IMPACTOS AMBIENTAIS, BIOMAS TERRESTRES E MARINHOS

Impactos ambientais
Justificar
Poluição e Poluente
Poluição é a presença de determinadas substâncias estranhas em um ambiente, que prejudicam a vida dos seres que aí vivem. Poluente é a substância que causa a poluição. Quase todos os poluentes são produtos de atividade humana, como na agricultura (inseticidas), construção (partículas em suspensão), transporte (monóxido e dióxido de carbono), indústria (dióxido de enxofre) e resíduos biológicos (fezes e urina).

A seguir, algumas conseqüências da poluição para o meio ambiente:

Inversão Térmica
Normalmente as camadas inferiores do ar (onde ficam acumulados os poluentes) são mais quentes que as camadas superiores. Como o ar quente é menos denso ele sobe “carregando” os poluentes consigo e o ar frio desce (o vento também ajuda a dissipar os poluentes do ar). Porém, no inverno, geralmente aparece uma camada de ar quente entre as camadas de ar frio, impedindo a dispersão dos poluentes que ficam “aprisionados” na superfície. Este fenômeno é comum em grandes cidades.

Exemplo: Quando chega o final da tarde de um dia de inverno em São Paulo, os raios solares tornam-se mais difusos e frágeis, assim o solo da cidade se resfria rapidamente. E conseqüentemente, o ar próximo do solo se resfria rapidamente. Aquele ar quente que ainda está na atmosfera continua a subir, mas o ar frio próximo ao solo, por ser mais denso e pesado, fica parado. Assim a tempe-ratura cai ainda mais e os poluentes, que normalmente são "levados" pelo ar quente, acabam retidos na camada mais baixa da atmosfera
Para diminuir o impacto da poluição, SP adota, desde 1997, o rodízio de carros, eliminando boa parte da frota durante o horário de rush.

Efeito Estufa
Efeito estufa é o aumento gradual da temperatura da Terra devido à alta concentração na atmosfera de CO2 (pela queima de combustíveis na indústria) e CH4 (pela decomposição de matéria orgânica e fermentação da comida no intestino dos ruminantes e cupins). A radiação solar que atravessa a atmosfera e chega ao solo normal-mente é refletida na forma de raios infravermelhos. Porém, as camadas de CO2 e de CH4 absorvem estes raios e os devolvem para a superfície da Terra, o que aumenta sua temperatura.

Com o aumento da temperatura na Terra, ocorrerá o degelo nas regiões polares e, conseqüentemente, a elevação do nível do mar, a inundação de cidades litorâneas; tempestades nas regiões tropicais; clima mais seco e quente em regiões antes mais frias, provocando morte de muitos animais e plantas adaptados àqueles ambientes frios. No entanto, outros cientistas afirmam que até o momento não existem dados que provem efetivamente que o efeito estufa esteja realmente ocorrendo.

Diminuição da camada de ozônio (O3)
Na atmosfera existe uma camada de gás ozônio que tem como função proteger a Terra da radiação ultravioleta, nociva aos seres vivos. Funciona, portanto, como um “filtro solar”. Porém, nos últimos anos foram observadas duas anomalias nesta camada, um em cada pólo do planeta, o que já tem provocado câncer de pele em algumas pessoas, cegueira em peixes e morte de algas.
Uma das causas dessa diminuição da camada de ozônio pode ser a grande quantidade de gases CFC liberada na atmosfera, impedindo a formação de ozônio. Estes gases CFC são usados na indústria de eletrônicos, sistemas de refrigeração e elimina-do em aerossóis (“sprays”).

Poluentes nas águas
Eutrofização da água: Isto ocorre devido ao aumento da quantidade de esgotos em rios, lagos e mares. A maior quantidade de matéria orgânica na água causa o aumento de bactérias aeróbicas, que se alimentam desta matéria orgânica usando o oxigênio da água. Isso causa a morte de peixes, plantas e outros seres vivos.

Marés vermelhas: Ocorre quando a Eutrofização da água causa grande proliferação de dinoflagelados (algas), que também usam o oxigênio da água, além de eliminarem substâncias tóxicas, matando principalmente peixes. O nome “maré vermelha” é dado pela cor avermelhada que a água adquire devido à presença destes dinoflagelados.

Resíduos industriais e agrícolas: São poluentes tóxicos, como detergente, amônia, ácido sulfúrico, fertilizantes sintéticos e agrotóxicos que são lançados nos rios, causando a morte de muitos organismos e impedindo a utilização de sua água.

Mercúrio: Metal lançado nos rios pelos garimpeiros para a separação do ouro. Causa a morte de muitos organismos e pode envenenar peixes que, se consumidos pelo homem, causam sérios danos ao seu sistema nervoso.

Inseticidas: Apesar de ser um dos inseticidas mais usados na lavoura, o DDT é muito tóxico e tem a capacidade de se concentrar nos organismos, passando de um nível trófico para outro. Como cada organismo de um nível trófico superior come geralmente vários indivíduos do nível trófico inferior, o DDT tende a ser mais concentrado nos níveis superiores. Atualmente, têm-se procurado alternativas, como a proibição do uso de produtos tóxicos, uso de inseticidas naturais e uso de controle biológico (em que uma determinada espécie de predador pode ser usada para combater uma praga).

Queimadas: Empregadas na limpeza de terrenos (para plantio, pastagem ou moradia), no combate à vegetação invasora ou pragas (ex.: carrapato) ou ainda para facilitar o corte de árvores, com a retirada de ervas e arbustos. Têm como consequências: 1. Redução da cobertura vegetal e, portanto, de populações autótrofas; 2. Exposição do solo, facilitando erosão e lixiviação, levando a seu empobrecimento; 3. Exportação de nutrientes com a fumaça; 4. Extermínio de detritívoros e microorganismos do solo; 5. Redução da macrofauna; 6. Liberação de gases de enxofre e nitrogênio, além do dióxido de carbono, que contribuiriam para a chuva ácida; 7. Reversão a estágios iniciais da sucessão ecológica.

Mudanças climáticas globais
El Niño-Southern Oscillation: Corrente marítima quente que, geralmente, se desenvolve a partir da costa do Equador que causa o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Tal evento implica na redução da produtividade primária na costa oeste da América do Sul (e, conseqüentemente, na pesca), onde ocorre uma elevação do nível do mar que se estende para os pólos. Secas na Austrália e na Califórnia estão relacionadas ao fenômeno. Embora muitos pensem ao contrário, o El Niño é um fenômeno que acontece a milhares de anos, no entanto apenas recentemente ele vem sendo objeto de estudo pelos cientistas, interessados nas mudanças climáticas que ele provoca nas regiões afetadas diretamente e também em todo o planeta.

La Niña: Fenômeno oposto do El Niño, caracterizando-se pelo esfriamento das águas superficiais da região Equatorial do Oceano Pacífico, ocorrendo também no final do ano e quase sempre subsequente ao El Niño. Também é provocado pela força e pela direção do vento que ocasionam as diferenças na temperatura e na pluviosidade nos continentes que circundam aquele oceano. O resfriamento do oceano causado pelo El Niña tem repercussão direta sobre os ecossistemas marinhos, que ficam ricos em nutrientes, aumentando a vida marinha.

BIOMAS
São comunidades clímax com aspecto homogêneo e submetidas a condições climáticas similares em toda sua extensão. O estado de clímax depende da latitude, altitude, temperaturas médias e extremas, relevo, chuvas e solo.

Principais biomas terrestres

Tundra: Ocorre no Circulo Ártico. A camada superficial do solo descongela nos três meses do verão, faltando água para a vegetação (líquens e musgos) no restante do ano. Animais residentes têm adaptações para o frio e espécies migratórias aparecem no período mais quente.

Taiga: Florestas de coníferas do hemisfério norte, ao sul da tundra, sob intensa exploração de madeira. Estação quente mais longa e amena. Animais e vegetais podem apresentar dormência no inverno.

Florestas temperadas: Na América do Norte e Europa, apresentam quatro estações definidas, com consequências diretas sobre flora (perda de folhas sazonal) e fauna (hibernação, pelagens de verão e inverno).

Florestas tropicais: Ocorrem entre trópicos, em regiões de clima quente e altos índices pluviométricos na América do Sul e Central, África, Ásia e Austrália. Vegetação distribuída em estratos (herbáceo, arbustivo e arbóreo), abrigando grande diversidade de espécies animais e de interações entre si e com a flora.

Chaparral: Formações arbustivas do Sul da Europa, Norte da África, Califórnia e Chile, regiões de clima mediterrâneo (inverno úmido e verão seco).

Campos ou savanas: Formações abertas (predomínio do estrato herbáceo) de regiões temperadas (estepe russa e pradaria norte-americana) e tropicais (savana africana e cerrado brasileiro). Chuvas concentradas numa estação, com risco de queimadas no período seco.

Desertos: Localizados em regiões quentes (Saara, Austrália) ou frias (Gobi), mas com umidade do ar irrisória e chuvas raras. Plantas e animais com adaptações à falta d’água.

Biomas aquáticos: Os organismos aquáticos podem ser divididos em três grupos de acordo com seu modo de vida. Os bentos ocorrem junto ao fundo, fixos (ex.: algas, corais) ou com capacidade de deslocamento (ex.: caranguejo). Nécton é o grupo formado por organismos que nadam ativamente na massa líquida (ex.: peixes). O plâncton reúne seres não fotossintetizantes (zooplâncton) e seres fotossintetizantes (fitoplâncton, principais produtores desse ambiente) que, por serem pequenos (ex.: protozoários) ou não apresentarem estruturas de locomoção eficientes (ex.: medusa, algas microscópicas), são levados pelas correntes. A fotossíntese ocorre nas camadas mais superficiais (zona fótica), enquanto que áreas mais profundas e que não recebem luz (zona afótica) são abastecidas pela matéria orgânica dos estratos superiores.

Águas continentais
Incluem ambientes lóticos, com água em movimento e baixa produtividade de plâncton (corredeiras e rios de planalto) e lênticos, com menor deslocamento de água e maior atividade de autótrofos (lagos e rios de planície).

Ambiente marinho
Recobrindo mais de ¾ da superfície do planeta, os oceanos apresentam entre si uma continuidade geográfica que não tem correspondência com as condições físico-químicas ou com as comunidades de diferentes regiões. Diferenças na temperatura e salinidade levam à ocorrência de fauna e flora particulares. Regiões costeiras apresentam maior produtividade e diversidade de espécies, por receberem nutrientes do ambiente terrestre.

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