Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Parque Nacional de Sete Cidades | PiauíVista da Terceira Cidade.
O parque tem como uma característica a mistura das vegetações do cerrado e da caatinga

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí
Localização
Coordenadas: 8º 26' 50" e 8º 54' 23" de latitude sul e 42º 19' 47" e 42º 45' 51" de longitude oeste.

Superfície
6.221 hectares.

Bioma
Cerrado e Caatinga

Inscrições RupestresInscrições Rupestres
Parque Nacional de Sete Cidades Parque Nacional de Sete Cidades Parque Nacional de Sete Cidades

O parque, localizado ao norte do Estado do Piauí, no município de Piripiri, tem monumentos geológicos que são a grande atração. A partir da entrada, encontram-se as pedras do Elefante, Tartaruga, Camelo, Soldado Romano, Polegar de Deus e outras. Em algumas pedras há inscrições rupestres.

Carnaúba
Carnaúba
JacuJacu
Acesso
Está distante 160 km de Teresina, e fica entre a BR-222 no trecho Piripiri-Fortaleza e a BR-343, que liga Teresina a Parnaíba, principal cidade de apoio. Piripiri, fica a 26 km.

Parque Nacional de Sete Cidades | PiauíO Parque Nacional de Sete Cidades conserva nascentes de água e fontes naturais que escoam nos rios da região, mesmo nos períodos de secas, fato importante, já que a região é carente de água. A vegetação típica é de transição entre o cerrado e a caatinga, onde se encontram espécies como a lixeira, o bacuri, o murici, o pau-terra e a macambira. Nos campos alagados, ocorrem as gramíneas, plantas carnívoras como a Drosera sinsifolia, além de muitas palmeiras, como o buriti, a carnaúba e o tucum, bálsamo, palma (Opuntia sp.). A fauna é representada pelo veado-mateiro, mocó, iguana, suçuarana, cachorro-do-mato, raposa, pacas, gato-do-mato, aves como o currupião, o xexéu, o falcão-tropical, inhambu-chitã, jacu, tucano, além de muitas espécies de papagaios.

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Conservar uma área dominada pelo cerrado, com elemento de Caatinga e Floresta Latifoliada, sua diversidade ecológica, suas potencialidades, seus recursos genéticos, seus recursos hídricos, suas pinturas rupestres e outros objetos de herança histórico-cultural.

6.331,00 (ha)

Antecedentes Legais
As pesquisas arqueológicas na região se desenvolveram em data posterior a criação do Parque Nacional de Sete Cidades. Mas em 1928, o austríaco Ludwig Schwnnhagen, visita as Sete Cidades, descrevendo-as como ruínas de uma cidade fenícia, que teria sido fundada há 3 mil anos.

Aspectos Culturais e Históricos
A primeira notícia oficial sobre Sete Cidades, data de 9.12.1886, denominada então as "Sete Cidades de Pedra". As formações espetaculares encontradas no Parque, foram interpretadas por visitantes e pesquisadores de diversas maneiras, mas nenhuma das interpretações foi comprovada cientificamente. Historiadores brasileiros consideram que a área teria sido habitada pelos índios da nação Tabaranas, das tribos dos Quirirus e dos Jenipapos. O território destes índios abrangia uma área que se limitava ao norte pela região costeira, a oeste pelo rio Parnaíba, ao sul pelo rio Poty e a Leste pela Serra da Ibiapaba. O magnífico conjunto de monumentos geológicos foi trabalhado pela natureza ao longo de milhares de anos através de erosão pluvial e eólica. As pinturas encontradas nas paredes rochosas com tinta avermelhada atestam a passagem do homem pré-histórico pela região.

Clima
Clima complexo, com seca variável, tanto no tempo como no espaço. O regime desta região acha-se intermediário entre o regime tipicamente tropical do Planalto e o regime chamado de mediterrâneo da costa oriental. A temperatura média é de 24 a 26° C com amplitude anual fraca. A precipitação média é de 1.200 mm anuais, semi-árida.

Relevo
O relevo da área demonstra uma superfície pediplana anterior com altitude variando entre aproximadamente 450 m com testemunhos isolados, cônicos e tabulares que apresentam altitudes de 100 a 300 m aproximadamente. É um relevo típico das bacias sedimentares.

Vegetação
Pode-se apresentar o Parque de Sete Cidades como área de transição Cerrado/Caatinga com predominância de espécies típicas de Cerrado acompanhado de manchas de Campos Abertos Inundáveis e Matas Ciliares. Do ponto de vista florístico, ocorrem na área espécies características de formações tais como a Caatinga e Floresta Decídua, principalmente Cerrado.

Fauna
A fauna deste Parque, pelo menos originariamente, deveria ser mais rica do que aquelas encontradas no cerrado típico, uma vez que deveria abrigar espécies de outras comunidades, porém muitas das espécies já desapareceram da região. Com a proteção da área do Parque a sua fauna poderá recompor-se, já que existem nas redondezas as formações vegetais encontradas no seu interior. As espécies da fauna mais expressivas encontradas na unidade são: veado-mateiro, tatu verdadeiro, onça suçuarana, mocó, jacú, iguana, paca, tamanduá-mirim, cutias e répteis.

A unidade preserva extenso acervo arqueológico, pois no Brasil o estado do Piauí tem o mais extenso acervo, superando em qualidade e quantidade o da região de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Além disso mantém a produção hídrica da região e promove a educação ambiental na região.

O Parque Nacional foi criado em junho de 1961, protegendo uma área de 6.221 ha, com dois ecossistemas distintos, a caatinga e o cerrado. Esta região do Piauí tem dois climas bem definidos, o período chuvoso e o seco. São eles que definem as cores, os tons das paisagens que envolvem o lugar. Na época das chuvas, cachoeiras como a do Riachão, formam um grande espetáculo de vida e verde, com quedas e poços para refrescar o corpo e a mente. Já no período seco, no lugar das quedas, um grande paredão seco lembra aos visitantes toda aridez da caatinga.

Nas pinturas rupestres encontradas nas rochas de Sete Cidades, as formas geométricas são marcantes, símbolos repetidos levam a crer que estes moradores tinham uma espécie de calendário e controlavam o tempo de permanência no lugar. Linhas retas, curvas, corpos estelares, sóis radiados, comprovam a influência do sol no cotidiano destes povos primitivos. As pinturas que são de coloração vermelha (óxido de ferro) e amarela (óleo vegetal) não têm datas comprovadas, estima-se que os vestígios destes povos que passaram pelo norte do Piauí estão entre 5 e 10 mil anos. Há também registros que depois da passagem destes povos, tribos indígenas das etnias Carijó e Tabajara também viveram na região.

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Parque Nacional de Brasília

Parque Nacional de Brasília

Ilha da Meditação
Superfície
31.895 hectares.

A criação do parque está diretamente relacionada com a construção de Brasília, quando foi feito um acordo entre o Ministério da Agricultura e a Novacap que mantinha, em parte da área, um viveiro destinado a arborização da nova capital.

Clima
O clima predominante é o tropical, caracterizado por um inverno seco e frio e um verão úmido e quente. Chega a ter uma temperatura média anual de 21ºC, onde são mais elevadas no mês de outubro. Durante o inverno chega a 18ºC.

Relevo
O parque está localizado no domínio dos Planaltos, precisamente na subdivisão das chapadas do Distrito Federal. Usando um caracterização geomorfológica é possível observar 3 unidades: Chapada da Contagem, Depressão do Paranoá e Encosta da Contagem.

Parque Nacional de Brasília
Parque Nacional de BrasíliaMaria-faceira e Campo rupestre
Flora
Vegetação predominante do ecossistema Cerrado, em sua maioria o Senso Stricto, caracterizado pela enorme diversidade florística tanto no estrato arbóreo quanto no rasteiro. São observados outras formações como as Matas de Galeria Pantanosa e não Pantanosa, Brejos, Veredas e Campo Úmido, Campo Rupestre e Campo de Murundus.

Macaco-prego
Macaco-prego
SeriemaSeriema
Fauna
Apresenta uma riqueza de habitat, assim ocasionando uma abundante diversidade de Fauna. É importante na condição de corredor ecológico para as espécies da região. Apresenta em sua maioria invertebrados. Ainda possui espécies ameaçadas de extinção, como: onça pintada, suçuarana etc.

Parque Nacional de Brasília

O Parque Nacional de Brasília, mais conhecido pelo apelido de "Água Mineral", é um parque com área de 30.000 ha, localizado a noroeste do Distrito Federal e administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Parque Nacional de BrasíliaHistórico
Durante o ciclo do ouro, as extrações feitas na região de Pirenópolis, Goiás, eram transportadas para o litoral da Bahia passando pela região onde hoje se situa o parque. Lá, havia a "contagem", que deu nome à chapada existente no local.

Parque Nacional de Brasília

A criação do parque, em 29 de novembro de 1961, está diretamente relacionada com a construção de Brasília. Acordo com o Ministério da Agricultura permitiu à NOVACAP manter um viveiro destinado à arborização da nova capital, em parte da área do futuro parque.

Parque Nacional de BrasíliaAtrações
A principal atração do parque são as piscinas formadas a partir dos poços d’água, surgidos às margens do Córrego Acampamento pela extração de areia feita antes da criação de Brasília. O parque dispõe também de duas trilhas na área interna, a da Capivara, com duração de cerca de 20 minutos, e a do Cristal Água, com duração de cerca de 1 hora.

Limites Fixados
O Parque Nacional de Brasília (PNB) está próximo de ter seus limites fixados em definitivo. Inicialmente delimitado em 30 mil hectares.

Clima
O clima predominante da região, segundo a classificação de Köppen, é “tropical de Savana”, com a concentração da precipitação pluviométrica no verão. A estação chuvosa começa em outubro e termina em abril, representando 84% do total anual. O trimestre mais chuvoso é de novembro a janeiro, sendo dezembro o mês de maior precipitação do ano. A estação seca vai de maio a setembro, sendo que, no trimestre mais seco (junho/julho/agosto), a precipitação representa somente 2% do total anual. Em termos de totais anuais, a precipitação média interanual, no Distrito Federal, varia entre 1.200 mm a 1.700 mm.

A umidade relativa do ar cai de valores superiores a 70%, no início da seca, para menos de 20%, no final do período. Coincidindo com o período mais quente, nos meses de agosto e setembro, a umidade pode chegar a 12%, secura típica de deserto (FERRANTE et al, 2001).

Embora o clima do DF seja classificado como tropical, a percepção térmica das pessoas depende da combinação dos diferentes elementos climáticos, tais como: temperatura, umidade relativa, pressão do vapor, ventilação e radiação solar. Assim, a baixa umidade do ar no período seco, combinada com exposição prolongada ao Sol, provoca sensação de desconforto. Todavia, este desconforto é atenuado pela exposição aos ventos (FERRANTE et al, 2001).

O clima do Distrito Federal está representado por três unidades, conforme Köppen: Aw, Cwa, Cwb. (ATLAS DO DISTRITO FEDERAL,1984).

A unidade Aw possui temperatura de todos os meses superiores a 18°C. Não se registra essa unidade no interior do Parque Nacional de Brasília, pois ele se situa em altitude superior a 1000 metros.

O clima do regime CWa está condicionado à temperatura do mês mais frio, inferior a 18°C e do mês mais quente, com media superior a 22°C. Esse regime de temperaturas ocorre em quase toda a porção do Parque Nacional de Brasília com altitudes inferiores a 1200 metros.

O clima referente à unidade CWb possui temperatura do mês mais frio inferior a 18°C e do mês mais quente, com media inferior a 22°C. Essa unidade corresponde às porções mais elevadas do Distrito Federal. A área do Parque situa-se na chapada da Contagem, em toda a extensão norte e oeste da unidade de conservação vigente.

Hidrografia
A hidrografia da área de estudo é formada por córregos que nascem no contato da chapada da Contagem com a Depressão do Paranoá. Os córregos que se situam no PNB são afluentes do rio Paranoá. De acordo com Novaes Pinto (1986), a rede de hidrografia em relação ao Semidomo do Paranoá apresenta um padrão anelar. Localmente, estes cursos de água apresentam um padrão normalmente paralelo no sentido oeste leste com ligeira curvatura para o sudeste em direção ao lago do Paranoá. Nas porções mais íngremes, onde se situam solos rasos como os Cambissolos, as redes de drenagem são mais densas principalmente na unidade de escarpa. Isso se dá porque os solos rasos têm baixa capacidade de infiltração e rapidamente se saturam proporcionando escoamento superficial, que forma as ravinas. Em alguns pontos úmidos do Parque Nacional de Brasília há a presença de pequenas lagoas, que podem ser vistas em imagens de satélite. As principais sub-bacias do Parque Nacional de Brasília são a do ribeirão Bananal e a do ribeirão do Torto, que tem o córrego Santa Maria como seu principal tributário. Esse córrego alimenta a represa de mesmo nome e ocupa a maior área de bacia no PNB. Nas porções elevadas, destacam-se os córregos Três Barras e o córrego Tortinho, que banha grande extensão do Parque Nacional.

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Parque Nacional Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais


Parque Nacional Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu além de ser um local onde a natureza predomina, com várias espécies de árvores, plantas, terrenos e animais também encontramos neste Parque Nacional um caráter histórico, com registros de vida humana na região a mais de 11.000 anos, com esqueletos encontrados por pesquisadores, sendo o IBAMA. Se sua intenção é visitar um local com um caráter histórico, além é claro de uma natureza bem ampla, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. O Vale do Peruaçu, local que abriga mais de 140 cavernas, algumas das mais bem preservadas veredas do estado e uma tribo indígena, que já foi considerada como extinta. Para completar toda esta riqueza natural, há ainda mais de 80 sítios arqueológicos catalogados - um lugar pouco conhecido e até mesmo divulgado.

Parque Nacional Cavernas do PeruaçuParque Nacional Cavernas do PeruaçuParque Nacional Cavernas do PeruaçuParque Nacional Cavernas do PeruaçuParque Nacional Cavernas do Peruaçu

Este cenário se desenvolve ao longo dos 92 quilômetros do Rio Peruaçu, afluente do grandioso São Francisco que, juntos e durante milhões de anos, erodiram os extensos terrenos calcários da Província Geológica Bambuí, no Norte de Minas Gerais.

Para proteger este patrimônio geológico, arqueológico, espeleológico e recursos hídricos, além de amostras representativas da fauna e flora, da transição entre os ecossistemas de Cerrado e Caatinga, foi criado o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, com 56.800 hectares, localizado nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões.

Parque Nacional Cavernas do PeruaçuHistória - A ocupação humana do Vale do Peruaçu se confunde com a do Vale do Rio São Francisco. Há cerca de 11.000 anos, as populações pré-históricas iniciaram suas habitações na região em busca da caça e da pesca e, naquela época, deixaram suas marcas através das inscrições rupestres nas paredes das grutas e cavernas. Estas inscrições representam estilos distintos, influenciados por diferentes culturas.

Mais tarde vieram os cultivadores de fumo, mandioca, milho e feijão. São os Índios Xakriabás que ainda hoje habitam a região e contam com um território vizinho ao Parque. Posteriormente, com a invasão dos bandeirantes, que procuravam as riquezas escondidas no subsolo, o local passou a ter novos habitantes que hoje vivem da agricultura de subsistência, criação de gado e do artesanato.

Na década de 70, pesquisadores de todo o mundo, atraídos pela grande quantidade de cavernas, sítios arqueológicos, formações rochosas em calcário e a rica biodiversidade, iniciaram os primeiros estudos científicos na região e, através das descobertas, começaram a pressionar o governo para criar uma Unidade de Conservação no local.

Em 1989 o Governo Federal criou a Área de Proteção Ambiental Cavernas do Peruaçu. Cinco anos mais tarde, o governo de Minas Gerais transformou parte da APA no Parque Estadual Veredas do Peruaçu. Em 1999, novamente sob pressão para criar mais UC’s na área, o governo criou este Parque Nacional.

Paisagem - As cavernas e os sítios arqueológicos compõem os principais atrativos do Parque e o Rio Peruaçu um verdadeiro escultor da natureza, entalhando na rocha calcária verdadeiros monumentos, de magnitudes indescritíveis.

O grande exemplo é a Gruta do Janelão. Quem a percorre, sente uma experiência impar pelas formações que integram água, caverna, vegetação e vistas para o céu azul, através das claraboias. Outra caverna de beleza singular é a Gruta Bonita. Seus salões, ornamentados por uma variedade de espeleotemas encantam qualquer visitante. Só quem esteve lá pode compreender e sentir quanto o homem torna-se insignificante diante de tamanha beleza.

Percorrendo as trilhas características do Parque, através das quais encontramo-se inscrições rupestres, podemos entender um pouco da cultura dos nossos ancestrais. Parado à frente de uma parede, observando atentamente os desenhos, é possível imaginar aqueles antigos habitantes, pintando aquele local, praticamente na mesma posição e, mesmo que de modo inconsciente, deixando um legado para a posteridade. Um verdadeiro patrimônio da humanidade que precisa ser preservado para estudo e conhecimento das gerações futuras.

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Parque Nacional Marinho dos Abrolhos | Bahia

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos | Bahia

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos | BahiaIlha Santa Bárbara
Objetivos da Unidade
Conservar amostras de ecossistema marinho excepcionalmente rico em recifes, algas e ictiofauna e proteger espécies ameaçadas de extinção, principalmente as tartarugas marinhas, baleias-jubarte, coral cérebro, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos.

Tartaruga marinhaTartaruga marinha
Ilha RedondaIlha Redonda
Uma das cinco ilhas pertencentes ao Arquipelago dos Abrolhos


Arquipélago de AbrolhosArquipélago de Abrolhos

A unidade era anteriormente uma área de pesca. Nela existe um antigo farol da marinha, mas ocorria grande número de naufrágios devido as dificuldade de navegação entre os corais existentes no arquipélago. Antigas referências reportadas de historiadores, relatam que navegantes portugueses recebiam a advertência "Abram os Olhos" pelo perigo de se navegar por lá. Daí vem o nome Abrolhos, arquipélago que sempre foi ponto de referência para os navegantes.

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos | BahiaClima
  • O clima é determinado por massas de ar que dominam as estações do ano.
  • A época mais tranquila é de janeiro a março, período das calmarias.
  • A temperatura varia de 24,4 a 27 ºC.
  • Quando houver previsão de vento sul, desaconselha-se totalmente a visita ao Parque.

Relevo
O parque é constituído de três ilhas de formação vulcânica dispostas em semicírculos e uma ilhota ao norte. A ilha guarita tem 100 m de extensão e 13 m de altura, a ilha Siriba possui 3 ha, a ilha redonda apresenta 400 m de diâmetro e 36 m de altura, e a ilhota Sueste tem 10 ha e 15 m de altura.

Flora
O ambiente insular é dominado por vegetação de pequeno porte, basicamente por gramíneas e herbáceas, com ocorrência de algumas espécies exóticas. São encontrados alguns coqueiros nas ilhas, introduzidos por antigos moradores.

Baleia-jubarteBaleia-jubarte
Fauna
Há grande diversidade da fauna marinha, com inúmeras espécies de peixes, moluscos, corais, esponjas etc. Para a fauna terrestre destaca-se as aves que se reproduzem nas ilhas: atobás, trinta-reis, fragata, grazina e o benedito, principalmente. A Baleia-jubarte e as tartarugas-marinhas procuram o parque para se reproduzirem.

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos | Bahia
Parque Nacional Marinho dos Abrolhos | BahiaBase Administrativa

O objetivo do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos é conservar amostras de ecossistema marinho excepcionalmente rico em recifes, algas e ictiofauna e proteger espécies ameaçadas de extinção, principalmente as tartarugas marinhas, Baleias-jubarte, coral cérebro, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos.

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos | Bahia


Parque Nacional Marinho dos Abrolhos | BahiaAntecedentes Legais
Após várias reuniões e manifestações de políticos na década de 1970 e princípio de 80, o parque que foi efetivamente criado, ficando desprovido de planejamento até 1991. Pesquisadores, mergulhadores e ambientalistas formaram um grupo que indicou a área para a criação do PARNA.

Aspectos Culturais e Históricos
A unidade era anteriormente uma área de pesca. Nela existe um antigo farol da marinha, mas ocorria grande número de naufrágios devido as dificuldade de navegação entre os corais existentes no arquipélago . Antigas referências reportadas de historiadores, relatam que navegantes portugueses recebiam a advertência "Abram os Olhos" pelo perigo de se navegar por lá. Daí vem o nome Abrolhos, arquipélago que sempre foi ponto de referência para os navegantes.

Clima
O clima é determinado por massas de ar que dominam as estações do ano. A época mais tranquila é de janeiro a março, período das calmarias. A temperatura varia de 24,4 a 27 graus. Quando houver previsão de vento sul, desaconselha-se totalmente a visita ao Parque.

Relevo
O parque é constituído de três ilhas de formação vulcânica dispostas em semicírculos e uma ilhota ao norte. A ilha guarita tem 100 m de extensão e 13 m de altura, a ilha Siriba possui 3 ha, a ilha redonda apresenta 400 m de diâmetro e 36 m de altura, e a ilhota Sueste tem 10 ha e 15 m de altura.

Vegetação
O ambiente insular é dominado por vegetação de pequeno porte, basicamente por gramíneas e herbáceas, com ocorrência de algumas espécies exóticas. São encontrados alguns coqueiros nas ilhas, introduzidos por antigos moradores.

Fauna
Há grande diversidade da fauna marinha, com inúmeras espécies de peixes, moluscos, corais, esponjas etc. Para a fauna terrestre destaca-se as aves que se reproduzem nas ilhas: atobás, trinta-reis, fragata, grazina e o benedito, principalmente. A Baleia-jubarte e as tartarugas-marinhas procuram o parque para se reproduzirem.

Áreas de reprodução de peixes protegida; pontos de lazer e mergulho e renda para a população do entorno (Caravelas, Alcobaça e Prado) que trabalham com atividades de turismo.

Excesso de turistas e mergulhadores tem causado destruição aos corais e modificado as características da água. A navegação constante também traz poluição e risco de acidentes. Além disso, muitos pescadores buscam a região para exercerem suas atividades sem controle.

O arquipélago de Abrolhos, no sul do Bahia, é um dos ecossistemas marinhos de maior biodiversidade do Brasil e é formado por corais. Os antigos navegadores portugueses sabiam bem disto e o alerta “abra os olhos” (Abrolhos) era sempre dado àqueles que navegassem por estes mares.

O arquipélago é formado por 5 ilhas: Siriba, Redonda, Sueste, Santa Bárbara e a pequena Guarita. Somente as duas primeiras são abertas à visitação pública. As ilhas de Sueste e Guarita são consideradas intangíveis, e ninguém pisa nelas para que nenhuma alteração aconteça. A Ilha de Santa Bárbara pertence à Marinha do Brasil, e nela foi construído, em 1861, um belíssimo farol, vital para a orientação das embarcações que frequentam a região. Algumas simpáticas famílias vivem na Ilha de Santa Bárbara e garantem o funcionamento e a manutenção do Farol.

Há um conjunto de corais conhecido como Recife das Timbetas, que também está inserido nos limites do parque mas se encontra distante do arquipélago. Outra enorme bancada de corais, o Parcel das Paredes, com mais de 30 quilômetros de extensão, está no meio do caminho entre a cidade de Caravelas e Abrolhos. Apesar de não pertencer ao parque, o Parcel foi um dos locais mais abundantes em formações coralinas e fauna marinha que já mergulhei. Alguns visitantes questionam a não inclusão do Parcel nos limites do parque, mas é ele quem garante a sobrevivência e o trabalho dos inúmeros pescadores que vivem no sul da Bahia.

Voltando a Abrolhos, na Ilha Siriba, após uma palestra explicativa, os visitantes caminham por uma trilha acompanhados de um guarda-parque, e podem observar bem de perto atobás, grazinas e outras aves que visitam o parque somente em alguns meses do ano, como o Benedito e o Trinta-réis. Piscinas naturais e imensos paredões rochosos também são vistos durante o percurso. Para o desembarque na ilha, leve um tênis, calçado emborrachado ou sandálias do tipo que prendem atrás para evitar tombos ou tropeços.

O mergulho no arquipélago é imperdível e a grande vantagem é que, com apenas um snorkle, nadadeiras e poucos metros de profundidade você entra no mundo submarino vendo várias formações de corais, entre elas o coral-cérebro, endêmico desta região. Os grandes chapeirões deste coral abrigam peixes como o budiões-azuis, badejos, cirurgiões e muitos outros, compondo um cenário inesquecível, um verdadeiro aquário a céu aberto. Para os mergulhadores mais experientes, os naufrágios, as colunas de corais que brotam do fundo e sobem a 20 metros e às vezes se unem, também acolhem uma infinidade de seres marinhos. É comum encontrar tartarugas e raias circulando amigavelmente pelo fundo.

Tente marcar sua ida ao arquipélago entre os meses de julho e novembro, pois é neste período que as Baleias Jubarte deixam o frio do continente antártico e buscam as águas mornas e aconchegantes de Abrolhos para se reproduzirem. Nesta época, é fácil encontrar grupos perambulando ao redor das ilhas e até proporcionando verdadeiros espetáculos colocando a cauda para fora, soltando borrifos ou até saltando com seu peso, que pode atingir 40 toneladas. O Projeto Baleia Jubarte realiza um excelente trabalho de pesquisa e monitoramento destes indivíduos que buscam esta região todos os anos, e os dados comprovam que, a cada ano, este número está aumentando.

Com todos estes atrativos, Abrolhos é ainda pouco frequentado pelos brasileiros, que precisam descobrir este paraíso. A sede do Parque Nacional Marinho de Abrolhos está em Caravelas, cidade que é ponto de partida para as embarcações que vão ao arquipélago. Em 2004, estará em funcionamento um centro de visitantes, que está sendo construído ao lado da sede e contará com exposições e uma boa estrutura, oferecendo informações aos turistas. Programe sua visita a Abrolhos, com certeza este conjunto de ilhas é um dos maiores tesouros marinhos do Brasil e está totalmente preservado.