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Guaraná (Paullinia cupana)

Guaraná (Paullinia cupana)

Ocorrência: Região Amazônica.
Guaraná (Paullinia cupana)
Outros nomes: uaraná, narana, guaranauva, guaranaina, guaraná cerebral, guaraná-da-amazônia.

Características: O Guaraná (Paullinia cupana) é um arbusto escandente, perene. Os ramos mais finos são estriados e liberam um látex branco ao corte. Folhas compostas imparipinadas, com pecíolo de 15 a 18 cm, com 5 folíolos coriáceas, sub-sésseis de 15 a 25 cm de comprimento. Inflorescências terminais, compostas de flores masculinas e femininas. Os frutos são cápsulas septicidas, com casca vermelha e, quando madura, deixa aparecer a polpa branca e suas 2 sementes, cobertas parcialmente com arilo branco, assemelhando-se com olhos.

Habitat: floresta de terra firme.

Propagação: sementes.

Guaraná (Paullinia cupana)Utilidade: sua fruta possui uma substância parecida com a cafeína (guaraína) e devido a essa propriedade estimulante é usada para a fabricação de xaropes, barras, pós e refrigerantes. O guaraná é um estimulante, aumenta a resistência nos esforços mentais e musculares, diminui a fadiga motora e psíquica. Por meio da guaraína, o guaraná produz maior rapidez e clareza do pensamento, retarda a fadiga, tonifica o coração e é leve afrodisíaco. Provê maior vitalidade do organismo, regula o ritmo cardíaco, tônico potente. Energético, estimulante, adstringente (que contraem os tecidos), tônica e estimulante do apetite, diurético (facilita a urinar mais) e anti-diarreico (contra diarreia). No Brasil é cultivado no estado do Amazonas e Bahia.

Florescimento: novembro a dezembro.

Frutificação: fevereiro a março.

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Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora)


Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora)

Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora)
Ocorrência: é espontânea em grande parte do Brasil, com mais frequência em Minas Gerais , Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, mas pode também ser encontrada em outras regiões do país, como na Bahia, ou em Pernambuco, Paraíba, Ceará, Pará, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Jabuticabeira (Myrciaria cauliflora)
Outros nomes: jabuticaba, fruita, jabuticaba-preta, jaboticaba, jabuticaba-açu, jabuticaba-do-mato, jabuticaba-paulista, jabuticaba-sabará, jaboticabeira.

Características: espécie perenifólia, de porte médio, podendo chegar a 7 m de altura. Tronco ramificado, de casca fina e muito lisa, que se descama anualmente em placas. Folhas glabras, brilhantes, pequenas, de 3 a 5 cm de comprimento, lanceoladas, avermelhadas quando novas, com glândulas translúcidas. Flores brancas, pequenas, presas diretamente no caule e ramos (caulifloria). Fruto baga globosa, de até 3 cm de diâmetro, casca de avermelhada a quase preta com polpa mucilagenosa, branca, agridoce, comestível, saborosa, com uma única semente. Não suporta estiagens prolongadas e geadas fortes. É uma árvore de grande longevidade. Comumente demora para dar os primeiros frutos, mas quando começa não para mais, e quanto mais velha, melhor e mais produtiva. Um grama de semente pode conter de 40 a 50 unidades.

Habitat: formações florestais do complexo atlântico e das florestas estacionais semideciduais.

Propagação: sementes, estaquia, mergulhia e por enxertia.

Madeira: moderadamente pesada, compacta, elástica, dura, de longa durabilidade quando protegida de intempéries.

Utilidade: fruta consumida ao natural ou como geleias. A polpa fermentada produz licor. A casca é adstringente, útil contra diarreia e irritações da pele. A madeira é utilizada para utensílios domésticos pela elevada durabilidade, para o preparo de vigas, esteios, dormentes e obras internas. É uma planta elegante de folhas pequenas e atinge seu "auge" como planta ornamental durante a floração e frutificação. É uma planta própria para o quintal ou pomar.

Florescimento: agosto a setembro.

Frutificação: setembro a novembro. A planta inicia produção entre o quinto e o oitavo ano, e a produção pode prolongar-se por 30 anos ou mais.

Cuidados: apesar de todas as suas qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações. Ou seja, não se encontram pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas. Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação de seus frutos, uma vez que o fruto deve ser colhido pronto para o consumo e que a sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.

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Cacau (Theobroma cacao)

Cacau (Theobroma cacao)

Cacau (Theobroma cacao)

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malvales
Família: Malvaceae
Subfamília: Sterculioideae
Gênero: Theobroma
Espécie: T. cacao
Nome binomial: Theobroma cacao
L.

A árvore que dá origem ao fruto chamado cacau, de nome científico Theobroma cacao, popularmente chamado de cacaueiro, é da família Malvaceae e sua origem é América Central e Brasil. Pode atingir até 6 metros de altura, possui duas fases de produção: temporão (março a agosto) e safra (setembro a fevereiro), a propagação é por sementes (seminal/sexuada) e vegetativa (assexuada), planta de clima quente e úmido, o solo ideal é o argilo-arenoso. Por ser uma planta umbrófila, vegeta bem em sub-bosques e matas raleadas sendo, portanto, uma cultura extremamente conservacionista de solos, fauna e flora. Pouco mecanizada, é uma cultura que proporciona um alto grau de geração de emprego. Encontrou no sul da Bahia um dos melhores solos e clima para a sua expansão.

O Estado da Bahia é o maior produtor do Brasil, porém sua capacidade produtiva foi reduzida em até 60% com o advento da vassoura-de-bruxa, causada pelo fungo fitopatogênico Crinipellis perniciosa, atualmente Moniliophthora perniciosa. O Brasil, então, passou do patamar de país exportador de cacau para importador, não sendo completamente autossuficiente do produto.

Cacau (Theobroma cacao)
Apesar da enfermidade, o cacau ainda se constitui numa grande alternativa econômica para o Sul da Bahia e possui na CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) a sua base de pesquisa, educação e extensão rural. Com o apoio do órgão, cultivares clonais mais resistentes ao fungo têm sido introduzidas, porém formas mais severas de controle do patógeno ainda precisam ser descobertas. Esas formas podem vir futuramente com os resultados do Projeto Genoma Vassoura de Bruxa, que visa a estudar o genoma do fungo e elaborar estratégias mais eficientes no seu controle biológico. É uma iniciativa da CEPLAC que conta com o apoio da EMBRAPA e de laboratórios de universidades da Bahia (UFBA, UESC e UEFS) e de São Paulo (UNICAMP).

Cacau (Theobroma cacao)É do cacau que se faz o chocolate através da moagem das suas amêndoas secas em processo industrial ou caseiro. Outros subprodutos do cacau incluem sua polpa, suco, geleia, destilados finos e sorvete.

Por ser plantado à sombra da floresta, o cacau foi responsável pela preservação de grandes corredores de mata atlântica no sul do Estado da Bahia no Brasil. Este sistema é conhecido como "cacau cabruca", do termo "brocar" (ralear). Recentemente, foi criado o Instituto Cabruca que, junto com outras instituições ambientalistas, vem desenvolvendo projetos de pesquisas e extensão sobre o tema, estudando formas de manter essa vegetação nativa associada ao cacau.

Cacau (Theobroma cacao)

Origem do nome

A civilização maia possuía dois vocábulos (kab e kaj) que, numa mesma palavra, formavam a expressão suco amargo (kabkaj). Assim, a bebida originada deste suco era nomeada de kabkajatl, onde as três últimas letras desta palavra significavam "líquido". Os espanhóis colonizadores tinham dificuldades de pronunciar a palavra e sempre colocavam um hu nas palavras dos índios. Desta maneira, a palavra acabou transformando-se em kabkajuatl e, futuramente, pela ação popular, em cacauatl.

A cacauatl foi modificada pelos espanhóis, passando a ser tomada quente e com leite e açúcar. Recebeu, então, um novo nome: chacauhaa (chacau = quente; haa = bebida). Depois, houve confusão entre as palavras, das bebidas quente e fria, dando origem a palavra chocolate.

Curiosidades do cacau
O cacau era considerado pela civilização maia uma fruta dada diretamente pelos deuses aos homens. E, de tão importante, virou até moeda de troca. Nessa época, na América Latina, não se fazia do cacau o que conhecemos hoje como chocolate. Era feita uma bebida de sabor amargo com as sementes torradas e moídas misturadas com água e pimenta.

Atualmente, enquanto o chocolate movimenta globalmente uma economia de 60 bilhões de dólares/ano, os produtores de cacau ficam apenas com 3,3% da renda gerada.

No Brasil, ele foi cultivado primeiramente na Amazônia, onde já existia em estado natural. Depois, passou para o Pará e chegou à Bahia.

O Estado da Bahia produz cerca de 95% do cacau do Brasil (país cuja produção corresponde a mais ou menos 5% da mundial, sendo a Costa do Marfim o maior produtor do planeta, com aproximadamente 40% do total).

Fotos: © Luciano Mende
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Banana (Musa spp.)

Banana (Musa spp.)

Banana (Musa spp.)Banana (Musa spp.)
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Zingiberales
Família: Musaceae
Gênero: Musa (Musa spp.)

Banana (Musa spp.)Banana (Musa spp.) é uma pseudobaga da bananeira, uma planta herbácea vivaz acaule da família Musaceae (gênero Musa - além do gênero Ensete, que produz as chamadas "falsas bananas"). Banana é o quarto produto alimentar mais produzido no mundo, após arroz, trigo e milho. São cultivadas em 130 países. Originárias do sudeste da Ásia, são atualmente cultivadas em praticamente todas as regiões tropicais do planeta. Vulgarmente, inclusive para efeitos comerciais, o termo "banana" refere-se às frutas de polpa macia e doce que podem ser consumidas cruas. Contudo, existem variedades de cultivo, de polpa mais rija e de casca mais firme e verde, geralmente designadas por plátanos, banana-pão ou plantains, que são consumidas cozinhadas (assadas, cozidas ou fritas), constituindo o alimento base de muitas populações de regiões tropicais. A maioria das bananas para exportação é do primeiro tipo, ainda que apenas 10 a 15% da produção mundial seja para exportação, sendo os Estados Unidos da América e a União Europeia as principais potências importadoras.

Banana (Musa spp.)As bananas formam-se em cachos na parte superior dos "pseudocaules" que nascem de um verdadeiro caule subterrâneo (rizoma ou cormo) cuja longevidade chega a 15 anos ou mais. Depois da maturação e colheita do cacho de bananas, o pseudocaule morre (ou é cortado), dando origem, posteriormente, a um novo pseudocaule.

Banana (Musa spp.)As pseudobagas formam-se em conjuntos (clusters) com até cerca de vinte bananas (cada conjunto é uma "penca"). Os cachos de bananas, pendentes na extremidade do falso caule da bananeira, podem ter 5 a 20 pencas e podem pesar de 30 a 50 kg. Cada banana pesa, em média, 125g, com uma composição de 75% de água e 25% de matéria seca. Bananas são fonte apreciável de vitamina A, vitamina C, fibras e potássio.

Banana (Musa spp.)Ainda que as espécies selvagens apresentem numerosas sementes, grandes e duras, quase todas as variedades de banana utilizadas na alimentação humana não têm sementes, como frutos partenocárpicos que são, exceção feita à especie Musa balbisiana, comercializada no mercado indonésio, excepcionalmente com sementes.

Devido ao elevado teor de potássio em sua composição, as bananas são levemente radioativas, mais do que a maioria dos outros frutos. Isso se deve à presença do isótopo radioativo potássio-40 (40K), regularmente distribuído no potássio ocorrente na natureza, apesar de que o isótopo comum, potássio-39 (39K), seja não-radioativo. Por esta razão, os ambientalistas em energia nuclear, por vezes, costumam referir-se à "dose equivalente em banana" de radiação para apoiar seus argumentos durante debates em congressos e encontros sobre a matéria. Embora a radioatividade da banana seja muito leve, todavia, grandes carregamentos da fruta em navios podem ser suficientes para disparar detetores ou sensores de radiação em determinadas circunstâncias.

Banana (Musa spp.)Valor nutricional

Valor nutritivo de 100 gramas de banana prata (valores apenas referenciais):
  • Macrocomponentes:
    • Água (g) - 74,26
    • Energia (kJ) - 385 (92 kcal)
    • Proteína (g) - 1,03
    • Lipídeos (total) (g) 0,48
    • Carboidratos, por diferença (g) - 23,43
    • Fibra dietética (total) (g) - 2,4
    • Cinzas (g) - 0,8
  • Minerais:
    • Cálcio, Ca (mg) - 6
    • Ferro, Fe (mg) - 0,31
    • Magnésio, Mg (mg) - 29
    • Fósforo, P (mg) - 20
    • Potássio, K (mg) - 396
    • Sódio, Na (mg) - 1
    • Zinco, Zn (mg) - 0,16
    • Cobre, Cu (mg) - 0,1
    • Manganês, Mn (mg) - 0,15
    • Selênio, Se (μg) - 1,1
  • Vitaminas:
    • Vitamina A (Retinol) - 81 UI
    • Vitamina A (Retinol) - 8 μg_RE
    • Vitamina B1 (Tiamina) - 0,04 mg
    • Vitamina B2 (Riboflavina) - 0,1 mg
    • Vitamina B3 (Niacina) - 0,54 mg
    • Vitamina B5 (Ácido pantotênico) - 0,26 mg
    • Vitamina B6 (Piridoxina) - 0,57 µg
    • Vitamina B9 (Ácido fólico) - 19,1 UI
    • Vitamina C (Ácido ascórbico) - 9,1 mg
    • Vitamina E (Tocoferol) - 0,27 mg_ATE

Características
É de cor verde, quando imatura, chegando a amarela ou vermelha, quando madura. Seu formato é alongado, podendo, contudo, variar muito na sua forma a depender das variedades de cultivo. Essa variação também acontece com a polpa, que pode ser mole ou dura, ou ainda com incrustações meio duras, bem como de sabor mais doce ou mais acre. Assim como o abacaxi, a banana também é fruto partenocárpico, pois pode formar-se sem fecundação prévia. É por isso que não possui sementes. Depois de cortada, a banana escurece-se muito rapidamente, devido à oxidação (pela presença da vitamina C) em contato com o ar.

A espécie Musa balbisiana, comercializada no mercado indonésio contém, excepcionalmente, sementes, e é considerada uma das espécies ancestrais das atuais variedades híbridas das bananas geralmente consumidas.

História
O cultivo de bananas pelo Homem teve início no sudeste da Ásia. Existem ainda muitas espécies de banana selvagem na Nova Guiné, na Malásia, Indonésia e Filipinas. Indícios arqueológicos e paleo ambientais recentemente revelados em Kuk Swamp na província das Terras Altas Ocidentais da Nova Guiné sugerem que esta catividade remonta pelo menos até 5000 a.C., ou mesmo até 8000 a.C.. Tais dados tornam esse local o berço do cultivo de bananas. É provável, contudo, que outras espécies de banana selvagem tenham sido objecto de cultivo posteriormente, noutros locais do sudeste asiático.

A banana é mencionada em documentos escritos, pela primeira vez na história, em textos budistas de cerca de 600 a.C.. Sabe-se que Alexandre, o Grande comeu bananas nos vales da Índia em 327 a.C.. Só se encontram, porém, plantações organizadas de banana a partir do século III d.C. na China. Em 650, os conquistadores Islâmicos levaram-na para a Palestina. Foram, provavelmente, os mercadores árabes que a divulgaram por grande parte de África, provavelmente até à Gâmbia. A palavra banana teve origem na África Ocidental e, adotada pelos portugueses e espanhóis, veio a ser usada, por exemplo, na língua inglesa.

Nos séculos XV e XVI, colonizadores portugueses começaram a plantação sistemática de bananais nas ilhas atlânticas, no Brasil e na costa ocidental africana. Mas elas permaneceram desconhecidas, por muito tempo, da maior parte da população europeia. Por isso, Júlio Verne, na obra "A volta ao mundo em oitenta dias" (1872), descreve-a detalhadamente, pois sabe que grande parte dos seus leitores a desconhece.

Algumas fontes referem que já existiam espécies nativas de bananeira na América pré-colombiana, que se designaria como pacoba, mas, em termos gerais, não é dado crédito a tal informação.

Imagens: © Luciano Mende
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Briófitas | Reprodução em Briófitas

Briófitas | Reprodução em Briófitas

Briófitas | Reprodução em Briófitas
Briófitas são plantas de pequeno porte, encontradas em locais úmidos e sombreados, que crescem no solo ou sobre troncos de árvores mortas ou vivas. Há poucas espécies aquáticas e nenhuma marinha.

As briófitas apresentam estruturas especializadas na absorção de água e sais do solo, os rizoides. A distribuição da água absorvida ocorre por simples difusão célula a célula, pois não há vasos condutores de seiva. As briófitas mais conhecidas são os musgos e as hepáticas.

Reprodução em briófitas
Reprodução assexuada
Algumas briófitas do grupo das hepáticas podem reproduzir-se assexuadamente por meio de propágulos. Estes são estruturas multicelulares que se desprendem da planta-mãe e germinam, dando origem a uma nova hepática. Os musgos formam brotos laterais que se desenvolvem em novas plantas. Hepáticas podem fragmentar-se e originar novos indivíduos.

Reprodução sexuada
Alternância de gerações
O ciclo de vida das briófitas apresenta alternância de gerações. A geração predominante é haploide e forma gameta, razão pela qual é chamada geração gametofítica. A geração menos desenvolvida no ciclo é diploide e forma esporos, daí ser denominada geração esporofítica.

Gametófitos e gametas: anterozoide e oosfera
Algumas briófitas são monoicas, isto é, o gametófito apresenta tanto estruturas reprodutivas masculinas (anterídios) como femininas (arquegônios). Outras espécies são dioicas, com gametófitos masculinos, formadores de anterídios, e gametófitos femininos, formadores de arquegônios.

No anterídio são produzidos gametas masculinos, os anterozoides, células haploides dotadas de dois flagelos adaptados à natação. No arquegônio forma-se um único gameta feminino, uma célula haploide grande e arredondada, a oosfera.

Esporófito e esporos
O zigoto multiplica-se por mitose e desenvolve-se em uma pequena planta diploide, o esporófito. Ele vive sobre o gametófito, de onde retira parte de sua nutrição. Em outras palavras, o esporófito depende do gametófito para sobreviver.

Com a maturidade, o esporófito forma uma cápsula, no interior da qual células diploides sofrem meiose e dão origem a esporos haploides. Estes se libertam e são carregados pelo vento. Se cair em um ambiente favorável, o esporo germina e forma um filamento multicelular, o protonema. A partir do protonema surgem novas plantas haploides de musgo que, ao atingir a maturidade, repetirão o ciclo.

Bibliografia