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Fotos de Peixes

Migração de Peixes | Classificação dos Peixes Migratórios

Migração de Peixes | Classificação dos Peixes Migratórios

Migração de Peixes | Classificação dos Peixes Migratórios

Cada peixe possui seu tipo de migração. Muitos deles têm migrações com base regular em um ritmo que pode ser diário ou anual a uma distância que varia de metros até quilômetros. O objetivo das migrações geralmente é em função da reprodução ou busca de lugares melhores para se alimentar e se proteger dos predadores e da temperatura.

Ao longo dos anos muitos pesquisadores tem desenvolvido muitas explicações, teorias e até superstições a respeito dos peixes migratórios. Porém estudos recentes e não tão recentes assim já explicam esse mecanismo dos peixes. Atualmente, o conhecimento sobre migrações tem se desenvolvido e sabe-se que o retorno anual de populações de peixes que é dependente de diversas variáveis ambientais e físicas.

Os primeiros estudos de migração de peixes no Brasil foram realizados na década de 50, onde foram realizados experimentos de marcação em larga escala e bem sucedidos. Para realizar estudos de migração e saber o comportamento das populações de peixes, o método de pesquisa mais utilizado é da marcação, constituindo em uma técnica essencial. Podem ser utilizados também transmissores de rádio, sendo que os primeiros foram utilizados em salmões no final da década de 50.

Atualmente também se utiliza técnicas de telemetria no monitoramento do deslocamento e na determinação de áreas utilizadas pelas espécies tem respondido as questões relacionadas aos padrões comportamentais em escala de tempo menor, otimizando não só os resultados como também os recursos destinados a esses estudos.

PiracemaPiracema

As migrações podem ser diárias, sazonais e anuais, e geralmente estão relacionadas com processos reprodutivos. Porém se sabe que também podem estar relacionadas com disponibilização de alimento, predação e proteção, além de se procurar locais mais apropriados para a fisiologia da espécie, como condições ideais de temperatura.

Os peixes migratórios podem ser classificados:

  1. Potamódromos: São os peixes que vão realizar o processo de migração somente em ambientes de água doce;
  2. Oceanódromos: Peixes que vão realizar processos de migração em ambientes de água salgada;
  3. Diádromos: Peixes que realizam seu processo de migração em ambientes intermediários, que seriam aqueles entre água salgada e doce.
  4. Anádromos: São aqueles que vão realizar o processo de migração do mar para ambientes de água doce. Porém os organismos vão ser eclodidos em ambiente salino e para realizar seu processo de reprodução migram para ambientes limnicos (água doce)
  5. Catádromos: Peixes que vão realizar migrações dos locais onde nascem (água doce) e se reproduzir em ambientes de água salina.

Na região amazônica, ocorre o processo de migração para reprodução conhecido como piracema que na língua Tupi significa ”saída dos peixes para desova”. Quando os peixes detectam que o ambiente esta favorável, com condições abióticas boas para a reprodução estes iniciam o processo de deslocamento nos rios buscando áreas de desova, onde poderão realizar e desova. A fecundação dos peixes migratórios é externa, e a elevada concentração de machos e fêmeas aumenta a chance de fertilização no ambiente. Durante este processo, peixes migram cruzando diversos obstáculos como cachoeiras e predadores naturais.

O salmão é um dos peixes que mais se conhece os processos de migração. Este peixes realizam o processo de migração dos locais onde nascem (rios) e com um determinado tamanho vão em direção ao mar onde realizam o recrutamento com a população adulta, porém quando estão aptos a reprodução, conseguem identificar os locais onde nasceram com exatidão e voltam para desovar. Podem neste processo migrar por centenas de quilômetros.

Existem peixes que realizam migrações que pode durar meses. Uma espécie de enguia no oceano atlântico norte, migra para áreas de desova, onde larga os ovos fecundados no ambiente, e este é levado por correntes marinhas (grande giro do atlântico norte) durante alguns meses aos locais de favorecimento de eclosão onde a mortalidade é minimizada.

Referência:
Hahn, L. (2004). Padrões de migração de peixes no alto rio Uruguai e Capacidade de Transposição de Obstáculos. UEM, Maringá, pp.13

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Peixe Xerelete (Caranx crysos)


Peixe Xerelete (Caranx crysos)

Peixe Xerelete (Caranx crysos)Características: O Peixe Xerelete (Caranx crysos), também conhecido como carapau, é um peixe de escamas com corpo alongado, relativamente alto e comprimido lateralmente e focinho levemente arredondado, com perfil superior da cabeça em elevação suave e arredondada, similar ao perfil inferior. O seu maxilar alcança o centro do olho . Dorsp com coloração azul-esverdeado a cinza, com os flancos e ventre prateados ou dourados (amarelados). As suas nadadeiras são pálidas com as pontas escuras. Alcançam até 80 cm de comprimento e 8 Kg de peso. Carne muito apreciada.

Habitat: áreas costeiras, ilhas, ao longo das praias e em mar aberto tanto na superfície ou no fundo entre 3 e 35 metros de profundidade. Podem frequentar ambientes salobros e, eventualmente, penetrar em água doce.

Ocorrência: todo o litoral brasileiro.

Peixe Xerelete (Caranx crysos)
Peixe Xerelete (Caranx crysos)

Hábitos: nadam em abundantes cardumes.

Alimentação: pequenos peixes, crustáceos e outros invertebrados, inclusive bentônicos.

Predadores naturais: peixes carnívoros e aves marinhas.

Ameaças: destruição do habtat, poluição e pesca predatória.

Fonte: Vivaterra

Peixe Pataca ou Pataquinha (Tetragonopterus argenteus)

Peixe Pataca ou Pataquinha (Tetragonopterus argenteus)

Família: Characidae

Subfamília: Tetragonopteriae

Espécie: Tetragonopterus argenteus (Cuvier, 1816)

Nome popular: Pataca, Pataquinha

Peixe Pataca ou Pataquinha (Tetragonopterus argenteus)Esta subfamília é provavelmente a mais complexa dentro da família Characidae. até recentemente, englobava todos os pequenos peixes denominados popularmente de lambaris e piabinhas, além de vários outros menos conhecidos. O elevado número de espécies, além do porte reduzido, torna muito difícil a identificação dos peixes dessa subfamília.

Porte: o peixe pataca é de pequeno porte, mas de corpo alto, Não ultrapassa os 10 cm de comprimento padrão.

Características taxonômicas: corpo alto e robusto, semelhante ao dos pacus. Nadadeiras vermelhas, escamas e olhos grandes caracterizam esta espécie.

Habitat: São muito comuns nas margens dos grandes rios e curso final de córregos. podem ser encontrados em lagos e lagoas. Essa espécie pode ser encontrada em toda América do Sul e no Rio Mississipi nos Estados Unidos.

Dieta alimentar: são peixes onívoros que ingerem principalmente insetos, frutos e sementes que caem na água.

Importância Comercial: normalmente, não são comercializados. No entanto, são apreciados por moradores ribeirinhos que, em algumas localidades, coletam grande número de indivíduos dessa espécie em períodos de migrações.

Pesca Esportiva: não é explorado, embora seja fácil de ser fisgado com linhas e anzóis.

Comportamento: Essa espécie vive em pequenos cardumes, geralmente nas margens dos rios, córregos de maior porte, lagos e lagoas.


Peixe Pataca ou Pataquinha (Tetragonopterus argenteus)
Conservação e meio ambiente: a conservação dos pequenos córregos, lagos e lagoas e margens dos grandes rios é de suma importância para a conservação e manutenção dessa espécie. As matas ciliares e de galerias associada aos cursos d'água fornece a maior parte dos alimentos da patacaquinha e a sua retirada da vegetação do entorno dos rios coloca em risco essa espécie.

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Peixe-Roncador (Conodon nobilis)


Peixe-Roncador (Conodon nobilis)


Peixe-Roncador (Conodon nobilis)

Características: peixe de escamas, abundantes, com corpo é alongado, focinho cônico e boca relativamente pequena. Coloração de um prateado a amarelo ou oliváceo, mais escuro no dorso e com cerca de oito faixas escuras evidentes na lateral do corpo. Tem também algumas linhas amareladas longitudinais. Atinge 35 cm de comprimento.

Habitat: regiões costeiras, baías, ao longo das praias, canais e estuários, em profundidades de 2 a 50 m, sobre fundos de lodo, areia ou cascalho.

Ocorrência: todo o litoral brasileiro.

Peixe-Roncador (Conodon nobilis)Hábitos: podem formar grandes cardumes. Ativos de dia e também à noite.

Alimentação: invertebrados bênticos e pequenos peixes.

Predadores naturais: peixes maiores.

Ameaças: poluição, destruição do habitat e pesca predatória.

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Salmão | Peixe com Hábitos Oceânicos e Fluviais

Salmão | Peixe com Hábitos Oceânicos e Fluviais

Salmão, Peixe com Hábitos Oceânicos e Fluviais

Salmão, Peixe com Hábito Oceânicos e Fluviais

Salmão é o nome vulgar de várias espécies de peixes da família Salmonidae, que também inclui as trutas.

Salmão (Salmo salar)

Salmo salar

Classificação científica

Reino:Animalia
Filo:  Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Salmoniformes
Família: Salmonidae

O salmão é um peixe de porte grande, do filo Chordata, da família Salmonidae, que também engloba as trutas, ambos muito saboreados hoje na gastronomia mundial. Típicos das águas frias do norte da Eurásia e da América,sua carne de coloração rosa atrai sensivelmente os consumidores.

Este peixe, particularmente da espécie Salmo salar,  é produzido no sistema conhecido como aquacultura – criam-se animais gerados no ambiente aquático para consumo humano. O salmão bravio, especialmente o do Oceano Atlântico, tem sua origem na água doce, vai para o mar durante o Inverno, geralmente para o norte da Europa, e retorna na Primavera ao mesmo local onde foi gerado, para aí reproduzir. É neste exato momento que ele é aprisionado.

No período da concepção o macho tem sua cabeça fisicamente alterada, a mandíbula inferior assume um formato mais longo e arqueado, semelhante a um gancho, e a carne adota uma cor branca. O salmão que habita o Oceano Pacífico morre depois da procriação, mas o do Atlântico se multiplica pelo menos mais uma vez.

Curiosamente, o salmão não é originariamente avermelhado, e sim branco; a tonalidade artificial provém de um pigmento denominado astaxantina, presente nas algas e nos seres unicelulares, os quais são consumidos pelos camarões marinhos. Nestes frutos do mar o conteúdo das granulações fica depositado nos músculos ou na casca; assim que eles são ingeridos pelo salmão, o pigmento é transportado para seus tecidos gordurosos.

Sendo o cardápio do salmão muito diversificado, este peixe assume uma ampla multiplicidade de colorações, desde a branca até um ameno tom rosado, passando por um encarnado intenso. Ele também se destaca por seu paladar especial. Por esta razão foi gradualmente ingressando na dieta dos portugueses, já há um bom tempo.

O peixe passa seus dois ou três primeiros anos nos rios, e só então se dirige para as águas salgadas. Ele permanece sem problemas em climas muito frios, tanto nos rios quanto nos mares. Em seu estágio adulto o salmão serve de alimento para focas, ursos, tubarões, baleias e também do próprio Homem.

Ele integra o conjunto dos peixes azuis, portanto é considerado um animal gordo. Seu conteúdo de sebo transcende 12 gramas por 100 gramas. Hoje são bem conhecidas as propriedades benéficas desta modalidade de peixe para a saúde humana. A gordura de tipo polinsaturado apresenta ácidos gordos indispensáveis para o organismo do Homem, só granjeados através da dieta alimentar.

Assim sendo, o salmão é naturalmente prescrito para a alimentação do ser humano, particularmente para mulheres grávidas ou em estágio de amamentação. Este peixe é igualmente rico em fósforo e selênio, elemento este que age como potente antioxidante, resguardando as células de possíveis lesões, as quais acontecem todo dia no organismo. Ele é abundante inclusive em ômega 3, uma fonte de gordura muito indicada para o bom funcionamento do sistema cardiovascular.

Salmão | Peixe com Hábitos Oceânicos e Fluviais Salmão natural

O salmão natural é um peixe mediano da família Salmonidae, peculiar aos mares e rios europeus. Naturalmente encontrados nos oceanos Atlântico e Pacífico, eles retornam à água doce na época da procriação, quase sempre escolhendo o mesmo rio em que nasceu.

A cor vermelha da carne é gerada pelo pigmento Astaxantina, que o peixe absorve ao se alimentar de camarões. Mas como a dieta do salmão é variada,  também variam as cores de sua carne - desde branco ou rosa suave, até um vermelho vivo. O salmão permanece na água doce nos dois ou três primeiros anos de vida antes de ir para o mar, suportando temperaturas baixas em água doce ou salgada.

Por todos esses hábitos o salmão é um poderoso antioxidante que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, inflamatórias, e atua no sistema imune. É  fonte de Triptofano, Vitamina D, Ácidos Graxos, Selênio, Proteína, Vitamina B3, Vitamina B12, Vitamina B6, Fósforo e Magnésio. É excelente fonte de Ômega 3, substância que reduz em até 81% a chance de ataque cardíaco, segundo estudos recentes.

Salmo salar

O salmão de cativeiro

Não haveria razão para polêmica se fosse esse o salmão que consumimos. O problema é que somente 5% de todo o salmão vendido nos Estados Unidos é natural, e a quantidade que chega ao Brasil é irrisória.  Mais da metade do consumo mundial atualmente tem como origem viveiros do Chile, Canadá, Estados Unidos e norte da Europa, que reduzem imensamente suas importantes qualidades nutricionais.

Esses criadores abarrotam tanques com peixes,  em condições de higiene muitas vezes duvidosas, e os alimentam com farinha e corantes para tentar obter a cor rosada do salmão natural. Pior: utilizam grande quantidade de gordura  e altas doses de antibióticos para crescerem rápido, gerando mais lucro.

Em cativeiro, as Astaxantinas que tingem a carne do salmão são substâncias sintéticas derivadas do Petróleo, que, em grandes quantidades, podem causar problemas de visão e alergias e, segundo estudos recentes, podem ser tóxicas e carcinogênicas.  A título de comparação, 100g de salmão com corante tem as mesmas toxinas que um ano consumindo enlatados.

Salmo salar

Como identificar

Se você deseja os benefícios do salmão verdadeiro, primeiro certifique-se de que da procedência. Infelizmente, não há uma exigência da Anvisa que os rótulos identifiquem se o peixe foi criado em cativeiro ou ao natural, mas muitas embalagens trazem o país de origem. Os melhores são provenientes do Alasca e da Rússia. Se for do Chile,evite, pois metade do salmão consumido no mundo vem de cativeiros chilenos.

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Curimatã ou Curimba (Prochilodus nigricans)

Curimatã ou Curimba (Prochilodus nigricans)

Família: Prochilodontidae

Ordem: Characiformes

Nome científico: Prochilodus nigricans.

Nome popular: Curimbatá, curimatã, curimba, papa-terra.

Descrição: Peixes de escamas. Geralmente não ultrapassa 30 cm de comprimento. A coloração é prateada, o tamanho é médio e a principal característica é a boca protrátil, em forma de ventosa, com lábios carnosos, sobre os quais estão implantados numerosos dentes diminutos dispostos em fileira.

Características taxonômicas: pode ser facilmente diferenciada pela presença de várias manchas na nadadeira caudal e nadadeiras totalmente hialinas.

Prochilodus nigricans
Prochilodus nigricans
Habitat: Podem ser encontradas em lagos e lagoas e até mesmo em rios, desde que apresentem ambientes de águas lentas com depósitos de detritos no fundo. Nos períodos chuvosos, a foz dos córregos passa a ser um dos habitats mais procurados por essa espécie, onde encontra alimento em grande quantidade.

Reprodução: A reprodução dessa espécie ocorre entre os meses de novembro e fevereiro, quando os rios e lagos estão mais cheios. Durante o período de reprodução, formam imensos cardumes que se deslocam dos lagos em direção às cabeceiras de rios e córregos.

Importância comercial: embora não seja muito apreciada, em determinadas regiões, essa espécie geralmente são consumidas pelos próprios pescadores.

Curimatã ou Curimba (Prochilodus nigricans)

Comportamento: vive geralmente em cardumes e em locais rasos, o que facilita a sua captura por equipamentos de pesca predatórios, como tarrafas e redes, já que a sua captura por anzóis é muito difícil devido ao seu hábito de ingerir detritos.

Curimatã ou Curimba (Prochilodus nigricans)

Ecologia: Espécies detritívoros, alimentam-se de matéria orgânica e microrganismos associados à lama do fundo de lagos e margens de rios. Realizam longas migrações para reprodução.

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Tubarão-Martelo-de-Ponta Preta | Sphyrna lewini

Tubarão-Martelo-de-Ponta Preta (Sphyrna lewini)

Nome Comum: Tubarão-martelo-de-ponta-preta
Nome Científico: Sphyrna lewini
Comprimento máximo: 4,2 metros
Peso: cerca de 152,4 kg;
Idade: cerca de 35 anos

Distribuição
Habita em mares quentes costeiras temperadas e tropicais.

  • Atlântico Ocidental: Nova Jersey, EUA até o Uruguai, incluindo o Golfo do México e Caribe.
  • Atlântico Leste: Mediterrâneo Ocidental até a Namíbia.
  • Indo-Pacífico: Mar Vermelho, Leste da África e em todo o Oceano Índico; Japão, Nova Caledônia, Havaí e o Taiti.
  • Pacífico Oriental: do sul da Califórnia, EUA até o Equador e o Peru.

Tubarão-Martelo-de-Ponta Preta | Sphyrna lewini

Descrição do Tubarão-Martelo-de-ponta-preta
É um grande tubarão-martelo com um entalhe no centro da cabeça; nadadeira dorsal moderadamente elevada, com as barbatanas dorsal e pélvica baixa. As nadadeiras laterais são próximas a cabeça. Suas nadadeiras traseiras são estreita alongando-se até o rabo. O Tubarão-Martelo-de-ponta-preta tem a cor cinza uniforme , marrom acinzentado, verde-escuro acima, sombreamento branco abaixo, as nadadeiras peitorais com tonalidades cinza ou preto ventralmente.

Tubarão-Martelo-de-Ponta Preta | Sphyrna lewini
Tubarão-Martelo-de-Ponta Preta | Sphyrna lewini
Biologia
Tubarão-Martelo-de-Ponta Preta (Sphyrna lewini) é um tubarão pelágico costeiro, semi-oceânico que ocorrem em toda costa continental e insular, vive em águas profundas, muitas vezes se aproximando da zona costeira adentrando em baías fechadas e estuários. É encontrados, também, em águas interiores dos mares a cerca de 275 m de profundidade. Alimenta-se principalmente de peixes teleósteos e cefalópodes como também de também lagostas, camarões, caranguejos, incluindo outros tubarões e raias. São Vivíparos, produzindo cerca de 15 a 31 filhotes por ninhada, com 43 a 55 centímetros de comprimento. São consideradas perigosas para os banhistas que frequentam praias mais profundas. No entanto muitas vezes não são agressivos quando abordados por mergulhadores. São capturados pescadores de forma artesanal e pela pesca comercial. São comercializados frescos, secos, salgados, defumados e congelados, também são procurados por suas barbatanas. O seu óleo são utilizados como vitaminas e suas carcaças utilizadas como farinha de peixe.

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Tubarão-Martelo-Grande | Sphyrna mokarran

Tubarão-Martelo-Grande | Sphyrna mokarran 

Nome Científico: Sphyrna mokarran
Tamanho: 4 a 6 metros

O Tubarão-Martelo-Grande (Sphyrna mokarran) é a maior espécie de tubarão-martelo, atualmente considerada em risco de extinção.

O Tubarão-martelo-grande (mokarran Sphyrna) é amplamente distribuído em toda zona tropical do planeta. Suas barbatanas são altamente valorizadas no mercado mundial. Essa espécie de tubarão só reproduz uma vez a cada dois anos. Geralmente considerado como solitários, o tubarão-martelo-grande são pouco abundantes onde quer que ocorra.

Tubarão-Martelo-Grande | Sphyrna mokarran

Habitat e Ecologia
O Mokarran Sphyrna vive nas zonas costeiros e semi-oceânicas tropicais ocorrendo, também, próximo às ilhas no alto mar, ao longo das plataformas continentais, ilhas, em lagoas de atóis de coral, bem como sobre águas profundas perto dos continentes, em profundidades que variam de perto da superfície de mais de 80 m (Compagno em prep. b).

Tubarão-Martelo-Grande | Sphyrna mokarran
O tamanho máximo tubarão-martelo-grande 5,50 a 6,10 m, apesar de ser mais comum adulto macho ter 4 metros.

O tubarão-martelo-grande é vivíparo, com uma placenta vitelina, gerando, em uma ninhada variando entre 6 e 42 filhotes, após uma gestação de 11 meses. Tamanho dos milhotes ao nascer é de 50 a 70 cm. Os filhotes nascem no final da primavera a cada dois anos no Hemisfério Norte, e entre dezembro e janeiro, no final do verão no Hemisfério Sul, exceto na Austrália e Oceania (Compagno, 1994). A dieta inclui peixes, crustáceos e cefalópodes.

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Tubarão-Dorminhoco-do-Pacífico | Somniosus pacificus

Tubarão-Dorminhoco-do-Pacífico | Somniosus pacificus 


Descrição e Comportamento
O Tubarão-Dorminhoco-do-Pacífico (Somniosus pacificus), como é mais conhecido, pacificus Somniosus (Bigelow e Schroeder, 1944), é um tubarão de águas profundas. O Tubarão Somniosus pacificus macho atinge cerca de 4,4 m de comprimento e 4,3 m a fêmea. Acredita-se que esta espécie pode atingir até 7 m. O tubarão-dorminhoco do Pacífico é de cor cinza escuro ao preto, com barbatanas azul e preta. O focinho é curto e arredondado, o corpo é cilíndrico, e as duas nadadeiras dorsais são iguais no tamanho. A primeira barbatana dorsal é mais perto da nadadeira pélvica do que as barbatanas peitorais. Pequenas aletas precaudal também são presentes e a barbatana caudal é assimétrica, com um lobo ventral bem desenvolvida.

Tubarão-Dorminhoco-do-Pacífico (Somniosus pacificus)

Habitat
Tubarão-Dorminhoco-do-Pacífico (Somniosus pacificus), pode ser encontrado em águas temperadas entre 70 ° N-47 ° S, no Pacífico Norte do Japão, ao longo da costa da Sibéria para o Mar de Bering e no sul da Califórnia, EUA, Baja Califórnia e México. Há alguns relatados de que foram vistos no Pacífico Sul. Nas águas da Australásia, o tubarão-dorminhoco do Pacífico é encontrado a partir dos montes submarinos ao sul da Tasmânia, ao Planalto Challenger a leste da Nova Zelândia e, possivelmente, a Ilha Macquarie. No sudoeste do Atlântico são vistos na costa do Uruguai.

Esta espécie habitam plataformas continentais e as encostas. Nas latitudes mais elevadas, o tubarão-dorminhoco do Pacífico pode ser encontrado no litoral e até mesmo áreas entremarés, em latitudes mais baixas, a profundidade em que vivem varia até 2000 m de profundidade.

Tubarão-Dorminhoco-do-Pacífico | Somniosus pacificus Comportamento Alimentar (Ecologia)
Tubarão-Dorminhoco-do-Pacífico (Somniosus pacificus)s, se alimenta de peixes, polvos, lulas (incluindo a lula gigante e seus parentes ainda maior, a lula colossal), caranguejos e tritões, e ocasionalmente com focas e eventualmente são carniceiros.

História de Vida
Tubarão-Dorminhoco-do-Pacífico (Somniosus pacificus), é ovovivíparo. Os filhotes medem cerca de 42 centímetros de comprimentos.

Ovovíparo: os ovos são retidos dentro do corpo da fêmea, onde o embrião se desenvolve, recebendo alimentação de um saco vitelino. Este é o método de reprodução para "levando-live" peixes onde os filhotes saem de cápsulas de ovos dentro do útero da mãe e nasceram logo depois. Também conhecido como vivíparos aplacentário.

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Cação-Bruxa | Notorynchus cepedianus

Cação-Bruxa | Notorynchus cepedianus 

Nome Científico: Notorynchus cepedianus

Ordem
: Hexanchiformes

O Cação-Bruxa (Notorynchus cepedianus) é o membro da família dos Hexanchiformes que é avistado com maior freqüência. Ao contrário da maioria dos seus parentes mais próximos, que costuma habitar águas profundas, o cação-bruxa prefere águas costeiras rasas. Ele é um animal insaciável e perspicaz, capaz de comer tudo o que aparecer na sua frente, de carniça a outros tubarões e focas; também pode ser muito agressivo com os nadadores e mergulhadores.

Os tubarões Hexanchiformes possuem seis ou sete pares de fendas branquiais, o que os distingue da maioria dos outros tubarões, que possui apenas cinco pares. Sabe-se muito pouco sobre as espécies de águas profundas é ainda muito escassa, e há até controvérsias sobre quais tubarões realmente pertenceriam a esta família.

Cação-Bruxa | Notorynchus cepedianus
Tamanho máximo: 3 m.

Distribuição: Em mares temperados do mundo inteiro.

Dieta: Muito ampla, incluindo tubarões, raias e outros peixes, crustáceos, moluscos, focas, polvos e corpos em decomposição.

Reprodução: Ovíparos. Já foram registradas ninhadas com até 80 crias.

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Tubarão-Boca-Grande | Megachasma pelagios

Tubarão-Boca-Grande | Megachasma pelagios 

Nome Científico: Megachasma pelagios

Ordem: Lamniformes

O Tubarão-Boca-Grande (Megachasma pelagios) é um dos mais raros e misteriosos membros da família dos tubarões. Desde que o primeiro exemplar foi capturado e examinado em 1976, apenas 22 indivíduos desta espécie foram encontrados, e muitos detalhes da sua vida são ainda desconhecidos.

O boca-grande é a terceira espécie conhecida de tubarões que se alimenta exclusivamente de plâncton, como o tubarão-baleia e o tubarão-frade. Até hoje, o maior espécime conhecido mediu 5,63 metros, uma indicação de que, tal como os seus colegas comedores de plâncton, o boca-grande pode atingir tamanhos consideráveis. Sua característica mais marcante, como o próprio nome sugere, é sua boca enorme e um pouco disforme. Parente próximo do tubarão-branco e do tubarão mako, o boca-grande também parece estar bem distribuído. Ele já foi encontrado no Senegal, na África do Sul, no Brasil, na Indonésia, nas Filipinas, mas aparece principalmente na Califórnia e no Japão – áreas onde vários exemplares foram descobertos e que parecem ser ideais para a reprodução desta enigmática criatura.

Tubarão-Boca-Grande (Megachasma pelagios)

O boca-grande se alimenta à noite perto da superfície e se retira para as profundezas durante o dia. Parece ser lento e menos ágil que o tubarão-frade, pois já foi observado sendo atacado por cachalotes.

Tamanho máximo: 5,6 m

Distribuição: Incerta, mas são encontrados nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.

Dieta: Plâncton, principalmente pequenos camarões e águas-vivas.

Reprodução: Incerta, mas provavelmente ovovivípara.

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Tubarão Lambaru | Ginglymostoma cirratum

Tubarão Lambaru | Ginglymostoma cirratum 

Nome Científico: Ginglymostoma cirratum

Ordem: Orectolobiformes

Os lambarus são membros de uma das ordens mais variadas de tubarões. Conhecidos também como tubarões-tapete, este grupo de peixes são incrivelmente diversos. Alguns deles, como o wobbegong, são chatos e se parecem mesmo com tapetes, enquanto outros, como os lambarus, têm a aparência típica dos tubarões. Entre parentes mais próximos dos lambarus, estão alguns dos menores tubarões do mundo, assim como o maior de todos – o tubarão-baleia.

Os lambarus são criaturas de hábitos noturnos e geralmente descansam em fundos de areia ou em cavernas durante o dia, emergindo para se alimentar à noite. Podem usar suas fortes nadadeiras peitorais para se mover no leito marinho e também nadar da forma tradicional.
Tamanho máximo: Cerca de 3 metros / 110kg

Distribuição: Áreas tropicais e subtropicais nas costas do Atlântico e Pacífico das Américas e da África Ocidental, apesar de ser ocasionalmente avistado em outros lugares. Muito comum no Caribe.

Dieta: Peixe, além de arraias, crustáceos e moluscos.
Reprodução: São ovovivíparos e costumam gerar entre 20 e 40 filhotes.


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Peixe Barbado (Pinirampus pirinampu)

Peixe Barbado (Pinirampus pirinampu)

O Peixe Barbado, Piranambu ou Barba-chata (Pinirampus pirinampu) é encontrado em Bacias Amazônicas, Araguaia-Tocantins e do Prata (incluindo o Pantanal).

A espécie é comum ao longo da beira dos rios, na frente de vilas e cidades, e, por esse motivo, é importante para a pesca de subsistência.

Inclui vários itens alimentares em sua dieta, mas costuma ser um piscívoro bastante voraz, quando ataca peixes presos nas redes.

No rio Madeira, em novembro/dezembro, aparecem cardumes de Barba-chata na Cachoeira do Teotônio.

Peixe Barbado (Pinirampus pirinampu)

Aruanã | Osteoglossum bicirrhosum

Aruanã | Osteoglossum bicirrhosum

Nome comum: Aruanã, sulamba, macaco-d'água
Nome científico: Osteoglossum bicirrhosum
Classe: Actinopterygii 
Ordem: Osteoglossiformes
Família: Osteoglossidae
O Aruanã (Osteoglossum bicirrhosum) é encontrado em Bacias Amazônicas e Araguaia-Tocantins. O Aruanã vive na beira dos lagos, ao longos dos igapós ou dos capins aquáticos, sempre a espreita de insetos (principalmente besouros) e aranhas que caem na água.

É provavelmente o maior peixe do mundo que se alimenta principalmente de insetos e aranhas.

O Aruanã nada logo abaixo da superfície com os barbilhões projetados para a frente. A função dos barbilhões ainda é desconhecida, mas, em águas pouco oxigenadas, podem ser utilizadas para conseguir oxigênio na superfície da água.

O aspecto mais característico de seu comportamento alimentar é a habilidade de saltar fora d?água e apanhar as presas ainda nos troncos, galhos e cipós.

Aruanã | Osteoglossum bicirrhosum
Aruanã | Osteoglossum bicirrhosum

Um adulto pode saltar mais de 1m fora d'água. A espécie se reproduz durante a enchente, e os machos guardam os ovos e larvas na boca (os barbilhões também servem para guiar as larvas até à boca do macho). O alevinos alcançam alto valor comercial como peixe ornamental.              

A Aruanã é um peixe que pode chegar a medir 1 metro de comprimento e pesar até 2kg. Vive nos lagos, igapós e igarapés. Alimenta-se de ciscos, lodo e outros peixes menores. Se reproduzem  no inverno de ano em ano, começa no mês de março e vai até maio. A fêmea desova na boca do macho que carrega os filhotes durante três meses para protege-los dos predadores e, durante esse período, os pais não se alimentam. Na época de reprodução, a Aruanã desova entre 100 e 210 ovos e é muito perseguida pelos pescadores, pois os filhotes têm grande valor comercial. Na época de cheia ela vive nas cabeceiras dos lagos e igarapés, quando aparece no rio é sinal de que o verão está próximo.

Peixes do Mar | Ictiologia

Peixes do Mar | Ictiologia

 Peixe-leão vermelho (Pterois volitans)

Peixe Xaréu (Caranx hippos)
Peixe Xaréu (Caranx hippos)
 Peixe Xaréu (Caranx hippos)

Peixe Betara (Menticirrhus spp.)
Peixe Betara (Menticirrhus spp.)
 Peixe Betara (Menticirrhus spp.)

Peixe Ubarana (Elops saurus)
Peixe Ubarana (Elops saurus)
 Peixe Ubarana (Elops saurus) 

Peixe Tarpão (Megalops atlanticus)
Peixe Tarpão (Megalops atlanticus)
 Peixe Tarpão (Megalops atlanticus)
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Peixe Tarpão | Megalops atlanticus

Peixe Tarpão | Megalops atlanticus

Nome Popular: Tarpão, Camurupim, Pirapema, Pema/Tarpon
Nome Científico: Megalops atlanticus
Família: Megalopidae

Distribuição Geográfica: Regiões Norte e Nordeste, onde são mais abundantes. Também encontrado no Sudeste.

Descrição: O Peixe Tarpão (Megalops atlanticus) é uma espécie de peixe de escamas grandes; corpo alongado e comprimido; boca grande e um pouco inclinada. A mandíbula inferior sobressai para fora e para cima, os dentes são pequenos e finos e a borda do opérculo é uma placa óssea. A coloração é prateada, sendo o dorso cinza azulado, variando de claro a quase preto; os flancos e o ventre são claros. Nas águas escuras, pode ficar dourado ou marrom. Alcança mais de 2m de comprimento total e 150kg. É considerado por muitos como o peixe mais esportivo do mundo.

Peixe Tarpão | Megalops atlanticus
Peixe Tarpão | Megalops atlanticus

Ecologia: Peixe pelágico. Vive nas águas quentes, tropicais e subtropicais do oceano Atlântico. É uma espécie costeira que também pode ser encontrada em alto mar, principalmente nos períodos de reprodução, quando migra em grandes cardumes. Entra nos estuários e na água doce. Possui respiração aérea; a bexiga natatória auxilia na respiração, permitindo que suporte água salobra e doce estagnada e sem oxigênio. Tais águas estão livres de predadores e oferecem refúgio para os jovens. Alimenta-se de sardinhas, anchovas, tainhas, entre outros.
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Peixe Ubarana | Elops saurus

Peixe Ubarana | Elops saurus

Nome Popular: Ubarana, Abarana/Ladyfish
Nome Científico: Elops saurus
Família: Elopidae

Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Descrição: O Peixe Ubarana (Elops saurus) é uma espécie de escamas pequenas; corpo alongado e fusiforme; focinho pontudo; boca terminal e um pouco inclinada; nadadeira dorsal localizada no meio do corpo; nadadeira caudal furcada. Possui lixas, ao invés de dentes, nos maxilares superiores e inferiores. A coloração é prateada, sendo o dorso cinza azulado, e os flancos e o ventre amarelados; as nadadeiras são quase sempre amareladas. Alcança 1m de comprimento total e 4kg.

Peixe Ubarana | Elops saurus
Peixe Ubarana | Elops saurus

Ecologia: Espécie pelágica; normalmente é encontrada em baías e portos, podendo ocorrer na água salobra da foz de rios e até mesmo subir os rios a procura de alimento. Os jovens frequentam as águas costeiras e os adultos preferem o mar aberto, onde formam cardumes e podem se reproduzir. Alimenta-se basicamente de pequenos peixes e crustáceos. Não tem muita importância comercial por causa dos espinhos, mas é muito apreciada pelos pescadores esportivos porque dá saltos espetaculares quando fisgada. Em alguns locais é usada como isca.