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Ecologia Profunda | Conceitos Gerais Sobre Ecologia Profunda


Ecologia Profunda | Conceitos Gerais Sobre Ecologia Profunda

Ecologia ProfundaConceito proposto pelo filósofo e ecologista norueguês Arne Næss em 1973, a Ecologia Profunda é um conceito filosófico que vê a humanidade como mais um fio na teia da vida. Cada elemento da natureza, inclusive a humanidade, deve ser preservado e respeitado para garantir o equilíbrio do sistema da biosfera.

Enquanto a ecologia seria um estudo das interações entre os seres vivos e destes com o ambiente, a Ecologia Profunda é uma forma de pensa e agir, dentro da ecologia ou de qualquer outra atividade.

O conceito foi proposto como uma resposta ao paradigma dominante e à visão dominante sobre o uso dos recursos naturais.

Influências
A ecologia profunda possui influência do pensamento de Gandhi, Thoreau, Rousseau, Aldo Leopoldt e muitos outros.

Arne Naess era também estudioso do Budismo e de filosofias orientais, influências marcantes no modo de agir do ecologista profundo. É sensível a influência que a filosofia taoista exerceu sobre todo o movimento ecológico.

É notável também que diversas sociedades humanas, especialmente indígenas, praticavam uma vida de acordo com este modo de ver e agir a respeito da biosfera. A definição mais recorrente de Ecologia Profunda se dá justamente por meio do discurso do índio norte-americano Chefe Seattle. Em sua carta ao presidente Franklin Pierce, ele afirma:

"De uma coisa sabemos. A terra não pertence, ao homem: é o homem que pertence à terra. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará."

Pelo lado científico, há grande influência de novas descobertas científicas como a teoria da complexidade e a teoria do caos. Baseia-se em novas formas científicas de pensar, conhecidas como pensamento sistêmico.

Águia - Ecologia Profunda

Definição de autores

Nas palavras de Fritjof Capra: "O ambientalismo superficial é antropocêntrico. Vê o homem acima ou fora da natureza, como fonte de todo valor, e atribui a natureza um valor apenas instrumental ou de uso. A Ecologia Profunda não separa do ambiente natural o ser humano nem qualquer outro ser. Vê o mundo como uma teia de fenômenos essencialmente inter-relacionados e interdependentes.Ela reconhece que estamos todos inseridos nos processos cíclicos da natureza e somos dependentes deles"

A introdução do livro "A Vida Secreta da Natureza", de Carlos Cardoso Aveline, define assim a Ecologia Profunda: "A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta ideia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive".

"O novo paradigma, que corresponde a concepções, de valores, de percepções e de práticas compartilhados pela sociedade e que estabelece uma visão particular da realidade, pode ser chamado de uma visão de mundo holística, que concebe o mundo como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. Pode também ser denominado visão ecológica, se o termo 'ecológica' for empregado num sentido muito mais amplo e mais profundo que o usual. A percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos, e o fato de que, enquanto indivíduos e sociedades, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza (e, em última análise, somos dependentes desses processos)." (Fritjof Capra)

Quanto mais voltamos nossa atenção para as grandes dificuldades sociais de nossa época - quando nos detemos e refletimos sobre a grande crise em que vivemos, em todos os âmbitos de ação do ser humano e em todos os lugares -, mais percebemos as falhas de uma visão de mundo compartilhada por grande parte das pessoas influentes, responsáveis pelo comportamento do homem ocidental ( e que, hoje, atinge também o homem oriental ), como empresários, governantes e cientistas, e mais percebemos que estas falhas estão interligadas e não podem ser entendidas de forma isolada, ou linear, como peças autônomas de um relógio.

O conjunto de problemas que se abatem sobre as pessoas e a natureza estão profundamente enlaçados com uma determinada forma de se compreender o mundo, uma percepção da realidade que é reducionista, simplista e inadequada e que não leva em conta processos sistêmicos (interelacionados), psicológicos e orgânicos (ecológicos) presentes nos relacionamentos, no padrão de relação, entre pessoas, entre estas e a sociedade - e entre pessoas, sociedades e natureza -, e muito menos valores humanos e existenciais, formadores de referenciais umbilicalmente ligados à qualidade de vida da população mundial, já que fatores ou caracteres fenomenológicos não fazem parte do pensamento linear-racionalista, e muito menos se adequam em gráficos cartesianos.

A forma tradicional de se compreender ou de se perceber a realidade - enfim, o paradigma subjacente a nossa visão de mundo - vem condicionando o comportamento humano ocidental - e todas as suas instituições - por mais de três séculos. Ela é constituída basicamente da ideia de que todo o universo é uma grande máquina, sem vida ou qualquer sentido além do de um sistema mecânico similar ao das máquinas feitas pelo homem, e, por isso, dentro do fugaz período de tempo a que se resume uma vida humana, é perfeitamente lícito, dentro desta concepção filosófica, que o indivíduo procure extrair o máximo deste sistema morto, a fim de dar um significado ao que, em última análise, e de acordo com esta visão, não parece igualmente ter significado algum: a existência humana. Daí o conjunto de caracteres típicos de nossa sociedade industrial e capitalista: a visão da vida em sociedade como uma luta competitiva pela existência, a ênfase na sobrevivência mais que na vivência e na melhoria real da qualidade de vida a partir do enriquecimento interpessoal, a crença num progresso material ilimitado num contínuo crescimento econômico explorador de recursos naturais limitados, o patriarcalismo com suas várias facetas e formas de dominação, etc.

O esgotamento, a anti-naturalidade e a destrutibilidade desta "visão ou concepção de mundo" - que ainda é ardorosamente adotada por nossos líderes políticos, empresários, cientistas e instituições - vêm sendo constantemente apontadas, de modo claro, por várias pessoas desde o início do século passado, na crítica ao automatismo e alienação humanas decorrentes da revolução industrial, mas a ideologia do capitalismo, detentora dos meios de comunicação de massa, e as instituições econômicas, que sempre usaram de uma gigantesca máquina de propaganda, acabam por abafar, em parte, este despertar de consciências, e a impor uma ideologia propícia a mascarar e a distorcer a percepção dos fatos e a perpetuar um conjunto de ações favoráveis aos seus interesses o objetivos gananciosos, ou seja, ela constrói toda uma "realidade" ficcional e alienante, embotando o senso crítico das pessoas, a fim de perpetuar a estrutura de poder que lhe é mais aprazível.

Mas o nível de agressividade deste paradigma e desta ideologia contra o sistema vivo "Terra" vem sendo tão estupidamente trágica, que já não é mais possível fechar os olhos ante à degradação sócio-ambiental que nosso moderno mundo industrial tem promovido, a não ser que o grau de alienação tenha chegado a tal ponto que embotou até mesmo o sentir a dor que as misérias de nossa civilização tecnicista tem causada à natureza e aos homens. De todos os cantos do planeta vemos os efeitos nocivos da forma materialista (filosofia altamente calculada para fazer parte dos hábitos de consumo da população) e pretensamente racional (esquecendo-se da sabedoria organísmica e intuitiva) de ver o mundo, e os efeitos são:

o crescimento desordenado da população mundial, especialmente entre os países mais pobres (entre os quais se inclui o Brasil da era Neo-Liberal do vaidoso neo-imperador FHC), que é a resultante direta do crescimento das dificuldades sociais que impedem a educação básica que muito auxiliaria no planejamento familiar, aliás problema que aponta para o descaso que nossos políticos têm em pensar em termos sistêmicos e a longo prazo, e fazem da educação, como um todo, na prática, uma temática supérflua diante do ideal, basicamente industrial, de que o crescimento e riqueza de uma nação são medidos pelo crescimento linear da economia, que se concentra nas mãos de poucos, e de que um alto PIB é sinônimo de bem-estar social. Ora, sendo assim basta que a educação básica inculque os valores e os hábitos de um mundo industrial.

A escassez de recursos, a bizarra e surreal distribuição de renda e a degradação do meio ambiente a fim de saciar a ânsia de crescimento econômico dos empresários, e/ou - por meio da exploração irracional dos recursos humanos e naturais - para o pagamento da dívida externa ou para cobrir o rombo de instituições financeiras incompetentes, parasitárias ou corruptas que combinam-se com uma crescente miséria moral e física de nosso povo, numa alienação política de causar dó, e a uma completa falta de senso crítico e valores humanistas que levam ao colapso das comunidades locais e à violência urbana que se tornou uma característica básica de nossos tempos. E toda a máquina da ideologia de consumo e do crescimento de lurcros se põe, de forma drástica, contra tudo e todos que se levantem para questioná-la. Ainda nos está bem forte na memória o descaso ou a manipulação a ideias de homens como Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Betinho, Florestan Fernandes, os teólogos da Teologia da Libertação, os camponeses do MST, etc.

Existem soluções viáveis para os principais problemas sociais, mas o grande nó da questão está em mudarmos a nossa percepção individualista e egoísta e nossos valores burgueses em prol de um desenvolvimento sustentável, o que atinge em cheio a estrutura do poder e do sistema político-econômico de boa parte dos países, e, ainda mais, no Brasil, onde todos sabemos das desigualdades de todo o tipo entre os que tudo tem e os que nada tem, a grande maioria, e onde recai a maior parte do peso e da hipocrisia dos sistemas institucionais estabelecidos a princípio, ironicamente, para o bem do povo.

E, de fato, começamos a ver, cada vez mais amplamente em todo o mundo, principalmente na Europa, uma gradual mas inevitável mudança de paradigma na ciência e na sociedade, a partir das pessoas comuns, de estudantes, da base, e não mais de autoridades ou orgulhosos experts diplomados em fragmentos do conhecimento humano. Mas esta nova compreensão ainda está longe de ser sequer pensada pela maioria dos líderes políticos, e, ainda menos, pelos empresários.

O reconhecimento de que é necessária uma profunda e radical mudança de percepção e de metas para garantir a nossa sobrevivência e a das demais espécies vivas que compartilham conosco, em estreita correlação, a odisseia terrestre não é feito pelos detentores do poder político e econômico que, aliás, a veem como uma ameaça à estrutura que os sustenta. Eles sabem que os diferentes problemas estão inter relacionados, mas se recusam a reconhecer e adotar as chamadas soluções sustentáveis, preferindo fechar os olhos para não ver as consequências de suas atividades para as gerações futuras. A partir de um ponto de vista sistêmico, as únicas soluções viáveis são as soluções "sustentáveis", em que uma sociedade satisfaz suas necessidades sem diminuir as perspectivas das gerações futuras, como é comum de se vê nas chamadas "sociedades primitivas", como as indígenas, sem a carga intrometida da civilização branca. Nossa civilização se orgulha de seu racionalismo, mas o racionalismo é usado para justificar comportamentos profundamente irracionais e antiecológicos, num mecanismo justificador de racionalização. Ora, já não seria a hora de nos lembrarmos de que a humanidade, através da história, sempre se orgulhou do mais coração que da razão? Não é daí que vem o termo " fulano é humano", e outros semelhantes?

Existe um movimento de despertar para o fato de que as ações industriais, técnicas e altamente mecanicistas de nossa sociedade materialista está causando um sério abalo na qualidade de vida dos homens e demais seres vivos que constituem a biosfera. E movimentos como os do Green Peace, os dos vários partidos verdes e a ampla aceitação e debates de assuntos ecológicos, como na Rio-Eco 92, parecem ser "sintomas" de uma gradual mas cada vez mais irreversível consciência de que todos nós fazemos parte de uma teia frágil, linda e muito mais profunda do que nos fazem crer nossas estruturas científicas e comerciais... fazemos parte da teia da vida que constitui um enorme organismo vivo e hoje seriamente ameaçado pela ganância e sede de poder de órgãos econômicos, industriais, políticos, científicos e religiosos, todos voltados para o conquistar e o manter o poder, quer seja material, quer seja ideológico. Mas há uma movimentação interna visível contra tudo isso, afinal somos células e nervos de Gaia, a Terra viva, e esta nova percepção Holística, sistêmica ou interrelacional entre todas as coisas que nos cercam, é chamada de Ecologia Profunda.

O filósofo Arne Naess caracterizou da seguinte forma a Ecologia Profunda: "A essência da ecologia profunda consiste em fomular questões mais profundas", e, segundo Fritjof Capra, é essa também a essência de uma mudança de paradigma: "Precisamos estar preparados para questionar cada aspecto isolado do velho paradigma. Eventualmente, não precisaremos nos desfazer de tudo, mas antes de sabermos isso, devemos estar dispostos a questionar tudo. Portanto, a Ecologia Profunda faz perguntas profundas a respeito dos próprios fundamentos da nossa visão de mundo e do nosso modo de vida modernos, científicos, industriais, orientados para o crescimento e materialistas. Ela questiona todo esse paradigma com base numa perspectiva ecológica: a partir da perspectiva de nossos relacionamentos uns com os outros, com as gerações futuras e com a teia da vida da qual somos parte" (Capra, 1997, página 26).

Parques Estaduais

Parques Estaduais

No Brasil, parque estadual é a denominação dada às unidades de conservação de proteção integral da natureza pertencentes à categoria parque nacional do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), quando criadas na esfera administrativa estadual. A administração dos parques estaduais fica a cargo do órgão estadual responsável, que varia de acordo com a unidade federativa.

Os Estados Unidos e o México também contam com um sistema de parques estaduais administrados pelo nível estadual. Existem aproximadamente 3.675 parques estaduais (state parks) nos Estados Unidos.

Os parques estaduais são áreas protegidas de categoria II (parques nacionais), definida pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.

Paisagem Protegida

Paisagem Protegida

Em Portugal denominam-se paisagens protegidas a partes do território que, pelas suas características naturais ou culturais, denotam um interesse nacional. São geridas pelo Instituto da Conservação da Natureza ou pelos competentes serviços das regiões autônomas. Paisagem protegida é uma área com paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse regional ou local, que evidenciam grande valor estético ou natural, e interesse nacional.

Nicho Trófico

Nicho Trófico

Expressão proposta por Elton (1972), é a posição do organismo dentro de uma cadeia alimentar: produtor, herbívoro, carnívoro. Esse conceito apresenta algumas limitações de emprego, como nos casos de organismos que promovem o canibalismo, típico de várias espécies de copépodes zoo planctônicos, ou ainda, essencialmente onívoros, como o homem.

Ocupação Antrópica

Ocupação Antrópica

Ocupação antrópica é a ocupação de zonas terrestres pelo Homem e a decorrente exploração, segundo as necessidades e as atividades humanas, dos recursos naturais. Isto se traduz em pressões ou impactos sobre o meio ambiente, que podem exceder a capacidade de suporte e de regeneração dos ecossistemas constitutivos da biosfera, contribuindo para o seu desequilíbrio.
O que é ser verde?

O que é ser verde?

Nossa civilização atingiu o apogeu. As descobertas científicas e novas tecnologias nos permitem ter e fazer coisas impensáveis há três ou quatro gerações. Nas últimas três décadas, a Ciência avançou mais que em toda a História anterior. Além dos novos produtos, também temos a chance de retardar o envelhecimento e ganhar mais qualidade de vida. No entanto, tudo isso tem um custo que se reflete no meio ambiente.

Ao mesmo tempo em que conseguimos superar a maioria das dificuldades que ameaçava nossos ancestrais, promovemos com esse esforço uma das maiores crises ambientais do planeta. Nosso estilo de vida fez a Terra adoecer e evidenciou os problemas de relacionamento que sempre marcaram a espécie humana.

Simples ações individuais, como dirigir um carro, somadas a outros pequenos atos pessoais, acabam se tornando uma grande “bola de neve”, incontrolável e extremamente poluída. Afinal, são seis bilhões de pessoas no planeta. Se cada um de nós jogar um único saquinho plástico em rios, mares, campos ou florestas, estaremos causando um problema terrível ao ecossistema. O que dizer, então, do lixo produzido todos os dias? Do nosso consumo inconsequente de eletricidade ou das emissões dos veículos? É preciso, mais do que nunca, ser verde.

O que é ser verde?Mas o que é, exatamente, tal conceito? À medida que a consciência das pessoas se amplia com relação aos problemas ambientais provocados pela sociedade, muitas empresas lançam o slogan: “Somos verdes”. No entanto, é mais fácil dizer que se é verde do que realmente sê-lo.

Alguns se agarram na tese de que é preciso desenvolver tecnologias limpas, mas se esquecem de que o drama da desigualdade humana é um dos precursores dos problemas ecológicos atuais.

Ser verde é mais que isso. É ter consciência de que nossos atos individuais causam um impacto negativo na natureza. É não esperar que apenas o outro – empresas e governo – apresentem soluções ou se comprometam. É assumir pessoalmente o cuidado com o meio ambiente e adotar medidas que revertam o atual quadro sem a necessidade de abrir mão de nosso estilo de vida.

O conceito está diretamente ligado à reciclagem e ao não-desperdício. Ser verde é adotar as tecnologias disponíveis para economizar água e eletricidade – uso de lâmpadas frias ou de painéis solares – ou que reduzam as emissões de CO2 dos veículos – tecnologia flex ou o uso de kits de gás natural veicular (GNV).

Ser verde é consumir com consciência. Aqui, vale uma ressalva: isso não significa consumir menos, mas refletir sobre a real necessidade de se adquirir um bem e, depois, só comprá-lo de empresas que atuam com responsabilidade social e ecológica, mesmo que tais produtos sejam um pouco mais caros.

Ser verde vai além do consumo. O adepto também deve levar o debate sobre a questão ambiental a todos os círculos dos quais participa. Além disso, é fundamental que escolha seus representantes no Congresso com base no compromisso deles com a preservação da natureza, ou seja, exercendo sua cidadania ambiental.

Centro de endemismo e Hotspot

Centro de endemismo e Hotspot

Centro de endemismo
São áreas que possuem duas ou mais espécies endêmicas. A Amazônia não é homogênea, pois cada setor do enorme bioma possui o seu próprio conjunto de espécies endêmicas, ou seja, espécies que não ocorrem em nenhuma outra região do planeta.  Um centro de endemismo é uma região identificada por pesquisadores como sendo uma área que concentra um elevado numero de espécies que só ocorrem.

Hotspots
O conceito Hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers para resolver um dos maiores dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra?

Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída no planeta, Myers procurou identificar quais as regiões que concentravam os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Ele chamou essas regiões de Hotspots.

Hotspot é, portanto, toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. É considerada Hotspot uma área com pelo menos 1.500 espécies endêmicas de plantas e que tenha perdido mais de 3/4 de sua vegetação original.

1996-1999: o primatólogo norte-americano Russell Mittermeier, presidente da CI, ampliou o trabalho de Myers com uma pesquisa da qual participaram mais de 100 especialistas. Esse trabalho aumentou para 25 as áreas no planeta consideradas Hotspots. Juntas, elas cobriam apenas 1,4% da superfície terrestre e abrigavam mais de 60% de toda a diversidade animal e vegetal do planeta.

fev/2005: A CI atualiza a análise dos Hotspots e identifica 34 regiões, habitat de 75% dos mamíferos, aves e anfíbios mais ameaçados do planeta. Nove regiões foram incorporadas à versão de 1999. Mesmo assim, somando a área de todos os Hotspots temos apenas 2,3% da superfície terrestre, onde se encontram 50% das plantas e 42% dos vertebrados conhecidos.

No Brasil há dois Hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado. Para estabelecer estratégias de conservação dessas áreas, a CI-Brasil colaborou com o Projeto de Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade dos Biomas Brasileiros, do Ministério do Meio Ambiente. Centenas de especialistas e representantes de várias instituições trabalharam juntos para identificar áreas prioritárias para a conservação do Cerrado (em 1998) e da Mata Atlântica (em 1999).

Fontes:
www.megatimes.com.br 
http://an.locaweb.com.br/Webindependente/ciencia/ecologiaprofunda.htm

Poluição Ambiental do Ar, da Água, do Solo, Radioativa, Calor e Ruído

Poluição Poluição Ambiental, do Ar, da Água, do Solo, Poluição Radioativa, Calor e Ruído

Poluição Ambiental

Poluição Ambiental

A poluição ambiental tem sua origem a partir do momento em que o homem começou a utilizar a agricultura para a sua sobrevivência. Inicialmente, essa relação era equilibrada. O homem era apenas coletor e caçador, vivendo de forma integrada aos ecossistemas. Dessa forma, os recursos naturais eram mantidos intactos sob a ótica da intervenção humana, ficando apenas a mercê dos fenômenos naturais.

Com o passar do tempo, a atividade da agricultura tomou novas proporções. Era necessário mais que o básico para garantir a subsistência e, assim, o homem passou a interferir no equilíbrio ambiental. Para garantir mais produção, era necessário mais espaço físico, o que levou o homem às práticas de queimadas e derrubadas de florestas.
 
Juntamente com a agricultura, a criação de gado (pecuária) também contribuiu para a instalação do desequilíbrio ambiental. O que o ambiente oferecia já não era suficiente. Adicionalmente, mais florestas foram derrubadas, afim de plantar grãos necessários à alimentação desses rebanhos.

Porém, foi com a Revolução Industrial, que a influência do homem sobre os recursos naturais atingiu níveis preocupantes. A Revolução Industrial permitiu o crescimento das diversas indústrias, que não só contribuíram para aumentar a qualidade de vida das pessoas, mas também permitiu o crescimento populacional, influenciando de forma negativa o meio ambiente.

Nesse contexto, a explosão demográfica e seus decorrentes problemas sociais fizeram com que a poluição ambiental emergisse de forma acentuada e perigosa. São sérios problemas e desastres ambientais, provocados principalmente pela forma de produção humana, ou seja, pela maneira com que a sociedade passou a se relacionar com os recursos naturais após a Revolução Industrial.

No estudo da poluição ambiental, são vários os poluentes ambientais, porém, alguns se destacam pela sua presença em todo mundo e também pelas suas consequências. Os poluentes são relacionados com a sua respectiva origem.

A poluição ambiental é uma questão bastante discutida na atualidade e pode ser estudada sob diversos aspectos e perspectivas. A poluição é classificada de acordo com o meio em que ocorre. Assim, as alterações que ocorrem na água, no ar e no solo, classificam-se, respectivamente, como poluição da água ou hídrica, do ar ou atmosférica e do solo. Nos vários ambientes em que a poluição pode ocorrer, essa pode ser variável, de acordo com o tipo de contaminante presente o que a classifica em: Química, Térmica, Biológica, Radioativa e Mecânica.

a) Poluição Química

A Poluição Química é dividida em Poluição Química Brutal e Poluição Química Insidiosa ou Crônica.

A Poluição Química Brutal ocorre pelos lançamentos maciços de dejetos industriais no meio ambiente, tais como ácidos, álcalis, metais pesados, hidrocarbonetos, fenóis, detergentes, dentre outros. Caracteriza-se pelos seus efeitos brutais sobre ao ambiente. Já a Poluição Química Insidiosa ou Crônica ocorre de maneira mais ou menos sistemática, com menor quantidade de poluentes. Seus efeitos são frequentemente intensificados devido à mistura de vários tipos de poluentes, que são bem mais nocivos quando agem sinergicamente com outros do que quando agem separadamente. Nesta categoria, estão incluídos os detergentes sintéticos, os subprodutos do petróleo, os pesticidas e resíduos químicos diversos.


b) Poluição Biológica ou Orgânica

A Poluição Biológica ou Orgânica é o tipo de poluição cujos poluentes se caracterizam por serem materiais orgânicos fermentáveis. Nesta categoria, são fontes poluidoras, principalmente, os esgotos domésticos, as indústrias de lacticínios, os curtumes, os matadouros, as indústrias têxteis e de celulose.

c) Poluição Térmica

A Poluição Térmica decorre da elevação da temperatura média do ambiente. Mais comum nos ambientes aquáticos, tem sua origem no aquecimento das águas utilizadas no resfriamento de reatores de usinas térmicas, nas centrais elétricas, nas refinarias de petróleo, destilarias, etc.


d) Poluição Mecânica

A Poluição Mecânica é decorrente de grandes quantidades de argila, areia, calcário e escórias derivadas da dragagem de corpos d’água, da indústria de mineração, da abertura de estradas.


e) Poluição Radioativa

A Poluição Radioativa origina-se nas explosões atômicas, em acidentes de usinas nucleares e no lixo atômico. As águas utilizadas no resfriamento dos reatores atômicos, além de poluírem termicamente, são capazes de arrastar resíduos radioativos para rios e mares. Esse tipo de poluição é caracterizada por promover riscos irreversíveis aos organismos e meio ambiente.

A poluição é um problema mundial e também reflete o aspecto socioeconômico de uma região. Por exemplo, em regiões com baixos índices de desenvolvimento, o tipo de poluição frequente é a chamada poluição “da miséria”, ou seja, aquela relacionada à deficiência de saneamento básico. Já em regiões desenvolvidas, dotadas de uma economia estável, outro tipo de poluição está presente, é aquela denominada poluição “tecnológica”. A poluição tecnológica, considerada bem mais violenta, é representada pelo uso indiscriminado de pesticidas e muitos outros produtos industriais responsáveis por enormes danos ao ambiente.

Atualmente, devido à preocupação crescente da sociedade com relação às questões ambientais, principalmente às questões de poluição, várias estratégias têm sido utilizadas na precaução dos riscos, uma delas é a avaliação da poluição ambiental. Neste contexto, dois conceitos devem ser ressaltados: o indicador de poluição e o padrão de qualidade ambiental.


• Indicador de poluição

O indicador de poluição é caracterizado como um parâmetro ou um conjunto de parâmetros utilizado para mensurar o nível de poluição, quer seja da fonte poluidora ou do ambiente. Para a realização desse procedimento são utilizados diversos tipos de indicadores. Um exemplo é a utilização de líquens como indicadores de poluição atmosférica em alguns países.


• Padrão de qualidade

É um parâmetro ou grupo de parâmetros utilizado para diagnosticar a poluição ambiental.

Essa ferramenta é responsável por fixar a quantidade ou a concentração aceitável de determinado poluente no ambiente. Esses valores são fixados por órgãos internacionais e também por órgãos de controle ambientais nacionais.

Como forma de facilitar os estudos de avaliação da poluição ambiental propõe-se o seguinte roteiro básico:
1. Identificar as fontes poluidoras;

2. Associar poluentes às fontes poluidoras;
3. Escolher os indicadores de poluição que melhor representem os poluentes;
4. Comparar os indicadores de poluição com os padrões de qualidade ambiental esperados ou desejados para aquele ambiente;
5. Estabelecer o parecer sobre as condições ambientais avaliadas, isto é, sobre o grau de poluição no ambiente estudado.

Embora a poluição do ar sempre tenha existido -- como nos casos das erupções vulcânicas ou da morte de homens asfixiados por fumaça dentro de cavernas -- foi só na era industrial que se tornou problema mais grave. Ela ocorre a partir da presença de substâncias estranhas na atmosfera, ou de uma alteração importante dos constituintes desta, sendo facilmente observável, pois provoca a formação de partículas sólidas de poeira e fumaça. 

Em 1967, o Conselho da Europa definiu a poluição do ar nos seguintes termos: "Existe poluição do ar quando a presença de uma substância estranha ou a variação importante na proporção de seus constituintes pode provocar efeitos prejudiciais ou criar doenças." Essas substâncias estranhas são os chamados agentes poluentes, classificados em cinco grupos principais: monóxido de carbono, partículas, óxidos de enxofre, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio. Encontram-se suspensos na atmosfera, em estado sólido ou gasoso. 

As causas mais comuns de poluição do ar são as atividades industriais, combustões de todo tipo, emissão de resíduos de combustíveis por veículos automotivos e a emissão de rejeitos químicos, muitas vezes tóxicos, por fábricas e laboratórios. 

O principal poluente atmosférico produzido pelo homem (o dióxido de carbono e o vapor d'água são elementos constitutivos do ar) é o dióxido sulfúrico, formado pela oxidação do enxofre no carvão e no petróleo, como ocorre nas fundições e nas refinarias. Lançado no ar, ele dá origem a perigosas dispersões de ácido sulfúrico. Às vezes, à poluição se acrescenta o mau cheiro, produzido por emanações de certas indústrias, como curtumes, fábricas de papel, celulose e outras. 

O dióxido de carbono, ou gás carbônico, importante regulador da atmosfera, pode causar modificações climáticas consideráveis se tiver alterada a sua concentração. É o que ocorre no chamado efeito estufa, em que a concentração excessiva desse gás pode provocar, entre outros danos, o degelo das calotas polares, o que resulta na inundação das regiões costeiras de todos os continentes. O monóxido de carbono, por sua vez, é produzido sobretudo pelos automóveis, pela indústria siderúrgica e pelas refinarias de petróleo. Outros poluentes atmosféricos são: hidrocarbonetos, aldeídos, óxidos de azoto, óxidos de ferro, chumbo e derivados, silicatos, flúor e derivados, entre outros. 

No final da década de 1970, descobriu-se nova e perigosa consequência da poluição: a redução da camada de ozônio que protege a superfície da Terra da incidência de raios ultravioleta. Embora não esteja definitivamente comprovado, atribuiu-se o fenômeno à emissão de gases industriais conhecidos pelo nome genérico de clorofluorcarbonos (CFC). Quando atingem a atmosfera e são bombardeados pela radiação ultravioleta, os CFC, muito usados em aparelhos de refrigeração e em sprays, liberam cloro, elemento que destrói o ozônio. Além de prejudicar a visão e o aparelho respiratório, a concentração de poluentes na atmosfera provoca alergias e afeta o sangue e os tecidos ósseo, nervoso e muscular.

Padrão de qualidade

Poluição do solo

A poluição pode afetar também o solo e dificultar seu cultivo. Nas grandes aglomerações urbanas, o principal foco de poluição do solo são os resíduos industriais e domésticos. O lixo das cidades brasileiras, por exemplo, contém de setenta e a oitenta por cento de matéria orgânica em decomposição e constitui uma permanente ameaça de surtos epidêmicos. O esgoto tem sido usado em alguns países para mineralizar a matéria orgânica e irrigar o solo, mas esse processo apresenta o inconveniente de veicular microrganismos patogênicos. Excrementos humanos podem provocar a contaminação de poços e mananciais de superfície. Os resíduos radioativos, juntamente com nutrientes, são absorvidos pelas plantas. Os fertilizantes e pesticidas sintéticos são suscetíveis de incorporar-se à cadeia alimentar. 

Fator principal de poluição do solo é o desmatamento, causa de desequilíbrios hidrogeológicos, pois em consequência de tal prática a terra deixa de reter as águas pluviais. Calcula-se que no Brasil sejam abatidos anualmente trinta mil quilômetros quadrados de florestas, com o objetivo de obter madeira ou áreas para cultivo. 

Outra grande ameaça à agricultura é o fenômeno conhecido como chuva ácida. Trata-se de gases tóxicos em suspensão na atmosfera que são arrastados para a terra pelas precipitações. A chuva ácida afeta  regiões com elevado índice de industrialização e exerce uma ação nefasta sobre as áreas cultivadas e os campos em geral.

Poluição radioativa, calor e ruído

Poluição radioativa, calor e ruído

Um tipo extremamente grave de poluição, que afeta tanto o meio aéreo quanto o aquático e o terrestre, é o nuclear. Trata-se do conjunto de ações contaminadoras derivadas do emprego da energia nuclear, e se deve à radioatividade dos materiais necessários à obtenção dessa energia. A poluição nuclear é causada por explosões atômicas, por despejos radioativos de hospitais, centros de pesquisa, laboratórios e centrais nucleares, e, ocasionalmente, por vazamentos ocorridos nesses locais.

 Também podem ser incluídos no conceito de poluição o calor (poluição térmica) e o ruído (poluição sonora), na medida em que têm efeitos nocivos sobre o homem e a natureza. O calor que emana das fábricas e residências contribui para aquecer o ar das cidades. Grandes usinas utilizam águas dos rios para o resfriamento de suas turbinas e as devolvem aquecidas; muitas fábricas com máquinas movidas a vapor também lançam água quente nos rios, o que chega a provocar o aparecimento de fauna e flora de latitudes mais altas, com consequências prejudiciais para determinadas espécies de peixes.

O som também se revela poluente, sobretudo no caso do trânsito urbano. O ruído máximo tolerável pelo homem, sem efeitos nocivos, é de noventa decibéis (dB).Diversos problemas de saúde, inclusive a perda permanente da audição, podem ser provocados pela exposição prolongada a barulhos acima desse limite, excedido por muitos dos ruídos comumente registrados nos centros urbanos, tais como o som das turbinas dos aviões a jato ou de música excessivamente alta.

No Brasil, além dos despejos industriais, o problema da poluição é agravado pela rápida urbanização (três quartos da população do país vivem nas cidades), que pressiona a infra-estrutura urbana com quantidades crescentes de lixo, esgotos, gases e ruídos de automóveis, entre outros fatores, com a consequente degradação das águas, do ar e do solo. Já no campo, os dois principais agentes poluidores são as queimadas, para fins de cultivo, pecuária ou mineração, e o uso indiscriminado de agrotóxicos nas plantações. Tais práticas, além de provocarem desequilíbrios ecológicos, acarretam riscos de erosão e desertificação.

Poluição do Ar Mata mais que Acidentes de Trânsito

Poluição do Ar Mata mais que Acidentes de Trânsito

Pesquisa inédita feita pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade aponta que, em 2011, concluira que as consequências da poluição do ar matam mais gente no Grande ABC do que os acidentes de trânsito. 936 pessoas morreram em razão de complicações provocadas pela inalação de poluentes. No mesmo ano, o Ministério da Saúde aponta 235 mortes na região por ocorrências ligadas aos transportes.

Para chegar às estatísticas, o instituto cruzou dados da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) com informações da OMS (Organização Mundial da Saúde). A pesquisa foi divulgada ontem em evento na Câmara Municipal de São Paulo.

Santo André é a cidade da região com mais casos registrados: 302 mortes, seguida de perto por São Bernardo, com 300. Em seguida, aparecem Mauá (140), Diadema (115) e São Caetano (106). Em todo o Estado, foram computados 17.443 óbitos em decorrência das toxinas no ar. Não há estatísticas disponíveis sobre Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

A poluição também provoca forte impacto nos cofres públicos. Foram gastos R$ 5,8 milhões em 2011 com internações. Problemas cardiovasculares e respiratórios são a maioria dos casos que demandaram permanência dos pacientes em hospitais. Outra consequência comum é o câncer.

“Com R$ 5,8 milhões é possível fazer um Ambulatório Médico de Especialidades equipado ou custear o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) da região. E esse valor está subestimado. Não são computadas as faltas dos trabalhadores, os remédios comprados e a redução da expectativa de vida”, comenta o médico e professor da USP (Universidade de São Paulo) Paulo Saldiva, especialista em poluição do ar.

O nível médio de emissão de materiais particulados no Grande ABC é de 22,34 microgramas por metro cúbico – mais que o dobro dos dez considerados como aceitáveis pela OMS. São Bernardo (24,19) e São Caetano (23,23) lideram a lista. Uma das medidas sugeridas por Saldiva para diminuir o lançamento de poluentes é a expansão da inspeção veicular ambiental – hoje feita apenas na Capital – para todo o Estado.

Em maio, a Justiça paulista acatou liminar do Ministério Público para que o procedimento seja obrigatório em todos os municípios de São Paulo, mas o prazo para início é apenas a metade do ano que vem. “Um ponto positivo é o fato de que, a partir do momento em que uma cidade opta por limpar o ar, os impactos são quase imediatos”, garante o médico.

Já a médica Evangelina Vormittag, presidente do instituto, cobra a criação de leis que imponham limites rigorosos à emissão de poluentes por parte de veículos automotores e indústrias. “Faltam políticas públicas de combate para diminuir isso, especialmente no Grande ABC, cuja característica industrial é muito forte.”

Evangelina acrescenta que, além da quantidade de substâncias que é lançada ao ar, o clima também influencia nas medições. “Em 2009, por exemplo, foram registrados índices inferiores aos que estamos acostumados. Mas foi um ano atípico, considerando as condições climáticas muito favoráveis para a dispersão de poluentes, como a chuva e o vento. Quanto mais seco o tempo, pior. Isso se reflete também na saúde.” 

90% dos Europeus Vivem em Áreas com Alto Índice de Poluição
Quase 90% dos moradores de zonas urbanas europeias continuam expostos a uma poluição com partículas e um número ainda maior ao ozônio, em níveis que superam os recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), adverte um relatório da Agência Europeia do Meio Ambiente (AEE).

 "Grandes proporções da população não vivem em um ambiente saudável (...). A Europa deve ir mais longe na legislação aprovada", menos rígida que as recomendações da OMS, considera o diretor-executivo da AEE, Hans Bruyninckx.

A emissão de partículas PM10 (de diâmetro inferior a 10 microns) e PM 2,5 diminuiu respectivamente 14% e 16% na União Europeia entre 2002 e 2011, indica o relatório da AEE.

Poluição do Ar

No entanto, em 2011, 33% dos habitantes da UE viviam em zonas onde as concentrações máximas autorizadas de PM10 em 24 horas foram superadas.

De acordo com as normas da OMS, que não são obrigatórias, trata-se de 88% da população urbana.

As partículas de menor tamanho penetram profundamente nos pulmões e no sangue, provocando patologias respiratórias e cardiovasculares. As PM10 são emitidas principalmente por processos mecânicos como as atividades de construção, enquanto as PM 2,5 resultam da combustão (madeira, combustível, especialmente diesel).

Por sua vez, 98% das populações urbanas estiveram expostas desde 2011 a concentrações de ozônio superiores às recomendações da OMS. O ozônio resulta das transformações, sob os efeitos dos raios solares, das emissões dos veículos a motor e das atividades industriais, e provoca irritação para as vias respiratórias.

Um relatório europeu publicado na terça-feira (15 de outubro de 2013) pelo "Lancet Respiratory Journal", baseado em 14 estudos realizados em 12 países em 74 mil mulheres, mostra que uma exposição ainda limitada a PM 2,5 durante a gravidez aumenta os riscos de peso insuficiente no recém-nascido.

Um peso de menos de 2,5 kg após 37 semanas de gestação pode provocar problemas respiratórios durante a infância, assim como dificuldades cognitivas.

Poluição da Água

Poluição da Água A utilização da água como recurso diminui sua qualidade e, em muitos casos, ao ser devolvida após sua utilização, provoca deteriorização do meio ambiente. No ciclo hidrológico do planeta, a qualidade da água é afetada pelas características do ambiente do qual está inserida. Mesmo em condições naturais, a qualidade da água é afetada pelo escoamento superficial e infiltração no solo, incorporando partículas ou dissolvendo íons.
As atividades e fontes que mais geram poluição aquática são:
- as águas residuárias urbanas (esgoto doméstico);
- os efluentes industriais;
- as águas de escoamento geradas pelas atividades terrestres ;
- a deposição da poluição atmosférica;
- os lixiviados gerados pelos vertedouros e pelas explorações minerais.
As fontes de poluição podem ser classificadas em:
- Pontual: Descarga concentrada como, por exemplo, um emissário descarregando os esgotos de uma comunidade num rio, ou as águas que servem a uma residência lançadas diretamente nos córregos;
- Não pontual: Os poluentes entram ao longo de grande extensão como, por exemplo, a drenagem pluvial natural. Os efluentes procedem das águas das chuvas e podem conter agrotóxicos, óleos, metais pesados etc. Trata-se de uma poluição de difícil controle e pode manifestar-se em lugares distantes dos locais geradores, bem como a longo prazo, há que os poluentes podem ficar retidos no solo, retardando sua detecção.
A interferência humana, quer de forma concentrada, quer de forma dispersa, afeta a qualidade da água, motivo pelo qual impõe-se tratá-la após seu uso, evitando-se impactos ambientais negativos.
Em geral, o tratamento de resíduos pode ser feito de acordo com três métodos diferentes, apontados a seguir:
Métodos de tratamento de águas residuárias
Diluição ou eliminação
Seu objetivo é conseguir que a concentração final de poluentes seja a correta para o meio ambiente, a qual é atingida diluindo os poluentes nas mesmas águas da corrente receptora. Um exemplo típico são os emissários submarinos que conduzem os poluentes até correntes profundas e distantes, onde se diluem.
Acumulação ou injeção no terreno
Os poluentes são injetados em caixas sedimentares do terreno, entre capas totalmente impermeáveis. Este método não deve ser praticado caso existam águas subterrâneas.
Concentração ou tratamento específico
Consiste na aplicação de um tratamento físico, químico ou biológico (segundo as características das substâncias poluentes a serem eliminadas), de forma que os poluentes fiquem concentrados
Poluição das Águas dos Rios e Mares O objetivo dos tratamentos de depuração das águas residuárias é o de separar, concentrar ou transformar os diferentes tipos de poluentes presentes na água para garantir a qualidade exigida pela legislação e também para que se possa lançar o efluente ao corpo receptor final. A depuração é efetuada através de uma série de etapas ou operações unitárias sequenciais, podendo estas serem realizadas de forma centrada ou individual.

Poluição das Águas dos Rios e Mares

Desde os tempos mais remotos o homem costuma lançar seus detritos nos cursos de água. Até a Revolução Industrial, porém, esse procedimento não causava problemas, já que os rios, lagos e oceanos têm considerável poder de auto limpeza, de purificação. Com a industrialização, a situação começou a sofrer profundas alterações. O volume de detritos despejados nas águas tornou-se cada vez maior, superando a capacidade de purificação dos rios e oceanos, que é limitada. Além disso, passou a ser despejada na água uma grande quantidade de elementos que não são biodegradáveis, ou seja, não são decompostos pela natureza. Tais elementos - por exemplo, os plásticos, a maioria dos detergentes e os pesticidas - vão se acumulando nos rios, lagos e oceanos, diminuindo a capacidade de retenção de oxigênio das águas e, consequentemente, prejudicando a vida aquática.

A água empregada para resfriar os equipamentos nas usinas termelétricas e atomelétricas e em alguns tipos de indústrias também causa sérios problemas de poluição. Essa água, que é lançada nos rios ainda quente, faz aumentar a temperatura da água do rio e acaba provocando a eliminação de algumas espécies de peixes, a proliferação excessiva de outras e, em alguns casos, a destruição de todas.

Um dos maiores poluentes dos oceanos é o petróleo. Com o intenso tráfego de navios petroleiros, esse tipo de poluição alcança níveis elevadíssimos. Além dos vazamentos causados por acidente, em que milhares de toneladas de óleo são despejados na água, os navios soltam petróleo no mar rotineiramente, por ocasião de lavagem de seus reservatórios. Esses resíduos de petróleo lançados ao mar com a água da lavagem representam cerca de 0,4 a 0,5% da carga total.

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Poluição pelos Pesticidas

Poluição pelos Pesticidas
A Poluição pelos Pesticidas
Os venenos que o homem usa para proteger suas colheitas contra roedores, inseto, fungos e bactérias, continuam agindo, às vezes, muito além dos campos de batalha.


Quanto ao uso de pesticidas, demasiados interesses materiais e financeiros - indústria química, produção agrícola - e demasiados sentimentalismos e conclusões apressadas complicaram um problema sobre o qual, no entanto, já se possui atualmente uma série de informações provenientes de um número crescente de experiências e observações.

Hoje, em todo mundo, a agricultura constitui uma área de desastres ecológicos. Lavouras de monoculturas convida um surto de pragas, às quais respondemos com inseticidas que, na maior parte das vezes matam mais insetos inofensivos do que pragas a serem combatidas. Assim, os pesticidas, especialmente os persistentes, simplificam os ecossistemas causando a remoção das defesas naturais de pragas.

Além da instabilidade causada no ecossistema pela simplificação, as pragas, que a primeira vista pereciam controladas, muitas vezes retornam em números maiores do que antes. Isso se deve ao fato de que, os pesticidas selecionam as pragas que já eram persistentes, que por sua vez se multiplicam para formar populações imunes. Como exemplo, podemos citar a mosca doméstica, que hoje resiste ao DDT.

Conceito de Pesticida
É um nome geral que designa as substâncias químicas empregadas na luta contra as pragas animais ou vegetais que custam prejuízos ao homem e às suas culturas.

Poluição pelos Pesticidas
Concentração do inseticida DDD ao longo dos níveis tróficos do Clear Lake, Califórnia
Principais Tipos de Pesticidas

Inseticidas
Os inseticidas conhecidos atualmente não são seletivos, na sua quase totalidade, matando indiscriminadamente todos os insetos, tantos nocivos quanto úteis ou indiferentes.

Lhoste, em 1962, inventariou mais de 150 inseticidas diferentes. Para fins didáticos, dividiremos os inseticidas em 3 grandes grupos, considerando sua natureza química ou sua origem: os inseticidas inorgânicos, feitos principalmente a base de arsênico e flúor; os inseticidas de origem vegetal, principalmente a nicotina, extraída do tabaco, o piretro, extraída de diversos compostos do gênero Chrysanthemum e a rotenona, extraída de diversas papilionáceas; os inseticidas orgânicos sintéticos, os mais comuns hoje em dia, pois são fabricados industrialmente em grande escala e a um preço de custo relativamente baixo. Dos inseticidas orgânicos sintéticos são três dos grupos que merecem destaque:

Grupo dos Compostos Organo-Sintéticos Clorados
Estes apresentam em sua estrutura molecular, uma cadeia variável de carbonos ligados por íons de cloro e hidrogênio. Alguns podem caracterizar-se por apresentarem enxofre e oxigênio.

O clorados apresentam um maior poder residual e acumulativo em relação a outros grupos, determinando uma séria limitação no seu emprego, não só pelos seu largo espectro residual, como também pelos problemas crônicos que podem provocar nos organismos vivos. O uso indiscriminado dos clorados afeta significativamente o equilíbrio biológico.
Dos clorados os principais são os seguintes:

DDT (diclodifeniltricloroetano): Inseticida clorado cuja síntese fio realizada pela primeira vez em 1874, pelo químico alemão Othmar Zeidler, mas suas propriedades inseticidas foram descobertas somente em 1939, pelo químico suíço Paul Müller.

O DDT, cuja produção anual em todo mundo ultrapassa 100.000 toneladas, age por contato, penetrando através da cutícula quitinosa do inseto, paralisando os mecanismos respiratórios e interferindo no sistema nervoso. Este inseticida é particularmente tóxico para os vertebrados pecilotermos (peixes, répteis e anfíbios).

A característica principal do DDT é a sua insolubilidade em água e sua solubilidade em gorduras e óleos. Nos animais homeotermos ele causa intoxicação crônica, caracterizada por uma decomposição vagarosa. O DDT continua ativo no solo, até trinta anos depois de aplicado (calcula-se em mais de 1 milhão de toneladas de DDT presente no solo). Espalhado por todo mundo, já se constatou sua presença, em quantidades consideráveis, em mariscos, peixes, aves e focas do Mar do Norte e do Mar Báltico, bem como em aves, peixes e focas da região antártida, no extremo oposto do globo. O DDT, como outros inseticidas, é assimilado por organismos vegetais e animais que os armazenam sem sofrer as conseqüências letais dessa concentração. Através do ciclo alimentar dos animais e plantas, dá-se um enriquecimento dos elementos tóxicos que passam de um organismo para o outro, até que acaba se formando uma dose de efeito realmente letal. Como exemplo deste fato, podemos citar o clássico fenômeno de Clear Lake, na Califórnia:

O lago foi tratado com DDD (inseticida aparentado com o DDT) em 1949, 1954 e 1957 a fim de eliminar um mosquito inofensivo porque não pica, mas incômodo porque forma verdadeiras nuvens na vizinhança da água. O DDD foi espalhado em dose aparentemente fraca de 0,015 partes por milhão (ppm). Do meio líquido o produto concentrou-se no plâncton na proporção de 5 ppm, nos peixes vegetarianos comedores de plâncton uma quantidade ainda maior (de 40 a 1000 ppm), nos bagres que comem os pequenos peixes em quantidades de 350 a 2500 ppm e, finalmente, na extremidade da cadeia alimentar os mergulhões (Aechmophorus occidentalis) foram dizimados e seus efetivos passaram de, aproximadamente, 1.000 casais a 30 casais, aparentemente estéreis porque entre 1958 e 1963 foi visto apenas um único filhote no lago. Os pássaros mortos continham entre 1.500 e 2.500 ppm de DDD na gordura, o que o inseticida tinha sido concentrado mais de 100.000 vezes a aplicação inicial.

Em 1969, o Departamento de Saúde de EEUU recomendou ao governo americano que proibisse a comercialização do DDT, pois várias pesquisas haviam revelado que esse pesticida podia ser responsável pela formação de tumores malignos no fígado e nos pulmões. Constatou-se também que o DDT pode provocar sérios distúrbios renais e hepáticos, além de graves alterações no sistema nervoso.

Proibido na Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Chipre, Hungria, Noruega, Dinamarca, Suécia, Japão, Taiwan, U.R.S.S., Alemanha Ocidental, estados Unidos, é criminoso que alguns desses governos permitem a exportação desses produtos para países em desenvolvimento da África, da Ásia e da América Latina.

O uso do DDT e de outros inseticidas em doses maciças resulta na diminuição de sua eficácia, pois vários insetos têm desenvolvido uma capacidade de resistência cada vez maior aos seus efeitos. Por essa razão, atualmente costuma-se aplicar um inseticida em combinação com outros. Na opinião de muitos cientistas, o único meio realmente eficaz de se combater as pragas que devastam as lavouras, sem criar graves ameaças à saúde humana seria a utilização sistemática e em larga escala de seus inimigos naturais (controladores biológicos). No Havaí, por exemplo, o principal agente exterminador dos besouros que atacam os canaviais é um sapo comum (Bufo marinus), criado pelos agricultores junto às plantações. A introdução de doenças dos insetos poderia dar igualmente bons resultados. Vários microorganismo, vírus, bactérias, fungos, ou mesmo nematóides, são susceptíveis de determinar doenças nos insetos. Outra maneira de controle, que deve ser mais pesquisado é a de introduzir machos esterilizados que entram em competição com os machos normais (esterilização por erradicação em laboratório ou produtos químicos esterilizantes misturados com iscas na natureza).

Dieldrin: Clorado muito tóxico de grande persistência no solo (de 5 a 25 anos) e nas gorduras animais e vegetais, sendo muito perigoso para a fauna selvagem.

Endrin: com menor poder residual que o anterior, este inseticida requer os máximos cuidados quando de seu emprego, por ser violento desequilibrador do bio-ambiente, quando aplicado sem critério técnico.

BHC (hexaclorociclohexano): Composto clorado, sintetizado pela primeira vez em 1825 por Faraday, cujas propriedades inseticidas foram descobertas em 1943, junto com o DDT, é um dos mais usados no Brasil. Conforme pesquisa do Instituto Adolfo Lutz, São Paulo, o BHC é o inseticida que está presente com maior freqüência nos alimentos de origem vegetal consumidos pela população paulista.

Os alimentos contaminados por BHC geralmente apresentam um gosto semelhante a mofo.

Além dos clássicos inseticidas clorados já citados, existem outros muito usados, como o lindam, o chlordane, o dieldrin, o toxafene, heptacloro, endosulfan, strobane, etc.

Grupo dos Compostos Organo-Fosforados
São compostos derivados do éster do ácido fosfórico, distintos dos demais grupos por apresentar ação sistêmica e de profundidade, além da ação de contato, ingestão e fumigação.

Os princípios ativos fosforados agem como inibidores de um enzima denominada colinesterase, provocando sérias conseqüências nos organismo animais. O contato, ingestão ou aspiração de doses elevadas de organo-sintéticos, fosforados, provocam intoxicações agudas que ocasionam lesões nos órgãos mais afetados. Esse grupo inclui o paration, o malation, o fosfrin, o mevinphos, etc.

Grupo dos Compostos Organo-Carbamatos
Estes inseticidas são derivados do ácido carbônico, possuindo compostos extremamente tóxicos.
A maioria age sobre insetos por contato e ingestão. Atualmente, surgem alguns de ação sistêmica. Segundo Cavero, Guerra e Silveira, as principais pragas da agricultura brasileira são controladas perfeitamente pelo uso destes inseticidas.

Dos inseticidas organo-sintéticos, este é o grupo que apresenta o menor período de carência e poder residual, sendo por isso, o mais recomendável ecologicamente. Os mais conhecidos são: o dimetam, o sevin, o isolam, o carbaril, o metomil, etc.

Herbicidas
Os herbicidas têm sido utilizados ultimamente como um substituto das máquinas agrícolas no trabalho de suprimir um grande numero de "ervas daninhas" - termo que designa as plantas que invadem as culturas e competem com as plantas cultivadas - e, infelizmente, para uso militar como desfolhante.

Os herbicidas mais usados são os que derivam do ácido clorofenoxi (2,4-D, 2,4,5-T, picloram), análogos quimicamente ao ácido indolacético (auxina), uma substância que regula o desenvolvimento das plantas. Este hormônio controla o desenvolvimento de brotos, o crescimento de raízes, a predominância apical e fototropismo. Doses excessivas provocam um crescimento e metabolismo descontrolados, determinando a morte do vegetal.

A diferença de toxicidade em plantas de folhas largas (dicotiledoneas) em contraste com as de folhas estreitas (monocotiledoneas), se deve à maior facilidade com que os compostos são absorvidos.

Outros grupos, de menor importância, incluem as Triazinas Simétricas (simazina, fenuron, diuron e monuron) e as Uréias Substituídas. Essas duas classes de compostos inibem uma etapa importante da fotossíntese podendo-se dizer que as plantas "morrem de fome".

Podemos dizer, de um modo geral, que o abuso dos herbicidas pode provocar a rarefação de certas espécies e contribuir para a degradação de certos ambientes, uma vez que os herbicidas têm grande impacto sobre as populações de animais devido às modificações ou erradicações das plantas, já que todos os animais dependem delas para nutrir-se.

Belas Imagens de Fenômenos Naturais e da Natureza

Belas Imagens de Fenômenos Naturais

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