kg . Cabeça bastante grande em proporção ao restante do corpo, podendo medir até 25 cm , larga, ampla e subtriangular, com dois pares de escamas pré frontais e coloração morrom-avermelhada. Possui grande carapaça em forma de "coração", achatada e alongada com a parte posterior serrilhada. Possui cinco escudos centrais com discreta crista, cinco escudos costais, onze ou doze marginais. Carapaça de cor marrom-avermelhado e plastão (placa óssea localizada na parte de baixo do casco da tartaruga marinha) usualmente muito pálido, amarelado. Patas dianteiras, carnudas, em forma de nadadeiras com duas garras. Mandíbulas poderosas lhe permitem triturar as conchas e carapaças de moluscos e crustáceos. Os filhotes são escuros de cor marrom dorsalmente. Também conhecida como tartaruga cabeçuda.

Habita: mares.

Ocorrência: todo o litoral do Brasil.

Hábitos: essencialmente aquática.

Alimentação: principalmente de algas, mas pode comer pequenos peixes, crustáceos e moluscos.

Reprodução: somente as fêmeas vão às praias para a desova entre os meses de setembro á março, de 2 a 5 vezes por estação, depositando uma média de 110 ovos em cada ocasião. É a que faz maior número de desovas nas praias do continente.

Ameaças: caça e destruição do habitat.

Tartaruga de Couro (Dermochelys coriacea)
Tartaruga de Couro (Dermochelys coriacea)

Tartaruga de Couro (Dermochelys coriacea)

Características: a característica mais marcante da tartaruga de couro é a consistência de sua carapaça. A carapaça não é constituída de placas ósseas, mas sim recoberta por uma pele grossa e coriácea, quilhada e sem escama, tendo a aparência de couro. A sua carapaça é de coloração preta com manchas brancas ou azuladas espalhadas ao longo das quilhas, possui pontos rosados no pescoço, axilas e virilha. A tartaruga-de-couro também se distingue das outras no tamanho. É a maior tartaruga marinha do mundo e também a mais forte. Podem atingir 2 m de comprimento. Chegam a pesar até 600 kg . Tem grandes nadadeiras frontais, que lhe permitem nadar longas distâncias. Bico com dentes serrilhados. Escamas sobre a cabeça (os filhotes são cobertos de escamas). O filhote tem todas as unhas, mas ele as perde quando se torna adulto. Apenas o macho conserva uma unha, grande e recurvada, com a qual ele se agarra às costas da fêmea durante o acasalamento. Usa as patas como nadadeiras, nada velozmente e é uma grande devoradora de peixes, moluscos e algas marinhas.

Habitat: águas tropicais. Está mais adaptada às águas frias devido à sua derme grossa e oleosa. Como resultado, é a mais amplamente distribuída; há registros em altas latitudes onde as temperaturas da água oscilam entre 10º C e 20º C.

Ocorrência: no Brasil aparecem no litoral do norte ao sudeste até o estado de São Paulo.

Hábitos: hábitos pelágicos (coluna d´água localizada no oceano aberto, após a quebra da plataforma continental. Um animal pelágico é aquele que vive, ou passa a maior parte de seu tempo, neste ambiente) e se aproximam da costa somente durante a temporada de reprodução. Também conseguem descer a grandes profundidades e estão bem adaptadas aos mergulhos profundos.

Alimentação: carnívora, se alimentando basicamente de águas-vivas e de sua fauna acompanhante.

Reprodução: o acasalamento ocorre enquanto as tartarugas nadam. Desova na areia da praia de 4 a 6 vezes por temporada, com 61 a 126 ovos por ninho. Normalmente mais da metade do ninho consiste de ovos pequenos e sem gema (não férteis). A incubação varia de 50 a 78 dias e a temperatura "ótima" é por volta de 29º C.

Predadores naturais: ovos e embriões são comidos por caranguejos, porcos e lagartos. Já os filhotes são predados por mamíferos, aves, peixes e lulas. Juvenis e adultos são atacados por tubarões e baleias Orcas.

Ameaças: em perigo de extinção pela caça e destruição do habitat. Por causa do hábito alimentar, frequentemente confundem sacos plásticos ou celofane com águas-vivas e correm o risco de morrerem por indigestão. Adultos são capturados em redes flutuantes para pesca pelágica e por linhas longas (Long-Lines) usadas para pesca de atum. Não há pesca comercial para esta tartaruga, mas em alguns lugares sua carne é usada como isca na pesca de tubarões.

Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa)
Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa)

Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa)

Nome vulgar: Tartaruga-do-amazonas
Classe: Reptilia
Ordem: Chelonia
Família: Pelomedusidae
Nome científico: Podocnemis expansa
Nome inglês: Arrau turtle
Distribuição: Norte do Brasil, Guianas, Venezuela e Colômbia
Habitat: Baías dos grandes rios
Hábito: Diurno
Comportamento: Grupo
Longevidade: Acima de 100 anos
Época reprodutiva: Outubro a março
Reprodução: Incubação: 250 dias
Alimentação na natureza: Vegetais e peixes
Alimentação em cativeiro: Vegetais, peixes, carne moída e ração
Causas da extinção: Seus ovos e filhotes são utilizados como alimento pelos moradores da Região Amazônica.

Este réptil é um quelônio de água-doce, que habita o rio Amazonas e seus afluentes. Além de Tartaruga-do-amazonas, é conhecida também como Tartaruga Verdadeira.

O casco da Tartaruga-do-amazonas tem forma oval, sendo que os ossos são cobertos por um escudo córneo. Na carapaça, observamos um colorido preto, marfim ou alaranjado, com manchas escuras regulares. Possui patas curtas e potentes, sendo a anterior com cinco unhas e a posterior com quatro unhas. A cabeça é achatada e pequena e nela localizam-se os olhos, as narinas (na parte superior do focinho) e a boca.

Seu tamanho na fase adulta é de 80 cm de comprimento e 60 cm de largura, podendo pesar até 60 Kg. Sua média de vida é acima de 100 anos.

Os inimigos naturais da Tartaruga-do-amazonas, quando filhotes, são os urubus, as piranhas, os jacarés, os jaús e alguns peixes grandes.

A época de reprodução desses répteis vai de setembro a dezembro, quando a tartaruga enterra uma média de 60 a 100 ovos em um buraco de 44 a 56 cm de profundidade, espalhando areia para cobri-los e camuflar o local. Dentro de 45 a 60 dias depois nascem as tartaruguinhas, que imediatamente correm para o rio. O local da postura é chamado de tabuleiro.

Os filhotes alimentam-se de pequenos peixes e plantas aquáticas. O alimento preferido das tartarugas adultas são as frutas, que variam conforme os meses do ano, devido à época de amadurecimento.

Apesar do nome, a "Tartaruga-do-amazonas" é, na verdade, um cágado, já que a tartaruga é um termo empregado aos quelônios marinhos.

A Tartaruga-do-amazonas é utilizada como fonte de alimento e de óleo (para abastecer lampiões e lamparinas), matéria-prima para cosméticos, sua carapaça como bacia e sua pele é boa para fazer tamborins e tabaco. Ela correu risco de extinção na década de 70, ao ser construída a Transamazônica.

Características: é a maior tartaruga fluvial do mundo, podendo atingir 1,0 m de comprimento de carapaça e 60 cm de largura, podendo pesar até 60 Kg . O casco com forma oval, sendo que os ossos são cobertos por um escudo córneo. Na carapaça, observamos um colorido preto, marfim ou alaranjado, com manchas escuras regulares. Possui patas curtas e potentes, sendo a anterior com cinco unhas e a posterior com quatro unhas. A cabeça é achatada e pequena e nela localizam-se os olhos, as narinas (na parte superior do focinho) e a boca. Sua média de vida é acima de 100 anos.

Habitat: rios e lagoas.
Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa)
Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa)

Ocorrência: Amazônia, no norte do Brasil, Guianas, Venezuela e Colômbia.

Hábitos: essencialmente aquáticos e diurnos. Vivem em grupos.

Alimentação: vegetais aquáticos, caramujos, frutos e peixes. Os filhotes alimentam-se de pequenos peixes e plantas aquáticas.


Reprodução: é poca de reprodução de outubro a março, quando a tartaruga enterra uma média de 60 a 100 ovos em um buraco de 44 a 56 cm de profundidade, espalhando areia para cobri-los e camuflar o local. Dentro de 45 a 60 dias depois nascem as tartaruguinhas, que imediatamente correm para o rio. O local da postura é chamado de tabuleiro.

Predadores naturais: quando filhotes, são os urubus, as piranhas, os jacarés, os jaús e alguns peixes grandes.

Ameaças: comércio de carne e destruição de ecossistema aquático. Seus ovos e filhotes são utilizados como alimento pelos moradores da Região Amazônica.

Tracajá (Podocnemis unifilis)
Tracajá (Podocnemis unifilis)

Tracajá (Podocnemis unifilis)

Características: atinge 8 Kg de peso.

Habitat: rios e lagoas.

Ocorrência: em toda a Bacia Amazônica e do Rio Orinoco, na Venezuela.

Hábitos: aquáticos.

Alimentação: vegetais aquáticos e caramujos.

Reprodução: coloca cerca de 20 ovos por postura.

Ameaças: ameaçado de extinção pela caça, pois faz parte do hábito alimentar de habitantes da Amazônia e destruição do habitat.

Tigre d'Água (Trachemys dorbignyi)

Tigre d'Água (Trachemys dorbignyi)
Tigre d'Água (Trachemys dorbignyi)
Características: quelônio que atinge 40 cm de casco, com coloração rajada de verde, preto e amarelo.

Habitat: pântanos, banhados, lagos, riachos e rios.

Ocorrência: sul do Brasil, Argentina e Paraguai.

Hábitos: diurnos, aquáticos.

Alimentação: peixes, insetos e algumas plantas aquáticas.

Reprodução: desova entre 1 e 18 ovos por postura, que eclodem após 60 a 120 dias de incubação.

Ameaças: caça para o tráfico de animais silvestres e destruição do habitat.

Mata-Matá (Chelys fimbriatus)

Mata-Matá (Chelys fimbriatus)
Mata-Matá (Chelys fimbriatus)
Características: carapaça marrom ou preta com até 45 cm de comprimento. A couraça é reduzida, estreita, sem articulações, encurtada na frente e profundamente chanfrada atrás, possuindo 3 quilhas longitudinais, com uma coloração marrom escura ou clara. O plastrão é um pouco mais claro e mais colorido, com placas escuras e linhas claras nas separações das placas. Cabeça bastante distinta, triangular, grande, extremamente achatada. Possui numerosas abas de pele. Tem dois barbilhos no queixo e dois adicionais barbilhos filamentosos na mandíbula. O focinho é longo e tubiforme. A mandíbula superior não é nem curva nem chanfrada. Cabeça, pescoço, rabo, e membros são marrons acinzentados nos adultos. O pescoço é bastante longo, mais longo que a vértebra dentro da carapaça, e é franjado com pequenas abas de pele ao longo dos dois lados. Suas patas são extremamente fortes e largas e cada pata dianteira tem cinco garras com membranas natatórias. Machos têm couraças côncavas, rabos compridos e longos. Recém-nascidos são mais coloridos que os adultos, com cores rosas e vermelhas na cara e no casco. A carapaça, cabeça triangular e membros lhe proporcionam ótima camuflagem, dando-lhe uma aparência similar a folhas e pedras. Possuí diversas franjas na cabeça muito similares a vermes, essas franjas foram responsáveis pela origem de seu nome científico Chelus fimbriatus, que em latim significa tartaruga franjada ou ornamentada. Os olhos são pequenos e muito sensíveis, proporcionado uma visão bem fraca. Podem viver aproximadamente 35 anos. De difícil distinção sexual, nos machos pode-se observar um plastrão um pouco mais convexo, as fêmeas são um pouco maiores e a base da cauda dos machos é um pouco mais larga.


Habitat: rios lentos, lagos calmos, pântanos e brejos com bastante vegetação e fundo lodoso. Prefere águas rasas onde ela possa alcançar a superfície para respirar.

Ocorrência: norte da Bolívia, leste do Peru, Equador, leste da Colômbia, Venezuela, nas Guianas, e no norte e centro do Brasil.

Hábitos: semi-aquática, pode segurar a respiração por muito tempo, ficando imóvel no fundo. Prefere rastejar no fundo que nadar, e provavelmente não se expõe à luz do sol . Não são boas nadadoras.

Alimentação: carnívora, se alimentando de invertebrados aquáticos e peixes. Possuí um sistema de caça sofisticado, além de uma fantástica camuflagem. Uma predadora que espera na espreita, ela se enterra parcialmente no fundo ficando imóvel e quando um peixe se aproxima atraído pelos seus apêndices que a ajudam a se misturar na vegetação. Possuem tímpanos em ambos os lados da cabeça que detectam vibrações na água e localizam precisamente suas presas. Com a presa localizada, impulsiona sua cabeça para fora e abre sua enorme boca o máximo que puder, criando uma pressão que suga a presa para dentro da boca rapidamente. Aí, fecha sua boca, a água é expelida lentamente, e a presa é engolida por inteiro. A presa precisa ser de um tamanho adequado para a tartaruga, pois não consegue mastigar muito bem devido à forma de sua boca. Na falta de alimentos de origem animal, podem se alimentar de plantas aquáticas.

Reprodução: a reprodução não é de difícil ocorrência. Os machos se mostram para as fêmeas estendendo seus membros, baforando a cabeça em direção à fêmea com a boca semi-aberta, e movendo suas abas laterais da cabeça. A desova ocorre de outubro a dezembro e é composta normalmente de 10 a 28 ovos frágeis e esféricos, com aproximadamente 3,5 centímetros de diâmetro. Os ovos são enterrados de uma só vez nas beiras de rios e lagos. A temperatura de incubação situa-se entre 25 e 29 ºC e o período de incubação é de 180 a 205 dias. As tartaruguinhas nascem com cerca de 4 a 5 centímetros de comprimento e possuem coloração amarelada ou alaranjada. Atingem a maturidade sexual aos 5 anos de idade aproximadamente.

Ameaças: é muito procurada por criadores amadores e por zoológicos, por causa de sua aparência e pelas exigências modestas para ser mantida em cativeiro, tornando-a uma espécie muito caçada e comercializada ilegalmente.
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