Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae)


Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae)

Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae)
Família - Balaenopteridae

Distribuição - espécie cosmopolita. No verão, alimenta-se próximo aos polos e no inverno migra para os trópicos para se reproduzir e criar seus filhotes. Possui hábitos costeiros mas pode ser encontrada também em ilhas oceânicas como Fernando de Noronha e Trindade. No Brasil, ocorre desde o Rio Grande do Sul até o nordeste. O Banco de Abrolhos, na Bahia, constitui uma importante área de reprodução e cria no Atlântico Sul Ocidental, e a única devidamente comprovada até o momento (suspeita-se que na costa nordeste do Brasil possa existir outra). Atualmente, no Hemisfério Sul, existem possivelmente cerca de 12.000 indivíduos, divididos em 7 distintas populações.


Peso, medidas e características - corpo robusto. Adultos em geral, medem entre 12 e 16m e podem pesar mais de 40 toneladas. Dorso preto com manchas brancas irregulares na barriga. Nadadeiras peitorais e parte ventral da nadadeira caudal variam do preto total ao branco total, com padrões intermediários. Quilha central sobre a cabeça, que é arredondada e repleta de calosidades ou tubérculos, típicos da espécie, que podem estar recobertos por cracas e piolhos-de-baleia. A nadadeira dorsal é pequena, falcada ou achatada, situada sobre pequena corcova. A nadadeira caudal em forma de asa de borboleta, com bordas recortadas. Nadadeiras peitorais muito longas, correspondendo a 1/3 do comprimento do corpo, com bordas recortadas. Possui de 250 a 400 pares de barbatanas de coloração cinza-escuro ou marrom. Apresenta de 12 a 36 pregas ventrais, que estendem-se até perto da abertura genital.

Como nascem e quanto vivem - os machos disputam as fêmeas com lutas entre si e comportamentos agressivos. Nas áreas de reprodução a estrutura de grupo mais comumente observada são pares de fêmeas com filhotes acompanhadas de um ou mais machos denominados escortes. A maturidade sexual é alcançada com aproximadamente 11m. A gestação dura cerca de 1 ano. As fêmeas dão à luz a um único filhote que ao nascer mede cerca de 5m e pesam 1,5 tonelada. A amamentação dura de 6 a 10 meses. O intervalo médio entre as crias é de 2 anos. Pode viver, pelo menos, 40 anos.

Comportamento e hábitos - nada sozinha, em pares ou trios mas pode formar grupos temporários maiores nas áreas de alimentação e reprodução. Costuma saltar, bater com as nadadeiras e a cabeça na superfície da água, e por ser curiosa costuma aproximar-se de embarcações. Pode ficar com a cauda, a cabeça e as nadadeiras peitorais expostas na superfície da água por até algumas horas. Costuma projetar a nadadeira caudal fora da água antes de iniciar um mergulho profundo. Os machos costumam emitir sons semelhantes a canções que podem durar de 6 minutos até mais de uma hora nas áreas de reprodução para atrair e cortejar as fêmeas. O canto é composto de várias frases que se repetem de forma idêntica durante horas seguidas. Pequenas variações no canto da jubarte só são percebidas quando ouvidas ano após ano : aparentemente, a cada ano a baleia acrescenta uma nova frase ao canto. Distintas populações de baleias-jubarte executam diferentes cantos. Apresentam um complexo comportamento social. Quando molestada, pode soltar bolhas pelo orifício respiratório na água e emitir um barulho parecido com um som de trompete, como sinal de alerta. Borrifo em forma de balão, podendo atingir 3m de altura.

Alimentação - principalmente no verão, em águas frias. Alimenta-se de krill, copépodos e pequenos peixes que formam cardumes. Possuem uma série de técnicas alimentares altamente especializadas.

Identificação Individual - a coloração da parte ventral da nadadeira caudal e a forma e recorte das bordas criam um desenho de cauda único em cada indivíduo. A forma, marcas e cicatrizes da nadadeira dorsal também tornam possível a identificação de distintos indivíduos.

Inimigos Naturais - as orcas (Orcinus orca), as falsas-orcas (Pseudorca crassidens) e possivelmente os grandes tubarões (Família Carcharhinidae).

Ameaças - devido aos seus hábitos costeiros durante seus períodos migratórios (julho a dezembro) a baleia-jubarte sofre com fortes pressões antrópicas como por exemplo capturas acidentais em redes de pesca, colisão com barcos e navios, poluição dos mares e a distruição de seus habitats. Outra ameaça potencial e iminente é o aumento do turismo para a observação de baleias (whalewatching) no Banco dos Abrolhos, que, se feito de forma irracional e descontrolada, pode molestar seriamente as baleias-jubarte. A atividade petrolífera na região do Banco dos Abrolhos e adjacências é causa de preocupação quanto a futuros impactos sobre a população de baleias. Existem registros de capturas em redes de deriva oceânicas para as regiões sul e sudeste do Brasil.

Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae)
Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae)

Status - encontra-se listada na categoria Vulnerável (IUCN, 1996) e está citada na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

Baleia Franca do Sul (Eubalaena australis)

Baleia Franca do Sul (Eubalaena australis)


Baleia Franca do Sul (Eubalaena australis)
Família - Balaenidae.

Distribuição - encontra-se distribuída em todos os oceanos do Hemisfério Sul. No Brasil, pode ser observada especialmente a poucos metros da costa durante os meses de inverno e primavera desde o Rio Grande do Sul até o sul da Bahia. O litoral de Santa Catarina representa uma importante área de concentração durante seu período migratório de reprodução e cria pois suas inúmeras baías e enseadas de águas calmas, propiciam um habitat ideal para fêmeas acompanhadas de filhotes.


Baleia Franca do Sul (Eubalaena australis)Peso, medidas e características - é um animal robusto e forte, que pode pesar 100 toneladas. Alcançam entre 13,5m a 16,5m de comprimento. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos. Não possui nadadeira dorsal nem pregas ventrais e a grande cabeça é coberta por calosidades que abrigam crustáceos, como cracas e piolhos-de-baleia. Sua boca é grande e arqueada. A coloração é preta com manchas brancas no ventre. Possui de 205 a 270 pares de barbatanas que medem cerca de 2m de comprimento. As vocalizações incluem gemidos e estalos.

Como nascem - vários machos copulam alternadamente com uma só fêmea. A gestação dura cerca de 10 meses. As fêmeas dão à luz a um único filhote que ao nascer mede entre 4,5m e 6m. A amamentação dura aproximadamente um ano. O intervalo entre as crias é de 2 a 5 anos. Pouco é conhecido ainda sobre sua biologia reprodutiva.

Comportamento e hábitos - apresenta geralmente hábitos costeiros, chegando a poucos metros da arrebentação, o que pode dar a falsa impressão de que está encalhando. Devido a espessa camada de gordura seu nado é lento e elas podem ficar horas boiadas na superfície. No entanto, podem surpreender com saltos e batidas de nadadeiras. Geralmente, nada sozinha ou em pares de fêmea e filhote. Grupos maiores, de até 12 indivíduos, podem ser observados durante o período reprodutivo. São curiosas e se aproximam de embarcações. O borrifo tem a forma de "V" e pode alcançar até 3m de altura.

Alimentação - alimenta-se principalmente nos meses de verão no interior da Convergência Antártica. A dieta básica é constituída por krill e copépodes.

Identificação Individual - a forma, o tamanho e a disposição das calosidades na cabeça criam um conjunto único para cada animal ou seja, podem ser consideradas "impressões digitais". Algumas baleias identificadas na Península Valdés, Argentina (outra importante área de concentração na costa leste da América do Sul), já foram reavistadas no sul do Brasil. "Queixinho" uma baleia-franca-do-sul fêmea identificada e conhecida pelos pesquisadores do Projeto Baleia Franca desde 1995, foi reavistada em agosto desse ano com um novo filhote. Este fato principia a confirmar as suspeitas dos técnicos do Projeto de que as francas do Brasil seguem um padrão prioritário de reaparecimento em nossa costa a cada três anos, como já foi constatado para a Península Valdés. A presença de "Queixinho" na mesma região da primeira avistagem pode indicar uma fidelidade do local de ocorrência bem definida.

Inimigos Naturais - provavelmente as orcas (Orcinus orca) e os grandes tubarões (Família Carcharhinidae).

Ameaças - a baleia-franca-do-sul foi um dos principais alvos da caça baleeira, o que levou a uma drástica redução de suas populações. Em 1935, foi protegida da caça em todo o mundo através de acordos internacionais. Infelizmente, no Brasil, foi caçada em Santa Catarina até meados da década de 70 apesar de estar protegida. Por ter hábitos costeiros, é uma das espécies que sofre maior pressão antrópica, sendo constantemente molestada pelas embarcações. A poluição, a destruição dos habitats, o intenso tráfego de barcos e o enredamento acidental em redes de espera e de cerco constituem as principais ameaças. Colisões, principalmente de filhotes, com embarcações já foram registrados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Casos de capturas acidentais em redes e baleias com pedaços de redes presos nos seus corpos, indicando possíveis enredamentos ou encontros com redes à deriva, foram constatados no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Já foram observados ferimentos feitos por armas de fogo e instrumentos cortantes em exemplares encalhados no Rio Grande do Sul.

Status - encontra-se incluída na categoria Baixo Risco/Dependendo de Conservação (IUCN, 1996), está citada na Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (IBAMA,1989) e Apêndice I da CITES.

Elefante | Elephantidae

Elefante | Elephantidae

Elefante | Elephantidae
Elefantes são grandes mamíferos da família Elephantidae na ordem Proboscidea. Três espécies são reconhecidas atualmente: o Elefante africano (Loxodonta africana), o elefante africano (L. cyclotis) e o Elefante Asiático (Elephas maximus). Os elefantes estão espalhados por toda a África subsaariana, sul da Ásia e sudeste da Ásia. Elephantidae é a única família sobrevivente da ordem Proboscidea; outros, agora extintos, membros da ordem incluem deinotheres, gomphotheres, mastodons, anancids e stegodontids; Elephantidae em si também contém vários grupos agora extintos, como os mamutes e elefantes de presas retas.

Todos os elefantes têm vários traços distintivos, sendo o mais notável um tronco longo (também chamado tromba), usado para muitos propósitos, particularmente respiração, elevação de água e agarramento a objetos. Seus incisivos crescem em presas, que podem servir de armas e ferramentas para mover objetos e cavar. As abas grandes dos elefantes ajudam a controlar a temperatura do corpo. Suas pernas semelhantes a pilares podem carregar seu grande peso. Os elefantes africanos têm orelhas maiores e costas côncavas, enquanto os elefantes asiáticos têm orelhas menores e costas planas ou convexas.

Elefante africano (Loxodonta africana)
Elefante africano (Loxodonta africana)
Elefante africano (Loxodonta africana)
Elefante africano (Loxodonta africana)

Os elefantes são herbívoros e podem ser encontrados em diferentes habitats, incluindo savanas, florestas, desertos e pântanos. Eles preferem ficar perto da água. Eles são considerados uma espécie-chave devido ao seu impacto em seus ambientes. Outros animais tendem a manter distância dos elefantes, enquanto os predadores, como leões, tigres, hienas e quaisquer cães selvagens, geralmente têm como alvo apenas elefantes jovens (ou "bezerros"). Os elefantes têm uma sociedade de fissão-fusão na qual vários grupos familiares se reúnem para socializar. As fêmeas ("vacas") tendem a viver em grupos familiares, que podem consistir de uma fêmea com seus filhotes ou várias fêmeas relacionadas com filhotes. Os grupos são liderados por um indivíduo conhecido como matriarca, geralmente a vaca mais velha.

Os machos ("touros") deixam seus grupos familiares quando atingem a puberdade e podem viver sozinhos ou com outros machos. Os touros adultos geralmente interagem com grupos familiares quando procuram por um parceiro e entram em um estado de aumento de testosterona e agressividade conhecido como musth, que os ajuda a ganhar domínio e sucesso reprodutivo. Os bezerros são o centro das atenções em seus grupos familiares e contam com suas mães por até três anos. Os elefantes podem viver até 70 anos em estado selvagem. Eles se comunicam por toque, visão, olfato e som; os elefantes usam o infra-som e a comunicação sísmica em longas distâncias. A inteligência do elefante foi comparada com a dos primatas e cetáceos. Eles parecem ter autoconsciência e demonstram empatia por indivíduos morrendo ou mortos de sua espécie.

Elefante Asiático (Elephas maximus)
Elefante Asiático (Elephas maximus)
Elefante Asiático (Elephas maximus)
Elefante Asiático (Elephas maximus)
Os elefantes africanos são listados como vulneráveis ​​pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), enquanto o elefante asiático é classificado como ameaçado de extinção. Uma das maiores ameaças às populações de elefantes é o comércio de marfim, já que os animais são caçados por suas presas de marfim. Outras ameaças aos elefantes selvagens incluem a destruição de habitats e conflitos com a população local. Os elefantes são usados ​​como animais de trabalho na Ásia. No passado, eles foram usados ​​na guerra; hoje em dia, eles são controversamente colocados em exibição em zoológicos ou explorados para entretenimento em circos. Os elefantes são altamente reconhecíveis e têm sido apresentados na arte, folclore, religião, literatura e cultura popular.

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Coelhos e Lebres | Leporidae

Coelhos e Lebres | Leporidae


Coelhos e Lebres Os coelhos são pequenos mamíferos da família Leporidae, da ordem Lagomorpha (junto com a lebre e a pika). Oryctolagus cuniculus inclui as espécies de coelhos europeus e seus descendentes, as 305 raças de coelho doméstico do mundo. Sylvilagus inclui 13 espécies de coelho-bravo, entre elas os 7 tipos de coelho. O coelho europeu, que foi introduzido em todos os continentes, exceto na Antártida, é conhecido em todo o mundo como um animal selvagem e como uma forma domesticada de gado e animal de estimação. Com o seu amplo efeito sobre ecologias e culturas, o coelho (ou coelhinho) é, em muitas áreas do mundo, parte da vida diária - como alimento, vestuário, acompanhante e fonte de inspiração artística.

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