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Parque Nacional de São Joaquim | Santa Catarina

Parque Nacional de São Joaquim | Santa Catarina

Parque Nacional de São Joaquim | Santa Catarina

O Parque Nacional de São Joaquim se destaca por sua invulgar beleza paisagística. Situado numa das poucas regiões do Brasil em que a temperatura média anual não passa dos 140C, e onde muitas vezes há a ocorrência de neve. Apresenta também sugestivas elevações, como o morro da Igreja, com 1.822 metros de altitude, localizado no centro do Parque, e que é o ponto culminante de todo o Estado de Santa Catarina.

Seu relevo apresenta duas unidades distintas: uma área montanhosa encravada na Serra Geral e outra suavemente ondulada, na região denominada Planalto das Araucárias. Na vegetação predomina a savana gramínea, ou campos, que se desenvolve em altitudes superiores a 800 metros.


Parque Nacional de São Joaquim | Santa Catarina
Parque Nacional de São Joaquim | Santa Catarina
Destaca-se aí o capimcaninha (Andropon lateralis), enquanto entre as espécies arbóreas é comum o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Nos capões ocorrem ainda a casca-d'anta (Drimys brasiliensis), pinheiro-bravo (Pynus silvestris), pau-de-bugre (Lithraea brasiliensis) e carne-de-vaca (Clethra scabra).

Nas florestas-de-galeria encontram-se exemplares de branquilho (Sebastiana klotzchiana), guamirim (Gomidesia sellowiana), murta (Blepharocalvx salicifolius), congonha (llex theezans) e cambui (Siphoneugena reitzii), enquanto na floresta atlântica densa ocorrem espécies como a canela-preta (Ocotea catharinensis), pau-óleo (Copaifera trapezifolia) e canela-sassafrás (Ocotea pretiosa).

Nessa formação nota-se gradativa diminuição do palmito (Eu terpe edulis), bem como de epifitas e lianas. No alto dos pinheiros, entre maio e junho diversas espécies de aves buscam alimento nos pinhões, destacando-se entre essas o caxinguelê (Sciurus sp.), gralha-azul (Cyanocorax caeruleus), curicacas (Theristicus spp.) e o colorido surucuáde-barriga-vermelha (Trogon curucui). Como essas aves geralmente não comem os pinhões no próprio local ao transportá-los acabam deixando cair a semente promovendo a dispersão desse vegetal.

Nos rios que cortam o Parque podem-se observar lontras (Lontra longicaudis), um mustelídeo ameaçado de extinção e sob a copa dos pinheirais, porcos-do-mato (Tayassu spp.) e pacas (Agouti paca).

Com acesso pelas rodovias BR-430 e BR-438, que ligam diversas localidades a Florianópolis, o Parque ainda não dispõe de infra-estrutura para a hospedagem de visitantes. O período mais chuvoso é de agosto a outubro.

Parque Nacional de São Joaquim | Santa Catarina

JustificarObjetivos Específicos da Unidade
Conservar ecossistemas existentes na unidade e promover educação ambiental, pesquisa e visitação pública.

Área da Unidade
42.837,00 (ha)

Aspectos Culturais e Históricos
Antecedentes Legais
Com o surgimento do ciclo da madeira nas décadas de 50 e 60, surgiu a necessidade da criação de uma unidade na região, para preservar as matas de araucária ainda existentes. Houve uma parceria entre o Governo do Estado de Santa Catarina e o IBDF para criação do Parque Nacional de São Joaquim.

Aspectos Culturais e Históricos
A exploração florestal contínua reduziu à pequenos fragmentos florestais a área do parque, restando a paisagem rara em beleza e que anualmente oferece um espetáculo ímpar no território nacional: a brancura de neve nos mais elevados píncaros da Serra do Mar.

Aspectos Físicos e Biológicos
Clima
O parque situa-se em uma das poucas regiões em que a temperatura média anual varia entre 14° C a 12° C, e com ocorrência de neve anualmente.

Relevo
Um dos aspectos interessantes do Parque, são suas elevações, com altitudes superiores a 2.000 m acima do nível do mar, como o Morro da Igreja, bastante conhecido e procurado pelos montanhistas.

Vegetação
Este Parque possui 3 tipos de vegetação: os Campos Gerais, as Matas de Araucárias, localizadas mais comumente nas encostas e nos vales, e a Floresta Pluvial Subtropical que ocupa o fundo dos vales. A espécie dominante nos cenários do Parque é o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Ocorrem também a jibuia (Ocotea porosa), a canela-sassafrás, a caviúna e o cedro (Cedrela fissilis).

Fauna
A fauna do Parque Nacional de São Joaquim é pouca variada, em decorrência às suas formações vegetais menos ricas, e principalmente, devido aos efeitos negativos do fogo e da caça ilegal seletiva, implicando em pressão de caça sobre determinadas espécies, principalmente perdizes e codornas.

Benefícios da Unidade Para o Entorno e Região
Além da preservação de seu ecossistema o Parque é importante por ter características singulares dentre as unidades de conservação do país, e portanto permite a pesquisa e a visitação em uma área de especial interesse ecológico.

Usos Conflitantes Que Afetam a Unidade e Seu Entorno
A caça praticada na região de forma desordenada, bem como o fogo de origem criminosa caracterizam-se por serem os principais problemas que afetam a unidade.

O IBAMA, atualmente, não permite que parques nacionais tenham nomes de cidades, portanto, em breve, o nome desta unidade de conservação deverá ser mudado. O Morro da Igreja, um conjunto de montanhas rochosas onde está situada a Pedra Furada, com certeza está entre as mais belas imagens vistas até agora nestas visitas aos parques.

Urubici, município de 10.000 habitantes, disputa o título de cidade mais fria do Brasil com a cidade vizinha de São Joaquim. Na verdade, as duas cidades têm temperatura e climas parecidos, a diferença é que, em São Joaquim, no auge do frio, há incidência de neve na cidade, já em Urubici, a neve cai nos arredores. Em contra-partida, Urubici dá um show em cima de São Joaquim no que se refere às atrações.

As belezas cênicas da cidade são majestosas. Belas cachoeiras como a do Véu da Noiva e do Avencal dão uma pequena mostra do que Urubici pode proporcionar. Pinturas Rupestres, campos de araucárias, rios e trilhas para aventureiros também circundam a área do parque. Na região do parque mais visitada, o Morro da Igreja, o acesso é muito bom e se chega no ponto mais alto de toda a região sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), com seus 1822 metros de altitude, numa estrada asfaltada.

Cachoeira do Véu da NoivaCachoeira do Véu da Noiva

Cachoeira do Véu da Noiva - No caminho, está a cachoeira do Véu da Noiva. Para terminar a visita ao município, 3 caminhos te levam de volta ao nível do mar, isto é, se for este o seu destino. A Serra do Panelão, o mais fácil e mais curto, não tem novidades. A Serra do Rio do Rastro, é uma espécie de Serra de Ubatuba com mais “cotovelos”, mais curvas e é um pouco mais longa.

À noite a estrada está iluminada e, com tempo bom, é um espetáculo de luzes, que pode ser visto de um mirante. A terceira opção é a Serra do Corvo Branco, uma serra com curvas fechadas, construída de forma interessante, que lembra a famosa Lombard Street em São Francisco, nos Estados Unidos. O início da estrada é de terra. Para os mais aventureiros, este é o caminho. Faça sua opção e aproveite.

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Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais

Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais

Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu | Minas GeraisLocalização do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu 
O acesso é feito pela rodovia Montes Claros/Januária; chegando-se a Januária, segue-se por 45 Km, através da MG-135, até o povoado de Fabião I, onde fica localizado o posto de fiscalização do IBAMA. Deste povoado, segue-se por mais 2 Km, em estrada de terra, até adentrar o vale do Rio Peruaçu. A cidade mais próxima da unidade é Januária que fica a uma distância de 600 Km da capital.
Objetivos do Parque
Proteger o patrimônio geológico e arqueológico, amostras representativas de Cerrado, Floresta Estacional e demais formas de vegetação natural existentes, ecótonos e encraves entre estas formações, a fauna, as paisagens, os recursos hídricos, e os demais atributos bióticos e abióticos da região.

Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu | Minas Gerais

Área do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu
56.649,00 (ha)

Aspectos Culturais e Históricos do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu
O Parque foi criado na intensão de proteger o patrimônio natural da região.

Aspectos Culturais e Históricos do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu
A região do Parque era anteriormente denominada Fazenda Retiro/Morro do Angú. Há registro da presença humana no vale de aproximadamente 11.000 anos atrás. Pesquisadores da UFMG já encontraram vários esqueletos humanos nesta região.

Aspectos Físicos e Biológicos Clima do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu
Apresenta clima tropical semi-árido, com temperatura média anual de 24ºc. entre outubro e abril ocorrem as maiores precipitações.

Vegetação do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu
Destacam-se na vegetação a aroeira-do-sertão, a braúna, o pau-santo, a cabiúna-do-cerrado, o murici, o jatobá, o pequizeiro e muitas outras.

Fauna do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu
Na fauna destaque para as aves - mais de 250 espécies são encontradas na região do parque -, entre elas a maritaca, a seriema, a maria-preta, o arapaçu e o beija-flor-de-asa-de-sabre. veado-mateiro, jaguatirica, mocó, mico-estrela, tatu, capivara, lobo-guará e lagarto teiú são outros representantes da fauna local.

Nas profundezas do semi-árido mineiro, um pequeno e desconhecido vale preserva fendas, cavernas e verdadeiros jardins emoldurados por rochas. Esta descrição é apenas o primeiro passo para desvendar o mistério das centenas de cavernas contidas no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. A unidade foi criada em 1999 com uma área de 56.800 ha e tem como principal objetivo proteger este valioso patrimônio geológico e arqueológico existente nesta região. O parque está situado à cerca de 45 km do município de Januária e 15 km de Itacarambi, na região norte de Minas Gerais e seus acessos são fáceis, estradas pavimentadas e em boas condições chegam até a sua sede.A origem do Peruaçu começou milhões de anos atrás, época em que parte do Brasil estava submersa pelas águas de um mar interior e que com a elevação do nível da Terra fez secar esta água. Este processo deixou inteiros grandes maciços de calcário que hoje abrigam milhares de cavernas espalhadas por várias regiões do país. Por aqui o Rio Peruaçu, um dos afluentes do Rio São Francisco, teve seu curso natural fechado por um desses maciços e com o tempo a ação erosiva das águas foi esculpindo o calcário, em busca de uma saída. Este trabalho milenar resultou neste conjunto deslumbrante de cavernas, muitas ainda virgens e que tem atraído uma legião de espeleólogos sempre em busca de grutas ainda não catalogadas. Roberto Barrio, espeléologo do Grupo Bambuí, diz que o Vale do Peruaçu é riquíssimo em formações e tem dezenas de cavernas ainda desconhecidas. Para Barrio a abertura das cavernas para visitação pública deve ser feita com muito cuidado para que os visitantes não danifiquem os espeleotemas que levaram milhões de anos para se formarem.

O Vale do Peruaçu é mesmo um conjunto de contrastes, nas regiões altas, onde a incidência de sol e calor é intensa, arbustos secos espinhudos dividem espaços com as `barrigudas`, árvore típica desta região. À medida que se desce pelo vale em direção ao rio, o aspecto de sertão vai se transformando em florestas de árvores imponentes e frondosas. Nos caminhos que partem da sede, no pequeno povoado de Fabião I, já é possível perceber que as rochas dominam a paisagem, em alguns trechos da estrada a passagem foi aberta entre enormes rochedos e veículos maiores passam beirando as paredes.

Apesar da grande área do parque, as principais cavernas se concentram nos 17 km dentro do vale do Peruaçu, onde o entra e sai do rio por entre as rochas vai definindo cavernas. Logo no início deste trecho, a Caverna do Rezar já mostra que para conhecer a região é preciso caminhar duro. Uma enorme subida, bastante íngreme, termina nas bordas de um arco, uma espécie de altar onde moradores antigos subiam para rezar e pagar promessas. Algumas inscrições rupestres também ornamentam as paredes da rocha. Dentro da caverna, toda hostilidade deste tipo de ambiente já é visível, alguns esqueletos de aves que entraram pela gruta e não encontraram a saída acabaram virando alimento de aranhas e outros insetos.

Mais adiante na estrada está a sede de uma antiga fazenda, é de lá que partem as trilhas dos principais atrativos do parque. A casa da sede futuramente será reformada para se tornar um centro de apoio aos guias e visitantes. Para os funcionários do parque, o local será o ponto de partida dos roteiros e funcionará também como controle de acesso de visitantes. Seguindo por uma trilha de 30 minutos você vai perceber a magnitude do vale e vai sentir que as dimensões dos arcos e cavernas impressionam até experientes espeleólogos. Aqui é o início da Gruta do Janelão, uma seqüência de arcos majestosos, intercalados por clarabóias que fornecem luminosidade e incide nas paredes ressaltando os relevos das formações calcárias. Nestes interiores, as matas e jardins permanecem o ano todo verdejantes, quebrando a aridez da paisagem.

Caminhando pelo interior do Janelão, nas margens do Rio Peruaçu, pegadas de esperança, o cachorro-vinagre, espécie considerada extinta no Estado de Minas Gerais tem circulado no interior da caverna. Para Lílian, analista ambiental da unidade, esta tem sido uma grande preocupação, pois a visitação pública pode causar um grande impacto no ambiente, comprometendo de vez a vida da espécie. Já no último estágio da parte ainda com luz da caverna, uma formação vinda do teto chama a atenção dos visitantes, uma estalactite com 28 metros de altura, conhecida como `Perna de Bailarina` é considerada uma das maiores do Brasil.

Outras grutas são imperdíveis, `Caboclo` tem belas pinturas na entrada, a `Bonita` tem o maior número de espeleotemas, `Índios` um grande salão vermelho, agora para observar pinturas rupestres à parede de `Desenhos` é impressionante, um imenso painel com riqueza de cores, traços e detalhes. Para os mais preparados, a longa travessia do Arco do André vai te transportar para o passado, uma espécie de túnel do tempo, cruzando rios, escalando rochas caídas, trechos ainda perigosos e selvagens onde às vezes é preciso desvendar o caminho. Algumas lendas ainda rondam as mentes de moradores locais, uma delas se refere a serpentes gigantescas escondidas entre as rochas das cavernas. Lendas que habitam o imaginário e faz do Peruaçu um cenário ainda mais intrigante e sinistro.

Muita coisa ainda precisa ser feita nas Cavernas do Peruaçu para receber visitantes, uma boa notícia é a parceria feita com a montadora FIAT, que tem grande parte de sua produção de veículos em terras mineiras, e como forma de compensação ambiental pretende colocar recursos que vão ajudar na implantação da infra-estrutura necessária para que o parque possa ser aberto oficialmente à visitação pública, um anseio antigo da população local. Atualmente a visita só é feita mediante autorização prévia da chefia da unidade e com guia local. Muitas trilhas ainda são traiçoeiras e precisam ser adaptadas para receber um fluxo constante de turistas e não oferecer riscos.

www.megatimes.com.br

Parque Nacional da Chapada das Mesas | Maranhão

Parque Nacional da Chapada das Mesas | Maranhão

PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DAS MESAS NO ESTADO DO MARANHÃO

Cachoeira São Romão
Cachoeira São Romão
O Parque Nacional da Chapada das Mesas protege 160.046 hectares de Cerrado nos municípios de Carolina, Riachão, Estreito e Imperatriz, no centro-sul do Maranhão.

De acordo com o diretor de ecossistemas do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Valmir Ortega, a criação do parque faz parte do esforço dos órgãos ambientais do Governo Federal para elevar a área protegida no Cerrado. Pouco mais de 2,5% do bioma está resguardado em unidades de conservação federais e estaduais. Conforme Ortega, a pressão para novos desmatamentos impulsionados por carvoarias e abertura de novas frentes para a agropecuária é muito forte. "É uma corrida contra o tempo para salvar grandes remanescentes", ressaltou.

Cachoeira da Prata
Cachoeira da Prata
A região que agora está abrigada dentro do Parque Nacional da Chapada das Mesas é extremamente rica em espécies de animais e de plantas, sem falar no alto potencial turístico em decorrência das belezas naturais da Chapada das Mesas. Os planos do Governo Federal incluem a criação de novas áreas protegidas no Maranhão, formando um "mosaico" com parques e reservas estaduais e federais e terras indígenas. A criação do parque era debatida e avaliada desde 2004, mas ganhou força no início deste ano com a realização de estudos de campo que comprovaram o valor ecológico, social, econômico e cultural da região.

Fonte: www.megatimes.com.br

Parque Nacional da Serra dos Órgãos | Rio de Janeiro

Parque Nacional da Serra dos Órgãos | Rio de Janeiro

PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIROO Parque Nacional da Serra dos Órgãos foi criado em 30 de novembro de 1939 e tem como objetivos conservar e proteger amostra do ecossistema da floresta primitiva da Serra do Mar e do ecossistema de "campo de altitude", onde se encontra grande parte dos casos de endemismo do Parque, além de promover a pesquisa e a educação ambiental na unidade.

Pode-se dizer que a ideia de criação do Parque deveu-se a estudos cartográficos feitos por uma missão da qual participaram militares belgas. Por isso a área passou a despertar mais interesse para a criação de uma Reserva. 

A área onde se localiza o Parque abrange a região de Petrópolis a Friburgo, tem origem ocupacional antiga, datando de 1.788 num primeiro documento cartográfico produzido para a área de Teresópolis. 

Possui uma área de 10.527 ha e 87 Km de perímetro. Está localizada na região sudeste do Brasil, estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapi-mirim. O acesso à sede do Parque é feito pela Av. Rotariana que liga a BR-116 à cidade de Teresópolis. A cidade mais próxima à unidade é Teresópolis, que fica a 90 Km de distância da capital do estado.


Situa-se numa faixa climática variando entre o quente, subquente e superúmido; porém com período de subseca intermediário. A porção do Parque acima das cotas altimétricas de 800 m possui um clima denominado de Mesotérmico, brando com temperaturas entre 18 e 19° C.

O Parque é atrativo principalmente pela vegetação exuberante e suas serras. É mais visitado na época de férias do meio do ano, em julho, e no final do ano, de dezembro a fevereiro. A visitação deve ser feita de terça a domingo e o valor do ingresso é de R$ 3,00.

Relevo do Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Está na faixa de dobramento remobilizado formado por escarpas e reversos da Serra do Mar, também denominada "frente dissecada do bloco falhado", sendo que esse bloco falhado se apresenta dividido em dois grupos aparentemente distintos. O Parque está na província biogeográfica da Serra do Mar e no domínio morfoclimático Tropical Atlântico.

Vegetação do Parque Nacional da Serra dos Órgãos

O Parque possui uma Floresta Tropical Pluvial Atlântica rica em palmeiras, cipós, epífitas, e árvores de elevado tamanho. As formas florestais, apesar de apresentarem aparência primitiva, são na verdade matas secundárias bem evoluídas com respeito à sucessão florestal. Entretanto alguns trechos do Parque apresentam cobertura original.

Fauna do Parque Nacional da Serra dos Órgãos

A fauna do parque é semelhante à de outros parques situados na região, com grande número de pequenos mamíferos. A avifauna é muito rica em formas de diferentes grupos, entre as aves ameaçadas, encontramos o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), o bicudo (Oryzoborus crassirostris) e a jacutinga (Pipile jacutinga).

Fonte: www.megatimes.com.br 

Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba

Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba

Parque Nacional das Nascentes do Rio ParnaíbaO Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba foi criado através de Decreto de 16 de julho de 2002. Fica localizado na divisa dos estados do Piauí, do Maranhão, da Bahia e do Tocantins. Tem o objetivo de assegurar a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica, bem como proporcionar a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, recreação e turismo ecológico. Possui uma área de 729.813,551 hectares. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Parque Nacional das Nascentes do Rio ParnaíbaCom o território cheio de grandes riquezas naturais como o Brasil só fazendo Parques Nacionais para conseguir conter as pessoas e preservar a natureza e as paisagens presentes nestes locais, afinal os Parques Nacionais tem este objetivo principal, o de proteger. Com o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba não é diferente, ou seja, o principal ponto é a preservação ambiental e uma abertura ao público para a visitação de maneira controlada. O Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba que foi criado pelo IBAMA e se localiza entre o Maranhão, Bahia, Piauí e Tocantins. Se você está interessado em um bom local para fazer um turismo ecológico o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba é uma boa opção.

Localização

Fica localizado na divisa dos estados do Piauí, do Maranhão, da Bahia e do Tocantins.

Superfície
729.814 hectares.

Parque Nacional das Nascentes do Rio ParnaíbaTem o objetivo de assegurar a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica, bem como proporcionar a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, recreação e turismo ecológico.

O Rio Parnaíba é o principal curso d'água a nascer e desaguar no Nordeste, e que, com uma extensão de 1.750 quilômetros, banha mais de 50 cidades nos dois Estados.

A UC ocupa parte da Chapada das Mangabeiras, uma das maiores e mais conservadas extensões de Cerrado do país.

Fonte: www.megatimes.com.br

Parque Nacional do Viruá | Roraima

Parque Nacional do Viruá | Roraima

Parque Nacional do Viruá | RoraimaO Parque Nacional do Viruá tem mais de 227.000 hectares e está localizado no município de Caracaraí, estado de Roraima, Extremo norte do Brasil. O nome é devido ao igarapé que tem nascente no interior do Parque.

O clima do Parque Nacional do Viruá é equatorial (quente e úmido), apresentando pequena estação seca, com maiores quedas pluviométricas no outono. Na sua parte Sul, a área compreende uma vasta superfície praticamente plana, com predomínio de solos arenosos e mal drenados, com grande quantidade de lagoas. Na sua parte Norte, ocorrem morros residuais com altitudes modestas.Ao longo da extensão Oeste, delimitada pelo Rio Branco, há ocorrência de planícies aluvionares inundáveis, situação observada também na porção Sul, ao longo do Rio Anauá.

A instalação da grade de trilhas no Parna do Viruá foi idealizada pelos integrantes do Núcleo Regional PPBio Roraima e concluída em Março de 2006, seu sítio de amostragem é uma grade completa de um Sítio PELD (25 km2). Dados obtidos dessa forma são os mais completos e os mais úteis para o monitoramento de longo prazo e comparações geográficas. Estudos de monitoramento nas grades devem utilizar os métodos descritos em metadados de dados de estudos anteriores do PPBio, ou incluir uma fase de calibração dentro do projeto para garantir que os dados possam ser comparados.

Fonte:  www.megatimes.com.br

Parque Nacional do Araguaia | Tocantins

Parque Nacional do Araguaia | Tocantins

Parque Nacional do Araguaia | TocantinsO Parque Nacional do Araguaia está localizado o Estado do Tocantins e foi criado durante a gestão do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 31 de dezembro de 1959, no norte do Estado de Goiás, atualmente Tocantins.

Inicialmente, o Parque Nacional do Araguaia ocupava toda a área da Ilha do Bananal, cerca de 2 milhões de hectares. Atualmente, após as diversas mudanças em sua área, o Parque Nacional ocupa apenas uma pequena porção de terra no norte da Ilha, o equivalente a 180.056 hectares.

Está localizado no terço norte da Ilha do Bananal, sudoeste do Estado do Tocantins, abrangendo parte dos municípios de Pium e Lagoa da Confusão. O Parque Nacional do Araguaia está situado em uma faixa de transição entre Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal, é constituído por diversas espécies da fauna, presentes nestes três biomas, além de uma cobertura vegetal bastante diversificada, apresentando vários cenários naturais de raras belezas. Esta unidade de conservação deve propiciar não somente o recebimento de turistas e visitantes, mas principalmente, realizar a manutenção e conservação da alta taxa de diversidade biológica presente.

Parque Nacional do Araguaia | TocantinsHoje, o Parque Nacional do Araguaia é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), por meio do Escritório local localizado na cidade de Pium, Tocantins.

História
  • 17 de dezembro de 1959 - Lei Estadual 2.370 de Goiás autoriza a doação da Ilha do Bananal para União, com o objetivo de criar o Parque Nacional do Araguaia.
  • 31 de dezembro de 1959 - Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira cria o Parque Nacional do Araguaia.
  • 1 de março de 1973 - Presidente Emílio Garrastazu Médici promulga Decreto 71.879 cria o Parque Indígena do Araguaia separando a área do Parque Nacional do Araguaia que fica com a terça parte da ilha, localizada ao norte.
  • 24 de junho de 1980 - Presidente João Batista Figueiredo, através do Decreto 84.444 regulamenta a área do Parque Nacional do Araguaia em 557.714 hectares no extremo norte da Ilha do Bananal.
  • 18 de abril de 2006 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina decreto homologando a Terra Indígena Inãwébohona dos índios Javaés, dentro do Parque Nacional do Araguaia que passa a ter somente 180.056 hectares.
Fonte: www.megatimes.com.br

Parque Nacional do Jaú - Amazonas

PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONASParque Nacional do Jaú - Amazonas

O Parque Nacional do Jaú é a quarta maior reserva florestal do Brasil e o terceiro maior parque do mundo em floresta tropical úmida intacta. Localiza-se na Floresta Amazônica, abrangendo os municípios de Novo Airão e Barcelos, no estado do Amazonas, Brasil. Possui uma área de 2.377.889,00 (ha) (23.377 km2). O perímetro do parque é de 1.213.791 metros (1.213 km) de extensão. É administrado pelo ICMBio.

Objetivos específicos do Parque Nacional do Jaú

Preservar os ecossistemas naturais englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem, destinando-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos.

O Parque Nacional do Jaú conta com a exuberância da Floresta Amazônica e toda sua biodiversidade de flora e fauna. O parque é ótimo para a prática de caminhada e canoagem e, claro, para contemplação das suas belezas naturais. Há fluxo de visitas ao rio Carabinani.

A riqueza da Floresta Tropical e o maior lago amazônico, o Amaná, são os chamativos do parque. O local é representado por um maciço de vegetação, sendo composto por Floresta Densa Tropical ou Florestas Abertas. Uma curiosidade: no parque existe aproximadamente um jacaré por quilômetro, em todos os habitats.

O período ideal para visitas é entre julho e novembro. O clima é constantemente úmido devido às florestas tropicais, mas a época mais chuvosa compreende os meses de dezembro e abril.

A partir de Manaus, pode-se viajar por de lancha ou barco pelo Rio Negro até Novo Airão, o que leva de 6 a 18 horas. Em Novo Airão, deve-se alugar outro barco e seguir pelo Rio Jaú até a área do Parque. Por via terrestre, deve-se ir através da estrada Manacapuru/Novo Airão. O parque fica aberto das 7h às 18h. O valor do ingresso é de R$ 3,00.

Pode-se procurar hospedagem em Novo Airão, ao sul do parque, e em Barcelos, ao norte. Dentro do parque existe centro de visitantes e alojamento para pesquisadores, com atracadouro de barcos e dois alojamentos flutuantes.

A criação do Parque foi proposta pelo IBAMA, com apoio dos estudos realizados pelo INPA (Instituto de Pesquisa da Amazônia), considerando a área valiosa para preservação de recursos genéticos.

O Parque foi criado em 24 de setembro de 1980. Em 2000, o parque foi inscrito pela UNESCO na lista do Patrimônio Mundial.

Aspectos culturais e históricos do Parque Nacional do Jaú

A região do Parque foi o primeiro polo de colonização na Amazônia por indígenas, marcado por batalhas pela posse do território. Por outro lado tem-se relatos de achados de cerâmica e pretoglifos escritos em pedra.

A bacia do rio Jaú, que banha o parque, recebeu o nome graças a um dos maiores peixes brasileiros. A palavra Jaú, que vem do Tupi, também acabou nomeando o maior parque nacional do Brasil, que ainda é o maior do mundo em floresta tropical úmida e intacta.

Uma das peculiaridades mais extraordinárias do Parque Nacional do Jaú é o fato de ser esta a única Unidade de Conservação do Brasil que protege totalmente a bacia de um rio extenso e volumoso: a do rio Jaú, de aproximadamente 450 km. Dessa forma, preserva-se o ecossistema de águas pretas.

Aspectos físicos e biológicos do Parque Nacional do Jaú

Clima: Clima constantemente úmido (florestas tropicais). A temperatura média anual varia em torno de 26 C° e 26,7 C°, com máximas de 31,4 e 31,7C° e as mínimas entre 22 C° e 23 C° (DMPM, 1992). O período chuvoso compreende os meses de dezembro e abril e menos chuvoso entre julho e setembro. Fenômeno climático é o Blowdown (queda de vento) 100 km/ hora.

PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONAS
PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONAS
PARQUE NACIONAL DO JAÚ - AMAZONAS

Relevo: Situado no planalto rebaixado da Amazônia Ocidental, tem relevo aplainado e altitudes em torno de 100 metros. Assenta-se sobre interflúvios tabulares, geralmente separados por vales periódica ou permanentemente alagados. Acompanhando os leitos dos rios ocorrem aluviões do quaternário, formados por areias, siltes e argilas.

Vegetação: Na vegetação há a predominância de floresta ombrófila densa, onde são freqüentes os grupos de castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa), angelim-rajado (Pithecelobium racemosum), quaruba (Vochysia maxima), sucupiras (Diplotropis spp), ucuubas (Virola spp), breus (Protim spp) e maçaranduba (Manilkara huberi). É também freqüente na área um cipó que fornece água de excelente qualidade: o Daliocarpus rolandri.

Em plano mais elevado, a nordeste do Parque, encontra-se uma porção de floresta densa submontana, onde os arbustos mais representativos são o amapá-doce (Parahancornia amapa), mangarana (Microphalis guianensis), sorva (Couma guianensis) e jarana (planta) (Holopyxidium jarana).

Ao longo das planícies aluviais dos rios Carabinani e Jaú, periodicamente inundadas, ocorrem os agrupamentos de palmeiras, como as paxiúbas (Iriartea spp), açaí (Euterpe oleraceae) e jauaris (Astrocaryon spp). E em áreas aluviais mais antigas, raramente atingidas por inundações, ocorre a floresta aberta aluvial, também com forte predominância de palmeiras, como o buriti e caranãs (Mauritia spp).

Fauna: Típicos da fauna equatorial, são encontrados no Parque mamíferos de hábitos crepusculares e noturnos, como as já raras ou ameaçadas onça-pintada (Panthera onca), suçuarana ou onça-parda (Puma concolor), além de felinos menores, como a jaguatirica (Leopardus pardalis), jaguarundi (Herpailurus yagouaroudi) e gato-do-mato (Leopardus sp).

Há também o peixe-boi (Trichechus inunguis), a ariranha ou lontra gigante (Pteronura brasiliensis), botos (Inia sp, Sotalia sp), guariba-vermelho (Alouata seniculus), macaco-da-noite (Aotus trivirgatus), macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus) e anta (Tapirus terrestris).

Entre os peixes, encontra-se o pirarucu (Arapaima gigas), tucunaré (Cichla sp) e tambaquis (Colossoma spp).

Há uma grande variedade de répteis: jabutis (Geochelone spp), jacaré-açu (Melanosuchus niger), sucuri (Eunectes murinus) e tartarugas. Entre as aves, há garças, araras, papagaios e bacuraus, entre outras.

Fonte: www.megatimes.com.br

Parque Nacional e Monumento Natural Pontões Capixabas


PARQUE NACIONAL PONTÕES CAPIXABAS - ESPÍRITO SANTOParque Nacional e Monumento Natural Pontões Capixabas - Espírito Santo

O Parque Nacional dos Pontões Capixabas foi criado em Junho de 2004 e conta com uma área de aproximadamente 17.496 hectares , abrangendo três áreas distintas, localizadas nos municípios de Pancas e Águia Branca, estado do Espírito Santo.
Área: 17.496,00 (ha)

O Monumento Natural dos Pontões Capixabas é uma unidade de conservação federal do Brasil categorizada como monumento natural e criada por decreto presidencial em 2 de junho de 2008 com a mudança de categoria do antigo Parque Nacional dos Pontões Capixabas, anteriormente criado em 19 de dezembro de 2002. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Está localizado nos municípios de Pancas e Águia Branca, no estado do Espírito Santo.



Pancas, Espírito Santo - Pancas é uma cidade habitada por pessoas diferentes. Em muitos sentidos. Se dependesse da vontade delas, continuariam assim, porém esquecidas. Nas serras do Espírito Santo, vivem quase 500 famílias de descendentes de europeus, de um país que já não existe, a Pomerânia. Guardam no corpo e no jeito a marca dos antepassados. Há uma maioria de loiros de pele claríssima e olhos azuis. Tímidos, ressabiados, mas generosos aos que conquistam sua confiança. Por décadas, eram só pequenos agricultores. A vida deles mudou há dois anos, quando souberam que suas terras podem virar um parque nacional. Assustados, descobriram ainda que seu maior patrimônio está ameaçado: os pomeranos são cada vez menos pomeranos.

Diferentes dos alemães de Santa Catarina ou dos italianos da Serra Gaúcha, os pomeranos preferiram se isolar. Até a quarta geração de descendentes, pouco se integraram ao Brasil, preservando as tradições. Coisas simples, como as diversas superstições, o respeito aos mais velhos, a religiosidade luterana, o patriarcalismo e, sobretudo, a dedicação à terra. Mas a modernidade, simbolizada pela televisão e seus ensinamentos nada pomeranos, mudou esse universo.

Até os anos 70, o rádio nem era ligado. Servia apenas como objeto de decoração numa casa pomerana. Só na década seguinte chegaram as primeiras TVs. No último censo, em 2000, oito de cada dez pomeranos tinham um aparelho. "A estrada era a televisão da gente", lembra Astomiro Romais, o caçula de uma família de dez filhos. Da varanda da casa, ao pé da Pedra da Agulha, via as pessoas caminhando ou de bicicleta. De lá imaginava ou conhecia as histórias dos poucos que chegavam de fora. Era assim a vida em Pancas.

Por terem vivido isolados, os mais velhos apenas falavam pomerano com os filhos dentro de casa. Tanto que até os anos 80 havia aqueles que só se comunicavam no seu idioma. Em 1981, um juiz prendeu um casal de pomeranos por não falarem português e confiscou o título de eleitor de outro, alegando: "Analfabeto não vota."

O trauma surtiu efeito. Jovens, netos e bisnetos dos primeiros imigrantes passaram a ter vergonha de falar a língua nativa. E esse é o risco maior. "O pomerano vai estar logo ameaçado", explica o linguista e antropólogo Ismael Tressmann. "Se não incentivarem pais e escolas a voltarem a ensinar o idioma, ele pode ser declarado extinto. O latim é um exemplo."

O Brasil, e especificamente o Espírito Santo, guarda a maior comunidade de falantes pomeranos do mundo. Começaram a chegar por volta de 1870, quando Thereza Christina Maria, mulher de d. Pedro II, promoveu a vinda dos primeiros para o País. Vinham com a promessa de viverem em produtivas e estruturadas colônias para imigrantes europeus. Para cada colono, 25 a 30 hectares. Foram enganados. As propriedades eram poucas e pequenas, o que logo fez muitos migrarem para outras regiões. Restaram-lhe terras nos pés das montanhas capixabas.

PARQUE NACIONAL E MONUMENTO NATURAL PONTÕES CAPIXABAS - ESPÍRITO SANTO
PARQUE NACIONAL E MONUMENTO NATURAL PONTÕES CAPIXABAS - ESPÍRITO SANTO
PARQUE NACIONAL E MONUMENTO NATURAL PONTÕES CAPIXABAS - ESPÍRITO SANTO
PARQUE NACIONAL E MONUMENTO NATURAL PONTÕES CAPIXABAS - ESPÍRITO SANTO

A origem dos pomeranos é marcada pela busca de espaço para sobrevivência. Viviam em terras do sul do Mar Báltico, cobiçadas por alemães, poloneses, dinamarqueses e suecos. No século 12, enfrentaram mais de 20 guerras. De 1128 a 1400, viraram dependentes comercial e culturalmente dos alemães - fugindo dos temidos poloneses. Mais tarde, já no século 19, suas terras serviram de passagem para as tropas de Napoleão. No Congresso de Viena, surgia a Província Prussiana da Pomerânia.

Nos anos 1800 a 1900, mais de 330 mil pomeranos migraram para os Estados Unidos, mas lá não se isolaram. Para o Brasil, vieram 30 mil, que se mantiveram em comunidades fechadas. Fugiam de novas ameaças, como depois da 1.ª Guerra, quando os que ficaram permaneceram sob o domínio da Polônia, ou da 2.ª Guerra, quando foram expulsos de suas terras por soviéticos e poloneses. No final, 1,8 milhão de pomeranos orientais foram obrigados a refugiarem-se na parte ocidental. E esta acabou nas mãos da Alemanha comunista. A Pomerânia desaparecia do mapa.

Aos pomeranos que vieram para o Brasil, o período entre guerras foi o pior. Em 1930, no governo Getúlio Vargas, foram proibidos de falar pomerano e eram caçados pelos camisas-verdes. "Invadiam as casas, reviravam tudo em busca de livros em alemão, queimavam Bíblias", lembra Geraldino Romais, irmão de Astomiro. As famílias, desesperadas, corriam para o mato. Pastores luteranos, que rezavam em alemão, foram obrigados a pregar só em português.

Por essa história de perseguições, é que os pomeranos se enchem de orgulho quando relembram o passado. Foi o que fizeram os Romais há duas semanas em Pancas. Dez irmãos reuniram-se na casa que já fora dos avós, falaram pomerano, viram vídeos e fotos, lembraram-se das superstições. "Meus pais diziam que para aprender a nadar tinha de engolir um lambari vivo. Engoli e quase morri afogado", lembra Daniel, de 53 anos, hoje gerente bancário no Rio Grande do Sul. Lindolfo, de 63 anos, recorda que toda criança selava seu destino no primeiro aniversário ao escolher entre um pão (não faltaria comida), uma moeda (seria rico) e a Bíblia (viraria religioso).

Como nos bons tempos da concertina, um instrumento da família do acordeão fabricado só na Alemanha, cantaram e bailaram. Florêncio, de 72 anos, o mais velho, era o músico. É o único da numerosa família que toca a concertina, tradição que vem se perdendo. "Somos muitos porque de dia o pai e a mãe viviam na cultura, e à noite na criatura." Coube a Bertílio, o sexto filho, ser o primeiro a estudar fora. Tinha 15 anos, quando foi para um seminário em São Paulo. Nos anos 60, pomeranos raramente saíam de perto dos pais.

Em Pancas, o isolamento fez com que muitos parentes casassem com parentes. O mesmo ocorreu em outras cidades de influência pomerana, como Santa Maria de Jetibá, Laranja da Terra, São Domingos e Vila Pavão. Edna Borcarte Verfloite, de 48 anos, tem parentesco com Adriano Borchardt, de 57, apesar da diferença de sobrenomes. Escrivães nunca fizeram questão de registrá-los corretamente. Edna casou-se com um belga; Adriano com outra pomerana. Ambos vêem nos filhos a dificuldade de preservar a cultura que herdaram dos pais.

Quando preservar a mata atlântica se tornou caro

Criação por decreto presidencial do Parque Nacional dos Pontões Capixabas fez com que milhares de pequenos agricultores se vissem ameaçados de virar sem-terra.

Fonte: www.megatimes.com.br