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Leopardo das Neves (Uncia uncia)

Leopardo das Neves (Uncia uncia)

Uncia uncia
O leopardo-das-neves é um felino moderadamente grande, de hábito solitário e que vive entre 3.000-5.500 m de altitude nas montanhas rochosas da região Central e Sul da Ásia. Sua natureza secreta significa que seus números exatos são desconhecidos. Segundo a Snow Leopard Trust estima-se que existam entre 3.500-7.000 leopardos-das-neves na natureza e entre 600-700 em zoológicos no mundo inteiro.

Leopardos-das-neves são menores que os outros grandes felinos, mas, como eles, exibem uma variedade de tamanhos, geralmente pesando entre 27-55 kg. O comprimento do corpo varia entre 75-130 cm, mais uma cauda com cerca de 75-90% do comprimento do seu corpo.

O leopardo-das-neves possui diversas adaptações para viver em ambientes frios e montanhosos. Seu corpo é robusto, sua pele é grossa, e suas orelhas são pequenas e arredondadas, que ajudam a minimizar a perda de calor. Suas patas são largas, que distribui melhor o seu peso para andar na neve. A cauda do leopardo-das-neves é longa e flexível, ajudando-o a manter o equilíbrio, que é muito importante nas áreas rochosas. Sua cauda também é muito espessa devido ao armazenamento de gordura e densamente coberta de pelos que lhe permite ser usada como uma manta para proteger seu rosto quando dorme.

Leopardo das Neves (Uncia uncia)

Comportamento
Um leopardo-das-neves vive dentro de um amplo e bem definido território, mas não defende seu território de forma agressiva quando invadido por outros leopardos-das-neves. Seu território varia muito em tamanho. No Nepal, onde as presas são abundantes, o território pode ser pequeno com cerca de 12-40 km2 e até 5-10 animais são encontrados aqui por 100 km2; enquanto que em habitats com poucas presas, uma área de 1.000 km2 suporta apenas 5 destes felinos.

Como outros felinos, os leopardos-das-neves usam marcas de cheiro para definir o seu território. Estes são mais comumente produzidos pela raspagem do solo com as patas traseiras antes de depositar a urina ou fezes, mas também pulverizam a urina em rochas.

Leopardos-das-neves são crepusculares, sendo mais ativos ao amanhecer e ao entardecer. São conhecidos por serem extremamente secretos e bem camuflados.

Caça e dieta
Os leopardos-das-neves são carnívoros e caçam ativamente suas presas. Assim como outros felinos, são oportunistas, comem qualquer carne que encontram, inclusive carniça e animais domésticos. Eles podem matar animais com cerca de três vezes o seu tamanho, como o carneiro-azul-himalaio, tahr-himalaio e o markhor (uma grande espécie de cabra-selvagem), mas podem caçar presas muito menores, como lebres e pássaros.

O leopardo-das-neves pode atacar animais domésticos, o que gera conflito direto com os seres humanos. Os pastores matam leopardos-das-neves para impedi-los de atacar os seus animais. Não há relatos de ataques desse felino a seres humanos, e parecem estar entre os menos agressivos de todos os grandes felinos.

Leopardo das Neves (Uncia uncia)

Reprodução e ciclo de vida
O acasalamento ocorre geralmente no final do inverno. O período de gestação é de 90-100 dias e os filhotes nascem entre Abril e Junho. A fêmea dá à luz uma ninhada de 1-5 filhotes, que pesam 320-567 g. Os filhotes permanecem com a mãe até se tornarem independentes, após cerca de 18-22 meses. Uma vez independentes, eles podem se dispersar por distâncias consideráveis, mesmo atravessando grandes extensões de terreno plano para procurar novos locais de caça. Isso provavelmente ajuda a reduzir a endogamia que seria comum em seus ambientes relativamente isolados. Os leopardos-das-neves se tornam sexualmente maduros aos 2-3 anos, e normalmente vivem por 15-18 anos, embora em cativeiro eles podem viver por até 21 anos.

Ameaças
O leopardo-das-neves está listado como "ameaçado de extinção" na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Grande parte do declínio da população é atribuída à caça pela muito cobiçada pele, e pelos ossos que são usados na medicina chinesa. O conflito humano é outro fator que afeta a sua sobrevivência, pois atacam ovelhas, cabras, cavalos e bezerros de iaques.

Leopardo das Neves (Uncia uncia)

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Guepardo (Acinonyx jubatus)

Guepardo (Acinonyx jubatus)

Guepardo (Acinonyx jubatus)

O guepardo é um felino de grande porte que habita a maior parte da África e algumas regiões do Oriente Médio. O guepardo é o único membro sobrevivente do gênero Acinonyx, o mais notável pelas modificações nas patas da espécie. Como tal, é o único felino com garras não-retráteis e almofadas que, pela sua dimensão, não permite preensão (portanto, guepardos não pode escalar árvores na vertical, embora eles geralmente são capazes de atingir galhos de fácil acesso).

O guepardo é o animal terrestre mais rápido do mundo, atingindo velocidades entre 112 e 120 km/h  em curtas distâncias (até 500 m), e tem a capacidade de acelerar de 0 a mais de 100 km/h em três segundos.

O nome do gênero, Acinonyx, significa "não-movimenta-garra", em grego, enquanto o nome da espécie, jubatus, significa "guará", em latim, uma referência a crina encontrada nos filhotes de guepardo.

Um guepardo adulto pesa cerca de 36-65 kg. O comprimento total do seu corpo é 115-135 cm, enquanto a cauda pode medir até 84 cm de comprimento. Os machos tendem a ser ligeiramente maiores que as fêmeas e têm cabeças ligeiramente maiores.

Alguns guepardos também têm uma mutação rara de pele e são conhecidos como guepardo-rei - têm manchas maiores e algumas formam pequenas listras. Era considerado uma subespécie separada, mas é apenas uma rara mutação de pele do guepardo comum. Os guepardos-rei só foram vistos na natureza algumas poucas vezes, mas têm sido criados em cativeiro.

As patas do guepardo têm garras semi-retráteis (conhecidas apenas em outras três espécies de felinos: o gato-pescador, o gato-de-cabeça-chata e o gato-de-iriomote), que oferecem maior aderência em suas perseguições em alta velocidade.

Ao contrário dos "verdadeiros" grandes felinos, o guepardo pode ronronar, mas não pode rugir. O guepardo é uma espécie vulnerável. De todos os grandes felinos, é o menos capaz de se adaptar a novos ambientes. Sempre tem se revelado difícil de reproduzir em cativeiro, embora recentemente alguns poucos zoológicos conseguiram ter sucesso. Foi muito caçado por sua pele, mas agora ele está mais ameaçado pela perda dos habitat e presas.

Guepardo (Acinonyx jubatus)Distribuição e habitat
Existem várias populações de guepardos geograficamente isoladas, que são encontradas na África ou no sudoeste da Ásia. Uma pequena população (estimada em cerca de 50) de guepardos-asiáticos sobrevivem na província de Khorasan no Irã, onde os conservacionistas estão tomando medidas para protegê-los.

O guepardo vive em áreas com grandes extensões de terra onde as presas são abundantes. O guepardo prefere biótopos abertos, como semi-desertos, pradarias e savanas, embora possa ser encontrado em uma variedade de habitats. Na Namíbia, por exemplo, vive em planícies, savanas, áreas de vegetação densa e áreas montanhosas.

Reprodução e comportamento

As fêmeas atingem a maturidade em 20-24 meses, e os machos em torno de 12 meses.

As fêmeas dão à luz até 9 filhotes depois de um período de gestação de 90-98 dias, embora o tamanho médio da ninhada seja de 3-5. Os filhotes pesam 150-300 g quando nascem. Ao contrário de alguns outros felinos, o guepardo nasce com suas pintas características. A expectativa de vida é de até 12 anos na natureza e até 20 anos em cativeiro.

Ao contrário dos machos, as fêmeas são solitárias e tendem a evitar uns aos outros, embora alguns pares (mãe/filha) formados por pequenos períodos de tempo são relatados. As fêmeas vivem sozinhas, exceto quando elas estão com filhotes. Os primeiros 18 meses da vida de um filhote são importantes; filhotes precisam aprender muitas lições, porque a sobrevivência depende de saber como caçar espécies de presas selvagens e evitar outros predadores. Em 18 meses, a mãe deixa os filhotes, que permanecem juntos por mais seis meses.

Guepardo (Acinonyx jubatus)

Dieta e caça
A dieta do guepardo consiste principalmente de mamíferos com menos de 40 kg, incluindo a gazela-de-thomson, a gazela-de-grant, o impala e o springbok. Os jovens de mamíferos maiores, como gnus e zebras às vezes são caçados, e os adultos também, quando esses felinos caçam em grupos. Enquanto os outros grandes felinos caçam principalmente a noite, o guepardo é um caçador diurno.

O guepardo tem uma taxa média de sucesso de caça de cerca de 50%.

Conservação
Filhotes de guepardo têm uma alta taxa de mortalidade devido à predação por outros carnívoros, como o leão e a hiena, e talvez fatores genéticos.

O guepardo está na lista da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) como espécie vulnerável (subespécies africanas ameaçadas, subespécie asiática em situação crítica). Restam aproximadamente 12.400 guepardos na natureza em 25 países africanos. A Namíbia tem a maioria, com cerca de 2.500. Outros 50-60 guepardos-asiáticos criticamente ameaçados de extinção vivem no Irã.

Fundada na Namíbia em 1990, a missão da Cheetah Conservation Fund é proteger o guepardo e garantir o seu futuro no nosso planeta. A organização trabalha com todas as partes interessadas dentro do ecossistema do guepardo para desenvolver as melhores práticas de pesquisa, educação e ecologia e criar um modelo sustentável a partir da qual todas as outras espécies, incluindo as pessoas, serão beneficiadas.

Guepardo (Acinonyx jubatus)

Subespécies
Acinonyx jubatus venaticus (guepardo-asiático) - Norte da África (Argélia, Djibuti, Egito, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Tunísia e Saara Ocidental) e Ásia (Afeganistão, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Omã, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, e em uma pequena parte da Comunidade dos Estados Independentes).

Acinonyx jubatus hecki (guepardo-do-noroeste-africano) - Noroeste Africano (Argélia, Djibouti, Egito, Mali, Mauritânia, Maroccos, Níger, Tunísia) e África Ocidental (Benin, Burkina Faso, Gana, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal).

Acinonyx jubatus raineyii - África Oriental (Quênia, Somália, Tanzânia e Uganda).

Acinonyx jubatus jubatus - Sul da África (Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Moçambique, Malawi, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue e Namíbia).

Acinonyx jubatus soemmeringii - África Central (Camarões, Chade, República Centro-Africana, Etiópia, Nigéria, Níger e Sudão).

Guepardo (Acinonyx jubatus)
Guepardo (Acinonyx jubatus)

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Gato Selvagem (Felis silvestris)

Gato Selvagem (Felis silvestris)

Gato Selvagem (Felis silvestris)
O gato-selvagem é um pequeno felino nativo da Europa e parte ocidental da Ásia e África. É um caçador de pequenos mamíferos, pássaros e outros pequenos animais. Existem várias subespécies distribuídas em diferentes regiões do mundo. Às vezes está incluído o gato-doméstico (F. s. catus), que foi introduzido em todos os continentes habitáveis e na maioria das maiores ilhas do mundo, e tornou-se selvagem em muitos desses ambientes.

Um estudo sugere que todos os gatos-domésticos atuais no mundo são descendentes de um grupo de gatos-selvagens auto-domesticáveis há 10.000 anos atrás, em algum lugar próximo do Oriente. Acredita-se que essa domesticação ocorreu quando a Revolução Agrícola produzia grãos, que eram armazenados em celeiros, o que acabava atraindo roedores, que por sua vez atraia gatos. O parente mais próximo do gato-selvagem é o gato-da-areia (Felis margarita).

O gato-selvagem se parece fisicamente com um gato-doméstico em muitos aspectos. Embora as raças domesticadas mostrem uma grande variedade de formas e cores, as espécies selvagens são do amarelo claro a marrom com listras pretas ou manchas. Indivíduos melanísticos (preto) foram relatados, mas provavelmente são resultado de hibridação com gatos-domésticos.

Os gatos-selvagens medem de 45-80 cm de comprimento, e pesam entre 3-6 kg e têm uma cauda de cerca de 30 cm. As subespécies Asiáticas e Africanas tendem a ser menores do que o gato-selvagem da Europa.

Comportamento
O gato-selvagem é extremamente cauteloso com os seres humanos, e evita se aproximar de vilarejos. É um animal solitário e defende seu território de 1,5-12 km2 de qualquer coisa. Os machos tendem a manter territórios maiores que as fêmeas. Gatos-selvagens de ambos os sexos marcam seus territórios depositando as fezes em locais proeminentes e deixando marcas de cheiro através da urina, esfregando a bochecha e arranhando o chão.

Dieta
O gato-selvagem é carnívoro, mas eventualmente insetos e plantas fazem parte de sua dieta. Independentemente de subespécies, a maioria de suas presas consiste de pequenos mamíferos, principalmente roedores e coelhos. Gatos-selvagens são predadores oportunistas, e também já foram observados comendo anfíbios, peixes, doninhas, escorpiões e até mesmo jovens veados ou antílopes.

Reprodução e ciclo de vida
Os gatos-selvagens geralmente se reproduzem apenas uma vez por ano. O gato-selvagem da Europa se reproduz entre fevereiro e março, e os gatos-selvagens do sul da África mostram uma preferência para a reprodução durante a estação chuvosa quando as presas são mais abundantes. O gato-selvagem do norte da África, no entanto, se reproduz durante todo o ano, sem preferência por uma determinada época. A gestação dura 56-69 dias, tendendo a ser ligeiramente mais curta nas subespécies africanas do que no gato-selvagem da Europa.

Na natureza, as ninhadas variam de um a cinco filhotes. Os filhotes pesam entre 75-150 g quando nascem, e são cegos e indefesos. Abrem os olhos depois de 7-12 dias, e eles começam a caçar presas vivas em 10-12 semanas de idade. Eles estão totalmente desmamados aos dois meses, e começam a viver de forma independente após cerca de três meses. Começam estabelecer seus próprios territórios dentro de um ano, época em que eles estão sexualmente maduros.

Os gatos-selvagens podem viver até 16 anos em cativeiro.

Distribuição
As populações de gatos-selvagens sobrevivem em locais espalhados por toda a Europa, de Portugal e norte da Escócia até a Turquia e as Montanhas Cárpatos. Populações também sobrevivem na Sicília e Sardenha. As subespécies Africanas são encontrados em todo o continente, evitando apenas os desertos e densas florestas tropicais, e também no Oriente Médio, até o Irã. O gato-selvagem da Ásia vive mais a leste, a partir do Paquistão e noroeste da Índia, em uma faixa através da Ásia Central, que vai até a Mongólia.

Dada a sua ampla distribuição, os gatos-selvagens são capazes de se adaptar a vários tipos de habitats. Eles são comumente encontrados em floresta tropical ou decídua, mas também habitam matagais, savanas e pântanos.

Gato Selvagem (Felis silvestris)

Ameaças
As principais ameaças à sobrevivência desta espécie são a hibridação com gatos-domésticos, a transmissão de doenças, e a competição com gatos domésticos. Outras ameaças significativas são a perda de habitat, fragmentação e degradação de algumas áreas onde ele vive.

Subespécies
De acordo com um estudo genético de 2007, existem 5 subespécies:

    Felis silvestris silvestris - Europa e Turquia
    Felis silvestris lybica - Norte da África, Oriente Médio e Ásia Central
    Felis silvestris cafra - Sul da África
    Felis silvestris ornata - Paquistão, noroeste da Índia, Mongólia e norte da China
    Felis silvestris bieti - China

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Gato-Dourado-Africano (Profelis aurata)

Gato-Dourado-Africano (Profelis aurata)

Gato-Dourado-Africano (Profelis aurata)
O gato-dourado-africano é um felino selvagem de tamanho médio encontrado em florestas tropicais da África Central e Ocidental. Mede cerca de 80 cm de comprimento, e tem uma cauda de cerca de 30 cm. É um parente próximo do caracal e do serval, mas a classificação atual coloca-o como o único membro do gênero Profelis.

O gato-dourado-africano tem cor de pele variável, geralmente variando de canela ou marrom avermelhado ao cinza, embora existam também formas melanísticas. São cerca de duas vezes o tamanho de um gato doméstico. Sua cabeça arredondada é muito pequena em relação ao seu tamanho corporal. Possuem pernas longas, uma cauda relativamente curta, e patas grandes. o comprimento do corpo geralmente varia de 62-101 cm. O comprimento da cauda varia de 16 a 35 cm. Pesa cerca de 8-16 kg, sendo os machos maiores que as fêmeas.

No geral, o gato-dourado-africano lembra o caracal, mas tem um tufo menor nas orelhas e uma cauda mais longa.

Distribuição e habitat
O gato-dourado-africano habita as florestas tropicais do nível do mar a 3.000 m de altitude. Prefere florestas densas e úmidas com vegetação rasteira, e é frequentemente encontrado próximo de rios, mas também pode ser encontrado em florestas de bambu. Ele é encontrado do Senegal no oeste ao Quênia no leste, e em áreas ao norte até a República Centro-Africana e em áreas ao sul como o norte de Angola.

Comportamento e dieta
Devido aos seus hábitos extremamente reclusos, pouco se sabe sobre o comportamento do gato-dourado-africano. Eles são animais solitários, e normalmente são crepusculares ou noturnos, embora eles também já tenham sido observados caçando durante o dia.

O gato-dourado-africano é capaz de escalar, mas caça principalmente no chão. Ele se alimenta principalmente de roedores, mas também inclui em sua dieta aves, pequenos macacos, pequenos antílopes e porcos da floresta.

Gato-Dourado-Africano (Profelis aurata)

Reprodução
O conhecimento dos hábitos reprodutivos do gato-dourado-africano é com base em espécimes em cativeiro. Eles se reproduzem facilmente em cativeiro. A fêmea dá à luz um ou dois filhotes depois de um período de gestação de cerca de 75 dias. Os filhotes pesam 180-235 g, mas crescem e se desenvolvem rapidamente em comparação com outras espécies de felinos de pequeno porte. As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 11 meses de idade e os machos aos 18 meses aproximadamente.

Estes felinos podem viver até 12 anos em cativeiro, mas o período de vida em natureza é desconhecido.

Subespécies
Existem duas subespécies de gato-dourado-africano:

    Profelis aurata aurata - do Congo a Uganda
    Profelis aurata celidogaster - em toda a África Ocidental

O gato-dourado-africano é semelhante ao gato-dourado-asiático, mas estudos indicam que isso é devido a evolução convergente, com seus parentes mais próximos sendo o caracal e serval. Além disso, o gato-dourado-asiático pertence ao gênero catopuma enquanto o gato-dourado-africano é o único membro do gênero profelis.

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Leopardo (Panthera pardus)

Leopardo (Panthera pardus)

Leopardo (Panthera pardus)

O Leopardo (Panthera pardus) é o menor dos quatro "grandes felinos" do gênero Panthera, os outros três são: tigre, leão e a onça-pintada. A área de distribuição do leopardo abrangia o leste e sul da Ásia e da África, da Sibéria à África do Sul, mas a sua área de distribuição diminuiu radicalmente por causa da caça e da perda de habitat. Atualmente é encontrado principalmente na África sub-saariana. Existem também populações fragmentadas na Indonésia, Paquistão, Índia, Sri Lanka, Indochina, Malásia e China.

Comparado a outros membros da família Felidae, o leopardo tem pernas relativamente curtas e um corpo longo com um grande crânio. É similar na aparência a onça-pintada, mas é menor e mais franzino. Leopardos e onças-pintadas que são melanísticos (completamente preto) são conhecidos como pantera-negra.

O sucesso da espécie na natureza é, em parte devido ao seu comportamento de caça oportunista, sua adaptabilidade aos habitats, a sua capacidade de correr a velocidades próximas de 58 km/h, sua capacidade inigualável de escalar árvores, mesmo quando carregando uma carcaça pesada, e sua notória capacidade de camuflagem. Seu habitat varia de florestas tropicais a áreas desertas.

Leopardos são predadores ágeis e furtivos. Embora menor do que os outros membros do gênero Panthera, são capazes de carregar grandes presas. Medem entre 125-165 cm de comprimento (cabeça-corpo), e têm uma cauda de 60-110 cm. Os músculos ligados a escápula são excepcionalmente fortes, que aumentam a sua capacidade de subir em árvores. Eles são muito diferentes em tamanho. Os machos são cerca de 30% maiores que as fêmeas, pesando 30-91 kg e as fêmeas entre 23-60 kg. Grandes machos de até 91 kg já foram registrados no Parque Nacional Kruger na África do Sul. Entretanto, machos das montanhas costeiras da África do Sul pesam em média 31 kg. Esta grande variação no tamanho é atribuída a qualidade e disponibilidade de presas encontradas em cada habitat.

O território dos machos varia entre 30-78 km2 e o das fêmeas entre 15-16 km2.

Leopardo (Panthera pardus)

Distribuição e habitat
Os leopardos são os felinos que têm a maior distribuição geográfica. Ocorrem amplamente na África oriental e central, embora as populações têm mostrado uma tendência decrescente e estão fragmentadas fora da África sub-saariana. Dentro da África sub-saariana, a espécie ainda é numerosa e próspera.

Dados sobre sua distribuição na Ásia não são consistentes - populações do sudoeste da Ásia e Ásia Central são pequenas e fragmentadas.  No Nordeste, eles estão criticamente ameaçados, mas no subcontinente indiano, sudeste da Ásia e China, os leopardos ainda são relativamente abundantes.

Leopardos vivem principalmente em savanas e florestas, mas são extremamente adaptáveis: no Extremo Oriente russo, habitam florestas temperadas onde as temperaturas no inverno chegam a menos de -25°C.

Leopardo (Panthera pardus)

Dieta
A dieta do leopardo consiste principalmente de ungulados e macacos, mas eles também se alimentam de roedores, répteis, anfíbios, insetos, aves, peixes e algumas vezes predadores menores como raposas-orelha-de-morcego, martas e chacais.

Na África, a maioria de suas presas são antílopes de porte médio, como impalas e gazelas-de-thomson. Na Ásia, costumam caçar cervos como o chital e o muntjac e vários outros antílopes asiáticos.

Reprodução e ciclo de vida
Dependendo da região, leopardos podem se acasalar durante todo o ano. Na Manchúria e Sibéria, eles se acasalam durante janeiro e fevereiro. O período de gestação é de 90-105 dias e geralmente nascem de 2-4 filhotes. Mas a mortalidade dos filhotes é estimada em 41-50 % durante o primeiro ano.

Podem viver até 21 anos em cativeiro.

Leopardo (Panthera pardus)

Subespécies
As nove subespécies reconhecidas pela IUCN são:

    Panthera pardus pardus (leopardo-africano) - África subsaariana
    Panthera pardus fusca (leopardo-indiano) - subcontinente Indiano
    Panthera pardus melas (leopardo-de-java) - Java, na Indonésia
    Panthera pardus nimr (leopardo-árabe) - Península Arábica
  Panthera pardus orientalis (leopardo-de-amur) - extremo oriente russo, Península Coreana e Nordeste da China
    Panthera pardus japonensis (leopardo-do-norte-da-china) - norte da China
    Panthera pardus saxicolor (leopardo-persa) - Ásia Central: Cáucaso, Turcomenistão e norte do Irã
    Panthera pardus delacouri (leopardo-da-indochina) - sudeste da Ásia continental
    Panthera pardus kotiya (leopardo-do-sri-lanka) - Sri Lanka

Leopardo (Panthera pardus)
Leopardo (Panthera pardus)
Leopardo (Panthera pardus)

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Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)

Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)

Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)

O Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus) é um gato grande da subfamília Felinae que ocorre no norte, sul e leste da África, e em algumas localidades no Irã. Habita uma variedade de habitats principalmente áridos, como florestas secas, matagais e savanas. A espécie está na lista vermelha da IUCN como vulnerável, pois sofreu um declínio substancial em sua faixa histórica no século 20 devido à perda de habitat, caça furtiva pelo comércio ilegal de animais de estimação e conflito com seres humanos. Até 2016, a população global de chitas foi estimada em aproximadamente 7.100 indivíduos na natureza. Vários países africanos adotaram medidas para melhorar as medidas de conservação das chitas.

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Subordem: Feliformia
Família: Felidae
Subfamília: Felinae
Gênero: Acinonyx
Espécie: A. jubatus

A chita foi formalmente descrita por Johann Christian Daniel von Schreber em 1775 e é o único membro existente do gênero Acinonyx. Seu pêlo branco amarelado ou acinzentado a acinzentado é coberto uniformemente com quase 2.000 manchas pretas sólidas. Seu corpo é esbelto, com uma pequena cabeça arredondada, estrias pretas parecidas com lágrimas no rosto, peito profundo, longas pernas finas e cauda longa e manchada. Atinge 70–90 cm (28–35 pol) no ombro e pesa 21–72 kg (46–159 lb).

A chita cria durante todo o ano e é um ovulador induzido. A gestação dura quase três meses, resultando em uma ninhada de três a cinco, em casos raros de até oito filhotes. Eles são desmamados aos seis meses de idade. Depois que os irmãos se tornam independentes da mãe, eles geralmente ficam juntos por algum tempo. É ativo principalmente durante o dia, com a caça como principal atividade. É um carnívoro e caça principalmente contra antílopes. Ele persegue sua presa a uma distância de 100 a 300 m (330 a 980 pés), carrega em direção a ela e a mata, tropeçando durante a perseguição e mordendo a garganta para sufocá-la até a morte. As chitas fêmeas são solitárias ou vivem com seus filhotes em áreas domésticas. Os homens adultos são sociáveis, apesar de sua territorialidade, formando grupos chamados coalizões.

Os guepardos africanos podem conseguir caçadas bem-sucedidas apenas a uma velocidade de 64 km / h (40 mph) enquanto caçam devido à sua capacidade excepcional de acelerar; mas são capazes de acelerar até 112 km / h (70 mph) em distâncias curtas de 100 m (330 pés). É, portanto, o animal terrestre mais rápido. Por causa de suas proezas na caça, o guepardo foi domado no início do século 16 aC no Egito para matar caça em caçadas. Chitas têm sido amplamente descritas em arte, literatura, publicidade e animação.

Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)
Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)
Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)
Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)
Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)
Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)
Guepardo ou Chita (Acinonyx jubatus)

Tigre-Branco-Neve | Características dos Tigres-Brancos-Neve

Tigre-Branco-Neve | Características dos Tigres-Brancos-Neve

Tigre-Branco-Neve | Características dos Tigres-Brancos-NeveOs tigres-branco-neve são dez vezes mais raros que os tigres-brancos.

A coloração pálida de um tigre-branco é causada pela presença de um gene recessivo. Existe uma outra característica genética que faz com que as listras do tigre sejam muito pálidas. Tigres-brancos desse tipo são chamados de "branco-neve" ou "branco puro".

Contrariamente à crença popular o tigre-branco-neve (em inglês: Snow White Tiger ou Ghost Tiger) não é albino. O tigre-branco-neve têm listras visíveis, embora muitos só têm listras visíveis acima dos olhos e na cauda, alguns até mesmo apenas em suas caudas. Os tigres-albinos são completamente sem listras.

Embora semelhante ao tigre-branco, mas com menos listras e/ou listras menos visíveis, os tigres-branco-neve são dez vezes mais raros.

Mitos sobre o tigre-branco
Um mito comum sobre o tigre-branco é que eles são da Sibéria e que a cor da sua pele serve como camuflagem na neve. Isso não é verdade.

A verdade é que os tigres-brancos vêm da Índia e dos cerca de quarenta tigres-brancos puros em cativeiro, a maioria permanece nesse país.

O tigre-branco não é uma subespécie separada; talvez seria mais correto chamar de uma coloração anormal. Como eles não são uma espécie de tigre separada eles também não são uma "espécie ameaçada".

Talvez o mito mais comum é que os tigres-brancos são albinos. Mas sem pigmento eles também não teriam listras, narizes coloridos e lábios manchados. Sua pele seria totalmente branca e sem listras.

Um fato pouco conhecido é que os tigres-brancos nem sempre têm olhos azuis gelo; eles podem ser verdes ou âmbar (laranja-amarelo). Novamente, isso requer pigmento nos olhos que um albino não teria.

No reino de Assam existia a crença de que alguém que avistasse um tigre-branco iria morrer em breve. É um mito que permanece até hoje.

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