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SAVANA, VEGETAÇÃO DE GRAMÍNEAS E ARBUSTOS

SavanasSavana

A savana distribui-se pela faixa intertropical do planeta, também em baixas latitudes. As áreas mais úmidas, como a savana brasileira (chamada de cerrado), são formadas por plantas rasteiras e pequenas árvores, enquanto nas regiões mais secas predomina a vegetação espinhosa. A África tem mais de um terço do seu território coberto por savanas, que ocorrem também no norte da América Central, no nordeste e no Centro-Oeste da América do Sul, no sul da Ásia e no norte da Austrália.

A savana é caracterizada basicamente por uma vegetação de gramíneas (herbácea) e arbustos, a savana possui uma vegetação bastante resistente ao fogo. As gramíneas apresentam folhas compridas que aproveitam ao máximo as chuvas e rizomas resistentes à seca.

A savana pode ser classificada em quatro tipos diferentes de acordo com a presença de árvores ou não, ou ainda, dos tipos de vegetais.

A savana arborizada é aquela em que a quantidade de árvores é expressiva, e arbórea, aquela que apresenta um certo número de árvores esparsas. A savana arbustiva não tem a presença de árvores, mas, com presença de arbustos, e a savana herbácea é aquela que possui só vegetais do tipo das gramíneas.

As árvores da savana possuem os troncos espessos e retorcidos. Algumas delas armazenam água em seus trocos inchados, como o baobá e as árvores-garrafa. A maioria das árvores da savana apresenta a copa achatada. E as principais árvores da savana, além das já citadas, são as acácias.
As características do solo é um fator determinante para a presença da savana, bem como as condições climáticas. É o caso das regiões com solos arenosos ou muito rasos que não permitem o desenvolvimento de uma vegetação de alto porte. O mesmo ocorre com solos pobres em nutrientes ou muito rígidos. Mas, é claro, que nenhum desses fatores age sozinho. A simples falta de nutrientes não justifica a ausência de árvores de grande porte, do contrário, não haveria a Floresta Amazônica, por exemplo (esta existe em solo pobre de nutrientes através da ciclagem rápida e extremamente eficiente dos nutrientes devido às condições de umidade e temperatura).

As savanas podem ser encontradas na África, América do Sul e Austrália sendo que em cada região ela apresenta alguma peculiaridade.

A savana brasileira e a australiana possuem como principal diferença da savana africana, a inexistência de animais de grande porte como os elefantes, muito embora ainda possuam exemplares extremamente grandes como a anta brasileira que é o maior animal terrestre das Américas podendo chegar a até 2 metros e 300 quilos, ou o canguru marrom australiano.

Na savana africana pode ser encontrado o maior animal terrestre do mundo, o elefante, assim como o mais alto, a girafa, e o maior predador terrestre, o leão. Todos eles são remanescentes da Megafauna (fauna composta por animais gigantes) que habitou a região (Gondwana) durante os períodos do Pleistoceno e Holoceno e foram extintas em todas as regiões do mundo exceto na África.

Estepe

Tundra

Floresta Temperada

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VEGETAÇÃO NO PLANETA E OS TIPOS DE FLORESTAS

Vegetação no Planeta

Vegetação no Planeta

A vegetação no planeta é o conjunto de plantas de uma região. Há vários tipos de vegetação, que se desenvolvem de acordo com os fatores climáticos – sobretudo umidade, temperatura e luz – fundamentais à realização de seus processos vitais. A maior diversidade de formações vegetais ocorre em regiões de baixa latitude (próximas do Equador), onde a chuva abundante, a alta temperatura e a luz intensas propiciam o aparecimento de milhares de espécies. À medida que a vegetação no planeta se aproxima dos pólos, onde há escassez de luz e baixa temperatura, a variedade diminui.

Floresta Amazônica: de clima equatorial e conhecida como Amazônia Legal, abriga milhões de espécies animais e vegetais, sendo de vital importância ao equilíbrio ambiental do planeta. Ela é classificada como uma formação florestal Latifoliada, pois suas folhas são largas e agrupam-se densamente, geralmente atingindo grandes alturas.

Mata Atlântica: caracterizada como uma floresta latifoliada tropical e de clima tropical úmido, foi a vegetação que mais sofreu devastação no Brasil, restando apenas 7% de sua cobertura original. Era uma vegetação que se estendia do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas que foi intensamente degradada pelos portugueses para a extração de madeira e plantio de cana-de-açúcar.

Caatinga: é uma vegetação típica de clima semiárido, localizada no Nordeste brasileiro.  Possui plantas espinhosas e pobres em nutrientes. Nos últimos anos, vem sofrendo diversas agressões ambientais que causam empobrecimento do solo, dificultando mais ainda o desenvolvimento dessa região.

Cerrado: típica do Planalto Central brasileiro e de clima tropical semiúmido, é a segunda maior formação vegetal do Brasil. Apesar de sua paisagem ser composta por árvores baixas e retorcidas, é a vegetação com maior biodiversidade do planeta. Somente nos últimos anos é que os ambientalistas vêm se preocupando com esse ecossistema, que sofre vários danos ambientais causados pela plantação de soja e cana-de-açúcar e pela pecuária.

Pantanal: localizada no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é considerada uma vegetação de transição, isto é, uma formação vegetal heterogênea composta por diferentes ecossistemas. Em determinadas épocas do ano, algumas porções de área são alagadas pelas cheias dos rios e é somente nas estiagens que a vegetação se desenvolve.

Campos sulinos: também conhecidos como “pampas” e característicos de clima subtropical, apresentam vegetação rasteira com a predominância de capins e gramíneas.

Mata de Araucária: com a predominância de pinheiros e localizada no estado do Paraná, é uma vegetação típica de clima subtropical. Sua cobertura original é quase inexistente em razão da intensa exploração de madeira para fabricação de móveis.

Mangues: é um tipo de vegetação no planeta de formação litorânea, caracterizado principalmente por abranger diversas vegetações, ocorrendo em áreas baixas e, logo, sujeito à ação das marés.

Vegetação Mediterrânea e de Montanha

Ecossistema Manguesal

Pantanal 

Parque Nacional do Pantanal

Características do Bioma Cerrado 

Caatinga, Flora, Fauna e Diversidade

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Tags: Vegetação no Planeta, Florestas, Geografia, Vegetação no Planeta e no Brasil

FLORESTA TROPICAL, FAUNA E FLORA DAS FLORESTAS TROPICAIS

Floresta TropicalFloresta Tropical

O bioma floresta tropical, também chamado de floresta pluvial tropical, desenvolve-se nas baixas latitudes, em regiões quentes e úmidas. Possui folhas perenes e largas (latifoliadas), que absorvem mais energia solar. A cobertura vegetal é densa e contínua, com espécies que chegam a atingir até 60 m de altura. Com solos geralmente pobres, retiram seus nutrientes do húmus, formado da decomposição de galhos, troncos e folhas. Esse tipo de vegetação existe na maior parte da América do Sul, na América Central, no centro e no sul da África, em Madagascar e no sul e sudeste da Ásia. A Floresta Amazônica e a Mata Atlântica, no Brasil, são exemplos de floresta tropical.

Flora da floresta Tropical

A floresta tropical é a mais rica em espécies do que a maioria das outras. É difícil ocorrer uma planta ou árvore que seja semelhante às suas vizinhas. Em uma área amostrada na Austrália, 1.261 árvores contadas em 5.000 m², havia 141 espécies representadas. Para efeito de comparação, em outras áreas de floresta temperada a média é de 10 a 15 espécies.

O tipo de flora mais abundante nas florestas tropicais são árvores, em média com 50 metros, que só se ramificam perto do topo formando um “teto”, sob o qual existe um “andar” interno formado pelas copas mais baixas. A estratificação resultante dos vários andares de vegetação origina diversos microclimas, com diferentes graus de luminosidade e umidade. As folhas são elevadas, densas e não caem (perenifólias – duradouras). Geralmente as folhas são amplas, largas (latifoliadas) e de cor verde-escura, com superfícies ventrais brilhantes, lisas e com as pontas em forma de goteira, facilitando o fluxo de água.

As raízes das florestas tropicais são superficiais e os troncos costumam ser largos perto da base, de modo que fornecem fixação ampla e firme. Há numerosas trepadeiras lenhosas, cipós e epífitas (plantas que usam tronco das árvores como superfície de apoio). As epífitas podem obter água e minerais diretamente do ar úmido da folhagem. Muitas possuem as folhas em forma de taça que capturam a umidade e restos orgânicos, algumas possuem raizes esponjosas. Certas epífitas absorvem nutrientes de organismos em decomposição nesses reservatórios. Muitos tipos de plantas como samambaias, orquídeas, musgos e líquens, exploram esse tipo de vida.

Nas florestas tropicais há grande variedade de palmeiras, cicadáceas, e samambaias, algumas das quais com 20 m ou mais de altura, crescem abaixo da folhagem. Pouca luz alcança o chão da floresta. Não há quase acúmulo de folhas, ao contrário do que ocorre nas florestas do hemisfério norte, pois, a decomposição é muito rápida. Qualquer coisa que toque o solo desaparece, é trasportada, consumida e decomposta rapidamente.

Fauna da floresta Tropical

Inúmeras variedades de insetos, aves e outros animais ocupa os topos das árvores, com eles as trepadeiras e as epífitas, isso constitui a parte mais abundante e diversificada da floresta tropical.

Os mamíferos tem por característica aparecer em ambiente noturno ou habitam as árvores, como macacos e esquilos. Algumas espécies de répteis e anfíbios  tem características arborícolas (habitam as árvores). No solo também vivem anfíbios, répteis, mamíferos herbíviros e mamíferos carnívoros (onças, gatos-do-mato etc.).

Solo da Floresta Tropical

Os tipos de solos das florestas tropicais são pouco férteisl. Muitos são constituídos de argila vermelha, esses solos são chamados lateritas. Quando o solo laterítico é desmatado, sofre erosão rápida ou forma crostas espessas, impenetráveis que não podem ser cultivadas depois de uma ou duas estações. De regra, os solos são deficientes em minerais. A maior parte de nitrogênio, fósforo, cálcio e de outros nutrientes que ao invés de ficarem no solo, fixam-se nas plantas. Devido a deficiência desses nutrientes os solos das florestas tropicais são pobres para a agricultura.

Por conta da pouca cobertura vegetal e as constantes reciclagens dos elementos químicos do solo, os nutrientes minerais são carregados pelas chuvas, em um processo chamado de lixiviação.


Tundra

Estepe 

Bioma Pantanal 

Floresta Temperada 

Savana

Sistemas Ambientais Brasileiros

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COORDENADAS GEOGRÁFICAS - LATITUDE E LONGITUDE

Coordenadas geográficasCoordenadas geográficas

Linhas imaginárias traçadas em intervalos regulares que permitem a localização de pontos da superfície terrestre são denominadas de Coordenadas geográficas. Todos os pontos se cruzam em duas coordenadas: latitude e longitude. São medidas em grau, minuto e segundo. As coordenadas geográficas foram determinadas por meio de observações astronômicas e satélites geodésicos.

Latitude

Nas coordenadas geográficas as latitudes ou paralelos são as linhas paralelas ao Equador e marcam a distância entre os polos. Partem do Equador (0º) até 90º ao norte e ao sul. Por convenção internacional, servem para determinar as zonas quentes, temperadas e glaciais da superfície do planeta. Os paralelos mais importantes são o trópico de Câncer e o círculo polar ártico, ao norte, e o trópico de Capricórnio e o círculo polar antártico, ao sul. No Brasil, o trópico de Capricórnio passa pelos estados do Paraná e de São Paulo.

Longitude

Nas coordenadas geográficas as longitudes ou meridianos são as linhas que partem do meridiano de Greenwich (0º) – desde 1884 adotado por um acordo internacional como meridiano de origem – até 180º a oeste e a leste e convergem para os pólos. A linha imaginária ganha esse nome porque passa pelo antigo observatório da cidade de Greenwich, situada perto de Londres, no Reino Unido. Os meridianos são usados para determinar os fusos horários ao longo do globo terrestre. O primeiro fuso encontra-se entre 7º30’ a leste e a oeste de Greenwich. A cada 15º leste desse intervalo se acrescenta uma hora e a oeste se diminui uma hora.

Algumas coordenadas geográficas de cidades do mundo
  •     Berlim: 52º 30' 00" N / 13º 25' 48" E
  •     Brasília: 15° 50' 00" S/48º 02' 06" W
  •     Hong Kong: 22º 15' 00" N/144º 10' 48" E
  •     Jerusalém: 31º 46' 48" N/35º 13' 12" E
  •     Londres: 43º 00' 00" N/81º 00' 00" W
  •     Sydney: 33º 32' 24" S/151º 49' 12" E
  •     Tóquio: 35º 42' 00" N/139º 46' 12" E
  •     Washington: 38º 54' 00" N/77º 01' 12" W
Tags: Coordenadas geográficas, Geografia,

Relevo do Planeta

Bioma Pantanal

Recursos Hídricos no Brasil

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RELEVO DO PLANETA - CARACTERÍSTICAS GERAIS

Relevo do Planeta

O Relevo do Planeta Terra corresponde ao conjunto das diferenças de nível da superfície da crosta terrestre resultantes de mudanças que podem durar milhões de anos. O relevo é formado por dois tipos de força que atuam simultaneamente: as internas e as externas.

Forças Internas

Também chamadas de agentes endógenos, as forças internas são responsáveis pela criação do relevo do planeta. Originam-se da crosta da Terra ou do manto (camada localizada abaixo da crosta). Abrangem o tectonismo, o vulcanismo e os abalos sísmicos.

O tectonismo compreende movimentos lentos na crosta terrestre que provocam o deslocamento dos continentes. Esses podem ser verticais ou horizontais. Os verticais levantam ou rebaixam a crosta em longo espaço de tempo e acontecem, por exemplo, na península Escandinava (norte da Europa), que, a cada século, sobe 38 cm. Os horizontais são deslocamentos intensos que levam à formação das cadeias de montanha. Ocorrem nas áreas de choque das placas tectônicas e causam grandes enrugamentos ou dobras, que chegam a atingir quilômetros de altitude.

O vulcanismo atua quando o magma, rochas em fusão vindas do manto terrestre, atinge a superfície e os abalos sísmicos quando tremores na superfície terrestre provocam movimentação entre blocos de rochas situados na crosta.

Forças Externas

Conjunto de elementos que modelam o relevo do planeta. Os principais são o intemperismo e a erosão. O intemperismo, processo de degradação das rochas provocado pelo clima, pode ser físico – as rochas sofrem mudanças no tamanho e no formato em função dos contrastes térmicos entre o dia e a noite – ou químico – a ação da água altera a composição química das rochas. Já a erosão é causada pela água da chuva e dos rios, pelo vento, pelo gelo e pelo mar, que transportam os sedimentos desagregados depositando-os em outros lugares.

Formas do Relevo – Os principais tipos de relevo são as planícies, os planaltos, as depressões e as montanhas.

As planícies são terrenos de superfície plana formados por rochas sedimentares. Podem ser encontradas em baixas ou altas altitudes (planícies de montanhas). Ocupam mais de um terço da superfície terrestre e em geral acompanham as margens de grandes rios, lagos e oceanos. Por causa de sua forma plana, facilitam o cultivo e o transporte fluvial e terrestre, sendo, por isso, as áreas mais povoadas do planeta.

Os planaltos são elevações produzidas por erosão de rochas sedimentares ou cristalinas, em geral de altitude entre 300 e 1.000 m. Mas também podem ser encontrados em áreas acima de 3.000 m, cercados por cadeias de montanhas (como o altiplano boliviano). Quando se desenvolvem em bacias sedimentares, muitas vezes apresentam topos aplanados com bordas em escarpas, formando as chapadas.

As montanhas são as áreas mais altas do relevo do planeta, de formação recente, que resultam do encontro entre placas tectônicas. Normalmente formam cadeias, como as cordilheiras dos Andes e do Himalaia. As que aparecem isoladas em geral têm origem vulcânica.

As depressões são áreas da superfície terrestre localizadas em altitudes inferiores às demais formas de relevo que as circundam. Quando se situam abaixo do nível do mar se chamam depressões absolutas.


Savana

Estepe

Aquecimento Global

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FLORESTA TEMPERADA - FAUNA E FLORA DAS FLORESTAS TEMPERADAS

Floresta Temperada
Floresta Temperada

Floresta Temperada

A Floresta Temperada encontra-se nas latitudes médias, sobretudo no hemisfério norte. Possui espécies decíduas, ou seja, que perdem suas folhas durante o inverno para suportar a baixa temperatura e a sequidão. É uma floresta com árvores espaçadas e solo recoberto por gramíneas e contém bem menos espécies que as matas tropicais. As principais árvores são os carvalhos, os bordos e as faias. As florestas temperadas ocorrem no leste dos EUA, no centro da Europa, nas ilhas do Reino Unido, no nordeste da China, nas duas Coreias, no sul do Japão, no sudeste da África do Sul, no sul do Chile, na Nova Zelândia e no sudeste da Austrália.

Flora

A flora é composta por três grupos principais de árvores: decíduas, coníferas e de folhas largas. As decíduas, que são árvores que perdem suas folhas durante o inverno. As folhas só voltam a crescer na primavera. Entre os exemplos estão bordos, carvalhos, castanheiros, faias e olmos.

Já as árvores coníferas têm esse nome porque as sementes se desenvolvem em forma de cone. Essas árvores também são chamadas de sempre-vivas porque são verdes em todas as épocas do ano. São exemplos de árvores coníferas abetos e cedros.

As árvores de folha larga têm como característica a manutenção da folhagem no inverno. Têm imensa quantidade de gordura, o que ajuda a manter a água no durante o inverno. Oliveiras e eucalipto estão entre os principais exemplos.

Além das árvores, a cobertura vegetal é bastante variada, contendo ainda arbustos e plantas herbáceas e plantas rasteiras. Há também espécies vegetais de vida perene, ocorrendo somente na primavera e verão.

Fauna

A fauna nas florestas temperadas é bastante variada, de animais de grande, pequeno porte e invertebrados. Nesses biomas são encontrados javalis, gatos bravos, linces, lobos, raposas, aves de grande porte, ursos, esquilos e veados.

Por conta da definição clara das estações, há animais que têm comportamento peculiar no inverno, como os ursos, que hibernam, e os esquilos, que armazenam comida. Há, ainda, os animais de hábitos noturnos, como morcegos, corujas, gambás e gatos selvagens.

Em decorrência das particularidades das regiões, a ocorrência de animais varia de floresta para floresta. Animais como marsupiais, ursos coalas, gambás e cangurus são comumente encontrados na Austrália.

Cervos, ursos, leões da montanha e coelhos vivem nas florestas temperadas do Canadá e dos Estados unidos. Ursos pandas gigantes e pandas vermelhos são característicos da China.

No Canadá e nos Estados Unidos, cervos, ursos, leões da montanha, linces, os coelhos, pica-paus e muitas aves menores são típicos nesse bioma. Na China, espécies ameaçadas, como pandas gigantes e pandas vermelhos sobrevivem na floresta temperada.

Aquecimento Global

Estepe

Tundra

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ESTEPES, PAMPAS OU PRADARIAS - VEGETAÇÃO DE GRAMÍNEAS

PAMPASEstepes

Vegetação típica de áreas de clima temperado continental, constituída, basicamente, de gramíneas. Recebe nomes diferentes nas regiões onde aparece: no sul da África, no leste da Europa, no centro da Ásia e no leste da Austrália chama-se estepe; no centro dos EUA e do Canadá, pradaria; na Argentina, pampa; e no Brasil, campo.

As pradarias  ou espetes são vegetações herbáceas fechadas presentes em áreas de clima temperado e que recebem diferentes denominações em diferentes partes do mundo.

Na Europa e na Ásia, recebem o nome de “estepe”. Na América do Norte, são chamadas de “pradarias”. Na África do Sul, recebem o nome de “veld”. E, na América do Sul, recebem o nome de “pampa”.

Os animais típicos das pradarias são os ratos do campo, raposas, búfalos, espécies de cabras, lebres, antilocapras, cães-da-pradaria, entre outros.

A pradaria apresenta apenas vegetações herbáceas diferindo, por exemplo, das savanas, que podem apresentar árvores e são típicas de locais quentes e secos.

Existem três tipos básicos de pradarias:

Pradaria alta: nos locais mais úmidos e que apresentam gramíneas de até 2 metros de altura e raízes muito profundas;

Pradaria mista: apresenta uma grande diversidade florística presente em solos altamente férteis;

Pradaria baixa: que apresenta menor diversidade e gramíneas de pequeno porte.

Pradarias

As estepes não necessitam de grandes quantidades de água para se desenvolver, mas, necessitam do fogo. As queimadas naturais são benéficas ao ciclo de vida das gramíneas típicas das pradarias. Tanto é que elas desenvolveram um mecanismo de adaptação que as torna capazes de brotar novamente após uma queimada, recuperando totalmente o local. Esse mecanismo consiste na criação de órgãos subterrâneos que se encarregarão de se reproduzir.

As queimadas naturais, geralmente de ocorrência anual, são inclusive benéficas para as gramíneas uma vez que eliminam a quantidade excedente de matéria orgânica e possibilita a renovação do substrato.

A utilização dessas regiões para a atividade agropecuária mal conduzida, a monocultura e as queimadas criminosas, que não dão tempo para a recuperação das gramíneas, estão destruindo as pradarias e transformando-as em desertos. Outra ameaça às pradarias, disfarçada de boas intenções, são os “florestamentos”. Empresas ou pessoas interessadas no cultivo de árvores para produção de celulose ou outros fins alegam que as pradarias são um tipo de vegetação secundária que aparece em locais onde a vegetação original, pretensamente florestas, foi degradada. Com isso, tentam justificar a transformação das pradarias em “florestas plantadas” geralmente com espécies exóticas e não raro, de apenas uma determinada espécie (monocultura), causando enormes perdas ambientais.


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TUNDRA, BIOMA DO EXTREMO NORTE DO PLANETA

tundraTundra

Vegetação formada por musgos, líquens, bétulas e espécies herbáceas, que aparecem nos solos das regiões frias nos poucos meses de degelo. Predomina no extremo norte do hemisfério norte, em partes do Canadá, do Alasca (EUA), da Federação Russa, da Groenlândia e da Noruega.

O bioma Tundra está localizado nas regiões próximas ao Ártico, mais precisamente no norte da América, da Europa e em outras localidades, como o Alasca e a Sibéria. O seu nome advém da palavra finlandesa “Tunturia”, que significa “planície sem árvores”, o que já confere certa noção sobre como é esse tipo de vegetação e o seu ambiente.

Esse bioma concentra-se em zonas de temperaturas muito baixas, as mais frias onde ainda existe a possibilidade de haver qualquer tipo de vegetação. O clima da Tundra, portanto, é o polar, muito frio e seco, com poucas precipitações. Em razão dessas condições climáticas severas, das baixas profundidades do solo e da ausência de claridade, não existe nenhum tipo de floresta densa com árvores altas nessas áreas.

A Tundra é marcada pela presença de pequenos vegetais espaçados entre si, com predominância para arbustos, ervas, líquens e musgos. Essas espécies, no entanto, só se desenvolvem durante os meses de verão, quando as temperaturas são menos frias, chegando a máximas de 10ºC. Não obstante, durante o restante do ano, os solos e os vegetais permanecem congelados sob temperaturas que chegam aos -20ºC.


a tundra é essencial para a manutenção de muitas espécies como os bois almiscarados que quase foram extintos, e hoje ocupam regiões do Canadá, Alaska e algumas regiões da Europa, lebres árticas, lemingues (roedores encontrados na Europa, Rússia, Mongólia e América do Norte), renas, caribus, arminhos, raposas árticas, lobos, corujas-das-neves, perdizes-das-neves, entre outros. Tanto quanto as plantas, os animais da tundra desenvolveram mecanismos para resistir ao frio intenso como migrar para regiões mais quentes durante o inverno ou hibernar.


As Paisagens Mais Bonitas Do Mundo

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Tags: Geografia, Biomas, Terra, Ecologia, Meio ambiente, Canadá, Noruega, Polo Norte, Ártico, Estados Unidos.

FLORESTAS DE CONÍFERAS

Florestas de Coníferas

Ocupa áreas de alta latitude, onde prevalece o clima continental frio e polar, com temperatura baixa, inverno longo e rigoroso e verão curto. Entre as poucas espécies adaptadas a essas condições estão o pinheiro e o abeto. As árvores têm folhas em forma de agulha (aciculifoliadas) para não acumular neve. As maiores florestas de coníferas estão no Canadá e na Federação Russa, mas também há na Suécia, na Noruega e na Finlândia.

VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA E DE MONTANHA




Na costa do mar Mediterrâneo e em pequenas regiões no oeste das Américas do Norte e do Sul, de clima semelhante, a vegetação típica é o maqui, formado por árvores pequenas (como oliveiras e sobreiros), moitas e arbustos (como murtas e urzes). Nos planaltos mais elevados – como a cordilheira dos Andes, na América do Sul, as Montanhas Rochosas, na América do Norte, e a cordilheira do Himalaia, na Ásia Central – a vegetação é escassa. Sobrevivem ervas e arbustos resistentes à hostilidade do clima.

DIA DA TERRA - 22 DE ABRIL

22 de abril - Dia da Terra

O dia Mundial da Terra é comemorado no dia 22 de abril.

A data surgiu nos Estados Unidos na década de 70 quando o senador Gaylord Nelson organizou o primeiro protesto nacional contra a poluição.

Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.

Aproveite esta época para fazer alguma coisa boa para o planeta mãe Terra, como plantar uma muda, convocar os amigos para ajudar a coletar o lixo da praça ou parque que você frequenta, colocar lixeiras perto dos rios para evitar lixo nos córregos
e muito mais pode ser feito.

O importante é passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta, afinal esta é a nossa casa.

História

A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.
 
Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.
 
O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
 
O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta. tanto a nível global como regional e local.
 
"A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."

Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.

Este dia não era reconhecido pela ONU até 2009, quando a mesma reconheceu a importância da data e instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de abril.

Dados sobre a Terra

Tem em torno de 4,5 bilhões de anos;
Tem 510,3 milhões de km2 de área total;
Aproximadamente 97% da superfície da Terra é composta por água;
O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal - China com aproximadamente 8.800 metros;
A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões;

ILHAS PARADISÍACAS DO BRASIL

Ilhas paradisíacas no Brasil
O Brasil esta repleto de belezas naturais e paisagens deslumbrantes onde a fauna e flora torna o território brasileiro a nação com maior diversidade biológica do planeta, 13% das espécies catalogadas no mundo esta no Brasil.
Atol das Rocas (Rio Grande do Norte)
Atol das Rocas (Rio Grande do Norte)
O Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte, é um belo conglomerado de corais submersos a cerca de 145 km de distância da capital do estado, Natal. As principais atividades no Atol das Rocas é o mergulho e passeio em barco. O local também é conhecido como ponto de encontro de golfinhos, tartarugas e aves.
 
Fernando de Noronha (Pernambuco)
Fernando de Noronha (Pernambuco)
O arquipélago de Fernando de Noronha, no Pernambuco, é constituído por 22 ilhas e ilhotas. Com uma flora e fauna abundante e belas praias paradisíacas, Fernando de Noronha é um lugar único, ideal para a pratica do surf e mergulho, onde as regras ambientais são bem mais estritas.
Abrolhos (Bahía)
Abrolhos (Bahía)
O arquipélago de Abrolhos, na Bahia, é formado por 5 ilhas que fazem parte do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, entre o mês de junho e novembro baleias-jubarte costumam visitar as águas desta região. 

Ilha de Santa Catarina
Ilha de Santa Catarina
A Ilha de Santa Catarina, em SC, tem 56 km de extensão e 15 km de largura, Um lugar com lindas praias, como Praia Brava, Lagoinha e ponta das Canas, tem também duas grandes lagoas naturais que fazem parte das belezas da ilha.
 
Ilha do Mel (Paraná)
Ilha do Mel (Paraná)
A Ilha do Mel, no Paraná, encontra-se cerca da capital, Curitiba. Quase toda a área da ilha esta sob proteção da UNESCO, possui praias com águas transparentes ideias para a pratica do mergulho, além de varias trilhas em meio à mata atlântica, um prato cheio para quem gosta de um contato maior com a natureza. O acesso por ser feito através de Ponta ou Paranaguá, no PR. O transporte é feito em barco.
 
Ilha Grande (Rio de Janeiro)
Ilha Grande (Rio de Janeiro)
A Ilha Grande, no Rio de Janeiro, é conhecida como o paraíso da costa fluminense, cerca de Angra dos Reis, o lugar proporciona uma experiência única, possui mais de 105 praias, varias trilhas e uma rica vegetação, um lugar exuberante. Carros são proibidos no local.

Ilhabela (São Paulo)

Ilhabela (São Paulo)
A Ilhabela, em São Paulo, recebe visitantes de todo o país, a cerca de 120 km da capital, a Ilhabela possui mais de 37 km de praias, algumas com menos movimento, por serem mais escondidas e outras mais movimentadas, um lugar ideal para que gosta de trilhas e surfar.
 
Ilha do Bananal (Tocantins)
Ilha do Bananal (Tocantins)
Ilha do Bananal, no estado do Tocantins, é a maior ilha fluvial do mundo, com mais de 22 mil km de extensão. A Ilha do Bananal encontra-se no sudoeste do Tocantins, fazendo divisa com os estados do Mato Grosso e Goiás. A ilha, formada pelo rio Araguaia e da Morte, faz parte da Biosfera da UNESCO, por sua grande variedade de animais exóticos, como as onças-pintadas e tartarugas-da-amazônia.

Ilha do Marajó (Pará)
 Ilha do Marajó (Pará)
A Ilha do Marajó, no estado do Pará, é formada por praias, lagos e dunas, a ilha também é conhecida pela pororoca, onda causada pelo encontro das águas. Um lugar tranquilo e com paisagens onde o contato com a natureza é pleno.
Ilha de Vitória (Espírito Santo)
 Ilha de Vitória (Espírito Santo)
A Ilha de Vitória, no estado do Espírito Santo, é um arquipélago formado por mais de 34 ilhas, a Ilha de Vitória esta na parte continental da cidade onde o acesso para as outras ilhas é feito através de pontes.

Ilha de Boipeba (Bahía)
Ilha de Boipeba (Bahía)
A Ilha de Boipeba, na Bahia, é conhecida por suas praias com águas transparentes, areia branca e coqueiros que embelezam a ilha, onde piscinas naturais em meio às dunas também fazem parte deste lugar esplêndido.
 
Ilha de Comandatuba (Bahía)
Ilha de Comandatuba (Bahía)
A Ilha de Comandatuba, também na Bahia, encontra-se ao sul do litoral bahiano, a Ilha tem 22 quilômetros de praias, com vilarejos de pescadores além de um luxuoso e importante resort turístico. O hotel Transamérica Ilha de Comandatuba, que possui até pista para pouso de aviões, é um dos mais sofisticados do Brasil.

ESTRUTURA GEOLÓGICA DO PLANETA

As forças do interior da Terra, como a movimentação de placas tectônicas, as falhas e o vulcanismo, determinam três tipos específicos de formação geológica: as plataformas, os cinturões orogênicos e as bacias sedimentares. As plataformas (ou crátons) são as mais antigas, por isso sofreram enormes períodos de erosão e se tornaram mais estáveis sob o ponto de vista da movimentação tectônica. Os cinturões orogênicos ou cadeias orogênicas são terrenos muito elevados, caracterizados por grande instabilidade. Estão associados às maiores cadeias montanhosas do planeta ou aos chamados dobramentos (aparecimento de dobras ou rugas nas rochas), como os Andes, na América do Sul , ou o Himalaia, na Ásia. As bacias sedimentares são constituídas em grande parte de rochas sedimentares, provenientes da desagregação de outras rochas ou de outros materiais, que recobrem áreas de plataforma. É a formação geológica mais recente e está presente em 64% do território brasileiro.

Oceanos, Mares, Lagos e Rios

O volume global de água da Terra é estimado em 1.420.000.000 km³ e abrange oceanos, mares, geleiras, água do subsolo, lagos, água da atmosfera e rios. A maior parte está concentrada em oceanos e mares – 1.380.000.000 km³ –, correspondendo a 97,3% da reserva hídrica do mundo. Os oceanos e os mares ocupam 71% da área do globo. As águas continentais possuem um volume total de 38.000.000 km³, valor que representa 2,7% da água do planeta. A água doce congelada (geleiras e calotas polares) representa a maior parte das águas continentais; em menor grau, entram na sua composição a água doce armazenada no subsolo (lençóis freáticos e poços), a água de lagos e pântanos, a água da atmosfera e a água dos rios.

Oceanos
Vasta extensão de água salgada que envolve os continentes e cobre a maior parte da Terra. Existem três oceanos: o Pacífico é o maior deles (179.700.000 km²), seguido do Atlântico (106.100.000 km²) e do Índico (74.900.000 km²). O oceano Atlântico banha o leste da América e o oeste da Europa e da África. O oceano Pacífico, o maior dos três, envolve o oeste da América e o leste da Ásia e da Austrália. O oceano Índico banha o leste da África, o sul da Ásia e o oeste da Austrália. Esses três oceanos se encontram no pólo sul da Terra, a Antártica. No pólo norte encontra-se o chamado mar Glacial Ártico, com 14.000.000 km², considerado, pela maioria dos cientistas, um mar formado pelo oceano Atlântico.




Os oceanos são uma importante fonte de recursos para o homem. Contêm enormes reservas de minerais – diamante, areia, conchas de ostra, cascalho e fosforita –, além de petróleo, gás natural, enxofre e potássio no interior das rochas. Atualmente o petróleo e o gás natural respondem por 90% das riquezas minerais obtidas nos oceanos e 61,9% da energia produzida no mundo. O transporte oceânico de carga é o mais barato que existe, em virtude da grande capacidade dos navios.

Mares
Enquanto os oceanos cobrem vastas extensões e envolvem as massas continentais, os mares são considerados parte deles: ocupam áreas mais reduzidas, localizando-se entre limites continentais. Também apresentam menor profundidade que os oceanos e maior variação de salinidade, densidade, temperatura e transparência das águas.

Lagos
Depressões do solo cheias de água. Alguns possuem comunicação com o mar, como o lago Ontario, na América do Norte, e outros estão no interior de bacias fechadas, como o lago Titicaca, no Peru, a 3.810 m de altitude. Os lagos de água salgada e de grande extensão também são chamados de mares, como, por exemplo, o mar Cáspio, no oeste da Ásia, e o mar de Aral, entre o Cazaquistão e o Uzbequistão.

Rios
Cursos naturais de água que se deslocam de um nível mais alto (nascente) até atingir, em níveis mais baixos, a foz ou desembocadura (mar, lago ou outro rio), onde lançam suas águas. Durante o percurso aumentam progressivamente o volume de suas águas como conseqüência do encontro com outros rios (afluentes). Os rios podem ser perenes, quando mantêm o escoamento durante o ano todo; temporários, quando secam no período de estiagem; ou efêmeros, quando só ficam cheios durante a época de chuva.

As bacias hidrográficas são regiões geográficas formadas por diversos rios que deságuam em um curso de água principal. O aproveitamento econômico dos rios é diversificado. Eles irrigam as terras agrícolas, abastecem os reservatórios de água urbanos, fornecem alimentos e produzem 2,6% da energia mundial por meio das hidrelétricas. O transporte fluvial também é largamente utilizado em razão do baixo consumo de energia e da grande capacidade de carga dos navios.

Ilha  

São áreas de terra, com dimensão menor que os continentes, totalmente cercadas por água. Podem ocorrer em oceanos, mares, lagos ou rios. Um grupo de ilhas forma um arquipélago.A Austrália, apesar de ser rodeada pelo mar, não é considerada uma ilha pela maior parte dos geógrafos e sim a porção continental da Oceania. As ilhas marítimas podem ser de dois tipos: continentais, quando fazem parte das plataformas continentais, e oceânicas, se estão fora delas. A ilha de Nova Guiné, por exemplo, pertence à plataforma continental da Austrália, da qual está separada por uma estreita faixa de mar. Já as ilhas oceânicas são predominantemente de origem vulcânica, como o Havaí (EUA), mas podem formar-se também pela deposição de materiais orgânicos (corais), como os atóis. Um exemplo são as ilhas Maldivas, no oceano Índico.Muitos países têm seu território totalmente situado em ilhas, como Cingapura e Filipinas, na Ásia, e Reino Unido e Malta, na Europa, e inúmeras ilhas da Oceania e América Central. Algumas ilhas são ocupadas ainda por mais de um país. Nesse caso estão a ilha Hispaniola, no mar do Caribe, que abriga o Haiti e a República Dominicana, e Bornéu, a terceira maior ilha do mundo, dividida entre Indonésia, Malásia e Brunei.

Terremotos

São tremores na superfície causados pelo encontro das placas da crosta terrestre placas tectônicas a 300 metros abaixo do solo, numa região denominada foco. A fricção entre as rochas gera ondas que agitam a superfície provocando desmoronamentos. Outros possíveis motivos de terremoto, também chamado de abalo sísmico, são desabamentos de terreno e atividades vulcânicas.

As regiões mais sujeitas a abalo sísmico localizam-se próximas das bordas das placas tectônicas, como no oeste da América do Sul – onde se encontram a placa de Nazca e a placa Sul-Americana – e nas regiões em que novas placas se estão formando, como no Cinturão do Fogo, no oceano Pacífico. Seu efeito é mais forte no epicentro, área acima do foco. Se ocorre no fundo do mar, o tremor provoca ondas nas proximidades das costas continentais que podem chegar a 35 m de altura, os maremotos.

Medição
A escala mais utilizada para medir a magnitude dos terremotos é a criada pelo sismólogo norte-americano Charles Francis Richter. A escala Richter calcula a energia liberada pelos tremores e tem o zero como limite inferior. Seu limite superior é aberto, no entanto, o tremor mais forte já registrado mediu 9,5 graus na escala Richter e aconteceu no Chile, em 1960. A cada ano há mais de 300 mil tremores na Terra, de intensidade entre 2 e 2,9 graus da escala Richter. Terremotos muito fortes (de cerca de 8 graus) costumam acontecer em intervalos de cinco a dez anos.

Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos a partir da extensão dos danos causados por eles. Dependendo da localização do epicentro, um terremoto pode ser muito ou pouco destrutivo, embora a quantidade de energia liberada seja a mesma. A escala Mercalli-Sieberg divide os tremores em doze categorias, classificadas em algarismos romanos:

I – Fracamente percebido até mesmo nos edifícios mais elevados;

II – Sentido por pessoas nos andares mais altos dos prédios;

III – Percebido por quem está na rua. Equivale à passagem de um caminhão sem carga. Objetos pendurados nas paredes balançam;

IV – Equivale à passagem de um caminhão pesado. As janelas e as peças de louça sacodem;

V – Pode acordar quem esteja dormindo. Trinca as paredes mais frágeis;

VI – Percebido por todos. Quadros caem das paredes;

VII – Trinca paredes sólidas e derruba chaminés altas. As pessoas têm dificuldade para ficar de pé. Sinos de igrejas tocam;

VIII – Danifica construções de alvenaria;

COMO SURGIU O SOLO?

Como surgiu o solo?

O solo se forma como resultado da fragmentação e alteração química das rochas e do estabelecimento de microrganismos que colonizam os minerais. Esses microorganismos ao colonizarem os minerais eles liberam nutrientes que necessitam para crescer e possibilitar também o crescimento de pequenos vegetais. Quando morrem, os restos de todos esses organismos vão sendo decompostos e passam a formar o húmus. 

Ao longo do tempo, por ação da água que se infiltra no terreno, ocorre o transporte de muitos dos sais minerais. Pouco a pouco, começa a se formar o solo, organizado em camadas (como uma torta de mil folhas), cada uma com aspecto e composição diferentes

CORRENTES MARÍTIMAS - MARITIME CHAINS

CORRENTES MARÍTIMAS - MARITIME CHAINS

Porções de água com diferentes níveis de salinidade e temperatura que se movimentam nos oceanos de forma independente em relação às águas que as circundam. Existem correntes superficiais, intermediárias e profundas, que podem ser de água quente ou fria. Apenas as de superfície são bem conhecidas: dirigidas primariamente pelo vento, sua profundidade não ultrapassa 500 m. As correntes quentes e frias possuem características opostas. As quentes tendem a ser estreitas, rápidas e profundas, dirigem-se do Equador para os pólos. As frias são extensas, vagarosas e superficiais, partem dos pólos em direção ao Equador.

As correntes marítimas interferem no clima e na pesca e imprimem maior velocidade às embarcações. As mais importantes são a fria de Humboldt, que esfria a costa oeste da América do Sul; a quente do golfo do México, que evita o congelamento de portos europeus; e a fria do Labrador, que desce do Ártico e, no inverno, congela a costa leste norte-americana. A corrente mais forte do mundo é a Grande Circumpolar Antártica, que nasce do encontro das águas antárticas com as dos oceanos Atlântico e Pacífico.


DISSECAÇÃO DE VALES

O mesmo que dissecação . Processo pelo qual as erosões fluvial, pluvial e glacial rebaixam os vales, aprofundando-os em relação aos divisores de água. Quanto mais dissecado é uma região, maior é a área ocupada pelas vertentes. O grau de dissecação é dado pela relação entre a área topográfica real de uma região e a área medida na projeção planimétrica e ortogonal da mesma. O grau de dissecação é maior em regiões com muitos vales profundos, isto é, com vertentes longas e grandes declividades.

DISSECAÇÃO, PROCESSO EROSIVO DE UMA SUPERFÍCIE

Dissecação:
Escavação de vales numa região ou superfície pela ação de processos erosivos. Uma região dissecada é aquela onde a superfície real coberta pelas vertentes dos vales é muito significativa em relação à área topográfica medida em um mapa. O grau de dissecação mede a exposição de uma superfície a eventos erosivos. Superfícies pouco dissecadas são em geral aplainadas ou levemente onduladas, como é o caso das planícies e planaltos.

DENUDAÇÃO, PROCESSO DE EROSÃO DE UMA CADEIA MONTANHOSA

Denudação:
Erosão que leva ao avançado processo de destruição de uma cadeia montanhosa, expondo as rochas mais profundas. Chamamos de taxa de denudação ao rebaixamento da altitude média de uma área numa certa unidade de tempo. Em geral usa-se milímetros por ano.

REGIÃO PALEOTROPICAL

Em biogeografia denomina-se de paleotropical a região tropical que compreende três sub-regiões:
 
Região "Aethiopais", compreendendo o continente africano a sul do deserto do Saara (o deserto do Saara é considerado um ecótono ou gradiente entre as regiões paleotropical e Holoartis),
 
"Madegassis", a Ilha de Madagáscar e ilhas próximas, e

    Região "Orientalis", compreendendo a Índia e Sudeste Asiático até a linha de Wallace.

O Biorreino Paleotropical (Paleotropis) é o maior, em termos de extensão territorial e em quantidade de espécies. Podemos ressaltar que existem famílias que são comuns com o Reino Neotropical (Neotropis), sendo assim podemos considerá-las pan-tropicais (lembrando que as duas áreas encontravam-se unidas em um tempo geológico remoto). (Mueler, 1980).

No que tange à relações entre as sub-regiões do Biorreino Paleotropical há de se enfatizar que, até o início do Período Cenozóico, havia uma ponte intercontinental que interligava a África à Índia permitindo, assim, a migração de espécies entre essas duas regiões.

REGIÕES FAUNÍSTICAS DO PLANETA

Zoogeografia é o ramo de biogeografia que estuda a distribuição geográfica das espécies animais. Além de mapear a distribuição atual das espécies, os zoogeógrafos formulam teorias para explicar essa distribuição, baseados em informações sobre geografia, fisiografia, clima e história geológica, assim como o conhecimento da história evolutiva dos animais e as relações entre eles.

Um dos pioneiros dos estudos zoogeográficos foi Alfred Russel Wallace. Sua divisão do globo em regiões faunísticas proposta, com pequenas alterações e ampliações, ainda é aceita na atualidade.

Distribuição por disperção
A capacidade de dispersão por grandes distancias varia muito de grupo para grupo. Protozoários enquistados, tardígrados, rotíferos, esporos de fungos e muitos outros organismos pequenos são capazes de suportar condições adversas e podem ser levados a grandes distâncias pelo vento e, assim, não é surpreendente que muitas dessas formas apresentem ampla distribuição.

Regiões faunísticas
O povoamento zoológico das diversas regiões do planeta coincide com alguns dos principais tipos de vegetação conhecidos. Estes, por sua vez, têm suas características determinadas, em grande parte por fatores de ordem climática. Existem seis ou sete regiões faunísticas definidas pelos zoogeógrafos. A maioria delas coincide com uma massa continental separada de outras regiões por oceanos, cadeias de montanhas ou desertos. Denominam-se paleoártica (Europa, norte da África e norte da Ásia); etíope (África subsaariana); oriental; australiana; neoártica (América do Norte e Groenlândia); neotropical (América do Sul, América Central e México|México central) e antártica.
As regiões paleoártica e neoártica são muitas vezes combinadas numa só, chamada holártica. Alguns autores consideram as regiões neotropical, australiana e antártica tão específicas que as elevam à condição de unidades maiores, denominadas reinos, hierarquicamente equivalentes à combinação das outras. Os reinos seriam então neogéia (neotropical), notogéia (australiana), metagéia (holártica, oriental e etíope) e antártica.

Influência do meio
Entre os fatores externos que atuam sobre os animais, um dos mais importantes é a temperatura. Conforme a capacidade de resistência às variações, os animais podem ser classificados em dois grupos: os estenotermos, muito sensíveis (por exemplo, peixes e alguns insetos, que morrem em decorrência da mudança brusca de temperatura), e os euritermos, que suportam grandes oscilações.

Influência com o meio
Para a compreensão da distribuição geográfica dos animais, é esclarecedor o estudo da paisagem. Assim, nas florestas equatorial|equatoriais-tropical|tropicais, à semelhança do que se verifica com a vegetação, encontra-se grande variedade de espécies animais. As sinúsias (estratos de vegetação no interior da mata identificados por apresentarem espécies características) proporcionam diferentes ambientes para os animais.