Energia Solar | Células Fotovoltaicas


Energia Solar | Células Fotovoltaicas

Energia Solar | Células Fotovoltaicas
A energia solar é uma fonte se energia limpa e inesgotável, com um enorme potencial energético. Além disso, a descentralização de sua geração torna seu uso acessível a qualquer comunidade em qualquer local. A energia solar também apresenta facilidade e baixo custo da instalação, transmissão e manutenção, juntamente com a longa duração e estabilidade de um sistema adequadamente projetado, proporcionando grande satisfação e retorno do investimento ao usuário. A conversão de energia solar em energia elétrica foi verificado pela primeira vez por Edmond Becquerel, em 1839, o que podemos notar que o seu estudo já despertava interesse a bastante tempo. Através de diversos estudos, houve um avanço significativo na tecnologia fotovoltaica onde se aprimorou o processo de fabricação, a eficiência das células e seu peso, com um uso mais voltado a área espacial. Com a crise mundial de energia de 1973/74, a preocupação em estudar novas formas de produção de energia fez com a utilização de células fotovoltaicas não se restringisse somente para programas espaciais, mas que também pudesse atender a uma demanda de uso coletivo. Um dos fatores que impossibilitava a utilização da energia solar fotovoltaica em larga escala era o alto custo das células fotovoltaicas. As primeiras células foram produzidas com o custo de US$600/W para o programa espacial. Com a ampliação dos mercados e várias empresas voltadas para a produção de células fotovoltaicas, o preço foi reduzindo, até chegar a uma média de US$ 8,00/W, na atualidade. Atualmente, os sistemas fotovoltaicos vêm sendo utilizados em instalações remotas, atendendo a projetos sociais, agropastoris, irrigação e comunicações. As facilidades de um sistema fotovoltaico tais como modularidade, baixo custo de manutenção e vida útil longa, fazem com que sejam de grande importância para instalações em lugares desprovidos da rede elétrica. Há também a inserção da energia solar, em locais onde há oferta de energia elétrica, contribuindo desta forma para o uso racional de fontes tradicionais de energia, como a energia elétrica proveniente de hidroelétricas. Vale ressaltar também, a redução do risco de defeitos por descargas atmosféricas que é um diferencial dos sistemas fotovoltaicos em relação às linhas elétricas. Um sistema solar é composto de células fotovoltaicas, que alimentam.

Um banco de baterias, através de um controlador de carga e descarga, que por sua vez é responsável pela alimentação dos equipamentos eletro eletrônico numa unidade consumidora. O uso de fios bem dimensionados e controladores de carga e descargas são fatores essenciais para a minimização de perdas elétricas durante todo o processo e aumento da vida útil das baterias.

Nanocristais e energia solarNanocristais e energia solar
Cientistas do Laboratório Nacional Los Alamos, nos Estados Unidos, descobriram que um fenômeno chamado "multiplicação das portadoras", no qual nanocristais semicondutores reagem a fótons produzindo múltiplos elétrons, é aplicável a uma gama muito maior de materiais do que se pensava até agora. Ao criar uma "avalanche" de elétrons, os nanocristais permitirão a construir de células solares com uma potência de saída muito maior. Isso abre caminho para novas tecnologias fotovoltaicas - ou energia solar - que converte os fótons da luz do sol em energia elétrica - que são elétrons em movimento. Quanto mais elétrons um fóton consegue excitar, maior será a corrente elétrica gerada pela célula solar. Eles demonstraram que a multiplicação das portadoras não ocorre unicamente nos nanocristais de seleneto de chumbo, mas se dá também com altíssima eficiência em nanocristais de outros compostos, como seleneto de cádmio. Além disso, a pesquisa esclarece o mecanismo da multiplicação das portadoras. O fenômeno nunca foi observado em materiais macroscópicos e se baseia inteiramente nas propriedades únicas da física quântica. “É por isto que é o tamanho da partícula, e não sua composição, que é o principal determinante da eficiência do efeito.” "Em cristais nanométricos, as fortes interações elétron-elétron tornam os elétrons de alta energia instáveis. Estes elétrons somente existem em seu chamado estado virtual por um instante, antes de se passarem a um estado mais estável, que compreende dois ou mais elétrons," explica um dos pesquisadores da equipe, o Dr. Victor Klimov. Outra aplicação possível desses nanocristais está nas tecnologias de geração de combustível por processos solares. O principal exemplo é a quebra da molécula da água para produção de hidrogênio, por meio de foto-catálise. Esse processo exige quatro elétrons por molécula de água e sua eficiência pode ser incrivelmente melhorada se esses múltiplos elétrons puderem ser produzidos pela absorção de um único fóton.

Energia solar é armazenada quimicamente de forma eficiente
Engenheiros do Instituto Paul Scherrer, Suíça, conseguiram romper uma das maiores barreiras ao uso disseminado da energia solar: eles provaram ser técnica e economicamente viável o armazenamento da energia elétrica gerada a partir da luz do sol. A energia solar foi aproveitada em um reator que atinge temperaturas de 1.200 graus Celsius. O reator, fabricado na Suiça, foi instalado em uma indústria em Israel. A redução do óxido de zinco, gerando o zinco metálico puro, é uma forma interessante de se armazenar quimicamente a energia do sol: além de poder ser utilizada quando for necessária, ela pode ser transportada. O zinco pode ser utilizado tanto para a fabricação de baterias como para a produção de hidrogênio, reagindo com vapor de água. Em ambos os casos o zinco se recombina com o oxigênio, gerando novamente o óxido de zinco original. Esse, por sua vez, pode voltar ao início do processo. Após testes exaustivos com protótipos de reatores em nosso forno solar, começou a funcionar com sucesso nossa planta-piloto, no Instituto de Ciências Weizmann, em Rehovot, próximo a Tel Aviv," comemorou Christian Wieckert, coordenador do projeto. Os primeiros testes da usina solar de geração de energia elétrica empregaram 30 por cento da energia solar disponível, produzindo 45 quilos de zinco por hora, um volume superior ao esperado inicialmente. Para que se compare às plantas tradicionais de produção de zinco, os pesquisadores afirmam ser necessário atingir uma eficiência entre 50 e 60 por cento. O sucesso deste projeto solar abre caminho para o emprego em larga escala de um processo termoquímico, no qual a energia solar pode ser armazenada e transportada na forma de um combustível químico. No processo, o zinco é combinado com carvão, coque ou biomassa de carbono, que agem como um agente reativo. A eficiência do novo reator permite que o agente reativo utilizado seja apenas metade daquele empregado nas operações tradicionais.

 silício O Brasil na produção de silício para painéis solares
Uma pesquisa para a obtenção de silício de alta pureza, que serviria à indústria de energia solar e eletrônica, está sendo desenvolvido pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para isso, o Cetem tem a parceira da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) e da Universidade de Campinas (Unicamp), entre outros. Segundo o diretor do Cetem, Adão Benvindo da Luz, o governo federal está montando um programa para a obtenção de silício para a área de energias alternativas. E o Cetem colabora com esse esforço, segundo disse Adão da Luz durante as comemorações dos 30 anos de atividades do CETEM na área de tecnologia mineral.

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Cadeia produtiva do silício
O silício é matéria-prima usada para a fabricação dos painéis solares, que usam células fotovoltaicas, para transformar a energia solar em energia elétrica. O grande desafio agora é você produzir esse silício de grau solar porque, no momento, ele é importado", esclareceu. Hoje, o país fabrica as células fotovoltaicas, mas não produz o silício de grau solar. "Essa cadeia precisa ser fechada", observou o diretor do Cetem. "É um programa de médio a longo prazo", afirmou. Os investimentos deverão ser oriundos do fundo setorial CT Energia.

Silício grau solar
A expressão grau solar refere-se ao nível de pureza do silício que deve ser alcançado para que as células solares sejam eficientes. O grau menos puro do silício, utilizado para fabricação de aço, é chamado grau metalúrgico. A fabricação de chips de computador exige a mais alta pureza, chamada grau eletrônico.

Concentrador solarConcentrador solar
O aproveitamento da energia solar aplicado a sistemas que requerem temperaturas mais elevadas ocorre por meio de concentradores solares, cuja finalidade é captar a energia solar incidente numa área relativamente grande e concentrá-la numa área muito menor, de modo que a temperatura desta última aumente substancialmente. A superfície refletora (espelho) dos concentradores tem forma parabólica ou esférica, de modo que os raios solares que nela incidem sejam refletidos para uma superfície bem menor, denominada foco, onde se localiza o material a ser aquecido. Os sistemas parabólicos de alta concentração atingem temperaturas bastante elevadas(8) e índices de eficiência que variam de 14% a 22% de aproveitamento da energia solar incidente, podendo ser utilizada para a geração de vapor e, conseqüentemente, de energia elétrica. Contudo, a necessidade de focalizar a luz solar sobre uma pequena área exige algum dispositivo de orientação, acarretando custos adicionais ao sistema, os quais tendem a ser minimizados em sistemas de grande porte. Entre meados e final dos anos 1980, foram instalados nove sistemas parabólicos no sul da Califórnia, EUA, com tamanhos que variam entre 14 MW e 80 MW, totalizando 354 MW de potência instalada (Figura 3.6). Os custos da eletricidade gerada têm variado entre US$ 90 e US$ 280 por megaWatthora. Recentes melhoramentos têm sido feitos, visando a reduzir custos e aumentar a eficiência de conversão. Em lugar de pesados espelhos de vidro, têm-se empregado folhas circulares de filme plástico aluminizado (NREL, 2000).

Além dos processos térmicos descritos acima, a radiação solar pode ser diretamente convertida em energia elétrica, por meio de efeitos da radiação (calor e luz) sobre determinados materiais, particularmente os semicondutores. O primeiro se caracteriza pelo surgimento de uma diferença de potencial, provocada pela junção de dois metais, quando tal junção está a uma temperatura mais elevada do que as outras extremidades dos fios. Embora muito empregado na construção de medidores de temperatura, seu uso comercial para a geração de eletricidade tem sido impossibilitado pelos baixos rendimentos obtidos e pelos custos elevados dos materiais. O efeito fotovoltaico decorre da excitação dos elétrons de alguns materiais na presença da luz solar (ou outras formas apropriadas de energia). Entre os materiais mais adequados para a conversão da radiação solar em energia elétrica, os quais são usualmente chamados de células solares ou fotovoltaicas, destaca-se o silício. A eficiência de conversão das células solares é medida pela proporção da radiação solar incidente sobre a superfície da célula que é convertida em energia elétrica. Atualmente,as melhores células apresentam um índice de eficiência de 25%(GREEN et al., Segundo B(2000), atualmente os custos de capital variam entre 5 e 15 vezes os custos unitários de uma usina a gás natural que opera com ciclo combinado. Os valores estão situados na faixa de US$ 200 a US$ 300 por megaWatt-hora e entre US$ 3 e US$ 7 mil por quiloWatt.

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Energia Nuclear | Aspectos Econômicos, Tecnológicos e Ambientais


Energia Nuclear | Aspectos Econômicos, Tecnológicos e Ambientais

Energia Nuclear | Aspectos Econômicos, Tecnológicos e Ambientais
Poucos países dominam os processos de produção de energia nuclear, o que torna o urânio uma fonte de energia não acessível a todos os extratos sócio-econômicos. O manejo deste elemento é composto por complexos processos de enriquecimento e geração de energia elétrica nas usinas, implicando a dependência tecnológica da grande maioria dos países em relação aos países mais desenvolvidos nesta área, como o Canadá, Alemanha e Estados Unidos.

No caso brasileiro, ainda há dependência externa no processo de enriquecimento do urânio, realizado no Canadá. Porém, há a perspectiva de que nos próximos anos esta tecnologia seja totalmente dominada e executada em território nacional. Em 2002 foi assinado um acordo de desenvolvimento no Brasil da tecnologia de ultracentrifugação, a mais eficiente no enriquecimento do urânio beneficiado.

Atualmente, com os efeitos do aquecimento global, há necessidade de se encontrar fontes alternativas de energia que não emitam gases com alta capacidade de absorção de energia proveniente do sol, como o metano, o dióxido de carbono, os óxidos de nitrogênio e de enxofre. Dessa forma, a energia nuclear e a procura pelo urânio podem se tornar uma alternativa bastante interessante a ser considerada no suprimento de energia elétrica para as atividades antropogênicas devido à sua característica de não emissão direta desses gases.

No Brasil, é esperado o aumento dos investimentos na produção de urânio e energia nuclear como alternativa à previsão de déficit energético ainda no início da próxima década. A conclusão da usina nuclear Angra II e o presente início da construção de Angra III mostram a tendência do governo nacional em adotar uma estratégia energética com menor dependência de matrizes suscetíveis ao clima, como o são as hidrelétricas.

Entretanto, a alta tecnologia necessária para o enriquecimento do urânio, que é parte de grande importância no processo, o alto custo de operação das usinas nucleares e a periculosidade que envolve o tratamento dos dejetos radioativos desse elemento acabam por encarecer muito o valor do material e, por conseqüência, a energia proporcionada pelo mesmo (cerca de R$45/MWh). Grande parte da resistência à adoção desta matriz energética está no fato não ser renovável e produzir lixo sem possibilidade de reutilização, opondo a tendência mundial de adotar a sustentabilidade como política desenvolvimentista.

O urânio possui alta concentração de energia e consegue ser muito mais eficiente na produção de energia elétrica ou térmica do que outros recursos como a água, o carvão e as células foto-voltáicas. Uma baixa quantidade de urânio é capaz de suprir enormes demandas energéticas. Angra I, por exemplo, conseguiria suprir um milhão de pessoas; e Angra II, dois milhões.

CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear

CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear
Comissão Nacional de Energia Nuclear. É uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Criada em 10 de outubro de 1956, estabelece normas e regulamentos em radioproteção e segurança nuclear, licencia, fiscaliza e controla a atividade nuclear no Brasil.

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Energia Eólica | Esquematização

Energia Eólica | Esquematização

Energia Eólica | Esquematização

Energia eólica é a conversão da energia do vento em energia útil, tal como na utilização de aerogeradores para produzir eletricidade, moinhos de vento para produzir energia mecânica ou velas para impulsionar veleiros. A energia eólica, enquanto alternativa aos combustíveis fósseis, é renovável, está permanentemente disponível, pode ser produzida em qualquer região, é limpa, não produz gases de efeito de estufa durante a produção e requer menos terreno. O impacto ambiental é geralmente menos problemático do que o de outras fontes de energia.

Os parques eólicos são conjuntos de centenas de aerogeradores individuais ligados a uma rede de transmissão de energia elétrica. Os parques eólicos de pequena dimensão são usados na produção de energia em áreas isoladas. As companhias de produção elétrica cada vez mais compram o excedente elétrico produzido por aerogeradores domésticos. Existem também parques eólicos ao largo da costa, uma vez que a força do vento é superior e mais estável que em terra e o conjunto tem menor impacto visual, embora o custo de manutenção seja bastante superior. Em 2010, a produção de energia eólica era responsável por mais de 2,5% da eletricidade consumida à escala global, apresentando taxas de crescimento na ordem dos 25% por ano. A energia eólica faz parte da infraestrutura elétrica em mais de oitenta países. Em alguns países, como a Dinamarca, representa mais de um quarto da produção de energia.

A energia do vento é bastante consistente ao longo de intervalos anuais, mas tem variações significativas em escalas de tempo curtas. À medida que cresce a proporção de energia eólica numa determinada região, torna-se necessário aumentar a capacidade da rede de modo a absorver os picos de produção, através do aumento da capacidade de armazenamento, e de recorrer à importação e exportação de eletricidade para regiões adjacentes quando há menos procura ou a produção eólica é insuficiente. As previsões meteorológicas auxiliam o ajustamento da rede de acordo com as variações de produção previstas.

Estratégia Energética Para o Século XXI

Estratégia Energética Para o Século XXI

Os especialistas em energia do Worldwatch, o Presidente Christopher Flavin e o Pesquisador Associado Seth Dunn, elaboraram um conjunto de critérios que poderão ser utilizados para avaliar a eficácia da nova política energética, como seguem:

A política energética anunciada pelo Governo Bush, é uma oportunidade singular para fornecer à nação uma visão abrangente de um sistema energético para o Século XXI, e recomendar as políticas que ajudarão o país a realizá-la.

Resta saber se uma administração, liderada por dois ex-executivos da indústria do petróleo com ligações pessoais e políticas com as fontes energéticas do passado recente, produzirão uma agenda energética consistente com as necessidades e exigências de um novo século. A dependência crescente em fontes energéticas do Século XX (petróleo) e do Século XIX (carvão) será um despautério e retrocesso tão grande quanto seria um projeto para produção em massa de carruagens em 1901. Também iria, de forma desnecessária e dispendiosa, espoliar o meio-ambiente numa ocasião quando existem fontes energéticas bem mais limpas. E já sabemos que nossos aliados internacionais estão ferrenhamente contra a expansão da dependência em combustíveis fósseis, devido ao seu compromisso para conter o aquecimento global.

Estamos hoje nos primórdios de uma revolução energética tão profunda e veloz como a que impulsionou a era do petróleo, um século atrás. Este novo sistema energético – altamente descentralizado, eficiente e baseado cada vez mais em recursos renováveis e no hidrogênio – já começa a surgir em outras partes do mundo. Sem uma liderança de visão, os Estados Unidos correm o risco de ser ultrapassado por seus competidores econômicos e comprometer sua credibilidade política no cenário internacional..

Acreditamos que a estratégia prestes a ser anunciada deverá ser avaliada na extensão em que incorpore os seguintes princípios de um sistema energético para o Século XXI:

Eficiência Energética: A Pedra Angular
Os investimentos em eficiência energética – a obtenção dos mesmos serviços de iluminação, cozimento, aquecimento, mobilidade e industrialização com menor necessidade de energia – são as primeiras medidas que deveremos adotar, e não as sugestões retrógradas do Vice-Presidente Cheney. Faz muito mais sentido econômico e ecológico obter mais de cada quilowatt ou barril do que cavar por mais carvão e perfurar por mais petróleo. Os avanços na eficiência do uso energético com melhores eletrodomésticos, prédios, automóveis e processos industriais já registraram reduções no volume de energia utilizada por cada unidade do produto econômico.

Entre 1973 e 1999, o consumo de energia nos Estados Unidos por cada unidade do produto interno bruto caiu em 41 porcento. Todavia, como comprovado pelos laboratórios nacionais do Departamento de Energia, os Estados Unidos poderiam reduzir sua relação energia/PIB em mais 10 porcento, através de políticas voltadas à melhoria de eficiência. O insucesso na manutenção dos avanços da eficiência elétrica contribuiu para os problemas energéticos da Califórnia. E a não-modernização das bem-sucedidas normas CAFE [sigla em inglês de Economia Corporativa Média de Combustível] levou aos recentes aumentos dos preços da gasolina. Será que a Casa Branca, cujo chefe do estado-maior dirigiu a Associação Americana dos Fabricantes de Automóveis (que tão bem conduziu o lobby para congelar as normas CAFE), recomendará normas e incentivos significativos para o incremento da eficiência dos automóveis?

Gás Natural: A Ponte para uma Economia Baseada no Hidrogênio
O gás natural é o combustível fóssil mais limpo e de maior crescimento, e apesar do recente aumento de preço, tornou-se o combustível escolhido para geração de energia. Entretanto, o desafio do gás natural não é a sua exploração em áreas ecologicamente sensíveis, como o governo aparentemente procura fazer, e sim o desenvolvimento de novos usos, altamente eficientes, para este combustível. Estes usos incluem co-geração, ou o uso combinado de calor e energia, e tecnologias da microenergia.

“Microenergia” é a expressão utilizada para descrever a tendência global inequívoca da geração de energia para unidades descentralizadas e eficientes, como células de combustível e microturbinas movidas basicamente a gás natural. É uma transformação tão profunda quanto a mudança do mainframe para o computador pessoal, gerando igualmente novas e significativas oportunidades de negócio. Agrilhoando o sistema energético dos Estados Unidos ao Século XX, os modelos nucleares e fósseis de grande porte limitarão a competitividade global da indústria energética dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, agravarão os problemas ambientais e de saúde.

Energia Nuclear e Carvão Limpo: Nostalgia Descabida
O provável projeto do Governo Bush de revitalizar indústrias que vêm padecendo de uma morte lenta há duas décadas é de causar perplexidade. O custo da geração nuclear é aproximadamente o dobro da de outras fontes energéticas existentes no mercado. Este gasto, combinado com a oposição pública, causou a quase paralisação de novas construções em todo o mundo. Investidores privados recusam-se a investir em energia nuclear. Maior subsídio governamental à energia nuclear seria um desperdício gigantesco de recursos públicos.

Os sinais que o governo realizará altos investimentos em “carvão limpo” indicam outro dispêndio imprudente do dinheiro dos contribuintes. O carvão é uma fonte de energia do Século XIX e o mais sujo dos combustíveis fósseis, prejudicando a saúde de milhões de pessoas a cada ano. É também uma indústria do ocaso, esvaziando postos de trabalho devido à mecanização. Com os níveis de emprego se reduzindo em 66 porcento desde 1980, os mineiros de carvão representam hoje menos de 0,1 porcento da força de trabalho dos Estados Unidos. Globalmente, o consumo de carvão está no seu ponto mais baixo desde 1984, tendo a China reduzido seu consumo em 27 porcento desde 1996.

Energia Renovável: Mais Rápida, Barata e Limpa
Outro recente disparate bem conhecido é que, devido à energia renovável representar atualmente cerca de 2 porcento da energia total dos Estados Unidos, desempenhará apenas um papel mínimo no futuro e portanto não desmerecedora de um apoio substancial. Poder-se-ia ter cometido o mesmo erro um século atrás com o petróleo, que representava 2 porcento do consumo energético em 1900, vindo a se tornar o combustível predominante no que alguns historiadores denominam o “século do petróleo.”

O petróleo surgiu inicialmente em mercados de nicho, crescendo rapidamente desde então. A energia eólica e solar estão fazendo o mesmo, crescendo globalmente a taxas anuais de dois dígitos, porém principalmente na Europa e Japão – onde o apoio governamental está criando um mercado vibrante e gerando empregos de alta tecnologia e exportação

 Hoje, a energia eólica é a fonte energética mundial de maior crescimento, registrando 27 porcento anuais, e é mais barata do que a geração a gás e carvão. O consumo de energia solar também está crescendo, particularmente no Japão e Alemanha, cujas políticas de energia renovável são bem mais eficazes do que nos Estados Unidos. Ironicamente, a política de energia renovável mais forte, em nível estadual, é a do Texas, onde uma lei promulgada durante a gestão de Bush, como governador, exige que as concessionárias forneçam uma determinada quantidade de energia de fontes renováveis. Será que poderemos esperar uma norma nacional para a energia renovável do ex-Governador, que tanto fala de introduzir suas histórias de sucesso Texano em Washington?

Hidrogênio: “O Petróleo do Futuro”

Poderá o elemento mais abundante do universo ser o elemento ausente na política energética de Bush? As empresas automotivas e de energia estão despejando centenas de milhões de dólares no desenvolvimento de células de combustível de hidrogênio para equipamentos eletrônicos portáteis, sistemas estacionários de energia e veículos a motor. A tecnologia do hidrogênio e de células de combustível poderá redirecionar o sistema energético global tão profundamente como a descoberta do petróleo e a invenção do motor de combustão interna, mais de um século atrás.

No início do ano, o Presidente propôs um corte de 48 porcento no orçamento de pesquisa de hidrogênio. Enquanto isso, como nas corridas tecnológicas anteriores, as montadoras alemãs e japonesas e as empresas de energia estão liderando a corrida do hidrogênio/célula de combustível, enquanto Detroit e Houston ficam para trás. Preservar a dependência no petróleo e deixar de preparar o terreno para um sistema de energia e transporte baseado no hidrogênio, enfraquecerá gravemente a segurança energética e diversidade nacional, reduzindo a competitividade das empresas norte-americanas nos ferozes mercados automotivos e energéticos.

Descarbonização: Não Recarbonização
Desde 1850, o sistema energético mundial vem se deslocando constantemente de combustíveis com alto teor de carbono para outros, de menor teor. Por razões de eficiência e disponibilidade, nos deslocamos da madeira para o carvão, do carvão para o petróleo e agora, do petróleo para o gás natural. A próxima mudança – para o hidrogênio – desponta no horizonte e os riscos da mudança climática exigem que apressemos sua chegada.

Durante os últimos anos, executivos da indústria do petróleo e automobilística reconheceram publicamente esta tendência de “descarbonização,” observando que a era o petróleo está chegando ao fim (vide abaixo). Entretanto, nossos líderes políticos são omissos em discutir com a população norte-americana a necessidade urgente de descarbonizar sugerindo, ao invés, uma filosofia de “combustíveis fósseis para sempre” que carece da visão de longo prazo que sua política energética alega possuir.

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Indústria de Mineração Cresce com o Degelo Acelerado no Ártico

Indústria de Mineração Cresce com o Degelo Acelerado no Ártico

Indústria de Mineração Cresce com o Degelo Acelerado no Ártico

À medida que os icebergs no Porto Kayak estalam e assoviam enquanto derretem, esta remota cidade ártica e sua cultura também estão desaparecendo com a mudança climática.

O maior empregador de Narsaq, uma empacotadora de camarões, fechou há alguns anos depois que os crustáceos foram para o norte em busca de águas mais frias.

Onde antes havia oito navios de pesca comercial, hoje não há nenhum. Como resultado, a população da cidade, uma das maiores do sul da Groenlândia, foi reduzida para 1.500 habitantes em apenas uma década. Os suicídios estão em alta. "A pesca é o coração desta cidade", disse Hans Kaspersen, um pescador de 63 anos. "Muitas pessoas perderam seu sustento."

Porém, mesmo com as temperaturas mais quentes afetando a vida tradicional na Groenlândia, elas também oferecem intrigantes novas oportunidades para este estado de 57 mil habitantes – e talvez em nenhum lugar isso seja mais aparente do que em Narsaq.

Vastos novos depósitos de minerais e pedras preciosas vêm sendo descobertos com o recuo da maciça calota polar da Groenlândia, formando uma indústria de mineração potencialmente lucrativa. Um dos maiores depósitos mundiais de metais raros – essenciais para a fabricação de celulares, turbinas eólicas e carros elétricos – fica exatamente ao lado de Nasdaq.

Isso pode ser oportuno para a Groenlândia, que sempre dependeu de meio bilhão de dólares em pagamentos de previdência social da Dinamarca, país ao qual pertence. Os lucros da mineração podem ajudar a Groenlândia a se tornar mais autossuficiente, e algum dia podem até mesmo transformá-la na primeira nação soberana criada pelo aquecimento global. "Uma de nossas metas é obter a independência", afirmou Vittus Qujaukitsoq, importante líder sindical trabalhista.

Nova atividade econômica, novo impacto social
Mas a rápida transição de uma sociedade de pescadores e caçadores individuais a uma economia sustentada pela mineração corporativa levanta questões complexas. Como os assentamentos insulares da Groenlândia lidariam com um influxo de milhares de operários chineses ou poloneses, como foi proposto? Será que a mineração afetaria um ambiente essencial à identidade nacional da Groenlândia – as baleias e focas, os silenciosos fiordes de gelo, os míticos ursos polares? Conseguiriam os pescadores reinventar-se como mineiros?

"Acho que a mineração será o futuro, mas esta é uma fase difícil", declarou Jens B. Frederiksen, ministro de habitação e infraestrutura da Groenlândia e vice-premiê. "É um plano que nem todos querem. Estamos falando de tradições, a liberdade de um barco, profissões de família."

O Ártico está aquecendo ainda mais rápido do que outras partes do planeta, e o derretimento do gelo vem causando alarme, entre cientistas, a respeito do nível do mar. No nordeste da Groenlândia, a temperatura média anual subiu 2,5 graus Celsius nos últimos 15 anos, e cientistas preveem que a região poderia se aquecer de 7,8 a 11,7 graus até o fim do século.

O bloco de gelo que cobre os fiordes já não é mais estável o bastante para tráfego de trenós ou motoneves em muitas regiões. A pesca de inverno, essencial para alimentar as famílias, vem se tornando perigosa ou impossível.

Sempre se soube que a Groenlândia fica sobre enormes veios minerais, e o governo dinamarquês os mapeou durante décadas. Niels Bohr, físico nuclear dinamarquês que ganhou o prêmio Nobel e é membro do Manhattan Project, visitou Narsaq em 1957 por seus depósitos de urânio.

Mas as tentativas anteriores de explorar a mineração fracassaram, mostrando-se caras demais nas condições adversas. Agora, o aquecimento alterou a equação.

Em busca de ouro, zinco...
O Gabinete de Minerais e Petróleo da Groenlândia, responsável por administrar o crescimento, atualmente possui 150 licenças ativas para exploração mineral; há dez anos eram apenas 20. No total, as empresas gastaram US$ 100 milhões explorando os depósitos da Groenlândia no ano passado, e várias outras estão solicitando licenças para iniciar a construção de novas minas – de ouro, ferro, zinco e outros metais raros. Há também empresas estrangeiras explorando o petróleo offshore.

"Por mim, eu não ligaria se toda a camada de gelo desaparecesse", declarou Ole Christiansen, presidente da NunamMinerals, maior mineradora da Groenlândia, enquanto caminhava por um possível local para mineração de ouro perto de Nuuk, a capital. "Conforme o gelo derrete, estamos vendo novos lugares com geologias bem atraentes."

A mina de chumbo e zinco Black Angel, fechada em 1990, está tentando reabrir neste ano, disse Jorgen T. Hammeken-Holm, que supervisiona os licenciamentos no gabinete de mineração do país, "pois o gelo está recuando e há muito mais para explorar".

O governo groenlandês espera que essa mineração gere uma nova renda. Ao conceder o governo local à Groenlândia, em 2009, a Dinamarca congelou seu subsídio anual – que está programado para diminuir ainda mais nos próximos anos.

Mas a Groenlândia também pretende usar o poder proporcionado por seus novos recursos minerais para exercer "influência política em questões que importam para nós", explicou Frederiksen, o vice-premiê.

Muitos moradores se ressentem pelo fato de dinamarqueses mais instruídos administrarem as poucas empresas do pequeno país. O governo também quer persuadir a União Europeia a suspender sua proibição sobre as importações de produtos de foca, de 2009, que devastou um negócio crucial para o povo inuíte e resultou num acúmulo de 300 mil peles – cerca de cinco para cada habitante.

Garimpos pelos próximos cem anos
Em Narsaq, um conjunto de casas com cores vivas e cercadas por fiordes espetaculares, duas empresas estrangeiras estão solicitando permissão ao governo para atuar na mineração.

"Isso é importantíssimo; podemos garimpar isso pelos próximos 100 anos", afirmou Eric Sondergaard, geólogo da empresa australiana Greenland Minerals and Energy, que estava nos arredores de Narsaq recentemente. Ele cutucava rochas num planalto parecido com a lua, onde se estima haver 9,5 milhões de toneladas de minério de terras raras.

Essa proximidade promete empregos e a empresa já está treinando alguns jovens em perfuração e inglês, o idioma internacional das operações de mineração. Eles pretendem construir uma planta de processamento, um novo porto e mais estradas (atualmente, a Groenlândia não possui nada disso fora das áreas povoadas).

O minúsculo aeroporto de Narsaq, antes ameaçado de fechamento pela falta de tráfego, poderá ser ampliado. Um proprietário de terras local está pensando em converter um bloco de apartamentos abandonado num hotel.

"Haverá muita gente vindo de fora, e isso será um grande desafio, já que a cultura groenlandesa sempre foi isolada", disse Jasper Schroder, estudante de Universidade da Dinamarca que veio passar férias em casa, em Narsaq.

Ainda assim, ele apoia a mina e espera que ela gere empregos e contenha a onda de suicídios, especialmente entre seus colegas; a Groenlândia tem uma das maiores taxas de suicídio do mundo.

"As pessoas desta cultura não querem ser um fardo para suas famílias se já não podem contribuir", explicou ele. Mas nem todos estão convencidos dos benefícios da mineração.

"Claro que a mina vai ajudar a economia local e a Groenlândia, mas não tenho certeza se ela será boa para nós", declarou Dorothea Rodgaard, que administra uma pousada local. "Estamos preocupados com a perda da natureza."

Muitas decisões políticas importantes estão pendentes junto ao governo da Groenlândia. O sindicato nacional dos trabalhadores quer proibir o uso de tripulações estrangeiras com baixos salários, pois não quer ver o nível salarial local reduzido ou empregos perdidos para trabalhadores estrangeiros. Mas não existem trabalhadores nativos suficientes para construir as minas sem ajuda externa.
E para que o desenvolvimento vá adiante, o governo terá de revisar uma antiga política de "tolerância zero" contra a mineração de material radioativo – um reflexo da rígida postura antinuclear dinamarquesa. Minérios de terras raras ficam quase sempre entremeados com alguns elementos radioativos.

Simon Simonsen, prefeito da Groenlândia do Sul (que inclui Narsaq), afirmou que a maioria dos residentes da região já superou o medo inicial e aceitou os níveis de radioatividade envolvidos. "Se não conseguirmos essa mina", completou ele, "Narsaq continuará ficando cada vez menor".

Uso de Combustíveis Fósseis e Energia Renovável


Uso de Combustíveis Fósseis e Energia Renovável

Uso de Combustíveis Fósseis e Energia RenovávelDerivados do petróleo como gasolina, óleo diesel e óleos combustíveis, o gás natural e o carvão mineral. Eles são chamados de combustíveis fósseis porque são derivados dos remanescentes da plantas e animais antigos. Quando um combustível fóssil é queimado, libera energia e também provoca a liberação de gases poluentes. (2) Materiais combustíveis derivados de formações orgânicas fossilizadas, encontrados em determinadas formações geológicas muito antigas, gerados sob condições ambientais especiais. Carvão mineral, linhito, turfa, gás natural e petróleo são combustíveis fósseis.


O consumo mundial de combustíveis fósseis caiu 0,2% em 2000, porém eles ainda representam 90% do consumo de energia comercial, com 25% da energia mundial derivada do carvão e 41% do petróleo; o consumo global de petróleo aumentou 1,1% em 2000.

O consumo mundial de carvão caiu 4,5% em 2000; a China, responsável por 25%, utilizou 3,5% menos carvão em 2000 do que em 1999.

A energia eólica foi a fonte de energia de maior crescimento no mundo na última década, e cresceu 30% em 2000. A energia eólica representa menos de 1% da eletricidade em todo o mundo, porém recentemente ultrapassou 15% na Dinamarca.

A produção de células solares elétricas deu um salto de 43% em 2000; comparativamente, a geração de energia nuclear aumentou apenas 0,5%.
Emissões de Carbono

Energia RenovávelAs emissões globais de carbono caíram pelo terceiro ano consecutivo em 2000, para 6,3 bilhões de toneladas (-0,6%); as emissões globais de carbono aumentaram 6% na década de 90, em comparação ao ganho de 15% nos anos 80, 29% nos anos 70 e 58% nos anos 60.

As emissões de carbono nos Estados Unidos, hoje, estão 13% acima dos níveis de 1990, contrastando fortemente com a meta de corte de 7% de gases de estufa, até 2010, com a qual os Estados Unidos se comprometeram em Kyoto; o aumento das emissões nos Estados Unidos, entre 1990 e 2000, excede o aumento conjunto da China, Índia e África.

O Japão, com uma meta de redução de 6% até 2010, está hoje 13% acima da marca de 1990.

As emissões de carbono da UE estão hoje 0,5% abaixo dos níveis de 1990, devido em grande parte às reduções substanciais da queima de carvão na Alemanha e no Reino Unido; serão necessários esforços adicionais para atingir a meta da UE de 8% abaixo dos níveis de 1990, até 2010, estabelecida em Kyoto.

As emissões de carbono na China caíram 18%, entre 1996 e 2000; por outro lado, as emissões aumentaram 80% na Coréia do Sul durante este período, e cresceram 57% na Índia.

Nos Estados Unidos, as emissões de carbono dos veículos em 1997 (291 milhões de toneladas) excederam as emissões totais de praticamente todos os países; não houve melhoria na economia de combustível dos carros novos nos Estados Unidos, desde meados da década de 80, devido à crescente popularidade dos veículos utilitários esportivos.

O Impacto da Mudança Climática

Os cientistas detectaram uma redução de 40% na espessura média do gelo ártico, durante os últimos 40 anos; no ritmo atual de aquecimento, o Ártico poderá estar sem gelo algum no verão em meados do século, afetando gravemente a Corrente do Golfo e o clima do norte da Europa.

Cerca de 27% dos recifes de coral mundiais estão hoje gravemente danificados, contra 10% em 1992. Caso o aquecimento global persista, 60% de todos os recifes poderão estar perdidos até 2030 e, com eles, a proteção dos litorais contra ressacas.

Durante os anos 90, o custo econômico dos desastres naturais suplantou US$ 608 bilhões, mais do que as quatro décadas anteriores, conjuntamente; à medida que o nível do mar continue a crescer e os eventos climáticos violentos se tornem mais comuns nas próximas décadas, nossa vulnerabilidade aos desastres naturais continuará a aumentar.

Fonte: www.megatimes.com.br

Hienas | Mamíferos da Família Hyaenidae

Hienas | Mamíferos da Família Hyaenidae

Hienas | Mamíferos da Família Hyaenidae

Hienas são quaisquer mamíferos carniformes feliformes da família Hyaenidae. Com apenas quatro espécies existentes (em três gêneros), é a quinta menor família biológica do Carnivora e uma das menores da classe Mammalia. Apesar de sua baixa diversidade, as hienas são componentes únicos e vitais da maioria dos ecossistemas africanos.

Embora filogeneticamente estejam mais próximos de felinos e vivos, e pertençam à categoria feliforme, as hienas são comportamentais e morfologicamente semelhantes aos caninos em vários elementos de evolução convergente; as hienas e os caninos são caçadores não arbóreos e cursórios que capturam presas com os dentes e não com garras. Ambos comem comida rapidamente e podem armazená-la, e seus pés calejados com garras grandes, bruscas e irrecuperáveis ​​são adaptados para correr e fazer curvas fechadas. No entanto, a higiene das hienas, a marcação do perfume, os hábitos de defecação, o acasalamento e o comportamento dos pais são consistentes com o comportamento de outros feliformes.

Hienas-pintadas podem matar até 95% dos animais que comem, enquanto hienas-listradas são em grande parte sequestradoras. Geralmente, sabe-se que as hienas expulsam predadores maiores, como os leões, de suas mortes, apesar de terem uma reputação na cultura popular por serem covardes. As hienas são principalmente animais noturnos, mas às vezes se aventuram em seus covis nas primeiras horas da manhã. Com exceção da hiena malhada altamente social, as hienas geralmente não são animais gregários, embora possam viver em grupos familiares e se reunir em matanças.

Hienas | Mamíferos da Família Hyaenidae

As hienas surgiram pela primeira vez na Eurásia, durante o período Mioceno, a partir de ancestrais semelhantes ao viverrídeo, e diversificaram-se em dois tipos distintos: hienas do tipo cachorro, levemente construídas e hienas robustas de esmagamento de ossos. Embora as hienas semelhantes a cães tenham prosperado 15 milhões de anos atrás (com um táxon colonizando a América do Norte), elas se extinguiram após uma mudança no clima junto com a chegada de canídeos na Eurásia. Da linhagem das hienas parecidas com cães, apenas o lobo-marinho insetívoro sobreviveu, enquanto as hienas esmagadoras de ossos (incluindo as hienas existentes manchadas, marrons e listradas) tornaram-se os principais indiscutíveis sequestros da Eurásia e da África.

As hienas se destacam no folclore e na mitologia das culturas humanas que vivem ao lado delas. As hienas são comumente vistas como assustadoras e dignas de desprezo. Em algumas culturas, acredita-se que as hienas influenciam o espírito das pessoas, roubam túmulos e roubam animais e crianças. Outras culturas os associam à bruxaria, usando suas partes do corpo na medicina tradicional africana.

As hienas se originaram nas selvas do Mioceno Eurásia há 22 milhões de anos, quando a maioria das espécies feliformes primitivas ainda era amplamente arbórea. As primeiras hienas ancestrais eram provavelmente semelhantes à civeta das palmeiras em faixas; uma das primeiras espécies de hienas descritas, Plioviverrops, era um animal ágil, semelhante a uma civeta, que habitava a Eurásia entre 20 e 22 milhões de anos atrás e é identificável como um hienoide pela estrutura do ouvido médio e da dentição. A linhagem de Plioviverrops prosperou e deu origem a descendentes com pernas mais longas e mandíbulas mais pontudas, uma direção semelhante à adotada pelos canídeos na América do Norte.

Hienas | Mamíferos da Família Hyaenidae
Hienas | Mamíferos da Família Hyaenidae
Hienas | Mamíferos da Família Hyaenidae

As Hienas são  descendentes dos Plioviverrops atingiram seu pico há 15 milhões de anos, com mais de 30 espécies identificadas. Ao contrário da maioria das espécies de hienas modernas, que são especializadas em esmagar ossos, essas hienas parecidas com cães eram animais lupinos e de corpo ágil; uma espécie entre elas era Ictitherium viverrinum, semelhante a um chacal. As hienas parecidas com cães eram muito numerosas; em alguns locais fósseis do mioceno, os restos de itctitério e outras hienas semelhantes a cães superam os de todos os outros carnívoros combinados. O declínio das hienas parecidas com cães começou de 5 a 7 milhões de anos atrás, durante um período de mudanças climáticas, que foi exacerbado quando os canídeos cruzaram a ponte terrestre de Bering para a Eurásia. Uma espécie, Chasmaporthetes ossifragus, conseguiu atravessar a ponte terrestre para a América do Norte, sendo a única hiena a fazê-lo. Os chassopottes conseguiram sobreviver por algum tempo na América do Norte, desviando-se dos nichos de cursorial e esmagador de ossos monopolizados por canídeos e se transformando em um velocista parecido com um guepardo. A maioria das hienas parecidas com cães havia morrido 1,5 milhão de anos atrás.