PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ EM SANTA CATARINA

Parque Nacional da Serra do Itajaí em Santa Catarina Parque Nacional da Serra do Itajaí em Santa Catarina

Área da Unidade
57.475,00 (ha)

Um verdadeiro oásis de Mata Atlântica, incrustado e salvo em Santa Catarina.

A consciência dos moradores da região é fácil percebida quando se aproxima da cidade de Blumenau. As enormes montanhas verdes circundam e protegem a bela cidade com forte influência alemã. Até o início do século XX, praticamente toda esta área era de matas primárias, ou seja, mata virgem sem nunca ter sofrido alteração.

Nos relatos históricos consta que apenas em meados de 1896, surgiu ali uma Mina de Prata, mas que não durou muito. A partir daí algumas ações ameaçaram o futuro desta região, como a instalação de serrarias que exploraram a concentração de árvores centenárias daquela mata. Estas serrarias acabaram encerrando suas atividades na década de 70, após uma delas se incendiar e as famílias abandonarem a região. A natureza agradece, pois é neste ambiente agradável e bem preservado que foi criado em junho de 2004, o Parque Nacional da Serra do Itajaí.


Com uma área de 57.374 hectares, o parque abrange além de Blumenau, os municípios de Ascurra, Apiúna, Botuverá, Gaspar, Guabiruba, Indaial, Presidente Nereu e Vidal Ramos, todos em Santa Catarina. Apesar de recente, a unidade já conta com uma estrutura para receber visitantes por ter incorporado em sua área, o antigo parque Municipal das Nascentes, que foi decisivo para essa conquista, pois a reserva municipal é tida como a pedra fundamental do parque atual.

O parque de Itajaí conta com um grande potencial turístico, caminhar pela Trilha do Sapo que leva ao topo do morro com o mesmo nome é imperdível, pois no mirante do topo é possível perceber por todos os lados a importância de preservar este bioma que resta muito pouco no Brasil. Outra trilha que faz parte do roteiro de quem quer visitar o parque é a subida ao Morro Spitzkopf (em alemão cabeça pontuda) que em dias claros tem-se uma vista estupenda de Blumenau e das cidades vizinhas envoltas pela mata. O morro tem 936 metros de altitude e o início do trecho pode ser feito com veículos 4x4, restando apenas o final da trilha para subir a pé. Para os mais preparados a trilha total de 6 quilômetros é um bom exercício em contato com a natureza.

No meio de uma vegetação densa, no coração da mata, formam-se ainda cachoeiras deslumbrantes que atrai um grande número de visitantes especialmente no verão, onde é possível se refrescar nas diferentes quedas. Os rios e saltos localizados ao lado da sede são os mais frequentados, mas leve repelente, pois os borrachudos também adoram a região.

Uma das mais belas quedas do parque é a Cachoeira da Espingarda, apesar do nome, o local é de muita paz e tranquilidade. Após caminhar por quase duas horas numa trilha úmida, cruzando por dentro do rio por mais de 10 vezes, se chega a uma sequência de quedas que se desmancham nas rochas negras e seguem seu curso desenhando a paisagem.

A consciência dos moradores da região é fácil percebida quando se aproxima da cidade de Blumenau. As enormes montanhas verdes circundam e protegem a bela cidade com forte influência alemã. Até o início do século XX, praticamente toda esta área era de matas primárias, ou seja, mata virgem sem nunca ter sofrido alteração. Nos relatos históricos consta que apenas em meados de 1896, surgiu ali uma Mina de Prata, mas que não durou muito. A partir daí algumas ações ameaçaram o futuro desta região, como a instalação de serrarias que exploraram a concentração de árvores centenárias daquela mata. Estas serrarias acabaram encerrando suas atividades na década de 70, após uma delas se incendiar e as famílias abandonarem a região. A natureza agradece, pois é neste ambiente agradável e bem preservado que foi criado em junho de 2004, o Parque Nacional da Serra do Itajaí.

A Cachoeira da Espingarda, uma sequência de quedas se desmancham sobre as rochas negras. O trabalho sério e dedicado do chefe da unidade, aliados à competência dos funcionários mostra que uma boa gestão traz resultados. Para Fábio Faraco, atual chefe do parque, há muito que ser feito, desde indenizar os proprietários que possuem terra dentro do parque, implantar a nova sinalização, melhorar os acessos e muito mais. É muito bom encontrar pessoas dispostas a trabalhar, tendo em vista que em outras unidades do Brasil o ostracismo aliado a falta de recursos e equipamentos resultam em parques em total estado de abandono. Operações de fiscalização também vêm sendo executadas em Itajaí para coibir a ação de palmiteiros e de caçadores, problemas antigos e comuns em áreas de Mata Atlântica.

Parcerias com a ACAPRENA (Associação Catarinense de Preservação da Natureza) uma ONG fundada em 1973 em Blumenau, sendo a terceira mais antiga do país, tem gerado ótimos resultados. A instituição tem atuado em várias frentes de conservação da natureza, desde trabalhos pontuais, como palestras, e atualmente está diretamente ligada ao parque no desenvolvimento de ações relacionadas ao plano de manejo e na implantação de fato da unidade.

A cidade de Blumenau já chamava à atenção no passado para a sua exuberante mata e sua rica biodiversidade. A região já Entre as aves da Mata Atlântica, o Saíra de 7 cores é uma das mais belasfoi local de estudos e pesquisas do notável Fritz Müller, conhecido cientista e naturalista alemão, amigo próximo de Charles Darwin, que viveu e estudou a fauna e a flora da região. Fritz Müller era apaixonado pela natureza e sempre dedicado ao seu trabalho e suas convicções. Em cartas escritas aos irmãos, Müller dizia estar imensamente feliz pela opção que haverá feito de vir morar no Brasil e poder levar uma vida simples como colono e roceiro em meio a mata. Ele gostava tanto da natureza que, às vezes, passava dias no meio do mato fazendo suas pesquisas. O reconhecimento ao morador ilustre veio através de um interessante museu criado em sua homenagem, na casa onde viveu seus últimos anos de vida.

PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ EM SANTA CATARINAApós uma trilha puxada, a recompensa é a vista geral do Mirante do Sapo. A ocupação de estrangeiros foi uma constante no sul do país. Foram alemães, austríacos, e italianos entre outros, que vieram da Europa tentar a sorte por aqui. Dentro do perímetro do parque, mais precisamente num local conhecido como Faxinal dos Bepe, uma família italiana vive a décadas mantendo as tradições e conversando entre si só no dialeto de Veneto. A família vive da agricultura e do gado, e a simpática Dona Fortunata, faz doces e geleias caseiras deliciosos e vende as guloseimas aos visitantes. Jadi, que já faz parte da terceira geração dos Bepe, apoia a criação do parque mas fala com emoção quando o assunto é deixar suas terras, que vem passando de geração em geração. Jadi espera que as indenizações saiam rápido para que ele, seus pais e outros familiares, alguns com mais de 70 anos de vida, possam comprar novas terras e recomeçar a vida em breve.


É nessa região dos Bepe onde ainda observamos faixas extensas de matas preservadas, no alto das montanhas árvores frondosas e quedas d’água ainda desconhecidas. Aos pouco a região vem sendo conhecida, e para os pesquisadores que já estudam a região a décadas, não cuidar do parque é um verdadeiro crime para a humanidade.

Por tudo isso, o Parque Nacional da Serra do Itajaí trouxe com a sua criação, uma nova contribuição para a preservação do que resta deste importante ambiente. Sorte dos pássaros, dos bichos e de todos os seres vivos que ainda sobrevivem neste bioma ameaçado e um dos mais ricos em biodiversidade do nosso planeta.

PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA - SERGIPE

PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA - SERGIPEParque Nacional Serra de Itabaiana - Sergipe

Com uma área de 7.966 hectares, dos quais 3,5% estão regularizados, o Parque Nacional Serra de Itabaiana objetiva preservar os ecossistemas naturais existentes, permitindo a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de Educação Ambiental e de turismo ecológico. Além da importância da biodiversidade local, o Parque, formado pelas serras residuais, domina o relevo da região do agreste sergipanos, dotando a área de importância paisagística. Em sua paisagem sobressaem as Serras de Itabaiana, Comprida e do Cajueiro.

Espécies ameaçadas - O 1º Parque Nacional localizado em Sergipe é uma área caracterizada pelo Ministério do Meio Ambiente como de alta importância para a conservação da biodiversidade. Estudos científicos, realizados sob a coordenação da Universidade Federal de Sergipe, indicam uma composição faunística com a presença de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. No Estudo foram registradas 16 espécies de serpentes, 24 de anfíbios e 123 de aves, sendo que destas últimas, três são restritas da Mata Atlântica e uma endêmica na caatinga. Além disso, na região da Serra Comprida existem registros da ocorrência do macaco-prego-do-peito-amarelo, espécie de primata criticamente ameaçada de extinção.

PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA - SERGIPEO Parque Nacional Serra de Itabaiana está totalmente em Sergipe, distante apenas 40 km de Aracaju, abrange os municípios de Areia Branca, Itabaiana, Laranjeiras, Itaporanga D`ajuda e Campo do Brito. A cobertura vegetal original do Estado de Sergipe foi altamente reduzida e segundo alguns estudos realizados no que se refere à Mata Atlântica, resta apenas 0,1 % da cobertura inicial. O parque vem atender esta demanda preservacionista, considerando que Sergipe é um dos Estados do Brasil com menor percentual de áreas protegidas e conta apenas com uma área de proteção integral, a Reserva Biológica de Santa Isabel. A consolidação do parque se deu graças a grande luta de ambientalistas e pessoas ligadas a órgãos federais e estaduais, que não mediram esforços para que a unidade fosse criada.

PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA - SERGIPEO grande ícone do parque é mesmo a Serra de Itabaiana, uma grande montanha que lembra os grande Tepuis da Venezuela, que são montanhas em forma de mesa. A origem do nome tem várias versões e numa delas, na etimologia da língua TUPI, temos `ita` que significa pedra, `taba` aldeia e `oane` alguém, ou seja, `naquela pedra mora alguém`.

A trilha da Via Sacra corta parte da serra e ficou famosa por atrair fiéis de várias regiões, que todos os anos vem para a região pagar promessas e participar da grande romaria que acontece na Semana Santa. Em todo o percurso são encontradas quinze estações onde os fiéis param, rezam e depois prosseguem até a próxima parada. A trilha é o melhor caminho para se chegar no alto e leva em média 2 horas e meia, dependendo do ritmo da caminhada. O visual que cerca a subida é deslumbrante, é possível ver a transição gradativa da vegetação e um imponente penhasco à esquerda da subida.

PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA - SERGIPENo topo da serra, a cerca de seiscentos metros de altitude, a vegetação é rica em bromélias e foi identificada uma interessante floresta de coníferas. Uma pequena igreja com um cruzeiro é cenário de várias manifestações religiosas e a construção está cercada de antenas repetidoras de rádio. Nas bordas do imenso paredão rochoso, algumas florestas de galeria, com vegetação de Mata Atlântica. Nos campos de altitude, é possível ver, com um pouco de sorte, siriemas, veados e aves da família dos titonídeos como a coruja suindara. O Penhasco dos Falcões, a Pedra da Tartaruga também podem ser vistos nas trilhas do parque. Na parte baixa, uma pequena cachoeira de águas límpidas e alguns poços d`água vão se formando no leito do ribeirão que desce a serra. O solo é raso e as rochas são de quartzito claro, que realça a beleza das águas que correm e saltam no seu leito rochoso.

PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA - SERGIPE
Em tempos passados, a suspeita da existência de minas de prata na Serra de Itabaiana, o que, mesmo não tendo se confirmado, continuou motivando durante muito tempo à vinda de forasteiros em busca deste tesouro que só estava presente no imaginário. Atualmente, a maior riqueza do lugar são as belezas naturais que já há muitos anos vem atraindo turistas que vêm normalmente para se refrescar no Poço das Moças, o atrativo mais procurado do parque. O poço tem este nome depois que caçadores avistaram duas moças tomando banho e logo depois elas desapareceram, sem deixar vestígios. No mesmo lugar, um escorregador natural diverte as crianças que deslizam na rocha e caem nas águas claras do poço. As águas vão descendo rocha abaixo, e vários outros poços menos frequentados se formam compondo belos cenários. Partindo do poço, com 10 minutos de caminhada está a Gruta da Serra, nela a tímida Cachoeira do Cipó, divide o espaço com raízes entrelaçadas, vale conhecer.Numa de suas encostas da serra, o Riacho Coqueiro serpenteia e depois deságua no rio Jacarecica, um dos principais recursos hídricos da região. A serra abriga ainda várias outras nascentes importantes como a do riacho Água Fria e Vermelho, reforçando a necessidade da preservação de todo o complexo de Itabaiana.

PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA - SERGIPEO parque por ser recém criado, está sendo descoberto agora e muitos atrativos ainda permanecem escondidos. Uma das metas da direção da unidade é explorar áreas selvagens e descobrir locais interessantes e adequá-los para a visitação pública. Atualmente já acontecem todos os meses palestras de educação ambiental na sede do parque, onde alunos das escolas da região podem ver de perto elementos da natureza que eles só viam em livros e praticar a conscientização de proteger e manter o lugar limpo, uma prática pouco comum por aqui.

Quanto ao uso para pesquisas e estudos científicos, a Serra de Itabaiana recebe a visita de pesquisadores, especialmente ecólogos, botânicos e zoólogos, que utilizaram a Serra para realização de estudos, principalmente para coleta de material botânico e zoológico.

O Parque Nacional Serra de Itabaiana foi sem dúvida uma grande vitória para os ambientalistas de Sergipe, a invasão dos canaviais em todo Estado, devastando o pouco de florestas que ainda resta é uma triste realidade local. A criação do parque resguardou definitivamente estas pequenas manchas de Mata Atlântica que resistiram ao tempo e agora estão oficialmente protegidas.

PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONAS

PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONASParque Nacional do Jaú - Amazonas

O Parque Nacional do Jaú é a quarta maior reserva florestal do Brasil e o terceiro maior parque do mundo em floresta tropical úmida intacta. Localiza-se na Floresta Amazônica, abrangendo os municípios de Novo Airão e Barcelos, no estado do Amazonas, Brasil. Possui uma área de 2.377.889,00 (ha) (23.377 km2). O perímetro do parque é de 1.213.791 metros (1.213 km) de extensão. É administrado pelo ICMBio.

Objetivos específicos do Parque Nacional do Jaú

Preservar os ecossistemas naturais englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem, destinando-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos.

O Parque Nacional do Jaú conta com a exuberância da Floresta Amazônica e toda sua biodiversidade de flora e fauna. O parque é ótimo para a prática de caminhada e canoagem e, claro, para contemplação das suas belezas naturais. Há fluxo de visitas ao rio Carabinani.

A riqueza da Floresta Tropical e o maior lago amazônico, o Amaná, são os chamativos do parque. O local é representado por um maciço de vegetação, sendo composto por Floresta Densa Tropical ou Florestas Abertas. Uma curiosidade: no parque existe aproximadamente um jacaré por quilômetro, em todos os habitats.

O período ideal para visitas é entre julho e novembro. O clima é constantemente úmido devido às florestas tropicais, mas a época mais chuvosa compreende os meses de dezembro e abril.

A partir de Manaus, pode-se viajar por de lancha ou barco pelo Rio Negro até Novo Airão, o que leva de 6 a 18 horas. Em Novo Airão, deve-se alugar outro barco e seguir pelo Rio Jaú até a área do Parque. Por via terrestre, deve-se ir através da estrada Manacapuru/Novo Airão. O parque fica aberto das 7h às 18h. O valor do ingresso é de R$ 3,00.

Pode-se procurar hospedagem em Novo Airão, ao sul do parque, e em Barcelos, ao norte. Dentro do parque existe centro de visitantes e alojamento para pesquisadores, com atracadouro de barcos e dois alojamentos flutuantes.

A criação do Parque foi proposta pelo IBAMA, com apoio dos estudos realizados pelo INPA (Instituto de Pesquisa da Amazônia), considerando a área valiosa para preservação de recursos genéticos.

O Parque foi criado em 24 de setembro de 1980. Em 2000, o parque foi inscrito pela UNESCO na lista do Patrimônio Mundial.

Aspectos culturais e históricos do Parque Nacional do Jaú

A região do Parque foi o primeiro polo de colonização na Amazônia por indígenas, marcado por batalhas pela posse do território. Por outro lado tem-se relatos de achados de cerâmica e pretoglifos escritos em pedra.

A bacia do rio Jaú, que banha o parque, recebeu o nome graças a um dos maiores peixes brasileiros. A palavra Jaú, que vem do Tupi, também acabou nomeando o maior parque nacional do Brasil, que ainda é o maior do mundo em floresta tropical úmida e intacta.

Uma das peculiaridades mais extraordinárias do Parque Nacional do Jaú é o fato de ser esta a única Unidade de Conservação do Brasil que protege totalmente a bacia de um rio extenso e volumoso: a do rio Jaú, de aproximadamente 450 km. Dessa forma, preserva-se o ecossistema de águas pretas.

Aspectos físicos e biológicos do Parque Nacional do Jaú

Clima: Clima constantemente úmido (florestas tropicais). A temperatura média anual varia em torno de 26 C° e 26,7 C°, com máximas de 31,4 e 31,7C° e as mínimas entre 22 C° e 23 C° (DMPM, 1992). O período chuvoso compreende os meses de dezembro e abril e menos chuvoso entre julho e setembro. Fenômeno climático é o Blowdown (queda de vento) 100 km/ hora.

PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONAS
PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONAS
PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONAS

Relevo: Situado no planalto rebaixado da Amazônia Ocidental, tem relevo aplainado e altitudes em torno de 100 metros. Assenta-se sobre interflúvios tabulares, geralmente separados por vales periódica ou permanentemente alagados. Acompanhando os leitos dos rios ocorrem aluviões do quaternário, formados por areias, siltes e argilas.

Vegetação: Na vegetação há a predominância de floresta ombrófila densa, onde são freqüentes os grupos de castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa), angelim-rajado (Pithecelobium racemosum), quaruba (Vochysia maxima), sucupiras (Diplotropis spp), ucuubas (Virola spp), breus (Protim spp) e maçaranduba (Manilkara huberi). É também freqüente na área um cipó que fornece água de excelente qualidade: o Daliocarpus rolandri.

Em plano mais elevado, a nordeste do Parque, encontra-se uma porção de floresta densa submontana, onde os arbustos mais representativos são o amapá-doce (Parahancornia amapa), mangarana (Microphalis guianensis), sorva (Couma guianensis) e jarana (planta) (Holopyxidium jarana).

Ao longo das planícies aluviais dos rios Carabinani e Jaú, periodicamente inundadas, ocorrem os agrupamentos de palmeiras, como as paxiúbas (Iriartea spp), açaí (Euterpe oleraceae) e jauaris (Astrocaryon spp). E em áreas aluviais mais antigas, raramente atingidas por inundações, ocorre a floresta aberta aluvial, também com forte predominância de palmeiras, como o buriti e caranãs (Mauritia spp).

Fauna: Típicos da fauna equatorial, são encontrados no Parque mamíferos de hábitos crepusculares e noturnos, como as já raras ou ameaçadas onça-pintada (Panthera onca), suçuarana ou onça-parda (Puma concolor), além de felinos menores, como a jaguatirica (Leopardus pardalis), jaguarundi (Herpailurus yagouaroudi) e gato-do-mato (Leopardus sp).

Há também o peixe-boi (Trichechus inunguis), a ariranha ou lontra gigante (Pteronura brasiliensis), botos (Inia sp, Sotalia sp), guariba-vermelho (Alouata seniculus), macaco-da-noite (Aotus trivirgatus), macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus) e anta (Tapirus terrestris).

Entre os peixes, encontra-se o pirarucu (Arapaima gigas), tucunaré (Cichla sp) e tambaquis (Colossoma spp).

Há uma grande variedade de répteis: jabutis (Geochelone spp), jacaré-açu (Melanosuchus niger), sucuri (Eunectes murinus) e tartarugas. Entre as aves, há garças, araras, papagaios e bacuraus, entre outras.

Fonte: www.megatimes.com.br

PARQUE NACIONAL GRANDE SERTÃO VEREDAS - MINAS GERAIS

Parque Nacional Grande Sertão Veredas - Minas Gerais PARQUE NACIONAL GRANDE SERTÃO VEREDAS - MINAS GERAIS 

Localização

O Parque Nacional Grande Sertão Veredas situa-se na divisa dos estados de Minas Gerais e Bahia, com sede localizada no município de Chapada Gaúcha.

Superfície
Possui uma área de 231.668 ha. O perímetro do parque é de 282.341,956 metros.

O nome do parque é uma homenagem a João Guimarães Rosa, um dos maiores escritores da literatura brasileira, cuja obra-prima foi Grande Sertão: Veredas, onde destaca a luta dos sertanejos. O parque preserva parte do planalto chamado Chapadão Central, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins.

Flora
A vegetação é dominada pelo cerrado, fazendo do parque o maior do país com essa predominância. Há mata de galeria nas margens dos rios, onde podem ser encontrados muitos buritis. São comuns o pacari e o ipê-amarelo.

Fauna
Entre as aves, destaca-se a presença de emas. Notam-se também a presença do tamanduá-bandeira, lobo-guará e do veado-campeiro.

Objetivos Específicos da Unidade

Promover trabalhos de educação ambiental para as populações locais; preservar um ecossistema típico da região e facilitar a pesquisa neste ecossistema.

Localização
O Parque Nacional Grande Sertão Veredas situa-se na divisa dos estados de Minas Gerais e Bahia, com sede localizada no município de Chapada Gaúcha.

Superfície
Possui uma área de 231.668 ha. O perímetro do parque é de 282.341,956 metros.


Área da Unidade

231.668,00 (ha)

Aspectos Culturais e Históricos

As justificativas para a criação do Parque basearam-se na inexistência de Unidades de Conservação na área que contemplasse os ecossistemas que compõem os Gerais, o qual constitui a última grande fronteira de ocupação humana do Brasil extra-amazônico.

Buritizal
Buritizal
Aspectos Culturais e Históricos
O cenário do Parque Grande Sertão Veredas escapou por pouco de se transformar em monótona plantação de soja. A idéia de homenagear o escritor Guimarães Rosa e ao mesmo tempo proteger o ecossistema, formado por veredas e chapadões do cerrado, foram as premissas para a criação do Parque.


Aspectos Físicos e Biológicos

Clima

Tropical do brasil central, quente semi-úmido, com quatro a cinco meses secos. Temperatura média anual de 20°c e pluviosidade de 1250 a 1500mm anuais.

Relevo

Preserva parte do planalto denominado chapadão central, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins. Com topos relativamente planos, a sua altitude varia entre 600 e 1200m, enquanto os vales, limitados por margens bem definidas, têm áreas sujeitas às inundações.

Vegetação

Ema
Ema
O que distingue essa vasta área de cerrado, são as vastas veredas, amplas áreas com veios perenes de água que correm entre as árvores. A vegetação é dominada pela savana, ou cerrado, com mata de galeria nas margens dos rios. São comuns o pacari e o ipê-amarelo, na mata de galeria podem ser encontrados o buriti e as buritianas.

Fauna

Entre as aves, reina soberana a ema. Entre os mamíferos estão presentes o esguio e marrom-avermelhado lobo-guará, o tamanduá-bandeira e o veado-campeiro.


Benefícios da unidade para o entorno e região
Preserva um ecossistema das regiões secas do País, rico em espécies medicinais de grande valor, além de ter potencial para promover a educação ambiental e a pesquisa neste ecossistema.


Usos conflitantes que afetam a unidade e seu entorno
Caça, presença de carvoarias e desmatamentos constantes caracterizam os principais problemas do Parque, conjuntamente com posseiros que estão na área do Parque.

ipê amarelo
Ipê amarelo
A descrição de sertão para a grande maioria das pessoas está sempre ligada à secura, pobreza e escassez de vida, um significado equivocado quando se conhece um pouco mais a fundo algumas regiões sertanejas do Brasil. No Norte de Minas Gerais, nas bordas do município de Chapada Gaúcha, o Parque Nacional Grande Sertão Veredas transborda vida e retrata o dia-a-dia de bravos sertanejos que por anos viveram aproveitando o que a paisagem escondia. Nesta região é possível perceber que no sertão há uma infinidade de vida e muita água serpenteando o solo castigado pelo sol. O parque foi criado em 1989 e atualmente, após ter sua área ampliada passou a proteger uma região com 230.000 hectares, sendo o maior parque de Cerrado do Brasil, resguardando este refúgio contra as plantações de soja que vêm destruindo e desmatando grande parte do cerrado brasileiro.O nome do parque é uma justa homenagem a João Guimarães Rosa, um dos maiores escritores da literatura brasileira, que se embrenhou no verdadeiro sertão, acumulando subsídios e extraindo dos sertanejos a essência que se tornou à alma de seus livros. O escritor que nasceu na pequena cidade de Cordisburgo, perto de Belo Horizonte, era médico e poliglota, viajou pelos quatro cantos do mundo e por volta de 1951 decidiu participar de uma caravana de bois. O escritor passou 45 dias perambulando em lombo de mula, com seu chapéu de palha e convivendo com os sertanejos, onde ouviu centenas de histórias e foi anotando tudo em seu pequeno caderno. Destes relatos recheados de emoção e sabedoria surgiu a mais importante obra do escritor, o clássico `Grande Sertão: Veredas`. Andando pelos caminhos deste sertão dourado é fácil perceber que a maior riqueza deste ambiente é a cultura do povo, onde pessoas simples conseguiram ao longo do tempo se adaptar e desvendar os segredos de como sobreviver neste cenário aparentemente tão árido e hostil.

Sebastião Rodrigues, antigo morador da região e que atualmente trabalha como vigilante do parque, conta que água nunca faltou, as veredas de buritis sempre guardavam uma grande quantidade de água, mesmo na seca e que eles abriam canais que redirecionavam aquela água acumulada nas veredas para as pequenas plantações. No interior do parque as praias formadas ao longo do rio Carinhanha são repletas de buritis e os visitantes podem nadar e contemplar a paisagem nas suas margens. A área do parque ainda tem nos seus limites algumas corredeiras e cachoeiras, onde é possível se refrescar com um bom banho. A cachoeira do Mato Grande é uma delas e uma seqüência de quedas que vão se transformando em pequenos poços se tornou um dos principais atrativos do parque. Para Anderson Santana, guia experiente da região e poeta nas horas vagas, conhece como poucos a área do parque, Anderson relata que a cachoeira ficou famosa pelo episódio envolvendo um jagunço chamado Antônio Dó, uma espécie de justiceiro do sertão, que matou o fazendeiro dono das terras em volta da cachoeira.

De longe a paisagem confunde e parece difícil imaginar que bem no meio do sertão uma linda cachoeira se esconde por entre as árvores e rochedos. É neste oásis onde grande parte dos bichos vem matar a sede, entre eles a onça parda, o lobo guará e os veados. As grandes veredas de buritis são os locais preferidos das araras, que passam horas se alimentando do fruto desta palmeira tão abundante nesta região. O buriti é uma espécie de palmeira, muito utilizada pelos moradores, dele se extrai o fruto para a confecção de doces e vinhos, a palha das folhas serve como cobertura de telhados e também na produção de artesanato como redes, esteiras e bijuterias.

Seriema - Parque Nacional Grande Sertão Veredas
Seriema - Parque Nacional Grande Sertão Veredas
A vegetação do cerrado realmente impressiona pela variedade de plantas que os moradores, mais do que ninguém, sabem para que fim elas podem ser usadas. Remédio para dor de estômago, antiinflamatório, cicatrizante, o sertanejo reconhece com destreza na vegetação a cura de seus males. Uma das plantas mais conhecidas por aqui é a `favela` ou `favadanta`, que além de servir de alimento para as antas, da sua casca é extraído a rutina em forma de um pó que é exportado para a Alemanha e se transforma num excelente remédio para a circulação. O pequi também é muito usado na alimentação, pratos regionais, farinha, geléias são produzidos e comercializados por moradores e tudo com o apoio da FUNATURA, uma organização não-governamental que é a principal parceira do parque.

O parque que apesar das dimensões, padece com a falta de recursos, de veículos e de pessoas. Para o chefe da unidade, o incansável Kolbe, o parque necessita de muitas coisas, mas a falta de gente compromete a unidade. Kolbe não mede esforços para combater focos de incêndio dentro da unidade e trabalha de segunda a segunda controlando a brigada de incêndio para que os focos de fogo não virem uma queimada de grandes proporções. A visitação ainda não está regulamentada, os acessos são difíceis e praticamente só carros com tração nas 4 rodas conseguem transitar com segurança. Entrar nestas estradas sem um guia é arriscado e perigoso, portando, é sempre bom estar acompanhado de alguém que conheça a região. Pelos caminhos que levam a cachoeira do Mato Grande há uma pequena placa de madeira, estilo oeste americano, com os dizeres `ponto de informação`. É lá onde você vai encontrar o `Nizão`, sujeito simpático e extrovertido que oferece entre uma cachaça e outra um bom papo e muitos causos engraçados. Nizão faz do seu bar um ponto de encontro, onde sertanejos e viajantes param para prosear. Na verdade, contadores de causos não faltam por aqui, o sertanejo, apesar do jeito simples e pacato, depois de alguns minutos de conversa espalha alegria por onde passa.

Para quem pretende visitar o parque, é preciso comunicar com antecedência a direção e contratar um guia local. A estrutura para receber visitante é precária, quase não existe, tente programar sua visita no período da festa do `Encontro dos Povos do Grande Sertão`, uma ótima oportunidade para vivenciar e conhecer de perto as danças, tradições e comidas dos sertanejos, uma chance única de perceber toda riqueza cultural dos povos que vivem nas entrelinhas do grande sertão descrito pelo mestre Guimarães Rosa.

Fonte: www.megatimes.com.br

Posts Relacionados