Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam)

Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam)

Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) A história do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) começou em setembro de 1990, quando a já extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República – substituída pela Agência Brasileira de Infor- mações (Abin) – e os ministros da Aeronáutica e da justiça apresentaram ao presidente Fernando Collor de Mello um documento contendo “a verdadeira realidade da Amazônia, com todos os seus problemas”. Para enfrentá-los, conceberam um complexo de informações e acompanhamento permanente da região, que permitiria ter informa- ções completas sobre ela e protegê-la. Embora o projeto se apresentasse também como científico, a comunidade científica não foi consultada previamente nem convidada a debatê-lo após sua aprovação.

Em agosto de 1993, o presidente Itamar Franco aprovou a dispensa de licitação pública para a aquisição dos equipamentos e serviços necessários à implantação do Sivam, alegando que a revelação dos dados“comprometeria a segurança nacional”. Uma comissão foi criada para selecionar os interessados e examinar suas propostas. Surgiram então suspeitas de favorecimento e tráfico de influência, que resultaram num escândalo, já na administração Fernando Henri- que Cardoso. Mesmo assim, em maio de 1995, para evitar“a descontinuidade da implantação do projeto”, o presidente autorizou a assinatura do contrato comercial, no valor de 1,4 bilhão de dólares, com a empresa americana Raytheon, que começou a executar o empreendimento em julho de 1997. Esse valor corresponde a 20 vezes o orçamento anual de ciência e tecnologia da Amazônia na época. Ele será acrescido de mais 500 milhões de dólares de juros e encargos até a quitação da dívida, assumida pelo governo brasileiro junto aos agentes financiadores norte-americanos.

Em 25 de julho de 2002, exatamente cinco anos depois, como previa o contrato, entrou em atividade, em Manaus, o primeiro Centro Regional de Vigilância do Sivam. no segundo semestre, foi concluída a cobertura eletrônica, por satélite, cobertura aérea e base terrestre dos 5,5 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal. O sistema compreende equipamentos fixos de sensoreamento remoto, uma esquadrilha de 33 aviões, uma base logística controlada a partir de Brasília, com extensões em Belém, Manaus e Porto Velho, e um efetivo de 5 mil homens das Forças Armadas. na sua fase operacional, o Sivam foi substituído pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), mas há denúncias de que há equipamentos sucateados e ainda não se tem notícias de resultados práticos de sua operação.

A Amazônia brasileira possui uma vasta extensão territorial pouco habitada. Além da baixa densidade demográfica, a região possui pouca infra-estrutura em relação ao tamanho de seu território.
Considerando-se que se trata de uma área de grande potencial de recursos naturais, recoberta com a maior mancha florestal do planeta, é natural que ocorram controvérsias a seu respeito. Alguns setores do Estado, em especial o militar, consideram a Amazônia objeto de cobiça internacional, constantemente sob a ameaça de intervenções estrangeiras, o que justificaria os investimentos para reforçar seu sistemas de controle e vigilância.
De fato, ela serve de porta de entrada ao tráfico de drogas e a outros empreendimentos ilícitos como desmatamentos e garimpos ilegais. Coibir essas ações foi a principal justificativa do Estado brasileiro para desenvolver programas de reforço da vigilância da Amazônia. Está em andamento um vasto programa, o chamado Sistema de proteção da Amazônia (Sipam), que tem como um de seus componentes o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). Os objetivos do Sipam são os seguintes:
  1. controle ambiental;
  2. desenvolvimento regional;
  3. vigilância;
  4. controle do tráfego aéreo;
  5. coordenação de emergências;
  6. monitoramento das condições meteorológicas;
  7. controle de ações de contrabando.
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Datas Comemorativas Para o Meio Ambiente e Ecologia

Datas Comemorativas Para o Meio Ambiente e Ecologia

Dia Mundial da Árvore - 21 de Setembro

Dia Mundial da Árvore - 21 de Setembro

No hemisfério sul, o dia 23 de Setembro marca a chegada da primavera, estação onde a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno. O Brasil carrega fortes laços com a cultura indígena que deu origem a este país, um deles é o amor e respeito pelas árvores como representantes maiores da imensa riqueza natural que o Brasil possui.

No Brasil, há 30 anos, formalizou-se então o dia 21 de Setembro como o Dia da Árvore - o dia que marca um novo ciclo para o meio ambiente e o tempo para se reforçar os apelos para a conscientização de todos em favor do meio ambiente. De acordo com o Decreto Federal nº 55.795 de 24 de fevereiro de 1965, foi instituída em todo o território nacional, a Festa Anual das Árvores, em substituição ao chamado Dia da Árvore na época comemorado no dia 21 de setembro.

Conforme previsto no Art 3º, a Festa Anual das Árvores, em razão das diferentes características fisiográfico-climáticas do Brasil, será comemorada durante a última semana do mês de Março nos estados do Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia; Territórios Federais do Amapá, Roraima, Fernando de Noronha e Rondônia. Na semana com início no dia 21 de setembro, nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal"

Em algumas regiões do Brasil por força do costume, muitas pessoas não observam que não existe mais a comemoração do Dia da Arvore. O correto é observar qual a semana adequada para a comemoração da Festa Anual das Árvores, de acordo com a localização do estado, última semana do mês de março ou semana com início no dia 21 de setembro.
Portugal

Em Portugal, que se encontra no hemisfério Norte, o Dia da Árvore festeja-se no dia 21 de Março.
2011 - Dia Internacional das Florestas

2011 - Dia Internacional das Florestas2011 - Dia Internacional das Florestas

Após a conclusão de 2010, Ano Internacional da Biodiversidade, para chamar atenção da sociedade para a importância da preservação do verde remanescente em nosso planeta, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que 2011 será o Ano Internacional das Florestas. Ela, junto a diversas organizações ambientalistas nos quatro cantos do mundo, como a Amda, convida toda a comunidade global a se juntar e trabalhar com governo, organizações internacionais e grupos para assegurar que as florestas sejam tratadas de modo sustentável para as gerações atual e futuras.

Atividades em apoio ao Ano Internacional das Florestas são focadas no incentivo à promoção do manejo sustentável, conservação e desenvolvimento das florestas e conscientização do papel que as florestas desempenham no desenvolvimento global sustentável.

A idéia é que durante este ano sejam promovidas ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, mostrando a todos que a exploração das matas sem um manejo sustentável pode causar uma série de prejuízos em escala global.

De acordo com dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as florestas correspondem a 31% da cobertura terrestre, abrigando 300 milhões de pessoas e garantindo, de forma direta, a sobrevivência de 1,6 bilhões de seres humanos e de 80% da biodiversidade.

Elas chegam a movimentar cerca de $ 327 bilhões todos os anos, mas, infelizmente as atividades que se baseiam na derrubada das matas ainda são bastante comuns em todo o mundo. A perda da biodiversidade, o agravamento das mudanças climáticas, o incentivo a atividades econômicas ilegais, como a caça de animais, o estímulo a assentamentos clandestinos e a ameaça à própria vida humana são alguns dos prejuízos que o planeta sofre com a exploração das florestas.

IYOR2008 - Ano Internacional dos Recifes de Coral 

 O que é o Ano Internacional dos Recifes (IYOR - International Year of Reef)?
O ano de 1997, dez anos atrás, foi declarado o primeiro ano Internacional dos Recifes de Coral. Essa iniciativa foi uma estratégia de se chamar a atenção para o aumento das ameaças e perdas de recifes de coral e ecossistemas associados, tais como manguezais e banco de algas. Este esforço global foi considerado um sucesso tendo a participação de mais de 225 organizações em 50 países e territórios, 700 artigos publicados, centenas de pesquisas científicas que deram origem a novas áreas marinhas protegidas, além do surgimento de numerosas organizações locais e globais dedicadas a conservação dos corais.

Reconhecendo que depois de 10 anos do primeiro Ano Internacional dos Recifes continuamos com a necessidade de divulgar e disseminar os valores e importância de se conservar e manejar sustentavelmente os recifes de coral e ecossistemas associados, a Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral (ICRI) designou o ano de 2008 como o segundo Ano Internacional dos Recifes.

Dessa forma, 2008 será um ano de campanhas e iniciativas coordenadas por governos e organizações não governamentais que trabalham no mundo todo em prol da conservação desse valioso ecossistema.

Por que o Ano Internacional dos Corais é importante?

Recifes de Coral são um dos mais antigos e diversos ecossistemas do planeta. Eles produzem serviços e recursos que são estimados em 375 milhões de dólares por ano. Milhões de pessoas e milhares de comunidades ao redor do mundo dependem dos corais para alimentação, geração de emprego e renda, fabricação de remédios, lazer, recreação, além de serem estruturas importantes para a proteção da costa.

Infelizmente, muitos dos recifes de coral (incluindo os habitats associados como banco de algas e manguezal) foram muito afetados ou destruídos, nos últimos anos, devido ao aumento dos impactos humanos, mudanças climáticas e outros fatores. De acordo com o relatório -Status dos Recifes de Coral no mundo- de 2004 , 70% dos recifes de coral do mundo estão ameaçados ou já foram destruídos, 20% desses foram totalmente destruídos e, somente no Caribe, muitos recifes perderam mais de 80% de espécies. O fenômeno do branqueamento de 1998, um dos anos mais sérios da história, danificou imensas áreas de coral em todo o mundo, aumentando seriamente a quantidade de recifes degradados. Poluição de nutrientes e sedimentos, mineração de areia e rocha, o uso de explosivos e cianeto (ou outras substâncias tóxicas) na pesca, sobrepesca e turismo desordenado também estressam os recifes em todas as partes do globo.

Como VOCÊ pode participar do Ano Internacional dos Recifes?

O Ministério do Meio Ambiente coordena as ações governamentais para comemorar o Ano Internacional dos Recifes. Caso seja do interesse de sua organização não governamental, universidade, associação, escola, etc realizar eventos relacionados com o Ano Internacional encaminhe um email para nzcm@mma.gov.br para divulgarmos na agenda do Brasil.
Para mais informações sobre eventos no Brasil acesse a página do MMA (www.mma.gov.br)

Para informações sobre o Ano Internacional dos Recifes no mundo acesse www.iyor.org

Histórico do Ano Internacional dos Recifes de Coral

Há dez anos atrás, o ano de 1997 foi declarado, pela Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral - ICRI, o Ano Internacional dos Recifes de Coral. Essa iniciativa teve como objetivo fortalecer o reconhecimento sobre os valores ecológicos, econômicos, sociais e culturais dos recifes de coral, bem como sobre as ameaças críticas a esses ambientes e de gerar ações urgentes e efetivas de conservação e uso sustentável no âmbito local,regional e global. No Brasil, em 1997, foi realizado o Workshop Internacional sobre Recifes de Coral Brasileiros: Pesquisa, Manejo Integrado e Conservação no CEPENE, em Tamandaré.

Reconhecendo que, passados dez anos, continuamos com a necessidade urgente de se aumentar o conhecimento a conscientização sobre a importância dos recifes de coral, bem como de se conservar e manejar os valiosos recifes de coral e seus ecossistemas associados, a Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral (ICRI) designou o ano de 2008 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral.

Durante a Conferência das Partes 08 da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), sediada pelo Brasil em Curitiba (março de 2006), o Brasil aderiu formalmente a Iniciativa Internacional de Conservação dos Recifes de Coral o - International Coral Reef Initiative - ICRI -.A Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros (GBA) da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA juntamente com a Universidade Federal de Pernambuco são os pontos focais brasileiros do ICRI e a Universidade Federal da Bahia é o ponto focal para as ações do Brasil para o Ano Internacional dos Recifes de Coral.

O ICRI compreende uma parceria entre governos, organizações internacionais e ONGs no intuito de conservar os ambientes recifais e ecossistemas relacionados pela implementação do Capítulo 17 da Agenda 21 e nos diversos compromissos da CDB e outros acordos e convenções internacionais relevantes.

Essa adesão se traduz na continuidade do desenvolvimento dos nossos trabalhos de conservação em prol dos ambientes recifais do Brasil, bem como na participação dos signatários em suas reuniões periódicas, ocasião onde são discutidos e avaliados os avanços das iniciativas de conservação em todo o mundo.

  • Desse modo, o Brasil está junto com o ICRI nas comemorações do próximo Ano Internacional dos Recifes de Coral, onde pretendemos alcançar:
  • O fortalecimento da consciência sobre os valores ecológicos,econômicos, sociais e culturais dos recifes de coral e dos ecossistemas associados;
  • O aumento do conhecimento sobre as ameaças críticas aos recifes de coral visando gerar soluções práticas e inovadoras para reduzir essas ameaças;
  • Gerar ações urgentes em todos os níveis para desenvolver e implementar estratégias efetivas de manejo para a conservação e uso sustentável desses ecossistemas.
A Declaração Internacional dos Recifes de Coral foi criada pelo Programa Reef Check para ser entregue aos governos dos países com recifes de coral, em 2009, para chamar a atenção da importância de se conservar esses ambientes.
Dia Internacional da Terra

Dia Mundial da Terra - 22 de Abril Dia Internacional da Terra

Dia Internacional da Terra

O Dia Internacional da Terra foi criado em 22 de Abril de 1970 pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson e comemorado em quase todos os países. O objetivo principal é conscientizar aos habitantes do planeta Terra a importância e a necessidade da conservação dos recursos naturais do mundo.

A temperatura média da Terra gira em torno de 15º C. Isso ocorre porque existem naturalmente gases, como o dióxido de carbono, o metano e o vapor d?água em nossa atmosfera que formam uma camada que aprisiona parte do calor do Sol. Se não fossem esses gases, a Terra seria um ambiente gelado, com temperatura média de -17º C. Esse fenômeno é chamado de efeito estufa. Não fosse por ele, a vida na Terra não teria tamanha diversidade.

Só que desde a revolução industrial, começamos a usar intensivamente o carbono estocado durante milhões de anos em forma de carvão mineral, petróleo e gás natural, para gerar energia, para as indústrias e para os veículos.

Somente no último século, a temperatura da Terra aumentou em 0,7º C. Parece pouco, mas esse aquecimento já está alterando o clima em todo o planeta.

O homem é o principal responsável por este problema. E é ele que precisa encontrar soluções urgentes para evitar grandes catástrofes.

Dia Internacional da Terra Este é um ano crucial para o nosso planeta. Para evitar um caos climático, o aumento da temperatura global e da concentração de gases que causam o efeito estufa devem ser evitados o máximo que pudermos e revertidos em uma tendência decrescente. Um aumento de até 1.5 graus da temperatura acima dos níveis pré-estabelecidos pode causar perigosos, irreversíveis e inaceitáveis impactos para os seres humanos e para a natureza.

As reduções dos emissores de gases que causam o efeito estufa devem ser maiores e mais rápidas do que as pensadas até o momento. O aumento da emissão global destes gases deve ser controlado até 2015, revertido e colocado em uma tendência decrescente antes de 2020 e reduzido o mais próximo de zero até 2050.

Todos os países, seguindo um critério de igualdade e justiça, devem contribuir reduzindo a emissão de gases causadores do efeito estufa e lutando, efetivamente, contra alterações climáticas.

História do Dia Internacional da Terra

O evento foi a culminação de uma série de tendências que começaram nos anos 50 em que os cientistas começaram notar como a industrialização impactava o ecossistema da Terra. Então, em 1962, o livro inovador de Rachel Carson “Silent Spring”, que documentou os efeitos dos inseticidas no ambiente, causou uma sensação internacional e conduziu-a eventualmente à proibição do DDT nos Estados Unidos.

Em 1970, a preocupação com o crescimento populacional, a fome em massa, a poluição do ar e da água o grupo se uniu num movimento para apoiar um ambiente mais limpo e saudável.

Tudo isto e mais está no filme “Earth Days”, que foi mostrado em PBS’American Experience em 19 de Abril dirigido por Robert Stone o filme mostra não somente como o movimento verde começou, mas os sucessos e falhas desde o dia seminal em 1970.
DIA DA TERRA - 22 DE ABRIL, DIA MUNDIAL DA TERRA
O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.

Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.

A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogênio, oxigênio, argônio e outros gases.

Há 400 milhões de anos a Pangeia reunia todas as terras num único continente. Com o movimento lento das placas tectônicas (blocos em que a crosta terrestre está dividida), 225 milhões de anos atrás a Pangeia partiu-se no sentido leste-oeste, formando a Laurásia ao norte e Godwana ao sul e somente há 60 milhões de anos a Terra assumiu a conformação e posição atual dos continentes.

O relevo da Terra é influenciado pela ação de vários agentes (vulcanismo), abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, ação do homem) que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem. O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal/ China com aproximadamente 8.848 metros acima do nível do mar. A Terra já passou por pelo menos 3 grandes períodos glaciais e outros pequenos.

A reconstituição da vida na Terra foi conseguida através de fósseis, os mais antigos que conhecemos datam de 3,5 bilhões de anos e constituem em diversos tipos de pequenas células, relativamente simples. As primeiras etapas da evolução da vida ocorreram em uma atmosfera anaeróbia (sem oxigênio).

As teorias da origem da vida na Terra, são muitas, mas algumas evidências não podem ser esquecidas. As moléculas primitivas, encontradas na atmosfera, compõe aproximadamente 98% da matéria encontrada nos organismos de hoje. O gás oxigênio só foi formado depois que os organismos fotossintetizantes começaram suas atividades. As moléculas primitivas se agregam para formar moléculas mais complexas.

A evidência disso é que as mitocôndrias celulares possuam DNA próprio. Cada estrutura era capaz de se satisfazer suas necessidades energéticas, utilizando compostos disponíveis. Com este aumento de complexidade, elas adquiriram capacidade de crescer, de se reproduzir e de passar suas características para as gerações subsequentes.

A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões de pessoas e a expectativa de vida é em média de 65 anos.

Para mantermos o equilíbrio do planeta é preciso consciência dessa importância, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los. O pensamento deve ser global, mas a ação local, como é tratado na Agenda 21.

Dia Mundial da Água - 22 de MarçoDia Mundial da Água - 22 de Março

História do Dia Mundial da ÁguaO Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do

Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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Teorema de Coase Sobre Meio Ambiente e Economia

Teorema de Coase Sobre Meio Ambiente e Economia

Teorema de CoaseTeorema de Coase: Meio Ambiente e Economia



Princípios da Economia - N. Gregory Mankiw

"Suponhamos que Dick tenha um cachorro chamado Spot, que late e incomoda Jane, vizinha de Dick. Dick obtém um benefício por ser dono do cachorro, mas o cachorro confere uma externalidade negativa a Jane. Dick deve ser forçado a se livrar de Spot ou Jane deve ficar noites sem dormir por causa dos latidos de Spot?

Considere primeiro qual resultado é socialmente eficiente. Um planejador social, considerando as duas alternativas, compararia o benefício que Dick obtém da posse do cachorro com o custo imposto a Jane pelos latidos de Spot. Se o benefício exceder o custo, para Dick será eficiente ficar com o animal e para Jane, conviver com o barulho. Mas, se o custo for maior que o benefício, Dick deverá se livrar do cão.

De acordo com o Teorema de Coase, o mercado privado chegará ao resultado eficiente por si só. Como? Jane poderá simplesmente oferecer a Dick um pagamento para que se desfaça do cachorro. Dick aceitará se a quantia de dinheiro que Jane oferecer for maior do que o benefício de ficar com o cachorro.

Negociando o preço, Dick e Jane poderão sempre chegar a um resultado eficiente. Suponhamos, por exemplo, que Dick obtenha um benefício de $500 por manter o cachorro e que Jane arque com um custo de $800 por causa do barulho. Neste caso, Jane poderá oferecer um pagamento de $600 para que ele se livre do cão e Dick aceitará alegremente. As duas partes estarão em melhor situação do que antes e o resultado eficiente será atingido.

É possível, naturalmente, que Jane não esteja disposta a oferecer nenhum preço que Dick queira aceitar. Suponhamos, por exemplo, que Dick obtenha um benefício de $1.000 por manter o cachorro e que Jane arque com um custo de $800 provocado pelos latidos do cão. Neste caso, Dick recusaria qualquer oferta abaixo de $1.000 e Jane não ofereceria nenhum valor acima de $800. Neste caso, Dick ficaria com o cachorro. Dados os custos e benefícios, contudo, o resultado é eficiente.

Até aqui, admitimos que Dick tenha, por lei, direito de ficar com um cão que late. Em outras palavras, admitimos que Dick fique com o cachorro a menos que Jane lhe pague o bastante para convencê-lo a se desfazer do animal voluntariamente. Mas em que mudaria o resultado se Jane tivesse, por lei, direito à paz e à tranquilidade?

De acordo com o Teorema de Coase, a distribuição inicial dos direitos não afeta a capacidade que o mercado tem de atingir um resultado eficiente. Suponhamos, por exemplo, que Jane tenha o direito legal de forçar Dick a se livrar do cachorro. Embora ter esse direito seja vantajoso para ela, provavelmente não mudará o resultado. Neste caso, Dick poderia pagar a Jane para que ela lhe permitisse ficar com o cão. Se o benefício de ficar com o cão para Dick exceder o custo do latido para Jane, os dois chegarão a um acordo que permita a Dick ficar com seu animal.

Embora Dick e Jane possam chegar ao resultado eficiente independentemente da distribuição inicial dos direitos, essa distribuição não é irrelevante: é ela que determina a distribuição do bem-estar econômico. O fato de Dick ter o direito a um cachorro que late ou Jane ter direito à paz e à tranquilidade é que determina quem paga a quem no final da negociação. Mas, em qualquer um dos casos, as duas partes podem negociar entre si e resolver o problema da externalidade. Dick só ficará com o cachorro se o benefício exceder o custo.

Resumindo: o Teorema de Coase diz que os agentes econômicos privados podem solucionar o problema das externalidades entre si. Qualquer que seja a distribuição inicial dos direitos, as partes interessadas sempre podem chegar a um acordo no qual todos fiquem numa situação melhor e o resultado seja eficiente."

MANKIW, N. Gregory. Introdução à Economia. Tradução Allan Vidigal Hastings. 3ª edição. São Paulo: Thomson Learning, 2006.

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De forma análoga, a situação descrita acima se aplica, mais do que nunca, aos impactos ambientais causados pela ação antropogênica. A emissão de material poluente por parte de uma indústria em um corpo de água usado para abastecimento da população é, guardadas as devidas proporções, exatamente a mesma situação de Dick e Jane.

Hipoteticamente, uma planta de produção de energia elétrica a partir de energia nuclear lança água quente como resíduo do sistema de refrigeração, o que significa uma externalidade aos posteriores consumidores desse recurso. O aumento de temperatura diminui a concentração dos gases dissolvidos no corpo d'água, inclusive o oxigênio, que é imprescindível à vida nos ecossistemas pluviais. Esse cenário implica a eutrofização do rio (morte dos animais aquáticos e sua posterior decomposição, tendo por consequência a proliferação de bactérias e algas que tampam a entrada da luz solar no corpo d'água). Além disso, a falta de "ar" no rio impactado dificulta a eliminação de partículas durante o processo de tratamento de água para posterior distribuição e consumo.

No final das contas, o prejudicado é o consumidor da água, que poderia ser comparado, a grosso modo, a Jane em nosso exemplo. O fato de o consumidor ser o indivíduo privilegiado no ponto de vista da lei, dá a ele a vantagem do bem-estar econômico. Em outras palavras, a Planta Nuclear arcará com o tratamento desse efluente se o benefício de não ser multada exceder o custo de tratamento da água.

Em meu ponto de vista, o governo, que é responsável por investimentos em tratamento desses efluentes, também estaria perdendo com esse mecanismo de impactação ambiental, já que acaba gastando mais recursos em conseqüência da poluição dos outros (não estou dizendo que o Estado também não seja um agente poluidor). Mas como o Estado não tem o beníficio do bem-estar social, citado anteriormente, acaba por ter que incentivar (pagar) empresas a diminuir a poluição de alguma forma em prol do próprio Estado.

Há também a possibilidade de mitigação (troca). É comum ver empresas como Souza Cruz, investir em obras sociais ou se responsabilizar por áreas de reserva ecológica e, ao mesmo tempo, manter suas atividades que envolvem a produção de tabaco e comercialização de cigarros, como se fosse uma troca. "Eu faço mal à sociedade mas em troca ajudo a sociedade de outra forma".

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Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e Aterro Sanitário

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e Aterro Sanitário

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)

O que é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)?

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é uma ferramenta criada pelo Protocolo de Kyoto  que permite a um país desenvolvido, citado no anexo I do Protocolo, investir em tecnologias e projetos nos países em desenvolvimento que gerem redução ou não emissão de gases de efeito estufa  (GEE) que não ocorreriam sem a existência do projeto (este é o chamado “critério de adicionalidade” do projeto).

Uma vez implantado este projeto que reduza ou evite a emissão de GEE, ele deverá ser submetido a todo um processo de validação, registro, monitoramento e verificação para que depois se emitam as chamadas Reduções Certificadas de Emissão  (RCE’s) que poderão ser comercializadas com os países desenvolvidos para que eles atinjam suas metas de redução conforme traçado no Protocolo de Kyoto.

Desta forma empresas públicas ou privadas de diversos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, vem investindo em projetos que consigam reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE), como o gás metano, um dos principais constituintes do biogás produzidos em aterros sanitários.

Aterro Sanitário e os Gases de Efeito Estufa

Os aterros sanitários são locais para onde os resíduos sólidos urbanos podem ser destinados. Diferentemente dos lixões (depósitos a céu aberto), nos aterros sanitários existe toda uma preparação do solo para que não haja contaminação do lençol freático e das áreas de entorno, assim como o monitoramento do ar para que sejam verificadas as emissões de gases provenientes dos resíduos enterrados ali.

O gás emitido durante a decomposição dos resíduos sólidos em um aterro é chamado de biogás e sua composição pode variar levemente dependendo dos tipos de resíduos descartados ali e suas características. Porém, basicamente, esse gás é composto por dióxido de carbono e metano, dois dos principais gases causadores do efeito estufa.

Mas, se por um lado o biogás proveniente dos aterros é um dos vilões da camada de ozônio se lançado na atmosfera, por outro lado, o metano (CH4) é um gás que por seu alto poder calorífico representa uma excelente forma de energia. Assim, foram desenvolvidos projetos com o intuito de captar o gás gerado nos aterros e transformá-lo em energia elétrica. Desta forma, além de se conseguir aproveitar os resíduos para gerar energia, ainda evita-se o lançamento de GEE na camada de ozônio e seu consequente impacto. É aí que entram os projetos de MDL em aterros.

O biogás também pode ser usado de outras formas como em sistemas de calefação ou como combustível veicular, sendo que neste último caso, ele deverá passar por um sistema de beneficiamento que aumentará sue teor de metano, aumentando assim, seu poder calorífico.
Aterros Sanitários e MDL

Um dos exemplos mais conhecidos de projetos de MDL implantados em Aterro Sanitário é o caso do Aterro Sanitário Bandeirantes, localizado em Perus na região metropolitana de São Paulo. Com uma área total de 1.400.000m² o Aterro Bandeirantes está desativado desde março de 2007 tendo operado durante 28 anos e recebido, até 2006, cerca de 36 milhões de toneladas de resíduos. (COELHO, 2008).

A captação do biogás gerado no aterro foi iniciada em 2004 após uma série de estudos preliminares sobre a viabilidade do projeto e a instalação de uma usina termelétrica a biogás em 2003, onde o gás captado no aterro é tratado (retirada a umidade e feita uma pré-filtragem) e depois transformado em energia. (COELHO, 2008)

O Aterro Bandeirantes possui capacidade para gerar aproximadamente 170 mil MWh de energia elétrica por ano e possibilitou, até então, a comercialização pela prefeitura de São Paulo de 1.262.793 RCE’s (Reduções Certificadas de Emissão), ou créditos de carbono, sendo que cada crédito corresponde a 1 tCOe (tonelada de carbono equivalente) que deixaram de ser lançados para a atmosfera. (Sites “JimNaturesa” e “Abril”)

O Diferencial

O gás gerado nos aterros sanitários geralmente é tratado através da queima direta em flares para que o metano contido nele possa ser transformado em dióxido de carbono que, embora também seja nocivo para a camada de ozônio, possui um potencial poluidor várias vezes menor que o do metano.

Com essa medida já é possível reduzir o potencial de dano à camada de ozônio, mas, mesmo assim, os danos ainda seriam muito grandes se levarmos em consideração a grande quantidade de lixo descartada diariamente no mundo todo.  E esse é um dos motivos pelo qual a realização de projetos de MDL em aterros sanitários se tornou algo tão promissor.

O primeiro benefício da implantação de um projeto de MDL em aterro sanitário, como o citado anteriormente, é ambiental, já que toneladas de gases deixarão de ser lançados na atmosfera evitando-se assim o efeito devastador na camada de ozônio e todas as suas consequências. Mas ainda podemos citar dois benefícios adicionais: a geração de energia e o lucro advindo da comercialização dos créditos de carbono.

O empecilho, na maioria, das vezes, é que estes projetos exigem investimentos iniciais bastante altos o que pode acabar inviabilizando sua execução principalmente para municípios pequenos. No entanto, uma alternativa que vem sendo adotada com sucesso em algumas regiões do Brasil é o “Consórcio entre Municípios” onde diversos municípios pequenos e próximos resolvem construir em conjunto um aterro sanitário de maiores proporções melhorando assim, a relação custo-benefício do projeto.

Outras formas de aproveitamento do biogás (calefação, uso como combustível), também possuem potencial para exploração dos créditos de carbono, porém, ainda não possuem metodologia aprovada ou tecnologia suficiente para seu aproveitamento de forma tão atrativa para investidores quanto àquelas relacionadas aos aterros sanitários.

Como funciona

Em primeiro lugar deve ser realizado um estudo da viabilidade técnica e econômica do empreendimento que leve em consideração o potencial de geração de energia do biogás de acordo com a quantidade e composição dos resíduos descartados no local. O estudo deve conter também uma avaliação do custo da energia gerada pelo aterro em comparação com a fornecida pela concessionária local.

Para a geração de energia, que reduz drasticamente a quantidade de gases emitidos (mesmo com um projeto de MDL como o do Aterro Bandeirantes haverá a emissão de gases para a atmosfera, mas a quantidade é praticamente insignificante se comparada à não existência do projeto) e possibilita a obtenção de créditos de carbono, o que se faz, é aproveitar os poços de drenagem de gás já existentes nos aterros sanitários – em alguns casos é necessário instalar mais poços - e ligá-los a uma rede de coleta que levará o gás até a usina de geração.  Estes poços de drenagem geralmente são feitos de brita e podem ser horizontais ou verticais (alguns aterros adotam sistemas mistos).

A rede de coleta costuma ser instalada no subsolo para evitar acidentes e é ligada a bombas de vácuo que permitem a manutenção de uma vazão constante e regular de biogás para a usina de geração. Além disso, em alguns casos, também é necessária a realização de uma impermeabilização de cobertura na região do aterro para evitar que o gás escape para a atmosfera. Essa cobertura geralmente é feita com argila de baixa permeabilidade compactada.

Em uma primeira etapa após a captação, o biogás, que contém umidade e algumas impurezas em sua composição, passa por um processo de retirada da umidade e uma pré-filtragem na usina de gás onde também pode passar por um processo de resfriamento e só depois é encaminhado para a usina de geração de energia onde alimentará moto-geradores, responsáveis por gerar a eletricidade. Os motores utilizados para geração de energia são adaptados para trabalhar com biogás e também podem ser utilizadas turbinas. A partir daí a energia gerada no aterro poderá ser fornecida pela rede local para os consumidores.

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Recursos Energéticos e Energias Alternativas

Recursos Energéticos e Energias Alternativas

Recursos Energéticos e Energias AlternativasOs recursos energéticos são as formas básicas para a obtenção de energia, dentre estas podem ser classificadas em energia renovável e energia não renovável. A energia renovável é aquela que pode ser reposta na natureza, já a energia não renovável não repõe-se pelo ambiente. 

Dentro destas formas de obtenção de energia o Desenvolvimento sustentável estabelece que tudo o que for consumido tende a ser reposto, propondo assim um processo integral que comporta as dimensões culturais, éticas, políticas tal como as sociais, não abrangendo apenas as dimensões econômicas. Assim este defende os recursos energéticos renováveis, onde há a resolução simultânea dos problemas gerados pelo desequilíbrio ecológico que afeta a fauna e a flora de uma forma negativa. Tendo como base estes problemas, organizações ligadas a preservação do meio ambiente criaram um documento que ficou conhecido por Agenda 21, que propõe algumas soluções para os problemas ecológicos de um certo país, ou cidade, visando as condições culturais, sociais, políticas e econômicas.

Energia alternativa

Fontes de obtenção de energia que sejam mais limpas (menos impactantes ao meio ambiente) e renováveis têm sido pesquisadas e desenvolvidas com alguma intensidade nas últimas décadas. (2) Energia obtida de fontes diferentes das usadas nas grandes usinas comerciais, que atualmente são as usinas térmicas convencionais, as hidroelétricas e as nucleares. Ela vem de usinas geralmente pequenas, geram pouca poluição, e normalmente utilizam fontes renováveis. Os principais tipos atuais são a energia solar, eólica, das marés, geotérmica, das ondas e da biomassa. É o oposto de montente.

Energia de biomassa

Energia obtida a partir de matéria animal e vegetal. Quando se classifica a energia de biomassa como energia alternativa, refere-se à biomassa renovável. Como exemplos, temos o álcool combustível, obtido e produzido dos resíduos orgânicos e do lixo proveniente das atividades humanas, através do biodigestor.

Energia de maré

Em regiões costeiras de profundidades inferiores a 100m, grande parte da energia de maré é dissipada por atrito, e desta maneira a energia de maré é máxima em mar aberto. Esta energia pode ser utilizada na produção de energia elétrica através das usinas elétricas de maré.
Energia de onda

Energia de onda

Energia expressa pela capacidade de trabalho da onda. A energia de um sistema de ondas é teoricamente proporcional ao quadrado da altura da onda, que é um parâmetro de obtenção relativamente fácil. Deste modo, uma costa de alta energia de onda caracteriza-se por alturas de arrebentação superiores a 50 cm e uma costa de baixa energia apresenta alturas inferiores a 10 cm. A maior parte da energia de onda de uma região costeira é consumida no atrito com o fundo e na movimentação da areia.

Energia eólica

É a energia obtida pelo movimento do ar/vento. É uma abundante fonte de energia renovável, limpa e disponível em todos os lugares. (2) Tipo de energia que apresenta grandes vantagens, pois não necessita ser implantada em áreas de produção de alimentos, não contribui para o efeito estufa e pode ser aplicada para geração de energia elétrica. O seu funcionamento é simples: pás das hélices gigantes captam o vento acionando uma turbina ligada a um gerador elétrico. Para se usar esse tipo de energia são necessários grandes investimentos para a sua transmissão. Os moinhos podem causar poluição sonora e interferir em transmissões de rádio e televisão.

Energia hidráulica

Energia hídrica. Energia potencial e cinética das águas. (2) Energia proveniente do movimento das águas. É produzido por meio do aproveitamento do potencial hidráulico existente num rio, utilizando desníveis naturais, como quedas d´água ou artficiais produzido pelo desvio do curso original do rio.

Energia hidrelétrica

É Energia limpa porque não emite poluentes e não influi no efeito estufa. É produzida por uma turbina movida pela energia liberada de uma grande queda d`água que aciona um gerador produtor de energia elétrica. Apresenta dois grandes inconvenientes: o impacto ambiental provocado pelas barragens, que inundam grandes áreas deslocando populações, e o tempo e os recursos que são necessários para sua construção.

Hidrologia | Conceitos de Hidrologia


Hidrologia | Conceitos de Hidrologia

Hidrologia | Conceitos de Hidrologia
Hidrologia
É o estudo da água em todas as suas formas, incluindo sua distribuição, circulação, propriedades químicas e físicas, e a comportamento hídrico do meio ambiente.

Hidrologia de Florestas
É o ramo da Hidrologia que trata do efeito da floresta no ciclo hidrológico, incluindo erosão, microclima e qualidade da água.

Ciclo hidrológico
Refere-se ao ciclo da água dos oceanos para os continentes e de volta, incluindo todos os caminhos e processos conectados com o estoque e movimento da água em todas as suas fases

Ciclo mineral
Refere-se ao movimento dos elementos químicos e minerais para dentro e para fora da bacia. Os agentes são a água, o vento, a gravidade e certos fatores biológicos, incluindo o homem.

Manejo de água
Consiste no desenvolvimento, armazenamento e transporte de água para utilização na agricultura, industrial, comercial e residencial.

Manejo de bacias hidrográficas
É o manejo que objetiva a produção e a proteção dos suprimentos de água e recursos dependentes da água, incluindo controle de erosão e de enchentes, e a proteção dos valores estéticos associados à água.

Influências Florestais
Inclui todos os efeitos da presença da floresta sobre o clima, o ciclo da água, erosão, enchentes e a produtividade do solo.

Meteorologia florestal (Micrometeorologia)
Trata da física de calor, matéria e fluxos de momentum na biosfera florestal (topo das árvores às raízes mais profundas). Hidrometeorologia refere-se à superposição entre hidrologia e meteorologia. Hidrogeologia trata de água subterrânea.

Superfícies de captação (“watershed”)
Tecnicamente o termo refere-se aos divisores de água, mas é usualmente utilizado para definir a superfície drenada por dado rio.

Bacia de drenagem
É o conjunto de superfícies de captação que coleta e descarrega água numa dada saída (boca).

Ciclagem de nutrientes
Refere-se particularmente ao movimento de nutrientes provenientes de plantas e animais nas formas orgânica e mineral. Estes ciclos ocorrem entre plantas, animais e solos, assim como para dentro e para fora das bacias de drenagem, em taxas que dependem muito do uso da água do ecossistema.

Recursos aquáticos
Água é um material de valor imensurável e estético sendo usada como solvente, dissipador de calor, fonte de energia, meio de transporte, base de recreação, habitat para peixe e animais selvagens, insumo para silvicultura e agricultura, agente para remoção de resíduos urbanos e industriais.
Conservação de Água e do Solo
É um campo da atividade humana inserida no contexto de manejo de bacias hidrográficas, tratando especificamente da prevenção da erosão para preservação da qualidade de água e da propriedade humana, assim como da fertilidade do solo e dos valores estéticos da paisagem.

Os quatro atributos da água
Quantidade, qualidade, regime e energia disponível. A atividade do homem interfere nestes atributos, de forma positiva ou negativa.

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Escoamentos Subterrâneos e Águas Subterrâneas


Escoamentos Subterrâneos e Águas Subterrâneas

Escoamentos Subterrâneos e Águas Subterrâneas
INFILTRAÇÃO
É o fenômeno de penetração da água nas camadas de solo próximas à superfície do terreno, movendo-se para baixo, através dos vazios, sob a ação da gravidade, até atingir uma camada-suporte, que a retém (sendo essa os lençóis d’ água), formando então a água do solo. As fases da infiltração: na infiltração podem ser destacadas três fases:

Fase de intercâmbio: a água está próxima a superfície do terreno, sujeita a retornar à atmosfera por uma aspiração capilar, provocada pela ação da evaporação ou absorvida pelas raízes das plantas e em seguida transpirada pelo vegetal.

Fase de descida: deslocamento vertical da água quando a ação de sue peso próprio supera a adesão e a capilaridade. Esse movimento se efetua até atingir uma camada-suporte de solo impermeável.

Fase de circulação: devido ao acúmulo de água, são constituídos os lençóis subterrâneos, cujo movimento se deve também à ação de gravidade, obedecendo às leis de escoamento subterrâneo. Dois tipos de lençóis podem ser definidos: Lençol freático: quando a sua superfície é livre e está sujeita a pressão atmosférica;

Lençol cativo: quando está confinado entre duas camadas impermeáveis, sendo a pressão na superfície superior diferente da atmosférica.

ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
As águas que atingem a superfície do solo a partir das precipitações, retidas nas depressões do terreno, ou escoando superficialmente ao longo dos talvegues, podem infiltrar-se por efeito das forças de gravidade e de capilaridade. O seu destino será função das características do subsolo, do relevo do terreno e da ação da vegetação, configurando o que se poderia denominar de fase subterrânea do ciclo hidrológico.

Distribuição das águas subterrâneas
A água, ao se infiltrar no solo, está sujeita, às forças devidas à atração molecular ou adesão; à tensão superficial ou efeitos de capilaridade; e à atração gravitacional. Abaixo da superfície, em função das ações dessas forças e da natureza no terreno, a água pode se encontrar na zona de aeração (os interstícios do solo são parcialmente ocupados pela água, enquanto o ar preenche os demais espaços livres), zona saturada (a água ocupa todos os vazios e se encontra sob pressão hidrostática).

CURIOSIDADES
Conceitos básicos de hidrogeologia: os sistemas hidrogeológicos podem ser classificados em:

Aqüífero
: é uma formação geológica que contém água e permite que a mesma se movimente em condições naturais e em quantidades significativas;

Aqüiclude: é uma formação geológica que pode conter água, mas sem condição de movimenta-la de um lugar para outro, em condições naturais e em quantidades significativas;

Aqüitardo: é uma formação geológica de natureza semipermeável. Transmite água a uma taxa muito baixa, comparada com a do aqüífero.

O ciclo hidrológico, embora possa parecer um mecanismo contínuo, com a água se movendo de uma forma permanente e com uma taxa constante, é na realidade bastante diferente, pois o movimento da água em cada uma das fases do ciclo é feito de um modo bastante aleatório, variando tanto no espaço como no tempo. Em determinadas ocasiões, a natureza parece trabalhar em excesso, quando provoca chuvas torrenciais que ultrapassam a capacidade dos cursos d’água provocando inundações. Em outras ocasiões parece que todo o mecanismo do ciclo parou completamente e com ele a precipitação e o escoamento superficial. E são precisamente estes extremos de enchente e de seca que mais interessam aos engenheiros, pois muitos dos projetos de Engenharia Hidráulica são feitos com a finalidade de proteção contra estes mesmos extremos.

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