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Transposição do São Francisco

Transposição do São Francisco

Transposição do São FranciscoO projeto de transposição de parte das águas do rio São Francisco para as regiões mais secas do sertão nordestino começa a ser discutido pelo governo federal em 2000. A ideia é construir um sistema de canais, barragens e estações de bombeamento que alimentará rios e açudes de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba com água do Velho Chico. A proposta é paralisada em 2001, devido a dificuldades políticas, à estiagem e à crise energética naquele ano, e retomada em 2003, rebatizada de Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. O Relatório de Impacto Ambiental sobre a transposição, encomendado pelo Ministério da Integração Nacional, identificou 44 efeitos do projeto, sendo 33 negativos, como perda de áreas de vegetação, redução da biodiversidade aquática e terrestre, proliferação de piranhas, diminuição da geração de energia hidrelétrica e aumento da tensão social na região, em conseqüência da desapropriação de terras. O projeto sofre forte oposição tanto do governo de Alagoas, de Sergipe e da Bahia quanto de entidades ambientalistas. Outra crítica é quanto ao fato de se propor levar água para regiões distantes, quando, na própria bacia do São Francisco, a população enfrenta dificuldades de acesso à água, especialmente em seu trecho norte, que percorre o Polígono das Secas. Para os defensores da transposição, ela garantirá o consumo humano e o desenvolvimento econômico do semi-árido, reduzindo o êxodo rural. Afirmam ainda que o projeto contará com programas ambientais e sociais que minimizarão ou compensarão os problemas gerados, criando áreas de conservação e programas de reflorestamento e de apoio às comunidades locais. Outra discussão que se trava é como revitalizar o São Francisco, cuja vazão, qualidade da água e biodiversidade vêm diminuindo em virtude de barragens, obras de irrigação irregulares, falta de saneamento básico, contaminação por agrotóxicos, perda de matas ciliares e assoreamento do rio e seus afluentes.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br - www.megatimes.com.br

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Arquipélago de Anavilhanas

Arquipélago de Anavilhanas

O Arquipélago de Anavilhanas, formado por cerca de 400 ilhas e localizado a cerca de 40 quilômetros de Manaus (AM), é o mais novo Parque Nacional Brasileiro. A lei que o alça à categoria de parque foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de outubro de 2008. 
Anavilhanas é o segundo maior arquipélago fluvial do mundo, situado no rio Negro, no município de Novo Airão, estado do Amazonas.

Suas centenas de ilhas de feitio alongado, cobertas pela floresta tropical amazônica, formam uma intrincada rede de canais, considerada como uma das mais belas paisagens fluviais do mundo.

Arquipélago de Anavilhanas
Arquipélago de Anavilhanas


O rio Negro neste trecho apresenta uma largura de aproximadamente 20 km e o arquipélago alcança um comprimento de aproximadamente 60 km. O local sedia uma importante estação ecológica administrada pelo estado. Com o aumento da infra-estrutura, Anavilhanas deverá receber no futuro, grandes investimentos turísticos

Anavilhanas tem floresta, rios e praias preservadas . De acordo com informações de pesquisadores do INPA ( Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), a água do rio Negro e seus afluentes inibe a procriação de mosquitos e pernilongos, tornando o ambiente especialmente agradável em comparação a outras regiões de floresta tropical.

Nos arredores já há diversos hotéis e pousadas situados em plena selva. 

Turismo Ecológico na Amazônia

Turismo Ecológico na Amazônia

A Floresta Amazônica, a maior floresta equatorial do planeta, ocupa uma área com mais de 6 milhões de km2 espalhados por nove países. Sua maior porção - cerca de 60% - fica no Brasil. Dividindo-a em duas grandes metades encontra-se o rio Amazonas, navegável por grandes embarcações por mais de 6.500 quilômetros, de Belém do Pará, na sua foz no Oceano Atlântico, até Iquitos, no Peru. Resultado da confluência de dois de seus maiores rios tributários, o Negro e o Solimões, rio Amazonas é a calha mestra deste reino das águas, onde uma imensa rede de rios, igarapés e lagos forma estradas naturais e abriga a maior reserva de água doce do planeta - cerca de 20% do total.
Entre os grandes rios - ou grandes estradas - encontram-se o Branco, o Jari, o Japurá, o Javari, o Juruá, o Purus, o Madeira, o Tapajós, o Tocantins, o Trombetas e o Xingu. Para o viajante que pretende visitar a Amazônia, a natureza, em virtude da forte ligação floresta-rio, oferece como espetáculo maior a sua flora exuberante.

Turismo Ecológico na Amazônia

Apesar da imensa diversidade animal, a fauna é de difícil observação pelas próprias características das florestas tropicais. Porém, a estimativa de possuir mais de 3 mil espécies de peixes faz da Amazônia um dos principais destinos brasileiros para a pesca esportiva e a observação de peixes ornamentais. Sob o aspecto cultural, o maior interesse recai sobre as comunidades tradicionais - ou povos da floresta: o seringueiro, o caboclo, o ribeirinho e as comunidades indígenas, estas, de visitação proibida. A melhor maneira de conhecer este planeta-água é através de cruzeiros fluviais ou na estadia em um dos diversos hotéis de selva, os chamados jungle lodges.
Com temperaturas normalmente acima de 20º C e devido às características de floresta úmida, a melhor época para visitar a Amazônia é o "verão" - de junho a outubro - quando a umidade do ar é menor.

Turismo Ecológico na Amazônia

Manaus - A Amazônia pode ser visitada a partir de Manaus, cidade situada na margem esquerda do rio Negro, próximo à confluência com o rio Solimões - os dois rios que formam no Amazonas um espetáculo natural de rara beleza, o "encontro das águas", no qual as águas escuras do Negro se juntam às de cor de barro do Solimões e correm lado a lado sem se misturarem, por quilômetros e quilômetros.
Belém - Outro importante acesso à Amazônia é Belém, a maior cidade na linha do Equador, situada em um dos braços do rio Amazonas, próximo de sua foz no Atlântico. A capital do estado do Pará também fica próxima à Ilha de Marajó, onde há muitas possibilidades de roteiros ecoturísticos pelos rios, canais naturais, igarapés e manguezais desta ilha de área equivalente à da Dinamarca e maior que o estado do Rio de Janeiro. Outras importantes cidades-acesso da Amazônia são Alta Floresta, Boa Vista, Macapá, Rio Branco e Santarém. Portal Amazônia 20.06.2005-GC 

Amazônia Brasileira

Amazônia Brasileira

A Amazônia fica ao norte da América do Sul e atinge parte do território de nove países, dentre estes: Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. A Amazônia brasileira abrange os Estados do Pará, Amazonas, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, compreendendo uma área de 5.033.072 Km2, o que corresponde a 61% do território brasileiro.
Só a Amazônia brasileira é sete vezes maior que a França e corresponde a 32 países da Europa Ocidental. A ilha de Marajó, que fica na embocadura do rio, é maior que alguns países como a Suíça, a Holanda ou a Bélgica.

Amazônia Brasileira

A Amazônia abriga mais de 200 espécies diferentes de árvores por hectare, 1.400 tipos de peixes, 1.300 pássaros e 300 de mamíferos, totalizando mais de 2 milhões de espécies, a Amazônia representa um terço de toda a área de florestas tropicais do mundo e é essencial para o clima e a diversidade biológica do planeta.

Com uma população estimada em cerca de 16, 5 milhões de pessoas das quais, 62% vivem na zona urbana e 38% na zona rural. Das doenças parasitárias da população, a malária é a principal endemia. Verificou-se em Porto Velho 90% do total; Boa Vista 82%; Macapá e Rio Branco 22%, Manaus 14%; Palmas 11%, Cuiabá 6% e Belém 0,2%;

A principal fonte de alimentação da população na região (interior) é o peixe. Segundo dados do INPA, existem cerca de 3.000 espécies de peixes na Amazônia, porém, estudos da pesca no Estado do Amazonas mostraram que apenas 36 espécies são exploradas. 90% da pesca é representado por 18 espécies, mas 61% é de 4 espécies: tambaqui (18%), Jaraqui (32%), Curimatã (11%) e pacus (5%);
Quanto aos Rios, existem basicamente três tipos: de água branca (Solimões, Amazonas, Madeira...); água preta (Negro, Urubu...); água clara (Tapajós, Trombetas...).

O clima amazônico é caracterizado por umidade elevada durante todo o ano. Valores de Umidade Relativa (U.R) de 90% e até mesmo 99% são frequentemente encontrados e, em certas regiões essas taxas de U.R elevadas estão associadas à temperatura de + 30º C a + 35º C, o que implica em uma quantidade considerável de água por metro cúbico de ar, típica de floresta equatorial. A temperatura média anual é de 28ºC. As temperaturas extremas oscilam entre 14º C e 42º C.
As chuvas são muito abundantes (entre 3500 e 6000 mm/ano) e, em certos períodos, a precipitação pluviométrica pode ser de tal ordem que o escoamento natural não é capaz de impedir o acúmulo de consideráveis volumes de água, provocando enchentes nos rios e inundando vastas regiões.

Lodo ou Sedimento de Terras Inundadas

Lodo ou Sedimento de Terras Inundadas

Lodo ou Sedimento de Terras Inundadas

Lodo é um termo vulgar para designar o sedimento próprio das terras inundadas, como o fundo dos mares, rios, lagos ou pântanos.

É uma mistura de substâncias que geralmente se caracteriza por apresentar minerais, colóides e partículas provenientes de matéria orgânica decomposta em suspensão no meio aquoso. Muitas vezes o lodo serve de suporte ao desenvolvimento de seres vivos, que se beneficiam da eventual existência de nutrientes no meio lodoso.


Recentemente descobriu-se que o lodo de esgoto pode ser utilizado na agricultura, trazendo diversos beneficios como o aumento da fertilidade e teor de matéria orgânica no solo, contribuindo para o aumento da produtividade. Além disso, esse material ainda contribui para o controle de uma séria praga presente em muitos tipos de solos, os nematóides.

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Rio Ancestral Formou o Grand Canyon a 70 Milhões de Anos

Rio Ancestral Formou o Grand Canyon nos Estados Unidos a 70 Milhões de Anos

Rio Ancestral Formou o Grand Canyon nos Estados Unidos a 70 Milhões de Anos

Cientistas da Universidade do Colorado, em Boulder, nos EUA, analisaram grãos de minérios do fundo do Grand Canyon para um estudo, publicado na quinta-feira (29 de novembro de 2012) na revista "Science". A pesquisa indica que boa parte do desfiladeiro foi formada há cerca de 70 milhões de anos, principalmente na porção oeste.

O estudo afirma ainda que o Grand Canyon foi provavelmente formado por um "rio ancestral", antecessor do atual Rio Colorado, que corria há milhões de anos em direção contrária às águas atuais, segundo a pesquisadora Rebecca Flowers, uma das autoras da pesquisa.

 A profundidade do desfiladeiro chega a ser de 1,5 km em alguns pontos, com cerca de 450 km de extensão no total. A análise aponta uma mudança no período aceito tradicionalmente como o de formação do Grand Canyon, no Arizona, e acrescenta mais 60 milhões de anos à "idade" do desfiladeiro, afirma o estudo.

Para chegar ao resultado, a equipe de cientistas usou um método que analisa o decaimento radioativo de átomos de tório e urânio para se tornarem átomos de hélio, fenômeno que ocorreu com um minério conhecido como apatita, encontrado no Grand Canyon.

 Pesquisa da 'Science' analisou grãos que mostraram idade de desfiladeiro. Grand Canyon chega a ter 1,5 km de profundidade em alguns pontos.

Os átomos de hélio ficaram presos nos grãos de minério conforme eles foram resfriados e se moveram em direção à superfície, durante a formação do Grand Canyon, segundo a cientista. Ao analisá-los, a "história" gravada nos grãos de apatita permitiu aos cientistas estimar quanto tempo se passou desde a formação do Grand Canyon, disse a pesquisadora.

"Nossa pesquisa implica que o Grand Canyon foi escavado de algumas centenas de metros até a sua profundidade atual há cerca de 70 milhões de anos", disse Flowers.

Controvérsia
Há muita controvérsia quanto à idade e à formação do Grand Canyon. Uma série de pesquisas sugere que o desfiladeiro tem uma história complexa, e que nem toda a estrutura pode ter se formado ao mesmo tempo.

Em estudo publicado anteriormente, em 2008, Flowers e seus colegas mostraram que a porção leste do Grand Canyon provavelmente se formou há 55 milhões de anos, apesar de o fundo do desfiladeiro, na época, não haver sofrido erosão - hoje a região está mais funda, o que exigiria novos estudos.

"Houve um ressurgimento de trabalhos científicos sobre o Grand Canyon nos últimos anos, porque agora nós temos técnicas novas que permitem datar rochas que antes não conseguíamos", disse a pesquisadora.

O Solo, Desertificação e Preservação Ambiental

O Solo, Desertificação e Preservação Ambiental

O Solo, Desertificação e Preservação Ambiental

O solo se forma como resultado da fragmentação e alteração química das rochas e do estabelecimento de microrganismos que colonizam os minerais. Esses microorganismos ao colonizarem os minerais eles liberam nutrientes que necessitam para crescer e possibilitar também o crescimento de pequenos vegetais. Quando morrem, os restos de todos esses organismos vão sendo decompostos e passam a formar o húmus. 

Ao longo do tempo, por ação da água que se infiltra no terreno, ocorre o transporte de muitos dos sais minerais. Pouco a pouco, começa a se formar o solo, organizado em camadas (como uma torta de mil folhas), cada uma com aspecto e composição diferentes

O solo e a Preservação Ambiental
Quando o homem deixou de ser nômade, sentiu necessidade de prover sua subsistência e da família. Ao retirar a manta vegetal que cobria o terreno para, em seu lugar, realizar uma exploração, o homem expõe o solo à ação direta da água da chuva e/ou vento que, pela ação erosiva provoca o seu desgaste, portanto, a perda de nutrientes indispensáveis às culturas.

As Causas da Poluição do Solo
Na agricultura os inseticidas usados no combate às pragas prejudicam o solo, a vegetação e os animais. O DDT é o mais comum desses inseticidas. As técnicas atrasadas utilizadas na agricultura como a queima da vegetação para depois começar o plantio. O terreno fica exposto ao sol e ao vento ocasionando a perda de nutrientes e a erosão do solo. O lixo também tem o seu papel importante na degradação do solo. Devido a sua grande quantidade e composição ele contamina o terreno chegando até a contaminar os lençóis de água subterrâneos.

.A mineração com as suas escavações em busca de metais, pedras preciosas e minerais continua devastando e tornando improdutível o nosso precioso solo. A imprudência, o consumismo, o desperdício e a ganância humana tratam de prosseguir essa deterioração.

Algumas medidas para solucionar os problemas da Poluição do Solo

• A elaboração de Leis mais práticas e rigorosas que defendam as florestas, as matas e todo o tipo de patrimônio ambiental. Com penalizações severas para as pessoas que continuarem devastando e poluindo o nosso ambiente;
• Elaboração de substitutos para os inseticidas;
• Campanhas educativas que alertem o perigo do uso dos agrotóxicos sem a indicação técnica de um agrônomo especializado;
• Reforma Agrária;
• Divulgação e uso de técnicas avançadas na agricultura como o controle biológico de pragas (técnica que utiliza outros animais que se alimentam daquele que é o agente da praga, sem prejudicar os vegetais e o solo);
• Investimento e melhoria nos projetos de irrigação;
• Financiamentos para agricultura e para o homem do campo, dando-lhe condições para viver e se sustentar no campo;
• Investimentos nos projetos de transposição das águas;
• Participação da população nas campanhas de reflorestamento;
• Saneamento básico para todos;
• Instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo;
• Incentivo para as empresas privadas investirem na coleta do lixo reciclável;

Importantes Atitudes para Praticar a Preservação Ambiental
  • Implantar programas de Educação Ambiental desde o ensino infantil até a pós-graduação com o constante envolvimento da família e da comunidade escolar.
  • Escassez da água potável: Consumo responsável; fazer a limpeza urbana com a água da chuva; usar a água da máquina de lavar para limpar quintais e calçadas; substituir as antigas descargas dos vasos sanitários por equipamentos modernos e econômicos.
  • Aposentar a mangueira para lavar o carro – usar o balde.
  • Lixo: Reciclar, reduzir, re-utilizar; consumo responsável, diante de um objeto que está à venda perguntar: - Eu preciso dele agora? Optar pela comprar de produtos com embalagens de baixo impacto ambiental, como as embalagens de papelão.
  • Desertificação e Erosão: Evitar a monocultura e promover o desenvolvimento sustentável através da parceria da comunidade com a universidade. Replantar.
  •  Não desmatar
  • Aquecimento Global: Utilizar energias limpas, diminuir o consumo de carne; reciclar, reduzir e reaproveitar o lixo; captar e usar o gás metano dos aterros sanitários como fonte de energia.
  • Poluição Sonora: Usar tecnologias de isolamento acústico; protetores auriculares nos centros urbanos; fiscalização e multas rigorosas; apreensão da fonte poluidora; interdição do local que infringiu as leis ambientais e provocou a perturbação do sossego público.
  • Tráfico de Animais Silvestres: Não comprar animais silvestres; denunciar anonimamente os traficantes; fiscalização rigorosa em aeroportos, rodoviárias e portos. Penas severas para quem vende e compra. Mudar o paradigma de que os animais existem para servir ao homem.
  • Poluição do Ar: Instalar filtros em todos os elos da cadeia produtiva industrial que pode gerar resíduos para atmosfera; plantar árvores para seqüestrar o carbono; não desmatar e evitar as queimadas; usar o metrô, bicicleta e andar mais a pé.
  • Poluição do Solo: Evitar que os resíduos dos agrotóxicos, os subprodutos do plantio da cana-de-açúcar e dos curtumes se depositem no solo; tratamento do lixo, reciclagem; extinção de aterros sanitários; parceria dos agricultores com as universidades para implantar modernas técnicas de plantio com impacto ambiental controlado.
  •  Poluição das Águas: Tratamento e captação dos resíduos industriais em toda a cadeia produtiva; ampliar a rede de esgotos; não jogar lixo orgânico (restos de comidas e óleo doméstico) na rede de esgotos; reciclagem do óleo doméstico; reaproveitar as sobras de alimentos.
  • Poluição Visual: Leis rígidas contra o abuso da propaganda; considerar a pixação como um crime contra os patrimônios público e privado, fiscalização constante.
  • Ação Política: Votar em governantes compromissados com a preservação do meio ambiente. Se forem eleitos, cobrar constantemente as promessas realizadas em campanha. Denunciar nas mídias impressas, internet; TV e Rádio os abusos e descasos com a preservação ambiental

O solo e suas relações com a água, as plantas e o homem
A vida dos homens e dos animais está condicionada aos elementos indispensáveis a subsistência destes. O meio ambiente em que vivem deve ter ar puro, para atender a uma das funções orgânicas básicas - a respiração; água potável, para satisfazer às necessidades hídricas, e alimentos com boa qualidade e em quantidades suficientes.

A fonte fornecedora desse combustível, que faz a máquina-homem ou animal viver, caminhar e exercer outras atividades é o solo. É desse elemento que o homem retira direta ou indiretamente o seu alimento. O solo deve ser fértil, para atender às demandas da população, em quantidade e qualidade. Se o solo for deficiente em um elemento químico, as plantas nele cultivadas serão carentes nessa qualidade.

Dicas de como manter as águas mais limpas
 Gases, compressas e plásticos
Não se deve jogar no vaso sanitário: gases, compressas, papéis, plásticos ou absorventes. É recomendável que todos esses resíduos sejam dispostos diretamente na lixeira.

Medicamentos
Os remédios contêm compostos que se forem liberados na água de forma descontrolada podem reagir de forma imprevista e acabar afetando a saúde. Ter cuidado com a eliminação adequada de medicamentos com prazo de validade vencido. 

 Óleo
Óleos são insolúveis em água e nunca devem ser derramados nas canalizações de água. Por idêntico motivo não se deve jogar restos de tintas. Estas podem conter metais pesados, como cádmio ou titânio que são altamente contaminantes. 

Detergentes
É importante limitar o uso de detergentes e preferir os que tenham baixos índices de fosfatos, pois este componente facilita a proliferação de algas.

Produtos de limpeza
A escolha dos produtos de limpeza deve recair naqueles que não sejam agressivos e possam danificar as canalizações. A preferência deve ser sempre pelos biodegradáveis.

Cigarros
Nunca se deve jogar pontas de cigarro no vaso pois contêm nicotina e alcatrão e ambas as substâncias se dissolvem com facilidade na água. Mesmo em baixas concentrações, são contaminantes das águas. 

Seu Lixo
Muitas vezes, talos, folhas, sementes e cascas têm grande valor nutritivo e possibilitam uma boa variação no seu cardápio; doe livros, roupas, brinquedos e outros bens usados que para você não têm mais serventia, mas que podem ser úteis a outras pessoas; procure comprar produtos reciclados - cadernos, blocos de anotação, envelopes, utilidades de alumínio, ferro, plástico ou vidro; - escolha produtos que utilizem pouca embalagem ou que tenham embalagens reutilizáveis ou recicláveis - potes de sorvete, vidros de maionese, etc; - não jogue lâmpadas, pilhas, baterias de celular, restos de tinta ou produtos químicos no lixo. 

Desertificação



Esse fenômeno não se refere à expansão de desertos já existentes, mas à criação de outras áreas áridas. Ele é responsável pela perda de produtividade dos solos, ameaça mais de 110 países e afeta diretamente a vida de mais de 250 milhões de pessoas. Outro bilhão vive em região de risco. O surgimento das áreas desertificadas pode ter causas naturais, como a ocorrência de períodos prolongados de seca. A principal, no entanto, é a associação entre variações climáticas e a atividade humana, como desmatamento e agricultura intensiva. Dessa maneira, o solo fica suscetível à erosão, provocada pelo arrastamento das partículas de terra, pela ação de chuvas ou ventos fortes. Como conseqüência, há perda da camada superficial do solo, rica em nutrientes e sementes, causando importantes impactos sociais e econômicos em todo o mundo. Cerca de 40% das terras usadas para a agricultura estão degradadas, segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares. A África é a região mais afetada. Na China, o fenômeno atinge área superior a 27% do território. Outras regiões em que ocorre são o oeste da América do Sul, o nordeste do Brasil, o Oriente Médio, a Austrália e o sudoeste dos EUA.

Formas de combate
Em 1994 é criada a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), destinada a estabelecer políticas mundiais para combater o problema. Ao completar dez anos, em 2004, a convenção conta com a adesão de 191 países e mostra progressos em suas metas. Na África, 29 nações colocam em prática programas de plantação de árvores e reabilitação de terras degradadas. Ampliar as ações de combate está entre os objetivos da terceira reunião do Comitê de Revisão da Implementação da Convenção, prevista para ser realizada em Bonn, na Alemanha, entre 27 de abril e 6 de maio de 2005.

Nobel da Paz vai para o combate à desertificação
A luta contra a desertificação e a promoção do desenvolvimento sustentável valem à queniana Wangari Maathai o Prêmio Nobel da Paz de 2004. O prêmio tem caráter pioneiro por duas razões: além de condecorar pela primeira vez uma mulher africana, ele reconhece de maneira inédita as ações pela defesa do meio ambiente como um caminho para a promoção da paz. Maathai lidera o Movimento Cinturão Verde, no Quênia, que plantou mais de 10 milhões de árvores para proteger os solos contra a erosão e garantir a qualidade da água e o suprimento sustentável de energia para a população rural. Na África, onde é comum o uso doméstico e industrial de lenha e carvão, em cada 100 árvores derrubadas, somente seis são replantadas para recompor a vegetação e evitar danos ambientais. Além de reflorestamento, o trabalho de Maathai inclui programas de educação ambiental com mulheres e meninas de vilarejos em todo o Quênia. Os esforços em prevenir a desertificação vão além da proteção ambiental. A decisão inédita do Nobel da Paz tem como base um postulado bem atual: a saúde do meio ambiente é condição essencial para a paz e para a estabilidade social.

Chuva Ácida



Um dos grandes problemas ambientais do mundo contemporâneo é a chuva, neve ou neblina com alta concentração de ácidos em sua composição. Com denominação genérica de chuva ácida, sua origem são os óxidos de nitrogênio (NOx) e o dióxido de enxofre (SO2), liberados na atmosfera durante a queima de combustíveis fósseis (principalmente o carvão mineral). Esses compostos reagem com o vapor de água presente na atmosfera, formando o ácido nítrico (HNO3) e o ácido sulfúrico (H2SO4), que depois se precipitam e alteram as características do solo e da água, o que compromete lavouras, florestas e a vida aquática. Também danificam edifícios e monumentos históricos. Até os anos 1990, os EUA eram os principais responsáveis pelo fenômeno, quando são superados pelos países da Ásia. Altamente dependentes de carvão, essas nações lançam na atmosfera cerca de 34 milhões de toneladas de SO2 ao ano. E os números devem triplicar até 2010, especialmente por causa da acelerada industrialização da China, da Índia, da Coréia do Sul e da Tailândia.

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Ciclo das Rochas em Geologia

Ciclo das Rochas em Geologia

Ciclo das Rochas em GeologiaO ciclo das rochas consiste de vários processos que produzem rochas e solos. Esse ciclo depende do ciclo tectônico para energia e do ciclo hidrológico para água.

O calor gerado pelo ciclo tectônico produz materiais fundidos, como a lava vulcânica, que ao se solidificarem na superfície ou em camadas mais finas dão origem às rochas ígneas. Essas rochas, ao se congelarem e descongelarem, quebram-se devido à expansão e contração. Podem também se desagregar devido a processos químicos, pela ação de ácidos fracos formados na presença de CO2, matéria orgânica e água, além de processos físicos, como o vento.

Ciclo das Rochas

O ciclo das rochas inicia-se com a destruição das rochas que estão na superfície, pela ação de agentes externos, sejam eles físicos ou químicos, ação essa conhecida como intemperismo.

O intemperismo é o processo de degradação das rochas e acontece quando as rochas expostas à atmosfera sofrem um ataque erosivo, provocado pelo clima (vento, chuvas, etc), que pode modificar o seu aspecto físico ou a sua composição mineralógica. O intemperismo é um processo de desgaste mecânico, operado pelas águas correntes, pelo vento, pelo movimento das geleiras e pelos mares.

Os sedimentos, que são os produtos resultantes da ação do intemperismo, são transportados por diversos fluidos, passando a circular sobre a superfície terrestre por ação do calor solar ou da gravidade.

Quando cessa a energia que os fazem circular, eles se depositam nas regiões mais baixas, formando-se então as rochas sedimentares.

Com o passar do tempo, as rochas sedimentares são sepultadas a grandes profundidades, sofrendo então constantemente o efeito do calor terrestre e se tornando cada vez mais duras. Nos níveis mais profundos da Terra, cerca de 10 a 30 km, a temperatura e a pressão são cada vez maiores, acontecendo então a transformação das rochas sedimentares em rochas metamórficas. A temperatura aumenta de tal forma que essas rochas são levadas à fusão, transformando-se novamente em rocha ígnea.

Devido à intensa atividade que ocorre no interior do planeta, ocorre o processo de levantamento dessa rocha. Isso acontece cada vez mais até o momento em que a rocha começa a chegar aos níveis superiores, e após algumas dezenas de milhares de anos essa rocha chega novamente à superfície, onde estará sujeita a ação dos agentes externos, reiniciando, assim, o ciclo.

A vida desempenha um papel fundamental nesse ciclo, por meio da incorporação do carbono nas rochas. Processos de biossedimentação produzem as chamadas rochas calcária (CaCO3, principalmente), além de substâncias húmicas e petróleo.

Fica evidente nesse ciclo a ação da água, pois ela é o principal agente responsável pelo deslocamento dos sedimentos obtidos por meio do intemperismo, sendo que ela também é um dos agentes capazes de causar esse intemperismo. Ela assume esse papel principal, pelo fato de ser capaz de dissolver materiais inorgânicos contidos nos sedimentos, bem como é capaz de arrastar partículas de maior massa, o que seria impossível apenas pela ação do vento.

Ciclo das Rochas em Geologia

Quadro Humano da África

Quadro Humano da África

Quadro Humano da África

Pequena População Relativa e Distribuição Irregular - Apesar de ser o terceiro continente em extensão territorial, a África é relativamente pouco povoada. Abriga pouco mais de 600 milhões de habitantes e uma densidade demográfica de 20 habitantes por quilômetro quadrado. Essa pequena ocupação demográfica encontra explicações nos seguintes fatores:

* grande parte do continente é ocupada por áreas desfavoráveis a concentrações humanas;

* os índices de mortalidade são muitos altos;

* a África é um continente que recebeu poucas correntes migratórias.

A população africana caracteriza-se também pela distribuição irregular. O Vale do Nilo, por exemplo, possui densidade demográfica de 500 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto os desertos e as florestas são praticamente despovoados. A quase totalidade dos países africanos exibe características típicas de subdesenvolvimento: elevadas taxas de natalidade e de mortalidade, bem como expectativa de vida muito baixa. Resulta desses fatores a preponderância de jovens na população, que, além apresentarem menor produtividade , requisitam grandes investimentos em educação e nível de emprego.

Maioria Negra e Diversos Grupos Brancos- A maior parte da população africana constituída por diferentes povos negros, mas é expressiva quantidade de brancos, que vivem principalmente na porção setentriorial de continente, ao norte do Deserto do Saara.

* sudaneses: em sua maior parte habitam as savanas que se estendem do Atlântico ao vale superior do Rio Nilo. Vivem basicamente do agricultura ;

* bantos: habitam a metade do sul do continente e têm como atividades principais a criação gado e a caça;

* nilóticos: são encontrados na região do Alto do Nilo e caracterizam-se pela estatura elevada;

* pigmeus: de pequena estatura vivem, vivem principalmente na selva do Congo e em seus arredores, onde baseiam sua subsistência na caça e na coleta de raízes;

* bosquimanos e hotentotes: habitam a região do Deserto de Calahari, distinguem-se como grandes caçadores de antílopes e avestruzes. Em correspondência com os três diferentes ramos étnico-culturais, encontram-se na África três regiões principais: o islamismo, que se manifesta sobretudo na África Branca, mas é também professado por numerosos povos negros; o cristianismo, religião levada por missionários e professada em pontos esparsos da continente; o animismo, seguindo por toda África Negra.

Um Continente de Famintos - Adversidades climáticas somente ampliam a miséria de milhares de africanos, que vivem abaixo das condições mínimas de sobrevivência. Com a agricultura extensiva, matas são derrubadas e em seus limites o deserto avança. Outro problema é o descompasso existente entre o enorme crescimento populacional eo reduzido crescimento populacional e o reduzido crescimento, ou mesmo estagnação, da agropecuária. 

Conflitos de um Continente mal Dividido - A atual divisão política da África somente se configurou nas décadas de 60 e 70. Durante séculos, o continente foi explorado pelas potências europeias - Inglaterra, França, Portugal, Espanha, Bélgica, Itália e Alemanha -, que o em zonas de influencia adequadas aos seus interesses.Ao conseguirem a independência, os países africanos tiveram de se moldar às fronteiras legadas pelos colonizadores. Estas, por um lado, separavam de modo artificial grupos humanos pertences às mesmas tribos, falantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos costumes, submetia-os, por outro lado, à influencia de valores europeus. A segregação racial assumiu formas rígidas e violentadas: bairros, meios de transporte, casa de comércios, igrejas etc. eram reservados para uso dos negros. as leis do aparheid - segregação racial institucionalizada - proibiam que os negros se candidatassem a cargos políticos, que concorressem com os brancos a um emprego, que frequentassem quaisquer ambientes que não lhes fossem expressamente destinados.

Regiões Geográficas

Norte da África – Abrangendo Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos, a região é fonte de preocupação para a Europa em virtude do crescente fluxo migratório desses países, em especial para a França e Alemanha. Durante as décadas de expansão econômica de 70 e 80 esse fluxo é bem recebido por facilitar a substituição dos trabalhadores europeus, mais qualificados e mais caros, por trabalhadores imigrantes nos serviços pesados e insalubres. A recessão do final dos anos 80 e a rápida elevação do desemprego tecnológico invertem a situação, já que os imigrantes passam a disputar vagas de trabalho com os trabalhadores europeus. Crescentes medidas restritivas são adotadas pelos países europeus para deter as migrações, agravando os problemas econômicos e sociais do norte da África.

África Meridional – As mudanças ocorridas na África do Sul e as possibilidades de pacificação de Angola e Moçambique geram ações unificadas entre os países da região para integrarem seus mercados e enfrentar em melhores condições a competitividade do mercado internacional.

África do Sul – As eleições multirraciais e multipartidárias de 1994, com a eleição de Nelson Mandela para presidente, abrem um novo capítulo na história do país, extinguindo totalmente a política do apartheid e estabelecendo direitos de cidadania para a maioria negra da população. O sistema de governo adotado, no qual todos os partidos com representação no Parlamento também estão representados no governo, necessita de um período de tempo para comprovar sua viabilidade. As tendências separatistas dos zulus e dos direitistas brancos permanecem presentes, embora a situação econômica tenha melhorado com o fim do bloqueio econômico e a retomada do fluxo de investimentos.

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Região Centro Oeste do Brasil

Região Centro Oeste do Brasil

Região Centro Oeste do Brasil

A Região Centro Oeste do Brasil é a segunda macroregião brasileira em área territorial, possuindo 1.604.850 km2 (18,9% da área do país). É formada por 3 estados – Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – alem do Distrito Federal, onde se localiza Brasília a capital do país. No Brasil, a bacia platina é subdividida em três bacias menores, a do rio Paraná, a do rio Paraguai, localizadas em sua maior parte no Centro-Oeste, e a do rio Uruguai. O rio Paraguai, cujo as nascentes ficam no estado do Araporé, no estado de Mato Grosso, recebe águas de diversos afluentes, entre eles os rios Cuiabá, Taquarí e Miranda.

Clima e vegetação

O clima dominante é do tipo tropical, com duas estações bem definidas: verão chuvoso e inverno seco. As temperaturas são elevadas o ano todo. Na porção setentrional da região, principalmente no norte e nordeste do estado de Mato Grosso, aparece o clima equatorial úmido, com temperaturas elevadas e chuvas intensas o ano todo, e na porção meridional no sul do estado de Mato Grosso do Sul, na área cortada no Trópico de Capricórnio verificamos a ocorrência do clima tropical de altitude com temperaturas mais baixas no inverno e chuvas concentradas no verão. A vegetação dominante na região Cen­tro-Oeste é o cerrado, característico do clima tropical. Trata-se de urna formação arbustiva, ou seja, vegetação de pequeno porte, que se apresenta com o tronco e os galhos bastante retorcidos e recobertos por urna grossa cama­da de cortiça. Espalha-se por urna extensa área no interior do Centro-Oeste, inclusive alcan­çando terras de outras regiões brasileiras. Além dessa formação arbustiva domi­nante, ainda encontramos áreas de floresta equatorial ao norte, matas galenas acompa­nhando alguns nos na porção oriental da região e formações de campos no extremo sul de Mato Grosso do Sul. Merece um destaque especial a vegetação da planície do Pan­tanal Mato-grossense. Nessa planície, em função de suas condições naturais muito par­ticulares, aparecem associadas espécies ve­getais dos mais diversos tipos, ou seja, flo­restais, arbustivas e herbáceas, caracterizando a formação vegetal denominada comple­xo do Pantanal.

Agropecuária

O Centro-Oeste manteve a sua atividade de produtora agropecuarista sempre voltada para o mercado interno para o abastecimento das áreas mais dinâmica do país. Nas ultimas décadas, no entanto, sua economia agropecuarista passou a se voltar também para os grandes mercados mundiais. Hoje o Cen­tro-Oeste é um grande fornecedor de produ­tos agropecuários, como grãos (soja e arroz) e carne, para as indústrias alimentícias do Cen­tro-Sul e, especialmente de soja, para o mer­cado externo. A agricultura do Centro-Oeste vem au­mentando rapidamente sua participação no total da produção brasileira em função de di­versos fatores. O aumento da produtividade das áreas tradicionais que se modernizam com in­vestimentos em máquinas, equipamentos e re­cursos técnicos de fertilização e correção de solos é um deles. Outro fator é a incorporação de novos espaços que até bem pouco tempo ou eram dedicados a uma lavoura rudimentar de subsistência, ou eram áreas não aproveita­das economicamente, mas que agora, com as chegadas das frentes pioneiras, vão sendo in­tegrados a uma economia mais dinâmica. Entre as principais áreas agrícolas, des­tacam-se Campo Grande e Dourados (Mato Grosso do Sul), centros produtores de soja e trigo. Em Goiás, sobressai a região denomi­nada "mato grosso de Goiás", ao sul de Goiânia, com a produção de soja, algodão e feijão, e o vale do Paranaíba, no Sudeste goiano, onde se tem algodão e arroz. Com relação à pecuária, é importante dizer que a região detém cerca de 1/4 de todo o rebanho bovino brasileiro. Essa participação tende a aumentar, graças a uma série de fatores favoráveis, tanto de ordem natural, como o relevo de topografia plana e a vegetação aberta do cerrado, como de ordem político-­econômica abertura de estradas, formação de pastos e melhoria genética dos rebanhos. O sistema de criação que predomina é o extensivo, tendo em vista que a região dispõe de grandes espaços e é, ao mesmo tem­po, um enorme vazio demográfico. O objeti­vo mais importante é a produção de carne para as indústrias frigoríficas do Centro-Sul. A prin­cipal área de criação está no pantanal Mato­-grossense, onde, além dos bovinos, também são criados bufalinos, com os mesmos objeti­vos econômicos e sob as mesmas condições de criação.

As dificuldades econômicas dos pe­cuaristas da região fizeram surgir uma nova atividade nas fazendas, o ecoturismo.

Mineração e indústria

A origem geológica de grande parte do território do Centro-Oeste, datada do Pré-cambriano e do Paleozóico, permite que a região apresente grandes possibilidades de ocorrência de recursos minerais. A produção de minérios, no entanto, é ainda pouco signi­ficativa quando comparada à de outras regiões brasileiras, como o Norte e o Sudeste. Entre as ocorrências registradas, mere­cem destaque as produções de ferro e manganês encontrados no maciço de Urucum, no interior do pantanal Mato-grossense.

A extração é feita pela Companhia Vale do Rio Doce, com a maior parte da produção direcionada para o mercado externo, repre­sentado pelos vizinhos Paraguai, Argentina e Uruguai. O escoamento para esses países se faz pelo porto de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e pela navegação fluvial no rio Para­guai, que é navegável cm toda a sua extensão. Uma parte menor da produção está voltada para o mercado interno, sendo consumida na própria região, na pequena si­derurgia local, ou sendo transportada para as siderúrgicas do Sudeste, especialmente para a Cosipa, na Baixada Santista. Entre as outras reservas minerais da região, destaca-se a de níquel, importante re­curso para a indústria do aço, que tem sua maior ocorrência na cidade de Niquelândia, ao Norte de Goiás. Essa reserva é responsável por 80% da produção brasileira do minério. No extrativismo vegetal, sobressaem a extração de látex (borracha) e de madeiras cm geral, na porção setentrional da região, e de erva-mate e madeiras, na porção meridional. O setor industrial é muito precário e se restringe às atividades ligadas à produção agroextrativa, como as indústrias de benefi­ciamento de arroz, pequenos frigoríficos indústrias de couro, além de algumas metalúr­gicas e madeireiras, que, no conjunto, absor­vem um pequeno contingente de mão-de-obra e se utilizam de equipamentos e recursos téc­nicos pouco avançados. Nessas condições, é pouco significativa a participação da produção industrial regional.

Relevo do Brasil

Relevo do Brasil

Relevo do Brasil

O território brasileiro, de um modo geral, é constituído de estruturas geológicas muito antigas, apresentando, também, bacias de sedimentação recente. Essas bacias recentes datam do terciário e quaternário (cenozóico - 70 milhões de anos) e correspondem aos terrenos do Pantanal mato-grossense, parte da Bacia Amazônica e trechos do litoral nordeste e sul do país. O restante do território tem idades geológicas que vão do Paleozóico ao Mesozóico (o que significa entre um bilhão e 140 milhões de anos), para as grandes áreas sedimentares, e ao pré-cambriano (acima de 1 bilhão de anos), para os terrenos cristalinos.
As estruturas e formações rochosas são antigas, mas as formas de relevo são recentes, decorrentes do desgaste erosivo. Grande parte das rochas e estruturas do relevo brasileiro são anteriores à atual configuração do continente sul-americano, que passou a ter o formato atual depois do levantamento da cordilheira dos Andes, a partir do Mesozóico. Podemos identificar três grandes unidades geomorfológicas que refletem sua gênese: os Planaltos, as Depressões e as Planícies.

Unidades de planaltos

1. Os planaltos em bacias sedimentares são limitados por depressões periféricas ou marginais e se caracterizam por apresentar relevos escarpados representados por frentes de cuestas (borda escarpada e reverso suave). Nessa categoria estão os planaltos da Amazônia Oriental, os planaltos e chapadas de bacia do Parnaíba e os planaltos e chapadas da bacia do Paraná.
2. Os planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma - Constituem o resultado de ciclos erosivos variados e se caracterizam por uma série de morros e serras isolados, relacionados a intrusões graníticas, derrames vulcânicos antigos e dobramentos pré-cambrianos, a exceção do planalto e Chapada dos Parecis, que é do Cretáceo (mais de 70 milhões de anos). Nesta categoria destacam-se os planaltos residuais norte-amazônicos, os planaltos residuais sul-amazônicos e o planalto e a chapada dos Parecis.
3. Os planaltos em núcleos cristalinos arqueados - Estas categorias estão representadas pelo planalto da Borborema e pelo Planalto sul-rio-grandense. Ambos fazem parte do cinturão orogênico da faixa Atlântica.
4. Planalto em cinturões orogênicos - Ocorrem nas faixas de orogenia (movimento geológico de formação de montanhas) antiga e se constituem de relevos residuais apoiados em rochas geralmente metamórficas, associadas a intrusivas. Esses planaltos situam-se em áreas de estruturas dobradas que abrangem os cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico. Nesses planaltos localizam-se inúmeras serras, geralmente associadas a resíduos de estruturas intensamente dobradas e erodidas. Nessa categoria destacam-se: a) os planaltos e serras do Atlântico Leste-Sudeste, associados ao cinturão do Atlântico, sobressaindo as serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço, e fossas tectônicas como o vale do Paraíba do Sul; b) os planaltos e serras de Goiás-Minas, que estão ligadas à faixa de dobramento do cinturão de Brasília, destacando-se as serras da Canastra e Dourada, entre outras; c) serras residuais do alto-Paraguai que fazem parte do chamado cinturão orogênico Paraguai-Araguaia, com dois setores, um ao sul e outro ao norte do Pantanal mato-grossense, com as denominações locais de serra da Bodoquena e Província Serrana, respectivamente.

Unidades de depressões

As depressões brasileiras, excetuada a amazônica ocidental, caracterizam-se por terem sido originadas por processos erosivos. Essas depressões se caracterizam ainda por possuir estruturas bastante diferenciadas, conseqüência das várias fases erosivas dos períodos geológicos. Podemos enumerar as várias depressões do território brasileiro: a) depressão amazônica ocidental, b) depressões marginais amazônicas, c) depressão marginal norte-amazônica, d) depressão marginal sul-amazônica, e) depressão do Araguaia, f) depressão cuiabana, g) as depressões do Alto-Paraguai e Guaporé, h) depressão do Miranda, i) depressão do Tocantins, j) depressão sertaneja do São Francisco, l) depressão da borda leste da bacia do Paraná, m) depressão periférica central ou sul-rio-grandense.

Unidades de planícies

Correspondem geneticamente às áreas predominantemente planas, decorrentes da deposição de sedimentos recentes de origem fluvial, marinha ou lacustre. Estão geralmente associadas aos depósitos quaternários, principalmente holocênicos (de 20 mil anos atrás). Nessa categoria podemos destacar as planícies do rio Amazonas onde se situa a ilha de Marajó, a do Araguaia com a ilha de Bananal, do Guaporé, do Pantanal do rio Paraguai ou mato-grossense, além das planícies das lagoas dos Patos e Mirim e as várias outras pequenas planícies e tabuleiros ao longo do litoral brasileiro.

CARTOGRAFIA, GEOGRAFIA E ESPAÇO URBANO GLOBALIZADO

Cartografia, Geografia E Espaço Urbano GlobalizadoCartografia, Geografia E Espaço Urbano Globalizado

Disciplina que trata da concepção, produção, disseminação e estudo de mapas. Na Antiguidade, entre os séculos VI a.C e IV, a cartografia é marcada pelas contribuições deixadas pelos gregos, entre as quais a descoberta de que a Terra é esférica, a definição de trópico e zonas climáticas e a realização das primeiras projeções cartográficas. Durante a Idade Média, entre os séculos V e XV, os princípios religiosos influenciam fortemente os conhecimentos cartográficos. Os mapas atendem sobretudo aos interesses da Igreja Católica, entrando muitas vezes em conflito com a realidade do mundo conhecido. A forma de representação da Terra, por exemplo, volta a ser circular (à semelhança de um disco), e não mais esférica. Nos quatro últimos séculos da Idade Média, no entanto, são realizados importantes avanços, como o mapa-múndi de El Idrisi e as cartas precisas de navegação denominadas portulanos.

No Renascimento, entre os séculos XVI e XVIII, a exploração de terras até então desconhecidas leva a grandes transformações na cartografia. Esses conhecimentos são incorporados aos trabalhos de diferentes escolas, como a italiana, espanhola, portuguesa, alemã, inglesa, holandesa, entre outras. A modernidade, a partir do fim do século XVIII, é marcada por grandes inovações nas técnicas de produção de mapas. O século XX vê surgir a aerofotogrametria, largamente utilizada em nossos dias. Esse tipo de mapeamento é feito por fotos aéreas da superfície terrestre tiradas de balões, pipas, aviões e satélites tripulados ou não.

Projeções cartográficas

São representações da superfície curva da Terra sobre uma superfície plana por meio de uma rede de meridianos e paralelos. Essa rede é transposta da superfície curva da Terra para a superfície plana de qualquer volume que possa envolvê-la, como cilindros e cones. Existem mais de 200 projeções cartográficas e todas elas apresentam deformações, porque é impossível reproduzir perfeitamente uma forma esférica em um plano. A projeção a ser adotada vai depender de sua finalidade. Elas podem ser de três tipos: conformes, equivalentes e eqüidistantes.

As projeções conformes mantêm os ângulos da natureza, ou seja, a forma exata dos continentes. Nesse tipo destaca-se a projeção cilíndrica de Mercator, feita pelo geógrafo holandês Gerhard Kremer, mais conhecido por Mercator. É elaborada em 1569, época da expansão marítima européia. A projeção cônica conforme de Lambert (1772), de autoria do matemático francês Johann Heinrich Lambert, e a projeção estereográfica polar também são bastante utilizadas.

As projeções equivalentes, por sua vez, preservam a proporcionalidade de áreas e distâncias. Uma das mais recentes é a projeção cilíndrica do historiador alemão Arno Peters, criada em 1952. As projeções eqüidistantes são aquelas nas quais as distâncias estão em escala verdadeira.

Atmosfera Atmosfera

Camada de gases que envolve um planeta ou um satélite. A atmosfera (do grego atmós, gás; sphaîra, esfera) da Terra tem espessura estimada em 800 km. É formada por gases, principalmente o nitrogênio (78%), o oxigênio (21%) e o argônio (0,9%), e por gases menores, entre eles o vapor de água e o dióxido de enxofre, que totalizam apenas 0,1% do volume do ar atmosférico. A atmosfera contém também microrganismos e partículas sólidas, como cinzas vulcânicas e poeira. Ela pode ser dividida conforme a variação da temperatura, da composição química do ar ou da estrutura eletromagnética (campos elétricos e de atração magnética).

Divisão térmica

Conforme a altitude, a atmosfera apresenta temperaturas diferentes e divide-se em troposfera, estratosfera, mesosfera e termosfera. A camada inicial – a troposfera – alcança 12 km e tem temperatura média que varia de 20°C na parte inferior a 60°C negativos na parte superior. É nessa camada que se concentram os Poluição do ar , acontecem os fenômenos de precipitação – como a chuva e a neve – e circulam os balões tripulados e os aviões a jato. Na estratosfera, localizada entre 12 km e 50 km, a temperatura oscila entre 60°C negativos e 5°C negativos. Nela se localiza a camada de ozônio, que protege a Terra da radiação ultravioleta emitida pelo Sol. Também chegam até a estratosfera os balões meteorológicos, os aviões supersônicos e as nuvens geradas por explosões atômicas. A mesosfera, entre 50 km e 80 km, apresenta temperatura entre 5°C negativos e 95°C negativos. As maiores variações de temperatura ocorrem na termosfera, a camada mais externa, localizada entre 80 km e 500 km, onde a temperatura fica entre 95°C negativos e 1.000°C.

Divisão química – As características da atmosfera também se modificam em razão da variação da altitude: à medida que ela aumenta, o ar se torna mais rarefeito (menos compacto) e a pressão atmosférica diminui. Estima-se que cerca de 97% dos gases permaneçam na faixa dos 30 km iniciais da atmosfera. De acordo com a composição química, a atmosfera divide-se em homosfera, heterosfera e exosfera. A homosfera atinge 100 km e tem composição constante e regular. É a camada na qual predominam o nitrogênio e o oxigênio. Na heterosfera, entre 100 km e 500 km, a distribuição de gases é irregular e predominam o hélio e o hidrogênio. Já a última camada, a exosfera, é externa à atmosfera. Nela as moléculas começam a escapar da atração terrestre, integrando-se ao espaço.

Divisão eletromagnética

A atmosfera divide-se ainda em ionosfera e magnetosfera. A ionosfera, entre 60 km e 600 km, caracteriza-se pela presença de partículas eletricamente carregadas. É nela que ocorre a reflexão das ondas de rádio. A magnetosfera possui dimensão irregular em conseqüência dos ventos solares. Na face do planeta em que é dia ela alcança cerca de 60.000 km e, no lado em que é noite, 600.000 km. É nessa camada que predomina o campo de atração magnética da Terra.
Erosão

Erosão

Trabalho de desgaste realizado pelos diversos agentes do relevo, tais como as águas correntes, o vento e o gelo. (2) Desgaste do solo por água corrente, geleiras, ventos e vagas (DNAEE, 1976). (3) Destruição das saliências ou reentrâncias do relevo, tendendo a um nivelamento ou colmatagem, no caso de litorais, baías, enseadas e depressões (GUERRA, 1978). (4)Desgaste e/ou arrastamento da superfície da terra pela água corrente, vento, gelo ou outros agentes, incluindo processos como o arraste natural. (5) Desgaste do solo, ocasionado por diversos fatores, tais como: água corrente, geladeiras, ventos, vagas e desmatamentos. Obras de engenharia e movimentações de terra podem causar ou ocasionar erosão. Tipos de erosão: mecânica, hidráulica, eólica e outras. (6) Remoção física de rochas ou de partículas do solo por ação de elementos da natureza, como a água e o vento; os processos erosivos podem ser acelerados por atividades antrópicas.

Litoral Litoral

Faixa de terra emersa, banhada pelo mar (GUERRA, 1976). (2) É toda a região que se situa entre a plataforma continental e as áreas sob a influência da maré mais (mangues, bancos de espartina, praias, costões, estuários etc.). A faixa litorânea é, portanto, sujeita a diferentes medidas e amplitudes, sendo sua ocupação objeto de critérios e normas específicas. Em termos gerais, é a região costeira, beira-mar (ACIESP, 1980). (3) Extensão no fundo do mar ou lago até a profundidade alcançada pela ação da luz e das ondas. No mar, é a zona geralmente entre o nível da maré alta e os duzentos metros, aproximadamente, o limite da plataforma continental. Nos lagos, alcança próximo de uma profundidade de dez metros (CARVALHO, 1981).

Sistema Terrestre

- A Terra corresponde à esfera de número três do Sistema Terrestre.
- O Sistema Terrestre são seis faces terrestres, seis céus paralelos, seis esferas, mais uma superior, a sétima.
- Cada uma das faces terrestres existe em espaços-tempos paralelos (céus paralelos).
- As faces terrestres são mundos habitados de forma espiritual, energética, física e material.
Sistema Terrestre - As faces terrestres existentes nos espaços-tempos superiores são mundos mais evoluídos do que a Terra - o futuro.
- As faces terrestres existentes nos espaços-tempos inferiores são mundos menos evoluídos do que a Terra e dizem respeito a dois mundos em que o homem viveu e que em parte foram destruídos (esferas de números um e dois) - o nosso passado.
- No sexto espaço-tempo situa-se o Sistema Central de Alpha + Ômega, também conhecido como Firmamento Estelar, cujos dirigentes são Cristo e Maria, por Ordem do Criador.
- O terceiro espaço-tempo paralelo terrestre, a nossa Terra, apresenta seis espaços dimensionais paralelos e mais um superior.
- Os espaços dimensionais terrestres, onde também se encontram as cidades astrais (colônias espirituais), são orbes espirituais, energéticos e astrais que não chegam à forma físico-material.
- O espaço básico terrestre refere-se aos fundamentos astrais e estelares sobre os quais se firma a estrutura básica do espaço-tempo terrestre. É formado inicialmente por quatro canais: Solar, Lunar, Saturno e Marte, que são portas abertas dos espaços superiores para o espaço terrestre. Além destes, existem os canais superiores Alpha e Ômega.
- A Terra é o centro do nosso sistema, considerada ponto zero de uma missão extraterrestre e base principal de todas as operações, por ter pertencido, no seu passado distante, à 13ª Galáxia Central como seu primeiro planeta-luz.

População e Espaço Urbano População e Espaço Urbano

Na zona rural a paisagem é mais ou menos marcada pelos elementos do meio natural: a influência do solo, do clima, da declividade do relevo, a presença de água e vegetação. A população vive dispersa em pequenos sítios. No meio urbano a população se concentra num espaço totalmente humanizado e dedica-se às atividades industriais, comerciais e de prestação de serviços.
A produção da cidade moderna

As cidades industriais do século XIX

A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, originou profundas alterações na forma e na função da cidade. A indústria se multiplicava nos países europeus e nos Estados Unidos, onde vivia grande parte dos trabalhadores urbanos. As lojas se instalavam nas ruas mais movimentadas, a fim de atrair um número cada vez maior de consumidores. As residências passaram a ser construídas de modo caótico, nos poucos espaços que sobravam entre as fábricas e rodovias, não haviam espaços para o lazer e o ar era muito poluído devido ao carvão utilizado nas indústrias. O nascimento da indústria originou cidades insalubres, isto é, pouco saudáveis, marcadas pela aglomeração dos pobres em pequenos quartos de cortiços, a população não tinha acesso à água tratada e nem rede de esgotos.

A cidade no século XX e o planejamento urbano

As pesquisas e projetos nessa área se avolumaram e constituíram uma área de estudo, o urbanismo. As primeiras iniciativas resultaram em bairros residenciais dotados de excelente infra-estrutura arborizados e ajardinados. As cidades planejadas deveriam Ter largas avenidas e um sistema viário eficiente, permitindo o trânsito rápido. A cidade de Brasília é o exemplo mais completo e bem acabado desse tipo de planejamento, que também foi adotado na implantação de cidades dos Estados Unidos. França, Inglaterra, Israel e Japão.
As interações urbanas contemporâneas
Formadas por um conjunto hierarquizado de cidades com tamanhos diferentes, onde se observa a influência exercida pelos centros maiores sobre os menores. A hierarquia urbana se estabelece a partir dos produtos e dos serviços que as cidades tem para oferecer. Nos países desenvolvidos, as redes urbanas são mais bem estruturadas.

As ricas metrópoles contemporâneas

As metrópoles correspondem a centros urbanos de grande porte: populosos, modernos e dotados de graves problemas de desigualdades sociais. A concentração populacional amplia a oferta de mão-de-obra e, desse modo, atrai investimentos produtivos que contribuem para o desenvolvimento da indústria. A metrópole lidera a rede urbana à qual está interligada e exerce uma forte influência sobre as cidades de menor porte, podendo transformar-se num pólo regional, nacional ou mundial.

Conurbações: as cidades se aproximam

Quando os limites físicos das cidades estão muitos próximos, formam-se conurbações. Vista do alto, a conurbação tem o aspecto de uma grande mancha urbana, ou seja, um conjunto de espaços urbanizados que engloba mais de uma cidade.

Nas megalópoles, o retrato da modernidade

A megalópole não é uma mega-metrópole, mas uma conurbação de metrópoles, nelas as regiões rurais estão quase ausentes.
Os principais problemas urbanos atuais
Um dos mais graves problemas é a habitação. Como os imóveis mais baratos em geral são os mais distantes do centro da cidade, a população passa a morar cada vez mais longe do local de trabalho. Em conseqüência disso a população por não ter um transporte coletivo digno vai trabalhar com seus próprios automóveis causando muito trânsito, poluição do ar, poluição sonora e até mesmo dos rios.

Globalização Globalização

Globalização é o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto central da mudança é a integração dos mercados numa "aldeia-global", explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional. Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação - telefones, computadores e televisão. As fontes de informação também se uniformizam devido ao alcance mundial e à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da Internet. Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e comecem a provocar uma certa homogeneização cultural entre os países.

A globalização é marcada pela expansão mundial das grandes corporações internacionais. A cadeia de fast food McDonald's, por exemplo, possui 18 mil restaurantes em 91 países. Essas corporações exercem um papel decisivo na economia mundial. Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de São Paulo, em 1994 as maiores empresas do mundo (Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, General Motors, Marubeni, Ford, Exxon, Nissho e Shell) obtêm um faturamento de 1,4 trilhão de dólares. Esse valor eqüivale à soma dos PIBs do Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, Venezuela e Nova Zelândia. Outro ponto importante desse processo são as mudanças significativas no modo de produção das mercadorias. Auxiliadas pelas facilidades na comunicação e nos transportes, as transnacionais instalam suas fábricas sem qualquer lugar do mundo onde existam as melhores vantagens fiscais, mão-de-obra e matérias-primas baratas. Essa tendência leva a uma transferência de empregos dos países ricos - que possuem altos salários e inúmeros benefícios - para as nações industriais emergentes, com os Tigres Asiáticos. O resultado desse processo é que, atualmente, grande parte dos produtos não tem mais uma nacionalidade definida. Um automóvel de marca norte-americana pode conter peças fabricadas no Japão, ter sido projetado na Alemanha, montado no Brasil e vendido no Canadá.

A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação (computadores, telefones e televisão) têm sido fundamentais para agilizar o comércio e as transações financeiras entre os países. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental conseguia transmitir 138 conversas ao mesmo tempo. Atualmente, com a invenção dos cabos de fibra óptica, esse número sobe para l,5 milhão. Uma ligação telefônica internacional de 3 minutos, que custava cerca de 200 em 1930, hoje em dia é feita por US$ 2. O número de usuários da Internet, rede mundial de computadores, é de cerca de 50 milhões e tende a duplicar a cada ano, o que faz dela o meio de comunicação que mais cresce no mundo. E o maior uso dos satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão - como as redes de notícias CNN, BBC e MTV - sejam transmitidas instantaneamente para diversos países. Tudo isso permite uma integração mundial sem precedentes.

Brasil quer a integração comercial de toda a América do Sul

O ano de alargamento do Mercosul - essa poderia ser a manchete de síntese da evolução do ConeSul em 1996, se fosse verdade o que a imprensa brasileira noticiou nos últimos meses. Interpretando de forma simplista- e errada- os tratados formados pelo Chile e Bolívia com o MercosulO ano de alargamento do Mercosul - essa poderia ser a manchete de síntese da evolução do ConeSul em 1996, se fosse verdade o que a imprensa brasileira noticiou nos últimos meses. Interpretando de forma simplista - e errada - os tratados formados pelo Chile e Bolívia com o Mercosul, jornais e televisões noticiaram a adesão dos dois ao bloco sub-regional liderado pelo Brasil e Argentina. Isso não aconteceu, pelo menos por enquanto. Mas foi dado o primeiro passo nessa direção: o chile e a Bolívia firmaram tratados de associação, oque significa que, sem aderir ao bloco, eles passam a aceitar regras de tarifas comerciais reduzidas no intercâmbio com os integrantes do tratado de Assunção de 1991. O passo adiante não aponta para o alargamento do Mercosul por agregações sucessivas, mas para o desenvolvimento de um processo mais complicado, que os diplomatas brasileiros apelidaram de estratégia do building blocks. O chile esnobou o Mercosul até a pouco. “ Adios, Latinoamerica”, chegou a trombetear uma manchete de EL Mercurio, o principal diário de Santiago, resumindo uma política voltada para a Bacia do Pacífico e uma estratégia de integração do Nafta. As coisas mudaram. A solicitação de adesão à zona de livre comércio liderada pelos EUA esbarrou no colapso financeiro mexicano de dezembro de 1994. Escaldados, os parlarmentares americanos negaram a tramitação rápida da solicitação no Congresso e as negaciações continuam a se arrastar. Além disso, a abertura comercial que se espraia pela América Latina repercutiu sobre o intercâmbio exteno chileno, puxando-o devolta para o subcontinente. A Bolívia solicitou, em julho de 1992, a adesão gradual ao Mercosul. O gradualismo boliviano está orientado para controlar um obstáculo político e diplomático: o país faz parte do Pacto Andino e Tratado de Assunção não permite a entrada de integrantes de outras zonas de comércio. Mas, no terreno da economia e da geografia, a Bolívia está cada vez mais colada ao Mercosul. O acordo recente para fornecimento de gás natural e construção de um gasoduto Brasil-Bolívia vale mais que as filigranas juridícas qie bloqueiam a adesão imediata. E as perspectivas de cooperação de todos os países do Cone Sul tendem a abrir duas saídas oceânicas regulares para a Bolívia, cuja história está marcada pela perda de portos de Atacama, na Guerra do Pacífico (1879-83). Não é provável que o Chile ingresse plenamente no atual Mercosul, e Santiago não quer perder suas vantagens comerciais no intercâmbio com o Nafta e a Bacia do Pacífico. A Bolívia não pretende deixar o Pacto Andino entrar no Mercosul, e o Chile, com melhores razões não pretende desistir do ingresso no Nafta. O horizonte com o qual trabalham os diplomatas brasileiros é o da articulação gradual do Mercosul com os países e blocos comerciais vizinhos, com vistas á formação de uma Associação de Livre Comércio Sul-Americana(Alcsa). Essa é a estratégia do buiding-blocks. A sua meta consiste em criar, a partir de um grande bloco comercial na América do Sul, a plataforma ideal para negociar a integração pan-americana com a superpotência do Norte. É por isso que o Brasil não tem pressa nas conversações destinadas a formação de uma super zona de livre comércio das três Américas, que foram lançadas pelo ex-presidente dos EUA, Geoge Bush, em 1990.

O mundo já não é mais como foi o de papai. Ouve-se falar num momento que as grandes corporações americanas estão demitindo dezenas de milhares de trabalhadores de olhos azuis e tranferindo suas operações para os países morenos, de mão-de-obra mais barata. Países tão diferentes como a Finlândia e Espanha enfrentam taxas de desemprego de quase 20%, enquanto os pequenos tigres da Ásia, como Cingapura, Taiwan e Hong Kong, ou alguns aprendizes, como Malásia e Tailândia, são apontados como modelos de agressividade econômica. No mundo do trabalho internacionalizado o que mais há é desemprego. E quen fica à margem desse giro do capitalismo está condenado ao atraso e a miséria. Mas quem se adapta a ele nem por isso se sai bem. Vide o México, que cumpriu à risca a receita ortodoxa para integrar sua econômia ao mundo avançado e quebrou sua bolsa. A outra faceta do processo de Globalização está na indústria.  Metade dos prédios, máquinas e laboratórios desses grupos e mais da metade de seus funcionários em unidades for do país de origem e 61% do seu faturamento é obtido em operações no estrangeiro.

A força dessas corporações e sua atuação geográfica mudaram o enfoque do jogo econômico. No passado, quem fazia as grandes decisões ecôeconômicas eram os fovernas. Agora são as empresas e estão decidindo basicamente o que, como. quando e onde produzir os bens e serviços utilizados pelos seres humanos.


Para conseguir preços melhores e qualidade de mais alta tecnologia em sua guerra contra os concorrentes, as empresas cortaram custos. Isto é empregos, e ainda aumentaram muito os seus índices de automação, liquidando mais postos de trabalho.

Nos estudos ecômistas, deu-se o nome de "desemprego estrutural" a essa tendência. O desemprego estrutural é um processo cruel porque significa que as fábricas robotizadas não precisam mais de tantos operários e os escritórios podem dispensar a maioria de seus datilógrafos, contadores e gerentes. Ele é diferente do desemprego que se conhecia até agora, motivado por recessões, que mais cedo ou mais tarde passavam. Os economistas apontam no desemprego estrutural um paradoxo do sistema de Globalização. Ele se ergueu para produzir coisas boas e baratas, vendidas numa escala planetária, fabricadas em grande parte por robôs, que são orientados por computadores. Mas por cortar o emprego das pessoas e sua renda não terá para quem vender seus carros reluzentes e seus computadores multimídia. Segundo os críticos, a outra nota ruim da Globalização está no desaparecimento das fronteiras nacionais. Os governos não conseguem mais deter os movimento do capital internacional. Por isso, seu controlesobre a política econômica interna está se esgarçando. Aquebra mexicana no final de 1994 é o exemplo mais marcante dessa perda de controle. Assim que o governo desvalorizou o peso frente ao dólar, os investidores sacaram vários bilhões aplicados no país e o México precisou de um pacote de socorrodo FMI e do governo estadunidense. Os governos tamvém estão perdendo a capacidade de proteger o emprego e a renda das pessoas. Se um país estabelece uma legislação que protege e encarece o trabalho, é provavelmente excluído da lista de muitos progetos de investimento. Há, enfim, uma perda de controle sobre a produção e comercialização de tecnologia, o que nos tempos da Guerra Fria, seria impensável. Naquela época, a tecnologia estava ligada à soberania dos países. No espaço de duas ferações, o mundo ficou muito complicado. Os que completam 40 anos em 1997 nasceram sob o signo do SPUTINIK, a pequena bola de metal, dotada de um transmissor de rádio, que os russos na órbita terrestre pela primeira vez, detonando a corrida espacial. Naquela época um computador pesava 30 toneladas e era chamado de cérebro eletrônico. Os aviões a jato eram uma novidade e a distância entre os países, um obstáculo difícil de transpor. O Brasil não conhecia o hamburguer, não tinha indústrias automobilísticas, nen supermercados e a capital ficava no Rio de Janeiro.


A corrida espacial consumiu dinheiro maciço em pesquisa e formação de ciêntistas, e seu subproduto tangível são por exemplo o raio laser, o satélite, o video-cassete e as raquetes de tênis feitas de grafite. Ela provocou uma revolução tecnológica na qual as empresas se basearam para moldar a economia global. Com esforço e um grau de alta ansiedade, os brasileiros estão deixando o seu isolamento para entrar nessa corrente. A ginástica pode ser cansativa e dolorida, mas há outra maneira de ingressar no futuro. Ou de não comer poeira ficando no passado.


O processo econômico sempre sofreu suas criticas de adaptação, mas as próprias crises sempre produziram as soluções.

Globalização na educação

Os grandes usuários da Internet na área de educação são, sem dúvida, os estudantes de universidades. Cerca de 90% das universidade do mundo todo estão conectadas à rede disponibilizando material através dela. Ao entrar em um site de uma universiadade são encontradas informações sobre suas diferentes faculdades e unidades de pesquisa, mapa do compus, telefones, e o mais importante, dados sobre os cursos. Em alguns sites de universidades, também é possível E-mails dos professores e dos alunos. Essas facilidades vêm acelerando a GLOBALIZAÇÃO do ensino. Um aluno que quisesse estudar em uma outra universidade de outro país, antes precisaria achar o telefone, ligar, achar a pessoa responsável pelas informações, pedi-las e aguarda-las. Atualmente basta acessar o site da universidade e procurar tudo sobre o curso. Se precisar alguma informação extra é só procurar o E-mail da pessoa responsável. 

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