VULCÕES - ESTRUTURA GEOLÓGICA DOS VULCÕES

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VULCÕES - ESTRUTURA GEOLÓGICA DOS VULCÕES

Vulcões - Estrutura Geológica dos Vulcões

Vulcões: As erupções vulcânicas são uma das manifestações mais grandiosas e espetaculares da crosta terrestre, qual seja a emissão de materiais do interior da Terra, no estado de ignição. Até pouco tempo, ao ver que a maioria destas emissões tinham lugar nas proximidades do mar, supôs-se que dependiam da infiltração de águas marinhas. Hoje em dia se acredita que estas erupções são devidas a deslocamentos da crosta terrestre que alteram o estado de equilíbrio do chamado magma, isto é, dos materiais da parte inferior da crosta terrestre, submetidos a temperatura muito elevada e a consideráveis pressões. Com o deslocamento de grandes massas da crosta, alteram-se as pressões a que esta submetido o magma, o que facilita a fusão dos magmas profundos e a evaporação dos gases que eles contêm.

Esta emissão de materiais para o exterior, em estado ígneo, constitui uma erupção vulcânica. Os produtos voláteis sobem a grande altura na atmosfera. Os líquidos e sólidos se depositam em volta do orifício de saída, formando o chamado cone vulcânico, em cujo cimo existe uma cavidade com o nome cratera, prolongada em sua parte inferior por uma chaminé, pela qual sobem gases, vapores e matérias em fusão. O magma líquido de rochas fundidas constitui a lava que desliza pelos flancos do cone vulcânico em forma de corrente. Uma erupção começa quando a pressão na câmara magmática fica grande demais, expulsando a rocha incandescente armazenada lá dentro. O tamanho da erupção depende da quantidade de lava que é lançada para a superfície e da sua composição. Esses fatores variam muito, não só de um vulcão para outro, mas entre as próprias explosões na mesma cratera. O principal ingrediente da lava é a sílica, em baixa concentração ela produz um magma quase líquido, como o dos vulcões do Havaí. Em excesso, aumenta sua viscosidade, deixando-o quase sólido - o que causa erupções explosivas. Outro fator é a quantidade de gases dissolvidos no magma. Eles aumentam a pressão no conduto. Se há escombros tampando a cratera, os gases estouram como uma garrafa de champanhe depois de sacudida.

Geologia dos Vulcões

Geologia dos Vulcões


Geologia dos VulcõesOs vulcões surgem por causa do choque das camadas rochosas superficiais que formam a crosta terrestre, conhecidas como tectônicas. Nas áreas em que elas se encontram, as altas pressões e as elevadas temperaturas do centro da Terra provocam fendas por onde o magma (matéria viscosa com temperatura de até 1200ºC) é impulsionado para fora. Ao entrar em contato com o ar, a lava se resfria e se solidifica, formando uma elevação cônica chamada de corpo do vulcão.

São conhecidos 550 vulcões ativos, ou seja, que estão ou podem entrar em erupção a qualquer momento. Aproximadamente 82% dos vulcões ativos se situam na área denominada Círculo do Fogo, na junção da placa do Pacífico com as placas norte-americana, sul-americana e indo-australiana. A região abrange a dos Andes, na América do Sul; as Montanhas Rochosas, na América do Norte; e as ilhas do Japão, das Filipinas e Outros 12% se localizam na região denominada Dorsal do Atlântico, uma cordilheira submarina que corta esse oceano de norte a e tem a forma de um "S".

Na história da humanidade são vários os casos de catástrofes provocadas por vulcões. Muitos ficaram famosos, como o que no ano 79 destruiu a cidade de Pompéia, na atual Itália, e o Krakatoa, que no século XIX devastou a ilha de Java, na Em 2000, o vulcão Usu, na ilha de Hokkaido, no Japão, entra duas vezes em erupção depois de 22 anos de inatividade. Não registro de danos ou vítimas. Na República Democrática do Congo (RDC), a erupção do vulcão Nyiragongo, de 3.469 metros altura, causa a morte de 45 pessoas, fere cerca de 400 e devasta a cidade de Goma em janeiro de 2002. Segundo as Unidas, 80% dos edifícios e casas da cidade foram destruídos pelo rio de lava.
A renomada  revista "Science"  publicou estudo que  traz evidências de que a atividade intensa de vulcões há cerca de 200 milhões de anos provavelmente levou à extinção de cerca de metade das espécies de animais da Terra no período, conhecido como o fim do Triássico.

A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), da Universidade de Columbia, da Universidade Rutgers e da Universidade Stony Brook, todas nos EUA.

A intensa atividade vulcânica liberou quantidades enormes de gases na atmosfera do planeta no período, que alteraram abruptamente as condições climáticas. As novas condições modificaram o habitat das espécies tanto nos oceanos quanto em terra firme, dizem os pesquisadores. Os indícios apontam que as mudanças climáticas ocorreram tão subitamente que os animais não foram capazes de evoluir e se adaptar.
Dinossauros
Ilustração mostra como seria espécie da ordem 'Therapsida', com características similares aos mamíferos; espécie foi extinta no fim do Triássico (Foto: Mitrchel/Wikicommons)

Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram amostras de rochas coletadas em regiões dos EUA e do norte da África, incluindo Marrocos, além da Inglaterra e de outros locais do mundo. A datação do desaparecimento abrupto das espécies, há cerca de 200 milhões de anos, bate com as evidências de erupções vulcânicas gigantescas ocorridas na mesma época.

Algumas das espécies extintas foram peixes com aparência de enguia, pertencentes à classe Conodonta; animais com características de mamíferos, de espécies pertencentes à classe Therapsida; e várias espécies de répteis primitivos, entre outros.

Dinossauros

Para os cientistas, a extinção ocorrida no fim do Triássico provavelmente abriu caminho para o surgimento dos dinossauros, que dominaram o planeta pelos 135 milhões de anos seguintes, até chegarem à extinção, há aproximadamente 65 milhões de anos.

A teoria de que as espécies sofreram uma extinção massiva no fim do Triássico vinculada ao vulcanismo não é nova, afirmam os pesquisadores. Eles, no entanto, afirmam ter encontrado evidências mais fortes que comprovam a ideia, e apontam que as hipóteses anteriores consideravam que o processo levou milhões de anos, o que eles avaliaram como errado.

A previsão, segundo a análise de rochas, é de que a atividade vulcânica que levou à extinção das espécies durou entre 20 e 30 mil anos, e não milhões de anos, de acordo com o estudo. Entre outras técnicas, os cientistas analisaram o decaimento de isótopos de urânio para medir a idade precisa do basalto deixado pelo magma lançado pelas erupções dos Vulcões.

"Este não deve ser o fim das perguntas sobre o mecanismo exato que levou à extinção massiva. No entanto, a proximidade entre o período da atividade vulcânica e o desaparecimento dos animais é bastante evidente", disse o geólogo Paul Olsen, um dos autores do estudo.

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