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Pernilongo | Ave da Família Recurvirostridae


Pernilongo, Ave da Família Recurvirostridae

Pernilongo | Ave da Família Recurvirostridae Pernilongo (Himantopus himantopus)

Família: Recurvirostridae
Espécie: Himantopus himantopus
Comprimento: 36 a 39 cm.

Presente dos Estados Unidos à Argentina e Chile, incluindo todo o Brasil. É localmente comum em margens lodosas de lagos, pântanos, manguezais e arrozais. Alimenta-se de pequenos animais capturados na superfície da água (ou proximidades), tais como insetos, camarões, caramujos, caranguejos, girinos e pequenos peixes. Eventualmente come sementes de plantas aquáticas. Faz ninho no chão, em brejos ou próximo à água. Põe de 3 a 5 ovos amarelados com manchas pretas e marrons. A incubação é feita pelo macho e pela fêmea, durando cerca de 25 dias. Conhecido também como maçaricão, quero-quero-da-praia e cachorrinho (Rio Grande do Sul), pernalonga e pernalonga-comum.

Características: ave aquática inconfundível, com longas pernas, grandes asas terminadas em ponta, cauda curta e dedos unidos por curta membrana. Pescoço comprido e bico muito longo, fino e reto. A coloração em geral é negra no dorso, inclusive asas, tendo áreas com reflexos verdes. Coberteiras superiores da cauda e toda a parte inferior do corpo até as coberteiras inferiores, totalmente brancas. Pernas e pés vermelho-coral e bico negro. Sexos semelhantes. Mede 38 cm e comprimento, o tarso e a tíbia exposta medem, juntos, 16 cm. O imaturo é pardo.

Pernilongo | Ave da Família RecurvirostridaeHabitat: margens lodosas de lagos, banhados, manguezais, rios, estuários e arrozais.

Ocorrência: dos EUA à América do Sul, no Brasil, no Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul na faixa litorânea.

Hábitos: são gregários diurnos e também aos casais. São grandes voadores e migratórios. Caminham a passos largos sobre os aguapés, salvínias e outras plantas flutuantes à procura de alimento.

Alimentação: predominantemente animal como moluscos, crustáceos, larvas, peixes e anfíbios, além de algas.

Reprodução: nidificam em plataforma e baixos arbustos ou em uma cavidade construída no solo. A postura é de 2 a 4 ovos de cor azeitonada com manchas pretas, confundindo-se perfeitamente com o solo, e medindo 45 x 32 mm em seus eixos. Os ovos têm formato de pião ou pêra, forma adequada para rolarem ao redor de seu próprio eixo e não lateralmente. A incubação é realizada pelo casal. O período de procriação vai de outubro a janeiro. Quando os adultos são espantados no ninho fingem-se de feridos a fim de desviar dali o inimigo. O macho torna-se agressivo até mesmo a um homem. Filhotes nidífugos.

Ameaças: destruição do habitat e poluição.

Pernilongo (Himantopus himantopus)
Pernilongo (Himantopus himantopus)
Pernilongo (Himantopus himantopus)
Pernilongo (Himantopus himantopus)

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Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus)

Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus)

Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus)

Características:O Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus) mede 29 cm de comprimento e pesa cerca de 150 gramas. A mandíbula é robusta. Fronte, têmporas, faces e peito cinzentos, podendo as penas do peito chegar a branco. O abdômen é verde acinzentado. A parte superior da cabeça, nuca, costas, asas e cauda são verdes, sendo as asas e cauda de um verde mais intenso. As penas primárias são azuis e negras e as penas inferiores são de uma mistura de cinzento e verde pouco brilhantes. As aves mais novas têm a fronte cinzenta tingida de verde.

Habitat: bordas de matas, campos, áreas abertas e zonas urbanas.

Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus) Ocorrência: deste ao centro da Bolívia, Sul do Brasil até ao centro da Argentina.

Hábitos: são aves muito alegres e ativas. Vivem em bandos. Muito vocais por natureza, rapidamente aprendem a repetir palavras ou frases. Adoram assobiar e reproduzir melodias curtas. São autênticos engenheiros pois constroem seus ninhos baseados numa estrutura de troncos ou ramos de árvores. Toda a colônia trabalha conjuntamente na construção de aglomerados habitacionais, situados nas partes mais altas das árvores, que chegam a pesar um quarto de tonelada.

Alimentação: sementes e frutos.

Ameaças: em algumas regiões, como no Rio Grande do Sul, a caça é permitida em época determinada pelo IBAMA, pois se tornou praga invadindo lavouras.

Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus)
Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus)
Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus)
Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus)
Papagaio Caturrita (Myiopsitta monachus)

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Arara Marianinha (Pionites leucogaster)

Arara Marianinha (Pionites leucogaster)

Marianinha (Pionites leucogaster)Família: Psittacidae
Espécie: Pionites leucogaster
Comprimento: 23 cm.

A Arara Marianinha (Pionites leucogaster) está presente ao sul do Rio Amazonas, sendo encontrada também na Bolívia. Comum na copa de florestas de galeria, florestas úmidas de terra firme, capoeiras e várzeas. Vive geralmente aos pares ou em pequenos bandos. Faz ninho em buracos de árvores, entre 15 e 30 m de altura. Põe 2 ovos branco-amarelados. Conhecida também como marianinha-de-cabeça-amarela e periquito-d'anta, devido ao timbre de sua vocalização lembrar o chamado da anta.
Arara Marianinha (Pionites leucogaster)
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Arara Marianinha (Pionites leucogaster)
Arara Marianinha (Pionites leucogaster)
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Maitaca-de-Cabeça-Azul (Pionus menstruus)

Maitaca-de-Cabeça-Azul (Pionus menstruus)

Maitaca-de-Cabeça-Azul (Pionus menstruus)Família: Psittacidae
Espécie: Pionus menstruus
Comprimento: 27 cm.

A Maitaca-de-Cabeça-Azul (Pionus menstruus) está presente da Amazônia ao Espírito Santo e também da Costa Rica à Bolívia. Comum na copa de florestas úmidas, capoeiras e clareiras com árvores isoladas. Vive solitária, aos pares ou em bandos grandes de até 100 indivíduos. Normalmente pousa em galhos sem folhas no alto de palmeiras ou outras árvores. Voa fazendo bastante barulho. Conhecida também como curica e maitaca-de-barriga-azulada.

Maitaca-de-Cabeça-Azul (Pionus menstruus)
Maitaca-de-Cabeça-Azul (Pionus menstruus)
Maitaca-de-Cabeça-Azul (Pionus menstruus)
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Maitaca ou Maritaca (Pionus maximiliani)

Maitaca ou Maritaca (Pionus maximiliani)

Maritaca (Pionus maximiliani)

Características: mede 27 cm de comprimento. Representante relativamente grande, de cauda curta. Cabeça verde tendendo para o negro, quase sem azul, bico amarelo com a base negra. Os jovens possuem duas manchas vermelhas próximas ao bico.

Habitat: mata alta, pinheirais e matas ciliares.

Ocorrência: do nordeste (sul do Piauí, Pernambuco, Alagoas) e leste até o sul do Brasil, Goiás e Mato Grosso, também na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Maitaca ou Maritaca (Pionus maximiliani)Hábitos: tem um modo peculiar de manter-se no ar, bate as asas levantando-as mais abaixo do corpo que qualquer outro psitacídeo. Dentro da mata, a curta distância, voa sem fazer o menor ruído. Emite um sinal de satisfação e tranquilidade, no poleiro, através de um estalo produzido pela raspagem da mandíbula contra as ondulações da superfície do "palato". O sinal de susto é um sacudir vigoroso de toda plumagem. Vivem aos pares ou em bandos.

Alimentação: procura seu alimento tanto nas copas das árvores mais altas, como em certos arbustos frutíferos. Subindo na ramaria utiliza o bico como um terceiro pé. Usa as patas para segurar a comida, levando à boca. Gostam mais das sementes do que da polpa de frutas. São atraídos por árvores frutíferas como mangueiras, jaboticabeira, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Os cocos de muitas palmeiras constituem sua alimentação predileta, procuram também as frutas da embaúba. Comem brotos, flores e folhas tenras, inclusive as do eucalipto.

Reprodução: o par frequentemente permanece junto dentro do ninho, mesmo durante o dia. Quando ouvem um ruído estranho põem meio corpo para fora do buraco, inspecionando os arredores e, se assustados, saem um depois do outro, sem emitir o menor som, pode ficar horas a fio na entrada do seu ninho, expondo unicamente a cabeça e permanecendo absolutamente imóvel enquanto espiona os arredores. Nidificam em troncos ocos de palmeiras e outras árvores, aproveitando-se de fendas formadas pela decomposição.

Maitaca ou Maritaca (Pionus maximiliani)
Maitaca ou Maritaca (Pionus maximiliani)
Maitaca ou Maritaca (Pionus maximiliani)
Maitaca ou Maritaca (Pionus maximiliani)
Maitaca ou Maritaca (Pionus maximiliani)
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Periquito Jandaia (Aratinga jandaya)

Periquito Jandaia (Aratinga jandaya)

Periquito Jandaia (Aratinga jandaya)

Jandaia (Aratinga jandaya) Características: o periquito jandaia tem a  plumagem amarela viva no ventre, dorso verde, asas com algum colorido azul, com extremidade enegrecida.

Habitat: áreas abertas e coqueirais.

Ocorrência: nordeste do Brasil.

Hábitos: vivem em bandos de até 20 cabeças que quando podem invadem lavouras de milho causando grandes estragos. Muito vivos.

Alimentação: sementes e frutas.

Ameaças: caça, tráfico de animais e destruição do habitat.

Periquito Jandaia (Aratinga jandaya)
Periquito Jandaia (Aratinga jandaya)
Periquito Jandaia (Aratinga jandaya)
Periquito Jandaia (Aratinga jandaya)

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Papagaio Anacã (Deroptyus accipitrinus)

Papagaio Anacã (Deroptyus accipitrinus)
Papagaio Anacã (Deroptyus accipitrinus)Características: O Anacã (Deroptyus accipitrinus) é uma das espécies de papagaios mais vistosas da Amazônia. Possui uma gola de penas longas, bordadas de azul, ao redor do pescoço e, quando excitada, a ave levanta esse linto ornato em forma de leque. A cabeça é Bruna, o dorso e as asas são verdes. O ventre é azul com manchas vermelhas e verdes. A cauda é longa.

Habitat: floresta de terra firme.

Ocorrência: região amazônica.

Hábitos: vive em bandos que variam de cinco a mais de uma dúzia de animais. O nome vem da vocalização, pois ao voar grita "anacã! anacã! anacã!", chamando seus colegas e mantendo a integridade do bando.

Papagaio Anacã (Deroptyus accipitrinus)
Papagaio Anacã (Deroptyus accipitrinus)
Papagaio Anacã (Deroptyus accipitrinus)
Papagaio Anacã (Deroptyus accipitrinus)
Papagaio Anacã (Deroptyus accipitrinus)

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Pássaros | Ornitologia

Flamingo | Ave da Família Phoenicopteridae

Flamingo | Ave da Família Phoenicopteridae

FLAMINGO - CARACTERÍSTICAS GERAIS DO FLAMINGO, AVE DA FAMÍLIA PHOENICOPTERIDAE Flamingo (Phoenicopterus ruber)

Família: Phoenicopteridae
Espécie: Phoenicopterus ruber
Situação: Ameaçado de extinção
Comprimento: 102 a 122 cm
Altura: 90 cm.

O flamingo está presente localmente desde o norte do continente americano e Antilhas até o Amapá, no norte do Brasil, onde se reproduz. Antigamente chegava até o Estado do Rio Grande do Norte, como atesta uma pintura pré-histórica encontrada no município de São Rafael. Trata-se de uma espécie bela e rara, que habita lagoas salobras rasas sem vegetação, próximas ao mar. Alimenta-se, descansa e se reproduz em grupos de tamanhos variáveis, frequentemente grandes, embora alguns indivíduos vagueiem solitários. Seu vôo é rápido e direto, com batidas firmes de asas; pescoço e pernas esticadas. Constrói um ninho de lama em forma de cone, com a parte de cima formando uma panela rasa. Põe apenas um ovo (às vezes, no chão), grande, de cor branca e com a casca dura. No Brasil, a espécie encontra-se ameaçada de extinção na última área em que ainda é encontrada, o Estado do Amapá, devido ao estabelecimento de plantações de arroz na região das lagunas, às salinas ao longo da costa, à caça predatória e à captura de seus ovos. Conhecido também como flamengo, flamingo-grande, ganso-do-norte e ganso-cor-de-rosa.

Flamingo (Phoenicopterus ruber)Características: são aves grandes. Pernas compridas, finas e vermelhas, possuindo o pescoço longo e o bico bem comprido e curvo, num corpo robusto, abrutalhado, como um nariz de papagaio, de cor amarelada e parte terminal negra. A cor geral da plumagem é rósea com tendências ao vermelho. Rêmiges negras. Em pé, pode medir 1,5 m e pesar em torno de 1,8 Kg. A fêmea é um pouco menor que o macho. As asas são grandes e a cauda é curta. A face é nua.

Habitat: lagos, lagunas rasas, águas salobras, sem vegetação, à beira-mar e pântanos.

Ocorrência: Brasil, Peru, Chile, Uruguai, e Argentina.

Hábitos: vivem em grandes bandos. São aquáticos. São diurnos e noturnos. Quando o flamingo dorme imóvel, mantém uma das pernas encolhida junto ao peito, só a outra, fina e longa, sustenta o corpo com surpreendente estabilidade. Já o pescoço é mais difícil de equilibrar, sobretudo por causa do peso do bico. Para acomoda-lo o flamingo o apoia, curvado, sobre o dorso e encaixa a cabeça entre a asa e o tronco. Mas quando está em atividade, as pernas compridas logo demonstram sua adaptação aos hábitos alimentares do flamingo. Com elas, o bicho pode vadear águas rasas e parar enquanto revolve a lama do fundo a procura de alimento. O voo em conjunto em linha oblíqua ou em forma de cunha, produz um rumor que lembra uma trovoada. A ave da frente é a cada momento substituída por outra. Boa parte do tempo os flamingos ficam ao sol entregues à remoção de lama da plumagem. Ao mesmo tempo, impermeabilizam as penas com a substância oleosa que é segregada por uma glândula anal.

Flamingo (Phoenicopterus ruber)Alimentação: pesca em água rasa com o pescoço curvado para baixo, de tal maneira que a maxila fica voltada para o fundo lodoso. Filtra com o bico o alimento composto de pequenos animais aquáticos, tais como larvas de moscas, moluscos, pequenos crustáceos e algas.

Reprodução: na primavera, os bandos de flamingos se reúnem em colônias para construírem seus ninhos, cada um deles um cone truncado de lama, amassada com o bico. Postura de 2 ovos azulados, medindo 85 x 55 mm, e incubação durando de 28 a 32 dias. Pela dificuldade em se abaixar, constrói seu ninho em altura de 10 a 40 cm. Os filhotes ao nascerem são brancos, mas após os primeiros dias apresentam cor cinzento-escuro. São ariscos e prevenidos, evitando regiões cobertas, onde se ocultam seus inimigos.

Flamingo
Flamingo
Flamingo
Flamingo
Flamingo
Flamingo

Ameaças: é muito procurado para ser domesticado o que contribui para a captura voltada para o tráfico de animais. A poluição e a destruição do habitat são também ameaças para a espécie.