Efeitos da Chuva Ácida


Efeitos da Chuva Ácida

Efeitos da Chuva ÁcidaO efeito da chuva ácida
Objetivos
O objetivo deste experimento é determinar o impacto da chuva ácida sobre os ecossistemas de nossa floresta.

Materiais necessários
1 - dois vasos de plantas de alecrim em dois potes (se não estiver disponível, uma outra planta pode ser substituída),

2 - um recipiente de vinagre ou de suco limão.

Passo 1. Coloque os vegetais em uma janela ensolarada.

Passo 2. Coloque água em uma planta e vinagre com água na segunda planta

Passo 3. Ao longo das próximas 2 a 4 semanas, anotar suas observações.

Passo 4. No final do experimento, remover as plantas de seus vasos e examinar o seu sistema radicular.

Passo 5. Registre suas observações.

Variações sobre esta experiência
Coloque algumas pedras e moedas em cima do solo em torno de ambas as plantas. Descreva as mudanças que acontecem com esses objetos feitos pelo homem.

Este é um experimento simples, mas é muito eficaz realizada por crianças mostrando os danos causados pela chuva ácida. As lições aprendidas nesta experiência são:

1) O impacto do ácido sobre o crescimento de plantas;
2) O efeito da chuva ácida em edifícios e calçadas;
3) A consciência dos efeitos a longo prazo da chuva ácida.

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Evapotranspiração, Precipitação e Escoamentos Superficiais no Ciclo Hidrológico


Evapotranspiração, Precipitação e Escoamentos Superficiais no Ciclo Hidrológico

Evapotranspiração, Precipitação e Escoamentos Superficiais no Ciclo Hidrológico
Hidrologia é a ciências natural que trata dos fenômenos relativos à água em todos os seus estados; das suas propriedades físicas e químicas; da sua circulação, distribuição e ocorrência na atmosfera, na superfície terrestre e no solo; e da relação desses fenômenos com a vida e com as atividades do homem. Esta definição é bem caracterizada através do conceito de “ciclo hidrológico” que em resumo se baseia em:

  1. circulação da água do oceano para o continente, através da atmosfera; do continente para o oceano (após detenção em vários pontos), através de escoamentos superficiais ou subterrâneos e pela própria atmosfera.
  1. curto-circuito que “excluem” (pulam) diversas fases do ciclo completo (ex. a movimentação da água do solo e da superfície terrestre para a atmosfera, sem passar pelo oceano).

O Ciclo Hidrológico pode ser considerado como composto de duas fases principais, uma atmosférica e outra terrestre. Cada uma dessas fases inclui:

  1. armazenamento temporário de água;
  2. transporte da água;
  3. mudança no estado da água.

Assim, o ciclo hidrológico compreende quatro fases básicas de interesse do engenheiro que são:

• evapotranspiração: evaporação na superfície das águas e do solo, transpiração dos animais e plantas;
• precipitações atmosféricas: chuva, granizo, neve, orvalho;
• escoamentos superficiais: rios, lagos e torrentes;
• escoamentos subterrâneos: infiltrações, águas subterrâneas.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO
Evaporação: é o nome que se dá ao conjunto de fenômenos físicos que transformam em vapor a água precipitada sobre a superfície do solo, mares, lagos, rios e oceanos.

Transpiração: é o processo de evaporação decorrente de ações fisiológicas dos vegetais.

Evapotranspiração: é o conjunto de processos físicos e fisiológicos que promovem a transformação em vapor da água precipitada na superfície da Terra.

PRECIPITAÇÕES
É o conjunto de águas originadas do vapor d’ água atmosférico que caem (em estado líquido ou sólido) sobre a superfície da terra. Ex. a chuva, granizo, orvalho, neblina, neve ou geada. Trataremos da precipitação em forma de chuva em especial por não haver ocorrência de neve no Brasil e porque as outras formas não representam uma alta porcentagem para o ciclo hidrológico. O estudo das precipitações no ciclo representam importante papel de elo de ligação entre os fenômenos meteorológicos e os escoamentos superficiais (que mais interessam ao engenheiro).

Formação da precipitação emforma de chuva: além da umidade atmosférica (elemento básico para a formação das precipitações), outros requisitos são também necessários bem como: um mecanismo de resfriamento do ar, presença de núcleos higroscópicos (para que haja condensação), e um mecanismo de crescimento das gotas. Ao processo de formação segue:

O ar úmido das camadas baixas da atmosfera é aquecido por condução tornando-se mais leve, eleva-se por expansão adiabática, se resfria até atingir seu ponto de saturação (nível de condensação). A partir desse nível, em condições favoráveis e com a existência de núcleos higroscópicos, o vapor d’ água condensa, formando minúsculas gotas em torno desses núcleos. Essas gotas, entretanto, não possuem massa suficiente para vencer a resistência do ar, sendo mantidas em suspensão até que, por um processo de crescimento, ela atinja tamanho suficiente para precipitar. (para as gotas de água precipitarem, é necessário que ela tenha um volume tal que seu peso seja superior as forças que as mantêm em suspensão).

Tipos de Precipitações: o movimento vertical das massas de ar é um requisito importante para a formação das precipitações, que podem ser classificadas de acordo com as condições que produzem o movimento vertical do ar. Assim, existem três tipos de precipitações:

Precipitações Ciclônicas: estão associadas com o movimento de massas de ar de região de alta pressão para região de baixa pressão. Essas diferenças de pressão são causadas por aquecimento desigual da superfície terrestre.

Precipitações Orográficas: são as que resultam de ascensão mecânica de correntes de ar úmido horizontal sobre barreiras naturais, tais como montanhas. (ex. as precipitações da Serra do Mar)

Precipitações Convectivas: típicas das regiões tropicais. O aquecimento desigual da superfície terrestre provoca o aquecimento de camadas de ar com densidades diferentes, o que gera uma estratificação térmica da atmosfera em equilíbrio instável. Se esse equilíbrio for quebrado, provoca uma ascensão brusca e violenta do ar menos denso, capaz de atingir grandes altitudes. Essas precipitações são de grande intensidade e curta duração, concentradas em pequenas ares.

ESCOAMENTOS SUPERFICIAIS
É a fase do ciclo hidrológico que trata do conjunto das águas que, por efeito da gravidade se desloca na superfície da Terra. Escoamento superficial considera o movimento da água a partir da menor porção de chuva que caindo sobre um solo impermeável, escoa pela sua superfície, formando as enxurradas ou torrentes, córregos, ribeirões, rios, lagos ou reservatórios de acumulação. Dentro do ciclo hidrológico e em sua relação com a engenharia, é o escoamento superficial, uma das fases mais importantes.

Formação do Escoamento superficial
Tem sua origem nas precipitações. Parte da água das chuvas é interceptada pela vegetação e outros obstáculos, de onde se evapora posteriormente. Parte dessas águas é retida em depressões, parte se infiltra e o restante escoa pela superfície. No início do escoamento superficial forma-se uma película laminar que aumenta de espessura, à medida que a precipitação prossegue, até atingir um estado de equilíbrio As trajetórias descritas pela água no seu movimento são determinadas, pelas linhas de maior declive de terreno e são influenciadas pelos obstáculos existentes. Nesta fase temos o movimento de águas livres. À medida que as águas vão atingindo os pontos mais baixos do terreno, passam a escoar em canalículos que formam a microrrede de drenagem. A dimensão desses canalículos aumenta com a ação da erosão e o escoamento se processa cada vez mais por caminhos preferenciais. Formam-se as torrentes, cuja duração está associada à precipitação; a partir delas, formam-se os cursos de água, com regime de escoamento dependendo da água superficial e da contribuição do lençol de água subterrâneo. São as chamadas águas sujeitas.

Rede de drenagem é o conjunto dos cursos de água, desde os pequenos córregos formadores até o rio principal. As águas provenientes da precipitação atingem o leito do curso da água por quatro vias: escoamento superficial, escoamento sub-superficial, escoamento subterrâneo e precipitação direta sobre a superfície líquida.

fonte: www.megatimes.com.br

Coelho Silvestre ou Tapiti (Sylvilagus brasiliensis)

Coelho Silvestre ou Tapiti (Sylvilagus brasiliensis)

Coelho Silvestre ou Tapiti (Sylvilagus brasiliensis)Características: roedor que atinge 35 cm de comprimento. Pelagem de cor amarelo-pardo, levemente chamuscado de pelos pretos e esbranquiçada na barriga.

Habitat: campos sujos (capoeiras), beiras de matas e roças abandonadas.

Ocorrência: em todo o Brasil.

Hábitos: passa o dia escondido nas touceiras, saindo à noitinha à procura de alimentos. Constrói ninho sobre o solo, composto de material arbustivo seco.

Alimentação: herbívoro.

Reprodução: reproduzem-se o ano todo.

Ameaças: destruição do habitat.

Coelho Silvestre ou Tapiti (Sylvilagus brasiliensis)

Fonte: www.megatimes.com.br

Amazônia | Maior Bioma Terrestre do Planeta

Amazônia | Maior Bioma Terrestre do Planeta

Amazônia | Maior Bioma Terrestre do Planeta

Floresta Amazônica
A flora amazônica ainda é praticamente desconhecida, com um fantástico potencial de plantas utilizáveis para o paisagismo, e é constituída principalmente de plantas herbáceas de rara beleza, pertencentes às famílias das Araceæ, Heliconiaceæ, Marantaceæ, Rubiaceæ, entre outras. Essa flora herbácea, alem do aspecto ornamental, seja pela forma ou pelo colorido da inflorescência, desempenha vital função no equilíbrio do ecossistema. Como exemplo, temos as helicônias,com uma grande variedade de espécies com coloridas inflorescências. São de presença marcante nas nossas matas úmidas e tem uma importante função no equilíbrio ecológico. No continente americano, as helicônias são polinizadas exclusivamente pelos beija-flores que, por sua vez são os maiores controladores biológicos do mosquito palha Phletbotomus, transmissor da leishmânia, muito abundante na amazônia desmatada. A alimentação dos beija-flores chega a ser de até 80% de néctar das helicônias na época da floração das espécies. Com poucas espécies herbáceas e a grande maioria com espécies de grande porte, as palmeiras tem uma exuberante presença nas matas ribeirinhas, alagadas e nas serras, formando um destaque especial na paisagem amazônica. Muitas palmeiras amazônicas, como tucumã, inajá, buritirana, pupunha, caioué e outras espécies de classificação desconhecida foram muito pouco ou nada utilizadas para o paisagismo. Quanto às árvores, o vastíssimo mar verde amazônico tem um número incalculável de espécies. Algumas delas, endêmicas em determinadas regiões da floresta foram ou estão sendo indiscriminadamente destruídas, sem que suas propriedades sejam conhecidas. Dentre as árvores mais conhecidas utilizáveis para o paisagismo, estão o visgueiro, os ingás, a sumauma, muitas espécies de figueiras, os taxizeiros, a moela de mutum, a seringueira e o bálsamo. Crescendo sob as árvores amazônicas, encontram-se plantas epífitas, como: bromélias, orquídeas, imbés e cactos. Essas plantas são importantes para a fauna que vive exclusivamente nos galhos e copas das árvores. Dentre os animais que se integram na comunidade epífita, temos os macacos, os sagüis. as jaguatiricas, os gatos-do-mato, lagartos, araras, papagaios, tucanos e muitos outros que se especializaram nesse habitat, acima do solo. Com o corte das árvores, as epífitas desaparecem e, com elas, toda a fauna associada. Muitas dessas plantas epífitas de rara beleza foram muito bem retratadas pela pintora Margaret Mee, durante as várias excursões que realizou na floresta amazônica. Outrora abundantes em determinadas regiões, hoje grande parte dessas plantas se encontra em populações reduzidas. Certamente a região amazônica tem um gigantesco potencial madeireiro, de plantas utilizáveis para o paisagismo e de espécies vegetais com substâncias para uso medicinal. Mas é necessário que tais recursos sejam mantidos de forma renovável. A floresta amazônica ensina que o extrativismo indiscriminado apenas desertifica, pois ela é mantida pela camada de húmus em um solo fresco, muitas vezes arenoso. Portanto, é imprescindível utilizar a floresta de uma forma racional. Explorando-a, mas renovando-a com as mesmas espécies nativas; e, principalmente, preservando as regiões de santuários de flora e fauna, que muito valerão, tanto no equilíbrio ecológico, quanto no regime de chuvas e na utilização para o turismo.
Floresta Amazônica

A Amazônia é o maior bioma terrestre do planeta e a maior floresta tropical úmida do mundo. Ocupa cerca de 5,6 milhões de km², divididos entre nove países: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil, que possui o maior pedaço da floresta (3,4 milhões de km² , que ocupam aproximadamente 48% do território nacional).

Floresta Amazônica

Diversos ecossistemas interagem na Amazônia: 68% de sua área total é composta pela floresta tropical úmida de terra firme e o restante é constituído por matas de cipó, campinas, matas secas, igapós, manguezais, matas de várzeas, cerrados, campos de terras firmes, campos de várzeas e matas de bambu. Há três tipos de floresta amazônica: matas de terra firme, que possuem as árvores mais altas, cujas copas muito próximas impedem a entrada da luz do sol no interior da floresta, deixando-o úmido e sem ventilação; mata de igapó, localizada nos terrenos mais baixos e formada por espécies de ramificação baixa e densa, como a vitória-régia; e mata de várzea, um tipo de transição entre as duas primeiras, cuja composição varia de acordo com a proximidade dos rios.

O clima da região é bastante úmido, com temperatura média de 26° C. É um dos locais mais chuvosos do mundo: metade da planície amazônica fica submersa durante a estação das chuvas, pois as águas sobem em média 10m. A grande bacia fluvial do Amazonas possui 1/5 da disponibilidade mundial de água doce e é recoberta pela maior floresta equatorial do mundo, correspondendo a 1/3 das reservas florestais da Terra. É considerada, também, uma das mais antigas coberturas florestais, estabilizada a cerca de 100 milhões de anos.

Bioma AmazôniaBioma Amazônia


Clima equatorial, terras baixas e florestas tropicais e equatoriais úmidas. Estende-se além do território brasileiro. Em território brasileiro, os ecossistemas amazônicos ocupam uma superfície de 3,6 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e pequena parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. A Amazônia é reconhecida como a maior floresta tropical existente no planeta, correspondendo a 1/3 das reservas de florestas tropicais úmidas e o maior banco genético da Terra. Contém 1/5 da disponibilidade mundial de água doce.


Amazônia | Maior Bioma Terrestre do PlanetaFauna

A fauna amazônica também é bastante diversificada. A região comporta metade das espécies de aves hoje conhecidas (cerca de 1.800 espécies), possui a maior diversidade de insetos (12 a 18 milhões), répteis (475 espécies) e anfíbios (527 espécies). Possui mais espécies de peixes que o Oceano Atlântico (3,1 mil espécies) e suas águas também são ricas em caranguejos, camarões, serpentes, tartarugas, lagartos, golfinhos (boto cor-de-rosa), lontras, jacarés e tubarões. São mais de 556 espécies de mamíferos, com destaque para as 34 espécies de macacos endêmicas da mata amazônica.

A Maior Região Brasileira
A Amazônia é uma imensa região natural, isto é, uma área individualizada por elementos da natureza – clima, floresta, hidrografia, etc. – que se estende por 6,5 milhões de quilômetros quadrados no norte da América do Sul. É uma região internacional, pois ocupa parte do território de vários países: Brasil , Peru, Colômbia, Equador, Venezuela e Guianas. É uma área florestal, com clima equatorial (quente e úmido) e uma rica hidrografia.

A Amazônia Brasileira abrange quase 5 milhões de quilômetros quadrados, o que corresponde a mais da metade (cerca de 58%) do território nacional.

Existem outras duas formas bastantes utilizadas para identificar essa mesma área: Amazônia legal e região Norte. A Amazônia legal abrange uma área total de 4 978 247 km², que corresponde quase perfeitamente à Amazônia brasileira. Ela foi estabelecida pelo governo federal em 1966, com a criação da SUDAM – Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia. A SUDAM foi criada com o objetivo de “desenvolver” a Amazônia legal, isto é, incentivar a indústria e a agropecuária, criar estradas, promover o povoamento, etc. A região Norte é uma das cinco regiões em que o Brasil foi dividido pelo IBGE. Tal divisão vem caindo em desuso nos últimos anos, e o próprio IBGE já está realizando estudos para reformular essa classificação. Ao contrário das noções de Amazônia brasileira e Amazônia legal, a da região norte não ajuda muito a compreender esta área, pois abrange apenas parte de Mato Grosso e a parte oeste do Maranhão.

Como é a Amazônia?

A Amazônia é conhecida como um imenso e complexo ecossistema, provavelmente o mais rico e variado de todo nosso planeta, pelo menos nas suas partes sólidas ou continentais. Apresenta uma imensa quantidade de seres vivos, pertencentes a um número enorme de espécies vegetais e animais. Algumas são ainda desconhecidas ou pouco estudadas pela ciência. Nenhuma outra vegetação do mundo possui tanta variedade em espécies como a floresta Amazônica; nenhuma outra bacia hidrográfica do globo possui tantos tipos diferentes de peixes como a bacia Amazônica. Talvez se possa dizer o mesmo com referencia aos insetos e a outros seres da fauna da região. O fator que mais distingue e individualiza a Amazônia é sua vegetação: uma floresta latifoliada (isto é, com folhas grandes e largas), equatorial, bastante heterogênea ou diversificada. É uma mata perene, sempre verde, que não perde as folhas no outono-inverno, como costuma acontecer na vegetação de climas temperados e frios. É densa e intrincada, com árvores muito próximas umas das outras. A floresta Amazônica costuma apresentar aspectos bastante diversos de acordo com a área, dando às vezes a impressão de ser outra mata. Algumas espécies características dessa floresta são: a castanheira, o guaraná e o caucho, que normalmente se localizam nas terras firmes, isto é, longe das várzeas fluviais; a seringueira e a sumaúma, que são encontradas nas várzeas, isto é, próximo ao leito dos rios, sujeitas a inundações periódicas; e as plantas típicas dos leitos fluviais, tais como a vitória-régia. Quanto ao clima da Amazônia, pode-se dizer que é do tipo equatorial: quente e úmido. As medias térmicas mensais são elevadas – entre 24°C e 28°C – e praticamente não há inverno. Apenas em alguns curtos períodos, em que a frente fria oriunda do sul do continente consegue atingir a parte ocidental da Amazônia, a temperatura desce a 16°C ou 18°C. As chuvas são abundantes – entre 1 600 e 2 500 mm por ano – e ocorrem quase durante o ano todo, embora normalmente se concentrem mais de dezembro a maio. A hidrografia amazônica é riquíssima. É nessa região que se encontra a maior bacia hidrográfica do planeta, formada pelo rio Amazonas e seus afluentes, que abrange cerca de 4,8 milhões de quilômetros quadrados. A vazão ou debito fluvial do rio Amazonas é a mais elevada do mundo, representando cerca de 15% do total de águas fluviais existentes na superfície terrestre. Em extensão, o rio Amazonas é o segundo maior da Terra, perdendo apenas para o rio Nilo (na África). Mas vários rios da bacia Amazônica estão entre os maiores do mundo: Tocantins, Xingu, Tapajós, Madeira, etc. Além dos rios, há inúmeros lagos e igarapés, que são cursos de água que unem dois rios ou um rio e um lago. O relevo na Amazônia é baixo, situando-se a altitudes que vão de 0 até 500 metros. Apenas ao norte, nas fronteiras com a Venezuela e as Guianas, existem algumas áreas montanhosas onde as altitudes ultrapassam às vezes os 2 000 metros.

Os solos amazônicos – com exceção de alguns trechos de terras negras e férteis – são pobres: possuem pouca fertilidade natural e estão sujeitos à erosão ocasionada pelas chuvas, que podem destrui-los progressivamente. Na realidade, é a vegetação que protege e alimenta os solos na Amazônia. A grande quantidade de plantas próximas umas às outras impede que a água das chuvas caia diretamente sobre o solo, desgastando-o com o impacto. Alem disso as folhas e os frutos que caem continuamente no chão são decompostos por microrganismos (bactérias e fungos) e absorvidos pelo solo, contribuindo para manter seus elementos nutrientes.

Um ecossistema muito delicado

Na Amazônia os elementos naturais são bastante interdependentes, possuindo um equilíbrio muito delicado. A alteração num dos elementos, provoca modificações drásticas nos demais. A exuberante vegetação desempenha um papel essencial nesse ecossistema. As árvores, alem de protegerem e nutrirem o solo, também contribuem para a umidade do ar, que é básica para a rica hidrografia amazônica. O ar úmido da Amazônia, responsável pelas freqüentes chuvas que alimentam os rios e lagos, na realidade muito deve às plantas. São elas que através da evapotranspiração, contribuem para manter elevada a umidade atmosférica. Calcula-se que mais de 50% da umidade amazônica provenha de lá mesmo; o restante vem dos oceanos. Isso significa que a destruição da floresta – que já está ocorrendo, em ritmo acelerado – poderá ocasionar uma diminuição na umidade e nos índices de chuvas. Além disso, certamente irá empobrecer os solos, pela perda da proteção e dos nutrientes que a vegetação abundante e densa lhes fornece.

A Amazônia de Ontem e de Hoje

Até por volta de 1970, a Amazônia brasileira era uma imensa região natural onde predominavam baixíssimas densidades demográficas e na qual a atividade econômica mais importante era o extrativismo vegetal: coleta do látex (borracha) nas seringueiras e nos cauchos e de castanha-do-pará, guaraná, etc. Nas últimas décadas essa situação mudou completamente: o extrativismo vegetal é uma atividade de importância cada vez menor diante do crescimento da agropecuária e da mineração; e grandes levas de migrantes, oriundos do Nordeste e até do Centro-Sul, foram e continuam indo para a Amazônia, provocando a multiplicação de povoados e cidades, além de intenso desmatamento. É evidente que essa mudança não ocorreu de um dia para outro nem atinge toda a região. Antes de 1970 já havia correntes migratórias para a Amazônia, bem como certo desenvolvimento da agropecuária e da mineração. E mesmo nos dias de hoje ainda há algumas áreas em que o extrativismo vegetal permanece a atividade econômica mais importante. No Acre, por exemplo, o extrativismo tradicional da borracha ou da castanha continua a existir e a fornecer recursos para milhares de famílias. Mas a Amazônia tradicional, extrativa e pouco ocupada pelo homem, era conhecida pela presença de alguns personagens característicos: o seringueiro (trabalhador do seringal, isto é, de uma propriedade em cuja mata existem seringueiras aproveitadas); o seringalista (proprietário do seringal); os grupos indígenas, muitas vezes isolados. A Amazônia de hoje, mesmo ainda apresentando esses personagens, caracteriza-se muito mais por conflitos pela posse de terras, por enormes desmatamentos e pela violência que marca as relações entre os novos personagens: posseiros, grileiros, empresários, peões, colonos.

Fatores de ocupação da Amazônia

Essa transformação da Amazônia, que vem ocorrendo até os nossos dias, foi resultado de vários fatores interligados. O primeiro deles foi o próprio crescimento da população e da economia do país: nas ultimas décadas verificou-se um grande movimento de migração para o norte, tanto de pessoas como de atividades agrárias. Juntamente com essa expansão, exerceu enorme papel a ação do governo, no sentido de impulsionar esse processo de ocupação da Amazônia. Com a criação da SUDAM e com os incentivos fiscais, multiplicaram-se os investimentos na Amazônia. No entanto, boa parte deles não se destina a ocupação racional da região; o único objetivo dos investidores é deixar de pagar impostos, adquirindo terras sem usá-las produtivamente. O desmatamento, porém, ocorre sempre, pois constitui uma demonstração para o governo de que a terra começou a ser ocupada ou aproveitada. Finalmente, há outro fator que vem contribuindo para acelerar a ocupação da Amazônia: a dívida externa do Brasil. Sendo um dos países mais endividados do mundo, com um total que chegou a 120 bilhões de dólares em 1990, o Brasil vem tentando pagar os juros e as parcelas dessa dívida com um notável aumento de suas exportações. E nessas exportações tem peso fundamental certos bens do setor primário, como minérios, carne, produtos agrícolas, etc. Grande parte das riquezas naturais dessa região – ferro, alumínio, ouro, madeira, peles de animais, etc. – acaba indo para o mercado internacional.

Os Principais Problemas da Amazônia Atual

Vamos examinar dois dos grandes problemas atuais da Amazônia brasileira.

O primeiro deles é constituído pelos grandes projetos públicos ou particulares que foram implantados principalmente após a criação da SUDAM. Houve centenas deles, mas os mais importantes foram: a Zona Franca de Manaus, o projeto Grande Carajás e as hidrelétricas, especialmente a de Tucuruí. O outro grande problema são os conflitos pela posse da terra, dos quais resulta uma violência que vem se tornando conhecida em todo o mundo nos últimos anos.

Grandes projetos implantados na Amazônia

A Amazônia sempre foi palco de projetos gigantescos, destinados a desmatar imensas áreas e explorar algum recurso natural com benefícios econômicos.

Antes mesmo da criação da SUDAM existiram alguns projetos, que geralmente resultaram em fracassos e acabaram por ser abandonados. Mas seu custo social e ambiental sempre foi imenso: destruição das matas e da fauna, empobrecimento dos solos, massacre ou expulsão de tribos indígenas, exploração intensa de trabalhadores: muitos morreram devido às péssimas condições de trabalho, vitimados por doenças como a malária.

Projetos anteriores a SUDAM

Os três principais projetos implantados antes da criação da SUDAM foram a Estrada de Ferro Madeira–Mamoré, a Fordlândia e a mineração na serra do Navio.

A Estrada de Ferro Madeira–Mamoré foi construída de 1903 a 1912 em Rondônia, ligando Porto Velho a Guajará-Mirim. Costuma-se dizer que tantas foram as mortes de trabalhadores, devido às doenças tropicais típicas dessa floresta, que a cada dormente da ferrovia corresponde uma vida humana. Apesar de ter funcionado durante cerca de sessenta anos, essa ferrovia foi um fracasso em relação ao que se pretendia. Quando ela foi concluída, a procura da borracha natural da Amazônia baixou no mercado internacional, devido à concorrência das bem sucedidas plantações de seringueiras do Sudeste Asiático. Hoje existem apenas 8 dos 364 quilômetros iniciais da ferrovia, que servem somente para passeios turísticos.

A Fordlândia foi um projeto do empresário norte-americano Henry Ford, que de 1928 a 1946 implantou um ambicioso projeto de plantação de seringueiras em áreas próximas ao rio Tapajós, no Pará. Foram derrubadas 7 200 hectares de mata para plantar 3 milhões de seringueiras, numa época em que o mercado internacional exigia grandes quantidades de borracha natural. Esse projeto fracassou porque as seringueiras morreram, atacadas por uma praga. Foi um problema típico de desequilíbrio ecológico: espalhadas no meio da floresta, as seringueiras sobrevivem bem, pois seus inimigos naturais são controlados pelo próprio ecossistema. No entanto, quando plantadas todas juntas, ficaram sem essa proteção e não resistiram. A serra do Navio, no Amapá, é uma rica reserva mineral de bauxita (minério de alumínio). Sua exploração foi e continua sendo feita pela empresa Icomi, uma associação de empresários nacionais e estrangeiros. Essa empresa instalou-se na área de 1954 a 1957, construindo uma ferrovia que liga a serra do Navio ao porto de Santana, em Macapá. O minério foi intensamente explorado nas ultimas décadas, destinando-se principalmente à exportação para os Estados Unidos. Atualmente, as reservas encontram-se quase esgotadas. A Icomi e seus proprietários lucraram muito com a exploração de bauxita. No entanto, esse projeto não favoreceu nem a ecologia da região nem os trabalhadores nele envolvidos.

Projetos favorecidos pela SUDAM

Zona Franca de Manaus. Foi talvez a criação mais famosa e permanente da SUDAM. Implantada de 1967 a 1972, teve por objetivo instalar um polo industrial na cidade de Manaus. Para concretizá-lo o governo isentou de impostos os produtos aí fabricados. Existe em Manaus uma Zona Franca comercial, no centro da cidade, onde inúmeras lojas vendem produtos estrangeiros (principalmente eletrodomésticos, mas também perfumes, canetas, relógios, jeans, etc.). Esses produtos são bem mais baratos que no restante do país, pois não pagam imposto alfandegário (de importação). Mais importante que a Zona Franca comercial é o distrito industrial, localizado na periferia da cidade, onde estão instaladas numerosas indústrias, em geral eletrônicas – de videocassetes, aparelhos de som, rádios, televisores, etc. Na realidade, essas fabricas são apenas montadoras: elas recebem as peças já prontas do exterior e as montam em Manaus. O projeto da Zona Franca de Manaus obteve grande sucesso. Criou-se de fato um pólo industrial, o maior da Amazônia. Manaus cresceu enormemente, tornando-se a segunda metrópole da Amazônia brasileira, depois de Belém. Na realidade, Belém – que ainda é maior que Manaus – é mais uma metrópole da antiga Amazônia, da Amazônia tradicional e extrativa. Manaus, pouco a pouco, vai-se transformando na metrópole da nova Amazônia, da Amazônia dos grandes projetos e da intensa ocupação de terras. Mas esse desenvolvimento trouxe também conseqüentes negativas. Atraídas pela possibilidade de emprego em na Zona Franca, muitas pessoas do interior do Amazonas e até de outros Estados migraram para Manaus. Com isso, a cidade cresceu enormemente, enquanto se esvaziaram outras áreas do Estado. Mas a oferta de emprego foi muito menor do que se esperava, principalmente porque o tipo de indústria moderna que se instalou em Manaus utiliza pouca mão-de-obra. O resultado foi a multiplicação gigantesca da pobreza urbana, com o surgimento de multidões de desempregados e subempregados e da favelas na periferia da cidade.

Projeto Grande Carajás. Implantado entre 1980 e 1986 pela Companhia Vale do Rio Doce, de mineração, esse projeto está voltado para a extração de minérios na serra dos Carajás, no leste do Pará. Trata-se de uma área riquíssima, onde há as maiores reservas mundiais conhecidas de ferro, além de manganês, cobre, níquel, ouro, bauxita e casseterita. De Carajás até o porto de Itaqui, em São Luís, foi construída uma ferrovia destinada a facilitar o escoamento dessas riquezas minerais, que são em sua grande maioria exportadas. Essa área origina atualmente exportações de 30 milhões de toneladas de ferro por ano, destinado principalmente ao Japão, além de quantidades bem menores de manganês e cobre. Esse projeto ocasionou danos ambientais sérios, como desmatamento, extinção de espécies vegetais e animais, poluição de rios, etc. Além disso, outros problemas fazem pensar se ele valeu a pena. Um deles é seu alto custo, comparado aos benefícios econômicos que trouxe. Com um custo total de cerca de 62 bilhões de dólares, que contribuiu para aumentar a dívida externa do país, ele vem ocasionando um ganho médio de apenas 1,2 bilhões de dólares ao ano em exportações. Outra dúvida que esse projeto levanta é se é bom para o Brasil assumir o papel de fornecedor de matérias-primas ou bens de intermediários (ferro, aço, alumínio) para os países desenvolvidos. Como as indústrias que operam com minérios são altamente poluidoras, prevê-se que, no futuro, esses países se livrarão delas, transferindo-as para o Terceiro Mundo.

Hidrelétricas. A construção de grandes usinas hidrelétricas é outro grande problema da Amazônia. A maior de todas é a usina de Tucuruí, no rio Tocantins. Como praticamente todas as outras da região, ela foi construída pela Eletronorte, em associação com construtoras particulares. É uma das maiores hidrelétricas do mundo, com uma capacidade total de 8 milhões de quilowatts. Os grandes problemas ambientais causados por essas hidrelétricas vem justamente da imensa área que inundam, deixando sob a água das represas enormes trechos de mata. Isso ocorre porque o relevo dessa região é normalmente plano, com altitudes baixas e poucas elevações. Assim, quando se represa o rio, suas águas cobrem uma área muito grande, formando um enorme e pouco profundo lago artificial. Como a vegetação não costuma ser derrubada antes, fica submersa, apodrecendo debaixo da água. A decomposição dos vegetais libera gás metano e óxido de enxofre, além de tornar a água extremamente ácida. Essa acidez, aliada à multiplicação de algas causada pelo material em decomposição, extermina grande parte dos peixes e começa, após algum tempo, a atacar também as turbinas da usina. Ocorrem por isso, problemas periódicos de manutenção e limpeza, o que pode até comprometer parte de produção de energia elétrica. A destruição de imensos trechos de floresta é acompanhada pelo extermínio da rica fauna que nela vive. Além disso, também as populações da região sofrem sérios danos. Todos os habitantes das áreas inundadas perdem suas terras e seus tradicionais meios de vida: os ribeirinhos (habitantes das margens dos rios, que vivem da pesca ou da agricultura em pequena escala) e os indígenas.

Além de ocasionarem todos esses problemas ambientais e sociais, as hidrelétricas da Amazônia, com exceção de Tucuruí, não são muito produtivas. Elas geram pouca eletricidade, levando em conta os enormes investimentos necessários a sua construção e os gigantescos lagos que criam. Isso porque, como as águas fluviais na Amazônia em geral são mansas, correndo devagar e sem grandes desníveis, ou cachoeiras, a força da água que será transformada em energia elétrica não costuma ser muito intensa.

As lutas pela terra

É comum encontrarmos na imprensa noticias sobre conflitos pela posse de terra no Brasil, especialmente na Amazônia. Essas lutas envolvem posseiros, grileiros, empresários, jagunços, empreiteiros, peões e indígenas, resultando em inúmeras mortes.

Posseiros. São agricultores que cultivam pequenos lotes, geralmente há muitos anos, mas não possuem título de propriedade. Eles tem a posse da terra mas não os documentos legais, registrados em cartório, que garantem a propriedade. São vitimas dos fazendeiros e empresas, que procuram expulsá-los das terras.

Grileiros. São grandes fazendeiros que se apropriam, ilegalmente de extensas porções de terra, obtendo muitas vezes títulos de propriedade falsificados.

Empresários. São pessoas ricas, ou mesmo empresas, que adquirem enormes extensões de terra na Amazônia, algumas vezes munidos de títulos de propriedade duvidosos. Eles beneficiam-se dos incentivos fiscais concedidos pela SUDAM e frequentemente nem conhecem direito a área que adquiriram, pois só a examinaram de avião.

Jagunços. São homens armados (pistoleiros ou seguranças) contratados pelos grileiros, empresários ou empreiteiros, para patrulhar suas terras e expulsar os posseiros ou os indígenas.

Empreiteiros. Também chamados de “gatos”, são as pessoas que contratam os trabalhadores para as grandes fazendas, servindo de intermediários entre eles e os fazendeiros.

Peões. São trabalhadores rurais, normalmente recrutados pelos “gatos”. Ganham salários baixíssimos e ocupam-se de atividades como a derrubada da mata, a plantação de capim para as pastagens, etc. Muitas vezes trabalham sem registro em carteira e portanto não se beneficiam dos direitos trabalhistas garantidos por lei. Recrutados pelos empreiteiros em áreas distantes. Muitas vezes no Nordeste, eles de iludem com as promessas de enriquecimento, que nunca acontece. Dispõem de um único local para comprar mantimentos, o armazém da própria fazenda. Como lá os alimentos, as bebidas e outros gêneros são caríssimos, eles ficam sempre endividados como patrão, não podendo deixar o emprego.

Indígenas. As diversas sociedades indígenas, povos originais da terra, constituem o setor mais frágil, o mais prejudicado nessa transformação da Amazônia. Elas são constantemente expulsos de suas terras, seja pelos jagunços contratados por empresas ou fazendeiros, seja pelas hidrelétricas ou por projetos de mineração, abertura de estradas e derrubada da mata para aproveitar a madeira. A vida dos povos indígenas esta intimamente ligada a terra. Sem ela, eles perdem seu modo de vida próprio – sua caca, suas roças, seus costumes tradicionais – e os grupos se desorganizam. Freqüentemente, comunidades inteiras são mortas por doenças transmitidas pelos brancos ou durante a luta com os invasores de suas terras. No atual território brasileiro já existiam cerca de 5 milhões de indígenas, antes da colonização. Hoje subsistem pouco mais de 200 000, concentrados principalmente na Amazônia. Esses povos lutam corajosamente para sobreviver e conservar suas terras e seus costumes e tradições.

Amazônia | Maior Bioma Terrestre do Planeta
Amazônia | Maior Bioma Terrestre do Planeta
É a maior floresta tropical do mundo, que se espalha pelo norte do território brasileiro, nos estados do Acre, do Amazonas, do Pará, de Rondônia, de Roraima, do Amapá, de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão, estendendo-se também pelos países vizinhos (Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia). O clima quente e úmido, com chuvas abundantes e bem distribuídas o ano todo, além da densa rede de rios, propicia o surgimento da floresta com a maior biodiversidade do planeta. Cada nível da floresta é habitado por diversas comunidades. Os insetos espalham-se do chão às árvores mais altas. Aves e macacos situam-se nos níveis superiores. Roedores e anfíbios, além de animais rastejadores, exploram os estratos mais baixos. No estrato terrestre estão os felinos, como a onça-pintada e a jaguatirica, os maiores predadores desse ecossistema, além de jabutis, cutias, pacas e antas, entre outros animais. Jacarés, ariranhas e grandes cobras, como a sucuri, vivem às margens dos 7 mil rios que cortam a região e formam a maior bacia hidrográfica do mundo, com extensão aproximada de 7 milhões de quilômetros quadrados. Longe de ser homogênea, a floresta Amazônica apresenta manchas de cerrado, com vegetação do tipo savana, adaptada às áreas mais secas; campos como os de Roraima, em que predominam as gramíneas; e campinaranas, que são campinas com boa quantidade de árvores. O primeiro grande ciclo de desenvolvimento urbano e modernização da região ocorre no século XIX, com a exploração da borracha. Desde então, a floresta perdeu 16% da área original, em virtude da expansão econômica das frentes agrícolas, madeireiras e mineradoras. Vivem ali cerca de 20 milhões de pessoas, concentradas especialmente nas capitais. O extrativismo é uma atividade econômica importante para algumas populações indígenas, de seringueiros e ribeirinhos. Os principais produtos extraídos da floresta são o guaraná, o látex e a castanha-do-pará. Atualmente, alguns estados têm investido também no ecoturismo.

Vegetação
A floresta Amazônica tem vegetação latifoliada, ou seja, em que predominam espécies de folhas largas, que vicejam em regiões de clima equatorial, tipicamente quente e bastante úmido. Apresenta três tipos de mata: de igapó, várzea e terra firme. A mata de igapó corresponde à parte da floresta onde o solo é permanentemente inundado. Ocorre principalmente no baixo Amazonas e reúne espécies vegetais como o mucuri, a sumaúma, o jauari e a vitória-régia. A mata de várzea é própria das regiões que são periodicamente inundadas, denominadas terraços fluviais. As espécies da mata de várzea, que ficam entre os igapós e a terra firme, têm formações variadas, como seringueira, palmeira, jatobá e maçaranduba. A altura dessas espécies aumenta à medida que se distanciam dos rios. As matas de terra firme correspondem à parte mais elevada do relevo. Em solo seco, livre de inundação durante todo o ano, as árvores podem chegar a 65 metros de altura. Em algumas regiões, o entrelaçamento de suas copas quase impede totalmente a passagem de luz, o que torna seu interior muito úmido, escuro e pouco ventilado. Em terra firme encontram-se espécies como o castanheiro, o mogno e o guaraná.


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Tipos de Resíduos Sólidos


Tipos de Resíduos Sólidos

Tipos de Resíduos Sólidos


ABNT(2004): resíduos sólidos são resíduos nos estados sólidos e semi-sólidos, que resultam de atividades da comunidade, de origem: industrial, doméstica, de serviços de saúde, comercial, agrícola, de serviços e de varreção. Consideram-se também resíduos sólidos os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos, cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpo d’água, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.

• Consequências:
• Contaminação do solo, ar e água;
• Proliferação de vetores transmissores de doenças;
• Problemas nas redes de drenagem urbana;
• Enchentes e desmoronamentos;
• Degradação do ambiente e depreciação imobiliária;
• Indiretamente, doenças, absenteísmo e morte.

• O circuito dos resíduos sólidos apresenta características muito semelhantes, da geração à disposição final:
Coleta
Transporte
Descarga
• Ausência de definições políticas e diretrizes para a área de resíduos nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal)
• Aspectos legais
Classificação

• Resíduo domiciliar e comercial: proveniente de residências e estabelecimentos comerciais. Diversificado contendo restos de alimentos, produtos deteriorados, embalagens em geral, jornais, revistas, papel higiênico, fraldas descartáveis, pilhas, etc.
• Resíduo público: restos de poda de plantas, varrição de áreas públicas, limpeza de praias e galerias pluviais.
• Resíduo industrial: resultante de processos industriais, varia de acordo com o tipo de indústria.
• Resíduo de Serviços de Saúde: resíduos provenientes de hospitais, clínicas médicas, odontológicas, veterinárias, laboratórios e farmácias.
• Resíduo agrícola: resultante das atividades de agricultura e pecuária (embalagens de agrotóxicos, adubos, restos de colheitas, dejetos da criação animal.
• Resíduo da Construção Civil (Entulho): restos de reforma e demolição.
De modo geral os resíduos sólidos são constituídos de substâncias:

• Facilmente degradáveis (FD): restos de comida, sobras de cozinha, folhas, capim, casca de frutas, animais mortos e excrementos;
• Moderadamente degradáveis (MD): papelão, papel, e outros produtos celulósicos;
• Dificilmente degradáveis (DD): trapo, couro, pano, madeira, borracha, cabelo, pena de aves, osso, plástico;
• Não degradáveis (ND): metal não ferroso, vidro, pedras, cinzas, terra, areia, cerâmica.

Caracterização dos Resíduos Sólidos
(para triagem na estação)

• Física: natureza do material (plástico, matéria orgânica, etc).
• Química: se há necessidade de incineração.
• Biológica: possibilidade de contaminação.

Coleta e Transporte de Resíduos Sólidos

• Nos municípios brasileiros, a prática da coleta regular unificada é utilizada para os resíduos domiciliares e comerciais.
• Sob o ponto de vista sanitário a eficiência da coleta reduz os perigos decorrentes do mau acondicionamento na fonte.
• O sistema de coleta deve ser bem organizado produzindo o maior rendimento possível e servir, pela pontualidade, estímulo e exemplo para que a comunidade colabore.

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Pré Sal | Origem e Definição Sobre o Pré-Sal

Pré Sal | Origem e Definição Sobre o Pré-Sal

Pré Sal | Origem e Definição Sobre o Pré-Sal
O Pré-Sal é um conjunto de reservatórios mais antigos que a camada de sal (principalmente halita e anidrita. Esses reservatórios podem ser encontrados do Nordeste ao Sul do Brasil (onshore e offshore) e de uma forma similar no Golfo do México e na costa Oeste africana. A área que tem recebido destaque é o trecho que se estende do Norte da Bacia de Campos ao Sul da Bacia de Santos desde o Alto Vitória até o Alto de Florianópolis respectivamente. A espessura da camada de sal na porção centro-sul da Bacia de Santos chega a 2.000 metros, enquanto na porção norte da bacia de Campo está em torno de 200 metros. Este sal foi depositado durante a abertura do oceano Atlântico, após a quebra do Gondwana (Antigo Supercontinente formado pelas Américas e Africa) durante a fase de mar raso e de clima semi-árido/árido(1 a 7 M.a.).

O termo Pré-Sal é uma definição geológica que significa que a camada foi depositada antes que o sal. Já o termo Sub-Sal, que também é uma definição geológica, significa que a rocha reservatório está abaixo do sal, não necessáriamente sendo uma camada mais antiga, pois devido o sal ser extremamente maleável, o mesmo pode ser movimentar criando "línguas" sobre uma camada mais jovem que ele. Este tipo de formação é conhecida como sal alóctone.

Nas camadas rochas da camada pré-sal existentes no mundo, a primeira descoberta de reserva petrolífera ocorreu no litoral brasileiro, que passaram a ser conhecidas simplesmente como "petróleo do pré-sal" ou "pré-sal". Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa pré-sal até o momento identificadas.

Depois do anúncio da descoberta de reservas na escala de dezenas de bilhões de barris, em todo o mundo começaram processos de exploração em busca de petróleo abaixo das rochas de sal nas camadas profundas do subsolo marinho. Atualmente as principais áreas de exploração petrolífera com reservas potenciais ou prováveis já identificadas na faixa pré-sal estão no litoral do Atlântico Sul. Na porção sul-americana está a grande reserva do pré-sal no litoral do Brasil, enquanto, no lado africano, existem áreas pré-sal em processo de exploração (em busca de petróleo) e mapeamento de reservas possíveis no Congo (Brazzaville)[2] e no Gabão [3]. Além do Atlântico Sul, especificamente nas áreas atlânticas da América do Sul e da África, também existem camadas de rochas pré-sal sendo mapeadas à procura de petróleo no Golfo do México e no Mar Cáspio, na zona marítima pertencente ao Cazaquistão [4]. Nestes casos, foram a ousadia e o trabalho envolvendo geração de novas tecnologias de exploração, desenvolvidas pela Petrobrás, que acabaram sendo copiadas ou adaptadas e vêem sendo utilizadas por multinacionais para procurar petróleo em camadas do tipo pré-sal em formações geológicas parecidas em outros locais do mundo. Algumas das multinacionais petrolíferas que estão procurando petróleo em camadas do tipo pré-sal no mundo, aprenderam diretamente com a Petrobrás, nos campos em que exploram como sócias da Petrobrás no Brasil.

Origem
O petróleo do pré-sal está em uma rocha reservatório localizada abaixo de uma camada de sal nas profundezas do leito marinho.

Entre 300 e 200 milhões de anos atrás a África e a América do Sul formavam um único continente, a Pangeia, que a cerca de 200 milhões de anos se subdividiu em Laurásia e Gondwana. Há aproximadamente 140 milhões de anos teve inicio o processo de separação entre duas as placas tectônicas sobre as quais estão os continentes que formavam o Gondwana, os atuais continentes da África e América do Sul. No local em que ocorreu o afastamento da África e América do Sul, formou-se o que é hoje o Atlântico Sul.

Nos primórdios, formaram-se vários mares rasos e áreas semi-pantanosas, algumas de água salgada e salobra do tipo mangue , onde proliferaram algas e microorganismos chamados de fitoplâncton e zooplâncton. Estes microorganismos se depositavam continuamente no leito marinho na forma de sedimentos , misturando-se à outros sedimentos, areia e sal, formando camadas de rochas impregnadas de matéria orgânica , que dariam origem às rochas geradoras. A partir delas, o petróleo migrou para cima e ficou aprisionado nas rochas reservatórios, de onde é hoje extraído. Ao longo de milhões de anos e sucessivas Eras glaciais, ocorreram grandes oscilações no nível dos oceanos, ocorrendo inclusive a deposição de grandes quantidades de sal que formaram grandes camadas de sedimento salino, geralmente acumulado pela evaporação da água nestes mares rasos. Estas camadas de sal voltaram a ser soterradas pelo Oceano e por novas camadas de sedimentos quando o gelo das calotas polares voltou a derreter nos períodos inter-glaciais.

Estes microrganismos sedimentados no fundo do oceano , soterrados sob pressão e com oxigenação reduzida, degradaram-se muito lentamente e com o passar do tempo, transformaram-se em petróleo, como o que é encontrado atualmente no litoral do Brasil.

O conjunto de descobertas situado entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo (Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun) ficou conhecido como “Cluster Pré-Sal”, pois o termo genérico “Pré-Sal” passou a ser utilizado para qualquer descoberta em reservatórios sob as camadas de sal em bacias sedimentares brasileiras.

Ocorrências similares, sob o sal podem ser encontradas nas Bacias do Ceará (Aptiano Superior), Sergipe-Alagoas, Camamu, Jequitinhonha, Cumuruxatiba e Espírito Santo, no litoral das ilhas Malvinas, mas também já foram identificadas no litoral atlântico da África, Japão, no Mar Cáspio e nos Estados Unidos, na região do Golfo do México. A grande diferença deste último é que o sal é alóctone(vindo de outras regiões) enquanto o brasileiro e o africano são autóctones(formado nessa região) (Mohriak et al., 2004).

Os nomes que se anunciam das áreas do Pré-Sal, possivelmente não poderão ser os mesmos, pois se receberem o status de "campo de produção", os mesmos deverão ser batizados, segundo o artigo 3° da Portaria ANP nº 90, com nomes ligados à fauna marinha.

Fonte: www.megatimes.com.br

Poluição do Solo | Causas e Consequências da Poluição do Solo

Poluição do Solo | Causas e Consequências da Poluição do Solo

Poluição do Solo | Causas e Consequências da Poluição do SoloA poluição do solo ocorre pela contaminação deste através de substâncias capazes de provocar alterações significativas em sua estrutura natural.

Causas e consequências
Substâncias como lixo, esgoto, agrotóxicos e outros tipos de poluentes produzidos pela ação do homem, provocam sérios efeitos no meio ambiente.

Poluentes depositados no solo sem nenhum tipo de controle causam a contaminação dos lençóis freáticos (ocasionando também a poluição das águas), produzem gases tóxicos, além de provocar sérias alterações ambientais como, por exemplo, a chuva ácida.

O lixo depositado em aterros é responsável pela liberação uma substância poluente que mesmo estando sob o solo, em buracos “preparados” pra este fim, vaza promovendo a contaminação do solo.

Um outro problema grave que ocorre nestes aterros é a mistura do lixo tóxico com o lixo comum. Isto ocorre pelo fato de não haver um processo de separação destes materiais. Como conseqüência disso, o solo passa a receber produtos perigosos e com grande potencial de contaminação misturados com o lixo comum.

O solo tem em sua composição: ar, água, matéria orgânica e mineral. Toda esta sua estrutura é que possibilita o desenvolvimento das mais diversas espécies de plantas que conhecemos. É do solo que retiramos a maior parte de nossa alimentação direta ou indiretamente, se este estiver contaminado, certamente nossa saúde estará em risco.


Poluição do SoloPoluição do Solo
Remoção da Cobertura Vegetal: A remoção da cobertura vegetal promove a exposição do solo às intempéries. A camada de húmus (terra rica em matéria orgânica em decomposição), que é mais ou menos fina, de acordo com a comunidade, é, então, facilmente removida - no processo chamado lixiviação. O solo fica, dessa forma, estéril, inviabilizando a renovação da vegetação removida. Isso fica extremamente evidente no caso da Amazônia, onde a camada de húmus não ultrapassa 3 cm de espessura e as chuvas são abundantes.

A ausência de vegetação acelera, ainda, o processo de erosão do solo. A chuva arrasta o solo desprotegido em direção ao leito dos rios, formando enormes crateras (as voçorocas) e levando ao assoreamento dos rios. Nas encostas, a situação pode provocar deslizamentos com graves conseqüências para o homem.

Aterros Sanitários: O lixo urbano constitui um dos principais problemas ecológicos atuais. Na sua maioria, o lixo é composto por matérias orgânicas biodegradáveis, oriundas de restos de alimentos. Além disso, há substâncias não biodegradáveis presentes no lixo, como plásticos e vidros. O lixo atrai ratos, moscas e baratas. Muitos desses animais, especialmente os ratos e suas pulgas, são vetores (transmissores) de várias doenças, como a peste bubônica e a leptospirose. Outro inconveniente do lixo é o de sofrer um processo de liquefação quando decomposto, formando um caldo escuro e ácido, denominado chorume. Nos grandes lixões e aterros sanitários esse líquido se infiltra pelo solo, podendo atingir o lençol freático, contaminando lagos, rios ou mesmo ou mar. No Rio de Janeiro, os depósitos de lixo da Baixada Fluminense e do Caju lançam toneladas de chorume na baía de Guanabara.

Poluição por Substâncias Radioativas
Atualmente existe uma enorme preocupação com relação às substâncias radioativas. Além dos possíveis acidentes nucleares, o lixo radioativo constitui-se de um enorme problema. Muito frequentemente dejetos radioativos são acondicionados em containers e lançados no mar, em suas regiões mais profundas. Existe, porém, risco de vazamento de substâncias radioativas para o meio. A radiação é muito perigosa, como todos sabem, devido ao seu alto poder mutagênico. Além disso, a percepção da contaminação é difícil, uma vez que ela não tem cheiro, cor ou gosto.

Lixo urbano
Com o crescimento da população e o maior consumo de matérias-primas, a quantidade de resíduos sólidos e líquidos aumenta cada vez mais, configurando outro tipo de ameaça para o meio ambiente e para a sociedade. Os principais problemas causados pelo acúmulo de lixo são a proliferação de insetos transmissores de doenças, a contaminação do solo e o acúmulo de materiais não degradáveis e, em alguns casos, tóxicos.

Lixo urbano
A produção de lixo atinge números impressionantes no mundo. Apenas os EUA produzem cerca 200 milhões de toneladas por ano, uma média de 725 quilos por habitante. O crescimento econômico, o desperdício de materiais e o uso de produtos descartáveis são os principais responsáveis pela cifra. Disposição do lixo – A decomposição da parte orgânica biodegradável do lixo (restos de alimentos), feita por microrganismos, libera gases e um líquido chamado chorume, ambos muito poluentes. Num lixão, esse processo causa a poluição do solo, das águas superficiais e subterrâneas e do ar. Além disso, alguns materiais não se degradam facilmente, permanecendo no meio ambiente por muito tempo. O destino mais adequado para o lixo urbano é sua disposição em aterros sanitários controlados ou sua incineração, que deve contar com um sistema de tratamento para os gases produzidos durante o processo. O ideal, porém, é reciclar a maior parte dos materiais e assim reduzir a quantidade de lixo. Além disso, é importante incentivar o uso de materiais não descartáveis ou biodegradáveis.

A dúzia suja
A Convenção de Estocolmo, de 2001, proibiu a produção e a utilização de 12 compostos químicos classificados como poluentes orgânicos persistentes (POPs). O acordo, assinado por representantes de 90 países, entre eles o Brasil, entrou em vigor em junho de 2004. Os compostos da "dúzia suja", como ficaram conhecidos, são aldrin, clorano, mirex, dieldrin, dioxinas, furanos, PCB, endrin, heptacloro, HCB e toxafeno, que comprovadamente causam câncer e má-formação em seres humanos e animais, além de outros males. O inseticida DDT, inicialmente incluído entre os proibidos, acabou ficando fora da lista, por causa de sua importância na luta contra o mosquito transmissor da malária.


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