As Paisagens Mais Bonitas do Mundo

Transposição do São Francisco

Transposição do São Francisco

Transposição do São FranciscoO projeto de transposição de parte das águas do rio São Francisco para as regiões mais secas do sertão nordestino começa a ser discutido pelo governo federal em 2000. A ideia é construir um sistema de canais, barragens e estações de bombeamento que alimentará rios e açudes de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba com água do Velho Chico. A proposta é paralisada em 2001, devido a dificuldades políticas, à estiagem e à crise energética naquele ano, e retomada em 2003, rebatizada de Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. O Relatório de Impacto Ambiental sobre a transposição, encomendado pelo Ministério da Integração Nacional, identificou 44 efeitos do projeto, sendo 33 negativos, como perda de áreas de vegetação, redução da biodiversidade aquática e terrestre, proliferação de piranhas, diminuição da geração de energia hidrelétrica e aumento da tensão social na região, em conseqüência da desapropriação de terras. O projeto sofre forte oposição tanto do governo de Alagoas, de Sergipe e da Bahia quanto de entidades ambientalistas. Outra crítica é quanto ao fato de se propor levar água para regiões distantes, quando, na própria bacia do São Francisco, a população enfrenta dificuldades de acesso à água, especialmente em seu trecho norte, que percorre o Polígono das Secas. Para os defensores da transposição, ela garantirá o consumo humano e o desenvolvimento econômico do semi-árido, reduzindo o êxodo rural. Afirmam ainda que o projeto contará com programas ambientais e sociais que minimizarão ou compensarão os problemas gerados, criando áreas de conservação e programas de reflorestamento e de apoio às comunidades locais. Outra discussão que se trava é como revitalizar o São Francisco, cuja vazão, qualidade da água e biodiversidade vêm diminuindo em virtude de barragens, obras de irrigação irregulares, falta de saneamento básico, contaminação por agrotóxicos, perda de matas ciliares e assoreamento do rio e seus afluentes.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br - www.megatimes.com.br

Agroflorestas

AgroflorestasAgroflorestas

Sistemas produtivos nos quais a produção de bem(ns) florestal(is) está associada à produção de alimentos para o homem. São constituídas numa determinada área, por várias espécies perenes, envolvendo espécies arborescentes madeiráveis (para uso local ou abastecimento de indústrias do setor florestal), espécies frutíferas, condimentares, medicinais, melíferas, café, cacau, espécies de uso múltiplo, etc.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com

Processos de Armazenamento, Contenção e Incineração de Resíduos Perigosos

Armazenamento

A literatura científica tem pouca informação sobre a eficácia do processo de armazenamento, pois além de ocorrerem vazamentos, derramamentos, temos o processo de volatilização de POP’s, este problema se agrava em países tropicais.

Mesmo em climas temperados o armazenamento e manuseio leva a contaminações do meio ambiente. Como exemplo, cito o caso de um depósito na cidade de Alberta no Canadá, que foi monitorado em 1995, possui instalações bem construídas e fechadas, mantidas sob pressão negativa com filtros de exaustão, e o ar filtrado ainda lançava PCB’s ao ambiente.

Enterro em aterros sanitários
Os aterros sanitários não são uma tecnologia de destruição apenas um método de confinamento, deve-se  ressaltar que pode ser considerado um método relativamente ineficaz de confinamento, pois os componentes no lixo enterrado, em geral, escapam ao ambiente próximo, principalmente por lixiviação para águas subterrâneas e por volatilização para o ar.

Aterros Sanitários são em geral eficazes nos 10 primeiros anos e têm efeito retardário após 25 anos, mas são comparáveis a uma situação de referência, sem isolamento, após 100 anos. Logo sistemas de isolamento para locais de disposição e solos contaminados sem imobilização podem ser comparados a uma bomba-relógio de efeito retardado, que no futuro coloca em risco a saúde humana e o meio ambiente.

Injeção em poço profundo
Esta forma de tecnologia não é muito utilizada. Em 1996 a FAO, apontou a injeção em poço profundo como não apropriada, em função risco ambiental e a falta de controle. 

Nos Estados Unidos até 1989, já haviam ocorrido em torno de 39 falhas documentadas, ocorreram vazamentos em aquíferos profundos, inclusive em águas subterrâneas utilizadas para o abastecimento público. Não existem métodos para predizer as rotas ou a velocidade da migração dos resíduos injetados para as águas subterrâneas ou do escape para a superfície, não se consegue detectar fraturas verticais em formações subterrâneas o que permite o transporte de compostos injetados através de câmaras não-porosas até as águas subterrâneas.

Sistemas de combustão
Até a industrialização, a queima era considerada o método eficaz de dispor qualquer material não desejado, o qual poderia ser queimado. Em função das mudanças drásticas que sofreram os resíduos e produtos gerados pelas atividades antropogênicas , os sistemas de combustão do lixo tornam-se cada vez mais complexos e caros.

Métodos de incineração
Não recomendado
Incineração em alta temperatura, em geral.
Agrotóxicos inorgânicos, agrotóxicos contendo mercúrio e organometais.
Incinerador em pequena escala, sem “scrubber” (sistema de lavagem de gases).
Agrotóxicos contendo cloro, fósforo, enxofre ou nitrogênio e grandes quantidades de agrotóxicos em geral.
Incinerador em pequena escala e incinerador móvel com “scrubber”.
Agrotóxicos contendo cloro, bromo ou outros halogênios, com algumas qualificações.
Forno de cimento
Agrotóxicos contendo cloro, bromo, ou outros halogênios, incluindo derivados do ácido fenoxiacético, com algumas qualificações.


Incineradores de Resíduos Perigosos

O grupo de Trabalho Ad Hoc do Fórum Intergovernamental de Segurança Química 1996, avaliou a possibilidade de se usar incineradores para destruição de estoques de POP’s, as conclusões e as recomendações deste grupo, foram mais tarde adotadas pelo Conselho de Administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente em 1997, sendo a seguinte conclusão:

“... As plantas de incineração de resíduos com melhor tecnologia disponível hoje envolvem altos custos de construção, são de operação sofisticada, e a sua adoção maciça em países em desenvolvimento é improvável em futuro próximo. Outras opções incluindo o transporte para plantas já existentes e/ou uso de outras metodologias de disposição e/ou políticas de materiais de sucesso comprovado devem ser mais pesquisadas.”

Embora os incineradores modernos podem ser inviabilizados em função do custo de construção para vários países, devem ser ressaltado que existem outros questionamentos quanto a esse processo os átomos de cloro são obstáculos eficazes para o fogo, eles tendem a extinguir  os radicais livres de hidrogênio, que propagam as reações no incinerador, dificultando que a combustão se torne completa. Os incineradores têm alto custo operacional por exigirem altas temperaturas; Os gases de chaminé da combustão apresentam um problema sério de corrosão nas altas temperaturas; A maior preocupação se prende a geração de produtos de combustão incompletos, que são formados em pequenas quantidades, no caso de PCB’s, quando queimados formam dioxinas e dibenzofuranos clorados (CDF), outros materiais presentes nos efluentes de chaminés incluem HCI, CO,CO2, NOx e O2,a remoção desses materiais dos gases de chaminé é extremamente difícil e cara.

A eficiência dos incineradores modernos é atualmente questionada na distribuição de POP’s em função da associação de POP’s recém formados no ambiente próximos aos incineradores, que apresentavam uma contaminação no ar, solo, vegetação, animais e nas populações humanas.

Poucos testes com incineradores de resíduos perigosos foram realizados para que se possa permitir que se determine a eficiência de destruição. As eficiências de destruição, em geral, são bem baixo do valor considerado real de 99,99%,para substâncias destruidoras do ozônio foram encontradas EDR’s  de 99,999%.

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Espécies Ameaçadas de Extinção no Planeta

Espécies Ameaçadas de Extinção no Planeta

Espécies Ameaçadas de Extinção no Planeta
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o crescimento populacional associado a padrões de consumo insustentáveis pela natureza ameaça a biodiversidade. A edição de 2014 do relatório Planeta Vivo, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês), aponta o declínio geral de 40% do acervo biológico em 30 anos, envolvendo espécies florestais, marinhas e de água doce. As espécies de água doce diminuíram 54%.


Lista vermelha

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) enumera, na edição de 2007 de sua Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, 15.891 espécies que estão em via de desaparecer – 5.482 a mais que no levantamento anterior, de 2002. O aumento não se deve a um processo de extinção em massa, mas pode ser explicado pela inclusão de relações inéditas de espécies ameaçadas de anfíbios e de vegetais. O caso dos anfíbios é especialmente alarmante: no mundo, uma em cada três espécies desses animais corre o risco de extinção.

Cites

Outra lista de espécies ameaçadas é atualizada periodicamente pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites, sigla em inglês). O objetivo da organização é controlar o nível de preservação dos animais silvestres e das plantas comercializados no mundo. A lista geral, dividida por apêndices conforme o grau de perigo enfrentado pela fauna e flora, inclui 5 mil espécies animais e 28 mil de plantas, como o mogno brasileiro. A escolha é definida por representantes dos 166 países que até dezembro de 2007 aderiram à convenção.

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Educação Ambiental | História e Conceitos da Educação Ambiental


Educação Ambiental - História e Conceitos da Educação Ambiental

Educação Ambiental
A origem dos problemas ambientais no mundo, sua relações com o desenvolvimento econômico/social e com os avanços do conhecimento científico, atrelada às diversas necessidades da humanidade em seu processo de construção e transformação do meio natural, social, cultural e ético. Ao mesmo tempo, a Educação Ambiental surge transforma e se transforma, ao longo dos últimos anos, como proposta de educação para ajudar na resolução dos desafios colocados pelo próprio desenvolvimento das forças produtivas no final de século e início deste novo milênio.

Os anos 1970

Quando e como aparecem os primeiros problemas ambientais?
Todos nós temos conhecimento de que as questões ambientais começaram a se apresentar pelos idos dos anos 1970, quando eclode no mundo um conjunto de manifestações, incluindo a liberação feminina, a revolução estudantil de maio de 1968 na França e o endurecimento das condições políticas na América Latina, com a instituição de governos autoritários, em resposta às exigências de organização democrática dos povos em busca de seus direitos à liberdade, ao trabalho, à educação, à saúde, ao lazer e à definição participativa de seus destinos. Naquela época em que dançávamos o rock and roll e nos emocionava a canção de Geraldo Vandré, “Para não dizer que não falei de flores”, o que acontecia no mundo? Fortalecia-se o processo de implementação de modelos de desenvolvimento fortemente neoliberais, regidos pela norma do maior lucro possível no menor espaço de tempo. Com o pretexto da industrialização acelerada, apropriava-se cada vez mais violentamente dos recursos naturais e humanos.

O processo de consolidação do capitalismo internacional, paralelo ao paradigma positivista da ciência, já não conseguia dar reposta aos novos problemas, caracterizados pela complexidade e interdisciplinaridade, no contexto de uma racionalidade meramente instrumental e de uma ética antropocêntrica.

No âmbito educativo, processavam-se críticas à educação tradicional e às teorias tecnicistas que visavam à formação de indivíduos eficientes e eficazes para o mundo do trabalho, surgindo movimentos de renovação em educação.

Os antecedentes da crise ambiental da década de 1970 manifestarem-se ainda nas décadas de 1950 e 1960, diante de episódios como a contaminação do ar em Londres e Nova York, entre 1952 e 1960, os casos fatais de intoxicação com mercúrio em Minamata e Niigata, entre 1953 e 1965, a diminuição da vida aquática em alguns dos Grandes Lagos norte-americanos, a morte de aves provocada pelos efeitos secundários imprevistos do DDT e outros pesticidas e a contaminação do mar em grande escala, causada pelo naufrágio do petroleiro Torrei Canyon, em 1966.

Esses acontecimentos, entre outros, receberam ampla publicidade, fazendo com que países desenvolvidos temessem que a contaminação já estivesse pondo em perigo o futuro do homem.
Ainda não se falava de Educação Ambiental, mas os problemas ambientais já demonstravam a irracionalidade do modelo de desenvolvimento capitalista.

Ao mesmo tempo, na área do conhecimento científico, deram-se algumas descobertas que ajudaram a perceber a emergente globalidade dos problemas ambientais. A construção de uma ciência internacional também começava a consolidar-se nas décadas de 1960 e 1970, sendo que grande parte dos conhecimentos atuais dos sistemas ambientais do mundo foi gerada nesse período.

Com o notável avanço da ecologia e de outras ciências correlatas, grande parte do conhecimento existente sobre o meio ambiente, que era suficiente para satisfazer às necessidades do passado, passou a ser insuficiente para embasar a tomada de decisões na organização ambiental da época. Com a ampliação do “movimento ambientalista”, na Segunda metade do século XX, passaram a ser elaborados quase todos os aspectos do meio natural associados ao interesse pela situação do ser humano, tanto no plano da comunidade como no das necessidades individuais de vida e subsistência, destacando-se a relação entre os ambientes artificiais e os naturais.

O movimento conservacionista anterior, de proteção à natureza, interessava-se em proteger determinados recursos naturais contra a exploração abusiva e destruidora, alegando razões gerais de prudência ética ou estética. O novo movimento ambiental, sem descartar essas motivações, superou-as, estendendo seu interesse a uma variedade maior de fenômenos ambientais. Alegava que a violação dos princípios ecológicos teria alcançado um ponto tal que, no melhor dos casos, ameaçava a qualidade da vida e, no pior, colocava em jogo a possibilidade de sobrevivência, em longo prazo, da própria humanidade.

A fim de buscar respostas a muitas dessas questões, realiza-se, em 1972, a Conferência de Estocolmo. Desde então, a Educação Ambiental passa a ser considerada como campo da ação pedagógica, adquirindo relevância e vigência internacionais.

As discussões em relação à natureza da Educação Ambiental passaram a ser desencadeadas e os acordos foram reunidos nos Princípios de Educação Ambiental, estabelecidos no seminário realizado em Tammi (Comissão Nacional Finlandesa para a UNESCO, 1974). Esse seminário considerou que a Educação Ambiental permite alcançar os objetivos de proteção ambiental e que não se trata de um ramo da ciência ou uma matéria de estudos separada, mas de uma educação integral permanente.

Em 1975, a UNESCO, em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (PNUMA), em resposta à recomendação 96 da Conferência de Estocolmo, cria o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA), destinado a promover, nos países-membros, a reflexão, a ação e a cooperação internacional nesse campo. Sem dúvida, a Conferência de Estocolmo configurou-se mais como um ponto centralizador para identificar os problemas ambientais do que como um começo da ação para resolvê-los.

No início da década de 1970, importantes organismos especializados das Nações Unidas tinham iniciado programas sobre vários países desenvolvidos tinham estabelecido instituições nacionais para manejar os assuntos ambientais (ministérios do meio ambiente, organismo especializados, etc.). O elemento ambiental integrou-se aos programas de muitos organismos intergovernamentais e governamentais que se ocupavam das estratégias de desenvolvimento.

Em seu primeiro período em 1973, o PNUMA destacou como alta prioridade os temas referentes ao meio ambiente e ao desenvolvimento, o que constituiu um conceito fundamental de seu pensamento.

Nesse período, realizou-se um conjunto de experiências e práticas de Educação Ambiental em muitos países que possibilitou avanços importantes na sua conceituação, inspirada em uma ética centrada na natureza, que pode ser identificada como a “Vertente Ecológico-Preservacionista da Educação Ambiental”.

A Conferência de Estocolmo inspirou um interesse renovado na Educação Ambiental na década de 1970, tendo sido estabelecida uma série de princípios norteadores para um programa internacional e planejado um seminário internacional sobre o tema, que se realizou em Belgrado, em 1975.

Dois anos mais tarde celebrou-se em Tbilisi, URSS, a Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, que constitui, até hoje, o ponto culminante do Programa Internacional de Educação Ambiental. Nessa conferência foram definidos os objetivos e as estratégias pertinentes em nível nacional e internacional. Postulou-se que a Educação Ambiental é um elemento essencial para uma educação global orientada para a resolução dos problemas por meio da participação ativa dos educandos na educação formal e não-formal, em favor do bem-estar da comunidade humana.

Acrescentou-se aos princípios básico da Educação Ambiental nessa conferência é a importância que é a importância que é dada às relações natureza-sociedade, que, posteriormente, na década de 1980, dará origem à vertente socioambiental da Educação Ambiental.

A sensibilidade diante do meio ambiente aumentou entre as populações mais ricas e com maior nível de educação, sendo estimulada por meio de livro e filmes, assim com pelos jornais, revistas e meios de comunicação eletrônicos. As organizações não-governamentais desempenharam um importante papel no desenvolvimento de uma melhor compreensão dos problemas ambientais. No Brasil, em 1973, cria-se a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), no âmbito e preocupa-se em definir seu papel no contexto nacional.

Os anos 1980

A década de 1980 caracteriza-se por uma profunda crise econômica que afeta o conjunto dos países do mundo, bem como por um agravamento dos problemas ambientais. Concebe-se a realidade socioeconômica em termos sistêmicos e estruturais, mostrando a entropia do processo econômico, com a aplicação das leis da termodinâmica na economia. Fundamenta-se, também, a perspectiva global dos anos 1980: globalidade dos fenômenos ecológicos, as inter-relações entre economia, ecologia e desenvolvimento, políticas ambientais e cooperação internacional. A relação entre a economia e a ecologia leva à necessidade de adoção de um novo sistema de contabilidade ambiental e novos indicadores de bem-estar social e econômico. Realiza-se a crítica ao Produto Nacional Bruto (PNB), postulando-se um novo indicador: o beneficio social líqüido, que inclui o bem-estar econômico, social, individual e global e a noção de qualidade de vida.

No Brasil, a Política Nacional do Meio Ambiente, definida por meio da Lei nº 6.983/81, situa a Educação Ambiental como um dos princípios que garantem “a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar no país condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana”. Estabelece, ainda, que a Educação Ambiental deve ser oferecida em todos os níveis de ensino e em programas específicos direcionados para a comunidade. Visa, assim, à preparação de todo cidadão para uma participação na defesa do meio ambiente.

No Decreto n. º 88.351/83, que regulamenta a Lei n. º 226/87, do conselheiro Arnaldo Niskier, que determina a necessidade da inclusão da Educação Ambiental nos currículos escolares de 1º e 2º graus. Esse parecer recomenda a incorporação de temas ambientais da realidade local compatíveis com o desenvolvimento social e cognitivo da clientela e a integração escola-comunidade como estratégia de aprendizagem.

Em 1987, realiza-se o Congresso Internacional sobre a Educação e Formação Relativas ao Mio Ambiente, em Moscou, Rússia, promovido pela UNESCO. No documento final, Estratégia internacional de ação em matéria de educação e formação ambiental para o decênio de 90, ressalta-se a necessidade de atender prioritariamente à formação de recursos humanos nas áreas formais e não-formais da Educação Ambiental e na inclusão da dimensão ambiental nos currículos de todos os níveis de ensino.

Os anos 1990

A análise da economia mundial das três últimas décadas revela que a brecha entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos tem aumentado. Nesse período a economia dos países desenvolvidos caracterizou-se por processos inflacionários, associados a um crescente desemprego, induzindo a uma combinação de políticas macroeconômicas que aumenta os problemas socioambientais, com o agravamento do processo de deterioração dos recursos naturais renováveis e não-renováveis nos países do Terceiro Mundo.

Os processos de globalização do sistema econômico aceleram-se. Os fatores globais adquirem maior importância na definição das políticas nacionais, as quais perdem força ante as forças econômicas mundiais. Há uma redefinição do papel do Estado na economia nacional, uma crescente regionalização ou polarização da economia e uma paulatina marginalização de algumas regiões ou países, em relação à dinâmica do sistema econômico mundial. Os países que dependem de produtos básicos são debilitados.

Nesse contexto internacional começa a ser preparada a Conferência Rio-92, na qual a grande preocupação se centra nos problemas ambientais globais e nas questões do desenvolvimento sustentável. Nessa conferência, em relação à Educação Ambiental, destacam-se dois documentos produzidos. No Tratado de Educação ambiental para sociedades sustentáveis, elaborado pelo fórum das ONGs, explicita-se o compromisso da sociedade civil para a construção de um modelo mais humano e harmônico de desenvolvimento, onde se reconhecem os diretos humanos da terceira geração, a perspectiva de gênero, o direito e a importância das diferenças e o direito à vida, baseados em uma ética biocêntrica e do amor. O outro documento foi a Carta brasileira de Educação Ambiental, elaborada pela Coordenação de Educação Ambiental no Brasil e se estabelecem às recomendações para a capacitação de recursos humanos.

A Conferência Rio-92 estabelece uma proposta de ação para os próximos anos, denominada Agenda 21. Esse documento procura assegurar o acesso o acesso universal ao ensino básico, conforme recomendações da Conferência de Educação Ambiental (Tbilisi, 1977) e da Conferência Mundial sobre Ensino para Todos: Satisfação das Necessidades Básicas de Aprendizagem (Jomtien, Tailândia, 1990).

De acordo com os preceitos da Agenda 21, deve-se promover, com a colaboração apropriada das organizações não-governamentais, inclusive as organizações de mulheres e de populações indígenas, todo tipo de programas de educação de adultos para incentivar a educação permanente sobre meio ambiente e desenvolvimento, centrando-se nos problemas locais. As indústrias devem estimular as escolas técnicas a incluírem o desenvolvimento sustentável em seus programas de ensino e treinamento. Nas universidades, os programas de pós-graduação devem contemplar cursos especialmente concebidos para capacitar os responsáveis pelas decisões que visem ao desenvolvimento sustentável.

Em cumprimento às recomendações da Agenda 21 e aos preceitos constitucionais, é aprovado no Brasil o Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA), que prevê ações nos âmbitos de Educação Ambiental formal e não-formal.

Na década de 1990, o Ministério da Educação (MEC), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) desenvolvem diversas ações para consolidar a Educação Ambiental no Brasil. No MEC, são aprovados os novos “Parâmetros Curriculares” que incluem a Educação Ambiental como tema transversal em todas as disciplinas. Desenvolve-se, também, um programa de capitação de multiplicadores em Educação Ambiental em todo o país. O MMA cria a Coordenação de Educação Ambiental, que se prepara para desenvolver políticas nessa área no país e sistematizar as ações existentes. O IBAMA cria, consolida e capacita os Núcleos de Educação Ambiental (NEAs) nos estados, o que permite desenvolver Programas Integrados de Educação Ambiental para a Gestão.

Várias organizações estaduais do meio ambiente (OEMAs) implantam programas de Educação Ambiental e os municípios criam as secretarias municipais de meio ambiente, as quais, entre outras funções, desenvolvem atividades de Educação Ambiental. Paralelamente, as ONGs têm desempenhado importante papel no processo de aprofundamento e expansão das ações de Educação Ambiental que se completam e, muitas vezes, impulsionam iniciativas governamentais.
Podemos afirmar, hoje, que as relações sociedade civil organizada entre instituições governamentais responsáveis pela educação ambiental caminham juntas para a construção de uma cidadania ambiental sustentável, baseada na participação, justiça social e democracia consciente.

É evidente que o aprofundamento de processos educativos ambientais apresenta-se como uma condição sine qua non para construir uma nova racionalidade ambiental que possibilite modalidades de relações entre a sociedade e a natureza, entre o conhecimento científico e as intervenções técnicas no mundo, nas relações entre os grupos sociais diversos e entre os diferentes países em um novo modelo ético, centrado no respeito e no direito à vida em todos os aspectos.

Anos 2000 e tendências para o novo milênio

Depois dos atentatode de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, os problemas ambientais mundiais ficou em segundo plano na pauta das discursões políticas, sociais e econômicas no que se diz respeito à sustentabilidade, e a educação ambiental, assim como o tema "sustentabilidade" teve foco nos problemas ambientais locais, passando a ser uma tendência para as novas discursões ambientais no futuro.

Educação Ambiental Educação Ambiental

Todo o processo educativo, que utiliza metodologias diversas, alicerçadas em base científica, com objetivo de formar indivíduos capacitados a analisar, compreender e julgar problemas ambientais, na busca de soluções que permitam ao homem coexistir de forma harmoniosa com a natureza. (2) Processo de aprendizagem e comunicação de problemas relacionados à interação dos homens com seu ambiente natural. É o instrumento de formação de uma consciência, através do conhecimento e da reflexão sobre a realidade ambiental (FEEMA/ Assessoria de Comunicação, informação pessoal, 1986). (3) O processo de formação e informação social orientado para: (I) o desenvolvimento de consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução dos problemas ambientais, tanto em relação aos seus aspectos biofísicos, quanto sociais, políticos, econômicos e culturais; (II) o desenvolvimento de habilidades e instrumentos tecnológicos necessários à solução dos problemas ambientais; (III) o desenvolvimento de atitudes que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental (Proposta de Resolução CONAMA nº02/85). (4) Unidade formada pela comunidade. (9) Conjunto de atividades e idéias que levam o homem a conhecer e utilizar os recursos do ambiente de modo sustentado. A educação ambiental deve ser entendida como o processo de formação social orientado para o desenvolvimento de consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução dos problemas ambientais, tanto em relação a seus aspectos biofísicos quanto sociais, políticos, econômicos e culturais; desenvolvimento de habilidades e instrumentos tecnológicos necessários à solução dos problemas ambientais; desenvolvimento de atividades que levem à participação das comunidades na busca do equilíbrio ambiental.

Educação Ambiental Formal Educação Ambiental Formal

Aquela compreendida no âmbito da rede de ensino regular, cujos objetivos estão distribuídos por uma malha curricular, multidisciplinar, envolvendo atividades de ensino regular, extra-classe, núcleos de estudos ambientais ou centros interdisciplinares. Abrange 1º, 2º e 3º graus, envolvendo professores, estudantes e funcionários da rede escolar.

Educação ambiental informal

Educação ambiental informalAquela que se dirige ao grande público, ou à sociedade, e que se vale dos meios de comunicação convencionais. Ela se presta à difusão de informações ou ao esforço de programas institucionais no âmbito da política, da educação e da cultura ambiental. Ex.: pesquisa, campanhas de opinião pública, articulações políticas com entidades ambientais, comemorações de datas e eventos sobre o meio ambiente.

Educação ambiental não formalEducação ambiental não formal

Aquela que opera através de programas direcionados para os aspectos bem definidos da realidade social e ambiental. Usa meios multivariados. Tem a função de informar e formar. Atua sobre e com comunidades. Desenvolve ações na área da educação, comunicação, extensão e cultura. Tem ainda propósitos informativos para o esclarecimento e orientação de questões de ordem tecnológica.

Educação e desenvolvimento individualEducação e desenvolvimento individual

A Agenda 21 enfatiza a capacitação individual, nas áreas de programa que acompanham os capítulos temáticos, ressaltando a necessidade de ampliar o horizonte cultural e o leque de oportunidades para os jovens. Há em todo o texto um forte apelo para que governos e organizações da sociedade promovam programas educacionais que propiciem uma tomada de consciência dos indivíduos sobre a necessidade de se pensar nos problemas comuns a toda a humanidade. Busca-se, ao mesmo tempo, incentivar o engajamento em ações concretas nas comunidades.

Os Valores da Educação Ambiental Os Valores da Educação Ambiental

A Educação Ambiental deve buscar valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as demais espécies que habitam o planeta, auxiliando o aluno a analisar criticamente o princípio antropocêntrico, que tem levado à destruição inconseqüente dos recursos naturais e de várias espécies. É preciso considerar que:
 
A natureza não é fonte inesgotável de recursos, suas reservas são finitas e devem ser utilizadas de maneira racional, evitando o desperdício e considerando a reciclagem como processo vital;

As demais espécies que existem no planeta merecem nosso respeito. Além disso, a manutenção da biodiversidade é fundamental para a nossa sobrevivência;

É necessário planejar o uso e ocupação do solo nas áreas urbanas e rurais, considerando que é necessário ter condições dignas de moradia, trabalho, transporte e lazer, áreas destinadas à produção de alimentos e proteção dos recursos naturais.

James HansenJames Hansen

James E. Hansen (nascido a 29 de março de 1941), dirige o Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA em Nova Iorque, uma seção do Centro de Voo Espacial Goddard em Greenbelt, Maryland, Divisão de Ciências da Terra. Ele ocupa esta posição desde 1981. Ele é também professor-adjunto no Departamento da Terra e Ciências Ambientais, da Universidade de Columbia.


Acontecimentos internacionais que influenciaram a educação ambiental

Anos 1960
  • 1962 Publicação de Primeira silenciosa, por Rachel Carlson
  • 1965 Utilizada a expressão Educação Ambiental (Environmental Education) na Conferência de Educação da Universidade de Keele, Grã-Bretanha
  • 1966 Pacto Internacional sobre os Direitos Humanos – Assembléia Geral da ONU
  • 1967 Fundação do Clube de Roma

Anos 1970
  • 1972 Publicação do relatório Os limites do crescimento – Clube de Roma
  • 1972 Conferência de Estocolmo – discussão do desenvolvimento e ambiente, conceito de ecodesenvolvimento
  • Recomendação 96 –Educação e Meio Ambiente
  • 1973 Registro Mundial de Programas em Educação Ambiental, EUA
  • 1974 Seminário de Educação Ambiental em Jammi, Finlândia – Educação Ambiental é reconhecida como educação integral e permanente
  • 1975 Congresso de Belgrado – Carta de Belgrado – estabelece as metas e princípios da Educação Ambiental
  • 1975 Programa Internacional de Educação Ambiental – PIEA-UNESCO
  • 1976 Reunião Sub-regional de Educação Ambiental para o Ensino Secundário, Chosica, Peru- discussão sobre as questões ambientais na América Latina estarem ligadas às necessidades de sobrevivência e aos direitos humanos
  • 1976 Congresso de Educação Ambiental – Brazzaville, África – reconhece a pobreza como o maior problema ambiental
  • 1977 Conferência de Tbilisi, Geórgia – estabelece os princípios orientadores da Educação Ambiental e enfatiza seu caráter interdisciplinar, critico ético e transformador
  • 1979 Encontro Regional de Educação Ambiental para América Latina em San José, Costa Rica

Anos 1980
  • 1980 Seminário Regional Europeu sobre Educação Ambiental para Europa e América do Norte – assinala a importância do intercâmbio de informações e experiências
  • 1980 Seminário regional sobre Educação Ambiental nos Estados Árabes, Manama, Barein – UNESCO-PNUMA.
  • 1980 Primeira Conferência Asiática sobre Educação Ambiental Nova Delhi Índia
  • 1987 Divulgação do relatório da Comissão Brundtland – Nosso futuro comum
  • 1987 Congresso Internacional da UNESCO-PNUMA sobre Educação e Formação Ambiental – Moscou – realiza a avaliação dos avanços desde Tbilisi, reafirma os princípios de Educação Ambiental e assinala a importância e necessidade da pesquisa e da formação em Educação Ambiental.
  • 1988 Declaração de Caracas – ORPAL-PNUMA – sobre gestão Ambiental na América – denuncia a necessidade de mudar o modelo de desenvolvimento
  • 1989 Primeiro Seminário sobre Materiais para a Educação Ambiental – ORLEAC-UNESCO-PIESA. Santiago, Chile
  • 1990 Declaração de Haia, preparatório da Rio-92 – aponta a importância da cooperação internacional nas questões ambientais.

Anos 1990
  • 1990 Conferência Mundial sobre Ensino para Todos – satisfação das Necessidades Básicas de Aprendizagem, Jomtien, Tailândia – destaca o conceito de analfabetismo ambiental
  • 1990 ONU declara o ano 1990 como o Ano Internacional do Meio Ambiente
  • 1991 Reuniões preparatórias para a Rio-92
  • 1992 Conferência sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, UNCED, Rio-92
  • Criação da Agenda 21
  • Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis, Fórum das ONGs
  • Carta Brasileira de Educação Ambiental, MEC
  • 1993 Congresso Sul-Americano, Argentina – continuidade Rio-92
  • 1993 Conferência dos Direitos Humanos, Viena
  • 1994 Conferência Mundial de População, Cairo
  • 1994 I Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental, Guadalajara, México
  • 1995 Conferência para o Desenvolvimento Social, Copenhague – criação de um ambiente econômico-político-social-cultural e jurídico que permita o desenvolvimento social
  • 1995 Conferência Mundial da Mulher, Pequim
  • 1995 Conferência Mundial do Clima, Berlim
  • 1996 Conferência Hábitat II, Istambul
  • 1997 II Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental, Guadalajara, México
  • 1997 Conferência sobre Educação Ambiental, Nova Delhi, Índia
  • 1998 Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Sociedade: Educação e Conscientização Pública para a Sustentabilidade, Thessaloniki, Grécia

Acontecimento no Brasil que influenciaram a Educação Ambiental

Anos 1970
  • 1971 Cria-se no Rio Grande do Sul a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN)
  • 1972 A Delegação Brasileira na Conferência de Estocolmo declara que o país está “aberto à poluição, porque o que se precisa é dólares, desenvolvimento e empregos” – apesar disso, contraditoriamente, o Brasil lidera os países do Terceiro Mundo para não aceitar a Teoria do Crescimento Zero proposta pelo Clube de Roma
  • 1973 Cria-se a Secretaria especial do Meio Ambiente, SEMA, no âmbito do Ministério do Interior, que, entre outras atividades, contempla a Educação Ambiental
  • 1977 SEMA constitui um grupo de trabalho para a elaboração de um documento sobre a Educação Ambiental, definindo o seu papel no contexto brasileiro
  • 1977 Seminários, encontros e debates preparatórios à Conferência de Tbilisi são realizados pela FEEMA, RJ
  • 1978 A Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul desenvolve o Projeto Natureza (1978-1985)
  • 1978 Criação de cursos voltados às questões ambientais em várias universidades brasileiras
  • Anos 1980
  • 1984 O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) apresenta uma resolução, estabelecendo diretrizes para a Educação Ambiental
  • 1986 A SEMA e a Universidade de Brasília organizam o primeiro Curso de Especialização em Educação Ambiental (1986-1988)
  • 1986 I Seminário Nacional sobre Universidade e Meio Ambiente
  • 1986 Seminário Internacional de Desenvolvimento Sustentado e Conservação de Regiões Estuarinas – Lagunares (Manguezais), São Paulo
  • 1987 O MEC aprova o Parecer n.º 226/87, do conselheiro Arnaldo Niskier – inclusão da Educação Ambiental nos currículos escolares de 1º e 2º graus
  • 1987 II Seminário Universidade e Meio Ambiente, Belém, Pará
  • 1988 A Constituição Brasileira de 1988, art. 225 no capítulo VI – Do Meio Ambiente, inciso VI – destaca a necessidade de promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. Para cumprimento dos preceitos constitucionais, leis federais, decretos, constituições estaduais e leis municipais determinam a obrigatoriedade da Educação Ambiental
  • 1988 Fundação Getúlio Vargas traduz e publica o relatório Brundtland, Nosso futuro comum
  • 1988 A Secretaria de Estado do meio Ambiente de São Paulo e a CETESB publicam a edição-piloto do livro Educação Ambiental – Guia para professores de 1º e 2º graus
  • 1988 I Fórum de Educação Ambiental – São Paulo
  • 1989 Criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), pela fusão da SEMA, SUDEPE, SUDHEVEA e IBDF, onde funciona a Divisão de Educação Ambiental
  • 1989 Programa de Educação Ambiental em Universidade Aberta da Fundação Demócrito Rocha, por meio de encartes nos jornais de Recife e Fortaleza
  • 1989 Primeiro Encontro Nacional sobre Educação Ambiental no Ensino Formal, IBAMA-UFRPE, Recife
  • 1989 Cria-se o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) no Ministério do Meio Ambiente (MMA), apoiando projetos que incluem a Educação Ambiental.
  • 1989 III Seminário Nacional sobre Universidade e Meio Ambiente, Cuiabá, Mato Grosso

Anos 1990
  • 1990 I Curso Latino-Americano de Especialização em Educação Ambiental, PNUMA-IBAMA-CNPq-CAPES-UFMT, Cuiabá, Mato Grosso (1990-1994)
  • 1990 IV Seminário Nacional sobre Universidade e Meio Ambiente, Florianópolis, Santa Catarina
  • 1991 MEC, Portaria n.º 678 (14/05/91) institui que todos os currículos nos diversos níveis de ensino deverão contemplar conteúdos de Educação Ambiental
  • 1991 Projeto de Informações sobre Educação Ambiental, IBAMA-MEC
  • 1991 Grupo de Trabalho para Educação Ambiental coordenado pelo MEC, preparatório à Conferência Rio-92
  • 1991 Encontro Nacional de Políticas e Metodologias para Educação Ambiental, MEC-IBAMA-Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República-UNESCO-Embaixada do Canadá
  • 1991 II Fórum de Educação Ambiental – São Paulo
  • 1992 Criação dos Núcleos Estaduais de Educação Ambiental do IBAMA (NEAs)
  • 1992 Participação das ONGs do Brasil no Fórum de ONGs e na redação do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis
  • 1992 O MEC promove no CIAC do Rio das Pedras em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, o workshop sobre Educação Ambiental, cujo resultado se encontra na Carta Brasileira de Educação Ambiental
  • 1993 Publicação dos livros Amazônia: uma proposta interdisciplinar de Educação Ambiental (Temas básicos) e Amazônia: uma proposta interdisciplinar de Educação Ambiental (Documentos metodológicos), Brasília, 1992-1994 (IBAMA-Universidade e SEDUCs da região)
  • 1993 Criação dos Centros de Educação Ambiental do MEC, com a finalidade de criar e difundir metodologias em Educação Ambiental
  • 1994 Aprovação do Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA), com a participação do MMA-IBAMA-MEC-MCT-MINC
  • 1994 Publicação em português da Agenda 21, feita por crianças e jovens, UNICEF
  • 1994 III Fórum de Educação Ambiental, São Paulo
  • 1996 Criação da Câmara Técnica de Educação Ambiental, CONAMA
  • 1996 Novos Parâmetros Curriculares do MEC que incluem a Educação Ambiental como tema transversal do currículo
  • 1996 Cursos de Capacitação em Educação Ambiental para os técnicos das SEDUCs e DEMECs nos estados, para orientar a implantação dos Parâmetros Curriculares – convênio UNESCO-MEC
  • 1996 Criação da Comissão Interministerial de Educação Ambiental, MMA
  • 1997 Criação da Comissão de Educação Ambiental do MMA
  • 1997 Cursos de Educação Ambiental organizados pelo MEC – Coordenação de Educação Ambiental para as escolas técnicas e segunda etapa de capacitação das SEDUCs e DEMECs – convênio UNESCO – MEC
  • 1997 I Teleconferência Nacional de Educação Ambiental, MEC
  • 1997 IV Fórum de Educação Ambiental e I Encontro da Rede Educadores Ambientais, Vitória
  • 1997 I Conferência Nacional de Educação Ambiental, Brasília.
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