Piau Três Pintas ou Piau Cabeça Gorda (Leporinus friderici)

Piau Três Pintas ou Piau Cabeça Gorda (Leporinus friderici)

Piau Três Pintas ou Piau Cabeça Gorda (Leporinus friderici )

Espécie: Leporinus friderici (Bloch,1794)

Nome popular: piau-cabeça-gorda, piau-três-pintas

Porte: atinge cerca de 30 cm.

Características taxonômicas: corpo longo com três máculas bem marcada sobre os flancos.

Habitat: vivem nas margens dos rios, geralmente em locais rasos e sem correnteza muito forte.

Ocorrência: essa espécie é encotrada em quase todos os rios da América do Sul e Central.

Dieta alimentar: alimenta-se principalmente de matéria vegetal, como folhas e algas. Frutos e insetos também podem compor sua alimentação.

Reprodução: durante os meses de novembro e fevereiro, essa espécie realiza grandes migrações (espécie e piracema)rio acima em busca de locais mais adequados para a reprodução onde acontece a desova.

Importância Comercial: muito apreciado pelas populações ribeirinhas e pode ter relativo valor comercial em feiras e peixarias.

Piau Três Pintas ou Piau Cabeça Gorda (Leporinus friderici )

Pesca esportiva: o piau-cabeça-gorda é muito procurado por pescadores amadores por ser uma espécie de muita força e resistência ao ser fisgado. Geralmente é capturado com iscas vegetais como milho verde, folhas ou frutos silvestres.

Características: também conhecido como piau verdadeiro. P eixe de escama importante para a pesca de subsistência e para o comércio local, mercados e feiras. C oloração prata com 3 manchas escuras nos flancos. Nadadeiras ligeiramente douradas e nadadeira caudal escura. Dentes em forma de pinça. Alcança 40 cm de comprimento e 2 kg de peso.
Piau Três Pintas ou Piau Cabeça Gorda (Leporinus friderici )
Habitat: margens de rios, lagos e na floresta inundada.

Ocorrência: bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.

Alimentação: onívora, com tendência a carnívora (principalmente insetos) ou frugívora (frutos e sementes pequenas), dependendo da oferta de alimentos.

Ameaças: pesca predatória, poluição e destruição do habitat.

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Salmão AquAdvantage | O supersalmão

Salmão AquAdvantage | O supersalmão

O salmão, mundialmente famoso por sua deliciosa carne avermelhada, é criado comercialmente desde o século 18. O peixe alcança índices elevados de comercialização, atrás apenas do atum.

Salmão AquAdvantage | O supersalmão
Salmão AquAdvantage (maior)
EUA liberam 1º animal transgênico para consumo humano: Salmão AquAdvantage - Após quinze anos em análise, salmão transgênico pode chegar à mesa dos norte-americanos em breve

A Food and Drug Administrtion (FDA), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, liberou nesta quinta-feira (19.11) o primeiro animal transgênico para produção, venda e consumo humano. Trata-se do Salmão AquAdvantage, que vem sendo desenvolvido desde o final da década de 1980 pela empresa de biotecnologia norte-americana AquaBounty.

O salmão foi geneticamente modificado (GM) para crescer duas vezes mais rápido do que um peixe convencional, chegando ao tamanho comercial em aproximadamente 18 meses. O gene inserido no transgênico veio do salmão real, uma espécie gigante do Oceano Pacífico que tem a capacidade de se desenvolver durante todo o ano, e não somente em duas Estações, como o salmão atlântico convencional.

O peixe já havia sido declarado pela FDA como “seguro para consumo humano e para o meio ambiente” em 2013. Agora a agência reguladora anuncia que sequer vai exigir que o AquAdvantage seja identificado como transgênico, alegando que “é tão seguro e nutritivo como o salmão atlântico não modificado geneticamente” e “não é materialmente diferente”.

Conhecidos como símbolos da persistência por vencerem corredeiras de rios norte-americanos para alcançar os seus locais de procriação – enquanto são espreitados por ursos, águias e outros predadores – o salmão está atualmente no centro de um acalorado debate entre ambientalistas, empresários e cientistas.

Segundo estimativas da Organização de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO), são comercializados anualmente mais de três milhões de toneladas de salmão.

A atividade movimenta dezenas de milhões de dólares a cada ano. Dentre as sete espécies de salmão comercializadas, destaca-se o salmão-do-atlântico, Salmo salar, que sozinho representa cerca de 45% da produção mundial desse pescado.

A maior parte da criação comercial desses peixes depende de apenas dois países. O Chile, cuja produção foi pesadamente afetada pelo terremoto recente, detém 31% da produção mundial; e a Noruega, está na frente com 33%. Apesar da grande apreciação da carne de peixe no Brasil, não há criações comerciais no país.

Salmão AquAdvantage
Aceleração do crescimento

Atualmente, em torno de 69% dos salmões consumidos no mundo provêm de criações em cativeiro. Contudo, ainda há vários problemas por solucionar para obter um maior rendimento comercial dessa atividade econômica. Um dos principais é a demora no crescimento dos salmões, que necessitam de três a quatro anos para atingir o tamanho para a venda (em torno de 3 kg).

Ao longo dos últimos anos, várias empresas de biotecnologia investiram em alternativas para solucionar esse impasse. Uma das tentativas de maior sucesso na área foi o criação de um salmão-do-atlântico transgênico, denominado  ‘AquAdvantage’.

Esse peixe geneticamente modificado foi desenvolvido em 1989 pela empresa canadense AquaBounty Technologies. Em 1996, foi submetido à análise da Administração de Drogas e Alimentos (FDA, do inglês Food and Drug Administration) para eventual liberação de sua comercialização.

Os salmões AquAdvantage possuem um gene que ativa um hormônio de crescimento (opAFP-GHc2), proveniente de outra espécie de salmão, o salmão-rei ou do Pacífico (Oncorhynchus tshawytscha).

Além disso, esses peixes mostram-se mais resistentes a parasitas e patógenos e mais tolerantes a variações nas condições ambientais do que os indivíduos não modificados geneticamente. 

A resistência dos salmões transgênicos está associada à introdução, nesses peixes, de uma parte do DNA de peixe-carneiro americano (Zoarces americanus), relacionada à produção de uma proteína de resistência a baixas temperaturas.

A introdução do gene do crescimento no salmão-do-atlântico aumenta em duas vezes a taxa de desenvolvimento desses animais durante o seu primeiro ano de vida. Assim, os peixes alcançam tamanho de mercado em apenas 16 a 18 meses.

Os pesquisadores envolvidos com o desenvolvimento dos salmões  AquAdvantage acreditam que o segredo do crescimento mais rápido desses peixes está na sua capacidade de produzir o hormônio do crescimento ao longo de todo o ano.

Os salmões modificados não ficarão maiores do que os animais comuns, pois os peixes geneticamente modificados param de crescer após atingir o seu tamanho normal.

Os níveis mais elevados de hormônio do crescimento na circulação dos salmões transgênicos parecem ainda melhorar as suas taxas de assimilação e conversão dos nutrientes captados.

Possíveis problemas ambientais
As pessoas que apoiam a criação e comercialização de salmões transgênicos afirmam que esses animais irão diminuir os impactos causados às populações naturais dessa espécie pela pesca. 

Além disso, do ponto de vista econômico, há um enorme ganho para os piscicultores, que poderão comercializar animais mais precoces e resistentes. Obviamente, essas alterações genéticas diminuirão os custos de produção e de comercialização dos salmões transgênicos em relação aos tradicionais.

Contudo, há um grande número de opositores à criação e comercialização desses peixes transgênicos. O principal temor dos ambientalistas é que eles possam escapar de suas fazendas de criação e atingir o meio ambiente. Como eles são mais vorazes e agressivos, representam uma ameaça para o bem-estar dos salmões comuns. 

Pesquisa realizada pelo Centro de Aquacultura e de Pesquisa Ambiental do Canadá, indicou que esses peixes são mais agressivos e se desenvolvem mais rapidamente do que animais não modificados geneticamente.

Na pesquisa foi concluído que quando o alimento é mais escasso, a competição com os peixes transgênicos diminui a taxa de crescimento dos animais comuns. Além disso, estes são eliminados em taxas elevadas por animais geneticamente modificados. 

A introdução de organismos transgênicos no ambiente natural – como os salmões AquAdvantage – é algo bem possível de ocorrer e pode ter consequências imprevisíveis.

O desenvolvimento de animais que sejam incapazes de sobreviver no meio ambiente, devido, por exemplo, à carência de algum nutriente essencial que seja suprido apenas através da ração, pode minimizar esse problema no futuro.

Para evitar contaminações ambientais, todos os salmões transgênicos criados pela AquaBounty são fêmeas e estéreis. No entanto, grupos contrários à liberação da comercialização desse peixe transgênico afirmam que há riscos no processo de esterilização de peixes usado nos salmões AquAdvantage.

Riscos à saúde dos consumidores
Diversas plantas transgênicas são rotineiramente consumidas. A quase totalidade desses cultivos é representada por apenas quatro espécies (a soja, o algodão, a colza e o milho) que estão amplamente disseminadas por vários países, inclusive o Brasil.

Contudo, há ainda um enorme desconhecimento da população sobre esses alimentos transgênicos, e uma crescente inquietação e clamor de estudiosos do tema para a realização de estudos mais detalhados e amplos sobre os riscos que o consumo desses alimentos poderia representar para a saúde humana. A mesma preocupação ocorre em relação à liberação de alimentos transgênicos de origem animal.

A inserção de um gene exógeno em um genoma pode ter consequências imprevisíveis para a expressão de outros genes.

Isso pode desencadear a produção de compostos nocivos à saúde dos indivíduos que os consomem. Porém, ainda existem muito poucos estudos sobre esse tema.

Além disso, é importante lembrar que, mesmo que a ausência de riscos tenha sido verificada para o consumo de determinado transgênico, isso não significa que a ingestão de outros alimentos modificados geneticamente seja segura. Portanto, cada caso é um caso, e deve ser tratado e estudado com todo o cuidado.

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Piau Flamengo (Leporinus affinis)

Piau Flamengo (Leporinus affinis)

Piau Flamengo (Leporinus affinis)
Piau Flamengo (Leporinus affinis)
Família: Anostomidae
Espécie: Leporinus affinis
Nome popular: Piau-flamengo

A família Anostomidae é um grupo de peixes da ordem Characiformes, composto por cerca de 135 espécies restritas à américa do Sul e com representantes em todas as bacias hidrográficas do Brasil. Conhecidos popularmente como piaus, esse grupo de peixes tem elevada importância comercial. Algumas espécies alcançam até cerca de 40 cm de comprimento e mais de 3 quilos.

Porte: alcança cerca de 30 cm de comprimento.

Características taxonômicas: apresenta coloração amarelo-avermelhada com faixas escuras ao longo do corpo e avermelhado sob a cabeça.

Habitat: muito comum nos remansos dos rios e córregos de maior volume de água e nos lagos. Ocorre geralmente nas proximidades de galhos e troncos submersos ou rochas onde obtém seu alimento.

Piau Flamengo (Leporinus affinis)
Piau Flamengo (Leporinus affinis)
Dieta alimentar: Essa espécie é basicamente herbívora, ingerindo preferencialmente algas e vegetais superiores aquáticos, além de frutos e sementes.

Reprodução: a reprodução da espécie ocorre entre novembro e fevereiro.

Importância comercial: Por ter uma carne saborosa, o piau-flamengo, tem grande valor comercial, podendo ser encontrado para a venda em feiras livres e peixarias. Em função de sua coloração, essa espécie, é também, capturada para o aquarismo.


Características: peixe de escamas importantes para a pesca de subsistência e para o comércio, mercados e feiras. Corpo alongado e fusiforme, boca pequena e dentes incisivos. Coloração do corpo amarelada, com 8 a 9 faixas escuras transversais sobre o corpo com três faixas na cabeça. A região inferior da cabeça é geralmente avermelhada e as nadadeiras são amareladas. Alcançam cerca de 30 cm de comprimento total.

Piau Flamengo (Leporinus affinis)
Piau Flamengo (Leporinus affinis)
Habitat: margens de rios, em locais com fundo arenoso e com pedras.

Ocorrência: bacia Amazônica e Araguaia-Tocantins.

Hábitos: são muito ariscos.

Alimentação: onívora, com tendência a carnívora, consumindo principalmente invertebrados (insetos).

Ameaças:
pesca predatória, poluição e destruição do habitat.

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Baleia-Minke (Balaenoptera acutorostrata)


Baleia-Minke (Balaenoptera acutorostrata)

Baleia-Minke (Balaenoptera acutorostrata)


Família - Balaenopteridae.

Distribuição - habita águas tropicais, temperadas e frias de todos os oceanos, tanto em áreas costeiras como em oceânicas. Ocasionalmente, pode penetrar em baías e estuários em águas de pouca profundidade. No verão, alimenta-se próximo dos polos, no inverno migra para regiões mais quentes para se reproduzir e criar seus filhotes. Em algumas regiões, entretanto, são conhecidas populações residentes durante todo o ano, que não realizam mais do que pequenos deslocamentos. No Brasil, ocorre desde o Rio Grande do Sul até o nordeste. No talude continental (entre a extremidade da plataforma continental e os abismos oceânicos) da costa nordeste brasileira existe uma área de concentração dessa espécie durante seus períodos migratórios ( julho a dezembro).

Baleia-Minke (Balaenoptera acutorostrata)
Peso, medidas e características - corpo afilado, esguio e hidrodinâmico. A baleia-minke trata-se da menor baleia existente dentro da ordem dos Misticetos. O comprimento máximo dos machos é de 9,8m e das fêmeas é de 10,7m. O peso é de aproximadamente 10 toneladas. Sua coloração é preta ou cinza-escura no dorso e a região da barriga é branca. Pode existir uma mancha branca em ambas as nadadeiras peitorais que são pequenas e pontudas. Alguns adultos apresentam marcas claras no corpo, acima das nadadeiras peitorais, em forma de "parêntesis". A nadadeira dorsal é alta e falcada e localiza-se atrás do meio do dorso. Apresenta de 50 a 70 pregas ventrais, que não chegam a se estender atrás do umbigo. A cabeça é estreita e pontiaguda, com apenas uma quilha central. Possui de 105 a 415 pares de barbatanas que medem cerca de 30cm e são de coloração branco-amarelada, cinza-escura ou preta. O borrifo é indefinido ou pouco definido em forma de coluna e atinge cerca de 2m de altura. Existem 2 formas de baleias-minke no Hemisfério Sul que diferem de acordo com a cor padrão, caracteres morfométricos e coloração das barbatanas: a forma anã (de menor tamanho, com mancha branca) e a forma usual ("ordinary form", de maior tamanho e sem a mancha branca). Ambas ocorrem no Brasil sendo que a forma anã é mais comumente registrada que a forma usual, possivelmente como consequência de sua distribuição mais costeira. Evidências sugerem que indivíduos de ambas as formas podem ocorrer simultaneamente em médias e baixas latitudes no Brasil.

Como nascem e quanto vivem - a maturidade sexual é alcançada entre 7 e 8 anos de idade, quando as fêmeas medem entre 7,3m e 7,9m e os machos entre 6,7m a 7m. A gestação dura aproximadamente 10 meses. O filhote ao nascer pesam cerca de 300Kg e mede 2,8m. A amamentação dura de 4 a 6 meses. O intervalo médio entre as crias é de 2 anos. Pode viver pelo menos, 47 anos.

Comportamento e hábitos - é encontrada sozinha, em duplas ou em pequenos grupos. Grandes concentrações podem ocorrer nas áreas de alimentação. Ocasionalmente é vista na companhia de outras baleias e golfinhos. Nada rapidamente e é acrobata. Quando salta fora da água, em geral, mergulha de cabeça sem provocar muito barulho. Raramente expõe a nadadeira caudal quando mergulha. Aproxima-se de embarcações. As vocalizações incluem pulsos de baixa frequência, e estalos e cliques ultra-sônicos.

Alimentação - principalmente no verão, em águas frias. Alimenta-se de krill, copépodos, pequenos peixes que formam cardumes e lulas.

Identificação Individual - a mancha branca quando presente na nadadeira peitoral varia de largura e orientação de indivíduo para indivíduo. Manchas brancas naturais no dorso e a forma, marcas e cicatrizes na nadadeira dorsal podem ajudar a identificar distintos indivíduos.

Cativeiro - algumas baleias-minke já foram mantidas em cativeiro por períodos de 3 meses no Japão.

Inimigos Naturais - provavelmente as orcas (Orcinus orca).

Baleia-Minke (Balaenoptera acutorostrata)
Baleia-Minke (Balaenoptera acutorostrata)

Ameaças - atualmente, a baleia-minke sofre com a poluição dos mares, o aumento do tráfego de embarcações e a captura acidental em redes de pesca em toda a sua área de ocorrência. Enquanto a caça de baleias ainda era permitida no Brasil, a estação baleeira Companhia de Pesca do Brasil (COPESBRA), localizada em Costinha (Paraíba), explorou a população de baleias-minke desde o início da década de 50 que se concentra em águas oceânicas do nordeste. A caça foi proibida por Lei em 1987. Em todo o mundo, porém, somente após 1972 a baleia-minke passou a ser capturada em grande escala pela indústria baleeira. Antes disso, a exploração da espécie não era considerada interessante do ponto de vista econômico, pois ainda havia espécies de maior tamanho disponíveis para a caça comercial. Dessa maneira, após o declínio das populações das grandes baleias, a baleia-minke começou a sofrer a exploração dos grandes países baleeiros, com suas frotas de navios-fábrica. A moratória da caça de baleias foi decretada em 1986, proibindo a caça comercial de baleias no mundo. A moratória aparentemente chegou a tempo para a baleia-minke, que embora tenha continuado a sofrer com a caça ilegal e as capturas pretensamente científicas (atualmente realizadas pelo Japão, Islândia e Noruega), ainda não é oficialmente considerada ameaçada. Por outro lado, talvez seja essa a maior ameaça para as baleias-minke.

Status - encontra-se citada na categoria Dados Deficientes (IUCN, 1996).