SANHAÇO, SAÍRA-BEIJA-FLOR E SAÍ-TUCANO, AVES DA FAMÍLIA THRAUPIDAE

Sanhaço, Saíra-Beija-Flor e Saí-Tucano, Aves da Família Thraupidae

SANHAÇO, SAÍRA-BEIJA-FLOR E SAÍ-TUCANO, AVES DA FAMÍLIA THRAUPIDAE Sanhaço-Marrom ou Sanhaço-do-Coqueiro (Thraupis palmarum)

Características: mede 18 cm de comprimento. Plumagem parda-amarronzada, com costas acinzentadas, asas e cauda escuras e mancha pardacenta nas asas.

Habitat: topo de árvores isoladas, de preferência palmeiras.

Ocorrência: todas as regiões do Brasil.

Hábitos: aprecia pousar na ponta dos brotos destas para cantar.

Alimentação: frugívoro e insetívoro.

Reprodução: primavera-verão.

Predadores naturais: gaviões e corujas.

Ameaças: destruição do habitat e poluição por agrotóxicos.

Saíra-Beija-Flor (Cyanerpes cyaneus)

Saí-beija-flor Macho
Saí-beija-flor Macho
Família:  Thraupidae

Características: mede 13 cm de comprimento e pesa 15 g. Os saís em geral são pássaros pequenos, esguios, muito ágeis, tendo os machos plumagem magnífica, brilhante, nas cores azul, amarelo, verde e preto, combinadas de maneira diversa segundo a espécie. Após a época de reprodução, os machos mudam para uma vestimenta verde semelhante à das fêmeas e dos machos imaturos (muda pós-nupcial). Assim, adquirem uma plumagem de descanso reprodutivo, chamada também de plumagem de "eclipse". A restituição da plumagem azul e negra, que ocorre na primavera, não se dá por intermédio de uma muda pré-nupcial, mas sim pelo desgaste diário das penas que são tricolores, a base sendo preta, a parte mediana azul e a parte distal verde. Quando a ponta verde se gasta, a pena aparece azul. Possui asas e cauda curtas, pernas regulares, pés e bico longos e curvados. O macho apresenta plumagem azul-esverdeado-claro no topo da cabeça. Região dos olhos, dorso alto, asas, cauda, meio da barriga pretos. O restante do corpo, a sua maior parte, de um azul-violeta forte.Bico negro e pernas e pés vermelhos-escuros. A fêmea é de igual tamanho, com coloração dorsal verde-olivácea. Parte inferior verde- cinzenta, pintada de verde na garganta. Meio do peito e do abdômem amarelado.

Saí-beija-flor fêmea
Saí-beija-flor fêmea
Habitat: florestas virgens e secundárias, visitando também as matas de restingas e pomares.

Ocorrência: do Maranhão ao Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Amazonas.

Hábitos: é gregário, vivendo em bandos muitas vezes de centenas de indivíduos, mas separando-se em casais isolados no período de reprodução. Vivem tanto nas copas de árvores de grande porte, como em mata baixa (matas secundárias).

Alimentação: frugívoro, nectarívoro, insetos e aranhas.

Reprodução: primavera-verão. Ninho construído em densa e emaranhada trama em formato de taça. A postura é de 2 ovos branco-esverdeados com manchas marrons e ferrugíneas, medindo 17 x 12 mm em seus eixos e pesando 1,2 g cada. A incubação dura 12 dias e só a fêmea se ocupa dela. Ao filhostes são nidícolas, sendo cuidados pelo casal. Deixam o ninho após 14 dias de vida sendo ainda cuidados pelos pais por mais 10 dias, até juntarem-se ao bando.

Ameaças: destruição do habitat e tráfico de animais silvestres.

Saí-Tucano ou Saí-Verde (Chlorophanes spiza)

Família: Thraupidae

Características: mede 13,5 cm de comprimento e o macho pesa 18,5 g. É o maior dos "saís". Tem bico relativamente largo, de mandíbula amarelo-clara. O macho apresenta pelagem verde com a cabeça negra, asas e cauda verde-acinzentadas. Bico amarelo e íris vermelha.

Habitat: vive na mata, nas copas de fruteiras e árvores floridas.

Ocorrência: Amazonas, Mato Grosso, Pará, Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Hábitos: espécie geralmente calada.

Alimentação: frugívoro e nectarívoro.

Reprodução: primavera-verão.

Ameaças: destruição do habitat e tráfico de animais silvestres.

Sanhaço (Thraupis sayaca) Sanhaço (Thraupis sayaca)

Família: Thraupidae

Características: mede 18 cm de comprimento e pesa 43 g (macho). Possui corpo cheio e compacto, bico grosso, forte, ponta fina, pernas curtas e fortes com dedos portando unhas aguçadas, asas e cauda longas. A coloração geral da plumagem é azul-ardósia dorsalmente e azul-acinzentada na parte inferior, sendo mais clara na garganta. No encontro das asas, a coloração azul é mais forte. A coloração da fêmea é um pouco mais clara.

Habitat: florestas virgens, secundárias e capoeiras, pomares e jardins de áreas urbanas e rurais.

Ocorrência: Argentina, Uruguai, Paraguai e no Brasil, do centro-sul da Bahia e do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.

Hábitos: é excelente voador, preferindo viver na copa das árvores mais altas onde descansam entre as ramagens. Vivem em sociedade, são gregários e o bando pode ser formado por mais de 1 o indivíduos. É muito arisco, inteligente e gosta de locais iluminados. Pode visitar o solo às vezes, em busca de alimentos. Agridem seus predadores. Em época de reprodução ficam separados em casais.

Alimentação: frutas, sementes, insetos, larvas, vermes e aranhas de pequeno porte.

Reprodução: primavera-verão. Ninho é construído pelo casal numa forquilha a uma altura que varia de 4 a 15 m ou mais, tendo o formato de uma tigela, formado por fibras vegetais, crinas de animais, musgos e liquens. A postura é de 3 ovos de cor branco-esverdeada, com manhcas marrons, castanhas e negras, medindo 25 x 17 mm em seus eixos e pesando 3,3 g cada um. A incubação é realizada pela fêmea durante 12 a 14 dias e os filhotes nidícolas recebem alimentação dos pais durante 20 dias, quando deixam o ninho e continuam a receber os cuidados do casal por mais alguns dias, seguindo depois como membros do mesmo bando.

Predadores naturais: gaviões e corujas.

Ameaças: destruição do habitat, agrotóxicos e caça para o tráfico de animais silvestres.

Fonte: www.megatimes.com.br

PELICANO-BRANCO-AMERICANO E PELICANO-PARDO

Pelicano-Branco-Americano e Pelicano-Pardo

Pelicano-Branco-Americano e Pelicano-PardoPelicano-Branco-Americano (Pelecanus erythrorhynchos)

O Pelicano-branco-americano (Pelecanus erythrorhynchos) é uma grande ave aquática do grupo Pelecaniformes encontrada nos Estados Unidos e em países da América Central.

Pelicano-Pardo (Pelecanus occidentalis)

Família: Pelecanidae

Características: com envergadura de dois metros, comprimento de 1,4 m, é uma ave de grande porte. A coloração em geral é cinza com a parte posterior da cabeça branca e a bolsa gular pardo-oliva. Pernas curtas e reforçadas com os pés palmados. Asas grandes e largas e cauda longa. O bico é grande, reto e plano, tendo a mandíbula interior provida de uma pele que forma uma grande bolsa extensível. Os sexos são semelhantes.

Pelicano-Pardo (Pelecanus occidentalis)

Pelicano-Pardo (Pelecanus occidentalis)

Habitat: águas continentais e estuários.

Ocorrência: América Central e do Sul, no Brasil, nos rios Amazonas e Tapajós.

Hábitos: é sociável, reunindo-se em grandes grupos. No solo seus movimentos são dificultados. São grandes voadores e planadores. Estão sempre em água salgada, mas no Brasil freqüentam as águas dos rios de maior volume. Voa vagarosamente rente à água, em bandos e em fila indiana. Ao ver o peixe no mar, lança-se com ímpeto. Pousado na água, costuma boiar observando ao seu redor. Pernoita em manguezais.

Alimentação: peixes.

Reprodução: nidificação em colônias em plataforma sobre arbustos entre fevereiro e abril e também entre outubro e janeiro. Ambos trabalham na construção do ninho e na incubação. A postura é de 2 ovos branco-sujos com 83 x 56 mm em seus eixos, pesando 150 g cada um. Podem ocorrer ninhos com 3 a 4 ovos. A incubação é feita em 30 dias, quando os filhotes nidícolas se vestem com plúmulas marrom-escuras. Os pais alimentam a prole. Em 2 meses os filhotes estão aptos para o vôo. Sempre são muito protegidos pelos pais quando no ninho.

Ameaças: poluição e destruição do habitat.


Fonte: www.megatimes.com.br

CODORNINHA-DO-CAMPO, PÁSSARO DA FAMÍLIA MOTACILIDAE

Codorninha-do-Campo, Pássaro da Família Motacilidae

CODORNINHA-DO-CAMPO, PÁSSARO DA FAMÍLIA MOTACILIDAECodorninha-do-Campo (Anthus lutescens)

Família: Motacilidae
Espécie: Anthus lutescens
Comprimento: 13 cm
Peso: 13 a 18 g.
Presente em todo o Brasil nas regiões campestres quentes, estando ausente de áreas densamente florestadas, como alguns locais da Amazônia. Encontrado também no Panamá e em quase todos os demais países da América do Sul, com exceção do Equador. É comum em campos, beiras de lagos, rios e pântanos. Alimenta-se de pequenos insetos que apanha no solo. Quando escasseia o alimento de origem animal, no inverno por exemplo, ingere sementes. Anda e corre rente ao solo, empoleirando-se pouco e evitando voar. Quando perseguido agacha-se no solo, ocultando-se atrás de um monte de terra ou do capim. Faz ninho no chão, construindo uma tigela grosseira e funda sob uma moita de capim. A fêmea incuba os ovos sozinha, mas o macho auxilia na criação dos filhotes. Migra após a época da reprodução e não canta durante a migração. Conhecido também como caminheiro-zumbidor, codorninha-do-campo (São Paulo), foguetinho, peruinho-do-campo, peruzinho e martelinha (Minas Gerais).

BACURAU OU CURIANGO E ACURANA
Bicudo (Oryzoborus maximiliani)
Martim-Pescador Grande (Ceryle torquata)
Surucuá-de-Cauda-Branca (Trogon viridis)
Udu-de-Coroa-Azul (Momotus momota)

Fonte: www.megatimes.com.br

UDU-DE-COROA-AZUL, UDU-DE-BICO-LARGO E JURUVA-VERDE, PÁSSAROS DA FAMÍLIA MOMOTIDAE

Udu-de-Coroa-Azul, Udu-de-Bico-Largo e Juruva-Verde, Pássaros da Família MomotidaeUdu-de-Coroa-Azul, Udu-de-Bico-Largo e Juruva-Verde, Pássaros da Família Momotidae

Udu-de-Coroa-Azul (Momotus momota)

Família: Momotidae
Espécie: Momotus momota
Comprimento: 44 cm.
Presente na Amazônia brasileira, nas regiões Nordeste e Centro-oeste do País, e ainda no oeste de São Paulo. Encontrado também do México à Argentina. Comum em bordas de florestas altas, florestas de galeria, capoeiras arbóreas e florestas abertas. Não é visto facilmente, porém ouvido com freqüência. Vive em pares, com pouca associação entre os indivíduos, no estrato baixo ou médio da vegetação. Se perturbado, balança a cauda de um lado a outro. Permanece pousado imóvel por algum período, voando repentinamente até a folhagem, galhos ou o chão para apanhar presas. Segue formigas-de-correição eventualmente. Faz ninho em buracos escavados em barrancos, os quais pode utilizar também para descansar. Põe 3 ovos. Conhecido também como uritutu (Mato Grosso), jeruva e udu-coroado.

Udu-de-Bico-LargoUdu-de-Bico-Largo (Electron platyrhynchum)

Família: Momotidae
Espécie: Electron platyrhynchum
Comprimento: 37 cm.
Presente localmente na Amazônia brasileira (rios Juruá, Purus, Madeira e Tocantins) e no norte do Mato Grosso. Encontrado também de Honduras ao Equador, Colômbia e Bolívia. Habita florestas altas e capoeiras arbóreas. Vive solitário ou aos pares, geralmente nos estratos inferior e médio. Pousa quieto em galhos horizontais sem folhas, onde permanece balançando lentamente a cauda em movimentos laterais. Voa repentinamente para apanhar suas presas. Faz ninho em buracos com até 1 m de profundidade, em barrancos de rios. Põe 3 ovos.

Juruva-Verde (Baryphthengus ruficapillus) Juruva-Verde (Baryphthengus ruficapillus)

Família: Momotidae

Características: plumagem verde-azeitonada, com cabeça castanha, peito com pequena mancha preta e cauda longa que termina coma ponta azul. Mede 43 cm de comprimento.

Habitat: floresta atlântica.

Ocorrência: da Bahia ao Rio Grande do Sul e leste de Minas Gerais.

Hábitos: emitem som grave que causa admiração pelo volume em comparação com o tamanho da ave, que ressoa forte pela mata sendo uma das vozes mais características de nossas florestas.

Alimentação: insetos e frutas.

Reprodução: nidifica em barrancos. Postura de 3 a 5 ovos incubados pelo casal por 21 dias.

Ameaças: destruição do habitat.



Posts Relacionados