Bovídeos (Bovidae)

Bovídeos (Bovidae)

Bovídeos (Bovidae)

Os Bovídeos (Bovidae) constituem uma família de mamíferos ruminantes, à qual pertencem animais domésticos como ovelha, cabra, boi e selvagens como os antílopes e bisontes. A família está bem distribuída geograficamente, sendo ausente apenas na Austrália, e ocupa habitats diversos. Os bovídeos são animais herbívoros cujos ancestrais surgiram no Miocênico.

Os maiores bovídeos pesam mais de 1 tonelada e medem mais de 2 metros de altura do ombro; os menores pesam aproximadamente 3 quilogramas e não são mais altos do que um gato doméstico grande. Alguns são encorpados e musculosos, outros são leves e com pernas longas. Muitas espécies congregam-se em grupos grandes com estruturas sociais complexas, mas outras são na maioria do tempo solitários. Dentro de sua distribuição geográfica, ocupam uma grande variedade de habitats, do deserto à tundra e da floresta tropical densa às montanhas elevadas.

Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)

A maioria de membros da família é herbívora (as exceções são os duikers, que são onívoros). Todos os bovídeos têm um estômago tetra-compartimentado que permite que a maioria deles digira alimentos que são demasiadamente baixos em nutrientes para muitos outros animais. Nenhum animal pode digerir diretamente a celulose: como (por exemplo) cangurus e cupins, esses animais (inclusive os bovídeos) possuem bactérias no estômago para quebrar a celulose por fermentação.

Por causa do tamanho e do peso de seus sistemas digestivos complexos, muitos bovídeos têm uma configuração sólida, já os membros mais graciosos da família tendem a ter dietas mais seletivas, ao invés de pastarem. Seus dentes caninos estão ausentes ou modificados para servirem de incisivos extras. Eles também possuem um casco com dois dedos e todos os machos (e muitas fêmeas) têm chifres, sendo que o tamanho e a forma variam extremamente, mas a estrutura básica é sempre uma única saliência óssea sem filiais e coberta de queratina.

A família é conhecida através de registros fósseis do início do Mioceno. O maior número de bovídeos modernos é encontrado na África, com substanciais populações, mas menos diversas na Ásia e América do Norte. Pensa-se que muitas da espécie do bovídeos, que evoluíram na Ásia, eram incapazes de sobreviver ao advento repentino de um predador novo e estranho (seres humanos que vieram da África no Pleistoceno tardio), já as espécies africanas, tiveram muitos milhares dos anos, talvez dos alguns milhões, para se adaptar gradualmente ao desenvolvimento de habilidades humanas de caça. É notável que muitas das espécies de bovídeos de origem asiática (bodes, bois, carneiros, búfalos-de-água, iaque) foram domesticados, acredita-se que os bovídeos asiáticos tiveram menos medo dos seres humanos e eram mais dóceis.

Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)
Bovídeos (Bovidae)

O número pequeno de bovídeos americanos modernos chegaram relativamente recentes pela ponte de terra de Beringia. São o bisonte, o carneiro-selvagem (ou bighorn), o carneiro-de-dall e a cabra-das-montanhas-rochosas.

Rinocerontes do Mundo

Rinocerontes do Mundo

Rinocerontes do Mundo

Os rinocerontes fazem parte da ordem Perissodactyla (mamíferos de dedos ímpares) e da família Rhinocerotidae. Estão divididos em 4 gêneros e 5 espécies: Rinoceronte Branco (Ceratotherium simum)Rinoceronte de Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)Rinoceronte Negro (Diceros bicornis)Rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus) e Rinoceronte Indiano (Rhinoceros unicornis).

Características dos Rinocerontes
Os Rinocerontes habitam desde savanas a florestas mais densas. São animais que possuem um ou dois cornos, estrutura de origem dérmica, composta por pelos queratinosos compactados. Possuem três dedos e uma pele grossa cheia de pregas, os dentes caninos e incisivos são vestigiais, exceto nos asiáticos. As fêmeas reproduzem a cada 2 anos, a gestação dura de 420 a 570 dias e seu único filhote permanece com ela até sua próxima gestação. Elas atingem a maturidade sexual entre 4 e 6 anos e os machos entre 7 e 10 anos e a expectativa de vida pode chegar aos 50 anos.

Rinocerontes do Mundo
Rinocerontes do Mundo


São animais herbívoros, na África alimentam-se mais de pastagem, enquanto na Ásia buscam folhas nas árvores. Possuem hábitos mais noturnos, descansando ao longo do dia. Apesar de pesados podem atingir grandes velocidades em pequenas distâncias e acabam abrindo trilhas por onde passam. Gostam de tomar banho de lama, usada como repelente de insetos e os machos são solitários e territorialistas, marcando seu território com urina e uma pilha de fezes. Durante a estadia reprodutiva os casais podem permanecer até 4 meses juntos.

Rinoceronte Branco (Ceratotherium simum)
Rinoceronte Branco (Ceratotherium simum)

Rinoceronte Branco (Ceratotherium simum)
A maior das espécies é dividida em duas subespécies: o rinoceronte branco do norte encontra-se em menos de uma dezena no Congo e em cativeiro, sendo inviável a reprodução natural entre eles. Há um projeto de transformar células tronco pluripotentes em gametas, para uma reprodução em laboratório. O Rinoceronte Branco do sul está por Botswana, Namíbia, Swazilândia, Zimbabue, Costa do Marfim, Quenia e Zambia. Os governos africanos tem mantido esta espécie em Parques Nacionais. Pesam até 4000 kg e alcançam até 3,77 metros de comprimento, sendo o segundo maior mamífero terrestre.

Rinoceronte de Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)
Rinoceronte de Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)


Rinoceronte de Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)
É a menor das espécies, está distribuída na Malásia e Indonésia. Pode pesar até 1000 kg e medir 145 cm do ombro para baixo.

Rinoceronte Negro (Diceros bicornis)
Rinoceronte Negro (Diceros bicornis)
Rinoceronte Negro (Diceros bicornis)
Rinoceronte Negro (Diceros bicornis)

Rinoceronte Negro (Diceros bicornis)
Difere do Branco por ter a boca com formato mais pontiagudo e são menores. Originalmente disperso por toda África, hoje encontrado apenas em Camarões, África do Sul e Quênia. São divididos em quatro subespécies que podem pesar até 1400 kg e medir 3,75 metros de comprimento. Muitos esforços têm sido feitos para diminuir a caça furtiva e isso tem gerado efeitos positivos no crescimento populacional de uma espécie criticamente ameaçada.

Rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus)
Rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus)
Rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus)

Rinoceronte de Java (Rhinoceros sondaicus)
Restritos a dois Parques Nacionais na Ásia, com populações de algumas dezenas de animais é um dos mamíferos mais ameaçados do mundo. Foi extinto no Vietnã em 2010 e segue com uma pequena população que está suscetível a perda de diversidade genética, doenças e caça ilegal.
Rinoceronte Indiano (Rhinoceros unicornis)
Rinoceronte Indiano (Rhinoceros unicornis)
Rinoceronte Indiano (Rhinoceros unicornis)
Rinoceronte Indiano (Rhinoceros unicornis)

Rinoceronte Indiano (Rhinoceros unicornis)
Encontrado no Nepal e na Índia, pode pesar até 2000 kg. Esforços de conservação estão sendo tomados, como restringi-los a áreas protegidas. No Nepal, guardas parques e seguranças armados protegem estes animais. Tinha por volta de 100 indivíduos no início do séc. XX, hoje existem mais de 2500 indivíduos.

Todas as espécies sofrem com a caça predatória dos humanos, em busca de partes do seu corpo para a medicina tradicional popular. Acreditam que seu corno possui poderes curativos para diversas doenças e pode chegar a ser vendido por 65 mil dólares por kg na Ásia. As populações são pequenas em cada local de ocorrência, tornando-os suscetíveis à extinção.

Abutres do Mundo

Abutres do Mundo


Abutre é o nome vulgar das aves falconiformes (ou accipitriformes) , pertencentes à família Accipitridae, de hábitos necrofágicos, chamadas também de abutres-do-velho-mundo. Exteriormente, são semelhantes aos urubus e condores (os abutres-do-novo-mundo), mas estes pertencem à outra família.

Abutres do Mundo

Rãs | Anfíbios da Ordem Anura

Rãs | Anfíbios da Ordem Anura

Rãs | Anfíbios da Ordem Anura

As rãs são animais da Classe Amphibia, da Ordem Anura (a mesma dos sapos e pererecas) e a maioria pertencem à família Ranidae que tem representantes distribuídos em quase todo o mundo. No Brasil, estes anfíbios são mais representados pela família Leptodactylidae, tendo apenas uma espécie representante da família Ranidae (Lithobates palmipes). As rãs vivem perto de corpos d’água, principalmente lagos e lagoas, possuem a pele lisa, corpo curto e inflexível, com patas traseiras bem desenvolvidas.

As rãs de forma geral possuem quatro dedos nas patas dianteiras e cinco dedos nas patas traseiras. Algumas espécies de rãs minúsculas como as rãs que pertencem ao gênero Brachycephalus das regiões serranas da Mata Atlântica no Brasil, que podem medir entre nove e 13 milímetros, apresentam três dedos nas patas dianteiras e dois nas traseiras. Assim como os sapos, as rãs se caracterizam por especializações da pélvis e das pernas traseiras que as permitem utilizar as duas patas para obter um impulso forte utilizado na natação e no salto.


Rãs | Anfíbios da Ordem Anura

A dieta das rãs é constituída por pequenos artrópodes e insetos e, geralmente, estes anuras são predadores sedentários que ficam de tocaia esperando a presa passar por seu esconderijo. Possuem a língua pegajosa, que é lançada em direção à presa em potencial, facilitando a captura do alimento. Em geral, essas espécies apresentam coloração críptica e frequentemente não dispõem de defesas químicas. Quando são descobertas por um predador, dependem de uma série de saltos rápidos para fugir ou então esticam as patas traseiras e se fingem de mortos. Algumas rãs da família Dendrobatidae como, por exemplo, a Phyllobates terribilis, possuem glândulas sobre a pele que produzem substâncias venenosas e que também constitui uma forma de defesa destes animais.

Existe uma diversidade de formas de reprodução em rãs. O padrão reprodutivo mais conhecido é o que envolve a formação do amplexo entre machos e fêmeas com a fecundação externa. O macho usa as patas dianteiras para segurar a fêmea na região peitoral (amplexo axilar) ou na região pélvica (amplexo inguinal). O amplexo pode ser mantido por várias horas, ou mesmo dias, antes que a fêmea desove na água. Algumas espécies de rãs botam os ovos na espuma que flutua sobre os corpos d’água ou na água da chuva que fica acumulada nas plantas. Em seguida, os ovos se tornam girinos e depois passam por uma metamorfose virando rãs de quatro patas. Apesar da maioria destes anfíbios possuírem a fase larval de girino no seu ciclo reprodutivo, algumas espécies não possuem esta fase e, nesses casos, as fêmeas produzem um número pequeno de ovos que se desenvolvem diretamente em rãs menores já com as características dos indivíduos adultos.