Urubu | Espécies de Urubus do Brasil

Urubu | Espécies de Urubus do Brasil

Urubu Urubu (Coragyps atratus)

Características: é o mais comum dos urubus do Brasil. Tem a cabeça e o alto do pescoço nus, pretos como toda a plumagem do corpo, asas e cauda. O bico e os dedos são delgados, mas as unhas são pontiagudas e quando em ataque podem ser retesadas e dilacerar. O bico tem a extremidade pontiaguda e curva, a fim de facilitar a dilaceração da carniça. Possuem grande capacidade olfativa e uma visão bastante aguçada.

Habitat: florestas, campos e áreas urbanas.

Ocorrência: zonas tropicais do México ao Brasil, em todos os estados.

Hábitos: são aves diurnas. Excelente voador e planador. Vive, às vezes, em grandes bandos, sobrevoando em círculos a grandes altitudes, durante horas numa determinada área, e nessas evoluções geralmente define uma posição para a busca da carniça que localizou. Podem chegar a 5.000 m de altitude.

Alimentação: animais mortos em decomposição, verduras e frutas. Às vezes, em grupo, atacam recém-nascidos bovinos.

Urubu (Coragyps atratus)
Urubu (Coragyps atratus)
Urubu (Coragyps atratus)
Urubu (Coragyps atratus)
Urubu (Coragyps atratus)

Reprodução: normalmente constroem os ninhos em uma gruta de rocha ou num local de difícil acesso. A postura é feita no solo, numa pequena concavidade e sempre é de 2 ovos grandes, de coloração branca pintados com manchas marrons, medindo 76 x 55 mm em seus eixos e pesando 96 g cada um. A incubaçção é realizada pelo casal, que também cria a prole. O período de incubação é de 32 a 35 dias. Ao nascerem os jovens são cobertos por penugem branca e já quando a plumagem aparece, esta tem coloração marrom a qual permanece até iniciarem os voos, para depois tornar-se negra. Só após o terceiro mês de idade os jovens deixam o ninho para alçarem voo.

Urubu-Rei
Urubu-Rei
Urubu-Rei
Urubu-Rei
Urubu-Rei

Urubu-ReiUrubu-Rei

Família: Cathartidae
Espécie: Sarcoramphus papa
Comprimento: 79 cm
Envergadura: 180 cm
Peso: 3 kg.

Embora presente em todo o Brasil, é mais comum nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Encontrado também do México à Colômbia, Bolívia, Peru, norte da Argentina e Uruguai. Habita regiões de florestas com clareiras (campos, pastagens) distantes de centros urbanos. É visto normalmente voando bastante alto, sozinho ou aos pares, raramente em grupos de vários indivíduos. Destaca-se dos outros urubus - com os quais eventualmente se associa por períodos não prolongados - pelo desenho branco e preto da asa e pela cauda muito curta, o que lhe dá uma aparência arredondada em vôo. Faz ninho em buracos de troncos, em florestas úmidas, pondo 1 ovo de cor branca. Conhecido também como corvo-branco, urubu-real, urubu-branco, urubutinga, urubu-rubixá e iriburubixá.

Urubu-Rei
O urubu-rei, conhecido também como urubu-real, urubu-branco e urubutinga, é uma ave da família Cathartidae.

É o maior e mais colorido de todos os urubus. Tem cabeça e pescoço nus, pintados de vermelho, amarelo e alaranjado, a parte superior do corpo amarelo-clara, esbranquiçada, asas e cauda pretas, o lado inferior branco, com plumagem branca e negra. Possui uma envergadura de 2 m e peso que varia de 3 a 5 kg, medindo cerca de 85 cm de comprimento.

A dieta do urubu-rei é estritamente carnívora, alimentando-se de carne em putrefação. Desempenham importante papel saneador, eliminando matérias orgânicas em decomposição. O suco gástrico dos urubus é bioquimicamente tão ativo que neutraliza as toxinas cadavéricas e bactérias, eliminando perigos posteriores de infecções.

A fêmea coloca de 1 a 2 ovos e o período de incubação dura cerca de 53-58 dias. Enquanto a fêmea choca os ovos, o macho sai a procura de alimento para ambos. Podem viver até 30 anos em cativeiro.

O urubu-rei possui uma distribuição abrangente, que vai de toda a América Latina até ao sul do México. Habita florestas, mas principalmente áreas de cerrado. Embora presente em todo o Brasil, é mais comum nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Encontrado também do México à Colômbia, Bolívia, Peru, norte da Argentina e Uruguai.

Na natureza tem poucos predadores naturais, mas, devido à baixa reprodutividade da espécie e à degradação do seu habitat, é uma espécie cada vez mais rara de se observar.

O urubu-rei é uma espécie vulnerável à extinção, pois é o único urubu brasileiro que é afetado pela destruição de seu habitat, além de ser capturado para tráfico de animais por sua beleza.
Urubu-ReiSarcoramphus papa

Urubu-ReiCaracterísticas: ave de grande porte medindo 79 cm de comprimento, envergadura de 180 cm e peso de 3 kg. Corpo avantajado, cabeça volumosa, bico possante com a maxila de ponta curva afiada e aguda. Pernas e pés fortes, robustos, com unhas em garras. Asas grandes e cauda curta. Olhos com íris brancas. Tem uma quantidade grande da cor branca e asas largas, cujo desenho branco e preto é quase igual, tanto na face superior como na inferior. Cabeça e pescoço nus (facilitando na higiene após seus banquetes repugnantes) violáceo-vermelhos, sobre a base do bico uma carúncula amarelo-alaranjada, maior e pendente no macho. Narinas vazadas. O macho pode ser maior que a fêmea. São mudos, não possuem siringe (laringe inferior das aves), sabem porém bufar.

Habitat: regiões permeadas de matas e campos, distante dos centros urbanos.

Ocorrência: do México até à Bolívia, norte da Argentina e Uruguai e em todo Brasil.

Hábitos: vivem em grupos. Circula bem alto. Locomovem-se no solo a custa de longos pulos elásticos. Para a termorregulação abrem as asas e defecam sobre as pernas.

Alimentação: como consumidores de carne em putrefação desempenham importante papel saneador, eliminando matérias orgânicas em decomposição. São imunes, aparentemente, ao botulismo, doença que ataca o homem e outras aves por ingestão de alimentos enlatados, como patê, contaminado pela bactéria Clostridium botulinum . As toxinas botulínicas são proteínas, constituindo-se nos mais potentes venenos conhecidos. O suco gástrico dos urubus é bioquimicamente tão ativo que neutraliza as toxinas cadavéricas e bactérias, eliminando perigos posteriores de infecção.

Reprodução: como tantas outras aves de porte, tornam-se maduros apenas com alguns anos de idade. O período reprodutivo ocorre nos meses de junho a novembro. O macho corteja a fêmea empoleirado ou no solo, abre e fecha as asas e exibe a vértice vivamente colorido, abaixando a cabeça. Inclinam-se da mesma maneira quando estão desconfiados e observam algo com atenção. Faz seu ninho em paredões ou sobre árvores altas, no último caso provavelmente aproveitando de um ninho já existente. Põe de 2 a 3 ovos brancos, uniformes. O período de incubação é de 50 a 56 dias. Filhote coberto de penugem branca. Os pais revezam-se no ninho, ministrando a seus pequenos comida liquefeita. Alimentam os filhotes durante meses.

Ameaças: ameaçado de extinção. Tem sido caçado pela suspeita de que seja transmissor de doenças ao gado. Entretanto seu hábito de comer carniça é de grande valor na remoção de fontes de infecção. A destruição do habitat, envenenamento por agrotóxicos e tráfico de animais silvestres são outras ameaças.

Urubu de Cabeça Preta (Coragyps atratus)

Urubu de Cabeça Preta
Família: Cathartidae
Espécie: Coragyps atratus
Comprimento: 62 cm
Envergadura: 143 cm
Peso: 1,6 kg.
É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas com pouca presença humana. Encontrado também desde a região central dos Estados Unidos à praticamente toda a América do Sul onde haja cidades, fazendas e áreas abertas. Vive em grupos, às vezes de dezenas de indivíduos. Alimenta-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de tartarugas e de outras aves. Faz ninho em ocos de árvores mortas, entre pedras e outros locais abrigados, geralmente com incidência de árvores. Põe 2 ovos branco-azulados manchados com muitos pontos marrons. Bate as asas pesadamente, plana bem. Sua área de ocorrência tem-se expandido com a colonização humana. Conhecido também como urubu-comum, corvo, urubu-preto e apitã.

Urubu de Cabeça VermelhaUrubu de Cabeça Vermelha (Cathartes aura)

Família: Cathartidae
Espécie: Cathartes aura
Comprimento: 73 cm
Envergadura: 137 a 180 cm
Peso: 1,2 a 2 kg.
Presente em todo o Brasil, sendo encontrado também desde o sul do Canadá até a Argentina e o Chile. Relativamente comum em campos ou áreas abertas permeadas de vegetação florestal, com pouca ocorrência em cidades. Vive solitário ou em pequenos grupos. Plana alto com extrema habilidade, utilizando-se até mesmo das correntes ascendentes mais fracas. Faz ninho em ocos de árvores mortas, entradas de cavernas ou mesmo em ninhos abandonados de gaviões. Põe 1 ou 2 ovos branco-amarelados pontilhados de marrom-avermelhado. Conhecido também como urubu-peru, urubu-caçador (Minas Gerais), jereba (Pará), urubu-campeiro (Rio de Janeiro), xem-xem (Pará) e camiranga (Ceará).

Urubu de Cabeça AmarelaUrubu de Cabeça Amarela (Cathartes burrovianus)

Família: Cathartidae
Espécie: Cathartes burrovianus
Comprimento: 53 a 65 cm.
Embora encontrado localmente em diversas regiões do Brasil, é mais comum no Nordeste e na Amazônia, sendo ainda o urubu predominante nas restingas do Rio de Janeiro. Presente também desde o México até o norte da Argentina e Uruguai. Habita beiradas de rios e lagoas florestadas, áreas pantanosas e campos. Vive normalmente solitário ou em grupos de alguns indivíduos, bem espaçados. Paira baixo sobre pantanais ou campos alagados, sendo incomum encontrá-lo voando alto. Pousa em postes baixos e cercas. Alimenta-se principalmente de pequenas presas ou de carniça. Faz ninho em grandes cavidades de árvores, pondo ovos branco-amarronzados manchados de marrom.

Urubu-pleistocênico-de-nevesUrubu-pleistocênico-de-neves (Pleistovultur nevesi)

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Ciconiiformes
Família: Cathartidae
Gênero: Pleistovultur
Espécie: P. nevesi
Nome binomial: Pleistovultur nevesi
Alvarenga et al., 2008

O urubu-pleistocênico-de-neves (Pleistovultur nevesi) foi uma espécie de urubu que habitou a região de Minas Gerais, no Brasil, há cerca de 10 mil anos. Media cerca de 2,5 metros de uma ponta da asa à outra.


Antropólogo Walter Neves (à dir.) e o aluno Alex Hubbe, que achou o fóssil do animal em uma caverna em Lagoa Santa (MG) Esse carniceiro avantajado planava sobre os céus de Minas Gerais durante a Era do Gelo, há mais de 10 mil anos. Provavelmente disputava com os próprios condores (que também existiram por aqui) e com outros abutres as carcaças de mastodontes, preguiças-gigantes e demais grandes mamíferos que pastavam na América do Sul naquele Período, também chamado Pleistoceno.

Referências
  • ALVARENGA, H. M. F.; BRITO, G. R. R.; MIGOTTO, R.; HÜBBE, A.; HÖFLING, E. (2008). Pleistovultur nevesi gen. et sp. nov. (Aves: Vulturidae) and the diversity of condors and vultures in the South American Pleistocene. Ameghiniana 45: 613-618.
  • http://www.achetudoeregiao.com.br
  •  www.megatimes.com.br