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Características das Plantas Angiospermas

Características das Plantas Angiospermas

Características das Plantas Angiospermas
Angiospermas
As angiospermas constituem uma das duas grandes divisões em que se repartem as plantas superiores (com flores e sementes) e se denominam fanerógamas; a outra divisão é a das gimnospermas, cujas sementes estão contidas numa escama e não em ovário. Essas árvores, como os abetos e ciprestes, são pouco comuns no Brasil.

A maior parte das espécies de plantas superiores enquadra-se na divisão das angiospermas, que engloba uma imensa diversidade de formas vegetais, desde árvores de grande porte, como os baobás e eucaliptos, até as ervas mais comuns nos campos e no solo das matas. Algumas espécies, como as orquídeas, ostentam flores soberbas, enquanto outras, como os cereais, as hortaliças, os tubérculos e as árvores frutíferas, são básicas para a alimentação humana.

Características gerais
A principal característica das angiospermas é a presença de uma série de peças, não raro muito vistosas, que compõem a corola e o cálice (o chamado perianto) e circundam os órgãos reprodutores propriamente ditos. Além disso, os óvulos ou células femininas não se encontram a descoberto, tal como ocorre nas coníferas e demais gimnospermas, mas acham-se protegidos pelos chamados carpelos, folhas modificadas que se fecham sobre si mesmas para guardar as células incumbidas da reprodução. As angiospermas compreendem grande diversidade de árvores, arbustos e espécies herbáceas, rasteiras e aquáticas. Distribuem-se por todo o mundo e ocupam os habitats mais distintos, do Ártico aos trópicos, passando por matas, desertos, estepes, montanhas, ilhas, águas continentais e oceânicas. Sua importância econômica é fundamental, já que as angiospermas incluem a maioria das espécies arbóreas utilizadas pelo homem, todas as plantas hortícolas, as ervas produtoras de essências, especiarias e extratos medicinais, as flores, os cereais e uma grande quantidade de espécies das quais são obtidos numerosos produtos de interesse industrial.

A forma e a vistosa aparência das flores variam enormemente de uma espécie a outra. As plantas anemófilas, cuja polinização se efetua pela ação do vento, apresentam flores simples, sem perianto (corola e cálice) vistoso, e sementes providas de asas. As plantas que praticam a polinização entomófila, intermediada por insetos, têm flores vistosas, muitas de grande beleza, como as orquídeas, rosas e dálias, acompanhadas às vezes dos chamados nectários, órgãos produtores de essências que as dotam de delicados aromas.

As angiospermas subdividem-se em dois grupos: dicotiledôneas e monocotiledôneas. As primeiras se caracterizam por apresentarem um embrião com dois cotilédones ou folículos. Nas dicotiledôneas desenvolvidas, o caule experimenta crescimento em grossura, existe uma raiz principal, da qual partem ramificações secundárias, e a nervação das folhas apresenta-se também ramificada, a partir de uma via central. Por sua vez, as monocotiledôneas, como seu nome indica, têm um único cotilédone no embrião. Nos espécimes desenvolvidos não existe crescimento em grossura (crescimento experimentado contudo, mas de modo diferente do que ocorre nas dicotiledôneas, por algumas espécies que têm porte arbóreo), as raízes se apresentam em feixes da mesma extensão e grossura e as folhas estão sulcadas por nervuras paralelas.

Características das Plantas Angiospermas
A origem das angiospermas parece residir em algumas ordens de gimnospermas arcaicas, como as das cicadales e cordaitales. Seus representantes mais antigos procedem do período jurássico, na era mesozóica.
Dicotiledôneas. As dicotiledôneas formam o grupo mais numeroso das angiospermas, no qual se destacam, pelo interesse das plantas que as integram, as seguintes ordens: fagales, salicales, urticales, magnoliales, ranunculales, papaverales, cariofilales, capparales, cactales, cucurbitales, rosales, fabales, mirtales, cornales, ramnales, scrofulariales, lamiales e asterales.

A ordem das fagales inclui espécies arbóreas de notável desenvolvimento, em especial nas regiões temperadas. Algumas, como a faia e o castanheiro, são típicas de zonas climáticas frias e úmidas; outras, em contrapartida, vegetam em zonas bem mais secas, como acontece com o carvalho e o sobreiro.

Na ordem das salicales encontram-se árvores caracterizadas por uma ampla área de dispersão e nítida preferência por terrenos úmidos, como o chorão e o choupo.

A ordem das urticales é composta tanto por árvores, como a amoreira, a figueira e o olmo, quanto por espécies de crescimento herbáceo, entre as quais a urtiga e o lúpulo.

A ordem das magnoliales reúne espécies arbóreas ou arbustivas que constituem a base morfológica a partir da qual se desenvolveram as demais angiospermas. Acham-se entre elas a magnólia, a canela e o boldo.

Na ordem das ranunculales destacam-se algumas espécies herbáceas conhecidas pelos princípios tóxicos que contêm, como o ranúnculo, o acônito e o heléboro, e espécies floríferas de pequeno porte como a anêmona e o delfínio ou esporinhas.

São também herbáceas muitas das integrantes da ordem das papaverales, como as papoulas silvestres, fornecedoras de matéria-prima para a extração do ópio e seus derivados. Na mesma ordem há árvores como o pau-d'alho, arbustos que fornecem condimentos, como a alcaparra, e espécies ornamentais odoríferas, como o resedá.

Na ordem das cariofilales agrupam-se muitas espécies herbáceas que também têm interesse do ponto de vista ornamental, como o cravo, ou alimentício, como a acelga, o espinafre e a beterraba.

Importantes para a alimentação humana são ainda certas espécies da ordem das capparales, como a couve, o rabanete, o nabo e a mostarda.

As cactales congregam a importante família dos cactos, plantas adaptadas aos climas desérticos e que acumulam água em seus tecidos. Já na ordem das cucurbitales estão contidas importantes espécies hortícolas, como a abóbora, o melão, a melancia e o pepino.

Da ordem das rosales fazem parte as roseiras, o morangueiro e as árvores frutíferas de ocorrência mais comum nas regiões temperadas, como a macieira, a pereira, a cerejeira, o marmeleiro, o pessegueiro e o damasqueiro. A ordem das fabales, identificada antes com a das rosales, pelas afinidades que as ligam, é composta por espécies como o trevo e a alfafa, além de outras destinadas à alimentação humana, como o feijão, a ervilha, a fava, o grão-de-bico e o alcaçuz.

Entre as mirtales incluem-se os eucaliptos, grandes árvores nativas da Austrália que se dispersaram por todo o mundo graças à rapidez com que crescem, facilitando assim a extração de madeira. Na ordem das ramnales, cabe mencionar, por sua importância para o homem, a videira, planta de que foram obtidas inúmeras variedades e de cujos frutos fermentados se obtém o vinho.

A ordem das scrofulariales compreende a família das solanáceas, na qual há várias espécies alimentícias, como a batata, o tomate, a beringela, e outras de grande importância econômica, como o fumo, ou medicinal, como a beladona e o meimendro.

Entre as lamiales há plantas herbáceas de ampla área de dispersão, como a digital ou dedaleira, da qual se extrai um princípio ativo muito tóxico, usado no tratamento de doenças cardíacas. Na mesma ordem estão ainda agrupadas plantas aromáticas como a menta, a sálvia, o tomilho e o orégano.

A ordem das asterales conta por sua vez com a grande família das compostas, integrada por espécies como o cardo, a artemísia, a margarida, o crisântemo, a calêndula e o girassol.

Monocotiledôneas
No grupo das monocotiledôneas, é menor o número de ordens, convindo mencionar entre elas, pelo interesse das espécies que englobam, as seguintes: liliales, iridales, orquidales, bromeliales, poales e arecales.

A primeira delas inclui plantas aquáticas, como os juncos, e plantas bulbosas, quer comestíveis como o alho e a cebola, quer ornamentais pela beleza das flores, como a açucena, o narciso e a tulipa. Na ordem das iridales há igualmente diversas plantas ornamentais, como o gladíolo e a íris.

Entre as orquidales ressalta a família das orquídeas, nativas em sua maioria dos trópicos e apreciadas pela beleza invulgar de suas flores. Algumas espécies, como a baunilha americana, assumiram grande importância econômica.

Também a ordem das poales inclui espécies de importância fundamental para o homem: as da família das gramíneas, entre as quais se destacam os cereais mais comuns na alimentação.

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Bromeliáceas | Bromélias

Bromeliáceas | Bromélias

Bromeliáceas | Bromélias

Não sendo parasitas, as bromeliáceas ou bromélias, monocotiledôneas, parecem extrair nutrientes do ar, da poeira e de eventuais bactérias. Com cerca de 1.700 espécies agrupadas em 46 gêneros, a família das bromeliáceas recebeu esse nome, dado por Lineu, em homenagem ao botânico sueco Olaf Bromel.

Típicas das zonas tropicais americanas e comuns nas matas brasileiras, as plantas da família das bromeliáceas são em geral epífitas -- vivem sobre galhos de árvores, que utilizam como suportes, sem delas nunca depender em seu sistema alimentar.

As bromeliáceas têm uma estrutura peculiar: suas folhas lineares, compridas e em geral estreitas projetam-se de um caule truncado e, armando-se em forma de rosácea, constituem no centro um perfeito cálice que armazena a água da chuva. Enriquecida por detritos orgânicos, essa água se torna um meio de cultura de microrganismos e também uma via auxiliar para a nutrição das bromélias.

Indistintamente chamadas de gravatás, numerosas bromeliáceas, de gêneros como Bromelia, Billbergia ou Aechmea, são estimadas como plantas ornamentais. Além de vegetarem sobre árvores, certas espécies crescem fixadas em pedras ou direto na terra. Outras são apenas terrestres, como o abacaxi, na verdade uma variedade do ananás silvestre (Ananas comosus).

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Floresta Decídua Temperada

Floresta Decídua Temperada

Floresta Decídua Temperada
A floresta decídua temperada é um bioma temperado terrestre caraterizado por árvores caducifólias, como as faias, nogueiras e carvalhos. Apresenta as quatro estações bem definidas. A sua característica principal é a perda de suas folhas durante o outono e o inverno. Durante muito tempo essas florestas foram devastadas, porém hoje algumas áreas são preservadas em parques nacionais.
Distribuição geográfica

Existe em regiões de clima temperado, como o leste dos Estados Unidos, oeste da Europa, uma parte da China, sudeste da Sibéria, leste da Ásia, Japão e península da Coreia e parte da Nova Zelândia.

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Planta Carnívora (Drosera Glanduligera) Usa Tentáculos Para Capturar Insetos

Planta Carnívora (Drosera Glanduligera) Usa Tentáculos Para Capturar Insetos

Planta Carnívora (Drosera Glanduligera) Usa Tentáculos Para Capturar Insetos

Cientistas da Universidade de Freiburg, na Alemanha, descobriram que uma espécie de planta carnívora "catapulta" insetos para o seu interior assim que sente movimentos nos tentáculos.

Nos primeiros segundos da gravação, é possível verificar uma espécie de mosca que se aproxima da planta, até que um dos tentáculos dela é ativado, prende o inseto e o leva para o interior.

O estudo publicado na quarta-feira (26 de setembro de 2012) na revista científica "PLoS ONE" dá detalhes de como funciona o mecanismo de captura da Drosera glanduligera, encontrada principalmente no sul da Austrália.


Segundo os pesquisadores, os tentáculos são impulsionados por um leve toque, que é quando prendem o inseto e fazem o movimento até o centro da planta. A presa não desgruda durante o funcionamento desse mecanismo, graças à presença de uma substância natural colante, que consegue prender o inseto até a morte.

De acordo com a investigação científica, o movimento de catapulta do tentáculo rumo ao centro do vegetal seria uma forma de facilitar o processo digestivo da espécie e de ser um complemento da armadilha natural da Drosera glanduligera para conseguir alimento.

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Cientistas Russos Ressuscitam Planta de Mais de 30 Mil Anos

Cientistas Russos Ressuscitam Planta de Mais de 30 Mil Anos

Cientistas Russos Ressuscitam Planta de Mais de 30 Mil AnosSilene stenophylla
Equipe de cientistas russos conseguiram 'ressuscitar' uma planta com 30 mil anos (22 de fevereiro de 2012). Os investigadores desenterraram o fruto e algumas sementes da planta do solo gelado da Sibéria a 38 metros de profundidade, buracos estes que foram contruidos por esquilos pré-históricos, e a partir dos seus tecidos conservados abaixo de zero grau, conseguiram fazer réplicas da planta.

A chave da resposta para a ressureição está no fato de que a "Planta do Pleistoceno manteve-se preservada no permafrost" e ficava na camada de solo gelado que ocupa milhares de quilômetros quadrados das latitudes boreais e onde se armazena uma grande banco de sementes e organismos congelados há milhares de anos. Os cientistas já tinham conseguido reanimar vários microorganismos, mas até ao momento não tinham ainda encontrado restos viáveis de plantas com flor. A experiência está relatada num artigo publicado na«PNAS».

Os restos da Silene stenophylla, uma planta herbácea do Pleistoceno, faziam parte da despensa de um roedor pré-histórico, uma espécie de esquilo que enterrou a sua comida num lugar perto do rio Kolyma, nordeste da Sibéria.

As sementes e os frutos estavam conservados a 38 metros de profundidade, em sedimentos que têm permanentemente temperaturas abaixo de zero. Depois de recolhidas e datadas atráves do método de carbono 14, as sementes foram replicadas pelos cientistas da Academia Russa das Ciências. O método utilizado foi o do cultivo de tecidos e micropropagação, o que lhes ofereceu clones do exemplar obtidos na parte germinativa dos frutos congelados.

Os rebentos foram transplantados para vasos de crescimento, e um ano mais tarde floresceram e deram frutos. Segundo os investigadores, as plantas regeneradas apresentam um fenótipo diferente ao dos exemplares da mesma espécie existentes actuamente. Este estudo, defendem os cientistas, demonstra que o permafrost é uma fonte rica em material genético de plantas silvestes e uma reserva de genes antigos.

Artigo: Regeneration of whole fertile plants from 30,000-y-old fruit tissue buried in Siberian permafrost

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Muçununga | Vegetação Que Ocorre Em Florestas Ombrófilas

Muçununga | Vegetação Que Ocorre Em Florestas Ombrófilas

Muçununga | Vegetação Que Ocorre Em Florestas Ombrófilas

Muçununga é uma vegetação que ocorre em Florestas Ombrófilas Densas de Terras Baixas do Norte do Espírito Santo e sul da Bahia, em locais de solo arenoso, úmido e fofo.

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Helicônias | Variedades de Helicônias

Helicônias | Variedades de Helicônias

Heliconia papagaioHeliconia papagaio
Heliconia velloziana
Heliconia velloziana
Heliconia lançaHeliconia lança
Heliconia bico de guaráHeliconia bico de guará
Heliconia guatemalenseHeliconia guatemalense

Outros nomes: bananeira-de-jardim, bananeirinha-de-jardim, bico-de-guará, falsa-ave-do-paraíso e paquevira, entre outros.

Heliconia fogoHeliconia fogo

Características
: as helicônias são plantas de origem neotropical, mais precisamente da região noroeste da América do Sul. Originalmente incluído na família Musaceae (a família das bananeiras), o gênero Helicônia mais tarde passou a constituir a família Heliconiaceae, como único representante. Ainda é incerto o número de espécies existentes, ficando na faixa compreendida entre 150 a 250 espécies. Seis espécies ocorrem nas Ilhas do Sul do Pacífico, Samoa e Indonésia. As demais estão distribuídas na América Tropical desde o sul do México até o norte de Santa Catarina, região sul do Brasil. As helicônias, conforme a espécie, ocorrem em altitudes que variam de 0 a 2.000m, embora poucas sejam aquelas restritas às regiões mais altas. Ocorrem predominantemente nas bordas das florestas e matas ciliares e nas clareiras ocupadas por vegetação pioneira. No Brasil, ocorrem naturalmente cerca de 40 espécies. Sua aceitação como flores de corte tem sido crescente, tanto no mercado nacional como internacional. As razões que favorecem sua aceitação pelo consumidor são a beleza e exoticidade das brácteas que envolvem e protegem as flores, muito vistosas, de intenso e exuberante colorido e, na maioria das vezes, com tonalidades contrastantes, além da rusticidade, da boa resistência ao transporte e da longa durabilidade após colheita. São plantas herbáceas rizomatosas, que medem de 50 cm a 10 metros de altura, conforme a espécie. As folhas apresentam-se em vários tamanhos. As espécies possuem um rizoma subterrâneo que normalmente é usado na propagação. As inflorescências podem ser eretas ou pendentes, com as brácteas distribuídas no eixo num mesmo plano ou planos diferentes. De grande durabilidade e rusticidade, estas flores chegam a manter-se por mais de 15 dias em vasos limpos com água, que deve ser trocada com freqüência e o corte das hastes renovada regularmente. As flores da helicônia são apreciadas pelos beija-flores pois são ricas em néctar. O fruto, tipo baga, é de cor verde ou amarelo, quando imaturo, e azul escuro na maturação completa. Geralmente abriga uma a três sementes, com 1,5 cm de diâmetro. Os principais países produtores são Jamaica, Costa Rica, Estados Unidos (Havaí e Flórida), Honduras, Porto Rico, Suriname e Venezuela. Existem também cultivos comerciais na Holanda, Alemanha, Dinamarca e Itália, mas sob condições protegidas. No Brasil, áreas de cultivo já são encontradas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, com expansão para os Estados do Amazonas e Ceará. Os principais países importadores são os Estados Unidos, a Holanda, a Alemanha, a Dinamarca, a Itália, a França e o Japão.

Propagação: são consideradas geófitas, ou seja, se reproduzem não somente pelas suas sementes, mas também por seus órgãos subterrâneos especializados, os rizomas, cuja principal função é servir como fonte de reservas, nutrientes e água para o desenvolvimento sazonal e, assim, assegurar a sobrevivência das espécies. A divisão do sistema de rizomas envolve tanto o rizoma horizontal como os pseudocaules verticais.
Função: utilizadas como plantas de jardim ou flores de corte.

Floração: varia de espécie para espécie e é afetado pelas condições climáticas. O pico de produção normalmente ocorre no início do verão, declina no outono e cessa no inverno, quando a temperatura média se aproxima de 10º.

Cuidados: desenvolvem-se em locais sombreados ou a pleno sol, de úmidos a levemente secos e em solos argilo-arenosos rico em matéria orgânica. A faixa de temperatura ideal situa-se entre 21 e 35 ºC. Temperaturas inferiores a 15 ºC são prejudiciais ao desenvolvimento normal das plantas. Abaixo de 10 ºC, o crescimento cessa. As helicônias exigem alta umidade relativa. As regas são muito importantes principalmente no verão quando suas folhas também devem ser pulverizadas com água. Já no inverno as regas devem ser somente quando a superfície do solo ficar seca.

Entre as espécies e híbridos mais comercializados como flores de corte, destacam-se: H. psittacorum, H. bihai, H. chartaceae, H. caribaea, H. wagneriana, H.stricta, H. rostrata, H. farinosa.

Fonte: www.megatimes.com.br

Importância da Floresta Equatorial

Importância da Floresta Equatorial

Importância da Floresta Equatorial
As elevadas temperaturas, a forte umidade do ar e a abundância de precipitações, explicam o extraordinário desenvolvimento da vegetação nas regiões equatoriais. Trata-se duma floresta muito densa, algumas vezes chamada pelos habitantes locais (principalmente na Amazônia) por «inferno verde». A vegetação é tão densa, ou seja, as plantas crescem umas por cima das outras e existe entre elas uma grande competição pela luz, pois é indispensável para a fotossíntese, que podem-se considerar na floresta equatorial vários estratos (ou andares), havendo em cada um deles determinadas espécies de plantas. Na imagem ao lado, dificilmente se imagina a altura das árvores, nem sequer dá para imaginar o modo como as plantas estão tão junto umas das outras. Contudo, o chão ainda está muito longe. As árvores da imagem têm normalmente cerca de 40 metros de altura, mas podem chegar até aos 60 metros. 

Neste esquema, podem-se observar com facilidade os estratos da floresta equatorial. O estrato junto ao solo, é o estrato herbáceo, pouco desenvolvido e onde quase não existe luz, pois as plantas dos estratos superiores dificultam a passagem da luz. Repare-se bem na figura dum homem, neste estrato, que serve para dar uma ideia da altura e da densidade da floresta. Não entrando em pormenores de todos os estratos, refira-se apenas que o estrato superior, é constituído por árvores bastante altas, cujas copas apresentam uma forma arredondada (tipo guarda-chuva), e os seus troncos, de casca fina, são lisos, apenas ramificados na parte superior.

É muito vulgar nestas florestas, alguns tipos de plantas trepadoras e parasitas, que se servem das árvores para irem subindo e alcançar a luz; muitas vezes estas trepadeiras desenvolvem-se tanto que acabam por estrangular as árvores onde se enrolam. Estas trepadeiras, normalmente lianas, atingem um desenvolvimento tão grande, que quem as vê, diria que se tratava de uma autentica árvore. Há lianas com cerca de 200 metros de comprimento.

Com estas condições ambientais, a vida animal também é muito abundante e diversa, mas é raro haver nestas florestas animais muito grandes, pois a vegetação é tão densa, que os animais grandes não se conseguiriam movimentar ali dentro. Pela imagem, pode-se fazer uma ideia dos animais que existem na floresta equatorial: nas árvores, alguns mamíferos (macacos, lêmures, jaguares, esquilos, preguiças...), imensos répteis (cobras, lagartos, serpentes, jibóias), um grande número de aves (quase sempre muito coloridas e de grande beleza - tucanos, araras, catatuas, papagaios, quetzal...), e uma imensidão de insetos; ao nível do solo (ou perto dele), também mamíferos (leopardos, gorilas, mandarins, antílopes, ratos....) répteis, batráquios (sapos e rãs - muitas delas venenosas), vermes, etc.. Nos rios, quase sempre de águas muito lamacentas e turvas, abundam crocodilos, jacarés, búfalos, rinocerontes, pequenos anfíbios, roedores, e como é lógico, muitos peixes, entre os quais, as famosas piranhas, enguias-eléctricas, etc...

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Floresta Tropical Decídua

Floresta Tropical Decídua

Floresta Tropical Decídua

Florestas tropicais decíduas são florestas localizadas na zona tropical, em climas com acentuado período seco. Possuem uma estrutura normalmente densa e constituída principalmente por árvores em torno de 20 m. Suas folhas no período desfavorável caem cerca de 70%, considerando o conjunto das árvores da floresta.

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Plantas Raras do Dioma Caatinga


Plantas Raras do Dioma Caatinga

Plantas Raras do Dioma Caatinga
Lista de Plantas Raras do Dioma Caatinga segundo o livro “Pantas Raras do Brasil”.

ACANTHACEAE
Poikilacanthus harleyi Wassh

ALISMATACEAE
Echinodorus glandulosus Rataj

ALLIACEAE
Nothoscordum bahiense Ravenna

AMARANTHACEAE
Gomphrena chrestoides C.C.Towns.
Gomphrena hatschbachiana Pedersen
Gomphrena serturneroides Suess.
Gomphrena nigricans Mart.
Gomphrena pulvinata Suess.

AMARYLLIDACEAE
Habranthus bahiensis Ravenna

ANNONACEAE
Duguetia dicholepidota Mart.

APOCYNACEAE
Barjonia harleyi Fontella & Marquete
Cynanchum morrenioides Goyder
Hemipogon harleyi (Fontella) Goyder
Marsdenia pickelii Fontella & Morillo
Matelea morilloana Fontella
Metastelma giuliettianum Fontella
Rauvolfia blanchetii A.DC.

AQUIFOLIACEAE
Ilex auricula S.Andrews
Ilex mucugensis Groppo

ARACEAE
Anthurium radicans K.Koch & A.Haage
Philodendron pachyphillum K.Krause

ARALIACEAE
Dendropanax geniculatus Fiaschi

ARECACEAE
Attalea pindobassu Bondar
Syagrus werdermannii Burret

ARALIACEAE
Dendropanax geniculatus Fiaschi

ASTERACEAE
Chionolaena jeffreyi H.Rob.
Eremanthus leucodendron Mattf.
Hoehnephytum almasensis D.J.N.Hind
Lychnophora crispa Mattf.
Lychnophora phylicifolia DC.
Lychnophora santosii H.Rob.
Lychnophora sericea D.J.N.Hind
Paralychnophora atkinsae D.J.N.Hind
Paralychnophora patriciana D.J.N.Hind
Senecio almasensis Mattf.
Senecio regis H.Rob.
Senecio regis H.Rob.
Stilpnopappus laiseae R.Barros & R.L.Esteves
Vernonia leucodendron (Mattf.) MacLeish
Wunderlichia bahiensis Maguire & G.M.Barroso

BIGNONIACEAE
Adenocalymma fruticosum A.H.Gentry
Adenocalymma salzmannii DC.
Adenocalymma subspicatum A.H.Gentry
Amphilophium perbracteatum A.H.Gentry
Fridericia paradoxa (Sandwith) L.G.Lohmann
Handroanthus selachidentatus (A.H.Gentry)
Mansoa onohualcoides A.H.Gentry
Jacaranda rugosa A.H.Gentry
Tournefortia andrade-limae J.I.M.Melo
Adenocalymma fruticosum A.H.Gentry
Adenocalymma salzmannii DC.
Adenocalymma subspicatum A.H.Gentry
Amphilophium perbracteatum A.H.Gentry
Anemopaegma mirabile (Sandwith) A.H.Gentry
Fridericia paradoxa (Sandwith) L.G.Lohmann
Handroanthus selachidentatus (A.H.Gentry)S.
Mansoa onohualcoides A.H.Gentry
Jacaranda rugosa A.H.Gentry
Sparattosperma catingae A.H.Gentry
Tournefortia andrade-limae J.I.M.Melo

CONVOLVULACEAE
Evolvulus gnaphalioides Moric.1
Ipomoea franciscana Choisy1

CURCUBITACEAE
Apodanthera hindii C.Jeffrey
Apodanthera linearis Cogn.
Apodanthera succulenta C.Jeffrey
Apodanthera villosa C.Jeffrey
Fevillea bahiensis G.Rob. & Wunderlin

CYPERACEAE
Fuirena lainzii Luceño & M.Alves
Hypolytrum lucennoi M.Alves & W.W.Thomas
Lagenocarpus adamantinus Nees
Rhynchospora calderana D.A.Simpson
Abildgaardia disticha Lye
Abildgaardia papilosa Kral & M.Strong
Bulbostylis distichoides Lye
Bulbostylis lombardii Kral & M.Strong
Bulbostylis smithii Barros
Cryptangium humile (Nees) Boeck.
Cyperus almensis D.A.Simpson
Cyperus brumadoi D.A.Simpson
Eleocharis almensis D.A.Simpson
Eleocharis bahiensis D.A.Simpson
Eleocharis morroi D.A.Simpson
Eleocharis olivaceonux D.A.Simpson

BROMELIACEAE
Bromelia arenaria Ule
Cryptanthus burle-marxii Leme
Cryptanthus colnagoi Rauh & Leme
Dyckia limae L.B.Sm.
Dyckia pernambucana L.B.Sm.
Encholirium erectiflorum L.B.Sm.
Orthophtum hatschbachii Leme
Orthophytum heleniceae Leme
Vriesea limae L.B.Sm.

CACTACEAE
Arrojadoa bahiensis (P.J.Braun & Esteves)
Arrojadoa multiflora F.Ritter
Facheiroa ulei (Gürke) Werderm.
Melocactus azureus Buining & Brederoo
Melocactus braunii Esteves
Melocactus conoideus Buining & Brederoo
Melocactus deinacanthus Buining & Brederoo
Melocactus ferreophilus Buining & Brederoo
Melocactus glaucescens Buining & Brederoo
Melocactus lanssensianus P.J.Braun
Micranthocereus hofackerianus (P.J.Braun &
Micranthocereus polyanthus (Werderm.) Backeb.
Pilosocereus aureispinus (Buining & Brederoo) F.Ritter
Pilosocereus azulensis N.P.Taylor & Zappi
Pilosocereus bohlei Hofacker

CELASTRACEAE
Elachyptera coriacea Lombardi2

DILLENIACEAE
Davilla sessilifolia Fraga

ERIOCAULACEAE
Actinocephalus aggregatus F.N.Costa
Actinocephalus compactus (Gardner) Sano
Actinocephalus herzogii (Moldenke) Sano
Actinocephalus heterotrichus (Silveira) Sano
Actinocephalus nodifer (Silveira) Sano
Actinocephalus stereophyllus (Ruhland) Sano
Blastocaulon albidum (Koern.) Ruhland
Blastocaulon rupestre (Koern.) Ruhland
Leiothrix crassifolia (Bong.) Ruhland
Leiothrix distichoclada Herzog
Leiothrix luxurians (Koern.) Ruhland
Leiothrix milho-verdensis Silveira
Leiothrix rupestris Giul.
Paepalanthus albo-tomentosus Herzog
Paepalanthus almasensis Moldenke
Paepalanthus argenteus Silveira
Paepalanthus barbulatus Herzog
Paepalanthus cinereus Giul. & L.R.Parra
Paepalanthus contasensis Moldenke
Paepalanthus erigeron Mart. ex Koern.
Paepalanthus globulifer Silveira
Paepalanthus harleyi Moldenke
Paepalanthus inopinatus Moldenke
Paepalanthus itatiaiensis Ruhland
Paepalanthus langsdorffii (Bong.) Koern.
Paepalanthus lanuginosus Hensold
Paepalanthus luetzelburgii Herzog
Paepalanthus obtusifolius (Steud.) Koern.
Paepalanthus stannardii Giul. & L.R.Parra
Syngonanthus bahiensis Moldenke
Syngonanthus curralensis Moldenke
Syngonanthus floccosus Moldenke
Syngonanthus harleyi Moldenke
Syngonanthus hatschbachii Moldenke
Syngonanthus hygrotrichus Ruhland
Syngonanthus mucugensis Giul.

ERYTHROXYLACEAE
Erythroxylum pauferrense Plowman1
Erythroxylum tianguanum Plowman1

EUPHORBIACEAE
Adenophaedra cearensis Huber ex Secco
Croton arlineae D.Medeiros, L.Senna & R.J.V.Alves

GENTIANACEAE
Prepusa montana Gardner1
Schultesia bahiensis E.F.Guim. & Fontella2
Schultesia crenuliflora Mart.2
Schultesia pachyphylla Griseb.2
Schultesia sucreana E.F.Guim. & Fontella2
Columnea ulei Mansf.

LAMINACEAE
Eriope anamariae Harley
Eriope confusa Harley
Eriope filifolia Benth.
Eriope luetzelburgii Harley
Eriope montana Harley
Eriope sincorana Harley
Hyptis argyrophylla Harley
e Magalhães de Minas
Hyptis cuniloides Epling
Hyptis hagei Harley
Hyptis halimifolia Mart. ex Benth.
Hyptis irwinii Harley
Hyptis nubicola Harley
Hyptis pinheiroi Harley
Hyptis sancti-gabrielii Harley
Hyptis silvinae Harley
Vitex laciniosa Turcz.

LAURACEAE
Ocotea loefgrenii Vattimo-Gil
Ocotea maranguapensis Vattimo-Gil

LECYTHIDACEAE
Eschweilera tetrapetala S.A.Mori

LEGUMINOSAE
SUBFAMÍLIA CAESALPINIOIDEAE
Apuleia grazielanae A.Fernandes
Chamaecrista anamariae Conc., LP.Queiroz & G.P.Lewis
Chamaecrista arboae Barneby
Chamaecrista axilliflora H.S.Irwin & Barneby
Chamaecrista catolesensis Conc., LP.Queiroz & G.P.Lewis
Chamaecrista cuprea H.S.Irwin & Barbeby
Chamaecrista depauperata Conc., L.P.Queiroz & G.P.Lewis
Chamaecrista punctulifera (Harms) H.S.Irwin & Barneby
Chamaecrista speciosa Conc., LP.Queiroz & G.P.Lewis
Moldenhawera brasiliensis Yakovlev
Senna bracteosa D.Cardoso & L.P.Queiroz

SUBFAMÍLIA MIMOSOIDEAE
Calliandra crassipes Benth.
Calliandra cumbucana Renvoize
Calliandra debilis Renvoize
Calliandra feioana Renvoize
Calliandra ganevii Barneby
Calliandra geraisensis E.R.Souza & L.P.Queiroz
Calliandra imperialis Barneby
Calliandra involuta Mackinder & G.P.Lewis
Calliandra lanata Benth.
Calliandra germana Barneby
Calliandra hygrophila Mackinder & G.P.Lewis
Calliandra imbricata E.R.Souza & L.P.Queiroz
Calliandra lintea Barneby
Calliandra luetzelburgii Harms
Calliandra paterna Barneby
Calliandra pilgeriana Harms
Calliandra pubens Renvoize
Calliandra renvoizeana Barneby
Calliandra semisepulta Barneby
Calliandra sincorana Harms
Calliandra stelligera Barneby
Calliandra ulei Harms
Chloroleucon extortum Barneby & Grimes
Mimosa crumenarioides L.P.Queiroz & G.P.Lewis
Mimosa glaucula Barneby
Mimosa hirsuticaulis Harms
Mimosa hortensis Barneby
Mimosa lepidophora Rizzini
Mimosa morroënsis Barneby
Mimosa setuligera Harms
Mimosa ulbrichiana Harms
Senegalia sp. (= Acacia ricoae A.Bocage & S. Miotto)

SUBFAMÍLIA PAPILIONOIDEAE
Aeschynomene carvalhoi G.P.Lewis
Aeschynomene lewisiana A.Fernandes
Aeschynomene sabulicola L.P.Queiroz & D.Cardoso
Aeschynomene soniae G.P.Lewis
Crotalaria brachycarpa Benth.
Harpalyce lanata L.P.Queiroz
Luetzelburgia harleyi D.Cardoso, L.P.Queiroz & H.C.Lima
Luetzelburgia neurocarpa D.Cardoso, L.P.Queiroz & H.C.Lima
Pterocarpus monophyllus Klitgaard, L.P.Queiroz & G.P.Lewis
Swartzia curranii R.S.Cowan
Zornia ulei Harms

LYTHRACEAE
Cuphea bahiensis (Lourteig) T.B.Cavalc. & S.A.Graham
Cuphea glareosa T.B.Cavalc.
Cuphea sincorana T.B.Cavalc.
Diplusodon argyrophyllus T.B.Cavalc.
Diplusodon canastrensis T.B.Cavalc.

MELASTOMATACEAE
Cambessedesia gracilis Wurdack6,2
Cambessedesia hermogenesii A.B.Martins6,2
Cambessedesia rupestris A.B.Martins6,2
Lavoisiera harleyi Wurdack2,5
Marcetia alba Ule1,2
Marcetia bahiana (Ule) A.B.Martins1,2
Marcetia eimeariana A.B.Martins & Woodgyer1,2
Marcetia formosa Wurdack1,2
Marcetia grandiflora Wurdack1,2
Marcetia luetzelburgii Markgr.1,2
Marcetia lychnophoroides A.B.Martins1,2
Marcetia macrophylla Wurdack1,2
Marcetia nervulosa Markgr.1,2
Marcetia nummularia Markgr.1,2
Marcetia oxycoccoides Wurdack & A.B.Martins1,2
Marcetia sincorensis Wurdack1,2
Marcetia viscida Wurdack1,2
Microlicia amblysepala Ule3,4,1
Microlicia aurea Wurdack3,4,1
Microlicia aurea Wurdack3,4,1
Microlicia balsamifera (DC.) Mart.3,4,1
Microlicia blanchetiana Cogn.3,4,1
Microlicia carrasci Markgr. 3,4,1
Microlicia catolensis Woodgyer & Zappi3,4,1
Microlicia chrysantha Wurdack3,4,1
Microlicia comparilis Wurdack3,4,1
Microlicia giuliettiana A.B.Martins & Almeda3,4,1
Microlicia harleyi Wurdack3,4,1
Microlicia hatschbachii Wurdack3,4,1
Microlicia isostemon Wurdack3,4,1
Microlicia leucopetala Wurdack3,4,1
Microlicia luetzelburgii Markgr. 3,4,1
Microlicia minima Markgr. 3,4,1
Microlicia monticola Wurdack3,4,1
Microlicia morii Wurdack3,4,1
Microlicia mucugensis (Wurdack) Almeda &
Microlicia noblickii (Wurdack) A.B.Martins &
Microlicia oligochaeta Wurdack3,4,1
Microlicia petasensis Wurdack3,4,1
Microlicia pinheiroi Wurdack3,4,1
Microlicia plumosa Woodgyer & Zappi3,4,1
Microlicia sincorensis (DC.) Mart. 3,4,1
Microlicia subaequalis Wurdack3,4,1
Microlicia subalata Wurdack3,4,1
Microlicia scoparia DC. 3,4,1
Microlicia taxifolia Naudin3,4,1
Pterolepis rotundifolia Wurdack

MOLLUNGINACEAE
Glischrothamnus ulei Pilger

MORACEAE
Ficus noronhae Oliv.

MYRTACEAE
Myrcia almasensis NicLugh.
Psidium cauliflorum Landrum & Sobral

OCHNACEAE
Luxemburgia diciliata Dwyer
Luxemburgia hatschbachiana Sastre
Ouratea platicaulis Sastre
Sauvagesia nitida Zappi & E.Lucas

ORCHIDACEAE
Habenaria pseudohamata Toscano
Notylia sylvestris Smith & Harris
Thelyschista ghillanyi (Pabst) Garay
Veyretia sincorensis (Schltr.) Szlach.

VERBENACEAE
Stachytarpheta arenaria S.Atkins1
Stachytarpheta bicolor Hook. f.1
Stachytarpheta bromleyana S. Atkins1
Stachytarpheta caatingensis S.Atkins1
Stachytarpheta galactea S.Atkins1
Stachytarpheta ganevii S.Atkins1
Stachytarpheta glandulosa S.Atkins1
Stachytarpheta guedesii S.Atkins1
Stachytarpheta lacunosa Mart. ex Schauer1
Stachytarpheta lychnitis Mart. ex Schauer1
Stachytarpheta piranii S. Atkins1

MOLLUNGINACEAE
Glischrothamnus ulei Pilger

MORACEAE
Ficus noronhae Oliv.

MYRTACEAE
Myrcia almasensis NicLugh.
Psidium cauliflorum Landrum & Sobral

OCHNACEAE
Luxemburgia diciliata Dwyer
Luxemburgia hatschbachiana Sastre
Ouratea platicaulis Sastre
Sauvagesia nitida Zappi & E.Lucas

ORCHIDACEAE
Habenaria pseudohamata Toscano
Notylia sylvestris Smith & Harris
Thelyschista ghillanyi (Pabst) Garay
Veyretia sincorensis (Schltr.) Szlach.

VERBENACEAE
Stachytarpheta arenaria S.Atkins1
Stachytarpheta bicolor Hook. f.1
Stachytarpheta bromleyana S. Atkins1
Stachytarpheta caatingensis S.Atkins1
Stachytarpheta galactea S.Atkins1
Stachytarpheta ganevii S.Atkins1
Stachytarpheta glandulosa S.Atkins1
Stachytarpheta guedesii S.Atkins1
Stachytarpheta lacunosa Mart. ex Schauer1
Stachytarpheta lychnitis Mart. ex Schauer1
Stachytarpheta piranii S. Atkins1
Stachytarpheta quadrangula Nees & Mart.1
Stachytarpheta radlkoferiana Mansf.1
Stachytarpheta tuberculata S.Atkins1

XYRIDACEAE
Xyris mertesiana Koern. ex Malme

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Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides)


Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides)

Sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides)
Ocorrência: Rio de Janeiro.

Outros nomes: sibipira, coração de negro, sepipiruna, sebipira.

Características: árvore semidecídua que atinge 18 m de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro, copa arredondada, podendo chegar a 15 m de diâmetro. Costuma viver por mais de um século e é muito confundida com o pau-brasil e o pau-ferro, pela semelhança da folhagem. Folhas compostas bipinadas, de 20 a 25 cm de comprimento, com 17 a 19 pares de pinas. Folíolos em número de 13 a 27 por pina, com 10 a 12 mm de comprimento. Flores amarelas dispostas em cachos cônicos e eretos. Os frutos são de cor bege-claro, achatados, medem cerca de 3 cm de comprimento. Um Kg de sementes contém 2.850 unidades.

Habitat: Mata Atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, dura, de média durabilidade natural.

Utilidade: a madeira pode ser usada na construção civil, como caibros e ripas, para estrutura de móveis e caixotaria. muito utilizada no paisagismo urbano em geral, sendo também indicada para projetos de reflorestamento pelo seu rápido crescimento e grande poder germinativo. Produz sombra considerável, reduzindo a radiação solar em 88,5%.

Florescimento: agosto a novembro.

Frutificação: julho a setembro.

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Árvore Breu Branco | Protium heptaphyllum

Árvore Breu Branco | Protium heptaphyllum  

Árvore Breu Branco | Protium heptaphyllum

Nome científico: Protium heptaphyllum  
Família: Burseraceae

Distribuição geográfica: Matas de terra firme, em solo argiloso, da região Amazônica, Bahia, Minas Gerais e Goiás. Ainda NO Suriname, Colômbia, Venezuela e Paraguai.

A Árvore Breu Branco | Protium heptaphyllum   é do gênero Protium é representado em todas as matas do País, desde o norte até o extremo sul, reunindo desde espécies arbustivas, pouco expressivas como produtoras de madeira, até AS arbóreas, com algumas espécies produtoras de madeiras com expressão comercial internacional, como AS de P. decandrum March. e P. sagotianum March., comuns nas Guianas e NO Brasil.

Denominações vulgares Breu, breu branco verdadeiro, cicantaá-inua, almecegueira, breu branco do campo, pau de mosquito, almescla, amescla, incenso, almácega, almesca, almá-cega brava, a. cheirosa, aimescia, breu almácega, eIemi, eIemIeira, ibiracica, pau de breu, tacaá-macá, almiscar, animé, árvore do incenso, erva feiticeira, icaríba, curacal, tacamahaco. haiawa, kurokai, ulu, encens gris, gommier. Mesclão, breu preto.

Características gerais da árvore: árvore pequena 10 m de altura e tronco espesso 50-60 cm de diâmetro na base, casca vermelho-escura. A casca, da maioria das espécies, é rica em resina aromática que é utilizada para fins medicinais, como incenso de igreja ou ainda como material de calefação de barcos.

A espécie P. heptaphyllum (BREU- BRANCO) produz a resina conhecida, NO co-mércio, como Resina de Almécega, "AImam? ou "Almíscar". Principais usos Acabamentos internos, móveis populares, marcenaria, construção em geral, carpintaria, caixotaria, carvão, entalhes, esquadrias, lambris, cabos de vassoura.

Algumas espécies possuem seiva que pode ser utilizada como combustível.

Árvore Breu Branco | Protium heptaphyllum

Sucupira (Pterodon emarginatus)


Sucupira (Pterodon emarginatus)

Sucupira (Pterodon emarginatus)
Ocorrência: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins.

Outros nomes: faveiro, sucupira branca, fava de sucupira, sucupira lisa.

Características: árvore decídua que pode atingir 16 m de altura, com tronco liso de coloração amarelo bem claro, ereto, de 30 a 50 cm de diâmetro. Folhas compostas pinadas, com 20 a 36 folíolos de 3 a 4 cm de comprimento. Suas flores, de coloração rósea bem clara, às vezes se tornando até levemente brancas, são encontradas no período de seca. Raízes podem apresentar um engrossamento denominado batata de sucupira, no qual armazena nutrientes e água para períodos de escassez. Seus frutos, a parte de maior interesse para nós, medem cerca de 5 a 6 cm de comprimento por uns 3 a 4 cm de largura, de formato ovóide, apresentando nas laterais uma margem fibrosa e ao centro, onde armazena a semente, uma rede de veios cheios de um óleo bem resinoso. Um Kg de sementes contém 1.200 unidades.

Habitat: cerrado.

Propagação: sementes.

Madeira: madeira bastante resistente, pesada, bastante dura, difícil de rachar.

Utilidade: madeira muito utilizada na construção naval e civil, pilares de pontes, postes, dormentes, assoalhos, carrocerias, carvão e lenha. Os frutos podem ser armazenados durante vários anos sem perder suas qualidades medicinais. O óleo tem qualidades terapêuticas. A casca de seus galhos emprega-se para reumatismo. É indicada para paisagismo e regeneração de áreas degradadas.

Florescimento: setembro a outubro.

Frutificação: junho a julho com a planta totalmente despida de folhagem.

Sucupira (Pterodon emarginatus)

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Castanha Sapucaia (Lecythis pisonis)


Castanha Sapucaia (Lecythis pisonis)

Castanha Sapucaia (Lecythis pisonis)
Ocorrência: do Ceará ao Rio de Janeiro, com predominância nos estados do Espírito Santo e Bahia.

Outros nomes: castanha sapucaia, cumbuca de macaco, sapucaia vermelha (ES), marmita de macaco, caçamba do mato.

Características: planta semidecídua com altura de 20 a 30 m com copa densa e ampla, tronco reto, casca espessa, dura e pardo-escura, com fissuras, com 50 a 90 cm de diâmetro. Folhas membranáceas, ovado-oblongas, margem serreada, nervação bem nítida na face superior glabras, parcialmente renovadas na seca. As folhas novas de cor rosa-avermelhada, juntamente com as flores de cor lilás, conferindo à sua copa beleza indescritível. Este espetáculo dura algumas semanas, atingindo o seu auge no final de outubro e passando lentamente para a cor verde normal. Somente árvores adultas (com mais de 8 anos) exibem esta característica. Flores grandes e de coloração branco-arroxeadas, bastante atraentes devido a uma estrutura cobrindo os órgãos reprodutivos. Uma das principais curiosidades desta árvore é a forma de seu fruto, denominada botanicamente "pixídio" e popularmente conhecida como "cumbuca". Trata-se de uma cápsula lenhosa de forma globosa de 2 a 4 kg e até 25 cm de diâmetro, dotada de uma tampa na extremidade oposta ao cabinho de fixação que se descola e cai quando o fruto está maduro para permitir a liberação das sementes. As sementes ou "castanhas" são comestíveis e muito deliciosas. Seu sabor rivaliza com a "castanha-do-pará", contudo não é comercial porque a produção é muito baixa e muito perseguida pelos macacos e outros animais selvagens.

Geralmente uma cumbuca média contém 6 a 12 castanhas elípticas, oleaginósas, com 6 cm de comprimento, as quais contém, afixadas em sua base, um arilo branco-amarelado de sabor adocicado e muito procurado pelos morcegos. Estes recolhem as castanhas com o arilo e as levam para árvores de copa densa para saborearem, deixando cair as castanhas após a remoção do arilo, constituindo-se assim nos disseminadores naturais desta espécie. Portanto, o melhor lugar para procurar as castanhas desta árvore não é sob a sua copa, mas sob as árvores próximas de copa densa e escura. O maior consumidor de suas castanhas, contudo, não é o homem, mas sim o macaco-sauá, que faz verdadeiras loucuras para consegui-las. Quando ainda fechadas, os macacos torcem as cumbucas como se fossem arrancá-las para acelerar a maturação. Quando parcialmente abertas, chegam a bater um fruto contra o outro na tentativa de forçar a liberação das castanhas e, segundo a lenda, dificilmente enfiam a mão dentro da cumbuca (pelo menos os mais experientes), porque isto pode prender sua mão ao contraí-la para apanhar as castanhas. Daí a expressão "macaco velho não põe a mão em cumbuca". Geralmente ficam afixadas na árvore mesmo após a queda das castanhas por vários meses. Um kg de sementes contém aproximadamente 180 unidades.

Habitat: mata atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, dura, resistente, de grande durabilidade quando não enterrada.

Utilidade: a madeira era usada principalmente para vigamentos de construções rurais em geral, esteios, postes, estacas, tábuas para assoalhos, pontes, etc. As cumbucas são usadas na zona rural como utensílio para fins diversos, principalmente para vasos de plantas ou como adorno doméstico. As castanhas são comestíveis e muito apreciadas pela fauna.

Florescimento: setembro a outubro.

Frutificação: agosto a setembro.

Ameaças: sua freqüência natural na floresta nunca foi muito alta e, hoje, já pode ser considerada rara no habitat. Isto se deve a pequena produção de sementes e a intensa perseguição dos macacos que consomem avidamente suas castanhas.

Castanha Sapucaia (Lecythis pisonis)

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Sombreiro (Clitoria fairchildiana)

Sombreiro (Clitoria fairchildiana)

Sombreiro (Clitoria fairchildiana)
Ocorrência: Amazonas, Pará, maranhão e Tocantins.

Outros nomes: palheteira, sobreiro, sombra de vaca.

Características: árvore decídua com altura de 6 a 12 m , tronco curto e revestido por casca fina e lisa. Folhas compostas trifolioladas, estipuladas, longo-pecioladas. Folíolos coriáceos, glabros na face superior e seríceo-pubescentes na inferior, com 14 a 20 cm de comprimento por 5 a 7 cm de largura. Frutos vagens deiscentes. Um Kg de sementes contém 1.800 unidades.

Habitat: floresta pluvial amazônica.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, mole, medianamente resistente, fácil de trabalhar, de baixa durabilidade sob condições naturais.

Utilidade: a madeira pode ser usada na construção civil como divisórias internas, e forros, para confecção de brinquedos e caixotaria. A árvore proporciona ótima sombra e tem ótimo potencial paisagístico. É indicada para regeneração de áreas degradadas.

Florescimento: abril a maio.

Frutificação: maio a julho.

Clitoria fairchildiana

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Sumaúma (Ceiba pentandra)


Sumaúma (Ceiba pentandra)

Sumaúma (Ceiba pentandra)
Ocorrência: toda bacia amazônica.

Outros nomes: sumaúma da várzea, sumaumeira, árvore da seda, árvore da lã, paina lisa, sumaúma verdadeira.

Características: árvore decídua de até 50 m de altura, é um dos gigantes da floresta. Tronco mais engrossado no terço inferior, casca acinzentada, lisa, apresentando raízes tabulares, com acúleos nos ramos novos e 80 a 160 cm de diâmetro. Folhas alternas, compostas, digitadas, com 5 a 7 folíolos membranosos, glabros na página superior e pálidos na inferior, oblongos a lanceolados, ápice agudo e acuminado, com pecíolo de 28 cm. Flores com pétalas brancas a rosadas, dispostas em inflorescências densas. Fruto cápsula fusiforme, lisa, 10 cm de comprimento, provido de pequenas sementes envoltas por pêlos (painas). Um Kg de sementes contém aproximadamente 7.500 unidades.

Habitat: florestas inundadas.

Propagação: sementes.

Madeira: leve e macia, cor pardacenta, de baixa durabilidade.

Utilidade: madeira usada na confecção de jangadas, caixotaria, brinquedos e produção de celulose. Da paina que envolve as sementes, produz-se bóias e coletes salva-vidas, além de servir como enchimento de colchões e travesseiros sendo ainda, estrai-se um óleo que, além de comestível, presta-se também para a produção de sabão.

Florescimento: agosto a setembro.

Frutificação: outubro a novembro.

Sumaúma (Ceiba pentandra)

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Salgueiro (Salix humboldtiana)


Salgueiro (Salix humboldtiana)

Salgueiro (Salix humboldtiana)
Ocorrência: Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.

Outros nomes: salseiro, salso salseiro, oeirana, chorão, salgueiro do rio.

Características: espécie com 12 a 20 m de altura, com tronco de 40 a 60 cm de diâmetro. Ramos pendentes. Folhas simples, glabras, de 8 a 12 cm de comprimento por 4 a 8 mm de largura. Um Kg de sementes sem as plumas contém aproximadamente 3.500.000 unidades.

Habitat: em matas ciliares da floresta semidecídua de altitude e mata pluvial atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: leve, macia, de baixa resistência ao apodrecimento quando exposta.

Utilidade: a madeira é usada em obras externas, caixotaria, construções rurais e pasta celulósica. Pode ser empregada em paisagismo e regeneração de áreas ciliares degradadas.

Florescimento: setembro a outubro.

Frutificação: fevereiro a abril.

Salgueiro (Salix humboldtiana)

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Café | Origem e Produção de Café

Café | Origem e Produção de Café

Café | Origem e Produção de Café

Café é fruto do cafeeiro, arbusto da família das rubiáceas, gênero Coffea, do qual existem mais de sessenta espécies e inúmeras variedades, podendo chegar a até dez metros de altura. As principais espécies de importância econômica são a Coffea arabica e a Coffea robusta ou canephora, sendo a primeira de maior cotação no comércio internacional por suas qualidades de aroma e sabor.

Bebida aromática, de forte sabor, estimulante do sistema nervoso, o café é hoje um hábito disseminado por todo o mundo e sua produção e comercialização têm peso relevante na economia internacional, constituindo um dos principais produtos de exportação de cerca de quarenta países menos desenvolvidos.

A planta cultivada cresce bem menos do que em estado nativo mas fornece maior quantidade de frutos. O caule tem casca cinzenta e rugosa e as folhas, agudas e onduladas nas margens, são verde-escuras; possui flores brancas, que se unem em cimeiras na axila das folhas superiores. O fruto, baga ovóide, é vermelho quando maduro e quase preto depois de seco, e contém duas sementes, achatadas ou ovóides, revestidas de tegumento amarelado ou acinzentado.

Além do consumo universal da infusão, o café tem outras aplicações, já que, por conter cafeína e outros alcalóides em sua composição química, atua no sistema nervoso e circulatório, estimulando a atividade cerebral e cardíaca, além de servir como diurético. É empregado contra dor de cabeça, embriaguez, asma, tosse e como antídoto do ópio e da morfina. Em algumas regiões do Brasil, as folhas do cafeeiro, usadas em forma de banhos, combatem os resfriados e reumatismos. Entretanto não tem valor nutritivo e, se consumido em excesso, pode causar gastrite, nervosismo e alterações no ritmo cardíaco. O resíduo da infusão serve como adubo.

Origem do café
Origem do café
A história do café é vaga e obscura. A palavra café parece derivar do árabe qahwah, embora etimologistas a relacionem com Kaffa, província da Etiópia de onde a planta é nativa. De lá passou para a Arábia e admite-se que os árabes hajam começado a tomar café já no século XV. O cultivo se desenvolveu e o Iêmen permaneceu como principal fornecedor mundial até o século XVII.

Uma das lendas em torno da descoberta do efeito estimulante do café é a do pastor Kaldi. Ao ver a agitação das cabras de seu rebanho, após a ingestão de alguns frutos do cafeeiro, Kaldi provou os frutinhos avermelhados, comprovando seu poder excitante. Isso teria ocorrido no ano 850. Outras fontes, entretanto, contam ter sido um monge árabe o primeiro a preparar uma infusão com sementes de café, a fim de livrar-se do sono que o impedia de realizar suas orações noturnas.

Em Meca, cidade santa dos muçulmanos, no início do século XVI o café era muito consumido, mas não tardou a ser condenado pelas seitas mais ortodoxas do islamismo e, a pretexto de contrariar o Alcorão, seu uso foi proibido. Em 1526 a proibição foi abolida e tanto a agricultura como o comércio do café desenvolveram-se em toda a península arábica, até chegar à Turquia e depois à Europa, no decorrer dos séculos XVI e XVII.

Quem primeiro divulgou as propriedades do café na Europa foi Leonard Rauwolf, alemão que viajou pelo Oriente em 1592, seguindo-se a ele o botânico italiano Prospero Alpini. Admite-se que em Veneza, no fim do século XVI, consumia-se café. A planta parece ter sido levada para o continente americano, em 1607, pelo capitão John Smith, fundador da Virgínia. No princípio do século XVII, os navios da Companhia das Índias Orientais traziam grandes cargas de café do Oriente.

Foi em Constantinopla (hoje Istambul, Turquia) que se abriu o primeiro estabelecimento para servir café ao público, em 1550. Na Europa as primeiras casas de café surgiram em Veneza, em 1591; Londres, em 1652; e Marselha em 1671. A partir de 1670, estabelecimentos semelhantes difundiram-se pelas grandes cidades dos Estados Unidos.

Com a popularização do uso do café seu cultivo espalhou-se pelo mundo. Conta-se que sua chegada ao Novo Mundo deve-se ao capitão francês Gabriel-Mathieu de Clieu, responsável pela introdução da primeira planta, na Martinica. Entre 1720 e 1723, De Clieu, que servia na guarnição da Martinica, visitou a França, onde soube que os holandeses haviam transplantado com êxito o café para as Índias Orientais, cujo clima se assemelha ao da Martinica. Resolveu então iniciar a cultura nessa colônia; mas os poucos cafeeiros então existentes em Paris eram conservados com muito cuidado, em estufas, pelos jardineiros de Luís XV. Só a muito custo ele conseguiu algumas mudas e durante a viagem de volta à Martinica foi obrigado, durante mais de um mês, a dividir a sua cota de água no navio com os cafeeiros, finalmente plantados na ilha e tratados com cuidado até a produção das primeiras bagas. Elas originaram a maior parte das atuais plantações daquela região.

Distribuição geográfica. O cafeeiro prospera em climas tropicais e em terras de média altitude. O solo deve ser úmido, rico em matéria orgânica e poroso, para evitar a acumulação de água, que apodrece a raiz da planta.

Até a primeira metade do século XX, era generalizada a crença entre os lavradores brasileiros de que o café só podia ser cultivado eficientemente em terras virgens, após a derrubada das matas, limpeza do terreno e abertura das covas para receber diretamente as sementes ou mudas, sem necessidade de adubação devido à fertilidade do solo. Essa crença está superada e o café é hoje produzido dentro das mais modernas técnicas de plantio, de correção do solo e de irrigação e drenagem.

O habitat natural das espécies de maior importância econômica é a zona tropical da África, numa faixa que se estende desde a Guiné até a Etiópia e, ao sul, até Angola. Na Etiópia ainda subsistem florestas de cafeeiros nativos e em algumas regiões da Ásia (Myanmar, Indonésia) certas espécies vegetam espontaneamente.

Existem culturas comerciais em cerca de setenta regiões, do equador aos trópicos, faixa ultrapassada, ao sul, apenas no Brasil e em Moçambique e ao norte em Formosa. As principais espécies estão distribuídas geograficamente como se segue:

Café | Origem e Produção de Café

Coffea arabica
Predomina no Ocidente, onde 27 países a cultivam isoladamente e 31 associam-na a outras espécies. No continente africano floresce nos planaltos da Etiópia, sudeste do Sudão, Camarão, Angola, região oriental do Zaire, Ruanda, Burundi, Quênia e Tanzânia. Na Ásia quase se extinguiu quando os cafeeiros foram atacados pela ferrugem, uma doença que dá nas folhas do arbusto, mas subsiste em certas regiões das Filipinas e da Indonésia. No Brasil as variedades mais cultivadas são: typica, mundo novo, caturra, maragogipe e bourbon.

Coffea robusta ou canephora
Concentra-se na Ásia e África, predominando no Benin, Togo, Gabão, Congo, Angola, Madagascar, Uganda, Costa do Marfim, Camarão, Libéria, Tanzânia, Guiné, Indonésia, Vietnam, Filipinas, Sri Lanka, Nova Caledônia, Ilhas Comores, além de Trinidad e Martinica. Essa variedade também é cultivada nas Antilhas, Equador e Brasil.

Coffea liberica
De importância econômica reduzida no quadro mundial, é a única espécie existente na Guiana. Seu cultivo se estende a cerca de 17 países, sendo os maiores produtores Suriname, Malásia, Libéria, Filipinas, Guiné Equatorial e São Tomé.

Condições de cultivo
Como planta tropical, o café não se adapta ao clima frio e à seca. As regiões mais favoráveis são as que apresentam temperaturas médias anuais entre 18 e 20o C e em que as mínimas absolutas raramente descem abaixo de zero. As geadas freqüentemente são prejudiciais. Como planta de clima úmido aceita índices pluviométricos da ordem de 1.500mm anuais e as estiagens não podem ser muito longas, já que a seca prejudica mais as lavouras que a umidade excessiva. Quando plantado em condições de solo apropriadas, o cafeeiro começa a produzir no terceiro ano em quantidade apreciável. Seu período de rendimento pleno tem início entre o sétimo e o oitavo ano e sua vida útil situa-se entre 15 e 20 anos. Em algumas regiões do Brasil os cafezais produzem acima dessa idade, por outros vinte anos, aproximadamente.

Os cafeeiros são cultivados atualmente com novos métodos; as mudas crescem em viveiros e são depois transplantadas em fileiras, o que vai facilitar a colheita, além de que a abertura de valas ajuda a controlar a erosão. A qualidade da terra, a seleção de fertilizantes, a irrigação artificial, assim como a proteção contra as geadas e a ferrugem, são fatores de crescente importância na moderna cafeicultura.

A colheita do café é feita de três maneiras: (1) derriça, quando os frutos são arrancados à mão e jogados ao chão, para, em seguida, com auxílio do rastelo (um instrumento agrícola com dentes de madeira ou ferro) serem juntados e peneirados, de modo a se expurgarem as folhas, torrões de terra e outras impurezas; (2) colheita no pano, quando o apanhador de café desprende os frutos do galho e os apara com um pano, normalmente preso à cintura; (3) a dedo, quando se colhem os frutos maduros (cor de cereja), guardando-os em cestos, sacos ou peneiras. É um processo de colheita mais lento, mas melhor apurado.

Os grãos depois de colhidos devem ser limpos e esse trabalho pode ser a seco, com o uso de máquinas especiais, ou por processo hidráulico, em lavadouros. Os processos de secagem dos grãos variam, mas no Brasil, Costa do Marfim e Angola é comum a colocação dos grãos ao sol, em terreiros previamente limpos, onde, durante dez ou 12 dias, são remexidos, espalhados e finalmente amontoados. Do terreiro o café é levado para as tulhas (uma espécie de depósito), onde "descansa" por um período aproximado de quarenta dias, para depois ser beneficiado, classificado e ensacado. Atualmente, na maioria dos grandes centros produtores, entre os quais destacam-se no Brasil os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, as diversas etapas do beneficiamento, como secagem, seleção, despolpamento e torrefação, são realizadas mecanicamente.

Economia cafeeira

Economia cafeeira
O comércio mundial do café movimenta bilhões de dólares e mais de vinte milhões de pessoas dependem, em quarenta países, da economia cafeeira como meio de subsistência. Mas nos últimos anos, enquanto a produção vem crescendo na proporção de cinco por cento ao ano, o consumo somente aumenta em 2,5% ao ano. O declínio dos preços do café, decorrente de tal situação, representa um sério obstáculo ao desenvolvimento de alguns países latino-americanos e africanos, cujas exportações de café representam parte substancial de suas receitas em dólar.

Uma característica da economia do café tem sido, ao longo de sua história, o fenômeno dos ciclos de prosperidade e declínio. Enquanto a produção se concentra nos países tropicais, os grandes mercados consumidores localizam-se na Europa e América do Norte. A instabilidade do mercado do café, ocasionada pelas variações do consumo e por condições climáticas (as geadas, por exemplo), torna frágil e dependente a economia dos países que se dedicam à monocultura cafeeira. Essa instabilidade favorece a especulação comercial, sobretudo nos períodos de crise econômica internacional.

O consumo do café disseminou-se em meados do século XIX e está ligado à elevação do padrão de vida da população dos países industrializados. Não sendo o café um produto essencial, seu consumo sofre redução nos períodos de instabilidade econômica ou de crise. Um exemplo disso ocorreu de 1929 a 1939, quando a depressão econômica provocou drástica diminuição de consumo nos Estados Unidos e na Europa. Na época, o prejuízo causado aos produtores e comerciantes de café no Brasil foi tão grande que o governo precisou intervir e criar instrumentos de apoio, numa tentativa de amenizar a situação. Após a segunda guerra mundial os Estados Unidos aumentaram consideravelmente o consumo e a importação do produto, tornando-se responsáveis pela compra de mais de 65% de todo o café produzido no mundo. Esse quadro foi novamente se modificando com o correr dos anos e, na década de 1980, a participação dos Estados Unidos no mercado de café não ultrapassava a casa dos trinta por cento. Os maiores importadores, além dos Estados Unidos, localizavam-se na Europa ocidental: Alemanha, França, Itália, Países Baixos e Espanha. Também o Japão e alguns países árabes se tornaram grandes importadores.

Café solúvel
O mercado internacional de café vem, desde a década de 1960, sofrendo a intervenção de um novo fator: o café solúvel. Nos países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e alguns da Europa, o solúvel já substitui o tradicional café de coador. Um dos problemas técnicos em relação ao café solúvel é que para a sua fabricação é necessário utilizar um processo (spray) que provoca a perda do aroma do produto final. Algumas indústrias já estão utilizando o processo de liofilização, que permite a transformação da matéria-prima com menor perda da qualidade ou do aroma tão característico, principalmente nos grãos arábicos, os de maior aceitação em todo o mundo.

A participação do café solúvel no mercado brasileiro ainda é pequena, em vista do hábito do café de coador, que preserva o aroma. O Brasil possui algumas fábricas de café solúvel, área em que os Estados Unidos vêm se expandindo, com a montagem de empresas em seu próprio país, na América Central e na África. Algumas empresas brasileiras são associadas a grupos americanos e a produção e exportação de solúvel é estimulada pelo governo. Desde o final da década de 1970 abriu-se para o café um novo e promissor mercado, representado pela China e os países da antiga União Soviética.

As oscilações nos preços internacionais do café levaram os países produtores a desenvolver uma política de entendimento, através de acordos internacionais e conferências, nem sempre bem-sucedida. A Conferência Pan-Americana do Café, reunida em 1958, no Rio de Janeiro, criou a Organização Internacional do Café (OIC), com a participação de países exportadores e consumidores. Entretanto, suas reuniões nunca foram pacíficas, devido ao choque de interesses. Os acordos tentam minorar a tendência de desequilíbrio entre produção e consumo. Inicialmente conseguiu-se algum êxito mas nos últimos anos da década de 1980 e no início da década de 1990 registrou-se uma baixa acentuada nos preços dos países produtores.

Economia cafeeira

No Brasil
A expansão do café teve importantes conseqüências no Brasil: inicialmente fez surgir uma nova paisagem em áreas outrora cobertas de matas; deu nascimento, ao tempo do Império, a uma nova aristocracia rural, os chamados "barões do café", tão opulenta quanto a dos "senhores de engenho", do Nordeste açucareiro, constituída por ricos fazendeiros do Vale do Paraíba, da região de Campinas e do sudeste de Minas Gerais; o povoamento de vastas regiões e o aparecimento de cidades pioneiras; a introdução do imigrante italiano no estado de São Paulo; a multiplicação das vias férreas e o aparelhamento do porto de Santos; e finalmente, o deslocamento da economia brasileira para o Sudeste.

Ao findar o século XIX o café era o principal produto brasileiro de exportação. Nem a abolição da escravatura viria abalar a situação. A história econômica do Brasil passou a girar em torno do "ouro verde". Com a proclamação da república os paulistas enriquecidos, donos da economia nacional, passaram a substituir os políticos baianos e fluminenses na condução dos negócios do país. A produção cresceu em demasia e a superprodução gerou as primeiras crises. A situação agravou-se consideravelmente com o crash da Bolsa de Valores de Nova York, em outubro de 1929, que trouxe consigo a queda dos preços do café.

Nos anos seguintes houve recuperações parciais. Os produtores internacionais têm recorrido ao expediente de acordos e conferências para tentar regular o mercado mundial. No início da década de 1990 o Brasil ainda era o principal produtor mundial mas a insistência na produção levou a uma política perigosa de quantidade em detrimento da qualidade. O Brasil passou de principal produtor a condição de grande produtor. Com tudo isso, o ciclo de uma de suas principais fontes de riquezas ainda está longe de ter terminado.

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Palmito Juçara (Euterpe edulis)


Palmito Juçara (Euterpe edulis)


Palmito Juçara (Euterpe edulis)Ocorrência: da Bahia ao Rio Grande do Sul.

Outros nomes: jiçara, juçara, palmito doce, içara, ripeira, ensarova, palmiteiro, ripa, palmiteiro, inçara, iiçara, palmito branco, palmito vermelho, açaí do sul.

Características: espécie com estipe simples, reto, com 10 a 20 m de altura e 10 a 20 cm de diâmetro. Folhas de 1 a 1,5 m de comprimento, em número de 20 contemporâneas, pinadas, com bainhas de coloração acastanhada e folíolos longos, estreitos e geralmente pendentes, com a base das folhas formando o palmito. Esta palmeira monóica possui uma inflorescência infrafoliar muito ramificada, de 60 cm de comprimento, e espata acanoada que se desprende da planta com a inflorescência ainda jovem. Depois de maduros, os frutos esféricos são de coloração preta. Raízes bem visíveis na base do tronco. Sua dispersão natural é feita por vários mamíferos (morcegos, porcos-do-mato, serelepes) e aves (sabiás, jacus, tucanos, macucos, jacutingas).

Habitat: locais úmidos e sombreados da Mata Atlântica exceto em áreas de manguezais.

Propagação: sementes.

Utilidade: o estipe pode ser usado em construções rústicas e suas fibras na fabricação de vassouras. As folhas podem servir de alimentação para o gado e coberturas. O principal produto é o palmito, alimento requintado, saboroso e valioso, preparado em conserva e consumido no mercado interno e externo. A palmeira é esbelta com ótimo potencial para paisagismo. Seus frutos são muito apreciados pela fauna silvestres.

Florescimento: setembro a dezembro.

Frutificação: abril a agosto.

Cuidados: para que não haja nenhum prejuízo à regeneração natural dessa espécie, deve ser mantido, no mínimo, 1 palmiteiro, em fase de frutificação, a cada 200 m 2 de mata.

Ameaças: extração indiscriminada e destruição do habitat apesar da proteção da legislação ambiental. A extração do palmito, que resulta na morte da planta, é feita, na maioria das vezes, de maneira predatória, eliminando-se inclusive plantas muito jovens.

Palmito Juçara (Euterpe edulis)

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