Peroba (Aspidosperma polyneuron)


Peroba (Aspidosperma polyneuron)

Peroba (Aspidosperma polyneuron)Ocorrência: da Bahia até o Paraná.

Outros nomes: peroba rosa, peroba amargosa, peroba rajada, peroba açu, sobro, peroba comum, peroba do rio, peroba paulista, peroba mirim, peroba miúda.

Características: árvore caducifólia de grande porte com 20 a 30 m de altura, pouco copada, muito esguia, com tronco de 60 a 90 cm de diâmetro, com casca rugosa acinzentada, com tecido protetor, de espessura variável e profundamente sulcada longitudinalmente. Ramos e folhas com látex branco. Folhas glabras, simples, alternas, obovadas a elíptico-oblongas, brilhantes na face superior, nervura central saliente e nervuras secundárias e terciárias proeminentes em ambas as faces, de 5 a 12 cm de comprimento e 2 a 4 cm de largura. Flores pequenas, brancas, hermafroditas e agrupadas em inflorescências terminais. Fruto folículo, castanho, oblongo a obovado, com lenticelas, seco, deiscente, geralmente achatados (às vezes atenuado na base), semilenhoso, com cerca de 4 a 6 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura, com uma crista mais ou menos proeminente, com duas a cinco sementes por fruto. Sementes elípticas, com 2 a 4 cm de comprimento por 8 a 10 mm de largura, provida de núcleo seminífero basal de asa membranácea e parda, dispersas naturalmente pelo vento. Um Kg de sementes contém 11.000 e 14.000 unidades.

Habitat: floresta estacional semidecidual e floresta pluvial atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: coloração vermelha-rosada, uniforme ou com manchas escuras, de superfície sem lustre e lisa, pesada, dura e muito durável.

Utilidade: madeira de primeira qualidade, amplamente utilizada na construção civil como vigas, caibros, assoalhos e escadas, em obras externas como postes e dormentes, na confecção de móveis pesados, carrocerias, vagões e em construções navais. A casca é amarga e tida na medicina popular como tônica e febrífuga. Indicada para paisagismo e regeneração de áreas degradadas.

Florescimento: outubro a novembro.

Frutificação: agosto a setembro.

Ameaças: a super-exploração econômica levou a peroba-rosa ao estado de perigo. Para isso contribuiu a destruição dos ecossistemas de origem.

Peroba (Aspidosperma polyneuron)
Peroba (Aspidosperma polyneuron)

Peroba do Campo (Paratecoma peroba)

Peroba do Campo (Paratecoma peroba)

Ocorrência: Sul da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro.

Outros nomes: peroba, peroba amarela, ipê, peroba tremida, ipê claro, peroba branca, perobinha, peroba manchada, peroba tigrina, ipê peroba, ipê rajado.

Características: árvore semidecídua com altura de 20 a 40 m, tronco com 40 a 80 cm de diâmetro. Folhas compostas, digitadas, 5 folíolos membranáceos, glabros, com 10 a 20 cm de comprimento por 3 a 7 cm de largura. Um Kg de sementes contém 16.700 unidades.

Habitat: Mata Atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, dura, medianamente resistente, de boa durabilidade quando em condições adequadas.

Utilidade: a madeira é apropriada para mobiliário de luxo, revestimentos decorativos, laminados, esquadrias, tacos, assoalhos, rodapés, peças torneadas, vigas, caibros e construção naval. É ornamental podendo ser usada em paisagismo em parques, praças e grandes jardins.

Florescimento: setembro a novembro.

Frutificação: setembro a outubro.

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