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PARQUE MARINHO DE FERNANDO DE NORONHA - PE

PARQUE MARINHO DE FERNANDO DE NORONHA

Fernando de Noronha é um arquipélago pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco, formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal, cuja sigla era FN, e a capital era Vila dos Remédios. É gerida por um administrador-geral designado pelo governo do estado. A ilha principal tem 17 km² e fica a 545 km do Recife e a 360 km de Natal.


Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr., em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8 km², para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris), que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. O único núcleo de povoamento em Noronha é Vila dos Remédios, mas não é considerada capital por ser a ilha um distrito estadual. O parque nacional é hoje administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Criado em 1988, com 11.270 hectares, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha guarda uma riqueza submarina que faz do arquipélago um dos melhores pontos de mergulho do Brasil. Além da beleza natural, construções históricas contam um pouco de seu interessante passado, marcado pela cobiça de invasores franceses.

Golfinhos e tartarugas-marinhas, e águas que chegam a 50 m de visibilidade são um convite para um deslumbrante paraíso ecológico.

Aspectos culturais e históricos
Logo após o descobrimento, em 10/08/1503 por Américo Vespúcio, vários impactos negativos aconteceram no Parque, como: desmatamento de mais ou menos 95% da vegetação original, introdução de animais e plantas, lixo, animais domésticos soltos na ilha, caça, pesca, entre outros.

Aspectos naturais
O arquipélago de Fernando de Noronha, cuja principal ilha leva o mesmo nome, está situado sobre uma montanha submarina de 4.000m de altitude. Rochas vulcânicas de tom azulado erguem-se por toda parte.

Na ilha de Fernando de Noronha está o ponto mais alto do arquipélago, o Morro do Pico (321m). Suas 16 praias agrupam-se em duas faces: o Mar de Dentro, voltada para o continente, e o Mar de Fora, voltada para o oceano, onde o mar é mais agitado.

A maior diversidade do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha está debaixo de suas águas. São cerca de 230 espécies de peixes e 15 de corais, além de tubarões, tartarugas marinhas e golfinhos rotatores. Do lado de fora, aves migratórias enfeitam as ilhas: fragatas, viuvinhas, o rabo-de-junco e o endêmico sebito.

O solo pedregoso e pouco profundo e os longos períodos de estiagem são responsáveis por uma vegetação baixa e rarefeita, semelhante à do agreste pernambucano com arbustos espinhosos e cactáceas. A vegetação nativa, com espécies de Mata Atlântica, foi quase toda devastada na época em que a ilha era um presídio.

Clima
O clima da região é tropical, com temperatura média anual entre 23,5°C e 31,5°C. O parque pode ser visitado o ano todo. Para mergulhar, o período seco, de agosto a janeiro, é o melhor.

Atrações
Fora a sensação mágica provocada pela beleza do arquipélago, a maior atração em Fernando de Noronha é mergulhar. Suas águas quentes, que chegam a ter 50m de visibilidade, escondem centenas de espécies de peixes, além de corais, crustáceos, plantas, tubarões e os encantadores golfinhos rotatores. Estes últimos são objetos de estudos de pesquisadores do Centro Golfinho-Rotator. Para observá-los bem existe um mirante na Enseada dos Golfinhos. Alguns naufrágios complementam o cenário. Um outro projeto presente na ilha é o Tamar, protetor das tartarugas marinhas verdes que desovam em algumas praias, como a do Leão.

Dez fortalezas do século XVIII podem ser acessadas por trilhas sinalizadas que também passam por construções históricas, igrejas, fortes e cavernas. A ilha possui 16 praias muito bonitas e diversificadas. As altas ondas das praias do Bode, Boldró, Cacimba do Padre e Quixida atraem surfistas e campeonatos internacionais. Já a Baía do Sancho é uma das preferidas dos mergulhadores. Muitas piscinas naturais se formam na maré baixa. A maior delas está na Praia da Atalaia. O cartão-postal do arquipélago, as ilhas Dois Irmãos, localiza-se na Cacimba do Padre. Também é possível visitar um mangue, na Baía Sueste.

O Ibama cobra taxa de 9 reais para a entrada no parque. É aberta à visitação todos os dias da semana, de 8:00 às 18:00 hs.

Infra-estrutura
A ilha possui Centro de Visitantes, aeroporto, aluguel de barco e de bugues, além de mais de 20 pousadas simples e restaurantes. A infra-estrutura concentra-se na Vila dos Remédios.

Objetivos específicos da unidade
Preservar o ecossistema marinho; proteger a tartaruga aruanã (Chelonia midas ); garantir a reprodução e o crescimento do golfinho-rotator (Stenella longirostris) e proteger os corais da região.

Decreto e data de criação
Foi criado pelo Decreto nº 96.693 de 14.09.1988