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Tucumã (Astrocaryum vulgare)


Tucumã (Astrocaryum vulgare)

Tucumã (Astrocaryum vulgare)
Tucumã (Astrocaryum vulgare)Ocorrência: Pará, Piauí, Ceará, Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Tocantins e Rondônia.

Outros nomes: tucumã do pará, tucum bravo, tucum piutanga.

Características: palmeira dom tronco múltiplo em número de 4 a 6, raramente, simples, chegando a 10 m de altura e 10 a 20 cm de diâmetro, cobertos por espinhos pretos com cerca de 20 cm de comprimento. Folhas eretas com folíolos agrupadas irregularmente formando vários planos. Cacho não pendente, com cerca de 1560 sementes de cor laranja-amarelada quando maduros.

A palmeira de tucumã quando adulta mede entre 10 a 20 metros de altura, seu tronco é coberto por espinhos pretos de aproximadamente 20 centímetros de comprimento. Seus cachos chegam a sustentar até 1560 sementes. É também conhecida pelos seguintes nomes: acaiúra, acuiuru, coqueiro-tucumã, tucum, tucumã-açu, tucumã-arara, tucum-açu, tucumaí-da-terra-firme, tucumãí-uaçu, tucumã-piririca, tucumã-purupuru e tucum-do-mato.

Habitat: floresta de terra firme e invasora de pastagens e áreas degradadas.

Propagação: sementes.

Tucumã (Astrocaryum vulgare)Utilidade: a madeira é empregada localmente para construções rurais. Os frutos são comestíveis e muito ricos em vitamina A. O palmito é comestível. As folhas são usadas na confecção de cordas e redes. A amêndoa fornece óleo branco comestível e desse óleo se obtém sabão, cosméticos e medicamentos. Os frutos são muito apreciados pela fauna.

Florescimento: agosto a novembro.

Frutificação: novembro a maio.

Fonte: Vivaterra & Blog da Hélida

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Cipó | Características dos Cipós em Botânica

Cipó | Características dos Cipós em Botânica


Os cipós se classificam em diferentes famílias botânicas. Uma delas é a das bignoniáceas, da qual são muito conhecidos no Brasil o cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta) e o cipó-cravo (Tynnanthus fasciculatus). Outra família, a das loganiáceas, é notável pelos robustos cipós pertencentes ao gênero Strychnos, com dezenas de espécies no Brasil.

Trepadeiras robustas, com caules de consistência lenhosa, os cipós ou lianas são de ocorrência comum nas regiões tropicais, onde, entrelaçando-se a grandes alturas, emaranham-se com notável vigor. Apenas dez por cento das espécies crescem nas florestas dos climas temperados.

Como as demais trepadeiras, os cipós fazem parte dos vegetais mais aperfeiçoados na concorrência biológica, especialmente quanto ao esforço pela procura de luz. Caracterizam-se pelo crescimento em extensão, muito mais acentuado que em diâmetro do caule. Como não têm a rigidez necessária para se manterem eretos, os cipós usam como suportes os caules e demais partes de outras plantas. Certas espécies apresentam adaptações que lhes permitem competir pela luz com as árvores da floresta, recobrindo suas copas ou sufocando-as pela pressão que exercem contra seus troncos, levando-as às vezes à morte.


São comuns entre os cipós os caules de estrutura anômala, com o lenho dividido de modo variável em cordões isolados, como é o caso de algumas espécies das bignoniáceas. Outro aspecto peculiar é a presença de vasos dilatados, às vezes visíveis a olho nu.

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Pau Ferro (Caesalpinia ferrea)

Pau Ferro (Caesalpinia ferrea)

Pau Ferro (CPau Ferro (Caesalpinia ferrea)aesalpinia ferrea
Ocorrência: do Piauí a São Paulo.

Características: O Pau Ferro (Caesalpinia ferrea) é uma espécie semidecídua com 20 a 30 m de altura. Tronco cilíndrico, com casca marrom, lisa, descamante, resultando em trechos de coloração esbranquiçada, aparentando tronco de goiabeira. Folhas bipinadas, terminando em número par de folíolos. Flores com pétalas amarelas. Fruto legume indeiscente, reto, seco e de coloração marrom-escuro a negra.

Pau Ferro (Caesalpinia ferrea)Habitat: formações florestais do complexo atlântico.

Propagação: sementes.

Madeira: muito pesada, dura de longa durabilidade natural.

Utilidade: a madeira é usada na construção civil como vigas e caibros. Usada também, como ornamental, pela beleza de seu tronco e sua copa. Indicada para reflorestamento de áreas degradadas.

Florescimento: novembro a fevereiro.

Frutificação: julho a setembro.

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Árvore Pata de Vaca (Bauhinia forficata)


Árvore Pata de Vaca (Bauhinia forficata)


Ocorrência: do Piauí até o Rio Grande do Sul.

Outros nomes: casco de vaca, mororó, pata de boi, unha de boi, unha de vaca.

Características: A Árvore Pata de Vaca (Bauhinia forficata) é uma espécie que atinge até 9 m de altura, com tronco tortuoso, de 30 a 40 cm de diâmetro e ramos jovens com dois espinhos curvos como estípulas na base do pecíolo. Folhas compostas, com 2 folíolos germinados que, no conjunto, tomam a forma que lembra o casco de boi, glabras ou levemente pubescentes na face dorsal, nervuras proeminentes na região superior, coriáceas, lisa, brilhante na face superior, com glândula na base, bordos lisos, de 8 a 12 cm de comprimento. Inflorescência em cacho terminal, com flores grandes, longas, estreitas estriadas, rugosas e brancas. Fruto vagem alongada, pontiaguda, marrom-acizentado, de até 20 cm de comprimento por 2,5 cm de largura, com deiscidência elástica, de valvas lignificadas, abrindo-se em duas partes, com cinco a dez sementes, que se abre, liberando as sementes de coloração castanho a pretas, achatadas, com poros, medindo 1 cm de comprimento. Um Kg de sementes contém aproximadamente 15.100 unidades.

Habitat: formações florestais do complexo atlântico e nas matas de planalto.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, mole, de baixa durabilidade quando exposta ao tempo.

Utilidade: eficazmente utilizada no tratamento da diabete. Suas folhas, cascas, lenhos e raízes são usadas no tratamento das afecções urinárias. As flores novas possuem ação purgativa. As raízes em decocto funcionam como vermífugo.

Florescimento: outubro a janeiro.

Frutificação: junho a agosto.

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Pau Jacaré (Piptadenia gonoacantha)


Pau Jacaré (Piptadenia gonoacantha)

Pau Jacaré (Piptadenia gonoacantha)
Ocorrência: Rio de Janeiro, Minas Gerais Mato Grosso do Sul até Santa Catarina.

Outros nomes: jacaré, angico branco, monjoleiro, monjolo, icarapé, casco de jacaré.

Características: O Pau Jacaré (Piptadenia gonoacantha) é uma espécie semidecídua com 8 a 20 m de altura. Tronco muito característico, suberoso, com placas quadrangulares, lembrando assim as costas de um jacaré, com 30 a 40 cm de diâmetro, ramos novos com cristas bem demarcadas, com acúleos. Folhas alternas, compostas bipinadas, com 30 a 50 pares de folíolos, pilosos. Flores numerosas, em inflorescência especiformes terminais, estames numerosos e aparentes, de branco a creme, nectário extrafolral na base do pecíolo. Fruto legume, membranáceo e achatado. Um Kg de sementes contém aproximadamente 18.000 unidades.

Pau Jacaré (Piptadenia gonoacantha)

Habitat: floresta pluvial atlântica e florestas estacionais semideciduais.

Propagação: sementes.

Madeira: moderadamente pesada, dura ao corte e de média resistência ao ataque de pragas.

Utilidade: madeira usada para acabamentos internos, armação de moveis, miolos de portas e painéis, confecção de brinquedos, embalagens e principalmente para lenha e carvão, sendo considerada uma das melhores para produção de calor. Na época de floração é muito procurada por abelhas, além de ser utilizada na recuperação de áreas degradadas.

Florescimento: outubro a janeiro.

Frutificação: setembro a outubro.

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Guaraná (Paullinia cupana)

Guaraná (Paullinia cupana)

Ocorrência: Região Amazônica.
Guaraná (Paullinia cupana)
Outros nomes: uaraná, narana, guaranauva, guaranaina, guaraná cerebral, guaraná-da-amazônia.

Características: O Guaraná (Paullinia cupana) é um arbusto escandente, perene. Os ramos mais finos são estriados e liberam um látex branco ao corte. Folhas compostas imparipinadas, com pecíolo de 15 a 18 cm, com 5 folíolos coriáceas, sub-sésseis de 15 a 25 cm de comprimento. Inflorescências terminais, compostas de flores masculinas e femininas. Os frutos são cápsulas septicidas, com casca vermelha e, quando madura, deixa aparecer a polpa branca e suas 2 sementes, cobertas parcialmente com arilo branco, assemelhando-se com olhos.

Habitat: floresta de terra firme.

Propagação: sementes.

Guaraná (Paullinia cupana)Utilidade: sua fruta possui uma substância parecida com a cafeína (guaraína) e devido a essa propriedade estimulante é usada para a fabricação de xaropes, barras, pós e refrigerantes. O guaraná é um estimulante, aumenta a resistência nos esforços mentais e musculares, diminui a fadiga motora e psíquica. Por meio da guaraína, o guaraná produz maior rapidez e clareza do pensamento, retarda a fadiga, tonifica o coração e é leve afrodisíaco. Provê maior vitalidade do organismo, regula o ritmo cardíaco, tônico potente. Energético, estimulante, adstringente (que contraem os tecidos), tônica e estimulante do apetite, diurético (facilita a urinar mais) e anti-diarreico (contra diarreia). No Brasil é cultivado no estado do Amazonas e Bahia.

Florescimento: novembro a dezembro.

Frutificação: fevereiro a março.

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Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora)


Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora)

Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora)
Ocorrência: é espontânea em grande parte do Brasil, com mais frequência em Minas Gerais , Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas pode também ser encontrada em outras regiões do país, como na Bahia, ou em Pernambuco, Paraíba, Ceará, Pará, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora)
Outros nomes: jabuticaba, fruita, jabuticaba-preta, jaboticaba, jabuticaba-açu, jabuticaba-do-mato, jabuticaba-paulista, jabuticaba-sabará, jaboticabeira.

Características: espécie perenifólia, de porte médio, podendo chegar a 7 m de altura. Tronco ramificado, de casca fina e muito lisa, que se descama anualmente em placas. Folhas glabras, brilhantes, pequenas, de 3 a 5 cm de comprimento, lanceoladas, avermelhadas quando novas, com glândulas translúcidas. Flores brancas, pequenas, presas diretamente no caule e ramos (caulifloria). Fruto baga globosa, de até 3 cm de diâmetro, casca de avermelhada a quase preta com polpa mucilagenosa, branca, agridoce, comestível, saborosa, com uma única semente. Não suporta estiagens prolongadas e geadas fortes. É uma árvore de grande longevidade. Comumente demora para dar os primeiros frutos, mas quando começa não para mais, e quanto mais velha, melhor e mais produtiva. Um grama de semente pode conter de 40 a 50 unidades.

Habitat: formações florestais do complexo atlântico e das florestas estacionais semideciduais.

Propagação: sementes, estaquia, mergulhia e por enxertia.

Madeira: moderadamente pesada, compacta, elástica, dura, de longa durabilidade quando protegida de intempéries.

Utilidade: fruta consumida ao natural ou como geleias. A polpa fermentada produz licor. A casca é adstringente, útil contra diarreia e irritações da pele. A madeira é utilizada para utensílios domésticos pela elevada durabilidade, para o preparo de vigas, esteios, dormentes e obras internas. É uma planta elegante de folhas pequenas e atinge seu "auge" como planta ornamental durante a floração e frutificação. É uma planta própria para o quintal ou pomar.

Florescimento: agosto a setembro.

Frutificação: setembro a novembro. A planta inicia produção entre o quinto e o oitavo ano, e a produção pode prolongar-se por 30 anos ou mais.

Cuidados: apesar de todas as suas qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações. Ou seja, não se encontram pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas. Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação de seus frutos, uma vez que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo e que a sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.

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