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Klima Hotel | O Hotel Sustentável Que Se Integra à Montanha na Itália

Klima Hotel | O Hotel Sustentável Que Se Integra à Montanha na Itália


O arquiteto italiano Matteo Thun projetou um hotel sustentável que literalmente se integra a natureza. O Klima Hotel se localiza na cidade de Bozen, Itália e foi construido na encosta de uma montanha. O desenho inovador gera um efeito super interessante criando a impressão de que os hotel faz parte do cenário natural.

Seguindo o modelo de construção sustentável os apartamentos foram construidos utilizando materiais sustentáveis e será abastecido com energia renovável.

O projeto e a construção foram certificados e contará com periódicas análises e relatórios de sustentabilidade. O arquiteto afirma que proposta do projeto é possibilitar ao hóspede uma profunda experiência de proximidade com a natureza.

O quarto conta com muito conforto, possuindo aquecimento, controle de ruídos e uma incrível vista das montanhas.
Klima Hotel | O Hotel Sustentável Que Se Integra à Montanha na Itália
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Klima Hotel | O Hotel Sustentável Que Se Integra à Montanha na Itália

Habitação, Urbanização e Meio Ambiente

Habitação, Urbanização e Meio Ambiente


O estado de São Paulo possui um déficit habitacional de quase 8 milhões de unidades. A secretaria da habitação em conjunto à CDHU são responsáveis pelo planejamento e programação do desenvolvimento habitacional e saneamento em todo o território, atuando com mais relevância nos grandes centros ao redor de Campinas, São Paulo e baixada santista (considerando apenas os limites paulistas), onde os problemas de urbanização descontrolada e do processo de "periferização" das camadas mais pobres são mais intensos.

Atualmente, o mercado imobiliário só é capaz de atender à demanda da população com renda de pelo menos 10 salários mínimos. Abaixo dessa renda, o poder de compra e endividamento do "cidadão" não é capaz de mover significativamente o mercado construtor (quem não tem um teto para morar não pode sequer exercer seu direito de cidadania). Entretanto, quem recebe menos de 5 salários mínimos não é capaz nem ao menos de pagar um aluguel. O que acontece com essas pessoas? Dessa forma, o Estado atua como direcionador do setor da construção civil como grande comprador de moradias para a população de baixa renda. Entretanto, a política de contratação a preços fixos (ver post do dia 06/03) tem sido um grave problema no que se diz respeito à qualidade das unidades. Em obras de baixo valor, o lucro é ínfimo ou inexistente, portanto, as empreiteiras têm participado de licitações com valores abaixo do custo.

E o lucro? De onde vem? Vem da sub-contratação de funcionários sem treinamento ou carteira assinada e da redução da qualidade do empreendimento, podendo ser extendido até mesmo à falta de segurança em alguns casos. O governo tem criado mecanismos para combater o problema através de acordos com fornecedores e empreiteiras, garantindo padrões mínimos de qualidade para produção de material e mão-de-obra para construção. A empresa que participar da licitação, deve também apresentar o Plano de Qualidade da Obra, que atesta a qualidade do projeto por meio de fundações como a Vanzolini.

Além disso, o mercado imobiliário "periferiza" a população menos abastada, que sofre com a precariedade do transporte público e perde em qualidade de vida. O ideal é que as autoridades construam unidades habitacionais próximas aos locais onde essas pessoas se encontram e também proporcionem a ocupação das áreas centrais, as quais sofrem com processo de abandono e necessitam de medidas de adensamento, o que melhoraria a qualidade de vida desses beneficiários já que permaneceriam menos tempo no (superlotado e estressante) transporte público para se deslocar ao trabalho ou aos estudos (ver post do dia 09/09). Vamos fazer uma conta? Se o indivíduo levar 2 horas diárias para ir e voltar do trabalho ao invés de 4 horas, economizará após 15 anos o tempo suficiente para cursar 3 faculdades!!!

No entanto, construir habitações de baixa renda acabam por ser inviabilizadas em vários sítios próximos ao centro devido à extrema valorização imobiliária de algumas regiões. Nesse ponto, fica evidente a importância do subsídio governamental a estes empreendimentos com a doação do terreno para a construção ou então doação de prédios abandonados para posterior reforma ou implosão.

As diretrizes da pseudo-política de habitação estabelecem 3 áreas básicas de escopo: urbanização de favelas, regularização da "cidade ilegal" e requalificação de moradias. Em favelas como a do Jaguaré, próxima à Marginal Pinheiros em São Paulo, a grande quantidade de famílias não permite que as mesmas sejam deslocadas, sendo assim mais viável a urbanização da própria favela através da construção de habitações seguras, sarjetas, pavimentos, esgoto, postes de luz e abastecimento de água. O problema neste caso é que muitas famílias não aceitam participar do projeto porque estão acostumadas a não pagar por qualquer tipo de serviço ou imposto como água, luz, IPTU e prestação do imóvel.

Tendo em vista essa dificuldade compartilhada por muitos desfavorecidos, o governo criou o Crédito Solidário. Por meio da Caixa Econômica Federal, o Estado financia 100% do valor do imóvel, sem juros, com prestações fixas de 0,5% a.m. resultando no valor de R$170,00 já que o valor total da unidade é de R$34.000,00 no caso da CDHU (mas muitos não querem ou não podem pagar este valor). Esta parcela de financiamento popular responde por cerca de 40% do volume do montante total financiado no mercado imobiliário, ao passo que representa cerca de 80% em quantidade de finaciamentos neste mesmo mercado. Os financiamentos, tanto por parte das construtoras quanto dos compradores, somam 11% do volume do mercado imobiliário e a média de parcelamento é de 80% do valor total do imóvel. O Banco Real, por exemplo, permite o financiamento total do imóvel mediante promessa de garantia com o imóvel anterior. Essas facilidades de obtenção em linhas de crédito são causas do seu aumento de cerca de 50% a.a. desde 2004, o que inclusive aqueceu o mercado da construção civil (estagnado nos anos 90).

Os bancos têm criado restrições no tocante à sustentabilidade e não-impacto ao meio-ambiente por parte de empreiteiras e construtoras. Hoje, uma empreiteira que não se adequa a padrões internacionais de não-agressão não conseguem sequer ser correntistas de bancos como o Real ABN-AMRO Bank. Todas as empresas que apresentam projetos de diminiução comprovada dos impactos ambientais têm acesso facilitado a linhas de crédito em bancos privados como o citado anteriormente.

Outro problema é a questão da desapropriação de assentamentos de famílias em áreas de risco, mananciais e glebas privadas. A ocupação da cidade marcha em direção à periferia paulistana (extremo sul e leste da cidade), sendo mais relevante no sul às voltas da Represa Guarapiranga, fonte de abastecimento de água em São Paulo. O governo tem pago indenizações, que perduram desde os tempos da ditadura (podendo chegar a R$7.000,00 se for moradia de alvenaria), a essas pessoas que moram em áreas de risco e mananciais para que abandonem esses locais.Atualmente há 2 milhões de pessoas vivendo em áreas de mananciais, contribuindo para a poluição dos mesmos. É uma prática indiscutivelmente condenável e ineficiente porque não há preocupação com o destino dessas famílias, que fatalmente erguerão outro barraco em uma outra área de risco, manancial ou área privada. Temos aqui um grande exemplo de gasto acéfalo de dinheiro público e que obviamente não resolve o problema da moradia pública e se assemelha (se não for) uma política antiga de higienização da cidade. O correto seria fiscalizar e evitar que haja qualquer tipo de assentamento nessas regiões através dos instrumentos que o governo dispõe.

Um exemplo de desapropriação é a Serra do Mar, onde se encontram áreas de instabilidade e, no bairro da Água Fria, há mananciais utilizados pela Sabesp para abastecimento da região sul da Baixada Santista. Desapropriação não é coisa só de pobre, essa também atinge a mansão de um vereador com piscina e vista para a Serra. Tudo tem que ser muito bem estudado.

A nova vocação do estado de São Paulo para a cana-de-açúcar também é um novo fator de agravação da falta de habitação. Esse tipo de atividade cada vez mais mecanizada acaba por estimular o êxodo rural e nos remete novamente à questão da Reforma Agrária, que protegeria os direitos desses trabalhadores rurais à terra e não os submeteria aos grandes latifundiários. A Reforma Agrária seria uma solução para remover da abarrotada cidade de São Paulo aqueles que possuem vocação para a atividade do campo.

São Paulo possui déficit de 8 milhões de unidades, ao passo que há 5,5 milhões de imóveis vazios. Imóveis sub-utilizados, déficit social, falta de regularização de inúmeras unidades habitacionais ("cidade ilegal"), urbanização descontrolada, inadequação da tipologia das unidades (não adianta colocar famílias de 10 pessoas em apartamentos de 41m²) e violência urbana são alguns dos indicadores que atestam a ineficiente política pública habitacional, que, aliás, não existe. O que mais nos envergonha é pensar que há 10 anos atrás, um comitiva do México veio ao Brasil aprender sobre nossa forma de atender a essa demanda habitacional e hoje eles são um modelo para o mundo inteiro de um sistema que deu certo, um sistema grande e eficiente de oferecimento de moradias à população mais pobre.

A constituição nacional protege o direito à moradia e o descaso com os sem-teto e outras pessoas que vivem em moradias inseguras fere a própria constituição. Mas é fato que exclusão econômica (baixa renda) gera exclusão habitacional. Para que uma pessoa exerça seu papel de cidadã, precisa ter um teto para morar. Não ter um teto para morar significa não ter endereço, não ter emprego, não ter estudo, não ter crédito, não evoluir, não existir.

"Política habitacional?! Isso existe?! O processo de urbanização é uma palhaçada. Ela é totalmente regida pelo mercado imobiliário."

Fonte: sustentabilidade.zip.net

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Sustentabilidade Natural, Econômica e Social

Sustentabilidade Natural, Econômica e Social


O termo sustentabilidade consiste na configuração das atividades humanas atuais (podendo até usar seu maior potencial) agindo de forma consciente, ou seja, não degradando o meio-ambiente, de modo que as futuras gerações usufruam da mesma qualidade de vida da nossa. O termo ainda é regido e deve possuir quatro pilares: ser economicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e economicamente aceito.

O debate sobre o desenvolvimento sustentável está baseado no pressuposto de que as sociedades têm de gerir três tipos de capital: econômico, social e natural, que pode ser ou não substituíveis e cujo consumo pode ser irreversível. Daly (1991), por exemplo, aponta para o fato de que o capital natural não pode necessariamente ser substituído pelo capital econômico.

Sustentabilidade Natural, Econômica e SocialEmbora seja possível que possamos encontrar formas de substituir alguns dos recursos naturais, é muito mais provável que eles nunca poderão substituir o ecossistema de serviços, tais como a protecção fornecida pela camada de ozono, ou a função de estabilizar o clima floresta amazônica.

Na verdade o capital natural, capital social e capital econômico são frequentemente complementares. Um outro obstáculo à substituibilidade reside também na multi-funcionalidade de muitos recursos naturais. As florestas, por exemplo, não fornecem apenas a matéria-prima para o papel, que pode ser substituído facilmente, mas também mantem a biodiversidade, regula o fluxo de água e absorvem CO2.

Outro problema dos recursos naturais e capital social reside na sua deterioração parcial e irreversibilidade. A perda da biodiversidade, por exemplo, é frequentemente definida. O mesmo pode ser verdade para a diversidade cultural. Por exemplo, como a globalização avança rapidamente o número de línguas indígenas está caindo em taxas alarmantes.

Além disso, o esgotamento dos recursos naturais e capital social pode ter consequências não-linear. O consumo de recursos naturais e capital social pode não ter nenhum impacto observável até um certo limite ser atingido. Um lago, por exemplo, pode absorver nutrientes por um longo tempo, na realidade aumentar a sua produtividade, no entanto, depois de um certo nível de algas ser atingido a falta de oxigênio faz com que o ecossistema do lago possa quebrar de repente.

Créditos: http://planetadobem.blogspot.com/

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Sustentabilidade | O Que é Sustentabilidade


Sustentabilidade | O Que é Sustentabilidade


Conceito de sustentabilidade
Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, assustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

Ações relacionadas a sustentabilidade
- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário.

- Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica.

- Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;

- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento.

- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar.

- Criação de atitudes pessoais e empresarias voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos. Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.

- Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.

- Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição daqueles que se encontram poluídos ou contaminados.

Benefícios
A adoção de ações de sustentabilidade garantem a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.

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Sustentabilidade | Desenvolvimento Sustentável

Sustentabilidade | Fronteira Para o Desenvolvimento Sustentável

Sustentabilidade | Fronteira Para o Desenvolvimento SustentávelA relação do homem com a natureza vem mudando ao longo da história. A utilização dos recursos naturais nos processos produtivos tem aumentado cada vez mais, principalmente, após a Revolução Industrial, pois, com o advento da máquina a vapor a sociedade passou a dilapidar o estoque de recursos naturais intensivamente.

Porém, da mesma forma que esses recursos promovem a manutenção e o desenvolvimento de inúmeras sociedades, a exploração inadequada geram externalidades negativas e sinaliza o esgotamento dos mesmos, levando a emergência da problemática da utilização sustentável desses recursos. O desenvolvimento sustentável visa a promover a harmonia entre os seres humanos e entre a humanidade e a natureza.

Significado Fronteira Sustentabilidade
Para compreendermos melhor o assunto, podemos relacionar o significado das palavras tratadas nesse tema, fronteira e sustentabilidade.

Em seu sentido a palavra “fronteira” indica limite entre duas partes distintas; fim; extremo. E “sustentabilidade” propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, seus membros e suas economias possam preencher suas necessidades e expressar seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais (WIKIPÉDIA,2007). Portanto podemos dizer que o assunto abordado refere-se aos limites, as barreiras e os desafios da sustentabilidade.

Desenvolvimento Sustentável Conceito
O relatório final da Comissão, entregue em 1987 com o título Nosso Futuro Comum, apresentou o conceito de desenvolvimento sustentável, definido como. Aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. A comissão afirmava que o conceito de desenvolvimento sustentável não envolvia limites absolutos mas limitações impostas pelo estágio atual da tecnologia e da organização social sobre os recursos ambientais, e pela capacidade da biosfera para absorver os efeitos das atividades humanas. Reconhecia, também, que o seu relatório não oferece um plano detalhado de ação, apenas sinalizando um caminho para que os povos do mundo pudessem ampliar suas formas de cooperação em busca do desenvolvimento sustentável.

O conceito de desenvolvimento sustentável é um conceito fácil de se concordar, pois é puro bom senso, mas é extremamente complexo e controvertido quando se tenta aplicá-lo ao nosso dia-a-dia. Para alcançarmos o desenvolvimento sustentável serão necessárias mudanças fundamentais na nossa forma de pensar e na maneira em que vivemos, produzimos, consumimos etc. Portanto, o desenvolvimento sustentável, além da questão ambiental, tecnológica e econômica, tem uma dimensão cultural e política que vai exigir a participação democrática de todos na tomada de decisões para as mudanças que serão necessárias.

Desafios e Fronteiras da Sustentabilidade Indicadores
Para monitorar o progresso em direção a essas metas, escolhemos dois indicadores: um relacionado ao uso da terra e outro ao uso de energia.

Ao longo da história, a cobertura florestal nativa, representada pelos diferentes biomas, foi sendo fragmentada, cedendo espaço para as pastagens e culturas agrícolas. A proporção de áreas terrestres cobertas por vegetação natural é um dos indicadores de maior alcance: representa o estoque de produtos naturais preservados, e, indiretamente, a quantidade de recursos disponíveis para uso futuro. Um amplo consenso internacional reconhece três componentes principais e inter-relacionados relativos ao desenvolvimento sustentável: a prosperidade econômica, o desenvolvimento social e a proteção ambiental. O suprimento sustentável e confiável de energia é uma das principais condições para atingir esses três objetivos para todos os países do mundo: se a sustentabilidade e a segurança energética falharem, os objetivos principais do desenvolvimento humano não serão atingidos. A análise dos dados disponíveis mostra que efeitos benéficos decorrentes da integração às políticas públicas e programas nacionais de princípios do desenvolvimento sustentável ainda não se fizeram sentir no Brasil. Também não se nota reversão na perda de recursos ambientais. Pelo contrário, os gastos e as perdas de recursos naturais brasileiros estão aumentando, caracterizando os grandes desafios e fronteiras da sustentabilidade.

Uso do Solo
Devido aos grandes problemas ambientais com o uso do solo e a exploração de madeira, focamos nossa pesquisa na Amazônia legal. Que teve seu processo de ocupação caracterizado pela falta de planejamento e consequente destruição dos recursos naturais, particularmente das florestas.

O processo de fragmentação florestal é intenso nas regiões economicamente mais desenvolvidas com a pecuária, principalmente nas regiões sul do Pará e o norte do Mato Grosso avançando rapidamente para os outros estados da Amazônia legal. Este processo de eliminação das florestas resultou num conjunto de problemas ambientais, como a extinção de várias espécies da fauna e da flora, as mudanças climáticas locais, a erosão dos solos e o assoreamento dos cursos d'água.

A agricultura também tem influenciado no processo de erosão e devastação da fauna e flora na Amazônia. O avanço tecnológico fez com que aumentasse a produtividade e com isso o maior numero de hectares, assim destruindo a vegetação nativa e causando um problema ambiental.

A agricultura por necessitar de grandes áreas planas fez com que a região amazônica fosse o alvo para a plantação de culturas de arroz, milho e soja.

A pecuária é outro fator que se espalhou rapidamente pela Amazônia. Com a derrubada e a queima os pecuaristas plantam pastagem tornando a criação bovina em grandes extensões. E havendo uma procura muito grande de mercado de carne bovina os pecuaristas destroem mais ainda áreas para a criação na região influenciando a destruição da floresta amazônica e causando um problema ambiental.

Pecuária
A crescente preocupação da sociedade quanto a sustentabilidade da atividade de pecuária na Amazônia legal está relacionada à influência da acelerada expansão sobre o meio ambiente.Tal preocupação está diretamente relacionada ao desmatamento acelerado e perda da biodiversidade, erosão com perda da fertilidade dos solos, comprometimentos dos recursos hídricos pelo assoreamento, irrigação sem controle, contaminação em função do uso de fertilizantes e defensivos entre outras consequências. A expansão da pecuária na Amazônia tem se beneficiado da disponibilidade de terras baratas e, em diversos casos, pela falta de cumprimento da legislação ambiental o que tem ocasionado mudança na paisagem devido à retirada de florestas e abertura de extensas áreas para atividade de pecuária além de fortes impactos ambientais e sociais.

A Amazônia Legal apresenta muitos desafios de sustentabilidade da atividade na região e este vem sendo um dos pontos centrais de preocupação da comunidade mundial.

Os desafios mais comuns para o desenvolvimento de pecuária e sustentabilidade da atividade na Amazônia Legal seriam: a) promover programas de capacitação de extensionistas e produtores rurais; b) oferecer e/ou adaptar linhas de crédito para a adoção das tecnologias; c) desenvolver programas de vacinação contra a febre aftosa em toda a Amazônia Legal; d) melhores práticas de atividade de pecuária; e) difusão e transferência de tecnologias; f) reduzir desmatamento; g) eliminar ou integrar melhores práticas de manejo de fogo para áreas menores; h) matas ciliares protegidas ou recuperadas; i) Políticas de integração de desenvolvimento de pecuária e conservação ambiental.

Na Amazônia Legal a falta de planejamento dos recursos naturais tem dificultado o desenvolvimento da pecuária sustentável na região. Fortalecer a pesquisa orientada para a recuperação de pastagens degradadas e melhoramento das atuais com a introdução de sistemas agropastoris, silvopastoris ou agrossilvipastoris são desafios que irão possibilitar a qualidade de vida animal com aumento da produtividade e a qualidade ambiental com a recuperação de áreas degradadas com pecuária. Para isso é extremamente importante a capacitação técnica do produtor e dos técnicos de extensão rural na utilização de novas tecnologias e na implementação de iniciativas mais sustentáveis.

As técnicas e tecnologias empregadas na atividade de pecuária resultam em degradação e em estímulo à ocupação de novas áreas. Há necessidade de desenvolver uma política de crédito de pecuária que fortaleça a produção sustentável na região. Para isso, as políticas de créditos devem ser adaptadas para pesquisas de recuperação de áreas degradadas e para aquisição de máquinas e equipamentos agropecuários na Amazônia legal.

Intensificar o monitoramento e controle do gado assim como o sistema de vigilância sanitária em nível nacional e nas fronteiras para permitir o controle mais eficiente, tanto da febre aftosa como de outras enfermidades que afetam a pecuária na Amazônia legal. Promover a difusão e transferência de tecnologias para apoiar a definição de estratégias de prevenção e controle da febre aftosa na Amazônia.

A adoção de melhores práticas no manejo de pecuária e estabelecimento de critérios sócio-ambientais como meio de valorizar a carne depois da crise de febre aftosa no país o que pode garantir a competitividade e o reconhecimento no mercado internacional de carnes, através da certificação do produto. Em 2004, foram derrubadas na Amazônia 24,5 milhões de metros cúbicos de árvores. Segundo MARGULLIS citado por COUTINHO (2005) o efeito do impacto da pecuária no desmatamento chega a 12% da Amazônia legal, ou 60 milhões de hectares utilizados em atividades de pecuária, como as terras da região são mais baratas que as do sudeste do país, onde se encontra o maior produtor, e também com custos baixos a receita do pecuarista na Amazônia ultrapassa o dobro da obtida no sudeste do país.

O código florestal tem tido uma posição central nas estratégias de contenção do desmatamento. Entretanto, sua eficácia tem sido prejudicada pela falta de fiscalização em boa parte da região amazônica (ALENCAR et al., 2004). Segundo VEIGA et al., (2004) a legislação brasileira visando manter 80% da propriedade de reserva legal dificilmente é cumprida em área de fronteira agrícola.

Segundo YASSU (2005) atualmente o produtor tem duas razões para respeitar o código florestal, a de consciência sobre a importância da preservação para o equilíbrio da natureza e a outra seria a de pressão do mercado internacional. Boa parte do consumidor de maior poder aquisitivo, especialmente dos países desenvolvidos, já não leva em conta a questão intrínseca sobre o produto como a qualidade e preço, para comprar. O consumidor, principalmente europeu, procura saber se o produto é seguro para consumo, tem qualidade e se ele é socialmente justo e ecologicamente correto além de pagar mais para ter esta mercadoria.

O controle ou manejo do fogo são os principais desafios a serem alcançados em busca da sustentabilidade da atividade na região. Para isso, deve aumentar o monitoramento e fiscalização de queimadas, prevenção de incêndios além da capacitação de produtores quanto ao manejo e controle do fogo.

Segundo NEPSTAD et al., (1999) a queimada é freqüentemente usada na Amazônia Legal. Ele explica que o primeiro passo para a conversão em pastagem é a derrubada de florestas, secagem e queima da vegetação. Raramente pastagens são formadas sem o uso do fogo na região, dado que a deposição de cinzas no solo é o grande benefício desta técnica; além disso, é mais barato cortar e queimar do que limpar a terra utilizando tratores de esteira com correntes atreladas. Fazendeiros que têm acesso a tratores, muitas vezes, utilizam para remover troncos e galhos carbonizados, o que facilita o plantio e roçagem mecanizada. Entretanto, além de oferecer perigos a outros empreendimentos da propriedade e de estabelecimentos vizinhos, o fogo quando escapa pode atingir áreas não destinadas à queima além de causar danos à saúde da comunidade.

A pecuária é responsável por cerca de 80% de toda área desmatada na Amazônia Legal. Se no passado os incentivos fiscais do governo à pecuária foram considerados essenciais para a sua expansão atualmente as adaptações tecnológicas e gerenciais às condições geo - ecológicas em áreas como a fronteira “consolidada” da Amazônia Oriental têm permitido um aumento da produtividade e a redução de custos (SCHNEIDER et al., 2000). E a pecuária tem se expandido com base nos seus próprios retornos econômicos. O aumento da expansão da pecuária tem contribuído para a destruição de matas ciliares principalmente por serem consideradas pelos pecuaristas como áreas preferenciais para a abertura de estradas, construção de barragem, produção de pastagem além de representarem obstáculos de acesso do gado ao curso d'água. A destruição das matas ciliares vem ocorrendo frequentemente na região mesmo que desrespeite a legislação brasileira. Uma das maneiras de mudar este quadro seria na introdução de políticas de mercado que teria como prioridade a proteção de matas dentro de propriedades agrícolas o que elevaria o número de matas ciliares protegidas e recuperadas na Amazônia Legal.

As matas ciliares funcionam como filtros, retendo defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d'água, afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água e consequentemente a fauna aquática e a população humana além de serem importantes como corredores ecológicos ligando fragmentos florestais, facilitando o deslocamento da fauna e o fluxo gênico entre as populações de espécies animais e vegetais.

Os desafios prioritários no momento, ou seja, mais urgentes, seriam a recuperação e manutenção de áreas de preservação permanentes e reserva legal, exigida por lei, o controle de fogo, o desenvolvimento de técnicas e políticas para que busque manter ou restaurar a conectividade de florestas fragmentadas ainda existentes e/ou com unidades de conservação na região com a criação de áreas protegidas, a introdução de estratégias para melhor uso da terra e a restauração de terras e cursos d´água.

Os conjuntos de medidas acima colocadas são fundamentais para garantir a qualidade ambiental dentro das propriedades. Entretanto, incentivos econômicos são fundamentais para a manutenção dessas medidas de manejo. Através de busca de mercados para produtos certificados que paguem mais por produtos que sejam certificados seria uma forma possível de conciliar qualidade ambiental com desenvolvimento econômico e garantir que o proprietário cumpra com os requisitos necessários.

Para se ter uma queimada segura tem que se ter uma licença de um órgão de segurança ambiental (IBAMA ou SEDAM), para não gerar consequências deve-se também comunicar aos vizinhos mais próximos para que não haja risco nenhum de contaminação do fogo. Hoje na Amazônia índices de queimadas sem controle destroem centenas de hectares, se houvesse uma fiscalização e uma conscientização do governo em punir rigidamente os verdadeiros culpados talvez não houvesse o descontrole da destruição da floresta Amazônica.

Uso de Energia e Consumo do Solo
O consumo de energia elétrica aumenta a cada ano no Brasil. Em breve, estaremos importando energia elétrica de países vizinhos. O comércio, além de ganhar novos estabelecimentos com alto padrão de consumo (shopping centers, hipermercados), dinamizou suas atividades com a ampliação dos dias e horário de funcionamento. Uma grande parte desse aumento é decorrente do desperdício de energia. Voltamos à questão do desperdício. E é nesse ponto que entra a nossa contribuição.

O consumo residencial e comercial representam cerca de 42% do consumo total. No segmento residencial, houve um aumento do uso da eletricidade por incorporação de novos eletrodomésticos. Quando economizamos energia, além de fazer economia, também contribuímos para o adiamento da construção de novas hidrelétricas, que causam grandes impactos ambientais ou para diminuição da exploração de recursos naturais não renováveis como o petróleo.

As pesquisas ainda são recentes e a cada dia são desenvolvidas e descobertas novas formas de energia renovável. Atualmente, o tema mais focado é o biodiesel, que é extraído de óleos vegetais, como a mamona ou o dendê, resultando em um novo combustível, cujos fatores de poluição são relativamente baixos, comparados ao diesel de origem mineral.

A questão ambiental também é muito relevante na produção do biocombustível. A energia é totalmente renovável, podendo funcionar, como já acontece com a cana-de-açúcar, cuja produção da cultura ocorre o ano todo, resultando numa coleta de matéria-prima de modo não-extrativista como acontece nos combustíveis minerais.

A pesar que o Brasil é o produtor do álcool, o consumo de combustível e poluição atmosférica ainda é um problema a ser resolvido no mundo. O aquecimento global é decorrente da destruição das florestas e excesso de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, alem de fatores naturais o sequestro de carbono e energia limpa, hoje são meios mais propícios para se ter um ambiente mais equilibrado. No caso da Amazônia o processo de construção da hidrelétrica do Rio Madeira, que esta gerando discussão da população em relação aos danos causados no local aonde será construída a hidrelétrica. A discussão esta em termos de que maneira o governo vai tomar em relação aos ribeirinhos, a fauna e flora que será destruída naquele local. O foco principal é de que maneira e local que vai se feito o reflorestamento.

Sustentabilidade e Segurança Energética. Problemas e Desafios da Sustentabilidade e Segurança Energéticas
Tornou-se crescentemente claro que existem várias dificuldades sérias relacionadas à sustentabilidade e segurança energética. Essas incluem:
• Significativos impactos globais e regionais sobre o ambiente, sobre as mudanças climáticas e sobre a saúde baseada na extrapolação do uso das atuais fontes e sistemas de energia;
• Uma clara percepção de que a demanda por fontes de energia limpa e de custo razoável crescerá progressivamente, requerendo investimentos para criar um eficiente sistema de suprimento de energia;
• Tensões, especialmente no suprimento de energia para os sistemas de transporte;
• Correlações geográficas progressivamente piores entre fontes e usuários de energia;
• Uso ineficiente e desperdício de recursos energéticos;
• Aumento acelerado e flutuação nos preços do gás e do petróleo;
• Provimento de combustíveis e eletricidade para uma parcela significativa da população mundial para ajudá-la a melhorar sua qualidade de vida;
• Impactos dos desastres naturais, colapso de sistemas e atos humanos na infra-estrutura energética.

Enfrentando os Desafios da Sustentabilidade e da Segurança Energéticas
Encontrar soluções para a sustentabilidade e segurança energéticas exigirá muitas vigorosas ações a nível nacional e considerável cooperação internacional. Essas ações e medidas cooperativas necessitarão ser baseadas em apoio público de amplo espectro, especialmente na exploração de caminhos em direção ao uso eficiente de energia. Em segundo lugar, será necessário desenvolver e disponibilizar novas fontes e sistemas para o suprimento de energia, incluindo o uso limpo de carvão e de recursos fósseis não convencionais,sistemas nucleares avançados e energia renovável. A diversificação de combustíveis para motores, o uso crescente de tecnologias de baixa emissão no transporte pessoal e maior ênfase na oferta de transporte urbano de massa poderia introduzir a tão necessária flexibilidade e economia num mundo com rápida urbanização crescente.

As mudanças necessárias e as transições nos sistemas de energia e seus paradigmas não serão possíveis sem atingir muitos objetivos desafiadores no campo científico, técnico e econômico e irão requerer o investimento de uma enorme soma de recursos de maneira sustentada ao longo de décadas. Elas irão igualmente exigir uma grande abertura e transferência de conhecimento, tecnologia e capital.

Atingir um nível aceitável de sustentabilidade e segurança energética a nível global demandará, portanto, o foco governamental e a cooperação internacional no sentido de identificar prioridades estratégicas nas políticas de energia e a implementação sustentada das políticas, ações e investimentos nacionais. Será igualmente crítico envolver o púbico e as lideranças industriais para que estabeleçam e atinjam as prioridades chave, se quisermos coletivamente lidar com as ameaças à sustentabilidade e segurança energética a tempo de evitar enormes danos econômicos, ambientais e políticos.

As estratégias prioritárias comuns deverão incluir:
• Promoção da eficiência energética, incluindo a melhoria da eficiência energética e da efetividade econômica dos sistemas de energia de forma holística;
• A diversificação da oferta e da demanda de energia, tais como uma variedade de energias, fontes, mercados,vias de transporte e meios de transporte reduzem a vulnerabilidade relacionada com um único ou predominante sistema ou fonte de energia;
• Desenvolvimento de infra-estrutura global de energia com atenção à sua capacidade de recuperação;
• Promoção de sistemas e fontes de energia limpas e de custo apropriado, incluindo tecnologias nucleares avançadas e sistemas renováveis;
• Descentralização da produção de energia através do desenvolvimento de recursos e sistemas energéticos locais;
• Promoção de instrumentos econômicos de alto custo-benefício que possam ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa;
• Levar em consideração as necessidades humanas urgentes de aproximadamente um terço da população mundial que não tem acesso a energias modernas.

Inovação, Pesquisa, Desenvolvimento e Distribuição
Reconhecemos a especial responsabilidade da comunidade de ciência e da engenharia em ajudar a implementar as transições para sistemas de energia sustentáveis e seguros. Demos especial atenção às áreas na qual a cooperação internacional, pesquisas e desenvolvimento substanciais e inovação serão críticos. Importantes exemplos de tais áreas são:
• Eficiência energética para construções, implementos, motores, sistemas de transporte e no próprio setor energético, que tem capacidade para impulsionar a eficiência energética;
• Uso de análise de sistemas pra encontrar estratégias eficientes para várias condições;
• Sistemas limpos, de uso de carvão incluindo o potencial para sequestro de CO2 ;
• Sistemas nucleares avançados, que levem em consideração os problemas de segurança, resíduos radioativos e não-proliferação;
• Controle de poluição;
• Combustíveis fósseis não convencionais e a proteção ambiental relacionada;
• Produção de biomassa e conversão de gás em líquidos;
• Fontes renováveis de energia para o longo prazo, tais como geotérmica, eólica,de marés e solar e tecnologias de armazenamento de energia;
• Pequenos sistemas descentralizados dirigidas para atender às necessidades dos pobres e sistemas rurais e isolados e exame da maior aplicabilidade desses sistemas.

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Desenvolvimento e Sustentabilidade


Desenvolvimento e Sustentabilidade

Desenvolvimento e SustentabilidadeO que é desenvolvimento? O que é sustentável? Essas duas perguntas constituem desafios atuais da humanidade. Sabe-se que hoje a população mundial já consome 25% a mais de recursos biológicos do que o planeta pode produzir (regenerar) por ano. Neste contexto, é necessário rever a forma como o modelo econômico capitalista vigente tem considerado o meio ambiente e economia enquanto “sistemas separados e o consumismo como um comportamento que conduz ao aumento de produção, e conseqüentemente, progresso econômico e qualidade de vida”.

A avaliação ecossistêmica do milênio, um estudo feito por cientistas do mundo todo a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre degradação do meio ambiente global divulgado em 2005, visou melhor entendimento das implicações das alterações ambientais para o bem-estar da humanidade, e simultaneamente, o fornecimento aos tomadores de decisão de todo o mundo informações cientificamente legitimadas para a gestão socioambiental. Ela analisou as condições atuais dos serviços da natureza relacionadas aos Serviços de provisão básica (alimentos, fibras, recursos genéticos, água, bioquímicos); Serviços de controle (qualidade da água, do clima, da erosão, purificação da água e tratamento de resíduos, controle de pragas, polinização, controle de perigos naturais e serviços culturais (valores espirituais e religiosos, valores estéticos, lazer e ecoturismo).

Conceitos como PEGADA ECOLÓGICA entendida como estimativa da quantidade de recursos necessária para produzir os bens e serviços que consome e absorver os resíduos que produz e BIOCAPACIDADE, a capacidade de carga do planeta, (a sustentabilidade do sistema) vêm sendo difundidos com o objetivo de estabelecer padrões de desempenho para uma avaliação do grau de sustentabilidade em diferentes níveis de abrangência.

Neste contexto evidenciam-se as ameaças globais que são: escassez de água; degradação dos solos; perda de biodiversidade/ produção agrícola; degradação da faixa litorânea; aquecimento global e mudanças climáticas.

Entretanto, em 1999 o Fórum Nacional de Secretários do Meio Ambiente foram levantados os principais problemas ambientais brasileiros, que são: contaminação por esgotos sanitários e outros resíduos e mau gerenciamento das bacias hidrográficas; mau uso do solo; desmatamento e queimadas; ocupação desordenada da faixa litorânea e poluição do ar nos grandes centros urbanos.

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Rio + 20 | 2012

Rio + 20 | Conferência da Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012

Rio + 20 | Conferência da Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável em 2012A cidade do Rio de Janeiro será a sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em 2012. O encontro recebeu o nome de Rio+20 e visa a renovar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta, vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). Serão debatidos a contribuição da “economia verde” para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza, com foco sobre a questão da estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. A Rio+20 insere-se, assim, na longa tradição de reuniões anteriores da ONU sobre o tema, entre as quais as Conferências de 1972 em Estocolmo, Suécia, e de 2002, em Joanesburgo, África do Sul.

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Projetos de Sequestro de Carbono

Projetos de Sequestro de Carbono

Projetos de Sequestro de Carbono

Atualmente as mudanças climáticas tornam-se cada vez mais um assunto recorrente e de extrema importância, que cedo ou tarde afetará a todos. A divulgação do quarto relatório de avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, sigla em inglês) no ano de 2007, alerta para os efeitos do aquecimento global na dinâmica atmosférica, afetando a biosfera, a hidrosfera, a produção agrícola e a estabilidade dos ecossistemas e reafirma que os impactos da mudança climática recaem de forma desproporcional sobre os países em desenvolvimento e as populações mais pobres.

Como já é de conhecimento comum, o aquecimento global é agravado pela emissão dos chamados GEEs (Gases do Efeito Estufa). Os GEEs passíveis de redução são: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hexafluoreto de enxofre (SF6), os hidrocarbonados (HFCs) e os perfluorocarbonados (PFCs). É fundamental a redução da emissão desses gases poluentes no combate ao aquecimento global.

 O Protocolo de Kyoto estabeleceu metas de redução de emissões de GEEs e três mecanismos de flexibilização para facilitar o atendimentos a essas metas.

São eles:
Implementação conjunta: permite a implementação de projetos conjuntos de redução de emissões entre as Partes do Anexo I *.

Comércio Internacional de Emissões: possibilita às Partes do Anexo I comercializarem entre si as quotas de emissão.

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL: permite que as Partes do Anexo I comprem unidades de Reduções certificadas de Emissões (RCEs) de projetos de redução de emissões de GEEs ou de remoção de CO2 desenvolvidos em território das Partes não-Anexo I.

 A Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (CIMGC) é responsável no Brasil pela aprovação de projetos brasileiros no âmbito do MDL. Tem-se então a possibilidade do uso das florestas como meio para a remoção de CO². As florestas armazenam cerca de dois terços do carbono terrestre na forma de madeira e o acúmulo de matéria orgânica no solo, indisponibilizando esse carbono por centenas de anos antes que ele retorne à atmosfera por meio dos processos de respiração, decomposição, erosão ou queima.

O principal motivo para a inclusão de projetos florestais no âmbito do MDL foi baseada na sua eficiência econômica, no sentido de menor custo por unidade de carbono sequestrado, uma vez que são os mais baratos dentre todos os mecanismos previstos. Fora isso, podem ser gerados benefícios ambientais, como preservação do solo, qualidade e disponibilidade de água, proteção a biodiversidade, criação de zonas amortecedoras e corredores migratórios, utilização de espécies nativas e o uso sustentável dos recursos naturais.

 Um exemplo de projeto florestal aprovado no âmbito do MDL é o Projeto PLANTAR S/A “Reflorestamento como fonte renovável para o suprimento de madeira para uso industrial no Brasil.” Esse projeto apresenta sua metodologia aprovada pelo Conselho Executivo do MDL e foi também o primeiro projeto brasileiro de mitigação de GEEs aprovado pelo Banco Mundial. A empresa PLANTAR S.A. executa seu próprio projeto por meio do Fundo Protótipo do Carbono (PCF), do Banco Mundial.

 O objetivo geral do projeto é reduzir as emissões de GEEs por meio do estabelecimento de plantios sustentáveis de florestas de eucalipto, para suprir o uso de carvão vegetal na produção de ferro primário, em substituição ao carvão mineral ou biomassa não-sustentável. O projeto pretende, após 28 anos, retirar mais de 12 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera, incluindo o reflorestamento de 23.100 hectares e a geração de 1.200 empregos.

 Foi criado no Brasil, em 2004, o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), com o intuito de organizar um mercado de créditos de carbono no país. Outro exemplo da presença do crédito de carbono no mercado é o da empresa Suzano Papel e Celulose, que realizou em fevereiro de 2007 a venda de 20 mil toneladas de carbono. Os créditos foram gerados a partir de um projeto de plantio de 40 mil hectares de eucalipto e renderam 80 mil dólares à empresa.

A perspectiva do MDL florestal para o Cerrado é de que por meio dos projetos florestais de manejo sustentável em áreas já desmatadas se pudesse reduzir o impacto das emissões de GEEs resultantes de novos desmatamentos e limitar a exploração predatória das áreas nativas que gera oferta de carvão e madeira de baixo custo, sem que haja investimento de reposição por parte do exportador. Os custos provenientes desse processo poderiam ser compensados por ganhos advindos da comercialização de créditos de carbono no âmbito do MDL.

 A expansão indiscriminada dos limites agrícolas no Cerrado pode ser desacelerado pela adoção de atividades de exploração mais diversificadas que incluíssem várias espécies e arranjos produtivos no âmbito do MDL, estimulando uma ocupação ecologicamente correta; economicamente viável; além de socialmente justa, promovendo a inclusão de pequenos agricultores, desenvolvendo sistemas agroflorestais sustentáveis e produção de produtos florestais não madeireiros mediante a elaboração de projetos para o mercado de carbono.
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* As Partes Anexo I são os países que tem metas em relação ao Protocolo de Quioto. São divididos em dois sub-grupos: (1) aqueles países que necessitam diminuir suas emissões e portanto podem tornar-se compradores de créditos provenientes do MDL, como a Alemanha, Japão, Países Baixos; e, (2) os países que estão em transição econômica e por isso podem ser anfitriões de projetos do tipo Implementação conjunta (que é outro mecanismo de flexibilização do Protocolo de Quioto), como a Ucrânia, Rússia, Romênia, etc.

Fonte: CERRADO, desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável; EMBRAPA CERRADOS, Planaltina, DF, 2008.

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Silício Pode Substituir Inseticidas em Tomate

Silício Pode Substituir Inseticidas em Tomate

Silício Pode Substituir Inseticidas em TomatePesquisa da UnB mostra que substância protege as plantas. Além de reduzir o uso de agrotóxicos, evita danos ao meio ambiente.

Silício pode substituir inseticidas em tomate, detecta estudo

Uma substância usada como fertilizante, o silício, pode ser a chave para reduzir o emprego de agrotóxicos na cultura do tomate, além de ser menos nocivo ao meio ambiente e à saúde humana. É o que mostra a dissertação de mestrado da agrônoma Marília Cristina dos Santos, defendida na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB), sob orientação da professora Ana Maria Resende Junqueira.

Marília testou o produto em quatro concentrações diferentes e, em todas elas, os resultados foram positivos. “A maior eficiência ocorreu com o uso de 8 kg por hectare, diminuindo em 40% a incidência da traça-do-tomateiro”, conta. Também foram analisadas as doses de 2 kg, 4 kg e 6 kg por hectare. Ainda assim, a menor dose apresentou 30% de redução nos danos causados pela traça.

Segundo a pesquisadora, atualmente doutoranda em Agronomia na UnB, os efeitos do silício para adubação já eram conhecidos, mas sua atuação como protetor de planta para o tomate é novidade, com a vantagem de estar livre dos problemas causados pelo uso de agrotóxicos. O estudo deve auxiliar no combate à traça-do-tomateiro (Tuta absoluta), praga muito comum em lavouras de tomate, responsável por quebras de até 100% na produção.

Apesar dos poucos milímetros de comprimento, o inseto é capaz de grandes estragos na lavoura. “A traça se alimenta da parte interna das folhas, construindo galerias chamadas de minas. A planta não consegue realizar fotossíntese e a produção fica comprometida”, explica Marília. A larva da traça também ataca caule e frutos, comprometendo toda a planta.

Para proteger o vegetal, a pesquisa coloca em prática uma ideia simples. O silício, que é borrifado sobre a planta, deposita-se no vegetal e funciona como uma barreira física às larvas da traça, em função das inúmeras partículas de quartzo presentes no produto. Marília e Ana Maria ainda buscam explicações sobre os detalhes desse processo, mas acreditam que a larva sofra ferimentos em seu aparelho bucal ao tentar se alimentar da planta. Assim, morre de fome.

Fábricas - O estudo analisou genótipos de tomate industrial usados pelas indústrias, um setor que utiliza 1/3 de todo o tomate colhido no País, movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano e tem no estado de Goiás o maior produtor, com 600 mil toneladas colhidas na safra de 2007. Nas fábricas, os frutos de tomate se transformam em molho, extrato, suco e ketchup.

Para a agrônoma, o silício, pode vir a reduzir o uso de inseticidas nas lavouras de tomate e, consequentemente, reduzir os custos de produção, auxiliando no crescimento econômico dessas empresas. “Como todo produto feito em larga escala, os preços dos derivados do tomate são muito influenciados pelos preços dos insumos no mercado internacional. Por isso, a tecnologia de produção deve buscar competitividade, reduzindo os custos e elevando a produtividade”, afirma Marília.

Benefícios - Por ser encontrado na natureza, o silício não apresentaria os mesmos problemas causados pelos inseticidas. Um dos benefícios de maior apelo para o consumidor seria a redução no uso de agrotóxicos, que utilizados em excesso e incorretamente podem prejudicar a saúde. Outra vantagem refere-se ao meio ambiente. “Os agrotóxicos são substâncias tóxicas e podem contaminar o solo, o lençol freático, a fauna, a flora e os seres humanos, bem como as pessoas que os aplicam e aqueles que se alimentam de produtos tratados por eles”, afirma Ana Maria.

Marília explica que o silício usado nos testes foi obtido de resíduos de atividades siderúrgicas, depois de terem passado por um processo para retirada da toxidez. Ou seja, o material é reciclado. As pesquisadoras ressaltam que ainda são necessários novos estudos para se chegar à dose ideal para controle da traça. Esclarecem que, no momento, o silício pode auxiliar na redução do uso de inseticidas e que o produto não irá eliminar o uso dos agrotóxicos, uma vez que há outras pragas e doenças a serem controladas, para as quais o material ainda precisa ser testado.

Para uso futuro também será necessário o aperfeiçoamento do modo de pulverização, considerando que as partículas do silício são grossas para a estrutura dos aparelhos utilizados atualmente. No mínimo, os resultados abrem um campo de pesquisas a ser explorado. “A busca por produtos alternativos é cada vez maior. Vale a pena continuar pesquisando e verificando a possibilidade de uso”, diz Ana Maria.

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Rio+20, Cúpula Mundial do Meio Ambiente

Rio+20,Cúpula Mundial do Meio Ambiente

Rio+20,Cúpula Mundial do Meio AmbienteO texto da Cúpula Mundial do Meio Ambiente (Rio+20) tem como compromisso a implementação de ações sustentáveis para o desenvolvimento econômico e social nos próximos anos. A Rio+20 tem como objetivo o desenvolvimento sustentável e que a economia verde seja um instrumento de inclusão econômica e social para as futuras gerações.

Um dos principais pontos da Rio+20 é a redução da pobreza – ainda que tenha sido suprimida a expressão “pobreza extrema”. A questão do piso social, para assegurar o não retrocesso, o compromisso de assegurar o legado da Rio 92, a importância dos oceanos, a medida de riqueza e bem-estar além do PIB e a agenda objetiva para o consumo sustentável, além de uma conferência posterior à Rio+20.

Diante do choque de interesses entre países desenvolvidos e nações em desenvolvimento, evitar retrocessos foi uma vitória da diplomacia brasileira. A avaliação do Itamaraty é de que a negociação conduzida pelo Brasil conseguiu a partir da Rio+20, que os países caminhem em direção a um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

O documento da Rio+20 lançou um processo intergovernamental para estabelecer os ODS. O processo vai ser conduzido pela Assembleia-Geral das Nações Unidas com o objetivo de serem adotados a partir de 2015, quando termina a data para os Objetivos do Milênio. Não ficaram definidas metas nem temas para os ODS. O documento afirma que um quadro técnico científico deverá ser formado para trabalhar nos ODS.

A maior indefinição, como era esperado, ficou para os “meios de implementação”. A proposta do G-77+China, grupo integrado pelo Brasil, de estabelecimento de um fundo de 30 bilhões de dólares para fomentar ações sustentáveis, foi abatida logo no início das discussões da Rio+20. Em vez disso, o texto estabelece que os países desenvolvidos se comprometem a aumentar a ajuda a países menos desenvolvidos (PMDs). A criação de um fundo para a promoção do desenvolvimento sustentável foi adiada para 2014 e, por enquanto, não há evolução sobre transferência tecnológica.

A proposta brasileira conseguiu aprovação também porque eliminou trechos que geravam mais conflitos. As divergências em torno do plano de promover o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) ao nível de agência especializada da ONU foram resolvidas com um novo texto que simplesmente exclui a ideia – o que daria mais autonomia e orçamento próprio à entidade. No entanto, o texto pede e a 67ª Assembleia Geral faça um "upgrade" no programa, que passaria a ter representação oficial dos 193 estados membros da ONU. Hoje o PNUMA conta com menos da metade dos países-membros em suas cadeiras. O termo permite que o PNUMA possa se tornar uma agência especializada no futuro. O PNUMA sai com mais meios para realizar os seus objetivos. O texto brasileiro dá ao PNUMA condições de ser referência nas questões ambientais no mundo.

Uma das principais batalhas do Grupo composto pelo G-77, a inclusão do texto do Princípio das Responsabilidades comuns, mas diferenciadas, segundo a qual os países desenvolvidos concordam em pagar a maior parte da conta pela degradação ambiental,é citado duas vezes no documento aprovado. Aparece destacado na parte que trata da reafirmação dos princípios da Rio 92 e no parágrafo 191, que trata de mudanças climáticas.

A “economia verde”, termo que em síntese significa revolucionar setores da indústria e dos mercados para estabelecer padrões que não esgotem o meio ambiente, sai da conferência tão indefinida quanto entrou. Ficou decidido que a economia verde deve ser uma “ferramenta no contexto da eliminação da pobreza e do desenvolvimento sustentável”. Mas os 19 parágrafos que tratam da nova economia não definem caminhos para a adoção.

A crise que foi gerada na Rio+20 tem três pontos importantes (social, ambiental e econômico).

Questão Europeia
A União Europeia aprovou a declaração da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, apesar do documento não ter atendido várias de suas reivindicações.

O grupo europeu informou em comunicado que o acordo avança nas metas do desenvolvimento sustentável e no reconhecimento do papel da "economia verde" como um instrumento para conseguir esses objetivos.

No entanto, lamentou não ter sido criada uma Organização Mundial do Meio Ambiente, ao mesmo tempo em que avaliou positivamente o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a criação de um fórum de alto nível para a promoção de uma governança do desenvolvimento sustentável.

Os representantes europeus reconheceram que o documento é só o começo de uma série de atividades dirigidas à erradicação da pobreza, melhoria da qualidade de vida e cuidado com o meio ambiente.

A declaração aprovada foi submetida aos chefes de Estado e de Governo de mais de 100 países, na cúpula da Rio+20, que ocorreu entre os dias 13 e 22 de junho de 2012.

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Desenvolvimento Sustentável nas Empresas

Desenvolvimento Sustentável nas Empresas

Desenvolvimento Sustentável nas EmpresasO que é desenvolvimento sustentável?
Segundo a definição da Conferência Internacional do Meio Ambiente (ECO 92), desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades. O conceito deve ser visto como um ideal a ser atingido e, para isso, devem ocorrer mudanças tanto nos padrões produtivos como nos padrões de consumo dos indivíduos.

Em agosto de 2002, foi realizada na África do Sul a Rio +10, Conferência Mundial da ONU sobre desenvolvimento sustentável, e todo mundo falou sobre o tema. Existem muitos livros escritos sobre este assunto, mas é nas experiências práticas que se pode entender melhor como a busca pelo desenvolvimento sustentável ocorre.

A sociedade está habituada a ouvir sobre sustentabilidade nas empresas. Na realidade, a sustentabilidade no mundo corporativo nem sempre é aplicada de uma forma correta.

O que é uma empresa sustentável?
É a empresa que continua gerando lucros para seus acionistas sem causar impactos negativos aos outros stakeholders da empresa. uma empresa é feita para gerar lucro para seus donos ou acionistas. Os outros stakeholders são os funcionários, os clientes, os concorrentes, o governo, o meio ambiente, a comunidade em torno da empresa, etc.

Portanto, se a organização consegue atingir seu objetivo principal (que é lucro), proporcionando impactos positivos para todos aqueles que participam direta ou indiretamente das atividades e processos da empresa, ela pode se sustentável de forma continuada.

Uma empresa para se sustentável, depende dos seguintes aspectos:

Sustentabilidade Ambiental
  • O lixo da empresa deve reciclado.
  • Os resíduos gerados (em caso de pequenas indústrias) devem ser tratados e despejados adequadamente.
  • A empresa deve apoiar iniciativas ecológicas locais e globais.
  • A empresa de criar iniciativas Ambientais Ecologicamente sustentáveis em seu espaço geográfico e na própria cidade, quando esta não houver.
Sustentabilidade Social
  • Os funcionários tem o direito de receber salários e tratamento compatíveis com o conceito de sustentabilidade social.
  • As condições e segurança no trabalho na empresa devem ser adequadas.
  • A empresa deve apoiar programas sociais locais, etc.
Sustentabilidade Cultural
  • A empresa deve está compatibilizada com perfil micro e macrorregional.
  • A empresa deve apoiar programas culturais na região onde atua.
  • O tipo de atividade exercida deve ser adequada para a região na qual a empresa está localizada.
  • Os valores culturais dos funcionários devem está compatíveis com os princípios da empresa.
Sustentabilidade Econômica
  • A empresa deve gerar lucro atuando de forma legal.
  • Os fornecedores devem está compatíveis com a Política Econômica da Empresa.
  • A concorrência deve ser feita de forma ética, etc.
Luciano Mende
Graduado em Tecnologia em Gestão Ambiental pelo IFRO - Campus Colorado do Oeste.

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Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O MEIO AMBIENTE

Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Os documentos assinados na Conferência do Rio de Janeiro, em 1992, passaram a ser referência no tratamento de políticas socioambientais em todo o mundo

Entre os propósitos da Organização das Nações Unidas (ONU) está o de conseguir a cooperação entre países para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural, ambiental ou humanitário. Um dos meios que utiliza para buscar alcançar este propósito é a realização de conferências sobre temas específicos e de importância mundial, que lhe permitam uma avaliação global das questões relacionadas ao assunto em tela, identificando os avanços já obtidos no seu tratamento, os rumos a serem seguidos e os aperfeiçoamentos necessários, além de pontos de consenso, divergências, polêmicas e o devido mapeamento dos atores no cenário internacional.

Convocada pela Assembleia Geral da ONU, por meio de Resolução que lhe fixa os objetivos, cabe a um comitê preparatório cuidar da organização da Conferência. A participação nas Conferências da ONU se dá de forma ampla, reunindo governos, organismos multilaterais e representantes da sociedade civil previamente credenciados perante instâncias definidas.

A importância das conferências para o tratamento dos direitos socioambientais no plano internacional é indiscutível. Basta ver que já na I Conferência de Direitos Humanos da ONU, realizada em Teerã em 1968, fixou-se, a ideia de que a realização plena dos direitos civis e políticos só é possível com o gozo dos direitos econômicos, sociais e culturais, que caria conhecida como a indivisibilidade dos direitos humanos. Com as Conferências de Meio Ambiente, seguiram-se imensos avanços nos diversos temas que colocariam a questão socioambiental definitivamente na pauta de um mundo moderno e preocupado com os efeitos da globalização econômica.

A primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente ocorreu em Estocolmo, Suécia, em 1972, dela resultando a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), além de uma declaração internacional sobre o meio ambiente urbano.

Em 1992, realizou-se a segunda conferência no Rio de Janeiro, que caria conhecida como Rio-92 (ou Eco-92). Dela resultou a assinatura da Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), da Declaração de Princípios das Florestas, da Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas e da Agenda 21. A Rio-92 foi a maior conferência já realizada pela ONU, atraindo para o Rio de Janeiro uma legião de chefes de Estado e de governo, além de personalidades de todo o mundo, tendo elevado de uma vez por todas à categoria de prioridade internacional diversos temas do direito ambiental, além da noção de desenvolvimento sustentável. Os parâmetros fixados pelos documentos assinados na Rio-92 passaram a servir de referência no tratamento de políticas socioambientais e encabeçam a agenda internacional ainda hoje.

Em 2002, realizou-se em Johannesburgo, África do Sul, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, que ficou conhecida como a Rio+10. Pensada para impulsionar as diretrizes fixadas na Rio-92, avaliando os avanços e aperfeiçoando os compromissos assumidos, a Rio+10 frustrou as expectativas dos que esperavam maiores avanços, limitando-se à fixação de um plano de implementação contendo metas genéricas e sem previsão de prazos para fazer valer os acordos assinados no Rio de Janeiro.

A Eco-92 foi a maior reunião de chefes de Estado e de governo que já ocorreu, contando com a presença de mais de 118 governantes, entre eles os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Durante a Rio-92 mais de 15 mil ONGs do mundo inteiro se reuniram para celebrar um pacto em defesa da justiça social e do meio ambiente. M O Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para Meio Ambiente e Desenvolvimento foi criado na Rio-92.

Agenda 21

A assinatura da Agenda 21 durante a Rio-92 é um dos mais extensos e formais reconhecimentos dos direitos socioambientais já registrados pelo Direito Internacional.

A Agenda 21 é antes de tudo um documento ambicioso, contendo quatro seções, 40 capítulos e mais de cem programas, por meio dos quais os governos signatários pretenderam estabelecer um plano de ação para o desenvolvimento sustentável global no século XXI. O documento, de natureza não obrigatória para os países que o assinaram, diz respeito a todas as áreas do Planeta onde haja intercessão entre ambiente e desenvolvimento, bem como grupos sociais afetados, dentre os quais mereceram um capítulo exclusivo os povos indígenas e suas comunidades. Incluem-se ali, com detalhes, os direitos e responsabilidades desses povos e comunidades frente às legislações nacionais.

O documento, além de tratar dos mais variados temas como demografia, saúde, lixo, poluição, saneamento, transportes e energia, ainda recomenda que os países desenvolvidos arquem com boa parte dos custos da implementação das linhas de ação fixadas pela Agenda 21, via o aumento da contribuição que concedem aos países em desenvolvimento, que passaria de 0,36% do seu PIB para 0,70%.

De lá para cá, infelizmente, deu-se o contrário. A contribuição que girava em torno de 58 bilhões de dólares anuais ao tempo da Rio-92, está agora por volta de 56 bilhões de dólares, ou 0,22% do PIB dos países desenvolvidos.

O documento também recomenda que cada país elabore a sua Agenda 21. A construção da Agenda 21 brasileira começou em 1997 e terminou em 2002, tendo cado a cargo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), envolvendo mais de 40 mil participantes em todo o País. No âmbito do MMA, compete a Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável, com 34 integrantes, sendo metade da sociedade civil e a outra do governo, a tarefa de planejar e implementar a Agenda 21 brasileira. Ela se compõe de dois documentos, o primeiro intitulado “Resultado da Consulta Nacional”,que descreve o processo de discussão do documento,apresentando os resultados obtidos, e o segundo de “Ações Prioritárias”, contendo uma plataforma das 21 ações cuja a implementação são consideradas como inadiáveis para dar conta do desa o da nossa sustentabilidade.

Entre essas ações estão relacionadas, por exemplo, a promoção da agricultura sustentável, a preservação e melhoria da qualidade da água nas bacias hidrográficas, a universalização do saneamento ambiental, o incentivo ao consumo sustentável para combater a cultura do desperdício e a implantação de boas praticas de governança, que reforce “o equilíbrio de poder e de controle mútuo” entre a União, os Estados e os Municípios, consolidando a democracia participativa.

CIDADES SUSTENTÁVEIS

CIDADES SUSTENTÁVEIS Cidades Sustentáveis

Mais de 70% da população mundial vive em cidades. De acordo com a ONU, a expressiva migração de chineses do campo para as áreas urbanas contribuiu enormemente para a nova configuração geográfica da população mundial neste início de século XXI. No Brasil, mais de 80% dos habitantes vivem em cidades. Infelizmente, em boa parte dos casos, o fenômeno da urbanização se dá de forma acelerada e caótica, comprometendo a qualidade de vida das populações.

A falta de planejamento de longo prazo, a descontinuidade dos projetos, a má qualidade dos gestores públicos e a desinformação da sociedade sobre as soluções encontradas em diversas partes do mundo para problemas urbanos comuns explicam em parte a perda expressiva de qualidade de vida, a desesperançara da população e a percepção de que, em alguns casos, a situação beira o caos.

O conceito de “Cidade Sustentável” remete basicamente a um sistema em equilíbrio onde o consumo de matéria prima e energia não esgote os recursos disponíveis. O planejamento urbano é prestigiado e instigado a promover a adequação dos diversos interesses existentes na direção do conforto ambiental, sem prejuízo do desenvolvimento. Embora cada cidade seja única, algumas soluções sustentáveis poderiam ser replicadas em municípios de diferentes tamanhos ou realidades. Vejamos alguns exemplos do que já existe de interessante nesse sentido no Brasil e no mundo.

Lixo Urbano

É atribuição dos municípios promover a coleta, o transporte e a destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos. A separação dos materiais recicláveis (que respondem em média por 40% de todo o lixo), a transformação do entulho em subprodutos para a construção civil como pedra, areia e brita (tal como faz Belo Horizonte) e o aproveitamento energético do gás metano que é liberado pela parte orgânica do lixo (tal como faz São Paulo) são medidas que mudaram para melhor a realidade das cidades transporte público de qualidade (trem, metrô, bonde e barcas)

Significa menos automóveis, ônibus e vans nas ruas, menos engarrafamentos e poluição. A expansão das ciclovias e o uso crescente de bicicletas como meio de transporte transformou positivamente a rotina dos moradores de cidades como Bogotá, Berlim e Barcelona. Em contrapartida, onde a multiplicação desordenada dos automóveis colapsou a mobilidade das pessoas, o pedágio urbano tem aparecido como solução radical e impopular, porém, eficiente no repasse dos recursos destinados a financiar transporte público de qualidade. O pegágio urbano já restringe o acesso dos motoristas às partes mais movimentadas de Cingapura, Oslo e Londres. A Prefeitura de Nova Iorque já anunciou que também terá o seu em breve.

Coletores Solares

Estimular o uso de coletores solares para aquecer a água do banho significa promover o incremento da renda das populações pobres (onde a parte da conta de luz alusiva ao uso de chuveiro elétrico é de 30% em média) e reduzir o impacto desses aparelhos sobre a produção de energia nacional (estima-se que 7% de toda a energia produzida no Brasil tenha como destino o chuveiro elétrico). Várias cidades brasileiras (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre etc.) já discutem a conveniência de obrigar certas edificações a terem coletores solares.

Biodigestores

Os biodigestores já vem sendo usados no campo para transformar dejetos de animais em energia. Mas é possível usar esse equipamento de baixo custo – que armazena o esgoto num recipiente anaeróbio onde as bactérias consomem os nutrientes existentes produzindo biogás – em comunidades de baixa renda afastadas das redes de coleta ou que tenham seus esgotos lançados in natura no meio ambiente. Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, é a capital brasileira dos biodigestores, graças à parceria firmada entre a prefeitura, o governo do Estado, a companhia de águas e esgotos e a ONG que introduziu essa tecnologia na região, inspirada no modelo chinês.

Licitações Sustentáveis

As compras públicas governamentais representam aproximadamente 10% do PIB brasileiro. Em várias cidades do mundo os editais de licitação já são feitos de modo a privilegiar os fornecedores que, além do melhor preço, ofereçam produtos ou serviços que consumam menos energia e matéria-prima, que emitam menos gases estufa ou que não explorem mão-de-obra infantil. No Brasil, São Paulo e Porto Alegre já realizam licitações sustentáveis.

Greenbuilding

O gestor público municipal tem o poder de estimular as contruções sustentáveis, ou seja, aquelas que promovem o uso de materiais menos impactantes (madeira certificada, entulho reciclado etc.), a aplicação de tecnologias que reduzam o consumo de energia e permitam o aproveitamento de água de chuva ou o reúso das águas servidas, a ventilação e a iluminação naturais dos ambientes etc. Uma das formas de alcançar esse objetivo é certificar as construções que atendam a um padrão mínimo de exigências, oferecendo um selo verde.

ICMS Ecológico

É possível identificar as vocações econômicas dos municípios sem descuidar da proteção dos mananciais de água doce e da biodiversidade. O repasse do ICMS Ecológico aos municípios comprometidos com a proteção de importantes ecossistemas é um dos instrumentos comprovadamente e cientes de Gestão Sustentável.

Soluções comunitárias

O bairro de Santa Felicidade, em Curitiba (PR), famoso centro gastronômico de comida italiana, também ocupa um lugar muito especial na paisagem da região. Abriga quase 60% das áreas verdes nativas do município, em bosques ainda bem conservados, com inúmeras fontes e nascentes que formam o Rio Cascatinha, afluente do Rio Barigui, um dos mais importantes da cidade. Em 2002, por iniciativa de Organizações comerciais, industriais, religiosas e de lazer do bairro, os moradores reuniram-se para discutir o futuro de Santa Felicidade. Uma das metas estabelecidas na Carta Compromisso de Santa Felicidade foi a despoluição do rio e a proteção das nascentes.

Consciente do forte interesse sobre os terrenos da região, o grupo buscou alternativas que tornassem a proteção a essas áreas tão atraente quanto o mercado imobiliário. E encontraram a resposta num mecanismo até então inédito: a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) de âmbito municipal. A partir da concordância dos proprietários, esses terrenos passam à categoria de áreas de proteção averbadas junto ao Cartório de Imóveis, garantindo sua perenidade. Uma lei de incentivos criada pela Prefeitura Municipal de Curitiba permite que o potencial construtivo destas áreas possa ser transferido para outros locais, conciliando os interesses econômicos e de preservação.

Até agora, as RPPNs somam 20 mil metros quadrados. Cada proprietário de área averbada pode negociar o potencial construtivo (aquilo que vai deixar de construir para proteger o bosque) com construtores ou proprietários em outras áreas da cidade, num valor praticamente equivalente ao preço de mercado da área. O esforço dos moradores não parou por aí. Há uma campanha permanente de educação nas escolas e de incentivo para que outros proprietários juntem-se ao programa: a meta é de 100 mil m2 de RPPN até 2008.

Fóruns Social e Econômico Mundial

FÓRUNS SOCIAL E ECONÔMICO MUNDIAL

Fóruns Social e Econômico Mundial

O Fórum Social Mundial foi criado como contraponto ao Fórum Econômico Mundial, o Fórum Social Mundial busca alternativas à globalização econômica vigente.

A sociedade civil organizada, nos diversos países, a partir do final dos anos 1990, iniciou um processo de articulação mundial para propor um modelo econômico e social vá ao encontro ao modelo praticado pelo capitalismo. O marco dessa resistência, cujo ápice está no grande protesto realizado em 1999, na cidade de Seattle, EUA, contra decisões da Organização Mundial do Comércio (OMC). A partir daí, sucederam-se diversas manifestações e atos contra o Fórum Econômico Mundial, sediado em Davos, Suíça. Esse evento reúne, desde 1970, grandes empresários e dirigentes econômicos para discutir o desenvolvimento mundial sob o prisma capitalista e, por esta razão, tornou-se um símbolo de protesto da resistência globalizada.

É nesse contexto que foi criado o Fórum Social Mundial, a partir de iniciativas de organizações brasileiras. Programado para ocorrer sempre em um país do Terceiro Mundo e no mesmo período do Fórum de Davos, tem como objetivo reunir diversas nações, ativistas e líderes de movimentos populares em busca de soluções, longe das propostas capitalistas, para os problemas socioeconômicos do mundo.

O I Fórum Social Mundial ocorreu em Porto Alegre (RS), de 25 a 30 de janeiro de 2001, tendo os seus organizadores definido-o como um espaço de debate democrático de ideias, aprofundamento de reflexões, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações. Na ocasião, o Fórum reunido proclamou-se como um espaço permanente de busca e construção de alternativas para construir “uma globalização solidária, que respeite os direitos humanos, bem como os de todos os cidadãos e cidadãs em todas as nações e o meio ambiente, apoiada em sistemas e instituições internacionais democráticos a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos”.

Desde então, o Fórum Social Mundial é organizado por um conjunto de oito organizações que integram a sua secretaria, tendo sido definido que os encontros do Fórum ocorrerão alternadamente no Brasil e em outros países que ofereçam condições para sediá-lo. A operacionalização das atividades se dá a partir da sua Secretaria Executiva, localizada na cidade de São Paulo, além de contar com um Conselho Internacional, a quem cabe discutir os seus rumos.

Alternância do Fórum Social Mundial

Em 2002 e 2003, o Fórum Social Mundial ocorreu em Porto Alegre, tendo iniciado a alternância em 2004, quando foi sediado pela Índia. Em 2005, volta mais uma vez para Porto Alegre. Em 2006, tomou-se a decisão de desmembrá-lo em três centros diferentes: Venezuela, Mali e Paquistão. Voltou a ser unificado em 2007, no Quênia. No seu primeiro encontro, o Fórum conseguiu reunir 20 mil pessoas. Em 2002, 60 mil, em 2003, 100 mil e em 2004, 70 mil. Ou seja, no seu segundo ano o Fórum já estava reunindo o triplo de participantes do primeiro, num evento do qual participam personalidades e organizações de todo o mundo.

O Fórum Social Mundial, com o lema “Um Outro Mundo é Possível”, tem servido para reanimar o espaço de construção das utopias e alternativas, apagado com o fim do socialismo do Leste Europeu e com a queda da União Soviética, experiências antes imaginadas como as soluções para um mundo melhor que não seja um modelo praticado pelo capitalismo da atualidade nem pelos modelos socialistas ou comunistas praticados pelos países, que os adotaram, em todos os seus aspectos.

Capitão-do-Mato-Pequeno
Capitão-do-Mato-Pequeno

Pica-Pau-Amarelo
Pica-Pau-Amarelo

Capitão-de-Bigode-Carijó
Capitão-de-Bigode-Carijó

Ariramba-Grande-da-Mata-Virgem
Ariramba-Grande-da-Mata

Saíra-Sete-Cores-da-Amazônia
Saíra-Sete-Cores-da-Amazônia