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Biodiesel no Brasil

Biodiesel no Brasil

Dono da maior biodiversidade do mundo e com uma vasta quantidade de oleaginosas, o Brasil deu início a exploração de mais uma fonte de energia limpa com a inauguração da primeira usina de Biodiesel no dia 24 de março de 2006.
O Biodiesel é produzido a partir de óleos vegetais, gorduras animais ou óleos residuais de fritura e pode ser usado puro ou misturado ao diesel de petróleo, sem que seja necessária modificações em motores automotivos ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc). A sua adaptabilidade aos motores de Biodiesel é a principal vantagem em relação a outros combustíveis limpos como o biogás e gás natural.

O biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais. Estimulados por um catalisador, eles reagem quimicamente com álcool. Existem diferentes espécies de oleaginosas no Brasil que podem ser usadas para produzir o biodiesel. Entre elas estão a mamona, dendê, canola, girassol, amendoim, soja e algodão. Matérias-primas de origem animal, como o sebo bovino e gordura suína, também podem ser utilizadas na fabricação do biodiesel.

Esse biocombustível substitui total ou parcialmente o diesel de petróleo, em motores de caminhões, tratores, camionetas, automóveis e também motores de máquinas que geram energia.

Biodiesel no Brasil

Acompanhando o movimento mundial, o Brasil dirigiu sua atenção no final da década de 1990 aos projetos destinados à pesquisa do biodiesel. No entanto, foi a partir do lançamento do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), em dezembro de 2004, pelo Governo Federal, que o biodiesel avançou significativamente, tornando-se um valioso instrumento de geração de riqueza e inclusão social.

Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB)
Em 2003, tiveram início os primeiros estudos concretos para a criação de uma política do biodiesel no Brasil e, m dezembro de 2004, o governo lançou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). O objetivo, na etapa inicial, foi introduzir o biodiesel na matriz energética brasileira, com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional. O principal resultado dessa primeira fase foi a definição de um arcabouço legal e regulatório, com a edição de duas Leis e diversos atos normativos infralegais.

Dessa forma, o PNPB institucionalizou a base normativa para a produção e comercialização do biodiesel no País, envolvendo a definição do modelo tributário para este novo combustível e o desenvolvimento de mecanismos para inclusão da agricultura familiar, consubstanciado no Selo Combustível Social. Esse trabalho foi pautado por determinadas diretrizes bastante claras de política de inclusão social; aproveitamento das oleaginosas de acordo com as diversidades regionais; segurança de abastecimento para o novo combustível; garantia de qualidade para o consumidor; e busca da competitividade frente ao diesel de petróleo.

Desde o lançamento do PNPB, a iniciativa privada vem aportando recursos, realizando investimentos na distribuição do combustível, em laboratórios, em pesquisa, na produção de matérias-primas, tudo isso graças à segurança do ambiente regulatório proporcionado pela definição de metas e a criação de um marco legal para o biodiesel.

A mistura de biodiesel ao diesel fóssil teve início em dezembro de 2004, em caráter autorizativo. Em janeiro de 2008, entrou em vigor a mistura legalmente obrigatória de 2% (B2), em todo o território nacional. Com o perceptível amadurecimento do mercado brasileiro, esse percentual foi ampliado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sucessivamente até atingir 5% (B5) em janeiro de 2010, antecipando em três anos a meta estabelecida pela Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005.

Regularmente, o biodiesel é vendido misturado ao diesel de petróleo em mais de 30 mil postos de abastecimento espalhados pelo país. Vários indicadores confirmam o sucesso do PNPB. Com relação à produção desse tipo de biocombustível, saltou de 69 milhões de litros em 2006 para 2,4 bilhões de litros em 2010. Em 2011 deverá superar facilmente 2,5 bilhões de litros. Esse resultado credencia o Brasil como segundo maior mercado mundial, somente atrás da Alemanha, que produz e consumo biodiesel há muito mais tempo. Outros importantes mercados são os Estados Unidos, a França e a Argentina.
Destaca-se também a rápida evolução da capacidade industrial de produção de biodiesel. No fim 2011, 58 unidades estavam autorizadas a produzir e a comercializar o biocombustível, com uma capacidade nominal total de 6 bilhões de litros/ano. A participação de pequenos agricultores também é relevante. Dessa capacidade industrial, cerca de 80% (4,8 bilhões de litros/ano) são provenientes de usinas detentoras do Selo Combustível Social, um certificado fornecido pelo governo às unidades produtoras que atendem aos requisitos de inclusão da agricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel.

Desde o lançamento do PNPB até o fim de 2011, o Brasil deixa de importar 7,9 bilhões de litros de diesel, o equivalente a um ganho de cerca de 5,2 bilhões de dólares na balança comercial brasileira.

Os princípios orientadores básicos do PNPB de promover a inclusão social e o desenvolvimento regional vêm sendo perseguidos continuamente, com importantes resultados alcançados e lições aprendidas. O Programa conta com suporte de recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em toda cadeia produtiva, abrangendo desde a fase agrícola até os processos de produção industrial, incluindo coprodutos e armazenamento.

O modelo tributário vigente confere ao biodiesel brasileiro a característica única no mundo de um biocombustível apoiado por políticas públicas com orientação social.

Destaca-se a inclusão da agricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel por meio do Selo Combustível Social, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O Selo Combustível Social é um certificado concedido aos produtores de biodiesel que adquirem percentuais mínimos de matéria-prima de agricultores familiares; celebrem contratos com os agricultores familiares, estabelecendo prazos e condições de entrega da matéria-prima; e prestem assistência técnica aos agricultores.

As empresas detentoras do Selo Combustível Social podem ter redução parcial ou total de tributos federais, conforme definido no modelo tributário aplicável ao biodiesel. Essas empresas possuem acesso a melhores condições de financiamento, além de poderem concorrer a 80% do volume total negociado nos leilões de biodiesel.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), as aquisições da agricultura familiar realizadas por empresas detentoras do Selo Combustível Social apresentam um comportamento ascendente.

Em 2006, 2007, 2008 e 2009 as empresas compraram da agricultura familiar, em todo país, R$ 68,5 milhões, R$ 117,5 milhões, R$ 276,5 milhões, e R$ 677,34 milhões, respectivamente. Já no ano de 2010, as aquisições da agricultura familiar apresentaram um crescimento de mais de 56% em relação ao ano anterior, com uma marca de R$ 1 bilhão em compras de matérias-primas. Desse total de aquisições, 68% tem origem na região Sul, seguido pelo Centro Oeste (23%), Nordeste (5%), Sudeste (4%) e Norte (0,3%). Atualmente, são aproximadamente 100 mil famílias de pequenos agricultores vinculados ao PNPB.

A principal matéria-prima da agricultura familiar, em 2010, foi a soja, com 94% do total. Outras oleaginosas produzidas pela agricultura familiar continuam participando do programa, ainda de forma tímida, mas não de forma menos importante, como é o caso do dendê, do gergelim, da mamona, do girassol e da canola.  Do total da área produzida de mamona no Brasil em 2010, quase 50% foi da agricultura familiar participante do PNPB. Nos casos da canola e do gergelim, a representatividade da agricultura familiar contratada e apoiada por empresas detentoras do Selo Social foi de aproximadamente 55% e 45%, respectivamente, em relação à área total cultivada.

A comercialização do biodiesel, no Brasil, é realizada por meio de leilões públicos, promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de diretrizes específicas estabelecidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Os Leilões de Biodiesel tem por objetivo conferir suporte econômico à cadeia produtiva do biodiesel e contribuir para o atendimento das diretrizes do PNPB, além de criar condições para a gradativa consolidação do setor até este que possa inserir-se em mercados mais livres, competitivos e com menor risco de comprometer os objetivos estabelecidos, sobretudo nos campos da inclusão social e da redução de disparidades regionais.

Os Leilões de Biodiesel funcionam como um mecanismo transparente de comercialização. Por ser um certame público, são conhecidos todos os volumes transacionados e seus respectivos fornecedores, assim como a condição de preço. Além disso, os leilões oferecem igualdade de acesso entre fornecedores e não discriminam o porte do produtor de biodiesel. Os leilões também asseguram a participação da agricultura familiar. Pelo menos 80% do volume negociado nos leilões deve ser oriundo de produtores detentores do Selo Combustível Social.

A partir da produção de biodiesel pelo Brasil, uma nova cadeia produtiva vem se fortalecendo, gerando e multiplicando emprego e renda, tanto na fase agrícola e nos mercados de insumos e serviços, como também nas atividades de transporte, armazenamento, mistura e comercialização do biodiesel.  Além disso, vem agregando-se valor às matérias-primas oleaginosas produzidas no País.
Lenha e carvão vegetal
A lenha é o combustível mais tradicional utilizado pelo ser humano. Atualmente as economias menos desenvolvidas no mundo ainda apresentam em suas matrizes energéticas mais de 90% de participação desta fonte de energia, situação que o Brasil reverteu a partir da década de 30.

No início da década de 40 o Brasil apresentava mais de 80% de participação da lenha em sua matriz energética, e em 2010 este indicador já era de um pouco menos de 10%. A sua substituição por gás liquefeito de petróleo na cocção de alimentos e o processo de urbanização e industrialização (utilização de energias mais nobres como fator de competitividade, escassez da lenha, complicações ambientais) são os principais indutores da redução do uso da lenha.

A transformação da lenha em carvão vegetal permite obter um produto mais nobre e com maior concentração de carbono. O Brasil é o único país no mundo com utilização extensiva do carvão vegetal na indústria siderúrgica. Atualmente, 34% da lenha são convertidos em carvão vegetal e 28% são de uso direto na indústria para produção de calor de processo. Outros 27% são ainda utilizados na cocção de alimentos.

Combustíveis Líquidos | Recurso Energéticos


Combustíveis Líquidos | Recurso Energéticos


Os combustíveis líquidos empregados nos motores são constituídos de:
· hidrocarboneto,
· benzol ou
· álcoois
Hidrocarbonetos
São agrupados em quatro classes:
· parafinas
· olefinas
· aromáticos
· naftenos

Família Parafínica
A séries parafinica dos hidrocarbonetos começa com o CH4 (metano) e os termos sucessivos têm um átomo a mais de carbono ligados a dois átomos de hidrogênio e recebem os seguintes nomes de acordo com o número de cabono:
1 carbono - METANO
2 carbonos - ETANO
3 carbonos - PROPANO
4 carbonos - BUTANO
Combustíveis Líquidos | Recurso Energéticos5 carbonos - PENTANO

6 carbonos - HEXANO
7 carbonos - HEPTANO
8 carbonos - OCTANO
9 carbonos - NONANO
10 carbonos - DECANO

Família das Olefinas
A série das olefinas tem a cadeia aberta como a série parafínica, mas têm uma dupla ligação entre os átomos de carbono. Esta família é caracterizada pela terminação “ENO” e tem a fórmula geral CnH2n. As olefinas podem unir-se com facilidade com o hidrogênio, formando a parafina, ou também pode se unir com o oxigênio, que neste caso formará resíduos indesejáveis comumente chamados de borras.

Família dos Aromáticos
Possuem a fórmula geral CnH2n-6 para a série benzênica e C2H2(n-6) para a série dos naftalênicos.

Família dos Naftenos
A fórmula geral é, evidentemente, CnH2n. É uma família de compostos saturados com estruturas sólidas. Cada átomo de carbono é ligado a outros dois átomos de carbono, formando assim uma estrutura em anel. Cada carbono tem dois outros elementos ligados a este, que podem ser o hidrogênio, outro carbono ou ambos. Os compostos são denominados, adicionando o prefixo “CICLO” ao nome da parafina correspondente.

Benzol
O benzol é obtido da destilação dos catrames de carbono. Devido a sua alta octonagem (NO = 120) e alto poder calorífico (10000 kcal/kg), é muito indicado para ser usado nos motores à combustão interna. A sua principal desvantagem é o alto ponto de solidificação (5ºC), que limita o seu emprego, principalmente em países frios. Este inconveniente pode ser minimizado adicionando ao benzol alguns produtos químicos, como por exemplo, a gasolina. Outro inconveniente é a dificuldade de se evaporar, portanto para que haja uma formação homogênea da mistura ar mais combustível, é necessário que esta sofra um preaquecimento.

Divisão dos combustíveis líquidos segundo a sua volatilidade
Os combustíveis se dividem em:
· carburantes,
· óleo combustíveis
Carburantes
Possuem elevada volatilidade e são usados nos motores à ignição por centelha. Os principais combustíveis que pertencem à classe dos carburantes são:
· gasolina
· benzol
· álcool
- Óleos combustíveis
Se dividem em:
· óleos combustíveis leves
· óleos combustíveis pesados
Os primeiros chamam-se óleo diesel e são empregados em motores de combustão por compressão de médias e altas rotações, enquanto que os segundos são os óleos APF (alto ponto de fluidez) e BPF (baixo ponto de fluidez), utilizados em motores de grande porte e de baixa rotação. A diferença que existe entre os óleos combustíveis pesados e leves é sobretudo sua viscosidade, sendo a do óleo menor do que a do pesado. Em linhas gerais, a características principal de um óleo combustível é o “retardo de ignição”, e, quando menor for, melhor será o óleo combustível. Retardo de ignição é o tempo decorrido entre o início do combustível na câmara de combustão e o início da ignição do óleo de combustível.

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Combustíveis | Classificação dos Combustíveis

Combustíveis | Classificação dos Combustíveis

De modo geral denomina-se combustível qualquer corpo cuja combinação química com outro seja exotérmica. Entretanto, as condições de baixo preço, a existência na natureza ou o processo de fabricação em grande quantidade limitam o número de combustíveis usados. Tendo por base o seu estado físico, eles podem classificar-se em sólidos, líquidos e gasosos.

Classificação dos Combustíveis

Sólidos
São formados de C, H2, O2, S, H2O e cinzas, sendo combustíveis somente o C, O2, H2 e o S. Entre os combustíveis sólidos, temos os minerais como lenha, serragem, bagaço de cana, etc. Os combustíveis sólidos para serem usados devem estar sob forma de pó muito fino, ele é pulverizado com o ar durante a alimentação do cilindro. O grande problema que apresentam os combustíveis sólidos, é a inaceitável erosão provocada nos pistões, válvulas, cilindros, etc. Isto acontece porque os produtos da combustão contêm partes muito duras, que ao depositarem nestes órgãos, causam estes inconvenientes.

Líquido
Combustíveis | Classificação dos CombustíveisTambém podem ser minerais ou não minerais. Os minerais são obtidos pela refinação do petróleo, destilação do xisto betuminoso ou hidrogenação do carvão. Os mais usados são a gasolina, o óleo diesel e o óleo combustível. Estes combustíveis são formados de hidrocarbonetos, sendo o óleo diesel C8H17 e a gasolina C8H18. Os combustíveis líquidos não minerais são os álcoois e os óleos vegetais. Entre os álcoois, temos o álcool metílico e o etílico, enquanto que os óleos vegetais são formados de C, H2, O2 e N2.

Gasoso
Além de terem um baixo custo, porque geralmente são gases obtidos como subprodutos, são combustíveis que formam com o ar uma mistura mais homogênea. Esta característica, contribui para uma melhor distribuição nos cilindros, aumentando o rendimento do motor. Aumenta também a facilidade da partida a frio do motor. Os combustíveis gasosos, segundo o seu processo de fabricação podem ser:
Þ Gás natural - é encontrado em locais arenosos que contêm petróleo em várias profundidades do subsolo.
Os principais gases naturais são:
· Metano CH4
· Etano C2H6
· Dióxido de carbono CO2
· Nitrogênio N2
Os gases naturais obtidos através da refinaria de petróleo são:
· Propano
· Butano
Þ Gás do gasogênio - estes gases são obtidos através da combustão do carbono.
O emprego dos gases do gasogênio na automobilística, foi muito usado no tempo da guerra, devido a inexistência de outros combustíveis. Hoje em dia não é muito utilizado, por apresentarem os seguintes inconvenientes:
· Alta percentagem de poluição
· Baixo poder calorífico
· Para serem produzidos, são necessários equipamentos de grande porte.
Þ Gás do subproduto - pode ser obtido pelos seguintes processos:
· Processo destinado a produzir coque. A parte volátil do carbono é liberada com o aquecimento dos hidrocarbonetos mais pesados, obtendo assim um gás em H2 e CH4
· Processo de produção de aço, onde se tem a formação essencialmente do CO e N2.

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10 Dica Para Economizar Energia Elétrica

Como Economizar Energia Elétrica | 10 Dica Para Economizar Energia Elétrica

Como Economizar Energia Elétrica | 10 Dica Para Economizar Energia ElétricaO uso exagerado da energia elétrica pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente, além de aumentar o valor da conta de luz exponencialmente. Algumas mudanças simples na sua rotina poderão poupar muita energia elétrica e a natureza, assim como o seu dinheiro no final do mês.

10 formas para você economizar energia e ajudar o meio ambiente:

1 - Economize energia elétrica usando o sol
Aproveite o calor do sol instalando janelas amplas no lado em que o sol bate da casa. Para evitar calor excessivo, instale toldos, beirais ou cortinas, que bloquearão o sol do verão.

2 - Economize energia elétrica através de uma casa com bom isolamento térmico
Certifique-se de que sua casa tenha bom isolamento. A temperatura numa casa com isolamento eficaz pode ser 10° C mais alta no inverno e até 7° C mais baixa no verão.

3 - Economize energia elétrica estendendo as roupas no varal
Sempre que o tempo permitir, use o varal, em vez da secadora de roupas. Você economizará e ajudará a reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em 3 kg a cada lavagem.

4 - Economize energia elétrica tirando aparelhos eletrônicos da tomada
Uma das maneiras mais simples de economizar energia é tirar eletrodomésticos da tomada quando não se pretende usá-los por algumas horas. Manter os aparelhos plugados pode ser responsável por 10% da conta de luz.

5 - Economize energia elétrica evitando a entrada de ar frio
Tape as frestas das janelas, portas e outras aberturas com panos ou materiais vedantes. Evitar a entrada de ar frio pode reduzir a perda de calor em até 25% no inverno.

6 - Economize energia elétrica usando cortinas
Reduza a perda de calor em até um terço no inverno usando cortinas pesadas, bem próximas à janela, e reposteiros.

7 - Economize energia elétrica utilizando a lâmpada certa
Substitua as lâmpadas incandescentes comuns por lâmpadas fluorescentes compactas (LFCs). Apesar de mais caras, as LFCs são mais eficientes, proporcionando iluminação equivalente com consumo bem menor: uma LFC de 25 watts é tão luminosa quanto uma lâmpada comum de 100 watts. Por isso, as LFCs podem durar dez vezes mais e consumir 80% menos energia.

8 - Economize energia elétrica comprando eletrodomésticos adequados ao seu consumo
Escolha eletrodomésticos que consumam pouca energia e tenham o tamanho adequado à sua necessidade – uma geladeira de 284 litros gasta 20% mais energia que uma de 210 litros, mesmo tendo a mesma classificação de consumo;

9 - Economize energia elétrica através de tubulações de água eficiente
Certifique-se de que os reservatórios e tubulações de água quente estão bem isolados. O aquecimento da água pode representar um quarto da conta de luz de uma casa – e até metade do custo de aquecimento da água pode ter origem na perda de calor.

10 Dica Para Economizar Energia Elétrica

10 - Economize energia elétrica reavaliando o sistema de aquecimento de água
Na próxima vez que trocar de sistema de aquecimento de água, pense em optar por uma bomba a gás, solar ou elétrica mais econômica, que garantirá uma economia a longo prazo e ajudará a reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Economizar energia elétrica faz bem para a manutenção de custos de uma casa e de uma empresa, sobretudo, ajuda a poluir menos o planeta, considerando o uso em massa de fontes não renováveis de geração de energia como as termelétricas ou de alto impacto ambiental como as hidrelétricas. Nos últimos anos, o consumo de energia elétrica em países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, tem crescido 8 vezes ao ano, em comparação com os países desenvolvidos.

O aumento do consumo de energia nos países em desenvolvimento pode ser explicado pela modernização no setor agrícola, na elevação da automatização industrial e por meio da expansão do consumo das pessoas, principalmente, a partir da emergência da classe média como classe consumidora, fenômeno também detectado nos últimos anos no Brasil.

As pessoas estão comprando mais equipamentos, referidos como bens de consumo, e vivendo com mais conforto. Para atender a demanda, um país como o Brasil é exigido a investir mais em infraestrutura para geração e distribuição de energia elétrica, porém, para reduzir o risco de um novo apagão, como o ocorrido no início dos anos 2000, e para diminuir a conta de luz mensal entre 10% e 20%, selecionamos as principais dicas para uma boa economia no consumo de energia elétrica.
  • Durante o dia, aproveite a luz do sol para iluminar os ambientes e secar roupas ao ar livre. Porém, em dias de verão, utilize cortinas e toldos para diminuir a incidência de calor; 
  • Utilize telhado verde (jardim suspenso no terraço ou sobre as telhas) para diminuir a temperatura dentro de casa;
  • Enquanto não são utilizados, desligue as tomadas dos equipamentos;
  • Substitua as lâmpadas incandescentes pelas lâmpadas fluorescentes compactas, que oferecem maior eficiência, durabilidade e maior qualidade;
  • Revise os sistema de aquecimento de água de sua casa;
  • Revise ou troque o equipamento de ar condicionado por um mais econômico, com certificação;
  • Dê preferência aos eletrodomésticos vendidos com o Selo Procel A, utilizado para indicar a eficiência do uso de energia elétrica durante a sua utilização;
  • Não esqueça lâmpadas acesas em cômodos vazios.

Gás Natural no Brasil

Gás Natural no Brasil

Gás Natural no BrasilO gás natural é um combustível fóssil, na forma gasosa, contendo principalmente carbono e hidrogênio, ocorrendo em jazidas ou depósitos subterrâneos. Entre os hidrocarbonetos gasosos, o metano (CH4) é o composto mais abundante. A exploração do gás natural pode estar associada à de petróleo ou pode partir de jazidas produtoras exclusivas. Em todo o mundo, assim como no Brasil, as primeiras descobertas de gás vieram associadas às descobertas de petróleo. Esse combustível é responsável por quase 30% da energia consumida na Terra, sendo superado apenas pelo petróleo e pelo carvão. Em alguns países, como a Holanda, ele chega a representar 50% do suprimento energético. No Brasil, a utilização do gás natural ocorreu a partir de 1942, com descoberta dos campus de Aratu e Itaparica (BA). Em 1962 iniciou-se a instalação da planta de gás natural em Catu, para obtenção do líquido de gás natural, e uma outra unidade na refinaria de Mataripe, com a mesma finalidade. Em 1975, caracterizou-se pela consolidação do polo petroquímico de Camaçari (BA) e pela descoberta de jazidas na plataforma continental de Sergipe. As reservas brasileiras de gás natural triplicaram nos últimos dez anos, devido às descobertas decorrentes do primeiro "choque do petróleo", 1973. Atualmente tem-se descoberto gás associado ao petróleo nos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Ceará e Espírito Santo, além de minas de gás natural na região do rio Juruá, no Amazonas.

Os principais campos produtores de gás do país estão localizados nos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A utilização do gás natural obedece a uma escala de prioridades fixadas pelo Conselho Nacional do Petróleo, em função das necessidades do abastecimento nacional de derivados de petróleo. O gás natural vem sendo empregado, de forma prioritária, para estimular a produção de petróleo, através da reinjeção nos poços e posterior recuperação secundária.

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Energia Alternativa - Tipos de Energias Alternativas

Energia Alternativa - Tipos de Energias Alternativas

Energia Alternativa - Tipos de Energias Alternativas

A questão energética interfere em todos os conjuntos das atividades econômicas e sociais do país. Nas diversas atividades de produção ou na distribuição de consumo de bens e serviços é necessário a utilização cada vez maior de energia como resultado de um crescente desenvolvimento material. A energia é indispensável à sobrevivência diária, pois proporciona “serviços essenciais” à vida humana – calor para aquecimento, para cozinhar e para atividades manufatureira, ou força para o transporte e para o trabalho mecânico. Os sustentadores do desenvolvimento de uma nação é que deveriam avaliar a disponibilidade de energia, o seu acesso à população e principalmente o nível de sustentabilidade da geração de energia. As fontes energéticas que são representada por combustíveis e pelo fornecimento de insumos energéticos são diversas e mal distribuídas pelo território nacional. O papel do Estado deveria ser de promover parcerias na realização de pesquisas visando o desenvolvimento e a difusão de tecnologia ambientalmente saudáveis. Atuando no estímulo do uso de fontes de energias limpas e renováveis com racionalização do uso. O preço de mercado de insumo energético convencional não reflete efeitos sobre o meio ambiente e nem sobre a qualidade da atmosfera (efeito estufa, chuva ácida, etc.). Ao país é fundamental que haja correção nas distorções, proporcionando instrumentos para inibir forma de consumo indesejável, como por exemplo, a taxação seletiva e progressiva. A tecnologia e os níveis de preços dos combustíveis fósseis aumentam à medida em que o produto fica escasso e a tendência é subir mais ainda até que possam existir outras formas de energia de fluxo contínuo tornando essa substituição totalmente vantajosa. Atualmente a energia necessária a esses serviços provém de combustíveis – gás natural, petróleo, carvão, turfa e energia nuclear convencional , que são as fontes de energia não-renováveis. Existem outras fontes de energia primárias, tais como: energia solar, eólica, das marés e das ondas ou hidráulica, madeiras, vegetais, esterco, quedas d’água, fontes geoterminais, além da força muscular humana e animal. Essas são as fontes de energia renováveis. Os sistemas de energia alternativa ainda se encontram num estágio de desenvolvimento relativamente primitivo. Mas já oferecem ao mundo fontes de energia primária potencialmente enormes, sempre sustentáveis e, de alguma forma, sempre à disposição. A energia solar é comum em muitas partes da Austrália, Grécia e Oriente médio. A energia eólica é bastante utilizada na Califórnia e na Escandinávia. Desperdiça-se grande quantidade de energia devido a ineficiência de planejamento e ao funcionamento dos equipamentos usados para converter a energia aos serviços necessários.

Energia Solar

A energia solar, por exemplo, é o aquecimento doméstico da água através do sol, utilizando boilers elétricos, aquecedores e coletores solares. Já tem a sua potencial importância nos padrões de consumo de energia. Além do valor econômico, ainda há o crescimento de uma consciência ecológica, que é a crescente disposição do uso de formas limpas, ainda que esse uso alternativo de energia não esteja assumido em escala econômica, requer baixo custo de investimento, é de alta tecnologia e padrão internacional de qualidade. A utilização da energia solar fotovoltaica compreende a conversão da luz solar que é captada por células de silício sensíveis à luminosidade em eletricidade, sendo armazenado em baterias para ser utilizada em iluminação, eletro-eletrônicos, equipamentos e etc., em corrente continua ou alternada.

O módulo solar é um componente que promove a conversão da energia luminosa do sol, para energia elétrica em corrente contínua. O controlador de carga é um dispositivo que gerencia a energia elétrica produzida pelo módulo fotovoltaico, impedindo a sobrecarga e sobredescarga da bateria, aumentando a sua vida útil. A bateria é o componente que armazena e estabiliza a energia gerada pelo módulo fotovoltaico, permitindo o uso da energia em dias nublados ou à noite. O inversor de carga é o equipamento eletrônico responsável em transformar a eletricidade de corrente continua armazenada nas baterias para corrente alternada (110/220v) , quando necessário.

Os Vegetais

Existe um número crescente de pessoas que tem se interessado no setor monetário da economia pressionando o uso da base de biomassa para fazerem aumentar a demanda de combustíveis comercias, desde lenha e carvão vegetal até querosene, propano líquido, gás e eletricidade. A coleta de lenha vem sendo cada vez mais desenvolvida em muitos países que ainda dependem predominantemente da biomassa para cozinhar, aquecer suas casas e até para a iluminação, e, quando a lenha é escassa, as pessoas a economizam queimando outros combustíveis como: esterco de vaca, talos e cascas de vegetais e ervas daninhas. O carvão vegetal é um combustível mais adequado e mais limpo que a lenha, pois sua fumaça causa menos irritação aos olhos e distúrbios respiratórios do que a fumaça da lenha. Porém obter o carvão vegetal desperdiça uma grande quantidade de madeira. Quando falamos em madeira como fonte de energia alternativa, costumamos pensar em árvores que crescem naturalmente e são aproveitadas para o consumo doméstico. Porém este material , a madeira, está se tornando uma importante matéria-prima, plantada especialmente para executar processos avançados de conversão em energia. Está sendo usado em países industrializados e aqueles em desenvolvimento, visando a produção de calor, eletricidade e a produção de outros combustíveis gasosos e líquidos.

Energia Hidráulica

A energia hidráulica, que entre as fontes renováveis de energia, vem logo após a madeira e expande-se cada vez mais. Seu potencial remanescente é enorme. Com moderna tecnologia é permitido a qualquer pessoa, mesmo sem conhecimentos técnicos, executar a construção de sua própria usina hidráulica com pequenas obras. É necessário um rotor tipo tambor, formado por pás curvas, fixadas a dois discos laterais. O eixo na posição horizontal, deverá ser apoiado ao rolamento da turbina. O controle de vazão é feito por um perfil hidráulico que é movimentado manualmente , ou automaticamente por um regulador de velocidade. As dimensões da caixa de adaptação de água e a base de apoio da turbina hidráulica deverão ser padronizadas em função do modelo do equipamento. A tubulação de adução poderá ser em PVC, encaixando-se diretamente à turbina que deverá ser assentada sobre uma base de concreto inclinada à tubulação de adução. Assim é feita a instalação de uma turbina hidráulica que fornecerá energia alternativa de acordo com as marés.

Energia Eólica

A energia eólica é uma fonte de energia de baixo custo, sem ruído, sem poluição e com retorno garantido onde são utilizadas turbinas movidas a vento para gerar energia elétrica para as redes. É uma opção ecologicamente correta e ideal para locais não servidos pela rede comercial e pode ser captada de maneira muito simples na praia, no campo, no mar , ou na montanha, através de produtos que transformam a energia renovável dos ventos em eletricidade. Serve principalmente para bombear água, mas nos últimos tempos seu uso vem crescendo com rapidez. São utilizados os cataventos que são também conhecidos como moínhos de vento. Os cataventos são máquinas que transformam a energia gerada pela ação da força dos ventos sobre pás oblíquas unidas a um eixo comum, em energia aproveitável. Esse eixo giratório também poderá ser conectado a diferentes tipos de maquinarias, tais como: moedor de grãos, bombas de água ou gerador de eletricidade. Quando ocorre menor quantidade de vento usa-se um cavalo-mecânico que é um conjunto de contra-pesos que melhora o desempenho dos cataventos, aumentando o curso do pistão, aumentando o volume de água bombeada e também retirando a água de maiores profundidades. Os custos da energia elétrica gerada pelo vento a cada ano tem diminuído e há estatísticas na Califórnia que num prazo de mais ou menos dez aniso essa fonte de energia elétrica se tornará competitiva em relação às outras fontes de energia.

PETRÓLEO - HISTÓRIA E PROCESSO DE REFINO DO PETRÓLEO


Petróleo

O Petróleo é um composto de hidrocarbonetos em seus três estados. Contém também pequenas quantidades de compostos de enxofre, oxigênio, nitrogênio.

Origem: restos de matéria orgânica, bactérias, produtos nitrogenados e sulfurados no petróleo indicam que ele é o resultado de uma transformação da matéria orgânica acumulada no fundo dos oceanos e mares durante milhões de anos, sob pressão das camadas sedimentares que foram se depositando e formando rochas sedimentares.

Jazidas: O petróleo é encontrado na natureza não como uma espécie de rio subterrâneo u camada líquida entre rochas sólidas. Ele ocorre sempre impregnando rochas sedimentares, como os arenitos. Como essas rochas são permeáveis, o óleo “migra” através delas pelo interior da crosta terrestre. Se for detido pôr rochas impermeáveis, acumula-se, formando então as jazidas. Das jazidas conhecidas, as mais importantes estão no Oriente Médio, Rússia e repúblicas do Cáucaso, Estados Unidos, América Central e na região setentrional da América do Sul.

História: Na antiguidade, era usado para fins medicinais ou para lubrificação e era conhecido com os nomes de óleo de pedra, óleo mineral e óleo de nafta. Atribuíam-se ao petróleo propriedades laxantes, cicatrizantes e anti-sépticas. Era considerado eficaz também no tratamento da surdez e na cura de tosse, bronquite, congestão pulmonar, gota, reumatismo e mau-olhado. Das pirâmides do Egito à Arca de Noé, são muitas as referências à presença do petróleo na vida dos povos da antiguidade. Sacerdotes hebreus, por exemplo, usavam o petróleo nos sacrifícios, para acender fogueiras nos altares, e as chamas que irrompiam eram consideradas manifestações divinas. Conta a Bíblia que Deus, desgostoso com a raça que criara, ordenou a Noé a construção de uma arca e sua calafetação com betume, antes de inundar o mundo com o dilúvio. E o termo betume representava, possivelmente, resíduo de petróleo obtido na superfície. O betume, uma forma pastosa de petróleo encontrada a céu aberto, teria sido o cimento aplicado na construção da Torre de Babel, nas Pirâmides do Egito, no templo de Salomão ou nos famosos Jardins Suspensos de Nabucodonosor. Milênios antes de Cristo, o petróleo, já era um valorizado produto comercial, usado também para embalsamar corpos, iluminar, impermeabilizar moradias e palácios, pavimentar estradas ou construir embarcações. Para Gregos e Romanos, a principal aplicação era bélica: lanças incendiárias embebidas em betume eram uma de suas armas mais eficazes. Ao longo de vários séculos, o petróleo foi recolhido na superfície. A primeira mineração só aconteceu em 1742, na Alsácia ( limite da França com a Alemanha ). Em Baku, capital do Azerbaijão, na ex-União Soviética, no início do século XIX, os russos cavavam com a mão os primeiros poços, que atingiam profundidades de até 30 metros. Os métodos eram bastante primitivos, mas mesmo assim a utilização do petróleo ampliava-se. Passou a ser usado como medicamento, curando cálculos renais, escorbuto, cãibras e gota, além de tônico para o coração e remédio contra reumatismo. Só na Segunda metade do século passado os métodos primitivos, de pouquíssimo rendimento, deram lugar à ousada idéia de perfurar poços mais profundos. Foi um ex-maquinista de trem, o americano Edwin drake, quem passou à História como autor da façanha. Perfurado em 1859 na Pensilvânia, Estados unidos, o poço aberto pôr Drake com um equipamento que funcionava como um bate-estaca, pelo sistema de percussão, produziu 19 barris pôr dia, encorajando muitas outras tentativas. Cinco anos depois da descoberta de drake, funcionavam nos Estados unidos 543 companhias dedicadas ao novo ramo de atividade. O petróleo passou então a ser utilizado em larga escala, substituindo os combustíveis disponíveis, principalmente o carvão, na indústria, e os óleos de rício e de baleia, na iluminação. Com a invenção dos motores a explosão, no final do século, começou-se a empregar frações até então desprezadas do petróleo, e suas aplicações multiplicaram-se rapidamente. No final do século XIX, dez países já extraiam petróleo de seus subsolos.

Extração: Nos dias de hoje a extração do petróleo varia de acordo com a quantidade de gás acumulado na jazida. Se a quantidade de gás for grande o suficiente, sua pressão pode expulsar pôr si mesma o óleo, bastando uma tubulação que comunique o poço com o exterior. Se a pressão for fraca ou nula, será preciso ajuda de bombas de extração.

O Refino: O petróleo bruto, tal como sai do poço, não tem aplicação direta. Para utilizá-lo, é preciso fracioná-lo em seus diversos componentes, processo que é chamado de refino ou destilação fracionada. Para isso aproveitam-se os diferentes pontos de ebulição das substâncias que compõem o óleo, separando-as para que sejam convertidas em produtos finais.

Subprodutos mais importantes : O gás, uma das frações mais importantes obtidas na destilação, é composto das subst6ancias com ponto de ebulição entre 165 0C e 30 0C, como o metano, o etano, o propano e o butano. O éter de petróleo tem ponto de ebulição entre 30 0C e 90 0C e é formados pôr cadeias de cinco a sete carbonos. A gasolina, um dos subprodutos mais conhecidos, tem ponto de ebulição entre 30 0C e 200 0C, é formada de uma mistura de hidrocarbonetos que possuem de cinco a 12 átomos de carbono. Para obter querosene, o ponto de ebulição fica entre 175 0C e 275 0C. Íleos mais pesados, com cadeias carbonadas de 15 a 18 carbonos, apresentam uma temperatura de ebulição entre 175 0C e 400 0C. As ceras, sólidas na temperatura ambiente, entram em ebulição em torno de 350 0C. no final do processo, resta o alcatrão, o resíduo sólido.

O processo de refino: O processo começa pela dessalinização do petróleo bruto em que são eliminados os sais minerais. Depois, o óleo é aquecido a 320 0C em fornos de fogo direto e passa para as unidades de fracionamento, onde podem ocorrer até três etapas diferentes. A etapa principal é realizada na coluna atmosférica: o petróleo aquecido é introduzido na parte inferior da coluna junto com vapor de água para facilitar a destilação. Desta coluna surgem as frações ou extrações laterais, que ainda terão de ser transformadas (5) para obter os produtos finais desejados. Começava assim um grande negócio e mais um capítulo da história daquela que se tornaria a principal matéria prima do século XX, capaz de transformar as relações econômicas do mundo, dando impulso à industrialização e ao progresso tecnológico, diminuindo distâncias e aumentando o conforto das pessoas. O petróleo é um elemento básico para a moderna sociedade industrial. Além de fornecer o combustível usado em usinas termelétricas, constituindo portanto uma fonte de energia elétrica, com ele se fabricam vários combustíveis (gasolina, querosene, óleo) usados na indústria e nos veículos automotores. Além disso, constitui matéria prima importante para inúmeros tipos de indústrias químicas, como a de plásticos, de asfalto, de borracha sintética centenas de produtos químicos e farmacêuticos, e várias outras. Para Ter uma idéia melhor do que o petróleo representa para a nossa época, pensemos no seguinte: acordamos de manhã, tomamos banho sob um chaveiro elétrico ( que normalmente é de plástico, derivado do petróleo ), vestimos a roupa ( alguns tecidos, como o náilon, são feitos a partir do petróleo ) calçamos os sapatos ( seguramente as solas tiveram petróleo como matéria-prima ) e vamos tomar café ( talvez as xícaras sejam de plástico, ou a manteigueira); saímos à rua e olhamos passas os carros ( movidos a gasolina, com dezenas de componentes fabricados a partir do petróleo ); resolvemos ouvir um pouco de música e escolhemos um disco ( que não pode ser feito sem o petróleo ) e o colocamos na aparelhagem de som ( na qual há muito plástico ). Pôr esses exemplos, podemos perceber como estamos mergulhados numa “civilização do petróleo como esse recurso natural é importante atualmente. Na realidade, a sociedade industrial foi construída com base na abundância e nos baixos preços do petróleo. Quando se começou a perceber que ele não é inesgotável e quando seus preços começaram a subir ( a partir de 1973 ), configurou-se a famosa crise do petróleo ou crise energética. Quanto ao total das reservas mundiais conhecidas, há diferentes dados, fornecidos pôr organizações diversas. De acordo com alguns desses dados, o petróleo existente em nosso planeta seria suficiente apenas para os próximos trinta anos; segundo outros, mesmo deixando de lado a possibilidade de encontrar novas reservas, as atualmente conhecidas dariam para mais de cinqüenta anos de consumo. Em todo caso, uma coisa é certa: o petróleo é uma riqueza natural que existe em quantidades limitadas e que um dia se esgotará, seja daqui a vinte, quarenta ou sessenta anos. É necessário, portanto, pesquisar novas fontes de energia e novos substitutos para o petróleo como matéria-prima.

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