Cobra-Coral (Micrurus corallinus)

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Cobra-Coral (Micrurus corallinus)

Características: A Cobra-Coral (Micrurus corallinus) possui um veneno neurotóxico muito potente. É a cobra mais venenosa do Brasil, mas não é o maior responsável pelos acidentes ofídicos. Embora não dêem bote, seu veneno pode matar em poucas horas. Não possui cabeça em formato ligeiramente triangular (cabeça destacada do corpo), pupila vertical, dentes inoculadores de veneno móveis e fosseta loreal (órgão duplo situado entre as narinas e os olhos, eficiente para detectar o calor e os raios infravermelhos, ideal para se guiar à noite, particularidades comuns à maioria das serpentes peçonhentas existentes em território brasileiro). No entanto, a poderosa ação de seu veneno, na ausência do soro, é capaz de matar uma pessoa em poucas horas. O antídoto, nesse caso, é o soro antielapídico. A cabeça é arredondada, escamas lisas e brilhantes sobre o corpo, corpo delgado, olhos pequenos com pupilas circulares e dentição proteróglifa (dentes pequenos e fixos, com sulco que favorece o escorrimento do veneno, localizados no maxilar superior, na frente da boca). A coloração forma anéis ao longo do corpo, pretos, vermelhos e brancos. Pode atingir 80 cm de comprimento.

Habitat: Mata Atlântica.

Ocorrência: Brasil, do sul da Bahia até Santa Catarina.

Cobra-Coral (Micrurus corallinus)
Cobra-Coral (Micrurus corallinus)

Hábitos: diurno. Quando irritadas escondem a cabeça entre os anéis do corpo e levantam a cauda. Possuem hábitos subterrâneos, vivendo a maior parte do tempo sob a terra, ou escondidas entre as folhas no solo, no interior de troncos em decomposição ou nos vãos das pedras. Não dão bote nem conseguem escalar árvores. Em geral, atacam somente quando são manipuladas ou pisadas. Quando isso acontece, seus dentes pequenos e fixos mordem, e não picam, sua vítima, deixando no local apenas uma pequena perfuração. Os estragos, porém, podem ser fatais. Seu veneno com propriedades neurotóxicas, e altamente ativo, paralisa os nervos que controlam o diafragma, causando insuficiência respiratória aguda. Mas os acidentes com essa serpente são raros. Por se tratar de animal de comportamento furtivo, a dificuldade em deparar com esses répteis na natureza parece normal. Todavia, sua ausência pode tanto significar que eles estão sendo preservados como que suas populações diminuíram. São extremamente ágeis. São individualistas, tolerando outro exemplar do sexo oposto apenas durante a época da reprodução.

Alimentação: lagartos ápodos (sem membros), e outras cobras (menos a cascavel).

Cobra-Coral (Micrurus corallinus)Reprodução: época reprodutiva no final do ano. O vípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento no início da estação chuvosa.

Ameaças: caça indiscriminada e destruição do habitat.

Precauções: acidentes podem ser evitados quando observados alguns cuidados, como usar calças compridas e botas para caminhar no mato, luvas e proteção de couro para os braços quando se trabalha com colheita manual. Deve-se utilizar sempre um pedaço de pau para remexer palhadas ou vasculhar buracos, ocos de tronco, vãos de pedras, cupinzeiros etc. E jamais manipular uma cobra-coral (viva ou morta), mesmo quando se imagina tratar-se da falsa.

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