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Níveis Tróficos

Níveis Tróficos

Em cada ecossistema existem, em geral, várias espécies de organismos produtores, várias espécies de consumidores e várias outras de decompositores. O conjunto de todos os organismos de um ecossistema com o mesmo tipo de nutrição constitui um nível trófico ou alimentar. Em outras palavras, diz-se que os organismos pertencem ao mesmo nível trófico quando são separados dos produtores, na cadeia alimentar, pelo mesmo número de etapas.

Níveis Tróficos
Os organismos autótrofos de um ecossistema foram, por definição, o primeiro nível trófico, que é o de produtor. Os animais herbívoros, que são consumidores primários, formam o segundo nível trófico; os animais carnívoros que se alimentam de herbívoros (consumidores secundários) formam o terceiro nível trófico; os animais carnívoros que se alimentam de animais carnívoros (consumidores terciários) forma o quarto nível trófico, e assim por diante.

Além dos organismos que fazem parte de um determinado nível trófico, existem outros com hábitos alimentares menos especializados, que podem ocupar mais de um nível trófico. É o caso dos animais onívoros (omnis = “tudo”), que se alimentam tanto de plantas como de herbívoros ou de carnívoros. O homem, por exemplo, é um animal onívoro.

Os decompositores ocupam o último nível de transferência de energia entre organismos de um ecossistema. Formam um grupo especial, nutrindo-se de elementos mortos provenientes de diferentes níveis tróficos, degradando tanto produtores como consumidores.

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Biopirataria na Amazônia

Biopirataria na Amazônia

O termo biopirataria foi lançado em 1993, para alertar sobre o fato que recursos biológicos e conhecimento indígena estavam sendo apanhados e patenteados por empresas multinacionais e instituições cientificas e que as comunidades que durante séculos usam estes recursos e geraram estes conhecimentos, não estão participando nos lucros. ·De modo geral, biopirataria significa a apropriação de conhecimento e de recursos genéticos de comunidades de agricultores e comunidades indígenas por indivíduos ou por instituições que procuram o controle exclusivo do monopólio sobre estes recursos e conhecimentos. ·Por enquanto, ainda não existe uma definição padrão sobre o termo biopirataria?.
A biopirataria desafia o Brasil a cuidar da Amazônia, com cinco milhões de hectares correspondentes à metade de todo o território nacional ,e uma bacia hidrográfica que concentra um terço de toda água doce existente no planeta, a Amazônia brasileira tem sido alvo de uma escalada crescente por seus recursos natural, devido á  ação dos biopiratas, em sua maioria turistas e pesquisadores estrangeiros que fazem contrabando de riquezas da fauna e da flora amazônica.Apesar de tão rica e por isso exaltada no mundo inteiro, a Biodiversidade Amazônica continua a ser um desafio para todos que por ela se interessam.Os pesquisadores que se dedicam a estudar a diversidade da região, se ressentem de que agora somente 1% de todo o potencial Amazônico seja conhecido e que, por falta de fundos de amparo á pesquisa, o Brasil, tenha que comprar de fora uma tecnológica desenvolvida á partir de uma amostra furtada da sua Amazônia.No entanto o Brasil precisa assumir o comando e definir as regras para o intercâmbio, para que se possa combater a biopirataria é preciso que se compreenda cada um dos fatores que contribuem para a sua existência, ou seja as possibilidades oferecidas pela vida na Amazônia: a inexistência de uma política nacional estratégica para ciência e tecnologia, o interesse crescente pelos conhecimentos tradicionais, que reduzem os custos e o tempo das pesquisas:a defasagem brasileira em pesquisa, desenvolvimento e produção:a falta de uma legislação que regule a exploração dos recursos naturais e, ainda, a exclusão social.

Biopirataria na Amazônia

A questão é tão atraente que não se pode descartar o interesse internacional pela Amazônia, que esta na maioria das vezes associadas á realidade social do País e a total inexistência de uma política nacional estratégica para atividades de ciência e tecnologia, voltada para biomassa brasileira incluindo não só a Amazônia, mas também a mata atlântica, serrado e alagados tornam-se fatais para estimular a biopirataria e as industrias que os patrocinam, sobretudo consideram que eles são muito melhores do que os brasileiros quando se tratam de pesquisa, desenvolvimento e produção. Portanto enquanto o Brasil não adotar uma estratégia de relacionamento internacional em relação à Biodiversidade Amazônica, a biopirataria vai continuar a existir, a despeito de todas as ações punitivas que se queria adotar, ate porque com os avanços tecnológicos as amostras que interessam aos grandes laboratórios podem ser enviadas por meios virtuais e livres de qualquer tipo de fiscalização.

A biopirataria passa por um ciclo de fatores que interagem entre si, como destacou, e que ao invés de se debater contra uma realidade irrefutável, o Brasil precisa aumentar sua competência como detentor das riquezas, ditar regras e assumir o comando de um amplo e intercambio internacional para fins de preservação e da exploração responsável da Amazônia.Conceituação de biopirataria conforme o Instituto Brasileiro de Direito do Comércio Internacional, da tecnologia da informação de Desenvolvimento-CIITED:
Biopirataria consiste no ato de aceder a ou transferir recurso genético (animal ou vegetal) ou conhecimento tradicional associado à biodiversidade,sem a expressa autorização do Estado de onde fora extraído o recurso ou da comunidade tradicional que desenvolveu e manteve determinado conhecimento ao longo dos tempos (prática esta que infringe as disposições vinculantes da Convenção das Organizações das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica).A biopirataria envolve ainda a não repartição justa e equitativa entre Estados,corporações e comunidades tradicionais dos recursos advindos da exploração comercial ou não dos recursos e conhecimentos transferidos.

Bacillus Thuringiensis | Bactéria Gram-Positiva

Bacillus Thuringiensis | Bactéria Gram-Positiva

Bacillus thuringiensis é uma espécie microbiológica da família Bacillaceae. Foi descoberto em 1911 na provincia de Thuringia, Alemanha. Passou a ser utilizado como inseticida na França em 1938, e nos Estados Unidos da América na década de 1950.
O Bacillus thuringiensis é uma bactéria gram-positiva e entomopatogênica. Comumente encontrada no solo. Como outras bactérias são capazes de resistir a situações climáticas adversas, mantendo-se na latência.

Bacillus Thuringiensis | Bactéria Gram-Positiva
São produtoras de esporos, durante a esporulação sintetizam proteínas em forma de cristais conhecidas como endotoxinas ou Insecticidal Crystal Proteins (ICPs). Estas proteínas são tóxicas, mas muito específicas, por esse motivo mostram-se inócuas para insetos benéficos.

A toxicidade do Bacillus thuringiensis deve-se a presença das inclusões paraesporais. As endotoxinas dos cristais são protoxinas solubilizadas e no estômago dos insetos transformam-se em polipeptídeos, estes ligam-se as paredes do intestino dos insetos levando-lhes a morte causando causando lise osmótica por meio da formação de poros na membrana.

A ascensão do Bacillus thuringiensis e a clonagem
Apesar de cientificamente provado que os inseticidas feitos à base do referido bacilo causam impactos ambientais numa escala muito menor que os demais agroquímicos e que não são nocivos ao ser humano, este tipo de inseticida não havia sido muito aproveitado no Brasil, devido a perda de estabilidade, ausência de translocação nas plantas, ao pequeno espectro de ação e a rápida degradação pela luz ultravioleta.
Porém a clonagem abriu um campo imenso de possibilidades de melhorias da ação inseticida do Bacillus thuringiensis. Surgiu a possibilidade de transpor para as plantas um gene do Bacillus thuringiensis facilitando assim sua ação contra os insetos.

O Bacillus thuringiensis – Fonte de Genes
Devido ao fato de que os cristais criados pelos Bacillus thuringiensis não tem grande duração, pois dependem do ambiente onde estão, os esporos, forma de resistência das bactérias, são bastante duradouros. Assim é mais eficiente utilizar as endotoxinas produzidas pelo bacilo em forma de polipeptídeos. Este bacilo, com o auxílio da ciência, tem sido bastante útil para o ser humano.

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Bacillus Megaterium | Bactéria Gram-Positiva

Bacillus Megaterium | Bactéria Gram-Positiva

Esta bactéria não é considerada patológica para o ser humano. É um organismo gram-positivo, aeróbio e produtora de esporos. Comumente encontrado no solo. Formam colônias nas cadeias de polissacarídeos, devido à fixação na parede celular.

Muito eficiente no processo de clonagem devido ao fato de que a protoase do produto não sofre degradação e há boa estabilidade dos plasmídios.

As organismos representantes da espécie Bacillus megaterium são comumente encontrados no solo. Eles tem coloração gram-positiva, são aeróbios e não são considerados patógenos humanos. Constituem um importante grupo para a biotecnologia, já que as enzimas produzidas a partir dessa bactéria auxiliam na produção de penicilina sintética e de modificadores de corticosteroides.

O Bacillus megaterium e a biomedicina
Bacillus Megaterium | Bactéria Gram-PositivaAo contrário são bastante importantes para a biomedicina, pois, auxiliam na produção da penicilina sintética, modificando corticosteroides e várias desidrogenases de aminoácidos. A penicilina, substância de grande poder bactericida, é muito utilizada como antibiótico contra doenças causadas por bactérias, como o antraz, por exemplo.

A biomedicina é uma ramificação da medicina que tem crescido e evoluído muito, recentemente. Bactérias como a Bacillus megaterium são de grande importância pois são capazes de deter as patologias geradas por outras bactérias.

Eubactéria
Uma bactéria por natureza é um microrganismo que pode causar infecções no ser humano. O Bacillus megaterium, porém, é uma eubactéria, isto quer dizer que é uma bactéria que auxilia o ser humano. Não prejudicial a sua saúde. Pode ser utilizada para fins médicos como já mencionado acima. Este tipo de bactéria é empregada na medicina na busca de combater os efeitos de outras bactérias nocivas ao homem.

A nomenclatura do Bacillus megaterium
O nome deste bacilo tem sua origem nas seguintes palavras gregas Mega (grande) e Megaterium (animal grande). Pois é maior que outros bacilos da mesma família. Além de suas propriedades medicinais serem altamente destrutivas para as outras bactérias.

Aparecimento do Bacillus megaterium
Este bacilo está presente no mundo todo e geralmente aparece no solo. Pelo fato de que não é nocivo ao homem não exige cuidados preventivos contra seu surgimento. Não causa doenças e nem complicações de problemas de saúde já existentes antes do contato. Seria o que é chamado de uma bactéria do bem.

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Leveduras | O Que São Leveduras?

Leveduras | O Que São Leveduras?

As leveduras tem um papel muito importante para a indústria alimentícia. Entre suas diversas aplicações, elas são utilizadas no processo de fabricação de bebidas alcoólicas, assim como na fermentação dos pães. As leveduras constituem-se como um grupo de organismos unicelulares, da mesma família dos fungos, e que apresentam rico valor proteico. São conhecidos mais de trezentos e cinquenta espécies deste organismo, sendo o mais difundido na indústria alimentícia a espécie saccharomyces cerevisiae, a mesma utilizada no processo de fermentação tanto da cerveja como do pão.
Atualmente, a obtenção da levedura é possível em laboratório; ainda assim, continua sendo a levedura natural, cuja extração se dá a partir do melaço da cana-de-açúcar, a mais utilizada. A indústrias do vinho é outro setor a fazer larga utilização das leveduras; além das indústrias alimentícias que as utilizam na fabricação de ração animal e alimentos para consumo humano.

Leveduras | O Que São Leveduras?O fato de serem uma fonte rica em valor proteico, como foi dito anteriormente, faz desses organismos unicelulares importantes aliados ao sistema imunológico no combate a doenças e infecções, além de trazerem outros benefícios à saúde.

O que são leveduras
As leveduras são fungos formados por apenas uma célula (unicelulares). Não são visíveis a olho nu, portanto, podem ser visualizadas apenas com o auxílio de microscópio.

Formato
Grande parte das leveduras apresenta-se no formato oval.

Reprodução
A reprodução das leveduras ocorre de maneira assexuada (sem intervenção de gametas), através de um processo conhecido como brotamento. Desta forma, uma levedura pode gerar outras, sem a necessidade de outra levedura.

Vida, alimentação e doenças provocadas
As leveduras vivem em locais com presença de matéria orgânica ou como parasitas em outros seres vivos. Podem, inclusive, parasitar os seres humanos, provocando doenças. A levedura Cândida Albicans é a levedura parasita mais conhecida do ser humano, pois provoca uma doença chamada candidíase que afeta, principalmente, os órgãos genitais femininos.
Uso de leveduras na fabricação de alimentos e bebidas
Algumas espécies de leveduras são usadas na indústria de bebidas e alimentos. O vinho e a cerveja, por exemplo, usam leveduras em determinadas etapas de produção. Também são utilizadas no processo de fermentação da massa de pão.

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A Origem do Universo, Terra e Vida

A Origem do Universo, Terra e Vida

A Origem do Universo, Terra e VidaAo pensar sobre a evolução do ser humano, precisamos pensar sobre o a natureza do Universo, da Terra e da própria vida. Segundo a Teoria do “Big-Bang” ou grande explosão, uma das teorias científicas mais aceitas para explicar a origem do universo, ele surgiu há pelo menos 13,7 bilhões de anos após uma grande explosão resultante da compressão de energia.

A Terra, um dos planetas do Sistema Solar integrante da Via Láctea. A teoria mais comum sobre a formação desta galáxia é que estas resultam de nuvens formadas durante o processo do resfriamento de gases após o “big-bang” há cerca de 4,5 bilhões de anos.


Segundo a Teoria de Darwin, a vida teve uma longa evolução biológica que começou na Terra há cerca de 3,5 bilhões de anos após o esfriamento e estabilização da crosta terrestre desde os primeiros seres unicelulares formados nos oceanos até os mais complexos (os mamíferos). Atualmente, partir do ponto de vista sistêmico, “o entendimento do processo da vida começa com a percepção de que o padrão de organização de todos os sistemas vivos tem como propriedade mais importante ser um padrão de rede onde as relações acontecem de forma não-lineares, na qual uma mensagem poderá tornar-se um laço de realimentação e assim, poderá regular-se a si mesma e a organizar-se a si mesmo, e assim, a própria Terra entendida como um sistema vivo auto-organizador ( CAPRA , 1992).”

“A Terra é o berço da vida. como conhecemos e o ser humano é uma das espécies de seres vivos que habitam a Terra”.

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Reino Paleotropical (Paleotropis)

Reino Paleotropical (Paleotropis)

Reino Paleotropical (Paleotropis)O Reino Paleotropical (Paleotropis) é um reino florístico que abarca as áreas tropicais de África, Ásia e Oceânia (com a excepção da Austrália), de acordo com a classificação proposta por Ronald Good e posteriormente melhorada por Armen Takhtajan. A sua flora é caracterizada por cerca de 40 famílias endémicas de plantas (ex: Nepenthaceae, Musaceae, Pandanaceae, Flagellariaceae).

Origem e Influências
Parte da sua flora, com origem no antigo supercontinente Gondwana ou trocada mais tarde com outros reinos (ex:Piperaceae que possui distribuição pantropical, com alguns, poucos, representantes de clima temperado), é partilhada com o Reino Neotropical, composto pelas áreas tropicais da América Central e do Sul. Além disso, a flora paleotropical influenciou a vegetação tropical do Reino Australiano

Remediação em áreas degradadas
A remediação de áreas comprovadamente contaminadas visam, por meio da Engenharia ambiental e da Química Ambiental:

Retirar e/ou atenuar a concentração do contaminante em solo ou água subterrânea, com o emprego de diversos métodos de engenharia, para que a concentração seja reduzida a limites pré-determinados na Avaliação de Risco a Saúde Humana ou leis vigentes.

Dentre os métodos de remediação podemos citar: a Biorremediação; Escavação, Remoção e Destinação do solo; Bombeamento e Tratamento das água subterrânea (Pump and Treat); Extração Multifásica (Biosplurping e MPE); Extração de Vapores do Solo; Injeção de Ar (Air Sparging); Barreiras Reativas Permeáveis (PRB's); Estabilização; Tecnologias Térmicas (Thermal Enhanced); Oxidação Química in-situ, e Redução Química in-situ (ISCR), dentre outras.

Podemos detalhar as técnicas supracitadas como segue:

Biorremediação - Utilização de microorganismos na degradação de contaminantes em solo e água subterrânea. Microorganismos estes que podem ser adicionados ao meio ou estimulados ao crescimento por meio de adição de nutrientes;

Escavação, Remoção e Destinação do solo - Consiste na substituição de solo contaminado por solo limpo, que é escavado e destinado para tratamento adequado. Como formar de destinação adequada podemos citar co-processamento, disposição final em aterro classificado, incineração entre outras;

Bombeamento e Tratamento (P&T) - Utiliza sistema provido de bombas, elétrica ou pneumáticas, para captação das águas subterrâneas impactadas com tratamento adequado para os compostos de interesse. O bombeamento e tratamento também pode ser utilizado como espécie de barreira de contenção (linha de poços de bombeamento conhecida como barreira hidráulica), que altera as codições hidrológicas do local e impedindo que a contaminação siga o fluxo subterrâneo natural;

Extração Multifásica - Utiliza sistema de extração a vácuo que capta as fases: líquida, vapor e dissolvida presentes no solo e água subterrânea. Esta técnica é mais utilizada na remediação de hidrocarbonetos do petróleo, e promove a extração simultânea dos combustíveis (gasolina, diesel e etc.), dos vapores orgânicos voláteis (VOC's) presentes na zona não saturada do solo e também da fase dissolvida nas águas subterrâneas. A extração multifásica promove um efeito secundário na área contaminada uma vez que a extração a vácuo promove uma circulação de ar forçada na zona não saturada do solo estimulando por sua vez as atividades bacterianas aeróbias (Biorremediação);

Extração de Vapores do solo - Promeve a extração, a vácuo, dos contaminantes voláteis presentes na camada não saturada do solo concomitante ao estimulo das atividades bacterianas aeróbias;

Injeção de Ar (Air Sparging) - Utiliza o insuflamento de ar ou oxigênio na zona saturada do solo com o objetivo de promover uma espécie de "stripping" na água subterrânea e desprendendo os composto orgânicos voláteis a serem captados em superfície geralmente por sistema de Extração de Vapor. A injeção de ar no solo também promove a biodegradação dos contaminates Biorremediação pela atividade bacteriana aeróbia;

Barreiras Reativas Permeáveis (PRB's) - Consiste na criação de barreira física a jusante da pluma de contaminação que têm como objetivo "filtrar" os contaminantes que atravessam a mesma e promovem o tratamento por meio de reações químicas e/ou biológicas;

Estabilização - Utiliza a adição de compostos químicos ao solo e água subterrânea que por meio de reações químicas estabilizam ou modificam quimicamente os contaminantes tornando-os menos perigosos a saúde humana. Dentre os contaminantes que podem ser estabilizados podemos citar os metais pesados como chumbo, cádmio, mercúrio, arsênio entre outros;

Tecnologias Térmicas (Thermal Enhanced) - Utiliza o calor como forma de remediar compostos orgânicos persistentes ao meio, como borras de óleo e compostos clorados de difícil biodegradação. O calor utilizado objetiva a redução da pressão de vapor dos contaminantes, redução da viscosidade, tensão superficial e aumento da solubilidade da maioria dos compostos, além de acelerar o processo de Biorremediação. Esta técnica geralmente é empregada concomitante a outras tecnologias para captação dos contaminates desprendidos no aquecimento tais como Extração Multifásica, Extração de Vapores e Bombeamento e Tratamento. As formas mais conhecidas que utilizam o emprego do calor no solo e água subterrânea são: a Injeção de Vapor de Água, Injeção de Ar Quente, Aquecimento por Radio-frequência; Aquecimento por Eletrodos e por Resistência Elétrica;

Oxidação Química - Uma das téncicas mais inovadoras e emergentes para remediação de áreas contaminadas, que utiliza compostos químicos altamente oxidantes, como Peróxido de Hidrogênio, Permanganato de Potássio entre outros. A sua aplicação no solo e água subterrânea promove reação química de oxi-redução dos composto orgânicos transformando-os em água, gás carbnonico e sais.

Redução Química in-situ (ISCR) - Esta técnica combina a atuação de fonte de carbono com ferro zero valente(ZVI), que juntas proporcionam um ambiente extremamente redutor na qual degrada rapidamente composto antes de difícil degradação em curto espaço de tempo, como por exemplo, composto orgânoclorados, pesticidas, herbicidas e até mesmo explosivos. O princípio de reação desta técnica também é utilizado na estabilização de metais pesados.

O método a ser empregado dependerá de fatores físicos, geológicos, hidrogeológicos, bioquímicos e espaço físico para seu desenvolvimento. Além de fatores socio-econômicos tais como riscos a saúde humana, viabilidade econômica e legislações ambientais vigentes.

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Sangue Humano | Funções e Características do Sangue

Sangue Humano | Funções e Características do Sangue

Sangue Humano | Funções e Características do SangueO que é

O sangue é um dos três componentes do sistema circulatório, os outros dois, são o coração e os vasos sangüíneos. Ele é responsável pelo transporte, regulação e proteção de nosso corpo.

Composição do sangue
Nele encontramos o plasma sangüíneo, responsável por 66% de seu volume, além das hemácias, dos leucócitos e das plaquetas, responsáveis por aproximadamente 33% de sua composição.

A maior parte do plasma sangüíneo é composta por água (93%), daí a importância de sempre nos mantermos hidratados ingerindo bastante líquido. Nos 7% restantes encontramos: oxigênio, glicose, proteínas, hormônios, vitaminas, gás carbônico, sais minerais, aminoácidos, lipídios, uréia, etc.

Os glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos, transportam o oxigênio e o gás carbônico por todo o corpo. Essas células duram aproximadamente 120 dias, após isso, são repostas pela medula óssea.

O glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, são responsáveis pela defesa de nosso corpo. Eles protegem nosso organismo contra a invasão de microorganismos indesejados (vírus, bactérias e fungos). De forma bastante simples, podemos dizer que eles são nossos "soldadinhos de defesa".

As plaquetas são fragmentos de células, presentes no sangue, que realizam a coagulação, evitando assim sua perda excessiva de sangue (hemorragia). Elas geralmente agem quando os vasos sangüíneos sofrem danos. Um exemplo simples é o caso de uma picada de agulha, onde observa-se uma pequena e ligeira perda de sangue que logo é estancada, isto ocorre graças ao tampão plaquetário.

Plasma sanguíneo
O plasma sanguíneo contém proteínas, sais e substâncias diversas, tais como nutrientes, gás carbônico, excreções e hormônios. Cerca de 20% das proteínas do plasma pertencem ao grupo das gamaglobulinas, que constituem os anticorpos; estes protegem o organismo contra agentes infecciosos. Outra proteína importante do plasma sanguíneo é o fibrinogênio, que atua na coagulação do sangue.

Hemácias
As hemácias, também chamadas glóbulos vermelhos, são células especializadas no transporte de oxigênio. Elas são produzidas no interior dos ossos, a partir de células da medula óssea vermelha denominadas eritroblastos. O eritroblasto fabrica grande quantidade de hemoglobina e elimina o núcleo, transformando-se no eritrócito ou hemácia. Uma hemácia permanece cerca de 120 dias em circulação. Ao fim desse período, ela perde sua capacidade funcional e acaba sendo fagocitada e digerida por células do fígado ou do baço. Calcula-se que, em apenas um segundo, cerca de 2,4 milhões de hemácias sejam destruídos em nosso corpo. Ao mesmo tempo, quantidade equivalente de hemácias é liberada pela medula dos ossos, para substituir as que são removidas da circulação.

Leucócitos
Leucócitos ou glóbulos brancos são células especializadas na defesa do organismo, combatendo vírus, bactérias e outros agentes invasores que penetrem no corpo. Os leucócitos também são produzidos na medula dos ossos e podem ser de cinco tipos básicos: neutrófilo, basófilo, acidófilo, linfócito e monócito.

Plaquetas
Plaquetas ou trombócitos são fragmentos de células especiais presentes na medula dos ossos. A função das plaquetas é atuar na coagulação do sangue: elas liberam substâncias denominadas fatores de coagulação nas regiões de ferimentos, estimulando a formação de coágulos, que detêm uma eventual hemorragia.

Coagulação do sangue
Um dos importantes fatores de coagulação do sangue liberados pelas plaquetas é a enzima tromboplastina-quinase, que age na transformação da protombina em trombina. Essa substância, por sua vez, estimula a transformação de fibrinogênio em fibrina. As moléculas de fibrina têm capacidade de se entrelaçar, formando uma rede na qual as hemácias ficam retidas. Esse conjunto é o coágulo, uma espécie de tampão que veda o ferimento.

Curiosidade: O ramo que estuda o sangue e as suas doenças é a hematologia.

Vermes | Tipos de Vermes


Vermes | Tipos de Vermes


Vermes | Tipos de VermesNome popular dos seres vivos pluricelulares pertencentes aos filos platelmintos e nematelmintos do reino Metazoa. Apresentam corpos tubulares alongados, que podem ser achatados (platelmintos) ou cilíndricos (nematelmintos). Alguns têm vida livre e vivem no mar, rios ou ambientes terrestres, e outros são parasitas, ou seja, vivem às custas dos animais hospedeiros. Os parasitas causam doenças infecciosas e parasitárias como ascaridíase, amarelão, cisticercose, esquistossomose e teníase ou solitária.

Platelmintos Dividem-se em três classes tuberlários, trematódeos e cestódeos de acordo com o modo de vida (livre ou parasitária). Os tuberlários, como a planária (Dugesia tigrina), são seres de vida livre. Os trematódeos podem ser ectoparasitas (vivem externamente ao hospedeiro), como o Gyrodactylus, que habita as brânquias de certos peixes, ou endoparasitas (vivem e reproduzem-se no interior do hospedeiro). Exemplos de endoparasitas são a Fasciola hepatica, que habita o fígado do carneiro, e o Schistosoma mansoni, que causa a esquistossomose. No ciclo de vida de um trematódeo, os vermes adultos produzem ovos que são eliminados do hospedeiro definitivo (homem) e originam vários estágios larvais relacionados ao hospedeiro intermediário (molusco aquático). Os cestódeos são todos endoparasitas, como as tênias. As formas adultas da tênia produzem a teníase no hospedeiro definitivo (o homem) e as formas larvais são responsáveis pela cisticercose, na qual o homem serve como hospedeiro intermediário.

Nematelmintos Os nematelmintos podem ter vida livre ou ser parasitas de plantas e animais. Neste caso, os vermes adultos habitam a cavidade intestinal do hospedeiro e produzem ovos, que eliminados pelas fezes contaminam a água e os alimentos. Em seu ciclo de vida não há hospedeiro intermediário. O nematelminto parasita mais conhecido é o Ascaris lumbricoides, a lombriga, que provoca a ascaridíase. Outros exemplos de nematelmintos são o Necator americanus e o Ancylostoma duodenale, que habitam o intestino humano e provocam a doença conhecida como amarelão.


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Hematófagos | Parasitas que se Alimentam de Sangue

Hematófagos | Parasitas que se Alimentam de Sangue

Hematófagos | Parasitas que se Alimentam de SangueUm hematófago é um parasita que se alimenta de sangue.

A palavra é formada por radicais do grego: Haima (de haimatos): "sangue" e Phagein: "comer".
Animais hematófagos

    Pernilongos (mosquitos em alguns lugares)
    Piolhos
    Carrapatos
    Borboletas
    Pulgas
    Algumas espécies de morcegos como Diaemus youngi, Desmodus rotundus e Diphylla ecaudata
   
Barbeiros

Sanguessugas.

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Cadeia Alimentar | Funcionamento da Cadeia Alimentar

Cadeia Alimentar | Funcionamento da Cadeia Alimentar

Cadeia Alimentar | Funcionamento da Cadeia AlimentarDentro da cadeia alimentar ocorre a transferência de energia e nutrientes que segue a seguinte ordem: produtores (plantas), consumidores (animais herbívoros e carnívoros) e decompositores (fungos e bactérias).

Entendendo o funcionamento da cadeia alimentar

No que diz respeito aos nutrientes, este transporte é finalizado quando eles retornam aos produtores (processo facilitado pelos decompositores) podendo ser reaproveitados na forma de compostos mais simples. No caso da energia, esta não pode ser reaproveitada.

O primeiro nível da cadeia alimentar é formado por seres autotróficos (produtores) que sintetizam a matéria orgânica a partir de substâncias minerais e convertem a energia luminosa em energia química. Fazem parte deste primeiro nível as plantas verdes, as cianofíceas e algumas bactérias que realizam a fotossíntese.

Os demais níveis são formados por seres heterotróficos. Ao contrário do primeiro nível, estes seres não são capazes de produzir sua própria energia, por isso, eles necessitam de substâncias orgânicas produzidas por outros organismos. Fazem parte deste grupo todos os animais (herbívoros e carnívoros) e os decompositores (fungos e bactérias).

Os herbívoros pertencem ao segundo nível da teia alimentar. Estes animais são conhecidos como consumidores primários, pois se alimentam diretamente dos produtores.

Os carnívoros são seres vivos que se alimentam de outros animais. O carnívoro que se alimenta do animal herbívoro, é chamado de consumidor secundário.

Os decompositores são seres que se alimentam de matéria morta e excrementos. Eles possuem uma função muito importante dentro do ecossistema, pois transformam as substâncias orgânicas em substâncias minerais, sendo que estas, servirão novamente de nutrientes para os produtores como as plantas verdes.

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Vírus | Tudo Sobre os Vírus

Vírus | Tudo Sobre os Vírus

Vírus | Tudo Sobre os VírusVírus é um micro-organismo que pode infectar outros organismos biológicos. Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente reproduzem-se pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (bactérias e cianofíceas). Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA) cercada por alguma forma de cápsula protetora consistente de proteína, ou proteína e lipídio. Das 1.739.600 espécies de seres vivos, os vírus representam 3.600 espécies.

O primeiro vírus a ser descoberto foi o do "mosaico do tabaco", após os trabalhos de Dimitri Ivanovski e de Martinus Beijerinck.

Etimologia
A palavra vem do Latim e significa venenos. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral.

Em Português, o plural do termo vírus é igual ao singular. As palavras em latim também aparentam não possuir uma versão em plural. Virii poderia ser o plural da palavra virius, e viri era o plural da palavra vir, que significa homem. Veja vírus para mais informações (em inglês).

Estrutura viral
Os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de Transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo.

Vírus tipicamente consistem de uma cápsula de proteína, uma estrutura proteinácea (o capsídeo) que armazena e protege o material genético viral. O envelope, normalmente derivado da membrana celular do hospedeiro anterior, envolve o capsídeo em alguns virus, enquanto noutros não existe, sendo o capsídeo a estrutura mais externa. Ele protege o genoma viral contido nele e também provém o mecanismo pelo qual o vírus invade seu próximo hospedeiro.

O capsídeo e o envelope viral
O capsídeo é formado por proteínas. Pode ter estrutura helical, icosaédrica e outras, e é geralmente extremamente regular. Em muitos virus o capsídeo é a estrutura externa, noutros casos, existe o envelope de estrutura bílipidica composto por fosfolípidos e algumas proteínas membranares, semelhante às membranas celulares das células, de quem é "roubado". O capsídeo e o envelope guardam o frágil ácido nucleico, DNA ou RNA.

Esta porção periférica possibilita ao vírus identificar as células que ele pode parasitar e, em certos vírus, facilita a penetração nas mesmas.

Os príons (ou priões), agentes sub-virais, não possuem ácido nucleico. São proteínas alteradas que têm a capacidade de converter proteínas semelhantes mas não alteradas à sua configuração insolúvel, precipitando em cristais que causam danos às células.

O genoma viral
Os vírus e agentes sub-virais possuem apenas pouco ácido nucleico, e até pouco tempo acreditava-se que possuíam apenas um deles, ou DNA ou RNA, entretanto, descobriram-se vírus com DNA e RNA, ao mesmo tempo (Os príons, agentes sub-virais, não possuem ácido nucleico algum), diferente dos outros seres vivos, que possuem os dois (Claro que, o Protobionte tinha apenas RNA, e é possível que as nanobactérias também tenham apenas RNA, que nos outros seres vivos é usado com o DNA para traduzir o código, mas acredita-se que o RNA também possa conter traços genéticos).

É nesta porção central possuidora da informação genética, que estão contidas, em código, todas as informações necessárias para produção de outros vírus iguais.

Vírus: seres vivos ou seres não vivos?
Um vírus sequestra o mecanismo celular do seu hospedeiro para criar mais partículas de vírus por forma a completar o seu ciclo de vida. Estes parasitas, a nível molecular, forçam as enzimas das células parasitadas a trabalharem para formar novos vírus em vez dos próprios componentes que a célula necessita.

Os vírus são entes naturais que nem podem ser considerados seres vivos nem seres não vivos, de acordo com as definições mais comuns para estes conceitos. Podem reproduzir-se e mostrar hereditariedade, mas são dependentes das complexas enzimas de seus hospedeiros, e podem de várias formas ser tratados como moléculas ordinárias (por exemplo, eles podem ser cristalizados).

São parasitas obrigatórios, e não possuem forma de reprodução independente de seus hospedeiros. Da mesma forma que a maioria dos parasitas, eles têm um certo número de hospedeiros específicos, algumas vezes específicos a apenas uma espécie (ou até mesmo limitados a apenas um tipo de célula da espécie) e em outros casos, mais abrangente. Os vírus que atacam as células animais não atacam as vegetais e vice-versa. No entanto, existem alguns vírus vegetais que se multiplicam nas células de insectos, que os disseminam de uma planta para a outra.

Quando estão fora do organismo do seu hospedeiro, cristalizam e comportam-se como qualquer pedaço de matéria inanimada.

As origens
A origem dos vírus não é inteiramente clara, porém a explicação atualmente favorecida é que eles sejam derivados de seus próprios hospedeiros, originando-se de elementos transferíveis como plasmídeos ou transposons (elementos transponíveis, são segmentos de DNA que têm a capacidade de mover-se e replicar-se dentro de um determinado genoma). Também tem sido sugerido que eles possam representar micróbios extremamente reduzidos, que apareceram separadamente no caldo primordial que deu origem às primeiras células, ou que as diferentes variedades de vírus terão tido origens diversas e independentes. Quando não estão se reproduzindo, os vírus não manifestam nenhuma atividade vital: não crescem, não degradam nem fabricam substancias e não reagem a estímulos. No entanto, a sua capacidade reprodutiva é assombrosa: um único vírus é capaz de produzir, em poucas horas, milhões de novos indivíduos.

Outras partículas infectantes que são tão simples estruturalmente quanto os vírus incluem os viroides, virusóides, Satellite, Deltavirus (que na verdade são sattelites/viróides), e príons.

Doenças humanas virais
Exemplos de doenças causadas por vírus incluem a caxumba, sarampo, hepatite, dengue, poliomielite, febre amarela.Também há a gripe, que é causado por uma variedade de vírus; a varicela ou catapora; varíola; meningite viral; AIDS, que é causada pelo HIV. Recentemente foi mostrado que o câncer cervical é causado ao menos em partes pelo papilomavirus (que causa papilomas, ou verrugas), representando a primeira evidência significante em humanos para uma ligação entre câncer e agentes infectivos.

Prevenção e tratamento de doenças virais

Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro, os vírus tornam-se difíceis de matar. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são, até agora, as vacinas para previnir as infeções, e drogas que tratam os sintomas das infeções virais. Os pacientes frequentemente pedem antibióticos, que são inúteis contra os vírus, e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias. Diz-se, às vezes, que a ação prudente é começar com um tratamento de antibióticos enquanto espera-se pelos resultados dos exames para determinar se os sintomas dos pacientes são causados por uma infecção por vírus ou bactérias. Principais viroses humanas: gripe, hepatite (A, B e C), caxumba, sarampo, varicela (catapora), AIDS, raiva (hidrofobia), dengue, febre amarela, poliomelite (paralesia infantil), rubéola.

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10 Espécies de Animais Descobertas Recentemente

10 Espécies de Animais Descobertas Recentemente

Apesar de conhecermos muitas espécies de animais, a verdade é que ainda existem muitas por aí que não foram descobertas pela ciência. É por isso que novas espécies são catalogadas todos os anos por pesquisadores. Para ficar atualizado, nesta galeria você confere algumas das descobertas mais legais dos últimos anos.

10 Espécies de Animais Descobertas Recentemente
Olinguito (Bassaricyon neblina)
Olinguito (Bassaricyon neblina) - Pesquisadores do Instituto Smithsonian, dos EUA, registraram em agosto de 2013 um novo animal carnívoro no mundo ocidental. A descoberta aconteceu 35 anos após o último registro. O olinguito habita matas na América Latina, é parecido com guanixins e se alimenta de pequenos insetos e frutas.
Caquetá titi (Callicebus caquetensis)
Caquetá titi (Callicebus caquetensis) - Em 2010, uma equipe de pesquisadores encontrou uma nova espécie de macaco: o Caquetá titi. Esse pequeno mamífero de barba ruiva foi localizado no sul da Colômbia, em meio à floresta amazônica. Segundo os cientistas, o animal corre risco de extinção, já que sua população é de cerca de 250 animais adultos.
Crystal Frog
Crystal Frog - Em 2009, uma expedição de cientistas na fronteira entre Peru e Equador descobriu várias espécies. Entre elas, uma das que mais se destaca é o Crystal Frog ('Sapo de cristal', em tradução literal). Ele tem a pele transparente e, por isso, é possível ver seus órgãos internos funcionando.
Haptoclinus dropi
Haptoclinus dropi - Esta é outra descoberta do Instituto Smithsonian (EUA). O pequeno peixe de dois centímetros tem as barbatanas coloridas e é encontrado em uma profundidade do oceano que é pouco pesquisada. Isso porque ela é profunda demais para mergulhadores, ao mesmo tempo em que é mais rasa do que a profundidade que submarinos de águas profundas costumam atingir.
Himantura tutul
Himantura tutul - Cientistas do Institut de recherche pour le développement (IRD) descobriram essa nova espécie de raia venenosa. Ela pode chegar a 1,5 m de largura (e até 4 m de comprimento), mas, como dá pra ver, sua característica mais reconhecível é a padronagem parecida com a de um leopardo.
Sea Pig (Holothuroid)
Sea Pig (Holothuroid) - Esses animais, também chamados de pepinos-do-mar, são alguns dos mais abundantes habitantes da costa da Antártica. Eles foram descobertos pela equipe internacional de pesquisa a bordo do navio BAS Royal Research Ship James Clark Ross
Lêmure-anão Lavasoa (Cheirogaleus lavasoensis)
Lêmure-anão Lavasoa (Cheirogaleus lavasoensis) - Encontrados nas Montanhas Lavasoa, em Madagascar, existem apenas 50 indivíduos dessa nova espécie de lêmure. Ele é um animal com hábitos noturnos e prefere ambientes úmidos.
Lyre sponge (Chondrocladia lyra)
Lyre sponge (Chondrocladia lyra) - Em 2012, essa espécie de esponja carnívora foi encontrada por um time de pesquisadores do Monterey Bay Aquarium Research Institue (MBARI). Ela foi localizada na costa norte da Califórnia, cerca de 3400 metros de profundidade. Seu nome ('Lyre sponge', algo como 'Esponja Lira') foi inspirado por sua estrutura corporal, que lembra uma lira ou uma harpa.
Macaco-Lesula (Cercopithecus lomamiensis)
Macaco-Lesula (Cercopithecus lomamiensis) - Descoberto em 2007 e confirmado em 2012, o Lesula é a segunda espécie de macaco a ser encontrada na África desde 1984. O animal habita as florestas da República Democrática do Congo e tem como principal característica a coloração azul de sua bunda.
Sibon noalamina
Sibon noalamina - Outra espécie descoberta em 2012, esta serpente habita uma área muito usada para mineração no Panamá. Como a atividade está destruindo seu habitat natural, o nome 'Sibon noalamina' foi escolhido como forma de protesto. É que, em espanhol, 'no a la mina' quer dizer algo como 'não às minas'.

Inquilinismo em Biologia

Inquilinismo em Biologia

Plantas epífitas, um exemplo de inquilinismo
Inquilinismo é um tipo de relação ecológica entre organismos de diferentes espécies. O inquilinismo é definido como uma associação interespecifica harmônica, na qual apenas uma espécie é beneficiada sem, entretanto, existir prejuízo para a outra espécie associada. O inquilino obtém abrigo (proteção) ou ainda suporte no corpo da espécie hospedeira. Inquilinismo também pode ser definido como um caso específico do comensalismo.

Um exemplo clássico é o caso da interação existente entre orquídeas ou bromélias e as árvores em cujo tronco se instalam (não há postura de parasitismo). Estas plantas são classificadas como epífitas (epi = em cima), esse tipo de inquilinismo é denominado epifitismo.

Um outro exemplo de inquilinismo é a interação existente entre o peixe-agulha (gênero Fierasfer) e as holotúrias ou pepinos-do-mar (Equinodermos). Esse pequeno peixe, quando perseguido por algum inimigo natural, procura uma holotúria e penetra em seu ânus, abrigando-se no tubo digestivo desse equinodermo. Também no mar há o exemplo das rêmoras que se prendem no dorso dos tubarões.

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Antraz, Bacillus Anthracis (Anthrax)


Antraz, Bacillus Anthracis (Anthrax)

#Antraz, Bacillus Anthracis (Anthrax)O Bacillus anthracis é o causador do Anthrax, uma doença infecciosa que se manifesta nos humanos de três formas clínicas: cutânea, gastrointestinal e respiratória, esta podendo ser letal.

É uma zoonose. Os animais são infectados através da ingestão de esporos ao pastarem em solos contaminados ou comerem alimentos com o bacilo. Em condições normais o homem é infectado através da ingestão de carnes contaminadas, por exposição a carcaças, pele, lã, pelos contaminados ou inalação dos esporos. Esta bactéria apresenta uma cápsula protetora que lhe confere tamanha resistência à fagocitose, vencendo as defesas do hospedeiro.

Devido a esta alta resistência, fácil reprodução, baixo custo e grande poder de infecciosidade, o bacilo passou a ser estudado como arma biológica, desde o início do século XX. Foi usado com tal propósito na II Guerra Mundial e o principal objetivo da Guerra do Golfo (1991) foi a destruição das instalações onde estes armamentos estavam estocados. Em 2001 nos EUA, esporos de Anthracis foram enviados a dirigentes com o intuito de bioterrorismo.

O conhecimento científico sendo usado contra os próprios homens, deriva de uma total falta de consciência, ética e profissionalismo, que devem ser contidos para o bem estar da humanidade e da natureza. Este trabalho pretende fazer uma abordagem sobre a utilização do Bacillus anthracis como arma biológica, principalmente no bioterrorismo, elucidando a sua importância biológica e clínica, assim como a postura ética dos cientistas que detém o conhecimento específico sobre os aspectos gerais do bacilo e da doença.

Ele é grande e forma esporos, é encontrado em todo o mundo. Os animais são infectados através da ingestão do bacilo, pastando em solo contaminado, por exemplo. O homem é contaminado através da ingestão de carne contaminada ou contato com o corpo de animal morto contaminado, bem como em contato com sua pele, lã ou ossos.

A vacina reduziu bastante os casos, chegando a ser registrado apenas um por ano nos Estados Unidos. Há registros de vários casos no referido país em 2001, mas acredita-se ser produto de uma infecção proposital podendo ser resultante de terrorismo biológico.

As maiores incidências naturais do Antraz são na África e na Ásia, pois ainda não há difusão da vacina.

O Antraz
Doença também chamada de antrax, anthrax ou carbúnculo. Acredita-se que é uma das doenças descritas pelos romanos. É considerada a quinta praga descrita em Êxodo. Seu nome tem origem na palavra grega anthrakis que significa carvão. Essa associação com carvão deve-se a natureza das lesões provocadas pelo antraz.

O desenvolvimento do Antraz
Os macrófagos fagocitam (processo de eliminação) os esporos no local de entrada, estes então germinam em bactérias que lançam toxinas no corpo. Os esporos vão até linfonodos traquiobrônquicos sendo ingeridos e por fim germinam. A toxina proveniente da multiplicação do bacilo gera hemorragias, edemas e necroses.

As formas de Antraz
Há três tipos de Antraz, o Antraz cutâneo (mais comum naturalmente), gastrointestinal, e o antraz de inalação (que é naturalmente raro só foram diagnosticados 18 casos em todo o século XX).

O tratamento do Antraz
É necessário um forte tratamento com antibióticos ao menor sinal da doença. Anteriormente o tratamento era realizado com penicilina, mas atualmente é feito com ciprofloxacina 400 mg IV a cada 8-12 horas ou doxicilina 200 mg IV seguido de 100 mg IV a cada 12 horas.

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Os Microrganismos

Os Microrganismos: Como São os Microrganismos?Os Microrganismos: Como São os Microrganismos? 

Os Microrganismos são seres muito pequenos que não podem ser vistos a olho nu e, para enxergá-los, precisa-se da ajuda de um MICROSCÓPIO, que nada mais é do que um instrumento que aumenta a imagem de um objeto através de um sistema de lentes. Dentre os seres microscópicos, tem-se as BACTÉRIAS, alguns FUNGOS (leveduras e bolores), os PROTOZOÁRIOS, as ALGAS microscópicas e os VÍRUS (estes últimos são tão pequenos que para enxergá-los é preciso usar microscópio eletrônico).

Onde os Microrganismos Vivem?

Os microrganismos encontram-se distribuídos em praticamente todos os lugares da natureza. Estão no ar, na água (mares, rios, lagos e água subterrânea) e no solo. Podem ser encontrados em maiores quantidades em lugares onde existe grande quantidade de alimentos (matéria orgânica e inorgânica), umidade e temperatura apropriada para que possam crescer e se reproduzir.

Como São os Microrganismos?

BACTÉRIAS: São seres unicelulares, procarióticos e microscópicos, que podem viver em qualquer ambiente. A maioria das bactérias aquáticas não ultrapassa 1 micrômetro (µm), embora algumas delas possam medir vários micrômetros. Para você imaginar qual é o tamanho de um micrômetro, pegue uma régua e olhe quanto mede um milímetro; agora, imagine este um milímetro dividido por mil. Pois é, cada uma das divisões resultantes mede um micrômetro. As bactérias recebem nomes especiais, de acordo com suas diferentes formas. Se o formato é esférico, são chamadas cocos. Estes podem estar isolados ou viver em grupos. Se tem forma de bastonete, são chamadas de bacilos. Se a forma for de espiral, chama-se espirilo. Caso a bactéria se assemelhe a uma vírgula, denomina-se vibrião. Quanto à respiração, as bactérias podem ser aeróbias ou anaeróbias. Chamam-se aeróbias as que fazem uso do oxigênio. As anaeróbias vivem na ausência desse gás, e são encontradas principalmente no sedimento (fundo) de ambientes aquáticos. Quanto à nutrição, as bactérias obtêm seu alimento de matéria orgânica morta, animal ou vegetal, e são chamadas de saprófitas. Há espécies de bactérias que produzem o seu próprio alimento, o que pode ser feito por fotossíntese ou quimiossíntese. Até os anos 80 já haviam sido descritas cerca de 2020 espécies.

Protozoários: São protistas unicelulares e eucarióticos, que ocorrem como células isoladas ou em colônias de células, e apresentam dimensões predominantemente microscópicas (4µm a 350µm). Os protozoários podem ser dividos em quatro grupos: ciliados , amebas (ou sarcodina), flagelados (ou mastigóforos) e esporozoários (protozoários parasitas). A maioria deles é desprovida de clorofila, embora alguns apresentem algas simbiontes, como é o caso de Paramecium bursaria. Assim como as bactérias, os protozoários podem ser aeróbios ou anaeróbios, exibir vida livre ou associar-se a outros organismos. A locomoção é um critério muito importante na diferenciação dos grupos de protozoários. Estes podem se locomover por meio de pseudópodos, flagelos e cílios. Os protozoários se reproduzem assexuada e sexuadamente.

Fungos: São organismos eucariontes, podendo ser unicelulares ou pluricelulares. Os fungos unicelulares são chamados de leveduras, apresentam forma oval e são maiores que as bactérias. São heterotróficos e apresentam reprodução assexuada ou sexuada. A maioria dos fungos obtém seu alimento decompondo a matéria orgânica do corpo de organismos vegetais e animais mortos, sendo chamados de saprófitos. Podem ser parasitas, ou seja, vivem à custa de outro ser vivo, prejudicando-o ou podendo até matá-lo; podem estar associados a outros seres e ambos se beneficiam, sendo a relação chamada de mutualismo. Nos ambientes aquáticos são encontrados os Hyphomycetes, importantes na decomposição do material vegetal morto, e geralmente presentes em folhas e ramos de árvores que caem na água. Já foram descritas cerca de 10.000 espécies.

Algas: São organismos eucariontes fotossintetizantes. Apresentam grande variedade de formas e se reproduz assexuada ou sexuadamente. As algas consideradas dentro da microbiologia são as unicelulares. As algas são abundantes tanto em águas doces quanto em águas salgadas. Como organismos fotoautotróficos são encontrados na zona eufótica (com incidência de luz) dos corpos de água. As algas são classificadas de acordo com a sua estrutura e seus pigmentos. As algas são muito importantes na cadeia alimentar aquática, pois produzem oxigênio (O2) e carboidratos, a partir de dióxido de carbono (CO2), que são utilizados por outros organismos da cadeia trófica.

Classificação dos Microrganismos de Acordo com Sua Relação com Oxigênio

Os microrganismos podem crescer na presença ou ausência de oxigênio e, neste aspecto, podem ser classificados em:

Aeróbios: são os microrganismos que normalmente requerem oxigênio para crescer.
Facultativos: são os microrganismos que crescem na presença de oxigênio ou na ausência dele (anaerobiose).

Anaeróbios: são os microrganismos que ou crescem na presença de baixas concentrações de oxigênio, os chamados de anaeróbios facultativos, ou morrem quando estão na presença deste gás; estes são os chamados de anaeróbios estritos.

Microaerófilos: são organismos aeróbios, porém somente crescem em concentrações de oxigênio menores que a do ar (entre 1% e 15%).

Classificação dos Microrganismos de Acordo com Sua Diversidade Metabólica
Os microrganismos necessitam de uma fonte de carbono (gás carbônico (CO2) ou carbono orgânico) e de uma fonte de energia (luz ou energia derivada da oxidação de compostos orgânicos ou inorgânicos). Os microrganismos que usam a luz como fonte de energia podem ser:

Fotoautotróficos: são organismos que usam a luz como fonte de energia e o carbono inorgânico (CO2) como fonte de carbono. São representados pelas bactérias fotossintetizantes (cianobactérias), bactérias sulfurosas púrpura (exemplo: Chromatium) e bactérias sulfurosas verdes (exemplo: Chlorobium), algas e plantas verdes. Existem cerca de 60 espécies de bactérias fotoautotróficas.

Fotoheterotróficos: usam luz como fonte de energia e compostos orgânicos (álcool, carboidratos, ácidos orgânicos, etc.) como fonte de carbono. São as bactérias verdes não sulfurosas (exemplo: Chloroflexus) e as bactérias púrpuras não sulfurosas (exemplo: Rhodopseudomonas ).

Os microrganismos que obtêm energia através da oxidação de compostos orgânicos ou inorgânicos podem ser classificados em:

Quimioautotróficos: usam os compostos químicos (gás sulfídrico (H2S), enxofre elementar (S), amônia (NH3), gás hidrogênio (H2), nitrato (NO3-), nitrito (NO2-) e ferro (Fe2+) como fonte de energia e usam o CO2 como fonte de carbono.

Quimioheterotróficos: são organismos que usam compostos orgânicos como fonte de energia e de carbono. Este grupo inclui a maioria das bactérias, fungos e protozoários.

ZIKA VÍRUS, ORIGEM E RELAÇÃO COM A MICROCEFALIA

ZIKA VÍRUS, ORIGEM E RELAÇÃO COM A MICROCEFALIA
Países da América com potencial risco de transmissão do Zika Vírus

Zika vírus, Origem e Relação com a Microcefalia

Zika Vírus - Rápida propagação do vírus Zika nas Américas se torna alarmante

A mais recente epidemia de vírus Zika, que já se propagou em todo o Brasil e está se alastrando pelo norte do país e começa a atingir os países vizinhos e América Central e México, agora está prestes a chegar nos Estados Unidos.

Origem do zika vírus e a microcefalia

O Zika Vírus é uma doença de origem africana que é transmitida por um vírus da família Flaviviridae, do gênero Flavivirus. Em humanos, transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti, causa a doença conhecida como febre Zika.

Em 1947, foi identificado entre os primatas da Floresta de Zika, em Uganda, um vírus transmitido por meio de relação sexual e, principalmente, pela picada de mosquitos Aedes aegypti, muito parecido com o que transmite a dengue ou a febre amarela urbana.

A doença tem o mesmo mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya: o Aedes Aegypt. Embora com alguns sintomas e desenvolvimentos semelhantes, existem algumas diferenças sutis, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Érico Arruda.

Dengue: tem potencial para se tornar de maior gravidade à saúde dos infectados. A vermelhidão aparece no estágio final e é aguda.

Chikungunya: as dores nas articulações são maiores.

Vírus Zika: maior tendência e prevalência de manchas vermelhas no corpo, dores menos intensas.

Relação com a microcefalia

Microcefalia é a anomalia congênita em que o cérebro não se desenvolve adequadamente. As fontanelas (conhecidas como moleiras) se fecham precocemente impedindo o cérebro de crescer e se desenvolver e, como resultado, o perímetro da cabeça fica menor que o normal.

Ela é diagnosticada quando a circunferência da cabeça é menor do que o esperado para idade gestacional, tempo de vida e sexo. Pode ser de causas familiares, defeitos congênitos, síndromes genéticas, exposição a toxinas e a agentes infecciosos na gestação. No caso das infecções congênitas, o agente pode causar poucos ou nenhum sintoma na gestante, mas afetar de diversas maneiras a formação do bebê.

De acordo com os estudos realizados até agora, o Zika vírus parece estar nessa categoria, por esse motivo, só houve atenção maior à doença após o nascimento dos bebês. A menos que a microcefalia seja familiar, 90% dos bebês comprometidos tem algum atraso no desenvolvimento neurológico.

A microcefalia é um evento raro, a incidência estimada é de 0,1% de casos graves na população geral. Em outubro desse ano, o estado de Pernambuco identificou 28 casos em poucas semanas, o que chamou a atenção da Vigilância Epidemiológica, que solicitou apoio ao Ministério da Saúde para investigação.

Baseado em uma experiência anterior na Polinésia Francesa, em relatos de aumento de incidência do vírus no Nordeste desde o início do ano, de gestantes com filhos acometidos que referiam febre e exantema na gestação e na identificação do vírus no líquido amniótico de duas gestantes com fetos com microcefalia e que apresentavam história de sintomas sugestivos na gravidez, é forte a suspeita de que o aumento de casos estaria relacionado ao vírus Zika.

A microcefalia relacionada a esse vírus é uma doença nova que está sendo descrita pela primeira vez na história e com base no surto que está ocorrendo no Brasil. Não há tratamento específico para a doença ou vacinas. Desse modo, medidas de vigilância epidemiológica, identificação precoce dos casos e controle do vetor de forma coletiva são importantes.

As medidas de controle individuais são importantíssimas, entre elas os cuidados relacionados à proliferação dos mosquitos nos domicílios, que devem ser mantidos limpos evitando locais em que a água possa ficar parada e funcionem como criadouros, e também deve-se adotar medidas individuais como uso de repelentes, mosquiteiros e inseticidas domésticos.

O mosquito costuma picar no início e no fim da tarde, nesse horário o cuidado deve ser maior, com fechamento e telas nas janelas, uso de roupas de manga longa e repelentes que não devem ser colocados por baixo da roupa, apenas na pele exposta. A Anvisa reforçou que não há qualquer impedimento no uso de repelentes por gestantes desde que sejam seguidas as normas dos fabricantes. A população deve procurar a assistência de profissionais de saúde para saber como e qual repelente usar para cada idade e gestação.

Ainda não há recomendação formal do Ministério da Saúde para evitar a gravidez. Trata-se de uma decisão da família em conjunto com a equipe de saúde que a atende. Apesar disso, alguns especialistas sugeriram esperar a melhor elucidação dos casos para a programação de gravidez neste momento.

Sintoms da Degue, Zika e Chikunguya
Importante também evitar o estigma e dar suporte para as famílias acometidas. Dados do Censo de 2010 demonstraram que 1,4% da população brasileira tem algum tipo de deficiência mental ou intelectual. É preciso dar condições para que essas pessoas sejam incluídas na sociedade com boas condições de vida e de saúde, sem estigma e sem preconceitos.

Infelizmente alguns mitos e boatos como “crianças em coma” após o Zika ou que ele foi trazido pelos imigrantes são difundidos pelas redes sociais. É prudente a checagem da informação em fontes confiáveis e reflexão ética se é algo que vale ou não ser passado adiante. A resposta às epidemias deve ser dada com cidadania e responsabilidade, nunca com sensacionalismo e pânico.

A dengue, o chikungunya e o zika vírus não são apenas um problema de saúde, mas verdadeiras doenças socioambientais. Problemas complexos, em regra, exigem soluções integradas e participativas e medidas de prevenção a médio prazo envolvendo os mais diversos setores.

BIOLOGIA CELULAR - RELAÇÃO ECOLÓGICA COM O SURGIMENTO DA VIDA NA TERRA

Biologia Celular  e o Surgimento da Vida na Terra

Biologia Celular  e o Surgimento da Vida na Terra

Biologia (do grego bios = vida; logos = estudo) é a ciência que estuda o ser vivo, desde a sua forma (morfologia) e função (fisiologia), até o seu relacionamento com diversos seres vivos e com o ambiente.
Surgimento da Vida na Terra
Célula: pequena unidade envolvida por membranas e preenchida por uma solução aquosa de agentes químicos, dotada de uma extraordinária capacidade de criar cópias de si mesma pelo aumento e posterior divisão.

O Surgimento da Vida na Terra

Abordagem Histórica
O surgimento da vida em nosso planeta é um grande mistério. Desde a Grécia Antiga até os dias de hoje existem relatos sobre o assunto com o objetivo de procurar respostas.

Abordagem HistóricaAté a metade do século XIX, as ideias baseavam-se na abiogênese ou Teoria da Geração Espontânea, que afirmava que os seres vivos surgiam da matéria bruta, espontaneamente. Para que isso ocorresse, haveria a intervenção do princípio ativo (o sopro de animação), para transformar a matéria bruta em matéria viva.

Aristóteles chegou a afirmar que os crocodilos do Rio Nilo surgiam da lama. Paracelso, médico suíço do século XVI, descreveu o processo de geração espontânea de sapos, tartarugas e ratos a partir do ar, da água, da palha, da madeira em decomposição, entre outros materiais. Van Helmont, cientista belga do século XVII, inventou a “receita” para criar camundongos: uma camisa suada em contato com gérmen de trigo, deixada em lugar escuro, após 21 dias, produziria uma ninhada de camundongos. Nesse caso, o suor humano seria o princípio ativo.

No século XVII, o naturalista italiano Francisco Redi realizou “experiências controladas” para provar que os “vermes” encontrados nos cadáveres em decomposição surgiam de ovos postos anteriormente por moscas.

Primeira Experiência

Colocou três enguias mortas em um recipiente aberto para apodrecerem. Depois de alguns dias, apareceram “vermes” esbranquiçados que devoravam as enguias e, a seguir, abandonavam o recipiente sem que Redi descobrisse o destino deles.

Segunda Experiência

Para descobrir o destino dos “vermes”, Redi repetiu a experiência, porém, antes que toda a carne fosse consumida, o recipiente foi tampado. Alguns dias depois, os animais ficaram imóveis, ovais e se transformaram em crisálidas semelhantes às das mariposas e borboletas. Redi colocou as crisálidas em vidros e delas nasceram moscas iguais às encontradas em açougues e peixarias.

Terceira Experiência

Redi repetiu os experimentos, colocando carne em oito frascos de boca larga: quatro abertos e quatro tampados. Nos abertos, surgiram “vermes” e, nos fechados, nenhum “verme” foi encontrado.

Quarta Experiência

A experiência anterior foi refeita, porém com os frascos cobertos com gaze fina, que permitia a circulação de ar. Também não apareceram “vermes”.

Com essas experiências Redi estaria derrubando a Teoria da Geração Espontânea e criando a idéia da biogênese, pela qual um ser vivo provém de outro preexistente.

Alguns anos depois das experiências de Redi, o naturalista holandês Anton Van Leeuwenhoek, com auxílio do microscópio, descobriu os microorganismos, dos quais não se conhecia a origem, trazendo à tona novamente a discussão sobre a Teoria da Geração Espontânea.

No século seguinte, em 1745, o inglês John Needhan aqueceu caldo de frango e legumes em tubos de ensaio, fechou-os e aqueceu-os novamente. Depois de alguns dias, examinou os conteúdos dos frascos e observou que estavam repletos de microorganismos.

Vinte e cinco anos depois, as experiências de Needhan foram repetidas pelo padre italiano Lazzaro Spallanzani, porém, com o aquecimento, os tubos de ensaio mantiveram-se estéreis por vários meses. Spallanzani concluiu que o aquecimento feito por Needhan não havia sido suficiente para matar todos os microorganismos já existentes nos caldos nutritivos.

Needhan contra-argumentou dizendo que o aquecimento excessivo teria destruído o “princípio ativo vital” necessário para a geração espontânea.

Criou-se então a polêmica entre abiogênese e biogênese, que perdurou entre os cientistas da época até a segunda metade do século XIX.

Entre os anos de 1860 e 1864, o cientista francês Louis Pasteur adaptou a experiência de Spallanzani, colocando caldo de carne em um balão de vidro com gargalo bem comprido. Aqueceu o caldo por um longo tempo e, em seguida, submeteu-o a um resfriamento (processo conhecido atualmente como pasteurização). Com o caldo esterilizado, Pasteur aqueceu os gargalos, retorcendo-os em forma de “S, criando os balões “pescoço de cisne”. Esses frascos não foram fechados, portanto o caldo foi mantido em contato com o ar. Dessa forma, o argumento de Needhan, ou seja, a falta de condições para a penetração do “princípio ativo”, não poderia ser usado. Como resultado, observou-se que o caldo permaneceu estéril por vários meses. As curvas do pescoço do frasco funcionaram como um filtro, impedindo a penetração de microorganismos do ar que pudessem contaminar o caldo. Era o fim da abiogênese.

Simbiose Simbiose

Simbiose é uma relação mutualmente vantajosa, na qual, dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por esta associação.

Há alguma indefinição nos conceitos associados a este termo. Assim, dever-se-á ter presente que a simbiose implica uma inter-relação de tal forma íntima entre os organismos envolvidos que se torna obrigatória. Quando não existe obrigatoriedade na relação, dever-se-á utilizar antes o termo/conceito protocooperação.

Alguns casos clássicos que ajudam a compreender o conceito de simbiose:
Certos Cnidários alojam algas nos seus tentáculos. Estes animais procuram nadar próximos à superfície da água para que as algas possam usar a luz para efectuar a fotossíntese. Ao realizarem o processo, as algas produzem certos compostos orgânicos essenciais ao organismo hospedeiro.
Orquídeas e muitas outras espécies de hábito epifítico habitam locais ricos em matéria orgânica, mas pobres em sais minerais. No entanto, as suas raízes (freqüentemente apresentando um tecido esponjoso, o velame) abrigam fungos do tipo Micorriza, que atacam a matéria orgânica do substrato e a decompõe na forma de sais minerais, que podem assim ser assimilados pelos vegetais. Em contrapartida, as plantas realizam a fotossíntese e sintetizam moléculas orgânicas, como carboidratos e aminoácidos, essenciais à sobrevivência dos fungos.
As mitocôndrias vivem no interior das células eucarióticas, produzindo energia na forma de ATP, numa estreita relação simbiótica. Essa relação é tão forte que a célula e a mitocôndria não conseguem viver separados. Acredita-se que as mitocôndrias eram organismos que viviam isolados no exterior das células, e que foram incorporadas por algumas células, criando uma forte relação entre os dois organismos: a célula fornece alimento e um ambiente seguro para o desenvolvimento e reprodução da mitocôndria, e esta se responsabiliza pelo fornecimento de energia da célula. Uma prova disso seria o facto de a mitocôndria ter material genético próprio (o DNA mitocondrial).
Fungos e algas, numa relação mútua de proteção-alimento, caracterizando os liquens.

Polifagia Polifagia

Polifagia é o hábito de se ingerir uma ampla variedade de fontes alimentares. No mundo dos insetos, se refere usualmente aos que se alimentam de plantas pertencentes a diferentes famílias.

Plâncton Plâncton

Em biologia marinha e limnologia chama-se Cretácios (da palavra grega Cretaci, que significa ser pequeno) ao conjunto dos organismos que têm pouco poder de locomoção e vivem livremente na coluna de água (pelágicos), sendo muitas vezes arrastados pelas correntes oceânicas.

O plâncton encontra-se na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos, uma vez que serve de alimentação a organismos maiores.

Parasitologia Parasitologia

Parasitologia é a ciência que estuda os parasitas, os seus hospedeiros e relações entre eles. Engloba os filos Protozoa (protozoários), do reino Protista e Nematoda (nematódes), annelida (anelídeos), Platyhelminthes (platelmintos) e Arthropoda (artrópodes), do reino Animal. Os protozoários são unicelulares, enquanto os nematódeos, anelídeos, platelmintos e artrópodes são organismos multicelulares. Temos também parasitismo em plantas (holoparasita e hemiparasita) como é o caso do cipó-chumbo. temos parasitismo em fungos (micose) e em bactérias e até virus. Como disciplina biológica, o campo da parasitologia não é determinado pelo organismo ou ambiente em questão, mas pelo seu modo de vida. Isto significa que forma uma síntese com outras disciplinas, e traz para si técnicas de campos com biologia celular, bioinformática, bioquímica, biologia molecular, imunologia, genética, evolução e ecologia.

A parasitologia médica também se preocupa com o estudo do vetor.

No Brasil, as principais parasitoses de interesse médico são:

Protozooses

    Amebíase
    Tripanosomíase
    Leishmanioses
    Giardíase
    Tricomoníase
    Malária
    Toxoplasmose
    Balantidiose

Helmintoses

    Esquistossomose
    Teniase/cisticercose
    Hidatidose/equinococose
    Enterobiose
    Filariose
    Ancilostomose/necatoriose
    Ascaridíase
    Tricocefalose
    Estrongiloidíase

Ectoparasitoses (artrópodes)

    Pediculose
    Ftiríase
    Miíase
    Acaríase
Parasita Obrigatório

Parasita Obrigatório

Um parasita obrigatório é um organismo parasita que não consegue viver independentemente do seu hospedeiro.

MixotrofismoMixotrofismo

Mixotrofismo ou mixotrofia, em biologia, é o nome dado à qualidade do ser vivo com caractéristicas autótrofas e heterótrofas. Ou seja, é capaz de produzir seu próprio alimento a partir da fixação de dióxido de carbono (através de fotossíntese ou quimiossíntese), mas pode também alimentar-se de outros compostos inorgânicos ou orgânicos.

Um bom exemplo de um ser mixotrófico é a planta carnívora, que apesar de ser clorofilada (portanto, capaz de fazer fotossíntese), depende do nitrogênio contido nas proteínas dos animais que ingere. Essa dependência ocorre porque a planta carnívora é natural de áreas com o solo pobre e encharcado, escasso de nitratos, essenciais para a síntese da molécula de clorofila.

Algumas algas e protozoários também são exemplos de seres mixotróficos.

Mirmecofilia Mirmecofilia

Um mirmecófilo é um organismo que vive em associação com formigas. Mirmecofilia significa literalmente adoração de formigas e refere-se às associações de mutualismo com formigas, apesar de no seu uso mais geral este termo poder também referir-se a relações comensais ou até parasíticas.

Os mirmecófilos podem ter vários papéis na colónia de formigas hospedeira. Muitos consomem resíduos nos ninhos, como formigas mortas, larvas mortas, ou fungos que crescem no ninho. Alguns mirmecófilos, porém, alimentam-se da comida armazenada pelas formigas e algums poucos comem os ovos das formigas, as suas larvas e pupas. Outros beneficiam as formigas fornecendo-lhes uma fonte de alimento. Muitas relações mirmecófilas são obrigatórias, no sentido de que um dos participantes necessita a relação para a sua sobrevivência. Outras associações são facultativas, beneficiando um ou ambos os participantes mas sem serem necessárias à sua sobrevivência.

As associações mirmecófilas são mais bem conhecidas nas borboletas da família Lycaenidae. Muitas lagartas desta família produzem néctar através de órgãos especializados e comunicam com as formigas por meio de som ou vibrações. Crê-se que a associação com as formigas reduza a parasitização das lagartas das borboletas.

Existem escaravelhos mirmecófilos nas famílias Cholevidae, Pselaphidae, Staphylinidae e Ptiliidae. Associações deste tipo ocorrem também com vários outros insectos como os afídeos, bem como no género Microdon das moscas-das-flores e em vários outros grupos de moscas.

Alguns ácaros e aranhas são também mirmecófilos, particularmente alguns ácaros oribatídeos, que se descobriu serem mirmecófilos obrigatórios.

Outros grupos mirmecófilos incluem:

    Coleoptera, como a joaninha Thalassa saginata
    Orthoptera, como o grilo Myrmecophilus kinomurai
    Diptera, como a mosca Clitellaria obtusa
    Moluscos, como o Allopeas myrmekophilos

Meroplâncton

Em biologia marinha, chama-se meroplâncton ao conjunto das formas planctónicas que podem desenvolver-se e vir a fazer parte do nécton, como é o caso das larvas e juvenis de peixes ou cefalópodes, ou do bentos, de que fazem parte os equinodermes, os anelídeos e muitos crustáceos, como as lagostas e os caranguejos.

As formas planctónicas que passam toda o seu ciclo de vida no plâncton, como os copépodes e outros crustáceos planctónicos, constituem o holoplâncton.

Hospedeiros Hospedeiros

Em Biologia, hospedeiro é um organismo que abriga outro em seu interior ou o carrega sobre si, seja este um parasita, um comensal ou um mutualista. A palavra deriva do latím hospitator, significando visita, hóspede.

Tipos de interações
É pertinente falar em hospedeiro sempre que há uma relação de dependência entre um sistema biológico (um ser vivo ou um vírus) e outro sobre o qual habita, seja de maneira contínua ou temporária. Isso pode ocorrer em interações próximas dos seguintes tipos:

Parasitismo. Os endoparasitas residem permanentemente, ao menos em algumas etapas de seu desenvolvimento, no interior de seu hospedeiro. Ocupam hospedeiros sucessivos em distintas fases de seu ciclo de vida. Os endoparasitas costumam ser extremamente específicos na escolha de seus hospedeiros, dependendo amiúde de uma ou umas poucas espécies relacionadas. Já os ectoparasitas, por exemplo os hematófagos, podem ou costumam ser menos exigentes, mas nem sempre. Nas, nas larvas das borboletas, por exemplo, é comum uma dependência muito estreita com respeito à planta hospedeira.

Patogénese. Muitos vírus, bactérias, fungos e pequenos animais, causam doenças, o que representa uma forma extremada de parasitismo. A relação dos patógenos costuma ser especialmente específica, porque a evolução tende a produzir uma adaptação do hospedeiro ao patógeno. Apenas quando um agente encontra uma nova espécie hospedeira a relação adota a forma típica.

Comensalismo. Os comensais costumam ser menos seletivos com os hospedeiros que escolhem, que os sistemas dependentes de outras formas, tanto nos casos de foresis (transporte do organismo menor pelo maior) ou inquilinismo como nos de dependência alimentária.

Mutualismo. Os fungos micorrizantes são diversamente dependentes com respeito a sua planta hospedeira. O mesmo pode ser dito dos agentes polinizadores, que transportam o pólen, ou dispersantes, que transportam los propágulos de plantas e fungos.

Tipos de hospedeiros no parasitismo

Chama-se hospedeiro primário aquele onde se desenvolve a maior parte de sua existência e, sobretudo, seu crescimento. É chamado de hospedeiro secundário ao que abriga o parasita apenas em uma fase inicial de seu crescimento, quase sempre em relação à sua dispersão e para facilitar seu ingresso no hospedeiro primário. Por exemplo, os nemátodos do gênero Anisakis, que produzen anisaquíase em humanos, o fazem porque seus hospedeiros primários naturais são mamíferos marinhos, de fisiologia parecida à humana, enquanto que os hospedeiros secundários são, em momentos sucessivos de seu desenvolvimento pequenos crustáceos inicialmente e depois peixes, quando comen aos primeiros. A infestação de cetáceos ou dos seres humanos se produz quando devoram aos peixes. Outro exemplo é o das espécies de Plasmodium que infectam aos seres humanos, protistas apicomplexos que produzem a malária, caso no qual o hospedeiro secundário é um mosquito do gênero Anopheles; o qual age como vector da doença.

Em função de sua utilidade para o parasita existem vários tipos de hospedeiros:
Hospedeiro definitivo: designa a um ser vivo que é imprescindível para o parasita já que este desenvolverá principalmente sua fase adulta nele.

Hospedeiro intermediário: designa a um hospedeiro igualmente imprescindível no ciclo vital do parasita, onde este desenvolve alguma ou todas as fases larvais ou juvenis. Às vezes se confunde com o término vector e se considera como hospedeiro intermediário ao invertebrado que participa no ciclo vital, sendo em muitas ocasiões o homem e outros vertebrados os anfitriões intermediários, e os invertebrados, os definitivos.

Hospedador paratênico: É o ser vivo que serve de refúgio temporário e de veículo para aceder ao hospedeiro definitivo. O parasita não evolui nesse e portanto, não é imprescindível para completar o ciclo vital, ainda que geralmente aumenta as possibilidades de sobrevivência e transmissão. Também se denomina hospedeiro de transporte.

Hospedeiro reservatório: É o que abriga, tanto quanto o hospedeiro primário, a um agente infeccioso ou parasita que pode invadir ocasionalmente também o organismo humano ou o de uma espécie de interesse econômico. O salto se dá a partir da origem de zoonose (doenças procedentes de animais), e ocasionalmente de doenças infecciosas emergentes (quando o agente ou parasita adquire a habilidade de passar diretamente de um ser humanos a outros). Sabemos hoje que os reservatórios dos quais procedem as epidemias humanas iniciais de gripe são aves, ou que as duas formas do HIV, que causam a AIDS, saltaram à espécie humana a partir de macacos africanos.

Herbívoros Herbívoros

Herbívoro é, tanto na linguagem vernácula, como nos diferentes ramos da biologia, um ser vivo (geralmente animal) que se alimenta de plantas (vegetais). Também designados por consumidores de primeira ordem ou consumidores primários, alimentam-se directa ou indirectamente de substâncias orgânicas produzidas pelos vegetais com clorofila.

Herbivoria ou herbivorismo é o nome dado à predação, quando o predador é um animal e a presa é um produtor primário (planta ou alga). A predação é uma interação biológica que resulta em efeitos negativos no crescimento e sobrevivência de uma população e em um efeito positivo ou benéfico na outra. No entanto, no caso da herbivoria, os predadores podem contribuir para a perpetuação das espécies vegetais pela polinização de plantas e dispersão de sementes.

Alguns exemplos de animais herbívoros são a maioria dos mamíferos artiodátilos, como os bois, antílopes, ovelhas e perissodátilos, como rinocerontes, girafas, cavalos e tapires.

Quando uma pessoa decide por uma alimentação herbívora, usa-se o termo vegetarianismo[1] (embora haja tipos de dietas vegetarianas que incluem algum tipo de alimento de origem animal, como ovos e leite).

No caso dos insetos que se alimentam de plantas ou de alguns dos seus produtos (como as borboletas e outros animais que se alimentam de néctar, ou os mosquitos machos que se alimentam da seiva), o termo utilizado é fitofagia.

Holoplâncton Holoplâncton

Em biologia marinha, chama-se holoplâncton ao conjunto dos organismos que passam todo o seu ciclo de vida na coluna de água, fazendo parte do plâncton.

Fazem parte deste grupo, não só animais característicos do zooplâncton, como os copépodes, que chegam a 70% de todo o zooplâncton, e outros crustáceos, alguns moluscos, como os pteródopes, e mesmo cordados, como as salpas e apendiculários Urochordata, mas também muitos protozoários. Entre estes, encontram-se formas que, por vezes, são consideradas parte do fitoplâncton, como os dinoflagelados, mas também os foraminíferos, cujas conchas formam grandes depósitos de sedimentos calcários nos fundos oceânicos (juntamente com as dos pterópodes, já referidos).

Ao contrário do meroplâncton, as fases larvares destes animais fazem igualmente parte do holoplâncton.
Fitossociologia
Fitossociologia

Fitossociologia

Fitossociologia é o estudo das características, classificação, relações e distribuição de comunidades vegetais naturais. Os sistemas utilizados para classificar estas comunidades denominam-se sistemas fitossociológicos.

O objetivo da fitossociologia é o de atingir um modelo empírico da vegetação suficientemente exato através da combinação da presença e dominância de determinados táxons de plantas que caracterizam de forma inequívoca cada unidade de vegetação. De acordo com os fitossociólogos, o conceito de unidade de vegetação (ou vegetacional) pode exprimir conceitos bastante abstratos de vegetação (como o conjunto de todas as florestas de folha perene do Mediterrâneo Ocidental) ou então tipos de vegetação imediatamente reconhecíveis (como os sobreirais oceânicos de copa cerrada em dunas do Pleistoceno do sudoeste da Península Ibérica).

 Tais unidades são denominadas sintaxa (singular sintaxon) e podem ser hierarquizadas num sistema denominado sinsistema ou sistema sintaxonómico. O ato de criar, melhorar ou ajustar é denominada de sintaxonomia.

Etnozoologia Etnozoologia

Etnozoologia é o estudo multidisciplinar das relações entre as culturas humanas e o os animais. Isso inclui a classificação e nomenclatura das formas zoológicas através do conhecimento popular etnotaxonomia e o uso de animais domésticos e selvagens. É um dos principais ramos da etnobiologia e compartilha muitas metodologias e considerações teóricas com a etnobotânica. 

Subdivisões
    Etnoictiologia
    Etnocarcinologia
    Etnomalacologia
    Etnomiriapodologia
    Etnoparasitologia
    Etnoentomologia
    Etnoornintologia
    Etnoprimatologia

Estenobionte Estenobionte

Estonobionte é todo organismo que apresenta baixa tolerância a variações nos componentes físicos do meio-ambiente, como o pinguim por exemplo. 

Espécie Introduzida

Espécie Introduzida Uma espécie introduzida ou exótica é uma espécie de organismo que vive fora da sua área de distribuição nativa que tenha sido acidental ou intencionalmente para aí levada pela atividade humana, podendo ou não ser prejudicial para o ecossistema em que é introduzido. Algumas espécies danificam o ecossistema em que são introduzidas, enquanto outras podem afetar negativamente a agricultura e outros recursos naturais aproveitados pelo homem, ou afetar a saúde de animais e humanos. Uma espécie introduzida que produz alterações importantes na composição, estrutura e processos do ecossistema em que foi introduzida, pondo em risco a diversidade biológica nativa, é chamada de espécie invasora.

Algumas vezes as introduções intencionais são ilegais, sendo feitas apenas para visar o interesse privado, mas também podem ser legítimas, visando beneficiar a população. Algumas vezes a introdução das espécies no ecossistema pode ser imperceptível para a população, pois a espécie introduzida passa a ser vista como espécie nativa.

No mundo atual a introdução dessas espécies tem sido muito facilitada, tendo como consequência a homogeneização das espécies por todo o planeta, sendo um dos motivos da perda da biodiversidade do planeta e de grande preocupação entre os biólogos.

Exemplos

O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), natural do Sudeste Asiático, foi levado para o Brasil através do deslastramento de navios mercantes e hoje está presente na bacia do rio Paraná. A sua proliferação tem sido um grande problema para as usinas hidrelétricas, onde o acumulo de mexilhões pode afundar equipamentos flutuantes, prejudicar a operação de equipamentos submersos e obstruir tubulações.

Casos intencionais ilegais

O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica) do leste e nordeste da África foi levado para o Brasil na década de 1980 para ser comercializado a um preço menor que o escargot, mas por não ter siso bem aceito pela população os criadores se livraram deles soltando-os em qualquer lugar. Eles se adaptaram com muita facilidade em varias regiões e causam grandes prejuízos ao meio ambiente e à agricultura.

Casos intencionais legais

A perca-do-nilo (Lates niotica) foi introduzida no Lago Vitória na África Oriental para reverter o drástico declínio da população de peixes autóctones provocado pela sobre-pesca, mas levou uma boa parte das espécies endêmicas à extinção.

Casos de espécies imperceptíveis

A mangueira (Mangifera indica), uma árvore do sul e sudeste asiático introduzida pelos portugueses no Brasil no século XVIII, é já vista por muitos ela como pertencente ao ecossistema.

Endofitismo Endofitismo

O endofitismo é um tipo de endossimbiose, em que um endossimbionte, geralmente uma bactéria ou um fungo, vive no interior de uma planta pelo menos durante parte da sua vida sem aparentemente causar doença a esta. Os organismos endófitos são ubíquos e encontram-se em todas as espécies de plantas até hoje estudadas; contudo, a maioria das relações endófito/planta não são bem compreendidas. Muitas ervas forrageiras economicamente importantes (como Festuca spp., Lolium spp.) são portadoras de endófitos fúngicos (Neotyphodium spp.) os quais podem melhorar a capacidade destas ervas para tolerarem pressões abióticas como a seca, bem como a sua resistência a mamíferos e insectos herbívoros. 

Meiofauna Meiofauna

A meiofauna ou meiobentos é o conjunto de animais que vivem enterrados no solo ou no sedimento de ecossistemas aquáticos e que ficam retidos em amostras passadas por peneiras com malhas de 0,0045 mm a 0,05 mm. Esses organismos desempenham um importante papel no ciclo de nutrientes e no fluxo de energia dos níveis inferiores para os superiores na rede trófica marinha, estuarina, dos lagos e do solo de ecossistemas terrestres.

Os principais representantes desta são Nematoda e Copepoda.

Decompositores

Decompositores
Em ecologia, chamam-se decompositores aos seres vivos, como certas bactérias e fungos, que atacam os cadáveres, excrementos, restos de vegetais e, em geral, matéria orgânica dispersa no substrato, decompondo-a em sais minerais, água e dióxido de carbono, que são depois re-utilizados pelos produtores, num processo natural de reciclagem.

Ocupam um nivel trófico à parte dos outros detritívoros, já que se alimentam da matéria orgânica em decomposição.

Controle Biológico

Em ecologia, o controle biológico é uma técnica que utiliza meios naturais, criada para diminuir a população de organismos considerados pragas. Tem-se como exemplo geral a inserção, em determinada área, de predadores naturais de insetos que causam danos econômicos às lavouras. O controle pode ser feito por outro organismo (predador, parasita ou patógeno) que ataca a praga, podendo ser muito eficiente no seu controle e tendo como principal característica não causar danos acumulativos à lavoura ou aos inimigos naturais do alvo do controle.

O besouro é uma praga que pode ser utilizada no controle biológico de outras pragas.

Controle Biológico

Comensalismo Comensalismo

Comensalismo é uma das relações entre organismos de espécies diferentes que se caracteriza por ser benéfica para uma espécie, não causando prejuízo para a outra espécie.

O conceito estendeu-se para qualquer relação para além da estritamente alimentar (por exemplo, de proteção ou de transporte), na qual uma espécie se beneficia sem prejudicar a outra, sendo assim consideradas uma relação harmônica.
Alguns exemplos de comensalismo

A rêmora e o tubarão
É o exemplo mais conhecido de comensalismo. A rêmora se agarra ao corpo do tubarão por uma nadadeira dorsal transformada em uma espécie de ventosa. Assim, a rêmora é transportada pelo tubarão enquanto alimenta-se dos restos de sua alimentação. Esse processo não prejudica o tubarão, pois a rêmora se alimenta apenas do que o tubarão descarta e seu peso não atrapalha em nada o tubarão.

Urubu e o homem
Nessa relação entre urubu e o homem, o comensal é o urubu, que se alimenta do desperdício dos homens, nos lixões das cidades.

Leão e a Hiena

Nessa relação, o comensal é a hiena, que fica à espreita dos leões, que geralmente andam em bandos, esperando que estes saiam para caçar e se alimentem, para que depois se aproveitem das carcaças deixadas pelos felinos.

Colônia, Relação Ecológica Harmônica Colônia, Relação Ecológica Harmônica

Em biologia, colônia (português europeu) ou colônia (português brasileiro) é o nome dado a uma relação ecológica harmônica intraespecífica, em que um grupo de organismos da mesma espécie formam uma entidade diferente dos organismos individuais e todos levam vantagem. Por vezes, alguns destes indivíduos especializam-se em determinadas funções necessárias à colónia.

Na colônia, os organismos encontram-se unidos fisicamente, constituindo um conjunto coeso, podendo ou não ocorrer divisão de trabalho entre eles. Há colônias móveis, como as caravelas e várias espécies de algas, como as Volvox. Há também colônias fixas como as de esponjas e de corais.

Um recife de coral, por exemplo, é construído por milhões de pequenos animais (pólipos) que secretam à sua volta um esqueleto rígido. A garrafa-azul (Physalia) é formada por centenas de pólipos seguros a um flutuador, especializados nas diferentes funções, como a alimentação e a defesa; cada um deles não sobrevive isolado da colonia.

As bactérias e outros organimos unicelulares também se agrupam muitas vezes dentro dum invólucro mucoso.

As abelhas e formigas, por outro lado, diferenciam-se em rainha, zangão com funções reprodutivas e as obreiras (ou operárias) com outras funções, mas cada indivívuo pode sobreviver separadamente. Por isso, estas espécies são chamadas eusociais, ou seja, formam uma sociedade e não uma colonia.

Cleptoplastia

Cleptoplastia ou cleptoplastidia é um fenômeno simbiótico onde plastídeos de algas são sequestrados por organismos hospedeiros. A alga é consumida normalmente e parcialmente digerida, deixando o plastídeo intacto. Os palstídeos são mantidos dentro do hospedeiro, temporariamente retendo a função de fotossíntese para uso do predador. O termo foi cunhado em 1990 para descrever simbiose de cloroplastos. 

Cleptoplastia

Biorregionalismo

A filosofia do biorregionalismo não é facilmente definida, pois há diversas opiniões com relação à sua definição oficial e abordagem. Biorregionalismo “observa um local específico em termos de seus sistemas naturais e sociais, cujas relações dinâmicas ajudam a criar um ‘senso de lugar’, enraizado na história natural e cultural” (Nozick, 1992:75-76); é finalmente uma compreensão, percepção e respeito pelo meio ambiente natural e cultural em torno de si. 

Biorregionalismo

O termo biorregião é extraído de duas fontes linguísticas: a palavra grega bio refere-se às formas de vida e a palavra latina regere significa território. Juntas, elas significam “um território com vida, um lugar definido por suas formas de vida, sua topografia e sua biota, muito mais do que pelas ordens humanas; uma região governada pela natureza, não pela legislação” (Sale, 1991:43).

A definição mais comum compreendida de biorregião é a de “uma área geográfica usualmente identificada por uma bacia hidrográfica e características comuns como formas terrestres, elevações, vegetação e vida animal” (Nozick, 1992:75). As áreas de bacias hidrográficas são cruciais na definição de bio-região porque a água dá forma à terra e origina a vida (McClosey, 1986). No entanto, as biorregiões ou reinos biogeográficos, definidos por biólogos relativamente às semelhanças na flora (região florística) ou na fauna (regiões zoogeográficas) abrangem geralmente continentes inteiros, por vezes divididos em províncias florísticas ou faunísticas.

Apesar do biorregionalismo ter começado por uma compreensão dos arredores visuais de uma pessoa, ele rapidamente expandiu-se para incluir uma compreensão do meio ambiente natural e do lugar da pessoa dentro e em conexão a uma ecosfera mais ampla. A premissa básica do bio-regionalismo é de percepção: fazendo as pessoas mais conscientes de seu ecossistema e seus impactos sobre ele, uma responsabilidade maior pelas decisões individuais e pessoais devem resultar disso.

Bioinvasão ou Invasão Biológica

A bioinvasão é caracterizada pela chegada, estabelecimento e expansão de uma espécie exótica em um local onde não é o seu habitat natural.

Batipelágio Batipelágio

Em biologia marinha chamam-se batipelágicos os animais aquáticos que nadam livremente em águas de grandes profundidades, correspondentes à zona batial, sem nunca se aproximarem da superfície do oceano.

O termo vem de uma divisão do domínio pelágico em zonas de profundidade.

Aquariologia Aquariologia

Aquariologia é a técnica de estudar e modelar os ecossistemas aquáticos através do emprego de um aquário. O termo não é muito utilizado em português, sendo utilizado frequentemente em francês. Relacionado também a ecologia experimental..

O termo logia nos remete a estudo, assim aquariologia pode ser entendido também como "estudo dos aquários" e envolve toda a cadeia produtiva dos peixes ornamentais, mercado em crescimento que engloba diversos segmentos, desde o coletor até o consumidor, também chamado de aquarista. O valor econômico dos peixes ornamental se destaca por seu valor unitário ao contrário do valor por peso, geralmente praticado no peixe para consumo humano, assim o retorno do investimento, principalmente em pequenas criações, é maior. Obviamente que para o sucesso no cultivo de qualquer tipo de peixes é necessário conhecimento específico e a Aquariologia contribui em muito para o desenvolvimento de protocolos relacionados ao cultivo e manutenção de peixes ornamentais. E como todo setor produtivo, esse também demanda estudos relacionados ao incremento da produção sem necessariamente inferir no esforço de pesca. Diversas Universidades estão envolvidas com aquariologia e dessa forma mudam até a forma de ensino em escolas públicas através de projetos de extensão.

Animais Aquáticos Animais Aquáticos

Um animal aquático (ou animal marinho, referido assim quando relacionado ao mar) é um animal que passa toda a sua vida, ou a maior parte dela, na água. A maioria dos peixes, crustáceos, celenterados e esponjas, são animais aquáticos.

Os ambientes naturais podem ser classificados como aquáticos (água), terrestre (terra) ou anfíbio (água e terra).

O termo "animal aquático" pode ser aplicado a mamíferos aquáticos ou marinhos tal como os da ordem Cetacea (baleias), que não podem sobreviver em terra. Alguns mamíferos de quatro patas como a lontra (subfamília Lutrinae, da família dos Mustelídeos) e os castores (família Castoridae), têm adaptações para a vida aquática, mas vivem habitualmente em terra.

Existem também aves aquáticas que nadam ou mergulham na água, como as gaivotas (família Laridae), pelicanos (família Pelecanidae) e albatrozes (família Diomedeidae), e a maioria dos Anseriformes (patos, cisnes e gansos).

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