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Gato de Iriomote (Prionailurus iriomotensis)

Gato de Iriomote (Prionailurus iriomotensis)

Gato de Iriomote (Prionailurus iriomotensis)

O gato-de-iriomote é um felino selvagem do tamanho de um gato-doméstico que vive exclusivamente na ilha japonesa de Iriomote. É uma das espécies mais ameaçadas de felino (às vezes considerado uma subespécie do gato-leopardo[*]), com uma população estimada em menos de 100 indivíduos. Tem pêlos castanho-escuro e uma cauda espessa, e não é capaz de retrair suas garras.

Quando foi descoberto, em 1965, foi considerado como um sobrevivente de uma linha extinta de felinos e colocado em um gênero separado Mayailurus como Mayailurus iriomotensis. Foi então designado como uma subespécie do gato-leopardo, antes de ser elevado ao nível de nova espécie  dentro do mesmo gênero do gato-leopardo, Prionailurus. Esta visão ainda está sendo discutida: algumas autoridades ainda afirmam classificar o gato-de-iriomote como uma espécie separada, uma vez que parece muito diferente do gato-leopardo do continente. É conhecido como Yamamayaa, Yamapikaryaa e Pingiimayaa para os habitantes da ilha de Iriomote.

As fêmeas têm um tamanho médio de 48 cm excluindo a cauda, e os machos são ligeiramente maiores com cerca de 53-56 cm excluindo a cauda. A cauda mede cerca de 16-45 cm e pesam em média 3-7 kg.

Comportamento
O gato-de-iriomote é solitário. O território dos machos varia de 2,1-4,7 km2, e o das fêmeas 0,95-1,55 km2.

Caçando de dia e de noite tanto em árvores quanto no chão, o gato-de-iriomote é um predador oportunista. Costuma ser mais noturno no verão do que no inverno. Durante o dia ele se esconde em fendas de rochas ou buracos em árvores, deixando para caçar ao anoitecer. Em cativeiro, é um nadador entusiasta, brincando na água. Conhecido por atravessar rios na natureza, ele provavelmente captura também peixes e caranguejos na água.

Reprodução
Acredita-se que o acasalamento ocorra em Fevereiro/Março e Setembro/Outubro. Após uma gestação de cerca de 60 dias, nascem de 2-4 filhotes em uma toca, em uma fenda de rocha ou árvore oca. Os filhotes crescem muito mais rápidos do que os gatos-domésticos, sendo deixados à própria sorte quando eles estão com cerca de 3 meses de idade.

Em 1999, um estudo especial foi publicado sobre a reprodução do gato-de-iriomote.

Gato de Iriomote (Prionailurus iriomotensis)

Dieta
O gato-de-iriomote costuma caçar morcegos frugívoros, ratos-pretos, porcos selvagens, garças, codornas, pombos, rãs, corujas, martins-pescadores, corvos, e lagartos.

Distribuição e habitat
Os 292 km2 da ilha de Iriomote estão no extremo sul das Ilhas Japonesas de Ryukyu, que estão 200 km a leste de Taiwan. A ilha é montanhosa e coberta por florestas subtropicais com densos manguezais ao longo do estuário. A montanha mais alta tem apenas 470 m.

Este felino endêmico é encontrado próximo da água, por toda a ilha, incluindo praias e terras cultivadas. Ele só evita as áreas mais povoadas. Infelizmente, ele mostra uma preferência pelas áreas de floresta costeira, que são na sua maioria fora da área protegida da ilha e onde foi construída uma estrada.

Conservação
Apenas 100 indivíduos sobrevivem devido à destruição do habitat e a perseguição/caça. Em 1977 o gato-de-iriomote foi declarado um Tesouro Nacional Japonês. As pressões do desenvolvimento representam uma séria ameaça. Um terço da ilha foi declarado reserva onde as armadilhas de gato, por qualquer motivo estão estritamente proibidas. No entanto, a espécie continua a diminuir. Izawa (1990) relatou que a densidade desses felinos foi relativamente baixa dentro do Parque Nacional, porque eles preferem bordas de florestas, zonas costeiras e terras baixas, a maioria das quais estão fora das áreas protegidas. Não existe uma população de reprodução em cativeiro.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) listou o gato-de-iriomote como "Criticamente em Perigo", à beira da extinção.

Gatos-domésticos competem com o gato-de-iriomote por comida, mas até o momento não parece haver nenhum problema com o cruzamento das duas espécies. Hibridização diluiria o pool genético do gato-de-iriomote e poderia ser uma ameaça desastrosa a longo prazo para a integridade das espécies.

Gato de Iriomote (Prionailurus iriomotensis)

* Notas taxonômicas - referência: IUCN
Originalmente descrita como uma espécie distinta com base na morfologia (Imaizumi 1967), baseado na análise genética o gato-de-iriomote é considerado uma subespécie do gato-leopardo (Masuda e Yoshida 1995, Johnson et al. 1999, Eizirik et al. Submetido).

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Gato da Floresta (Felis chaus)

Gato da Floresta (Felis chaus)

Gato da Floresta (Felis chaus)
O gato-da-floresta é um felino de tamanho médio e considerado a maior espécie de gato-selvagem do gênero Felis. A espécie também é chamada de lince-do-pântano, mas não está relacionada com os linces.

Um pouco maior que o gato doméstico, o gato-da-floresta varia de 55-94 cm de comprimento, além de um cauda relativamente curta de 20-31 cm. O peso varia de 3-12 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas. Devido às pernas longas e cauda curta, e o fato de que as orelhas têm um tufo de pelo preto no inverno, esse felino lembra um pequeno lince (daí o nome "lince do pântano").

Distribuição e habitat
Os gatos-da-floresta são em grande parte oriental na distribuição e encontrado no Egito, na Ásia Central e Ocidental, mas também no sul da Ásia, Sri Lanka e Sudeste da Ásia. Na Índia, eles são os felinos mais comuns entre os pequenos felinos encontrados lá.

Eles habitam vários habitats, por exemplo savanas, florestas tropicais secas e as plantações ao longo dos rios e lagos, mas, ele não é encontrado em florestas. Em algumas áreas o gato-da-floresta chega próximo aos vilarejos e pode viver em casas abandonadas. Os gatos-da-floresta podem viver em altitudes acima de 2.500 m, mas, é mais comum nas terras baixas. O gato-da-floresta caça durante o dia roedores, rãs e pássaros. Aqueles gatos que vivem próximo da água são hábeis para nadar e mergulhar em busca de peixes.

Gato da Floresta (Felis chaus)

Ecologia e comportamento
Os gatos-da-floresta são solitários por natureza. Eles descansam em tocas e buracos abandonados por outros animais, buracos de árvores ou em áreas de vegetação densa. Embora muitas vezes ativos à noite, eles são menos noturnos do que muitos outros felinos, e na época de frio pode se expôr ao sol durante o dia. Estima-se que eles percorram entre 3-6 km por noite, embora esta probabilidade varia de acordo com a disponibilidade de presas. Os principais concorrentes do gato-da-floresta são o chacal e outros gatos-da-floresta.

Seus predadores mais comuns incluem crocodilos, ursos, lobos e outros felinos maiores, como os tigres. Quando ameaçado, o gato-da-floresta irá vocalizar antes de se envolver em um ataque, produzindo rugidos de pequeno porte, um comportamento incomum para gatos domésticos.

Gatos-da-floresta caçam principalmente roedores, sapos e pássaros. Eles também podem caçar lebres, esquilos, javalis jovens, bem como vários répteis, incluindo tartarugas e cobras. Eles podem, as vezes, capturar peixes enquanto mergulham, mas nadam principalmente para disfarçar o cheiro das trilhas ou para escapar de ameaças, tais como cães ou humanos. Foi observado que eles são capazes de nadar cerca de 1,5 km. Próximos a vilarejos de pessoas, eles podem alimentar-se de galinhas e patos domésticos. Eles também podem subir em árvores.

Gato da Floresta (Felis chaus)

Reprodução
As fêmeas estão sexualmente maduras aos 11 meses e dão à luz ninhadas de 1-6 filhotes, embora mais de três é relativamente incomum. A gestação dura 63-66 dias e é extremamente curta para um animal deste tamanho. Os filhotes nascem geralmente entre dezembro e junho, dependendo do clima local, embora as fêmeas às vezes dão à luz a duas ninhadas por ano. Antes do nascimento, a mãe prepara uma toca em um buraco abandonado por outro animal ou numa árvore oca.

Os filhotes pesam 43-160 g quando nascem, tendendo a ser muito menor na natureza do que em cativeiro. Inicialmente cegos e indefesos, eles abrem seus olhos em 10-13 dias de idade. Os filhotes começam a caçar suas próprias presas em cerca de seis meses, e deixam a mãe depois de oito ou nove meses.

O gato-da-floresta tem uma expectativa de vida em cativeiro de 10-12 anos. Na natureza, no entanto, há registros de que alguns viveram por cerca de 20 anos.

Gato da Floresta (Felis chaus)
Subespécies
    Felis chaus affinis - região do Himalaia
    Felis chaus kutas - norte do Paquistão
    Felis chaus furax - Israel and Iraque
    Felis chaus nilotica - Vale do Nilo no Egito
    Felis chaus fulvidina - Sudeste da Ásia - Tailândia, Miamar, Laos, Cambodja e Vietnã
    Felis chaus maimanah - noroeste da Jordânia, leste do Iraque ao longo dos rios Tigres e Eufrates, Irã, em direção ao norte e oeste do Líbano, Síria e Turquia
    Felis chaus prateri - oeste da Índia leste do Paquistão
    Felis chaus kelaarti - Sri Lanka
    Felis chaus oxiana - regiões da Ásia Central

Gato da Floresta (Felis chaus)
Gato da Floresta (Felis chaus)

Gato da Baía de Bornéu (Catopuma badia)

Gato da Baía de Bornéu (Catopuma badia)

Gato da Baía de Bornéu (Catopuma badia)
O gato-da-baía-de-bornéu, também conhecido como gato-de-bornéu, gato-da-baía, gato-marmoreado-de-bornéu, é um felino selvagem endêmico da ilha de Bornéu que parece relativamente raro em comparação aos felinos simpátricos, baseado na falta de histórico bem como registros recentes. Em 2002, a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) classificou as espécies que dependem da floresta como ameaçadas de extinção por causa de um declínio populacional projetado em mais de 20% em 2020 devido à perda de habitat. A partir de 2007, a população efetiva é estimada ser inferior a 2.500 indivíduos adultos.

Os gatos-da-baía-de-bornéu foram historicamente registrados como raros e hoje parecem ocorrer em densidade relativamente baixa, mesmo em habitat primitivo.

O gato-da-baía-de-bornéu é muito maior do que o gato-dourado-asiático. Sua pele é de uma cor castanha brilhante. A cauda é alongada, afunilada na extremidade, com uma faixa central branca na parte inferior.

Catopuma badia

Nos anos entre 1874 a 2004, apenas 12 espécimes foram medidos. O comprimento cabeça-corpo variou de 49,5-67 cm com 30-40,3 cm de cauda. Estima-se que o peso de um adulto varie de 3-4 kg, mas poucos espécimes vivos foram obtidos para permitir uma estimativa mais confiável.

As proporções do corpo e a cauda extremamente longa dão a aparência de um felino do novo mundo: o gato-mourisco (jaguarundi).

Distribuição e Habitat
Os gatos-da-baía-de-bornéu são endêmicos de Bornéu e amplamente distribuídos na ilha. Mas existem relatórios de duas concentrações no interior da ilha. A informação sugere que eles ocorrem em uma ampla área de tipos de habitats, variando de florestas de pântano, floresta de  Dipterocarpus até florestas montanhosas, de pelo menos, 500 m de altitude. Em meados de 1990, os avistamentos mais confiáveis foram relatados a partir da parte superior do rio Kapuas no Oeste de Kalimantan, e no Parque Nacional Gunung Palung. Um avistamento confirmado ocorreu a 1.800 m de altitude no monte Kinabalu.

Catopuma badia

Habitam florestas tropicais densas, e foram observados em afloramentos rochosos de calcário e em florestas pantanosas, alguns perto da costa. Pelo menos três espécimes foram encontrados perto de rios. De 2003 a 2005, 15 gatos-da-baía-de-bornéu foram registrados em Kalimantan, Sabah e Sarawak, mas não em Brunei. Esses registros consistem de simples observações oportunistas. Quase todos os registros históricos e recentes são de proximidade com cursos d'água, como rios e mangues, sugerindo que o gato-da-baía-de-bornéu pode estar associado com tais habitats.

Um levantamento de camera trap (câmera fotográfica automática instalada em locais estratégicos para tirar fotos de animais selvagens) capturou de julho de 2008 a janeiro de 2009 no noroeste da Reserva Florestal Deramakot de Sabah, em uma área de cerca de 112 km2 apenas uma foto de um gato-da-baía-de-bornéu macho. Este registro amplia a área desses felinos ao norte.

Ecologia e comportamento
O comportamento secreto e noturno dos gatos-da-baía-de-bornéu, e, possivelmente a baixa densidade populacional, pode ser uma importante causa da raridade de avistamentos.

Catopuma badia

Armadilhas fotográficas durante 2003-2006 renderam apenas uma foto de um gato-da-baía-de-bornéu . De acordo com registros não confirmados de Sarawak, um gato-da-baía-de-bornéu foi visto durante uma expedição de caça a noite. Um coletor de animais local perto de Lachau, Sarawak, afirmou que ele prendeu acidentalmente dois gatos-da-baía-de-bornéu em ocasiões distintas, em dezembro de 2003. Ele relatou que os felinos entraram em seu aviário e atacaram seus faisões. Um dos felinos morreu em cativeiro, e o outro foi libertado.

Nada se sabe sobre a ecologia alimentar e comportamento reprodutivo desse felino.

Ameaças
Os gatos-da-baía-de-bornéu são dependentes da floresta, e são cada vez mais ameaçados pela destruição do habitat e o desmatamento em Bornéu.

Bornéu tem uma das taxas de desmatamento mais altas do mundo. Enquanto em meados da década de 1980 as florestas ainda cobriam quase três quartos da ilha, em 2005 apenas 52% de Bornéu ainda era florestada. As florestas e as terras abriram caminho para assentamentos humanos. O comércio ilegal de animais selvagens é uma prática muito comum.

Apesar de Bornéu ter 25 reservas de vida selvagem, apenas três existem, as outras são apenas propostas. Todas essas reservas são invadidas por assentamentos humanos e madeireiros. Infelizmente os caçadores locais e comerciantes de animais também estão bem conscientes de que os zoológicos estrangeiros e locais de criação nos Estados Unidos pagam 10.000 dólares ou mais por um animal vivo.

Conservação
Pardofelis badia está listado no Apêndice II da CITES como Catopuma badia. Está totalmente protegido pela legislação nacional na maior parte da sua área de distribuição. A caça e o comércio ilegal estão proibidos em Kalimantan, Sabah e Sarawak.

Oficialmente, não há gatos-da-baía-de-bornéo em cativeiro.

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Gato Chinês da Montanha (Felis bieti)

Gato Chinês da Montanha (Felis bieti)

Felis bieti

O gato-chinês-da-montanha, conhecido também como gato-chinês-do-deserto, é um pequeno felino selvagem da China ocidental. Este é o menos conhecido membro do genêro Felis, os gatos comuns. Um estudo de 2007 descobriu que é mais provável que seja uma subespécie do Felis silvestris, em caso afirmativo, seria chamado Felis silvestris bieti [*].

Aparência física
O gato-chinês-da-montanha é aproximadamente do tamanho de um gato doméstico. Exceto pela coloração de sua pele, este gato parece um gato-selvagem na aparência física. Sua cor geral é um marrom-amarelado, ou cor de areia, sendo o ventre esbranquiçado, e mais escuro na sua parte traseira. O pelo ao longo de todo o dorso segue um padrão estriado, que pode ser pouco contrastado. O pelo é espesso e denso. As almofadas de suas patas são cobertas de densos pelos protetores. De suas orelhas saem pequenos tufos de pelo com cerca de 2 cm. Eles têm canais auditivos grandes, sugerindo que a audição cumpre papel importante para a captura das suas presas. Sua cauda é anelada com três ou quatro faixas escuras, mais uma ponta preta.

Felis bieti
Felis bieti

Território e habitat
O gato-chinês-da-montanha habita as estepes e regiões de montanha do sudoeste da China e nordeste da Mongólia. Apesar do nome, este felino não habita regiões de deserto. Acredita-se que esta espécie se estendia num território do norte a leste, incluindo terreno mais desértico, mas muito provavelmente eles foram confundidos com os gatos-selvagens-asiáticos (Felis sylvestris ornata). Em 1992 seu nome foi oficialmente mudado de gato-chinês-do-deserto para gato-chinês-da-montanha.

Este felino está distribuído nas seguintes regiões da China: Tibete, Qinghai, Gansu e Sichuan. Eles habitam florestas de árvores esparsas e terrenos de arbustos, e raramente são encontrados em verdadeiros desertos. Podem viver em ambientes de até 3.000 metros de altitude.

Dieta
O gato-chinês-da-montanha se alimenta de pequenos animais, especialmente de um tipo de rato chamado pika, mas também preda coelhos e pássaros. Este felino está protegido na China, mas continua em risco devido ao envenenamento sistemático dos pikas, sua presa principal. Estes envenenamentos matam os felinos indiretamente, ou retiram sua base de alimento.

Gato Chinês da Montanha (Felis bieti)

Reprodução e comportamento social
Não é muito o que se conhece sobre este felino, uma vez que ele é pouco estudado. A maioria das informações vem dos espécimes em museus. O pouco que se sabe sobre seu comportamento selvagem vem dos estudos do zoológico de Xining, que coletou 34 gatos entre 1973-1985. Acredita-se que o  gato-chinês-da-montanha seja parente do gato-da-floresta (Felis chaus) e do gato-selvagem (Felis silvestris).

Sua reprodução ocorre entre Janeiro e Março, e os filhotes nascem em Maio. As ninhadas consistem de dois a quatro filhotes, e eles usualmente estão independentes pelos sétimo e oitavo meses. O gato-chinês-da-montanha é solitário, e vive em tocas com uma única entrada, sendo as das fêmeas mais profundas que as dos machos. Seus hábitos tendem a ser noturnos ou crepusculares.

Ameaças
As maiores ameaças são o envenenamento das iscas para pikas, e a caça por causa de sua pele. A degradação do habitat também é uma ameaça importante. Na China estão sob proteção do estado.

Subespécies
    Felis bieti bieti - província de Sichuan até Kansu
    Felis bieti chutuchta - sudeste da Mongólia
    Felis bieti vellerosa - norte da província de Shensi

Algumas autoridades consideram as subespécies chutchta e vellerosa do gato-selvagem subespécies do gato-chinês-da-montanha.

* Notas taxonômicas - referência: IUCN
Por muito tempo foi considerada uma espécie separada tendo um relacionamento próximo do gato-selvagem, Felis silvestris, com base na morfologia (Garcia- Perea 2000, Wozencraft 2005). Com base na análise genética, Driscoll et al. (2007) classificou-o como uma subespécie do gato-selvagem, F. silvestris bieti. O tempo estimado de divergência era recente (230.000 anos BP), e um estudo mais aprofundado é necessário antes que esta classificação possa ser definitivamente aceita.

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Gato Andino (Leopardus jacobita)

Gato Andino (Leopardus jacobita)

Gato Andino (Leopardus jacobita)

O gato andino é um felino selvagem de pequeno porte. É um dos dois únicos felinos para os quais nenhuma subespécie foi classicamente descrita. Estima-se que existam menos 2.500 indivíduos na natureza.

Seu habitat e aparência o fazem semelhante ao leopardo-das-neves, que vive em altitudes de 3.500-4.800 m. Embora seja do tamanho de um gato-doméstico, ele parece maior por causa de sua longa cauda e pele grossa. Como os leopardos-das-neves, a pelagem de um gato-andino é cinza-prateada, com a parte inferior branca e numerosas listras e manchas escuras, e anéis pretos em torno da cauda e membros.

O comprimento do corpo varia de 57-64 cm, e a cauda 41-48 cm, pesam cerca de 5,5 kg.

Leopardus jacobita
Distribuição e habitat
É um dos felinos mais raros e menos conhecidos, quase tudo o que se sabe sobre ele vem de algumas observações na natureza e de peles. Não existe nenhum em cativeiro. Sabe-se que vive apenas nas altas montanhas dos Andes do Peru, Bolívia, Chile e Argentina.

Houve um aumento substancial nos esforços de pesquisas sobre o gato-andino desde que Nowell e Jackson escreveram que "não está claro se a aparente raridade é um fenômeno natural, é atribuída a ações humanas, ou é simplesmente um equívoco resultante da falta de observações". As pesquisas desde então confirmaram que o gato-andino é uma espécie rara, ocorrendo em baixas densidades no mesmo ambiente de alta altitude que seu parente mais próximo, o gato-palheiro (Leopardus colocolo).

O habitat de montanhas de alta altitude preferido do gato-andino é fragmentado por vales profundos, e sua distribuição é provável que seja ainda mais localizada devido à natureza irregular das colônias de sua presa preferida, a viscacha (Lagidium spp) - um roedor da família da chinchila. O tamanho total da população efetiva é estimada em menos de 2.500 indivíduos adultos, com uma tendência de queda devido à perda de habitat e presas de base, bem como a perseguição e caça para fins cerimoniais tradicionais.

Apesar da principal presa do gato-andino ser a viscacha-da-montanha, é provável também que chinchilas-da-montanha foram presas anteriormente importantes do gato-andino, antes de suas populações serem drasticamente reduzidas devido à caça para o comércio de peles. Uma vez que ele vive apenas nas altas montanhas, vales habitados por humanos agem como barreiras, fragmentando a população, o que significa que mesmo níveis baixos de caça podem ser devastadores. Muitas vezes, é morto no Chile e na Bolívia por causa da superstição local.

Leopardus jacobita

Pesquisa
Antes de 1998, a única evidência da existência deste felino eram duas fotografias. Foi então que Jim Sanderson iniciou sua busca para encontrar o gato-andino. Sanderson avistou e fotografou um no Chile, em 1998, perto da fronteira norte do Chile com o Peru. Em 2004, juntou-se a uma equipe de pesquisadores da Bolívia e ajudou a colocar um rádio-colar em um gato-andino na Bolívia. Em abril de 2005, este gato foi encontrado morto, talvez depois de ser pego em uma armadilha de caçador.

Sanderson ainda está muito envolvido com o gato-andino. Com seus colegas de trabalho Constanza Napolitano, Lilian Villalba, e Eliseo Delgado e muitos outros na Andean Cat Alliance. A Small Cat Conservation Alliance (SCCA) fez acordos com a Fundação Biodiversitas, uma organização Chilena sem fins lucrativos, e com a CONAF, a agência governamental responsável pelo gerenciamento de florestas e parques nacionais. A CONAF permitiu a SCCA reformar uma área para o Andean Cat Conservation and Monitoring Center (Centro de Monitoramento e Conservação do gato-andino) em suas instalações já em funcionamento, em São Pedro do Atacama, no Chile.

Esforços para a conservação do gato-andino também estão sendo feitos pela Feline Conservation Federation para preservar a espécie.

Leopardus jacobita
Leopardus jacobita

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Suçuarana ou Puma (Felis concolor)


Suçuarana ou Puma (Felis concolor)


Suçuarana (Felis concolor)Características: é o segundo maior felino das Américas pode pesar até 70 kg. Possui um colorido pardo uniforme. O macho, maior do que a fêmea, pode atingir até 2,40 m de comprimento com a cauda, que é longa.

Habitat: floresta, montanha.

Ocorrência: América Central, América do Norte e América do Sul.

Hábitos: animal solitário. E mite sons que lembram o miado do gato doméstico. Ótimo saltador, sobe em árvores com facilidade e, geralmente, refugia-se nas forquilhas, onde dorme. Caça à noite.

Alimentação: carnívoro , principalmente aves e mamíferos.

Reprodução: gestação de 90 a 96 dias, gerando de 1 a 3 crias. Formam casais durante a época do acasalamento. Os filhotes permanecem com a mãe cerca de 1 ano, acompanhando-a em suas caçadas.

Ameaças: espécie ameaçada de extinção, tanto pela destruição de seu habitat quanto pela caça.


Suçuarana ou Puma (Felis concolor)
Suçuarana ou Puma (Felis concolor)
Suçuarana ou Puma (Felis concolor)
Suçuarana ou Puma (Felis concolor)
Suçuarana ou Puma (Felis concolor)
Suçuarana ou Puma (Felis concolor)

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Leopardo das Neves (Uncia uncia)

Leopardo das Neves (Uncia uncia)

Uncia uncia
O leopardo-das-neves é um felino moderadamente grande, de hábito solitário e que vive entre 3.000-5.500 m de altitude nas montanhas rochosas da região Central e Sul da Ásia. Sua natureza secreta significa que seus números exatos são desconhecidos. Segundo a Snow Leopard Trust estima-se que existam entre 3.500-7.000 leopardos-das-neves na natureza e entre 600-700 em zoológicos no mundo inteiro.

Leopardos-das-neves são menores que os outros grandes felinos, mas, como eles, exibem uma variedade de tamanhos, geralmente pesando entre 27-55 kg. O comprimento do corpo varia entre 75-130 cm, mais uma cauda com cerca de 75-90% do comprimento do seu corpo.

O leopardo-das-neves possui diversas adaptações para viver em ambientes frios e montanhosos. Seu corpo é robusto, sua pele é grossa, e suas orelhas são pequenas e arredondadas, que ajudam a minimizar a perda de calor. Suas patas são largas, que distribui melhor o seu peso para andar na neve. A cauda do leopardo-das-neves é longa e flexível, ajudando-o a manter o equilíbrio, que é muito importante nas áreas rochosas. Sua cauda também é muito espessa devido ao armazenamento de gordura e densamente coberta de pelos que lhe permite ser usada como uma manta para proteger seu rosto quando dorme.

Leopardo das Neves (Uncia uncia)

Comportamento
Um leopardo-das-neves vive dentro de um amplo e bem definido território, mas não defende seu território de forma agressiva quando invadido por outros leopardos-das-neves. Seu território varia muito em tamanho. No Nepal, onde as presas são abundantes, o território pode ser pequeno com cerca de 12-40 km2 e até 5-10 animais são encontrados aqui por 100 km2; enquanto que em habitats com poucas presas, uma área de 1.000 km2 suporta apenas 5 destes felinos.

Como outros felinos, os leopardos-das-neves usam marcas de cheiro para definir o seu território. Estes são mais comumente produzidos pela raspagem do solo com as patas traseiras antes de depositar a urina ou fezes, mas também pulverizam a urina em rochas.

Leopardos-das-neves são crepusculares, sendo mais ativos ao amanhecer e ao entardecer. São conhecidos por serem extremamente secretos e bem camuflados.

Caça e dieta
Os leopardos-das-neves são carnívoros e caçam ativamente suas presas. Assim como outros felinos, são oportunistas, comem qualquer carne que encontram, inclusive carniça e animais domésticos. Eles podem matar animais com cerca de três vezes o seu tamanho, como o carneiro-azul-himalaio, tahr-himalaio e o markhor (uma grande espécie de cabra-selvagem), mas podem caçar presas muito menores, como lebres e pássaros.

O leopardo-das-neves pode atacar animais domésticos, o que gera conflito direto com os seres humanos. Os pastores matam leopardos-das-neves para impedi-los de atacar os seus animais. Não há relatos de ataques desse felino a seres humanos, e parecem estar entre os menos agressivos de todos os grandes felinos.

Leopardo das Neves (Uncia uncia)

Reprodução e ciclo de vida
O acasalamento ocorre geralmente no final do inverno. O período de gestação é de 90-100 dias e os filhotes nascem entre Abril e Junho. A fêmea dá à luz uma ninhada de 1-5 filhotes, que pesam 320-567 g. Os filhotes permanecem com a mãe até se tornarem independentes, após cerca de 18-22 meses. Uma vez independentes, eles podem se dispersar por distâncias consideráveis, mesmo atravessando grandes extensões de terreno plano para procurar novos locais de caça. Isso provavelmente ajuda a reduzir a endogamia que seria comum em seus ambientes relativamente isolados. Os leopardos-das-neves se tornam sexualmente maduros aos 2-3 anos, e normalmente vivem por 15-18 anos, embora em cativeiro eles podem viver por até 21 anos.

Ameaças
O leopardo-das-neves está listado como "ameaçado de extinção" na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Grande parte do declínio da população é atribuída à caça pela muito cobiçada pele, e pelos ossos que são usados na medicina chinesa. O conflito humano é outro fator que afeta a sua sobrevivência, pois atacam ovelhas, cabras, cavalos e bezerros de iaques.

Leopardo das Neves (Uncia uncia)

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Guepardo (Acinonyx jubatus)

Guepardo (Acinonyx jubatus)

Guepardo (Acinonyx jubatus)

O guepardo é um felino de grande porte que habita a maior parte da África e algumas regiões do Oriente Médio. O guepardo é o único membro sobrevivente do gênero Acinonyx, o mais notável pelas modificações nas patas da espécie. Como tal, é o único felino com garras não-retráteis e almofadas que, pela sua dimensão, não permite preensão (portanto, guepardos não pode escalar árvores na vertical, embora eles geralmente são capazes de atingir galhos de fácil acesso).

O guepardo é o animal terrestre mais rápido do mundo, atingindo velocidades entre 112 e 120 km/h  em curtas distâncias (até 500 m), e tem a capacidade de acelerar de 0 a mais de 100 km/h em três segundos.

O nome do gênero, Acinonyx, significa "não-movimenta-garra", em grego, enquanto o nome da espécie, jubatus, significa "guará", em latim, uma referência a crina encontrada nos filhotes de guepardo.

Um guepardo adulto pesa cerca de 36-65 kg. O comprimento total do seu corpo é 115-135 cm, enquanto a cauda pode medir até 84 cm de comprimento. Os machos tendem a ser ligeiramente maiores que as fêmeas e têm cabeças ligeiramente maiores.

Alguns guepardos também têm uma mutação rara de pele e são conhecidos como guepardo-rei - têm manchas maiores e algumas formam pequenas listras. Era considerado uma subespécie separada, mas é apenas uma rara mutação de pele do guepardo comum. Os guepardos-rei só foram vistos na natureza algumas poucas vezes, mas têm sido criados em cativeiro.

As patas do guepardo têm garras semi-retráteis (conhecidas apenas em outras três espécies de felinos: o gato-pescador, o gato-de-cabeça-chata e o gato-de-iriomote), que oferecem maior aderência em suas perseguições em alta velocidade.

Ao contrário dos "verdadeiros" grandes felinos, o guepardo pode ronronar, mas não pode rugir. O guepardo é uma espécie vulnerável. De todos os grandes felinos, é o menos capaz de se adaptar a novos ambientes. Sempre tem se revelado difícil de reproduzir em cativeiro, embora recentemente alguns poucos zoológicos conseguiram ter sucesso. Foi muito caçado por sua pele, mas agora ele está mais ameaçado pela perda dos habitat e presas.

Guepardo (Acinonyx jubatus)Distribuição e habitat
Existem várias populações de guepardos geograficamente isoladas, que são encontradas na África ou no sudoeste da Ásia. Uma pequena população (estimada em cerca de 50) de guepardos-asiáticos sobrevivem na província de Khorasan no Irã, onde os conservacionistas estão tomando medidas para protegê-los.

O guepardo vive em áreas com grandes extensões de terra onde as presas são abundantes. O guepardo prefere biótopos abertos, como semi-desertos, pradarias e savanas, embora possa ser encontrado em uma variedade de habitats. Na Namíbia, por exemplo, vive em planícies, savanas, áreas de vegetação densa e áreas montanhosas.

Reprodução e comportamento

As fêmeas atingem a maturidade em 20-24 meses, e os machos em torno de 12 meses.

As fêmeas dão à luz até 9 filhotes depois de um período de gestação de 90-98 dias, embora o tamanho médio da ninhada seja de 3-5. Os filhotes pesam 150-300 g quando nascem. Ao contrário de alguns outros felinos, o guepardo nasce com suas pintas características. A expectativa de vida é de até 12 anos na natureza e até 20 anos em cativeiro.

Ao contrário dos machos, as fêmeas são solitárias e tendem a evitar uns aos outros, embora alguns pares (mãe/filha) formados por pequenos períodos de tempo são relatados. As fêmeas vivem sozinhas, exceto quando elas estão com filhotes. Os primeiros 18 meses da vida de um filhote são importantes; filhotes precisam aprender muitas lições, porque a sobrevivência depende de saber como caçar espécies de presas selvagens e evitar outros predadores. Em 18 meses, a mãe deixa os filhotes, que permanecem juntos por mais seis meses.

Guepardo (Acinonyx jubatus)

Dieta e caça
A dieta do guepardo consiste principalmente de mamíferos com menos de 40 kg, incluindo a gazela-de-thomson, a gazela-de-grant, o impala e o springbok. Os jovens de mamíferos maiores, como gnus e zebras às vezes são caçados, e os adultos também, quando esses felinos caçam em grupos. Enquanto os outros grandes felinos caçam principalmente a noite, o guepardo é um caçador diurno.

O guepardo tem uma taxa média de sucesso de caça de cerca de 50%.

Conservação
Filhotes de guepardo têm uma alta taxa de mortalidade devido à predação por outros carnívoros, como o leão e a hiena, e talvez fatores genéticos.

O guepardo está na lista da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) como espécie vulnerável (subespécies africanas ameaçadas, subespécie asiática em situação crítica). Restam aproximadamente 12.400 guepardos na natureza em 25 países africanos. A Namíbia tem a maioria, com cerca de 2.500. Outros 50-60 guepardos-asiáticos criticamente ameaçados de extinção vivem no Irã.

Fundada na Namíbia em 1990, a missão da Cheetah Conservation Fund é proteger o guepardo e garantir o seu futuro no nosso planeta. A organização trabalha com todas as partes interessadas dentro do ecossistema do guepardo para desenvolver as melhores práticas de pesquisa, educação e ecologia e criar um modelo sustentável a partir da qual todas as outras espécies, incluindo as pessoas, serão beneficiadas.

Guepardo (Acinonyx jubatus)

Subespécies
Acinonyx jubatus venaticus (guepardo-asiático) - Norte da África (Argélia, Djibuti, Egito, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Tunísia e Saara Ocidental) e Ásia (Afeganistão, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Omã, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, e em uma pequena parte da Comunidade dos Estados Independentes).

Acinonyx jubatus hecki (guepardo-do-noroeste-africano) - Noroeste Africano (Argélia, Djibouti, Egito, Mali, Mauritânia, Maroccos, Níger, Tunísia) e África Ocidental (Benin, Burkina Faso, Gana, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal).

Acinonyx jubatus raineyii - África Oriental (Quênia, Somália, Tanzânia e Uganda).

Acinonyx jubatus jubatus - Sul da África (Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Moçambique, Malawi, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue e Namíbia).

Acinonyx jubatus soemmeringii - África Central (Camarões, Chade, República Centro-Africana, Etiópia, Nigéria, Níger e Sudão).

Guepardo (Acinonyx jubatus)
Guepardo (Acinonyx jubatus)

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Gato Selvagem (Felis silvestris)

Gato Selvagem (Felis silvestris)

Gato Selvagem (Felis silvestris)
O gato-selvagem é um pequeno felino nativo da Europa e parte ocidental da Ásia e África. É um caçador de pequenos mamíferos, pássaros e outros pequenos animais. Existem várias subespécies distribuídas em diferentes regiões do mundo. Às vezes está incluído o gato-doméstico (F. s. catus), que foi introduzido em todos os continentes habitáveis e na maioria das maiores ilhas do mundo, e tornou-se selvagem em muitos desses ambientes.

Um estudo sugere que todos os gatos-domésticos atuais no mundo são descendentes de um grupo de gatos-selvagens auto-domesticáveis há 10.000 anos atrás, em algum lugar próximo do Oriente. Acredita-se que essa domesticação ocorreu quando a Revolução Agrícola produzia grãos, que eram armazenados em celeiros, o que acabava atraindo roedores, que por sua vez atraia gatos. O parente mais próximo do gato-selvagem é o gato-da-areia (Felis margarita).

O gato-selvagem se parece fisicamente com um gato-doméstico em muitos aspectos. Embora as raças domesticadas mostrem uma grande variedade de formas e cores, as espécies selvagens são do amarelo claro a marrom com listras pretas ou manchas. Indivíduos melanísticos (preto) foram relatados, mas provavelmente são resultado de hibridação com gatos-domésticos.

Os gatos-selvagens medem de 45-80 cm de comprimento, e pesam entre 3-6 kg e têm uma cauda de cerca de 30 cm. As subespécies Asiáticas e Africanas tendem a ser menores do que o gato-selvagem da Europa.

Comportamento
O gato-selvagem é extremamente cauteloso com os seres humanos, e evita se aproximar de vilarejos. É um animal solitário e defende seu território de 1,5-12 km2 de qualquer coisa. Os machos tendem a manter territórios maiores que as fêmeas. Gatos-selvagens de ambos os sexos marcam seus territórios depositando as fezes em locais proeminentes e deixando marcas de cheiro através da urina, esfregando a bochecha e arranhando o chão.

Dieta
O gato-selvagem é carnívoro, mas eventualmente insetos e plantas fazem parte de sua dieta. Independentemente de subespécies, a maioria de suas presas consiste de pequenos mamíferos, principalmente roedores e coelhos. Gatos-selvagens são predadores oportunistas, e também já foram observados comendo anfíbios, peixes, doninhas, escorpiões e até mesmo jovens veados ou antílopes.

Reprodução e ciclo de vida
Os gatos-selvagens geralmente se reproduzem apenas uma vez por ano. O gato-selvagem da Europa se reproduz entre fevereiro e março, e os gatos-selvagens do sul da África mostram uma preferência para a reprodução durante a estação chuvosa quando as presas são mais abundantes. O gato-selvagem do norte da África, no entanto, se reproduz durante todo o ano, sem preferência por uma determinada época. A gestação dura 56-69 dias, tendendo a ser ligeiramente mais curta nas subespécies africanas do que no gato-selvagem da Europa.

Na natureza, as ninhadas variam de um a cinco filhotes. Os filhotes pesam entre 75-150 g quando nascem, e são cegos e indefesos. Abrem os olhos depois de 7-12 dias, e eles começam a caçar presas vivas em 10-12 semanas de idade. Eles estão totalmente desmamados aos dois meses, e começam a viver de forma independente após cerca de três meses. Começam estabelecer seus próprios territórios dentro de um ano, época em que eles estão sexualmente maduros.

Os gatos-selvagens podem viver até 16 anos em cativeiro.

Distribuição
As populações de gatos-selvagens sobrevivem em locais espalhados por toda a Europa, de Portugal e norte da Escócia até a Turquia e as Montanhas Cárpatos. Populações também sobrevivem na Sicília e Sardenha. As subespécies Africanas são encontrados em todo o continente, evitando apenas os desertos e densas florestas tropicais, e também no Oriente Médio, até o Irã. O gato-selvagem da Ásia vive mais a leste, a partir do Paquistão e noroeste da Índia, em uma faixa através da Ásia Central, que vai até a Mongólia.

Dada a sua ampla distribuição, os gatos-selvagens são capazes de se adaptar a vários tipos de habitats. Eles são comumente encontrados em floresta tropical ou decídua, mas também habitam matagais, savanas e pântanos.

Gato Selvagem (Felis silvestris)

Ameaças
As principais ameaças à sobrevivência desta espécie são a hibridação com gatos-domésticos, a transmissão de doenças, e a competição com gatos domésticos. Outras ameaças significativas são a perda de habitat, fragmentação e degradação de algumas áreas onde ele vive.

Subespécies
De acordo com um estudo genético de 2007, existem 5 subespécies:

    Felis silvestris silvestris - Europa e Turquia
    Felis silvestris lybica - Norte da África, Oriente Médio e Ásia Central
    Felis silvestris cafra - Sul da África
    Felis silvestris ornata - Paquistão, noroeste da Índia, Mongólia e norte da China
    Felis silvestris bieti - China

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Gato-Dourado-Africano (Profelis aurata)

Gato-Dourado-Africano (Profelis aurata)

Gato-Dourado-Africano (Profelis aurata)
O gato-dourado-africano é um felino selvagem de tamanho médio encontrado em florestas tropicais da África Central e Ocidental. Mede cerca de 80 cm de comprimento, e tem uma cauda de cerca de 30 cm. É um parente próximo do caracal e do serval, mas a classificação atual coloca-o como o único membro do gênero Profelis.

O gato-dourado-africano tem cor de pele variável, geralmente variando de canela ou marrom avermelhado ao cinza, embora existam também formas melanísticas. São cerca de duas vezes o tamanho de um gato doméstico. Sua cabeça arredondada é muito pequena em relação ao seu tamanho corporal. Possuem pernas longas, uma cauda relativamente curta, e patas grandes. o comprimento do corpo geralmente varia de 62-101 cm. O comprimento da cauda varia de 16 a 35 cm. Pesa cerca de 8-16 kg, sendo os machos maiores que as fêmeas.

No geral, o gato-dourado-africano lembra o caracal, mas tem um tufo menor nas orelhas e uma cauda mais longa.

Distribuição e habitat
O gato-dourado-africano habita as florestas tropicais do nível do mar a 3.000 m de altitude. Prefere florestas densas e úmidas com vegetação rasteira, e é frequentemente encontrado próximo de rios, mas também pode ser encontrado em florestas de bambu. Ele é encontrado do Senegal no oeste ao Quênia no leste, e em áreas ao norte até a República Centro-Africana e em áreas ao sul como o norte de Angola.

Comportamento e dieta
Devido aos seus hábitos extremamente reclusos, pouco se sabe sobre o comportamento do gato-dourado-africano. Eles são animais solitários, e normalmente são crepusculares ou noturnos, embora eles também já tenham sido observados caçando durante o dia.

O gato-dourado-africano é capaz de escalar, mas caça principalmente no chão. Ele se alimenta principalmente de roedores, mas também inclui em sua dieta aves, pequenos macacos, pequenos antílopes e porcos da floresta.

Gato-Dourado-Africano (Profelis aurata)

Reprodução
O conhecimento dos hábitos reprodutivos do gato-dourado-africano é com base em espécimes em cativeiro. Eles se reproduzem facilmente em cativeiro. A fêmea dá à luz um ou dois filhotes depois de um período de gestação de cerca de 75 dias. Os filhotes pesam 180-235 g, mas crescem e se desenvolvem rapidamente em comparação com outras espécies de felinos de pequeno porte. As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 11 meses de idade e os machos aos 18 meses aproximadamente.

Estes felinos podem viver até 12 anos em cativeiro, mas o período de vida em natureza é desconhecido.

Subespécies
Existem duas subespécies de gato-dourado-africano:

    Profelis aurata aurata - do Congo a Uganda
    Profelis aurata celidogaster - em toda a África Ocidental

O gato-dourado-africano é semelhante ao gato-dourado-asiático, mas estudos indicam que isso é devido a evolução convergente, com seus parentes mais próximos sendo o caracal e serval. Além disso, o gato-dourado-asiático pertence ao gênero catopuma enquanto o gato-dourado-africano é o único membro do gênero profelis.

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Leopardo (Panthera pardus)

Leopardo (Panthera pardus)

Leopardo (Panthera pardus)

O Leopardo (Panthera pardus) é o menor dos quatro "grandes felinos" do gênero Panthera, os outros três são: tigre, leão e a onça-pintada. A área de distribuição do leopardo abrangia o leste e sul da Ásia e da África, da Sibéria à África do Sul, mas a sua área de distribuição diminuiu radicalmente por causa da caça e da perda de habitat. Atualmente é encontrado principalmente na África sub-saariana. Existem também populações fragmentadas na Indonésia, Paquistão, Índia, Sri Lanka, Indochina, Malásia e China.

Comparado a outros membros da família Felidae, o leopardo tem pernas relativamente curtas e um corpo longo com um grande crânio. É similar na aparência a onça-pintada, mas é menor e mais franzino. Leopardos e onças-pintadas que são melanísticos (completamente preto) são conhecidos como pantera-negra.

O sucesso da espécie na natureza é, em parte devido ao seu comportamento de caça oportunista, sua adaptabilidade aos habitats, a sua capacidade de correr a velocidades próximas de 58 km/h, sua capacidade inigualável de escalar árvores, mesmo quando carregando uma carcaça pesada, e sua notória capacidade de camuflagem. Seu habitat varia de florestas tropicais a áreas desertas.

Leopardos são predadores ágeis e furtivos. Embora menor do que os outros membros do gênero Panthera, são capazes de carregar grandes presas. Medem entre 125-165 cm de comprimento (cabeça-corpo), e têm uma cauda de 60-110 cm. Os músculos ligados a escápula são excepcionalmente fortes, que aumentam a sua capacidade de subir em árvores. Eles são muito diferentes em tamanho. Os machos são cerca de 30% maiores que as fêmeas, pesando 30-91 kg e as fêmeas entre 23-60 kg. Grandes machos de até 91 kg já foram registrados no Parque Nacional Kruger na África do Sul. Entretanto, machos das montanhas costeiras da África do Sul pesam em média 31 kg. Esta grande variação no tamanho é atribuída a qualidade e disponibilidade de presas encontradas em cada habitat.

O território dos machos varia entre 30-78 km2 e o das fêmeas entre 15-16 km2.

Leopardo (Panthera pardus)

Distribuição e habitat
Os leopardos são os felinos que têm a maior distribuição geográfica. Ocorrem amplamente na África oriental e central, embora as populações têm mostrado uma tendência decrescente e estão fragmentadas fora da África sub-saariana. Dentro da África sub-saariana, a espécie ainda é numerosa e próspera.

Dados sobre sua distribuição na Ásia não são consistentes - populações do sudoeste da Ásia e Ásia Central são pequenas e fragmentadas.  No Nordeste, eles estão criticamente ameaçados, mas no subcontinente indiano, sudeste da Ásia e China, os leopardos ainda são relativamente abundantes.

Leopardos vivem principalmente em savanas e florestas, mas são extremamente adaptáveis: no Extremo Oriente russo, habitam florestas temperadas onde as temperaturas no inverno chegam a menos de -25°C.

Leopardo (Panthera pardus)

Dieta
A dieta do leopardo consiste principalmente de ungulados e macacos, mas eles também se alimentam de roedores, répteis, anfíbios, insetos, aves, peixes e algumas vezes predadores menores como raposas-orelha-de-morcego, martas e chacais.

Na África, a maioria de suas presas são antílopes de porte médio, como impalas e gazelas-de-thomson. Na Ásia, costumam caçar cervos como o chital e o muntjac e vários outros antílopes asiáticos.

Reprodução e ciclo de vida
Dependendo da região, leopardos podem se acasalar durante todo o ano. Na Manchúria e Sibéria, eles se acasalam durante janeiro e fevereiro. O período de gestação é de 90-105 dias e geralmente nascem de 2-4 filhotes. Mas a mortalidade dos filhotes é estimada em 41-50 % durante o primeiro ano.

Podem viver até 21 anos em cativeiro.

Leopardo (Panthera pardus)

Subespécies
As nove subespécies reconhecidas pela IUCN são:

    Panthera pardus pardus (leopardo-africano) - África subsaariana
    Panthera pardus fusca (leopardo-indiano) - subcontinente Indiano
    Panthera pardus melas (leopardo-de-java) - Java, na Indonésia
    Panthera pardus nimr (leopardo-árabe) - Península Arábica
  Panthera pardus orientalis (leopardo-de-amur) - extremo oriente russo, Península Coreana e Nordeste da China
    Panthera pardus japonensis (leopardo-do-norte-da-china) - norte da China
    Panthera pardus saxicolor (leopardo-persa) - Ásia Central: Cáucaso, Turcomenistão e norte do Irã
    Panthera pardus delacouri (leopardo-da-indochina) - sudeste da Ásia continental
    Panthera pardus kotiya (leopardo-do-sri-lanka) - Sri Lanka

Leopardo (Panthera pardus)
Leopardo (Panthera pardus)
Leopardo (Panthera pardus)

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