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#Lulas e Sépias do Mundo

#Polvos, Lulas e Sépias

#Polvos do Mundo

Polvo (Octopus vulgaris)


Polvo (Octopus vulgaris)

Polvo (Octopus vulgaris)
Características: O Polvo (Octopus vulgaris) é uma espécie de molusco marinho com grande cabeça que abriga um cérebro desenvolvido, além de oito braços, cada um provido de duas fileiras de ventosas. Olhos grandes e complexos, dotados de cristalino, o que proporciona uma visão bastante aguçada. Pode atingir um tamanho de até 1 m de comprimento. Pode assumir diversas colorações, mimetizando-se de maneira bem rápida no meio ambiente.

Habitat: mares.

Ocorrência: águas tropicais e temperadas de todo o mundo.

Hábitos: passam grande parte de sua vida escondidos em uma toca natural entre as rochas ou escombros. Quando atacado ou quando se sente em perigo, o polvo aspira uma grande quantidade de água e expele-a logo em seguida por um sifão, que funciona como uma turbina, e que permite que o polvo fuja em grande velocidade. Esta fuga é geralmente oculta por uma nuvem de tinta. A substância expelida pelo polvo para defender-se é de coloração escura. Tem a faculdade de eriçar a pele, que é ordinariamente lisa, apresentando agudos aguilhões sendo que, inofensivos, não passam de perfeitas simulações.

Polvo (Octopus vulgaris)

Alimentação: carnívoro, alimentando-se de moluscos, peixes e crustáceos, sobretudo lagostas e caranguejos. Para se alimentar, se utiliza de duas técnicas: atrair sua vítima movendo a ponta de um de seus braços como se fosse um verme, ou aproximar-se da vítima deslizando-se calmamente para, de súbito, agarrar sua preza com seus tentáculos e matá-la com suas fortes dentadas.

Polvo (Octopus vulgaris)Reprodução: um macho interessado em acasalar-se aproxima-se o suficiente de uma fêmea para que, ao alargar um braço modificado, o hectocótilo, consiga tocá-la. Este braço possui um sulco profundo por entre as duas fileiras de ventosas e termina em um extremo em forma de colher. Passado um período de cortejo, o polvo macho insere seu braço no manto da fêmea e os espermatozoides por ele produzidos descem pelo sulco do braço modificado até o oviduto da fêmea. Pouco depois do acasalamento, a fêmea começa a depositar os ovos fecundados em sua toca. Um polvo fêmea produz em duas semanas aproximadamente cento e cinquenta mil ovos, cada um deles envolto por uma cápsula transparente. Pelos 50 dias seguintes, a fêmea protege os ovos depositados lançando-lhes jatos de água para aerá-los e limpá-los. As crias nascem com apenas 3 cm de comprimento. Flutuam até a superfície e passam a integrar o chamado plâncton durante quase um mês. Passado este período, os pequenos polvos voltam a submergir e iniciam sua vida normal no fundo. Geralmente, os polvos adultos permanecem em uma zona determinada.

Predadores naturais: peixes como as moreias.

Ameaças: pesca predatória e poluição.

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Mexilhão (Perna perna)

Mexilhão (Perna perna)

Mexilhão (Perna perna)

Características: O Mexilhão (Perna perna) é um molusco marinho, comestível, que atinge 5,5 cm de comprimento, bivalve, com duas conchas alongadas, de coloração escura e nuances azuladas metálicas. O manto é o tecido que reveste internamente a concha do animal, delimitando um espaço vazio interno onde estão os órgãos. Ventralmente há uma abertura transversal por onde a água entra (sifão inalante) e é eliminada por outra abertura na parte posterior superior (sifão exalante). Os mexilhões são organismos onde a formação dos gametas se dá em toda a extensão do manto, além do mesossoma. O conjunto de fibras de escloroproteína que fixa os mexilhões ao substrato e permite a permanência do animal mesmo em presença de fortes ondas é denominado "bisso". Originado pela glândula bissal, ligada diretamente ao conjunto de 3 pares de músculos e a parede interna das valvas, é constituído de material córneo e fixado com auxilio do pé.

Habitat: região entre-marés (do supralitoral inferior até profundidades de 19 metros).

Ocorrência: em toda a costa brasileira.

Hábitos: fixa-se a rochas ou qualquer estrutura dura (sólida) imersa.

Mexilhão (Perna perna)Alimentação: são organismos filtradores por excelência. Sua dieta é constituída por algas microscópicas (fitoplâncton), e por outros tipos de material orgânico particulado e dissolvido. Os mexilhões apresentam taxas de filtração elevadas, sendo que um indivíduo adulto pode filtrar até 100 litros de água por dia. Na sua alimentação, os mexilhões utilizam as brânquias, mesmas estruturas utilizadas para a respiração. As brânquias são formadas por dois pares paralelos de lâminas, compostas por estruturas filamentosas ciliadas, que se estendem da região anterior a partir da boca até a região posterior do corpo. Nelas as partículas são capturadas por um material mucilaginoso que envolve as próprias brânquias e, pelo movimento de cílios são direcionadas em "calhas" até a boca.

Reprodução: O ciclo sexual do mexilhões pode, através do aspecto e coloração, ser observado e diferenciado em 3 estágios:

Estágio I - animais imaturos, folículos das gônadas pouco desenvolvidos e manto incolor;

Estágio II - animais em maturação, folículos já visíveis permitindo a observação da cor do manto diferenciando o branco dos machos do salmão das fêmeas;

Estágio III - animais maturos, passando a repetirem as seguintes fases: a - plenitude da maturação, folículos repletos ; b - eliminação do material gâmico, esvaziamento dos folículos e aspecto inconsistente do manto; c - restauração das gônadas, folículos em desenvolvimento e manto apresentando esboços de branco ou alaranjado.

Após a expulsão dos gametas, que ocorre simultaneamente na população, há a fecundação externa, diretamente na coluna d'água. Cerca de 6 horas após a fecundação, são formadas as larvas trocóforas com 45 micrômetros de tamanho (0,045 mm). Depois de 24 horas a larva se transforma numa larva do tipo véliger ou larva "D", com cerca de 115 micrômetros (0,115 mm), seguida por uma veliconcha de 175 micrômetros (0,175 mm). Após 37 dias, esta larva passa para o estágio de pedivéliger (com vélum e pé), quando possuem fototropismo negativo e geotropismo positivo, procurando um local adequado para sua fixação.

Predadores naturais: o buzo ou búzio Stramonita (=Thais) haemastoma e o "caramujo-peludo" Cymatium parthenopeum parthenopeum , diferentes estrelas-do-mar e o siri Callinectes danae . Os competidores dos mexilhões em cultivo constituem praticamente a totalidade da fauna das redes, pois esta comunidade é constituída basicamente de organismos filtradores (Jacobi, 1985). Devido à sua abundância e alta taxa de crescimento, as cracas se destacam dos demais organismos filtradores. Já as ascídias e os briozoários coloniais prejudicam os mexilhões por recobrirem as valvas afetando o seu desenvolvimento e o aspecto do produto. São poucos os comensais de mexilhões, destacando-se o pequeno caranguejo Pinnotheres maculatus e o poliqueta Polydora websteri . O verme da família Bucephalidae , na sua fase de cercária, ocorre no manto de mexilhões, comprometendo o desenvolvimento dos gametas e consequentemente a produção. Segundo Umiji (1975) este parasita ocorre em diferentes estados de desenvolvimento, principalmente em mexilhões com maior tempo de imersão. Pode haver uma infestação média de 5 % e de até 20% dos indivíduos em determinadas épocas do ano.

Ameaças: poluição e destruição de bancos naturais pela coleta predatória.

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Caramujo (Biomphalaria glabrata)

Caramujo (Biomphalaria glabrata)

Caramujo (Biomphalaria glabrata)

Características: O Caramujo (Biomphalaria glabrata) é uma espécie de molusco pulmonado. É hospedeiro do verme parasita Schistosoma mansoni, causador da doença chamada esquistossomose, introduzido no Brasil colônia por africanos. Este parasito encontrou alta suscetibilidade por parte de Biomphalaria glabrata sendo, portanto, o mais importante transmissor da doença. concha espiral em um plano, forma característica da qual o nome da família foi derivado. Mede de 3 a 4 cm de diâmetro e apresenta uma depressão central em cada face da concha amarronzada.

Habitat: ambientes dulciaquícolas, principalmente em canais e valas de irrigação e em pequenos cursos de água.

Ocorrência: sudeste da Bahia, norte do Espírito Santo e centro-leste de Minas Gerais. Ocorrem em menor número nas zonas quentes e úmidas de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Há notícias de que recentemente foram introduzidos em algumas regiões dos Estados Unidos.

Hábitos: pode colonizar grande rios e lagoas, mas a correnteza e pequenas ondas formadas pelos ventos dificultam sua vida nestes locais.
Caramujo (Biomphalaria glabrata)
Alimentação: herbívoro. Alimentam-se de algas finas de água doce, tais como as algas-pardas, e das partes macias das plantas vasculares aquáticas.

Reprodução: é hermafrodita e dispõe de ao menos quatro opções de reprodução: (1) autofecundação, (2) fecundação cruzada, (3) transferência de certa quantidade de seus espermetazóides a um parceiro e (4) fertilização dos óvulos de um parceiro com espermatozóides recebidos de outro. Dezenas de ovos envolvidos por uma capa protetora são depositados sob as folhas de plantas aquáticas, geralmente à noite. O desenvolvimento é direto.

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Caracol (Connus pannaeus) é o Animal Mais Venenoso do Mundo

Caracol (Connus pannaeus) é o Animal Mais Venenoso do Mundo

O Caracol-do-cone (Connus pannaeus) tem um veneno que é um coquetel de moléculas peptídicas neurotóxicas. Essa espécie de caracol, cujo nome científico é Connus pannaeus possui um veneno poderosíssimo formado por centenas de compostos, muitos deles encontrados até em venenos de cobra. Possui um substância que é particularmente centenas de vezes mais potente que a morfina. Pesquisas revelam que apenas uma gota do veneno desse “dócil” animal é suficiente para matar 20 pessoas adultas.

Apesar de terrível ele não é uma descoberta científica recente, a cerca de 25 anos os cientistas da Universidade de Utah isolaram a molécula do veneno desse caracol  e constataram que possuía um poder analgésico nos humanos. Os estudos não pararam por aí, esse só foi o ponta pé inicial de uma série de estudos que duraram mais de 20 anos para conseguirem sintetizar em laboratório o mesmo composto que atualmente é utilizado em um novo fármaco, chamado de Prialt (princípio ativo é a ziconotida).

Umas das grandes  vantagens desse novo medicamento é seu absurdo poder analgésico, sendo classificado como mil vezes mais potente que a morfina. O grande problema da morfina é o seu poder de viciamento por ser uma molécula opióide, derivado de ópio. Já a ziconotida não possui efeito viciante.

Caracol é o Animal Mais Venenoso do Mundo
Caracol-do-cone (Connus pannaeus)
Muitas das moléculas que compõem o seu veneno ainda não possuem estudos que provem ou indiquem suas respectivas ações, porém, existem cerca de 6 tipos de toxinas que são bastante estudadas e suas ações no corpo humano são completamente elucidadas.

O veneno pode ser retirado dos caracóis mortos ou com o caracol vivo. O grande problema de se retirar sua glândula após a morte é que dentro dela possui uma infinidade de milhares de compostos que muitas vezes não são usados pelo caracol para matar a presa e isso dificuldade a isolação dos principais princípios ativos. Já a retirada do veneno do caracol vivo também é complicado porque não é fácil lidar com um animal grande, extremamente perigoso e que não libera as toxinas facilmente.  A ação de suas neurotoxinas nos faz pensar que suas vítimas (moluscos e peixes) não sintam dor. Como a inserção do veneno na presa é de forma rápida, paralisando-o eficazmente e, logo em seguida, a ação poderosa de seus analgésicos entram em ação, a presa poderá ser engolida e se sentir nas nuvens por estar sob ação alucinógena e analgésica.

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