Coelhos e Lebres | Leporidae

Coelhos e Lebres | Leporidae


Coelhos e Lebres Os coelhos são pequenos mamíferos da família Leporidae, da ordem Lagomorpha (junto com a lebre e a pika). Oryctolagus cuniculus inclui as espécies de coelhos europeus e seus descendentes, as 305 raças de coelho doméstico do mundo. Sylvilagus inclui 13 espécies de coelho-bravo, entre elas os 7 tipos de coelho. O coelho europeu, que foi introduzido em todos os continentes, exceto na Antártida, é conhecido em todo o mundo como um animal selvagem e como uma forma domesticada de gado e animal de estimação. Com o seu amplo efeito sobre ecologias e culturas, o coelho (ou coelhinho) é, em muitas áreas do mundo, parte da vida diária - como alimento, vestuário, acompanhante e fonte de inspiração artística.

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Cães Selvagens

Cães Selvagens

Cães Selvagens
Os Cães Selvagens são criaturas enigmáticas do mundo. Com uma  população bem diversificada pelo mundo inteiro. São animais predadores—também foram foram caçados e levados à beira da extinção. Por mais de um século foram considerados animais daninhos no mundo inteiro, tendo a caça e a matança reduzido a população deles a pouco mais de 1% de sua população original.

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Peroba (Aspidosperma polyneuron)


Peroba (Aspidosperma polyneuron)

Peroba (Aspidosperma polyneuron)Ocorrência: da Bahia até o Paraná.

Outros nomes: peroba rosa, peroba amargosa, peroba rajada, peroba açu, sobro, peroba comum, peroba do rio, peroba paulista, peroba mirim, peroba miúda.

Características: árvore caducifólia de grande porte com 20 a 30 m de altura, pouco copada, muito esguia, com tronco de 60 a 90 cm de diâmetro, com casca rugosa acinzentada, com tecido protetor, de espessura variável e profundamente sulcada longitudinalmente. Ramos e folhas com látex branco. Folhas glabras, simples, alternas, obovadas a elíptico-oblongas, brilhantes na face superior, nervura central saliente e nervuras secundárias e terciárias proeminentes em ambas as faces, de 5 a 12 cm de comprimento e 2 a 4 cm de largura. Flores pequenas, brancas, hermafroditas e agrupadas em inflorescências terminais. Fruto folículo, castanho, oblongo a obovado, com lenticelas, seco, deiscente, geralmente achatados (às vezes atenuado na base), semilenhoso, com cerca de 4 a 6 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura, com uma crista mais ou menos proeminente, com duas a cinco sementes por fruto. Sementes elípticas, com 2 a 4 cm de comprimento por 8 a 10 mm de largura, provida de núcleo seminífero basal de asa membranácea e parda, dispersas naturalmente pelo vento. Um Kg de sementes contém 11.000 e 14.000 unidades.

Habitat: floresta estacional semidecidual e floresta pluvial atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: coloração vermelha-rosada, uniforme ou com manchas escuras, de superfície sem lustre e lisa, pesada, dura e muito durável.

Utilidade: madeira de primeira qualidade, amplamente utilizada na construção civil como vigas, caibros, assoalhos e escadas, em obras externas como postes e dormentes, na confecção de móveis pesados, carrocerias, vagões e em construções navais. A casca é amarga e tida na medicina popular como tônica e febrífuga. Indicada para paisagismo e regeneração de áreas degradadas.

Florescimento: outubro a novembro.

Frutificação: agosto a setembro.

Ameaças: a super-exploração econômica levou a peroba-rosa ao estado de perigo. Para isso contribuiu a destruição dos ecossistemas de origem.

Peroba (Aspidosperma polyneuron)
Peroba (Aspidosperma polyneuron)

Peroba do Campo (Paratecoma peroba)

Peroba do Campo (Paratecoma peroba)

Ocorrência: Sul da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro.

Outros nomes: peroba, peroba amarela, ipê, peroba tremida, ipê claro, peroba branca, perobinha, peroba manchada, peroba tigrina, ipê peroba, ipê rajado.

Características: árvore semidecídua com altura de 20 a 40 m, tronco com 40 a 80 cm de diâmetro. Folhas compostas, digitadas, 5 folíolos membranáceos, glabros, com 10 a 20 cm de comprimento por 3 a 7 cm de largura. Um Kg de sementes contém 16.700 unidades.

Habitat: Mata Atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, dura, medianamente resistente, de boa durabilidade quando em condições adequadas.

Utilidade: a madeira é apropriada para mobiliário de luxo, revestimentos decorativos, laminados, esquadrias, tacos, assoalhos, rodapés, peças torneadas, vigas, caibros e construção naval. É ornamental podendo ser usada em paisagismo em parques, praças e grandes jardins.

Florescimento: setembro a novembro.

Frutificação: setembro a outubro.

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Babaçu (Orbignia speciosa)


Babaçu (Orbignia speciosa)

BABAÇU (Orbignia speciosa)A denominação Babaçu (Orbignia speciosa) é comum a várias palmeiras brasileiras conhecidas também por outros nomes, como aguaçu, uauaçu, coco-de-macaco e coco-pindoba. Embora sejam conhecidas várias espécies do gênero Orbignia, assumem particular importância, por serem boas produtoras de frutos, Orbignia speciosa (ou O. martiana) e O. olifera, de frutos maiores que a primeira.

Um dos mais importantes recursos vegetais do Brasil, o babaçu fornece matéria-prima para o fabrico de sabões e detergentes, margarina e óleos comestíveis, além de atender a um sem-fim de necessidades impostas pela vida cotidiana das populações rurais fixadas em suas áreas de ocorrência.

O caule ou estipe pode alcançar 15m de altura e quarenta centímetros de diâmetro em O. speciosa, que começa a frutificar com sete a oito anos. Existem, em conjunto, 15 a 20 folhas ou palmas, de cinco a dez metros de comprimento, com bainha e pecíolo persistentes e fibrosos. As flores sésseis, providas de cálice, são protegidas por espatas lanceoladas. O fruto, castanho quando maduro, mede de 8 a 15cm de comprimento e cinco a sete de diâmetro. Esse tamanho depende das condições ecológicas e das variedades de cada espécie. Cada fruto pode conter até oito sementes ou amêndoas, que constituem a parte de maior valor, por encerrarem óleo, sais minerais, fibras, proteínas e carboidratos. O óleo é de cor branca, levemente amarelada.

O babaçu ocorre espontaneamente nos estados do Maranhão e Piauí, em terras arenosas e baixas dos vales dos rios Itapecuru, Pindaré, Grajaú, Mearim e Parnaíba, entre a costa e o planalto. Nessa região, a espécie mais comum é a Orbignia speciosa.

Em Minas Gerais, as palmeiras são frequentes ao longo do rio São Francisco e seus afluentes e, ao norte, em direção ao rio Urucuri. Em Goiás, acham-se na região norte, e, em Mato Grosso, a oeste. Solo arenoso e água disponível no solo são de importância para o sistema radicular e é talvez por isso que o babaçu ocorre tão intensamente em certas áreas e de modo muito esparso em áreas vizinhas.

Babaçu, Botânica E Importância Econômica Do BabaçuA população das regiões onde vegeta o Babaçu usa o caule e as folhas da planta para a construção de casas rústicas e o palmito em sua alimentação ou na de animais domésticos. Há referências de que o caule pode ser usado na produção de açúcares e proteínas.

Apenas seis a oito por cento do peso do fruto correspondem às sementes, que encerram de 65 a 68% de óleo, utilizável na fabricação de sabões e detergentes e, após a refinação, para fins alimentícios e produção de margarina. Esse óleo é semelhante, em suas propriedades, ao de coco e de dendê e, como alguns outros, possui elevada quantidade de ácido láurico.

Calcula-se que cada palmeira produtiva é capaz de dar cerca de 3,5kg de óleo por ano. A torta de sementes, após a extração do óleo, pode ser utilizada na alimentação de animais e como fertilizante nitrogenado e fosfatado. Assemelha-se, em composição, à torta de coco.

Não há plantações sistemáticas de babaçu. Toda a produção provém de palmeiras espontâneas. Os estados do Maranhão e Piauí são os maiores produtores. A cada ciclo de floração e frutificação, formam-se de dois a seis cachos, cada qual com 150 a 300 frutos, de modo que uma palmeira produz por ano cerca de 800 frutos.

O caule e as folhas do babaçu são utilizados na construção de casas rústicas e o palmito na alimentação doméstica.

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