Árvore Sangue de Dragão (Dracaena cinnabari)

Árvore Sangue de Dragão (Dracaena cinnabari)

Árvore Sangue de Dragão (Dracaena cinnabari)

A Árvore Sangue de Dragão (Dracaena cinnabari), também denominado como "dragoeiro", é uma espécie de planta nativa do arquipélago de Socotra, no Oceano Índico. Também se refere  como a árvore do sangue de dragão, é assim chamada devido à seiva vermelha que as árvores produzem.

Reino:     Plantae
Divisão:     Magnoliophyta
Classe:     Liliopsida
Ordem:     Asparagales
Família:     Ruscaceae
Gênero:     Dracaena
Espécie:     D. cinnabari
Nome binomial: Dracaena cinnabari

Taxonomia
 A primeira descrição da Dracaena cinnabar foi feita durante uma pesquisa na Ilha de Socotra, liderada pelo tenente Wellsted da East India Company em 1835. Foi nomeada primeiro de Pterocarpus draco, mas em 1880, o botânico escocês Isaac Bayley Balfour fez uma descrição formal da espécie e rebatizou-a como Dracaena cinnabari.

Descrição
 A árvore de sangue de dragão é a planta mais famosa e distinta da ilha de Socotra. Ele tem uma aparência original e estranha, descrita como "coroa revolvida, densamente agrupadas tendo a forma de um guarda-chuva de cabeça para baixo". 

Diferente da maioria das plantas monocotiledôneas, a D. cinnabari ainda tem zonas de crescimento semelhantes a anéis de árvores encontradas em espécies de árvores floridas. Junto com outras espécies arborescentes, a D. cinnabari tem um hábito de crescimento diferenciado chamado "Dracoid habitus". Suas folhas são encontrados somente no final de seus ramos mais jovens, as suas folhas aparecem a cada 3 ou 4 anos. A ramificação tende a ocorrer quando o crescimento do broto terminal pára de crescer, quer devido à floração ou por ações externas (por exemplo, os herbívoros que comem seus brotos)

Seus frutos são pequenas e em formato de  bagas carnudas contendo entre 1 e 3 sementes. No desenvolvimento, os frutos mudam de verde para preto e laranja, uma vez que eles são maduros. Os frutos fazem parte da dieta de aves (por exemplo, espécies Onychognatus) que tem a função de espalhar as sementes, tendo, assim papel fundamental na preservação da floresta. As sementes tem entre 4 milímetros e 5 milímetros de diâmetro e pesam em média 68 mg. Os frutos exalam uma resina vermelha profunda, conhecida como "sangue de dragão". 

Como outras monocotiledóneas, tais como palmeiras, o "dragoeiro" cresce a partir da ponta da haste, com as folhas longas e rígidas suportadas em rosetas densas na extremidade (4, 5, 7). Ela se ramifica em sua maturidade para produzir uma coroa em forma de guarda-chuva, com folhas que medem até 60 centímetros de comprimento e 3 centímetros de largura. O tronco e os ramos do "dragoeiro" são grossos e corpulento e apresenta ramificação dicotômica, onde cada um dos ramos divide-se repetidamente em duas seções. 

Biologia 
O "dragoeiro" produz suas flores por volta de fevereiro, apesar da floração variar com a localização. As flores tendem a crescer na extremidade dos ramos. As flores têm inflorescências, e possuem pequenos cachos de flores perfumadas de cor branca ou verde. Os frutos leva cinco meses para ficar completamente maduros.

O formato inusitado do "dragoeiro" é uma adaptação para a sobrevivência em condições áridas e com falta de matéria orgânica no solo pedregoso e árido. A grande coroa cheia fornece sombra e reduz a evaporação da pouca água que fica no solo. Esta máscara também ajuda na sobrevivência das mudas que crescem debaixo da árvore adulta, explicando por que as árvores tendem a crescer mais juntas. 

Árvore Sangue de Dragão (Dracaena cinnabari)

 Evolução
Assim como outras árvores da Ilha de Socotra a  D. cinnabari  deriva da flora Tethyan. É considerada uma espécie remanescente de  florestas subtropicais do período Mio-Plioceno laurásico,  atualmente extintas devido ao avanço, ao longo do tempo, da desertificação do norte da África. 

Conservação
A flora e fauna únicas do arquipélago de Socotra é considerado um Patrimônio Mundial da NaturezaEsta é uma espécie selecionados para a tomada de decisões relacionadas com a conservação, normalmente porque proteger essas espécies indiretamente protege as muitas outras espécies que compõem a comunidade ecológica do seu habitat. A conservação das espécies pode ser subjetiva porque é difícil determinar o estado de muitas espécies. Assim, os esforços de proteção da floresta de dragoeiros também beneficiaria muitas outras plantas e animais dentro da mesma área. 
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