Amêijoa (Tapes decussatus)

Amêijoa (Tapes decussatus)

Amêijoa (Tapes decussatus)

Amêijoa (Tapes decussatus) é um molusco bivalve, assim denominado porque sua concha é composta por duas valvas que se articulam para fechá-la. Pertence à família dos venerídeos e compreende múltiplas espécies, a maioria marinhas, como a chamada amêijoa-fina (Tapes decussatus), européia; a amêijoa-rosa, do gênero Amiantis, muito apreciada na América Latina; e a amêijoa-japonesa (T. japonica).

São numerosos os moluscos que o homem utiliza como alimento: entre os que possuem uma concha formada por duas placas ou valvas, os mais conhecidos são as ostras, os mexilhões e as amêijoas.

Há também espécies de água doce, como as do gênero Anodontia. Muitos outros gêneros, entre os quais Donax, Mercena e Tridacna ou amêijoa-gigante, constituem um amplíssimo grupo, integrado por milhares de espécies.

Esses moluscos vivem no fundo do mar, perto da costa, ou nos leitos dos rios, enterrados na areia ou na lama. São animais filtradores, que se alimentam de algas unicelulares e de diversas partículas arrastadas pelas correntes, capturadas através de um prolongamento em forma de tubo ou sifão. Respiram por intermédio de brânquias, órgãos que se dispõem em forma de pequenas lâminas e intervêm também no processo de nutrição.

A concha apresenta uma série de estrias que marcam suas diferentes linhas de crescimento. Na face interna há um par de concreções carnosas, de forma cilíndrica, que, ao se contraírem, aproximam as duas partes da concha até fechá-la. As valvas articulam-se por meio de pequenos dentes que constituem a chamada charneira. O deslocamento ocorre pela ação de uma massa muscular achatada.

Há distinção entre os sexos e a fecundação é externa. Ao ovo sucede uma larva, chamada trocóforo e em forma de pião, dotada de uma série de cílios ou pêlos através dos quais se desloca. Com o passar do tempo desenvolve-se um novo estado larvar, de aspecto semelhante ao do adulto, que se fixa e cresce até dar lugar ao indivíduo definitivo.

As amêijoas são apreciadas pelo gosto suave de sua carne, se bem que os tipos comestíveis sejam poucos em relação à grande diversidade de espécies.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

Besouros Escaravelhos Usa Via Láctea Como Guia

Besouros Escaravelhos Usa Via Láctea Como Guia

Escaravelhos se alimentam de estrume, esculpindo bolas com o excremento e rolando o material para um lugar seguro (Foto: Reuters/Marcus Byrne/University of the Witwatersrand)

O Escaravelho usa Via Láctea como guia, aponta estudo na África do Sul Escaravelho utiliza luminosidade de estrelas para manter trajetória reta.É a primeira vez que cientistas demonstram façanha em um inseto.

O besouro ou escaravelho – da família dos escarabeídeos (Scarabaeidae) – é o primeiro inseto que se guia pelas estrelas, sugere pesquisa publicada na revista “Current Biology”. Aves, focas e os humanos também usam a luz das estrelas como norte, mas esta é a primeira vez que isso foi mostrado em um inseto. Os pesquisadores descobriram que, embora os olhos compostos desse inseto sejam fracos demais para ver estrelas individuais, eles utilizam a luz da Via Láctea para se manter em curso. Olhos compostos são aqueles formados por unidades visuais com pequenos sensores que distinguem a claridade da escuridão.

Imagem mostra trajetória de besouros em arena durante experimentos

Os escaravelhos se alimentam de estrume, esculpindo uma bola com o excremento e rolando o esterco para um lugar seguro, onde é menos provável que seja roubado. No entanto, eles precisam de uma espécie de bússola que faça com que rolem o estrume em linha reta, em vez de círculos, impedindo que retornem ao monte de esterco. Manter uma trajetória reta também é fundamental para o sucesso reprodutivo do escaravelho macho, já que o rolamento serve para impressionar as fêmeas com provisões para a futura prole. O besouro-fêmea coloca então um ovo na bola de excremento e a enterra numa rede de túneis com mais de um metro de profundidade. A bola serve de alimento para as larvas em desenvolvimento dentro dela. Isso levou os cientistas a se perguntar como esses insetos eram capazes de rolar em linha reta na escuridão. “Mesmo em noites sem luar, os besouros ainda conseguiam orientar-se por caminhos retos”, disse Eric Warrant, autor do estudo e professor de zoologia da Universidade de Lund, na Suécia. “Isso nos levou a suspeitar que os besouros utilizavam o céu como guia – uma façanha que nunca foi demonstrada em um inseto”, afirmou.

Planetário
Para provar a tese, os pesquisadores criaram uma arena circular preenchida com areia e mediram o tempo que os besouros levaram para rolar uma bola de excremento do centro até a borda. O trajeto dos insetos foi filmado e eles foram equipados com pequenos pedaços de papelão para alterar seu campo de visão.

O experimento foi conduzido tanto ao ar livre, sob o céu noturno de uma reserva sul-africana, quanto em um planetário de Joanesburgo, onde os cientistas puderam manipular a luz das estrelas. O resultado mostrou que os besouros que traçaram um caminho reto rapidamente até a borda o fizeram usando a luz natural da lua ou a luminosidade de um céu estrelado sem luar. Eles também rolaram em linha reta de forma eficiente quando uma imagem da Via Láctea foi projetada no planetário. No entanto, em noites nubladas, quando seus olhos foram tapados por um pedaço de papelão, ou ainda nos casos em que foi projetado apenas um punhado de estrelas brilhantes no planetário, os insetos tiveram dificuldades significativas para seguir em um caminho linear.

Via Láctea
Com base nesses experimentos, os pesquisadores concluíram que, na natureza, os besouros não estavam usando estrelas individuais como bússola, mas o conjunto brilhante de luz estrelar da Via Láctea. "Esta descoberta representa a primeira demonstração convincente do uso do céu estrelado como guia de um inseto e fornece o primeiro uso documentado da Via Láctea para orientação no reino animal", escreveram os pesquisadores na revista “Current Biology”.

Vespa-Alemã (Vespula germanica)

Vespa-Alemã (Vespula germanica)

Vespa-Alemã (Vespula germanica)
A vespa-alemã ou vespa-européia, é uma vespa encontrada em grande parte do Hemisfério Norte, nativa da Europa, norte da África e Ásia temperada. Foi introduzida e é bem estabelecida em muitos outros lugares, incluindo América do Norte, América do Sul (Argentina e Chile), Austrália e Nova Zelândia.

Vespas-alemãs fazem parte da família Vespidae e às vezes são erroneamente referidas como vespas-do-papel, porque constroem um ninho de papel cinza, embora, estritamente falando, vespas-do-papel fazem parte da subfamília Polistinae. Na América do Norte, elas são conhecidas também como yellowjackets.

A vespa-alemã mede cerca de 13 mm de comprimento, e tem cores típicas de vespas, preto e amarelo. É muito parecida com a vespa-comum (Vespula vulgaris), mas vista de frente, seu rosto tem três pequenos pontos pretos. Também têm pontos pretos em seu abdômen, enquanto as marcações análogas da vespa-comum são fundidas com os anéis negros acima deles, formando um padrão diferente.

O ninho dessas vespas é feito de fibras vegetais mastigadas, misturado com saliva. Eles geralmente são encontrados próximos ao chão ou até mesmo no chão, ao invés de mais altos em arbustos e árvores como outras espécies de vespas. Tem células abertas e um pecíolo fixando o ninho ao substrato. As vespas produzem uma química que repele as formigas, e secretam ao redor da base do pecíolo para evitar a predação de formigas.

Uma rainha solitária começa o ninho, construindo 20-30 células antes da primeira postura de ovos. Esta fase começa na primavera, dependendo das condições climáticas. Um ninho acabado pode ter 20-30 cm de diâmetro e conter cerca de 3.000 larvas.

As vespas adultas se alimentam de néctar de frutas é considerada uma praga em muitos lugares fora de sua área nativa.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

Vespa Gigante é Descoberta na Indonésia (Megalara Garuda)

Vespa Gigante é Descoberta na Indonésia (Megalara Garuda)
Vespa Gigante é Descoberta na Indonésia (Megalara Garuda)

Uma nova espécie de vespa gigante foi descoberta durante uma expedição à ilha indonésia de Sulawesi. A vespa corresponde a espécie foi descoberta entre as coleções de insetos do Museum für Naturkunde em Berlim, conservados desde 1930, quando foi capturado precisamente em Sulawesi. A nova espécie é preta, tem um corpo enorme, e os machos têm uma longa mandíbulas em forma de foice. Os resultados têm sido descritos no periódico ZooKeys. A descoberta foi publicada na edição de março do jornal científico ZooKeys. A espécie recebeu o nome de Megalara garuda (Mega do grego=grande, Lara de uma espécie de vespa e Garuda em homenagem a um guerreiro alado símbolo nacional da Índonésia). A espécie pertence à família de vespas escavadora, um grupo de vespas com milhares de espécies conhecidas em todo o mundo. As fêmeas captura outros insetos com as presas cuasando paralisia por uma mordida.

Lynn Kimsey, UC Davis e Michael Ohl, do Museum für Naturkunde, Berlim foram os descobridores da vespa Garuda Megalara. Os machos são claramente maiores que as fêmeas, e têm mandíbulas muito maiores.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org