PANTANAL MATOGROSSENSE, PARQUE NACIONAL DO PANTANAL - MS/MT

O Parque Nacional do Pantanal  ou Pantanal Matogrossense é um parque nacional situado a sudoeste de Mato Grosso, um estado do Brasil, protegendo o bioma do Pantanal. Com 136.028,00 hectares, tem o objetivo de proteger e preservar todo ecossistema pantaneiro, bem como sua biodiversidade, mantendo o equilíbrio dinâmico e a integridade ecológica dos ecossistemas contidos no Parque. O Parque Nacional Matogrossense é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira.

O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, encontra-se localizado a montante da confluência dos rios Paraguai e Cuiabá, os dois principais formadores do Pantanal*. Esta UC de proteção integral, com área de 135.000 ha e perímetro de 260 km, foi criada por meio do Decreto no 86.392, de 24 de setembro de 1981. Situado no Município de Poconé, extremo sudoeste do Estado de Mato Grosso, o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense tem regularização fundiária completa e compreende uma região de abrangência, que engloba os municípios de Poconé e Cáceres, no estado de Mato Grosso; e Corumbá, no estado de Mato Grosso do Sul. A planície fluviolacustre onde está situado o Parque Nacional do Pantanal é formada por lagoas de dimensões diversas, sendo as mais expressivas as de Uberaba e Gaíva, localizadas na faixa de fronteira Brasil/Bolívia e tem como um de seus limites o Rio Paraguai. Esta situação ambiental faz com que a área do parque e sua zona de amortecimento sejam consideradas como de extrema vulnerabilidade. Quanto à conexão com áreas protegidas fronteiriças, o Parque Nacional do Pantanal estabelece ligação com a Área Natural de Manejo Integrado San Matias localizada em território boliviano, através das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Acurizal e Penha, as quais se situam na fronteira brasileira, e que, juntamente com o Parque Nacional do Pantanal e o Parque Estadual do Guirá, formam um importante Mosaico de Áreas Protegidas. Devido a sua exuberante beleza cênica e importância para a conservação da biodiversidade pantaneira, o complexo de áreas protegidas que compreende o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense e as Reservas Particulares (RPPNs), na sua fronteira, foi reconhecido e declarado oficialmente pela UNESCO, em 2000, como Sítio do Patrimônio Natural Mundial – Patrimônio da Humanidade. Outro título que confere representatividade e importância internacional ao Parque Nacional do Pantanal, na representação do Bioma, é o seu reconhecimento, em 24 de maio de 1993, como Sítio Ramsar, pelo fato de conter uma das maiores concentrações de fauna do neotrópico, abrigando várias espécies de mamíferos, aves, répteis e peixes, ameaçadas de extinção. 


A localização privilegiada e grande reputação nacional e internacional do Parque Nacional do Pantanal lhe conferem posição de Instituição Federal de grande importância para promover ações integradas voltadas à proteção da biodiversidade na maior planície alagada de águas continentais do planeta. Portanto incentivamos e indicamos todos os membros da equipe técnica do PN Pantanal a seguir alimentando este importante canal de veiculação de notícias, com informações atualizadas a respeito da implantação do seu Plano de Manejo, Conselho Consultivo, apoio às comunidades do entorno, ameaças à conservação da biodiversidade e das suas atividades e ações integradas em apoio a pesquisa, monitoramento, ecoturismo participativo, proteção e educação ambiental, que realizamos em colaboração com o IBAMA, Polícia Federal, Polícia Ambiental/Florestal – MT e MS, Centro de Pesquisas e outras UCs do ICMBio, Universidades, Empresas Privadas e diversas Instituições Governamentais e Não Governamentais, nacionais e internacionais.

* A região do Pantanal ocupa uma área de aproximadamente 200 mil quilômetros quadrados, formando a maior planície inundável, continental, contínua do planeta e abrangendo áreas da Bolívia, do Paraguai e do Brasil, estando neste último 70% de toda a região pantaneira.

O Pantanal é resultado de uma grande depressão da crosta terrestre, de origem pré-andina, que formou um enorme delta interno, onde deságuam numerosos rios vindos do planalto.

Na estação das chuvas, essa depressão fica quase em sua totalidade inundada.
E nos períodos secos, transforma-se num pontilhado de pequenas lagoas, refúgio obrigatório de milhares de animais.

Situado no extremo oeste brasileiro, o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense representa a maior área periodicamente inundável do continente americano, além de concentrar as maiores e mais espetaculares populações da fauna silvestre neotropical. Por si só, essas características o tomam único no gênero, tendo sido sua área de conservação recentemente ampliada com a aquisição pela The Nature Conservancy de duas áreas próximas não-alagáveis, essenciais para a reprodução principalmente da fauna terrestre.

A vegetação é um prolongamento do ceifado brasileiro, também chamado de savana. Mas sofre influência, ao norte, da região amazônica, abrigando elementos característicos desses dois ecossistemas.

Na área do Parque propriamente ocorre o ceifado gramíneo-lenhoso, ou campo, de coloração verde na época das chuvas e mais amarelado na estação seca.

Com altura não superior a 20 metros, é comum se ver nas áreas menos alagadas grandes agrupamentos de buriti (Mauritia sp), além do típico cambará (Vochysia divergens), pau-d'alho (Galesia sp), aroeirinha (Astronium sp) e louros (Ocotea spp).

Por sua diversidade de ambientes e áreas de transição, o Pantanal guarda uma das faunas mais variadas do planeta.

Nas árvores mais altas habitam o jaburu (Jabiru mycteria), cabeça-seca (Mycteria americana) e maguari (Ardea cocoi), enquanto os remansos são comumente procurados pelas garças (Casmerodius albus), garças-reais (Pitherodius pileatus) e colhereiros (Ajaia ajaia).

Entre as aves maiores estão também a arara-azul (Anodorhynchus hiacynthinus) e diversas de rapina.

Destaque entre os répteis, o jacaré-do-pantanal (Caiman crocodillus yacare) ajuda a manter em equilíbrio os cardumes de piranhas (Pugocentrus spp, Pygopristis spp e Serrasalmus spp).

Enquanto nos locais mais inundados podem ser observados o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), lontra (Lontra sp) e ariranha (Ptenomura brasiliensis).

Nas águas dos rios ocultam-se o pintado (Pseudoplatystoma corruscans), dourado (Salminus maxillosus) e pacú (Piaractus mesopotamicus).

Em nos segmentos mais secos, podem ser vistos o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o esguio lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), onça (Panthera onca) e ema (Rhea americana).
A não-venenosa sucuri (Eunectes murinus) é a maior representante dos ofídios.

Clima

Com características tropicais continentais, a temperatura média varia de 23° a 25° C, com precipitação anual acima de 1.000 mm. O regime de chuvas é tropical, apresentando a época seca, de maio a setembro, e a chuvosa, de outubro a abril, sendo que em dezembro e fevereiro são considerados os meses mais chuvosos. A planície pantaneira facilita o pulso de frentes frias e fortes massas de ar polar para a região amazônica, podendo a temperatura chegar raramente, no pantanal, próximo a 0ºC; e com a atuação de massas de ar seco e quente alcançar até acima de 40ºC.


Relevo
O pantanal como um todo, é caracterizado por uma enorme superfície de acumulação, de topografia bastante plana e frequentemente sujeita a inundações, sendo a rede de drenagem comandada pelo rio Paraguai.


Vegetação
É caracterizada por uma área de tensão ecológica de contato entre as regiões fitoecológica da Savana ou Cerrado e da Floresta Estacional Semidecídua. A cobertura vegetal é classificada por Savana Gramíneo-Lenhosa, Floresta Semidecídua Aluvial e Floresta Semidecídua das Terras Baixas.


Fauna
O Pantanal Matogrossense é um dos ecossistemas mais produtivos do Brasil. As condições ambientais favorecem o estabelecimento de grande variedade de fauna. Pode-se observar fauna terrestre (capivara,lobo-guará, cervo-do-pantanal, jaguatirica, lontra, cutia), aves (garça moura, garça branca) e répteis (cobras, jacarés),etc.


História
A criação do Parque atendeu à reivindicações da sociedade e comunidade científica, para criação de uma unidade de conservação que protegesse amostras significativas do bioma pantanal. O Parque incorporou a antiga Reserva do Cara-cará, a qual na década de 80 foi base de operações no combate à ação dos caçadores de jacarés, e praticamente dobrou seu território com a compra de uma antiga fazenda de gados, que foi inundada em consequência das transformações da região, por ações antrópicas diversas. A região era também ocupada por índios Guatos. Provavelmente os primeiros ocupantes pantaneiros foram os espanhóis vindos da Bolívia por volta de 1550. As lendas mais correntes são as do minhocão (uma enorme serpente aquática que derruba os barrancos dos rios), das lagoas que se enfurecem com a presença de pessoas gritando e histórias de onças, sucuris e aventuras de caça e pesca.

 Fonte: http://www.megatimes.com.br/ 

Luciano Mende