Transposição do São Francisco

Transposição do São Francisco

Transposição do São FranciscoO projeto de transposição de parte das águas do rio São Francisco para as regiões mais secas do sertão nordestino começa a ser discutido pelo governo federal em 2000. A ideia é construir um sistema de canais, barragens e estações de bombeamento que alimentará rios e açudes de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba com água do Velho Chico. A proposta é paralisada em 2001, devido a dificuldades políticas, à estiagem e à crise energética naquele ano, e retomada em 2003, rebatizada de Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. O Relatório de Impacto Ambiental sobre a transposição, encomendado pelo Ministério da Integração Nacional, identificou 44 efeitos do projeto, sendo 33 negativos, como perda de áreas de vegetação, redução da biodiversidade aquática e terrestre, proliferação de piranhas, diminuição da geração de energia hidrelétrica e aumento da tensão social na região, em conseqüência da desapropriação de terras. O projeto sofre forte oposição tanto do governo de Alagoas, de Sergipe e da Bahia quanto de entidades ambientalistas. Outra crítica é quanto ao fato de se propor levar água para regiões distantes, quando, na própria bacia do São Francisco, a população enfrenta dificuldades de acesso à água, especialmente em seu trecho norte, que percorre o Polígono das Secas. Para os defensores da transposição, ela garantirá o consumo humano e o desenvolvimento econômico do semi-árido, reduzindo o êxodo rural. Afirmam ainda que o projeto contará com programas ambientais e sociais que minimizarão ou compensarão os problemas gerados, criando áreas de conservação e programas de reflorestamento e de apoio às comunidades locais. Outra discussão que se trava é como revitalizar o São Francisco, cuja vazão, qualidade da água e biodiversidade vêm diminuindo em virtude de barragens, obras de irrigação irregulares, falta de saneamento básico, contaminação por agrotóxicos, perda de matas ciliares e assoreamento do rio e seus afluentes.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br - www.megatimes.com.br