Área de Proteção Ambiental Carste Lagoa Santa | Minas Gerais

Área de Proteção Ambiental Carste Lagoa Santa | Minas Gerais

Área de Proteção Ambiental Carste Lagoa Santa | Minas GeraisGruta da Lapinha
Superfície
38.114 ha.

Bioma
Floresta Estacional e Cerrado.

Unidade de Uso Sustentável.

Esta unidade foi criada para garantir a conservação do conjunto paisagístico e da cultura regional; proteger e preservar as cavernas e demais formações cársticas, sítios arqueo-paleontológicos, a cobertura vegetal e a fauna silvestre, cuja preservação é de fundamental importância para o ecossistema da região.

Área de Proteção Ambiental Carste Lagoa Santa | Minas GeraisA APA foi criada em atendimento aos anseios de ecologistas, espeleólogos, naturalistas e parte das comunidades inseridas na região, conhecedores dos estudos feitos no passado pelo naturalista Peter W. Lund, em conservar as belezas cênicas da região.

Na região foram descobertos vestígios dos mais antigos brasileiros: "O Homem de Lagoa Santa", e também vários ossos de animais pré-históricos, juntamente com descobertas de inúmeros sítios, cavernas e pinturas rupestres.

Área de Proteção Ambiental Carste Lagoa Santa | Minas GeraisO nome "Carste" se deve ao tipo de formação rochosa encontrado na APA e "Lagoa Santa" por estar mais da metade da unidade inserida no município de mesmo nome.

Área de Proteção Ambiental Carste Lagoa Santa | Minas GeraisO acesso é feito através da rodovia MG-424, zona central do estado; ficando a uma distância de 46 Km da capital. Além das contemplações das belezas cênicas do Carste com suas colinas, sumidouros e paredões, pode-se visitar grutas onde encontram-se pinturas rupestres. A maioria das grutas são de propriedade de particulares, necessitando autorização prévia para visitação; somente a Gruta da Lapinha é aberta a visitação pública.

A região de Lagoa Santa, localizada nas adjacências da metrópole Belo Horizonte, centro-sul do estado de Minas Gerais, é um importante exemplar brasileiro de ambiente cárstico desenvolvido em rochas carbonáticas.

Em termos de suas características físicas, apresenta uma geomorfologia cárstica típica e diversificada, com algumas feições especialmente marcantes: i) grande quantidade de dolinas em variedade de tamanhos, formas e padrões genéticos, muitas vezes limitadas por paredões calcários lineares; ii) grandes maciços rochosos aflorantes ou parcialmente encobertos; iii) muitos lagos com diferentes comportamentos hídricos, associados às dolinas ou em amplas planícies rebaixadas, e iv) uma complexa trama de condutos subterrâneos, comumente conectados com o relevo superficial e, assim, acessíveis ao homem. Todo esse conjunto de grandes feições dissolutivas expostas, agregado às pequenas formas que esculpem os afloramentos rochosos (lapiás) e à vegetação que lhe é peculiar, marca uma paisagem que tem um mérito cênico e, portanto, turístico.

O carste de Lagoa Santa é uma região a cerca de 30 km ao norte de Belo Horizonte identificada pela ocorrência de um denso conjunto de feições geomorfológicas tipicamente dissolutivas e por uma hidrografia que pode ser caracterizada como mista de componentes fluviais (subaéreos) e cársticos (subterrâneos). Grande parte da área cárstica situa-se no interflúvio do rio das Velhas (a leste) e ribeirão da Mata (a oeste-sudoeste), estando limitada ao sul-sudoeste pela ocorrência das rochas granito-gnáissicas do embasamento cristalino. Ao norte o limite não está bem estabelecido, mas o perímetro cárstico pode ser referenciado por aquele que define os limites da APA (Figura 1), extrapolando-os um pouco rumo ao norte, perfazendo mais de 360 km Estão envolvidos os municípios de Vespasiano, Pedro Leopoldo, Confins, Lagoa Santa, Matozinhos, Funilândia e Prudente de Morais.

Hidrografia e relevo
As principais sub-bacias hidrográficas são definidas pelos córregos Samambaia, Palmeiras- Mocambo, Jaguara e riacho do Gordura, para onde são drenadas as águas pluviais em grande parte capturadas pelos inúmeros dolinamentos ao longo da área. Os limites dessas bacias ainda não estão perfeitamente reconhecidos, porque muitas rotas de fluxo subterrâneo ainda são desconhecidas. Todas elas têm descarga final ou no rio das Velhas a nordeste, ou no ribeirão da Mata a sudoeste, níveis de base regionais.

Clima e vegetação
A umidade relativa varia de 60% a 77% nos meses mais secos e úmidos, respectivamente, chegando a 96% nos meses mais úmidos. A pluviometria média está em torno de 1380mm. O período seco estende-se por cinco meses, de maio a setembro, com menos de 7% das chuvas anuais, caracterizando um regime pluviométrico tipicamente tropical, havendo uma grande concentração de chuvas no verão e seca no inverno (Patrus, 1996).

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