Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Parque Nacional de Sete Cidades | PiauíVista da Terceira Cidade.
O parque tem como uma característica a mistura das vegetações do cerrado e da caatinga

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí
Localização
Coordenadas: 8º 26' 50" e 8º 54' 23" de latitude sul e 42º 19' 47" e 42º 45' 51" de longitude oeste.

Superfície
6.221 hectares.

Bioma
Cerrado e Caatinga

Inscrições RupestresInscrições Rupestres
Parque Nacional de Sete Cidades Parque Nacional de Sete Cidades Parque Nacional de Sete Cidades

O parque, localizado ao norte do Estado do Piauí, no município de Piripiri, tem monumentos geológicos que são a grande atração. A partir da entrada, encontram-se as pedras do Elefante, Tartaruga, Camelo, Soldado Romano, Polegar de Deus e outras. Em algumas pedras há inscrições rupestres.

Carnaúba
Carnaúba
JacuJacu
Acesso
Está distante 160 km de Teresina, e fica entre a BR-222 no trecho Piripiri-Fortaleza e a BR-343, que liga Teresina a Parnaíba, principal cidade de apoio. Piripiri, fica a 26 km.

Parque Nacional de Sete Cidades | PiauíO Parque Nacional de Sete Cidades conserva nascentes de água e fontes naturais que escoam nos rios da região, mesmo nos períodos de secas, fato importante, já que a região é carente de água. A vegetação típica é de transição entre o cerrado e a caatinga, onde se encontram espécies como a lixeira, o bacuri, o murici, o pau-terra e a macambira. Nos campos alagados, ocorrem as gramíneas, plantas carnívoras como a Drosera sinsifolia, além de muitas palmeiras, como o buriti, a carnaúba e o tucum, bálsamo, palma (Opuntia sp.). A fauna é representada pelo veado-mateiro, mocó, iguana, suçuarana, cachorro-do-mato, raposa, pacas, gato-do-mato, aves como o currupião, o xexéu, o falcão-tropical, inhambu-chitã, jacu, tucano, além de muitas espécies de papagaios.

Parque Nacional de Sete Cidades | Piauí

Conservar uma área dominada pelo cerrado, com elemento de Caatinga e Floresta Latifoliada, sua diversidade ecológica, suas potencialidades, seus recursos genéticos, seus recursos hídricos, suas pinturas rupestres e outros objetos de herança histórico-cultural.

6.331,00 (ha)

Antecedentes Legais
As pesquisas arqueológicas na região se desenvolveram em data posterior a criação do Parque Nacional de Sete Cidades. Mas em 1928, o austríaco Ludwig Schwnnhagen, visita as Sete Cidades, descrevendo-as como ruínas de uma cidade fenícia, que teria sido fundada há 3 mil anos.

Aspectos Culturais e Históricos
A primeira notícia oficial sobre Sete Cidades, data de 9.12.1886, denominada então as "Sete Cidades de Pedra". As formações espetaculares encontradas no Parque, foram interpretadas por visitantes e pesquisadores de diversas maneiras, mas nenhuma das interpretações foi comprovada cientificamente. Historiadores brasileiros consideram que a área teria sido habitada pelos índios da nação Tabaranas, das tribos dos Quirirus e dos Jenipapos. O território destes índios abrangia uma área que se limitava ao norte pela região costeira, a oeste pelo rio Parnaíba, ao sul pelo rio Poty e a Leste pela Serra da Ibiapaba. O magnífico conjunto de monumentos geológicos foi trabalhado pela natureza ao longo de milhares de anos através de erosão pluvial e eólica. As pinturas encontradas nas paredes rochosas com tinta avermelhada atestam a passagem do homem pré-histórico pela região.

Clima
Clima complexo, com seca variável, tanto no tempo como no espaço. O regime desta região acha-se intermediário entre o regime tipicamente tropical do Planalto e o regime chamado de mediterrâneo da costa oriental. A temperatura média é de 24 a 26° C com amplitude anual fraca. A precipitação média é de 1.200 mm anuais, semi-árida.

Relevo
O relevo da área demonstra uma superfície pediplana anterior com altitude variando entre aproximadamente 450 m com testemunhos isolados, cônicos e tabulares que apresentam altitudes de 100 a 300 m aproximadamente. É um relevo típico das bacias sedimentares.

Vegetação
Pode-se apresentar o Parque de Sete Cidades como área de transição Cerrado/Caatinga com predominância de espécies típicas de Cerrado acompanhado de manchas de Campos Abertos Inundáveis e Matas Ciliares. Do ponto de vista florístico, ocorrem na área espécies características de formações tais como a Caatinga e Floresta Decídua, principalmente Cerrado.

Fauna
A fauna deste Parque, pelo menos originariamente, deveria ser mais rica do que aquelas encontradas no cerrado típico, uma vez que deveria abrigar espécies de outras comunidades, porém muitas das espécies já desapareceram da região. Com a proteção da área do Parque a sua fauna poderá recompor-se, já que existem nas redondezas as formações vegetais encontradas no seu interior. As espécies da fauna mais expressivas encontradas na unidade são: veado-mateiro, tatu verdadeiro, onça suçuarana, mocó, jacú, iguana, paca, tamanduá-mirim, cutias e répteis.

A unidade preserva extenso acervo arqueológico, pois no Brasil o estado do Piauí tem o mais extenso acervo, superando em qualidade e quantidade o da região de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Além disso mantém a produção hídrica da região e promove a educação ambiental na região.

O Parque Nacional foi criado em junho de 1961, protegendo uma área de 6.221 ha, com dois ecossistemas distintos, a caatinga e o cerrado. Esta região do Piauí tem dois climas bem definidos, o período chuvoso e o seco. São eles que definem as cores, os tons das paisagens que envolvem o lugar. Na época das chuvas, cachoeiras como a do Riachão, formam um grande espetáculo de vida e verde, com quedas e poços para refrescar o corpo e a mente. Já no período seco, no lugar das quedas, um grande paredão seco lembra aos visitantes toda aridez da caatinga.

Nas pinturas rupestres encontradas nas rochas de Sete Cidades, as formas geométricas são marcantes, símbolos repetidos levam a crer que estes moradores tinham uma espécie de calendário e controlavam o tempo de permanência no lugar. Linhas retas, curvas, corpos estelares, sóis radiados, comprovam a influência do sol no cotidiano destes povos primitivos. As pinturas que são de coloração vermelha (óxido de ferro) e amarela (óleo vegetal) não têm datas comprovadas, estima-se que os vestígios destes povos que passaram pelo norte do Piauí estão entre 5 e 10 mil anos. Há também registros que depois da passagem destes povos, tribos indígenas das etnias Carijó e Tabajara também viveram na região.

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