Cipó | Características dos Cipós em Botânica

Cipó | Características dos Cipós em Botânica


Os cipós se classificam em diferentes famílias botânicas. Uma delas é a das bignoniáceas, da qual são muito conhecidos no Brasil o cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta) e o cipó-cravo (Tynnanthus fasciculatus). Outra família, a das loganiáceas, é notável pelos robustos cipós pertencentes ao gênero Strychnos, com dezenas de espécies no Brasil.

Trepadeiras robustas, com caules de consistência lenhosa, os cipós ou lianas são de ocorrência comum nas regiões tropicais, onde, entrelaçando-se a grandes alturas, emaranham-se com notável vigor. Apenas dez por cento das espécies crescem nas florestas dos climas temperados.

Como as demais trepadeiras, os cipós fazem parte dos vegetais mais aperfeiçoados na concorrência biológica, especialmente quanto ao esforço pela procura de luz. Caracterizam-se pelo crescimento em extensão, muito mais acentuado que em diâmetro do caule. Como não têm a rigidez necessária para se manterem eretos, os cipós usam como suportes os caules e demais partes de outras plantas. Certas espécies apresentam adaptações que lhes permitem competir pela luz com as árvores da floresta, recobrindo suas copas ou sufocando-as pela pressão que exercem contra seus troncos, levando-as às vezes à morte.


São comuns entre os cipós os caules de estrutura anômala, com o lenho dividido de modo variável em cordões isolados, como é o caso de algumas espécies das bignoniáceas. Outro aspecto peculiar é a presença de vasos dilatados, às vezes visíveis a olho nu.

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