Barranqueiro-de-Coroa-Castanha (Automolus rufipileatus)

Barranqueiro-de-Coroa-Castanha (Automolus rufipileatus)

Barranqueiro-de-Coroa-Castanha (Automolus rufipileatus)Família: Furnariidae
Espécie: Automolus rufipileatus
Comprimento: 19,5 cm.

O Pássaro Barranqueiro-de-Coroa-Castanha (Automolus rufipileatus) está presente nas regiões periféricas da Amazônia brasileira, tanto ao norte quanto ao sul do Rio Amazonas, estando ausente de sua região mais central. Encontrado localmente também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Varia de incomum a localmente comum. Habita o denso estrato inferior da várzea e florestas de galeria, também em ilhas fluviais. Em algumas áreas habita a floresta de terra firme, onde prefere manchas de bambus. Obtém seu alimento utilizando-se das mesmas estratégias que a espécie anterior, porém participa menos de bandos mistos. É mais ouvido do que observado.

Barranqueiro-de-Coroa-Castanha (Automolus rufipileatus)
Barranqueiro-de-Coroa-Castanha (Automolus rufipileatus)
Barranqueiro-de-Coroa-Castanha (Automolus rufipileatus)

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Pássaro Acrobata (Acrobatornis fonsecai)

Acrobata (Acrobatornis fonsecai)

Pássaro Acrobata (Acrobatornis fonsecai)Família: Furnariidae
Espécie: Acrobatornis fonsecai
Situação: Ameaçado de extinção
Comprimento: 13 cm.

O Pássaro Acrobata (Acrobatornis fonsecai) é encontrado exclusivamente no Brasil, em uma pequena região no sul da Bahia, entre os rios Jequitinhonha e das Contas. Habita a copa das florestas remanescentes da região, em cujo sombreamento é feito o plantio de cacau. Trata-se de uma espécie descrita apenas em 1996, a qual encontra-se bastante ameaçada de tornar-se extinta em breve, caso as plantações de cacau - que vêm sendo afetadas pela doença "vassoura de bruxa", causada por um fungo que inviabiliza a produção deste fruto - continuem a ser erradicadas, dando lugar a pastagens. Uma solução voltada para a conservação da espécie seria a substituição dos pés de cacau atuais por outros de variedades resistentes à doença, de modo a manter ao mesmo tempo a produção e os habitats desta e de tantas outras espécies florestais da região. Para capturar os insetos que constituem seu alimento, o acrobata permanece dependurado de cabeça para baixo na folhagem e anda nesta posição nos galhos da copa, executando "acrobacias" que lhe valeram o nome popular. Faz ninho de gravetos na copa de árvores altas.

Pássaro Acrobata (Acrobatornis fonsecai)
Pássaro Acrobata (Acrobatornis fonsecai)
Pássaro Acrobata (Acrobatornis fonsecai)

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João-Pedreiro (Cinclodes pabsti)

João-Pedreiro (Cinclodes pabsti)

João-Pedreiro (Cinclodes pabsti)Família: Furnariidae
Espécie: Cinclodes pabsti
Comprimento: 21,5 cm.

O Pássaro João-Pedreiro (Cinclodes pabsti) é encontrado exclusivamente no Brasil, em uma pequena região do sudeste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul. É um dos maiores representantes da família. Habita campos abertos, às vezes nas proximidades de casas de fazendas, podendo variar de incomum a bastante comum em algumas regiões. Costuma andar e correr pelo chão, pousando sobre estacas e pedras. Voa muito bem mas, ao contrário de outros membros de sua família, não migra. Faz ninho e pernoita em galerias escavadas em barrancos e, às vezes, no forro escuro de casas. O ninho é forrado internamente com capim, penas e barbante. Foram encontrados ninhos no mês de setembro (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e novembro (Rio Grande do Sul). Conhecido também como Terezinha (Rio Grande do Sul), pedreirinho (Santa Catarina) e joão-pedreiro.

João-Pedreiro (Cinclodes pabsti)
João-Pedreiro (Cinclodes pabsti)
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Conferência Nacional do Meio Ambiente

Conferência Nacional do Meio Ambiente 

Conferência Nacional do Meio Ambiente

Realizada a cada dois anos, a Conferência Nacional do Meio Ambiente tem o objetivo de apontar caminhos para defender e preservar o meio ambiente no País

Desde 2003, o Governo Federal organiza a Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), na qual representantes de todos os setores da sociedade, como comunidades tradicionais e quilombolas, povos indígenas, comunidade científica, ONGs ambientalistas, movimentos sociais, sindicatos e empresários são chamados a refletir sobre o mundo a partir da sustentabilidade. Participam das discussões, ainda, os poderes Executivo (em nível federal, estadual e municipal), bem como o Legislativo e o Judiciário. O objetivo é que, juntos, todos apontem as regras que seriam as ideais para defender e preservar o meio ambiente para as gerações de hoje e as futuras. E também sugerem as formas de implementá-las.

A CNMA acontece a cada dois anos, com a coordenação do Ministério do Meio Ambiente e sempre com o mesmo lema: Vamos cuidar do Brasil. O tema, mais específico, varia em cada edição e depende da questão ambiental mais premente no momento.

A I CNMA aconteceu em 2003 e teve como tema o “Fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama)”. Cerca de 65 mil pessoas participaram das conferências municipais, regionais e estaduais. Durante a Conferência Nacional foram debatidas 4.151 propostas e aprovadas 659 deliberações. Em 2005, na II CNMA, o centro das atenções foi o desenvolvimento sustentável, abor- dado na linha central “Política Ambiental integrada e o Uso dos Recursos Naturais”. Naquela edição, participaram 86 mil pessoas e foram aprovadas 881 deliberações. A terceira fase desse processo será em 2008 e o Brasil inteiro irá discutir e deliberar sobre a questão ambiental mais importante atualmente em todo o mundo, as Mudanças Climáticas.

Esse tempo entre uma conferência e outra é necessário para que as deliberações tomadas nos eventos anteriores sejam avaliadas e implementadas, quando possíveis. Entre as conferências também são realizadas etapas preparatórias (estaduais e municipais), onde a sociedade decide quem (delegados) a representará na plenária nacional, momento em que são apresentadas, debatidas e deliberadas as pro- postas elaboradas em todo o Brasil.

Participam da plenária nacional, isto é, têm direito a voto, os delegados eleitos nas conferências estaduais (sendo 50% de movimentos sociais e ONGs, 30% de empresários e 20% de governos), delegados natos, ou seja, membros do Conama, CNRH, Comissão Organizadora da Conferência e do Conselho Dirigente do MMA – que reúne Ministro, secretários e presidentes das entidades vinculadas. Também elegem delegados às Comissões Técnicas Tripartites Estaduais e Conselhos Nacionais de Co-Gestão.

A Conferência tem como objetivo ajudar o governo brasileiro a elaborar as estratégias necessárias  para enfrentar as Mudanças Climáticas que vêm ocorrendo em todo o Planeta e cujos efeitos negativos já são sentidos por todos, segundo os organizadores da mesma. O MMA está coordenando as estratégias governamentais para o enfrentamento das Mudanças Climáticas em âmbito nacional. Essa ação está em fase de elaboração e exigirá a articulação com outros setores governamentais. O envolvimento da sociedade civil será de fundamental importância para a busca de soluções concretas para este problema. 

A Com-vida é uma nova forma de organização que contribui para um dia-a-dia participativo, demo- crático, animado e saudável, promovendo o intercâmbio entre a escola e a comunidade, com foco nas questões socioambientais locais. Elas são articuladas pelos estudantes, com o apoio dos professores.

A ideia surgiu como uma deliberação da I Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente para a criação de conselhos jovens de meio ambiente e a elaboração da Agenda 21 nas escolas brasileiras. A Com-vida colabora e soma esforços com outras organizações da escola: o Grêmio Estudantil, a Associação de Pais e Mestres e o Conselho da Escola, trazendo a Educação Ambiental para os projetos da escola. Esta iniciativa, que envolve as escolas do ensino fundamental, é realizada pelo Ministério da Educação em parceria com Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, Coletivos Jovens de Meio Ambiente, ONGs e Universidades.

A participação dos Jovens
A Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, que tem como lema “Vamos Cuidar do Brasil”, é o espaço dos adolescentes construírem propostas transformadoras para o enfrentamento dos desafios socioambientais do milênio. Essa iniciativa, que envolve as escolas do ensino fundamental, é realizada pelos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente em parceria com Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, Coletivos Jovens de Meio Ambiente, ONGs, Ibama, órgãos de meio ambiente, universidades e conta com o apoio de empresas. A Conferência fortalece espaços de debate nas escolas de todo o País ao levantar questões sociais e ambientais de cada comunidade, percebendo como elas se relacionam com o Planeta. É pensar e agir local e globalmente. Todos podem ouvir a voz dos adolescentes, pois milhões de estudantes participam, no presente, da construção de um futuro sustentável para sua comunidade, seu município, sua região e para o Brasil.

A Conferência acontece em duas etapas: a Conferência de Meio Ambiente na Escola e a Conferência Nacional em Brasília. Em cada escola, os participantes pesquisam e debatem as questões socioambientais, assumem responsabilidades, definem ações, criam um cartaz que traduz o compromisso coletivo e, por fim, elegem um delegado ou delegada, entre 11 e 14 anos, que representará as ideias do grupo. A Conferência Nacional reúne delegações de todos os estados brasileiros com o objetivo de integrar as ideias vindas das escolas e elaborar uma Carta com os compromissos e propostas dos adolescentes para a construção de uma sociedade mais justa, feliz e sustentável.

 A primeira Conferência foi realizada em 2003 e a segunda em 2006. Ao todo participaram mais de 21 mil escolas e 9.500.000 pessoas.