ESTEPES, PAMPAS OU PRADARIAS - VEGETAÇÃO DE GRAMÍNEAS

PAMPASEstepes

Vegetação típica de áreas de clima temperado continental, constituída, basicamente, de gramíneas. Recebe nomes diferentes nas regiões onde aparece: no sul da África, no leste da Europa, no centro da Ásia e no leste da Austrália chama-se estepe; no centro dos EUA e do Canadá, pradaria; na Argentina, pampa; e no Brasil, campo.

As pradarias  ou espetes são vegetações herbáceas fechadas presentes em áreas de clima temperado e que recebem diferentes denominações em diferentes partes do mundo.

Na Europa e na Ásia, recebem o nome de “estepe”. Na América do Norte, são chamadas de “pradarias”. Na África do Sul, recebem o nome de “veld”. E, na América do Sul, recebem o nome de “pampa”.

Os animais típicos das pradarias são os ratos do campo, raposas, búfalos, espécies de cabras, lebres, antilocapras, cães-da-pradaria, entre outros.

A pradaria apresenta apenas vegetações herbáceas diferindo, por exemplo, das savanas, que podem apresentar árvores e são típicas de locais quentes e secos.

Existem três tipos básicos de pradarias:

Pradaria alta: nos locais mais úmidos e que apresentam gramíneas de até 2 metros de altura e raízes muito profundas;

Pradaria mista: apresenta uma grande diversidade florística presente em solos altamente férteis;

Pradaria baixa: que apresenta menor diversidade e gramíneas de pequeno porte.

Pradarias

As estepes não necessitam de grandes quantidades de água para se desenvolver, mas, necessitam do fogo. As queimadas naturais são benéficas ao ciclo de vida das gramíneas típicas das pradarias. Tanto é que elas desenvolveram um mecanismo de adaptação que as torna capazes de brotar novamente após uma queimada, recuperando totalmente o local. Esse mecanismo consiste na criação de órgãos subterrâneos que se encarregarão de se reproduzir.

As queimadas naturais, geralmente de ocorrência anual, são inclusive benéficas para as gramíneas uma vez que eliminam a quantidade excedente de matéria orgânica e possibilita a renovação do substrato.

A utilização dessas regiões para a atividade agropecuária mal conduzida, a monocultura e as queimadas criminosas, que não dão tempo para a recuperação das gramíneas, estão destruindo as pradarias e transformando-as em desertos. Outra ameaça às pradarias, disfarçada de boas intenções, são os “florestamentos”. Empresas ou pessoas interessadas no cultivo de árvores para produção de celulose ou outros fins alegam que as pradarias são um tipo de vegetação secundária que aparece em locais onde a vegetação original, pretensamente florestas, foi degradada. Com isso, tentam justificar a transformação das pradarias em “florestas plantadas” geralmente com espécies exóticas e não raro, de apenas uma determinada espécie (monocultura), causando enormes perdas ambientais.


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